Cresce volume de indenizações em D&O em todo mundo, revela estudo da AGCS

Para quem gosta de estudos, não pode perder este divulgado pela Allianz Global Corporate Solutions (AGCS) sobre o mercado global de seguros Directors & Officers (D&O). O estudo revela a preocupação com o aumento de volume de valores pagos pelas companhias neste produto. Além dos acionamentos, tem também os custos de defesa que crescem de forma acelerada pela complexidade dos casos que chegam à Justiça. Estados Unidos, a Alemanha e a Austrália são os países com maior número de casos em que executivos precisam acionar suas coberturas D&O. No Reino Unido, o volume anual de notificações relacionadas às apólices passou da casa entre 200 e 300 na metade dos anos 2000 para cerca de 1,3 mil.

Na América Latina e no Brasil, em particular, a aceitação de seguros D&O aumentou, com recentes escândalos corporativos de alto perfil relacionados a práticas de corrupção resultantes de longas investigações criminais. O aumento da demanda América Latina acontece devido a vários fatores específicos: maior exposição a ações de classe dos EUA por empresas latino-americanas; reforço da conformidade com a governança corporativa da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); expansão das seguradoras globais no mercado; e vários recentes escândalos corporativos como a Petrobras no Brasil. Outras empresas brasileiras, incluindo o Banco Bradesco, Braskem e Eletrobras, foram nomeadas em ações de classe de valores mobiliários nos EUA, cita o estudo.

“Ações civis no Brasil, bem como ações de classe de valores mobiliários nos EUA, violações de leis antitruste, uma severa e ainda em curso recessão financeira e um ambiente regulamentado contra empresas e seus executivos está impulsionando compras do D&O compras”, diz Diego Assef, Senior Claims Specialist Financial Lines, AGCS. “Como muitas empresas atuam globalmente, elas enfrentam múltiplos desafios ao mesmo tempo em diferentes lugares. A coordenação central bem como as medidas e ações locais, feitas sob medida, têm de ir de mãos dadas para garantir que todo o grupo esteja protegido de forma inteligente e eficiente”, escreve Bernard Poncin, Chefe Global de Linhas Financeiras AGCS.

Link do estudo em inglês

Abaixo o release divulgado pelo grupo:

Novos riscos como incidentes cibernéticos ou privacidade de dados, o crescente ativismo de reguladores e acionistas e a influência dos financiadores de litígios de terceiros estão levando líderes corporativos à maior pressão para a possibilidade de envolvimento em investigações, multas ou acusações por supostas irregularidades, atesta a Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), líder mundial em seguros a Diretores e Executivos (D&O).

Os diretores e executivos estão caminhando sobre uma corda bamba de gestão e responsabilidade executiva contínua, que aumentam a cada ano. Há uma grande tendência pela busca de ações punitivas e pessoais contra executivos por não seguirem regulamentações e padrões que podem resultar em investigações morosas e processos criminais ou litígios civis, que colocam em risco os ativos da empresa ou dos próprios executivos, diz a AGCS em seu novo relatório Perspectiva de Seguros D&O: Responsabilidade Atual da Gestão (D&O Insurance Insights: Management Liability Today, na versão em inglês).

“Embora o cenário jurídico difira fortemente de país para país, o aumento da ação de acionistas ou regulatória tornou-se um fenômeno global que precisa ser priorizado dentro dos departamentos de gestão de risco das empresas”, afirma Bernard Poncin, Líder Global de Linhas Financeiras da AGCS.

Litígios de D&O – mais longos e mais onerosos

De acordo com a análise da AGCS, o descumprimento das leis e regulamentações constitui atualmente a principal causa de processos¹ D&O em número, seguido por negligência e má administração/falta de controles. A média de casos de D&O por responsabilidade fiscal atinge um número superior a US$1 milhão (€ 1 milhão). No entanto, em grandes casos de responsabilidade corporativa, os processos D&O podem ser avaliados em centenas de milhões de dólares. A AGCS observa uma tendência geral, no sentido de processos D&O serem ignorados ou resolvidos de forma mais lenta, o que traduz no aumento dos custos com defesa e maiores expectativas de liquidação. Por exemplo, um caso de ação popular envolvendo valores mobiliários nos EUA leva entre três e seis anos para ser finalizado, enquanto que a média dos custos com a defesa jurídica está em torno de US$10 milhões, subindo para US$ 100 milhões nos casos mais importantes. Nos últimos seis anos, os custos de defesa praticamente dobraram em grandes processos de D&O nos EUA. A influência do financiamento para pleitos de terceiros também está mudando o mapa global de litígios, sendo fundamental no desenvolvimento de ações coletivas contra instituições financeiras e entidades comerciais e seus diretores e executivos.

Na América Latina e no Brasil, em particular, a contratação de seguros D&O aumentou, com recentes escândalos corporativos de alto perfil relacionados a práticas de corrupção, resultantes de longas investigações criminais. Além disso, o aumento de restrições políticas abriu caminho para coberturas adicionais. Segundo Giuliano Maisto, Líder Regional Latam da AGCS, o mercado passa por processo de maturação: “O aumento das restrições ocorreu na medida em que o índice de sinistralidade evoluiu nos últimos anos, devido aos muitos executivos envolvidos em recentes investigações anticorrupção, bem como pela crise econômica. As seguradoras têm sido mais rigorosas e podemos dizer que esse tem sido um mercado desafiador”, diz o executivo.

O litígio contra empresas e seus funcionários está em ascensão. Nos Estados Unidos, o número de pedidos de ações de segurança aumenta exponencialmente e até o primeiro semestre de 2016 seguia para o seu maior total anual em 12 anos². Muitos países asiáticos, como o Japão, Hong Kong, Tailândia e Cingapura também estão caminhando rumo a uma cultura mais litigiosa. O aumento dos processos também tem sido constatado na Alemanha, onde o número de processos D&O, só pela AGCS, triplicou nos últimos 20 anos.

Já na América Latina, a contrataçãode seguros D&O aumentou significativamente devido a vários fatores específicos, incluindo o aumento da exposição a ações populares norte-americanas por parte de empresas latino-americanas, o aumento do cumprimento da governança corporativa da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a entrada no mercado por parte de seguradoras globais, além de recentes escândalos de grande apelo e amplamente divulgados envolvendo empresas brasileiras. Algumas delas também enfrentam ações populares nos EUA.

Diego Assef, Especialista em Processos nas Principais Linhas de Financiamentos da AGCS, explica: “Os processos cíveis no Brasil, bem como as ações populares de títulos imobiliários nos EUA, as violações antitruste, a recessão econômica grave e ainda em curso e um rigoroso ambiente regulamentado pelo governo contra as empresas e os seus executivos, estão impulsionando o aumento das compras de D&O”.

Esse aumento, no entanto, não foi linear. “Enquanto as seguradoras que já estavam no negócio sentiram o impacto do índice de sinistralidade, outros foram menos expostos ao setor e não sofreram com essas mudanças. No geral, entraram no mercado melhor equipados e conseguiram oferecer preços mais atrativos. e Então, vemos um diferencial de preço amplo sendo praticado hoje”, complementa Maisto.

Riscos cibernéticos em pauta de diretorias

O cenário para os executivos fica ainda mais complicado por uma série de riscos crescentes, como a responsabilidade em torno de ataques cibernéticos e privacidade de dados. Nos EUA, várias ações populares já foram arquivadas, relacionadas a violações de dados. As regras de privacidade em todo o mundo estão se tornando cada vez mais difíceis, com severas penalidades previstas à não conformidade com as leis. Como consequência, os especialistas da AGCS antecipam os litígios de D&O relacionados à segurança digital nos EUA, mas também na Europa, Oriente Médio e Austrália – caso haja negligência em qualquer falha na proteção de dados ou na falta de controles. “Muitos diretores costumavam ver o mundo virtual como um problema de TI e não uma exposição para a apreciação da diretoria”, explica Emy Donavan, Responsável Regional da Cyber Liability North America (Responsabilidade Cibernética na América do Norte) da AGCS. “Mas não há como fugir dos riscos virtuais e os diretores precisam ser adequadamente informados, caso contrário eles ficarão expostos.”

Outros novos riscos de gestão incluem divulgações negativas ou alegações em torno da poluição ambiental, mudança climática e escravidão moderna, que poderiam resultar em riscos para a reputação e ativismo de acionistas, protesto público ou ação governamental.

As ações de fusões e aquisições (M&A) continuam a ser um dos principais motores dos litígios de D&O e prevê-se que continuem em um ritmo acelerado no futuro. “O M&A, assim como os desinvestimentos, são reais nos momentos mais arriscados na vida de uma empresa”, diz Poncin. “As expectativas são sempre elevadas e as sinergias são mais simples no papel do que na prática.”

Necessidade de uma gestão de riscos altamente sofisticada

Para enfrentar o aumento do risco executivo no futuro, os diretores precisam desenvolver uma cultura de gestão de riscos altamente sofisticada. Como exemplo, pode-se incluir a instalação de uma proteção cibernética e de TI de alto nível, mantendo registros de todas as informações relevantes para o papel de gestão e preservando uma comunicação aberta com autoridades, investidores e funcionários. Os executivos devem se fazer perguntas difíceis sobre temas relacionados ao compliance da gestão, tais como sanções, embargos, registros de domicílios, fixação de preços e fraude, aprendendo mais sobre exposições de D&O “clássicas”, tais como M&A, medidas de capital e IPOs. O relatório da AGCS contém orientações sobre as melhores práticas e listas de verificação que descrevem como os executivos podem mitigar os riscos.

O seguro D&O tornou-se parte regular da gestão de riscos das empresas nos últimos 20 anos. Ele disponibiliza uma proteção financeira aos gestores contra as consequências de “atos ilícitos” reais ou alegados. Os cenários de riscos D&O comuns incluem questões de RH, ações por parte de acionistas, erros de relatórios ou de divulgação. A cobertura não inclui atos fraudulentos, criminais ou intencionais que não respeitam as regras de compliance, ou casos em que os diretores obtiveram remuneração ilegal ou agiram visando ao lucro pessoal.

Bradesco Seguros agiliza pagamento do seguro a moradores de Florianópolis e região atingidos por vendaval

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Uma equipe de técnicos do Grupo Bradesco Seguros está em Florianópolis (SC) desde a última segunda-feira, dia 5. Eles coordenam o trabalho de coleta de informações que permitirá ao Grupo Segurador agilizar o pagamento a seus segurados que tiveram – em suas residências, automóveis ou estabelecimentos comerciais –, algum tipo de perda provocada pelo tornado que atingiu a região na noite de domingo, 4 dezembro.

O prazo médio entre a abertura do processo e o pagamento das indenizações é de cerca de sete dias. A operação “Atendimento em Situação Climatológica Severa” é um processo inovador criado pelo grupo que identifica, analisa e prioriza situações decorrentes de uma catástrofe, concentrando esforços para, no menor prazo possível, quantificar e indenizar seus segurados envolvidos em tragédias naturais.

Desde que foi criada, em 2015, a operação permitiu o pagamento de sinistro de cerca de 3.400 segurados atingidos por vendavais em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. O montante indenizado atingiu R$ 14,8 milhões. Isso demonstra a preocupação do Grupo em atender e servir com rapidez o seu segurado, no momento em que ele mais precisa.

Os segurados podem acessar também a Central de Relacionamento Bradesco Seguros, pelos números 0800 707 2757 e 4004 2757.

BR Insurance aposta na customização para vender seguro residencial

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Férias elevam a procura pelo produto, que garante cobertura para roubo ou furto de imóveis e oferece inúmeros serviços emergenciais,
como chaveiro, eletricista, desentupidor, encanador etc., tanto para o domicílio habitual quanto para o de veraneio.

As férias de verão se aproximam e com elas aumenta a procura por seguro residencial. Atenta a esta necessidade do mercado, a BR Insurance, maior corretora multiprodutos brasileira, coloca à disposição dos clientes produtos sob medida, desenvolvidos com o objetivo de garantir ainda mais proteção para os segurados.

As soluções em Seguro Residencial ofertadas pela companhia englobam diversas coberturas, como proteção para roubo e furto qualificado do domicílio habitual e/ou de veraneio. Por prestar um serviço personalizado, um dos destaques é a flexibilidade no momento da contratação, que permite escolher desde a importância segurada até os serviços oferecidos, ou seja, pode ser formatado de acordo com o perfil e a necessidade de cada cliente.

O produto oferece proteção contra incêndio, vendaval, explosão, queda de aeronave, alagamento, desmoronamento, danos por rompimento de tubulações ocasionados por terceiros, danos elétricos, queda de raio e responsabilidade civil. Além disso, o cliente também tem à sua disposição assistência 24h gratuita, que inclui chaveiro, eletricista, desentupidor, encanador, manutenção de eletrodomésticos, dentre outros.

A personalização também disponibiliza um check-up domiciliar, que inclui a limpeza da caixa d’agua e das calhas, revisão das instalações elétrica e hidráulica, bem como troca de telhas, caça-vazamentos e lubrificação de fechaduras e dobradiças. Além disso, possibilita a inclusão de coberturas e serviços que garantem conforto e comodidade ao segurado, como fixação de prateleiras, varal, quadros e persianas, instalação de olho mágico, varão ou trilho de cortinas, ventilador de teto, tomadas e interruptores.

Ao mesmo tempo, é possível solicitar a substituição de resistências, vidros, lâmpadas, torneiras e sifões, bem como assistência a antenas, e a instalação de luminárias, chuveiros, torneiras elétricas, pias e tanques.

“A estratégia é oferecer liberdade de escolha ao segurado, mas sempre com foco na segurança e prestação de serviço diante das mais variadas situações e necessidades dos clientes”, explica Ana Badaró, diretora da BR Insurance. “Atualmente, a flexibilidade e personalização são essenciais para garantir as necessidades de um público consumidor cada vez mais diversificado e exigente”, complementa.

Banco do Brasil lança campanha publicitária em seguros

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A essência brasileira e a expertise do Banco do Brasil em seguros são os destaques na nova ação publicitária da empresa. Com início nesse domingo (4/12), a maior investida do Banco neste segmento mostra o papel do seguro para a proteção do que é importante e para que a vida siga de forma leve e feliz.

Com o posicionamento “Especialista em seguros. Especialista em brasileiro”, a campanha contará com vídeos de 30’ sobre os seguros de Vida, Automóvel e Residencial, que serão exibidos nas televisões aberta e fechada, nos perfis da empresa nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e Youtube), além de spots para rádios e peças para as plataformas online.

“A ação dialoga diretamente com o consumidor ao mostrar o seguro como peça fundamental para cuidar de suas conquistas e resguardar bens preciosos para o brasileiro, como a casa e o carro, bem como a renda dos familiares, na falta do provedor. Com essa campanha, conseguimos falar sobre os produtos com clareza e bom-humor, reforçando que é possível contar com a orientação e a inteligência de uma instituição com profundo conhecimento sobre esse mercado”, comenta Ângela, Diretora Comercial e de Produtos da BB Seguridade.

A brasilidade compõe toda a comunicação da campanha, criada pela agência Fischer América. “O objetivo é mostrar o cotidiano, o jeito de ser do brasileiro e as conexões que os seguros têm com as coisas mais importantes da nossa vida”, complementa Ângela.

Seguindo essa linguagem e o tom leve, a ação também apresenta vídeos sobre os produtos. O seguro de vida é apresentado de forma sensível, evidenciando como a trajetória é constituída por perdas, mas também por alegrias e recomeços. Portanto, é fundamental ter a apólice como um amparo para retomar a rotina e reorganizar as coisas após momentos inesperados. Outra versão produzida também valoriza as coberturas em vida, como indenizações antecipadas para acidentes pessoais e doenças graves.

A apólice de automóvel é retratada pela tradicional paixão do brasileiro pelo carro, como parte das conquistas importantes e dos momentos de diversão, enquanto o cuidado e apoio ficam por conta do contrato. Já a sorte de ter um imóvel para vivenciar momentos de lazer, alegria, intimidade e descanso, além de poder compartilhar com quem ama, é apresentada no curta que traz a relevância do produto residencial.

BrasilPrev foca educação e consultoria para crescer em 2017

ATUALIZADA AS 10:22 DO DIA 9 DE DEZEMBRO

2016 foi um ano difícil, mas trouxe ganhos para a Brasilprev, afirma Paulo Valle, presidente da companhia de previdência aberta do Banco do Brasil em sociedade com a americana Principal. “Apesar da crise, o setor de previdência contou com novas regulamentações que colocam o Brasil no mesmo patamar dos países mais avançados do mundo neste tema, além da discussão em torno da reforma da Previdência ter despertado o interesse de um grande número de pessoas preocupadas com o futuro da aposentadoria”.

A companhia lidera o ranking de captação líquido, totalizando R$ 20,8 bilhões em outubro de 2016, 14% acima do resultado de outubro passado. Os ativos sob gestão da BrasilPrev totalizaram R$ 188,3 bilhões, 32% acima do mesmo período do ano passado. A arrecadação acumulada somou R$ 35,9 bilhões, alta de 20,5%. São 1,9 milhão de clientes na empresa com planos abertos. Pouco perto dos 64,6 milhões de clientes que se relacionam com o Banco do Brasil, o que demostra um potencial e tanto para ser explorado nos próximos anos.

Diante disso, a BrasilPrev investe pesado em pesquisas de mercado para buscar oportunidades. Uma delas foi: quanto guardar para a aposentadoria? A referência do estudo é de poupar 17% para aqueles que não tenham outra renda alguma na aposentadoria, considerando-se o aporte desde o primeiro emprego até a aposentadoria, com taxa de investimento de 5%. Tal contribuição considerando o prazo de 40 anos, significaria ter capital para comprar renda vitalícia equivalente a 100% do salário até o último dia de vida. A responsabilidade da BrasilPrev, segundo ele, é orientar o cliente a ajustar esse percentual ao longo do ciclo de vida de cada um. “Pode cair para 15% ou subir para 19% dependendo do cenário econômico do país. Tem de acompanhar o investimento para ter certeza de que o sonho será realizado”, afirma Valle em

A meta ideal difere muito da realidade detectada pela BrasilPrev. A média de contribuição é de R$ 400 por mês e com início dos aportes aos 41 anos. Eis aqui mais um desafio. Levar educação financeira a toda a base da sociedade. Com base na pesquisa sobre quem poupa e quem não pouca e quais os motivos, a BrasilPrev criou o ABC da previdência, um programa que visa a educação financeira com base na aposentadoria. As iniciativas incluem ações nos canais digitais, na consultoria por meio do treinamento de gerentes e também apoio a publicações que esclarecem o que é a previdência.

Os que já se preocupam em poupar também precisam de uma consultoria financeira, pois tendem a aplicar em ativos de curto prazo, tendo como referência o CDI. Para Valle, ficar focado na aplicação da reserva previdenciária em CDI é um erro. “Quem investe em previdência, que é um ativo de longo prazo, não tem de ficar de olho na volatilidade diária”, opina. Em um exercício apresentado levando-se em conta os últimos cinco anos, o cliente que aplicou em CDI de curto prazo obteve 67% em rendimento. Já o que aplicou em títulos de longo prazo obteve rendimento de 80%.
O setor aguarda a regulamentação pela Susep da Resolução do Conselho Monetário Nacional 4.444, que possibilita maior diversificação dos fundos bem como amplia o limite de investimentos em renda variável de 49% para 70%, sendo que deste limite 10% podem ser aplicados em ativos no exterior. “Essa mudança está aproximando o mercado de previdência brasileiro ao patamar dos mercados mais desenvolvidos”, afirma Valle.

Para 2017, além dos desafios da macroeconomia e também da educação, trazer as pequenas e médias empresas para o setor, com benefícios do governo, está na pauta do setor. “Certamente isso ajudaria muito a popularizar a previdência”, afirma. Atualmente somente as empresas tributadas com base no lucro real podem deduzir integralmente da base de cálculo do IRPJ, até o limite de 20% da folha de salários dos participantes do plano, as contribuições que fazem para planos de previdência em nome de seus colaboradores e dirigentes.

“Em síntese, para a maioria das empresas, significa dizer que algo em torno de 34% (25% IRPJ e 9% CSLL) do valor da contribuição que a empresa faz ao plano de previdência são provenientes dos tributos que deveriam ser recolhidos por ela ao fisco, e os restantes 66% saem efetivamente do caixa da empresa”, explica Nelson Ignacio Katz, diretor de planejamento e controle da empresa.

Quanto a estar enquadrada nas regras de capital de risco (mercado, crédito, subscrição e operacional) determinadas pela Susep, a BrasilPrev já está de acordo com todos eles, inclusive com a exigência do risco de mercado, que tem de ser concluído uma parte em dezembro de 2016 e outro em 2017. “Já foram feitos testes e a capitalização da BrasilPrev foi feita com a retenção de ganhos de anos anteriores”, diz Katz.

Swiss Re fecha fecha seguro paramétrico de índices climáticos

Fonte: Swiss Re

A Swiss Re Corporate Solutions emitiu, para uma comercializadora de energia, a primeira apólice de seguro paramétrico de índices climáticos. Lançado recentemente, esse produto tem o objetivo de reduzir a exposição frente a eventos climáticos extremos como escassez chuva e tempestades, por exemplo. O valor em risco (VR) é de R$ 5 milhões. O seguro tem o objetivo de limitar potencial perda em operações de venda de energia da comercializadora.

Segundo Rodrigo Violaro, diretor de produtos climáticos para o setor de energia da Swiss Re Corporate Solutions, o principal objetivo do cliente é reduzir eventuais perdas decorrentes de variações no preço da energia. Os contratos de fornecimento de energia para grandes consumidores são realizados, geralmente, com valores preestabelecidos. Dessa forma, grandes variações no preço da energia podem impactar o caixa das comercializadoras: os preços de venda são pré-definidos, mas as compras acontecem no mercado de curto prazo, gerando potencial descasamento no fluxo de caixa.

“Em 2014, a seca reduziu drasticamente a vazão dos principais rios do país, o que prejudicou o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, forçando o acionamento de usinas termoelétricas, operacionalmente muito mais caras. Dessa forma, o preço da energia disparou, impactando diretamente o preço de energia de curto prazo”, explica Violaro.

Os contratos de seguro paramétrico são customizados para atender às necessidades específicas de cada cliente. No caso da comercializadora, o índice monitorado para determinar o pagamento das indenizações será a ENA (Energia Natural Afluente) dos sub mercados Sudeste e Centro Oeste, responsáveis por gerar mais de 65% de toda a energia elétrica no país. O período da apólice é entre os meses de janeiro e março de 2017, época de chuva no Sudeste.

A ENA corresponde à energia que se obtém a partir da vazão natural de um rio. O índice é medido diariamente pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão independente responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Brasil. “Caso o ENA fique abaixo de 90% da média de longo prazo (MLT), a Swiss Re Corporate Solutions pagará as indenizações previstas em contrato, assegurando a compensação financeira à empresa segurada. O seguro é ajustado ao mercado local e se baseia em parâmetros medidos por um agente independente, no caso o ONS. Assim, a indenização é realizada com muito mais agilidade”, afirma Violaro.

Lançado com exclusividade este ano pela Swiss Re Corporate Solutions no Brasil, o seguro paramétrico de índices climáticos já é largamente utilizado em outros países da América Latina, da Europa, da Ásia e da América do Norte. No Brasil, a Swiss Re Corporate Solutions foi a primeira seguradora a oferecer essa modalidade. “Com esse produto nós atendemos, em especial, às necessidades das empresas do setor de energia e do agronegócio, fundamentais para a economia brasileira. Nossa expectativa é que o produto repita o sucesso que apresentou ao redor do mundo aqui no Brasil e torne-se relevante dentro do nosso portfólio”, disse o diretor comercial da Swiss Re Corporate Solutions, Luciano Calheiros.

Capsula do tempo, uma nova forma de vender previdência

O Santander lançou hoje uma nova forma de vender planos de previdência aberta. Trata-se do Prev Primeiros Passos, nos formatos tradicionais PGBL e VGBL, com as taxas dos produtos tradicionais. O que muda, de forma radical, é a forma de vender. Os clientes poderão gravar um vídeo, que será entregue no final do plano, com prazos geralmente acima de 16 anos. “É como uma capsula do tempo. Uma maneira diferente de usar a tecnologia para captar as redes sociais”, conta Gilberto Abreu, diretor de investimentos do Santander.

No momento de desencapsular o vídeo, o filho certamente será tomado de uma grande emoção. Ele pode até nem lembrar mais do formato da nota de cem reais daqui a alguns anos, e talvez a meta nem seja mais comprar um carro com a onda de compartilhamento, mas certamente sentirá no coração a emoção que ficou registrada no vídeo sobre os valores da vida que o cliente tinha no momento da compra, que geralmente é marcado por esperança, amor e gratidão pela oportunidade de poder fazer algo pelo próximo.

O propósito é entregar algo mais do que o dinheiro que foi acumulado. “É entregar também a emoção do momento da contratação. Um momento de alegria, de esperança que a fez fazer a aposta financeira em um valor de vida que ela quer entregar para a pessoa que está beneficiando”, explica Marcos Madureira, vice presidente de comunicação do Santander. Para ele, a baixa contratação de planos de previdência para jovens é consequência da falta de cultura da população, que pode ser mudada por produtos e abordagem diferenciados. “A ideia do vídeo é muito interessante, pois leva uma mensagem do valor emocional do produto”, comenta Madureira.

Foi criado um hotsite que ficará disponível enquanto o produto estiver na prateleira do banco. O cadastro só pode ser feito por quem tem o produto. Lá encontrará conteúdo com orientações sobre como gravar o vídeo, postar e também como funciona para que o beneficiário faça o saque dos benefícios no futuro.

O grande desafio foi montar um projeto que garanta que a tecnologia do vídeo e áudio esteja disponível no formato do futuro. “Certamente os recursos hoje disponíveis para vídeos e áudios serão diferentes. Independentemente do serviço, o formato será atualizado e disponibilizado mesmo que seja holograma para materializar a emoção da pessoa quando ela comprou o produto, afirmam.

Além do plano em si, o cliente pode conta com a assistência educacional, que oferece professor particular, transporte para escola em caso de acidente entre outros. Em caso de acidente com o mantenedor financeiro e cliente do plano, há um leque de serviços disponíveis para o filho seguir estudando, como assistência escolar. Já o pecúlio terá de ser comprado a parte. O valor é incluído a partir de R$ 40 mensais.

O produto possui aplicação mínima inicial de R$ 40 por mês e a taxa de administração oscila entre 1,8% e 2,5% ao ano, de acordo com o tamanho do aporte. Segundo o banco, após o quinto ano de permanência, a taxa de saída é zerada. Atualmente o Santander tem R$ 34 bilhões em reservas de previdência aberta, dentro de um mercado que conta com ativos de R$ 624 bilhões de previdência privada aberta, segundo estatísticas da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi). Segundo Abreu, os aportes para jovens praticamente triplicou de 2014 até dezembro. Neste ano, o crescimento está na casa de 26%.

Programação da Rádio Cnseg traz nesta semana o economista Marcelo Neri

Fonte: CNseg

No último ano houve uma queda forte da renda, cerca de 6,5%, e esse contexto de restrição fiscal penaliza particularmente a chamada classe C, de acordo com constatações do economista e diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri, entrevistado desta semana na Rádio CNseg . A partir de 2003, cerca de 50 milhões de pessoas foram incorporadas a classe média no Brasil e, certamente, esse grupo ainda representa mais de 40 milhões de brasileiros. Neri destacou também o comportamento do brasileiro nesse cenário. “Não há, no Brasil, um esforço de poupança. O brasileiro não poupa talvez por não ter uma visão pessimista do futuro”, pontuou.

Também esta semana, no quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar”, que vai ao ar na quinta-feira, a Rádio CNseg traz uma entrevista com o superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Sandro Leal, que aborda o lançamento da cartilha “A dimensão social e econômica do setor de saúde suplementar”, mais uma publicação da plataforma “Plano de saúde, o que saber?”. Leal destaca que a saúde suplementar movimenta cerca de R$160 bilhões em receita e 7% da força de trabalho do Brasil. Segundo ele, o grande objetivo de publicações como esta é aproximar o consumidor cada vez mais do setor. “Uma das grandes lacunas que a gente percebe é mostrar ao consumidor o que este setor faz, o que ele produz, quais são os benefícios que ele está entregando para a sociedade”, enfatiza.

Já o quadro “Fala Presidente” aborda os canais de distribuição e as formas de se adquirir os produtos do setor de seguros. O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, orienta o consumidor em relação à contratação de seguros e destaca a importância do corretor nesse processo. “Mesmo nos canais digitais, a presença do corretor é fundamental. Porque muitas vezes os canais não têm todas as informações disponíveis, a profundidade e as formas de interação que o consumidor necessita para fazer a melhor escolha”, afirma Coriolano.

Na quarta-feira, o quadro “Momento da Inovação” traz uma matéria sobre o Programa Saúde Ativa, da SulAmérica Seguros, vencedor do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, edição 2015, na categoria Comunicação. O programa produziu 30 vídeos com foco em doenças como diabetes, obesidade, hipertensão, depressão, stress e dores musculares. A superintendente de Marketing da empresa, Luciana Ribeiro Froehlich, destaca como o programa abordou os temas. “A nossa principal busca é por impulsionar as pessoas na procura pela vida saudável. Saímos do modelo publicitário padrão para levar até as pessoas informações relevantes sobre hábitos saudáveis e os riscos das doenças”.

No espaço “Qual é a Dúvida?” o presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Danilo Silveira, responde a perguntas de consumidores sobre o seguro residencial e a cobertura de incêndios. Seguros de viagem é o tema do “Entenda o Seguro de Pessoas”, e o integrante da Comissão de Seguro de Garantia Estendida da FenSeg Marco Garutti fala sobre o descarte de celulares, no programa “Sustentabilidade”.

Diariamente a Rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Segurize inova na venda de seguros

Fonte: Segurize

Startup que permite a indicação de potenciais clientes de seguro recebeu mais de 15 mil cadastros em apenas dois meses. Para dois anos, os empreendedores estimam o marco de 1 milhão de ‘segurizers’, como são batizados os usuários.

O termo insurtechs – empresas de tecnologia para seguros – não tem saído das manchetes do mercado segurador global. O modelo já é responsável por aproximadamente 10% das vendas de seguros nos países desenvolvidos e em constante crescimento, e estas empresas receberam quase US$ 3 bilhões em investimentos em fundos de capital de risco no exterior no ano passado.

No Brasil, as startups que apostam na força da tecnologia para otimizar a contratação de seguros são novidades e as vendas online ainda não chegam a 1% no setor. Mas a Segurize, lançada oficialmente em novembro, pretende mudar esse cenário.

Os executivos Keyton Pedreira e Renato Cordeiro são os responsáveis pela criação desta insurtech, que visa à formação de uma rede de indicadores de potenciais clientes de seguros, além de outros produtos e serviços. “Qualquer pessoa que deseja uma renda complementar pode se tornar um segurizer. Para apoiá-los, disponibilizamos vídeos explicativos que ensinam como realizar as indicações”, informa Pedreira.

A ferramenta funciona da seguinte forma: após o cadastro no site e a aprovação como ‘segurizer’, os usuários poderão indicar os produtos disponíveis a familiares, amigos ou conhecidos. “Cada indicação que se converter em negócio pela Segurize, que é uma corretora de seguros, valerá pontos que poderão ser trocados por prêmios ou dinheiro”, explica.

Atendendo integralmente à legislação securitária e a todas as normas da Susep, Pedreira e Cordeiro acreditam ainda no potencial da iniciativa para despertar o interesse da sociedade para a importância dos produtos de seguros e também dos ‘segurizers’ pela profissão de corretor.

“O futuro já desembarcou no mercado segurador. Sem tecnologia, um contingente enorme de consumidores, como é o caso da população mais jovem, não seria atendida adequadamente. Além do site, já lançamos o aplicativo para Android e lançaremos para iOS em breve”, afirma Cordeiro. Em sua fase de pré-lançamento, que durou dois meses, a ferramenta recebeu mais de 15 mil inscritos.

“Começamos com três produtos, mas estamos negociando com as seguradoras para ampliarmos essa lista, além de incluir produtos financeiros, como empréstimos e consórcios. A meta é alcançar a marca de 1 milhão de ‘segurizers’ em menos de dois anos”, antecipam os sócios.

Afinal, o que está sendo discutido no seguro garantia?

João Di Girolamo Filho, diretor de seguro de garantia da Swiss Re Corporate Solutions, responde:

Com a Lava Jato, muitas obras ficaram paralisadas e outras sem conclusão. Como atuou o seguro nessas obras?

Não é possível comentar sobre casos de sinistros específicos, dado que estes são tratados de forma sigilosa pelas seguradoras, porém é possível afirmar que a operação Lava-Jato teve consequências graves para a continuidade operacional de alguns grandes grupos econômicos focados no setor de infraestrutura. As condições de financiamento se alteraram radicalmente em pouco tempo, chegando, inclusive, a inviabilizar crédito para parte das companhias. Neste cenário, algumas empresas não conseguiram dar andamento aos seus contratos perante os contratantes. Por outro lado, também houve situações em que a obra foi paralisada pela falta de pagamento por parte do contratante. O seguro garantia atua exatamente impedindo essas questões por meio da mediação, em um primeiro momento e, caso não seja possível um acordo, com a regulação de sinistro. Neste momento, a seguradora define a culpabilidade e mensura os prejuízos causados pelos inadimplementos. A grande diferença do seguro garantia para os outros tipos de caução previstos na legislação brasileira é a possibilidade de finalizar o objeto contratual. Porém, dado a obstáculos na atual legislação, atualmente esta alternativa de indenização não pode ser utilizada nas contratações públicas.

Quais as mudanças que estão sendo debatidas no seguro garantia? O percentual vai mesmo para 30% ou chegará até 100%?

A Federação Nacional de Seguros – FenSeg, em conjunto com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros – CNseg, estão participando dos debates e têm feito um ótimo trabalho. Atualmente, estão sendo discutidos mais de 10 projetos de lei que tratam do seguro garantia, com variadas opiniões. O consenso do mercado, posição que defendemos, preserva o produto atual para contratações mais simples, com percentuais que variam de 5% a 20% do valor total do contrato. Para contratações de obras mais complexas, com valores superiores a R$ 100 milhões e com a chamada “cláusula de retomada de obra” (essa cláusula dará à seguradora a possibilidade de concluir o projeto), o percentual deverá ser elevado para 30%. Para isso, obviamente, as seguradoras deverão contar com mais segurança jurídica nas contratações, ou seja, projetos mais bem estruturados, mais transparentes, com mais informações sobre os contratantes, com segurança sobre o direito da seguradora em retomar a obra, readequação de prazos, segurança sobre a não sucessão das dívidas trabalhistas passadas, etc.

As seguradoras poderão retomar a obra em caso de falhas no cronograma?

Sim, esse é o modelo do país referência em seguro garantia, os Estados Unidos. O percentual de 30% é justamente o que esperamos de sobrecusto médio para a implementação de projetos inacabados, contando que o já orçado pelo poder público no contrato original continue a ser liberado para a finalização das obras, ou seja, o poder público não teria prejuízos para finalizar a respectiva obra. Para isso, além das reformas legislativas e normativas que darão base e segurança jurídica para a operação deste novo produto, as seguradoras deverão se estruturar para dar suporte a ele. Deverão contar com uma área de subscrição de riscos mais voltada para a análise da engenharia dos projetos, uma área de monitoramento de risco capaz de cobrir o território nacional ou sua área de atuação, bem como uma boa estrutura na área de sinistros, por onde deverão ocorrer as retomadas das obras inacabadas. Esta é a área que deverá receber o maior investimento para a criação deste produto.

Isso ajuda no gerenciamento de risco?

Sim. Na verdade, isso obriga a seguradora a ser mais diligente tanto na concessão da garantia, como também no monitoramento deste risco garantido. Por isso, o investimento também deverá ser direcionado para a área de monitoramento das seguradoras, seja criando uma área internamente, seja aliando-se e contratando parceiros para estes serviços.

Já há novos produtos no mercado ou ainda estão sendo desenhados, no aguardo da regulamentação?

É importante salientar que o seguro garantia já prevê, como uma das formas de indenização, a conclusão do objeto contratual. Porém, por questões do direito administrativo e público, dificilmente uma seguradora conseguiria concluir um contrato nos moldes atuais. No momento, o mercado aguarda as fundações deste novo “performance bond”. Temos exemplos internacionais sobre seu funcionamento, mas ele precisará ser nacionalizado, ou seja, primeiro precisamos criar as bases legislativas de direitos e deveres para que possamos discutir, junto ao órgão regulador, como desenhar as condições do produto.

Caso os projetos de infraestrutura retomem em 2017, quais as novidades em seguros para ofertar aos clientes e investidores?

O mercado segurador tem potencial de inovação suficiente para criar soluções diversificadas. Por exemplo, a retomada de obras possui casos de sucesso em obras privadas. Isso acontece quando as partes concordam em moldar o produto para tal finalidade. Porém, não depende somente do mercado segurador criar um produto – e isso ficou bem claro com a experiência atual vivenciada no seguro garantia. Todos os stakeholders devem estar de acordo com as condições que o mercado pode ofertar, em contrapartida com as condições que os segurados e tomadores da garantia podem suportar. Tudo isso, voltado para contratações que normalmente são mais burocráticas e de fato possuem maior fiscalização, dada a injeção de dinheiro público. Quando falamos de seguro garantia para retomada de obras públicas, primeiro precisamos negociar as bases com o poder público e contratantes do produto, para depois construirmos as condições do produto e ofertá-lo no mercado.