Liberty Seguros é reconhecida como uma das melhores prestadoras de serviços do Brasil

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A Liberty Seguros está entre as empresas que oferecem uma das melhores experiências aos consumidores, de acordo com o levantamento realizado pelo Especial Melhores Serviços publicado pelo jornal O Estado de São Paulo.

A seguradora foi reconhecida por sua excelência nas categorias de seguro de automóvel e residencial. Os consumidores avaliaram empresas de 28 setores conforme critérios que levaram em conta suas percepções racionais e emocionais sobre as empresas, além da capacidade de resolução de problemas.

“É gratificante termos sido destacados pela qualidade dos serviços prestados aos consumidores pelo segundo ano consecutivo”, diz Mario Cavalcante, diretor de Seguro Auto e Residência da Liberty Seguros. “Este prêmio mostra que estamos alcançando um dos maiores objetivos da seguradora, de oferecer um atendimento excepcional aos nossos clientes e parceiros”, finaliza.

Bradesco Seguros lança novo aplicativo Assistência Dia & Noite para segurados de automóvel

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A Bradesco Seguros lançou o aplicativo “Assistência Dia & Noite”. A nova ferramenta permite ao segurado acionar os serviços da Assistência Dia e Noite do Bradesco Seguro Auto por meio do celular. Para ter acesso aos benefícios, basta fazer o download do aplicativo no Google Play e na App Store.

Ao utilizar o aplicativo Assistência Dia e Noite, o segurado poderá solicitar os seguintes serviços: acionamento de guincho, chaveiro, assistência em caso de pane, pneu furado, central de atendimento e acompanhamento de geolocalização da assistência.

“Percebemos que muitas vezes, em caso de pane ou acidente, o condutor fica numa área de risco sem qualquer suporte, ou seja, é uma questão de segurança ter, nessas horas, um serviço de assistência emergencial rápido”, comenta Enrico Ventura, Diretor de Operações de Auto/RE do Grupo Bradesco Seguros.

Icatu aplica a campanha bebês da virada, que ganharão plano de previdência

Fonte: Release

Os bebês que nascerem no Brasil, de parto normal, entre 0h e 2h do dia 1 de janeiro de 2017 vão receber, gratuitamente, um plano de previdência da Icatu Seguros com R$ 2.017 investidos.

A ação, que ocorre pelo terceiro ano consecutivo, traz uma novidade: um dos pais do bebê da virada receberá um seguro de acidentes pessoais com cobertura de morte, invalidez e despesas médico-hospitalares por um ano.

Não é sorteio e não precisa de cadastro prévio. Para participar, a família deverá entrar em contato com a Icatu Seguros e apresentar a documentação solicitada. E vale destacar: caso um dos pais do bebê da virada já seja cliente da seguradora, a criança receberá o prêmio em dobro, ou seja, R$ 4.034.

“Nosso intuito é dar o pontapé inicial no planejamento financeiro das famílias dos bebês da virada. Além disso, queremos conscientizar a todos sobre a importância de planejar e proteger o futuro. Por isso, na ação desse ano, incluímos o seguro de vida, cujo principal objetivo é dar suporte financeiro a uma família em caso de falecimento do provedor principal até que os dependentes consigam reorganizar a vida. Ele também oferece proteção à própria pessoa, no caso de uma invalidez. A previdência e o seguro de vida são produtos complementares e fundamentais”, afirma Aura Rebelo, diretora de Marketing e Canais.

Despertar o interesse da população em planejar o futuro financeiro desde cedo. Essa é a principal ideia da ação Os Bebês da Virada, que aproveita dois momentos que remetem ao futuro: o Réveillon, período em que as pessoas fazem planos para o ano que está chegando; e o nascimento de um filho, quando as pessoas também projetam grandes expectativas para o futuro daquela vida que acabou de chegar.

Previdência aberta avança 18% em contribuições até outubro, para R$ 86,9 bi

Nos primeiros dez meses deste ano, os aportes em previdência privada aberta acumularam R$ 86,9 bilhões, apresentando uma evolução de 18,2% frente ao mesmo período do ano passado, quando as contribuições somaram R$ 73,4 bilhões. A captação líquida apresentou um saldo positivo de R$ 42,9 bilhões, representando crescimento de 21,20%, em comparação aos R$ 35,4 bilhões registrados de janeiro a outubro de 2015.

Os planos individuais foram os que mais receberam recursos no período. No total, foram investidos R$ 75,8 bilhões. Do volume de contribuições aos planos individuais, R$ 1,5 bilhão foi investido em planos para menores. Os recursos destinados a planos empresariais, por sua vez, totalizaram R$ 11 bilhões em contribuições de janeiro a outubro de 2016.

Na análise por modalidade de plano, o VGBL recebeu contribuições de R$ 79,8 bilhões no período. O PGBL registrou R$ 6,3 bilhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 694,6 milhões.

ANS lança cartilha sobre prazos de atendimento

A Agência lançou uma cartilha gratuita sobre os prazos máximos de atendimento na rede credenciada pelas operadoras, com informações sobre a realização de consultas, exames e cirurgias. A cartilha está disponível em formato PDF. A publicação informa também sobre as áreas de cobertura de planos de saúde, orientações sobre reembolso, como agendar uma consulta ou procedimento, necessidade de solicitação de protocolo de atendimentos, além dos canais de comunicação da ANS para registro de reclamações e a mediação de conflito.

Acesse aqui a cartilha

Saúde é considerada a grande falha do país; corrupção a segunda

A saúde voltou a ser o principal problema do país para a população, depois de um ano em que a corrupção ocupou o topo do ranking. Segundo a pesquisa do Datafolha, divulgada pela Folha de S.Paulo no último domingo, 33% consideram a assistência médica a grande falha do país e 16%, desvios de recursos públicos. A última vez que a saúde havia figurado numericamente como maior preocupação dos brasileiros foi em junho de 2015. Com 32%, a corrupção continuou no topo em pesquisa realizada em julho deste ano, durante a interinidade de Michel Temer. A saúde manteve os 17% pesquisa anterior, em segundo lugar. Hoje, depois de saúde e corrupção, para 16% dos brasileiros, o desemprego preocupa mais do que qualquer outro problema, apontou o levantamento. Depois vem educação, para 10%.

Levantamento aponta que 55% das cargas roubadas não são recuperadas

Fonte: Sompo Seguros

Um levantamento da consultoria FreightWatch International apontou um crescimento substancial nos roubos de carga durante o terceiro trimestre deste ano no Brasil. Segundo o levantamento, 55% das cargas roubadas no período não foram recuperadas e os produtos mais visados foram os das categorias de Alimentos & Bebidas, Eletrônicos e Produtos Agrícolas, com alguma variação por Estado da federação. “As cargas de produtos de higiene pessoal e limpeza estão também entre as mais recentes novidades, aliadas aos já visados carregamentos de cigarros, eletroeletrônicos, farmacêuticos, químicos, têxteis e confecções, autopeças e combustíveis”, avalia Adailton Dias, Diretor da área de Transportes da Sompo Seguros.

Em São Paulo, os produtos mais roubados foram os das categorias Alimentos & Bebidas, Combustíveis e Eletrônicos. Já no Rio de Janeiro, além de Alimentos & Bebidas e Eletrônicos, também entra na lista a categoria Álcool. Em Minas Gerais, as cargas mais roubadas no período foram as de Cigarros, Medicamentos e Eletrônicos. Especificamente no Triângulo Mineiro há um destaque especial para as cargas de Fertilizantes.

No Paraná, neste ano, os produtos mais roubados foram das categorias de Alimentos & Bebidas e Produtos de Limpeza. Na região metropolitana de Porto Alegre (RS) foi registrado um aumento no roubo de combustíveis. Outro aspecto relevante é que desde o segundo trimestre deste ano, os roubos de carregamentos de café aumentaram, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, que estão entre os principais produtores do País.

Os Estados com maior crescimento na incidência de roubo de carga entre julho e setembro deste ano em comparação ao mesmo período de 2015 foram São Paulo (38%), Rio de Janeiro e Minas Gerais (31%). Ainda segundo o relatório, o assalto com ameaça ao condutor (59%) é o método mais utilizado de abordagem. Em 66% dos casos, o caminhão estava em trânsito e em 34% dos casos o caminhão foi parado.

Em 82% dos casos de roubo em trânsito, o veículo estava em movimento e foi obrigado a parar; em 15% foi parado em um posto de gasolina; e em 3% dos casos, parou na estrada. Outro aspecto relevante é que em 32% dos roubos de carga em trânsito, foi relatado que os criminosos usavam jammers, equipamentos eletrônicos utilizados para bloquear o sinal de rastreadores enviados a satélites, o que dificulta a localização do caminhão roubado.

Se a crise arrefecer, mercado segurador pode crescer até 11% em 2017

2016 foi um ano muito difícil para a economia e o mercado segurador sentiu os efeitos. Menos do que outras indústrias como automobilística ou indústria de base. Mas a recessão prejudicou o desempenho das seguradoras ao elevar o índice de desemprego e rebaixar o poder de compra dos brasileiros. As vendas registraram em janeiro alta de 10,33%, porém em março despencou, soando um grande alerta no setor com índice de crescimento de 3,63%. Depois do susto, as vendas se recuperaram consistentemente até outubro, que exibe alta de 7,89%, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Apesar das dificuldades, o mercado conseguiu ter resiliência e chegar a taxas semelhantes de 2015”, comemora Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg).

Até outubro, o volume de vendas de seguros e contribuições de previdência e capitalização totalizou R$ 189 bilhões. A expectativa é de encerrar o ano com índice entre 8% a 10%, considerando-se que o último bimestre do ano é, historicamente, o de maior arrecadação para o setor. “Ainda estamos avaliando os números de 2017, mas se a economia realmente reagir a partir do segundo semestre acreditamos que o setor consiga ter um desempenho de um ponto percentual acima do resultado deste ano. Ou seja, a projeção de alta está entre o intervalo de 9% e 11%”, afirmou Coriolano.

O crescimento do setor foi puxado pelo VGBL, um produto de vida com característica de previdência privada, e afetado negativamente pela queda da arrecadação do seguro de carro, que representa 45% do volume de prêmios de seguros gerais. O recuo das vendas de veículos zero quilômetro, responsável por cerca de 80% das apólices da carteira, asfixia o mercado sem novos negócios. Outro aspecto que impacta a carteira é que o preço do seguro de carro tem como base a Tabela Fipe, que teve forte desvalorização. “Esperamos com o auto popular mitigar a crise em automóvel, uma vez que ele tem preço mais acessível e é uma tentativa de manter pessoas que estão com o orçamento apertado como clientes”, explica o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges. Dados apontam que o seguro popular pode trazer ao mercado 20 milhões de veículos entre 5 e 20 anos de uso.

O seguro garantia também está na lista de oportunidades do setor para 2017. O seguro garantia passa a ser obrigatório para obras de grande porte, com cobertura de até 30% do valor total do contrato se aprovado o Projeto de Lei em pauta no Senado. As empresas querem ter regras mais claras para retomar a obra, como isenção de cobertura de débitos trabalhistas em caso de rompimento; não ter obrigação de fiscalizar e auditar a obra; além de eliminação de multa em caso de não retomada de obra. “Se for aprovado o aumento para 30%, o volume de prêmios triplicaria neste carteira. O bid bond, que todos contratam para garantir o preço ofertado na licitação, também traria números mais robustos em termos de arrecadação”, argumenta Borges.

O seguro rural e o residencial também estão entre os mais cotados em termos de crescimento. “O seguro rural tem grande potencial de avanço diante do potencial da área com 61,5 milhões de hectares não segurados. Também tem atraído o interesse de várias seguradoras”, sinalizou o presidente da FenSeg. Já o residencial tem grande potencial no país e deve avançar pois tem coberturas e serviços mais atraentes, o que facilita a vida dos corretores que passam a venderem o produto juntamente com o seguro de carro.

Previdência – A discussão em torno da reforma da previdência é um ponto alto para o segmento de planos privados. Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi), ressalta que o Brasil está a beira do abismo no que se refere a previdência social. “A PEC de gastos não se sustenta sem a reforma da previdência. Vai haver um grande debate para a transição, mas caminhamos na direção correta”, opina.

Ao impactar a vida das pessoas, as empresas de previdência se movimentam para atender esse gap entre o que o governo oferece e o que realmente é necessário em reserva financeira para as pessoas viverem com qualidade de vida a partir dos 65 anos. “Temos trabalhado para ofertar produtos com mais opções de investimentos, bem como ainda discutimos a aprovação do VGBL Saúde e do Universal Life, um produto de vida com acumulação de recursos com potencial estimado em 125 milhões de beneficiários”, enumerou.

A previdência apresentou o melhor desempenho dentro das linhas do mercado segurador. A discussão da reforma trouxe a urgência de se ter um plano B diante da reforma. Também inibiu os saques, beneficiando a captação liquida que apresentou um saldo positivo de R$ 42,93 bilhões, alta de 21,20% até outubro deste ano. “Esperamos sustentar esse nível de crescimento e encerrar o ano com índice entre 22% e 24% em relação ao ano passado, que registrou avanço de 26% em relação a 2014″, disse Franco.

Nos primeiros dez meses do ano, os aportes acumularam R$ 86,9 bilhões, evolução de 18,29%. o VGBL recebeu contribuições de R$ 79,8 bilhões no período e o PGBL R$ 6,34 bilhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 694,6 milhões. “Não temos ainda uma previsão para 2017, mas certamente não será pior do que 2016”, afirmou Franco. “Porém, tudo vai depender dos indicadores macroeconômicos, pois a poupança individual depende da população ter emprego e melhora da renda.”

A FenaPrevi participou das discussões sobre a reforma da previdência e as sugestões dadas estão alinhadas com o texto apresentado pelo governo na semana passada. A federação também apresentou uma proposta de reforma estrutural, com modelo de previdência conhecido por ter quatro pilares, mesmo preconizado pelo Banco Mundial.

O primeiro seria assistencial e financiado por impostos, focado nas pessoas que não tiveram acesso ao mercado formal de trabalho. O segundo seria similar ao atual do INSS, de forma compulsória, mas com benefícios menores e financiado com contribuições de indivíduos e empresas. O terceiro pilar seria de contribuições individuais para contas também individuais e administrado pela iniciativa privada via processos de licitação, assim como acontece no Chile. O quarto pilar seria o da previdência voluntária como já acontece hoje nos aportes de fundos de previdência fechada e abertos.

Capitalização – As vendas de títulos de capitalização apresentaram um ligeiro recuo comparado ao ano passado. A receita global do segmento de títulos de capitalização atingiu R$ 15,5 bilhões até setembro, com os resgates, valores que são retornam aos clientes e suas famílias ao fim da vigência dos planos de capitalização, totalizando R$ 14 bilhões, alta de 17,3% em relação ao mesmo período de 2015.

Ainda sem previsão para 2017, Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap, acredita que a capitalização, por meio de mecanismos como a carência para resgates e do débito direto em conta-corrente, é um importante instrumento para ajudar a criar o hábito de guardar dinheiro. “A possibilidade de ser sorteado é um estímulo para que economizar passe a ser uma rotina”, afirma. As provisões técnicas – valores acumulados pelos clientes e que serão resgatados ao fim do prazo de vigência dos títulos – superaram os R$ 29 bilhões.

Saúde – O segmento de saúde suplementar sofreu grandes neste ano, com margens apertadas para as empresas e preços que pesam no bolso do consumidor. Solange Beatriz Vasconcelos, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), ressalta que a deterioração no mercado de trabalho e a queda do rendimento das famílias e empresas fez com que as vendas de planos coletivos empresariais registrasse queda 3,2% em 12 meses, passando de 33,2 milhões em setembro de 2015 para 32,1 milhões em setembro de 2016.

Os desafios da saúde suplementar em 2017 são imensos. “A crise e o desemprego geram redução no orçamento do consumidor, mas a saúde tende a ser mais resiliente porque a pessoa abre mão, primeiro, de outros serviços e mantém a assistência privada, até quando for possível. A crise também pesa para o empregador, já que o plano de saúde onera e passa ser um benefício caro”, explica Solange Beatriz.

Assim como as empresas querem manter seus clientes, os clientes querem manter o plano de saúde. Para isso, será preciso um grande debate com a sociedade, o que envolve governo, clientes, empresas e também os prestadores de serviços como médicos, hospitais e fornecedores. Uma das iniciativas para tentar reduzir o desperdício e as fraudes é ter novos modelos de remuneração e também a co-participação dos segurados no uso dos serviços. “O setor todo está empenhado em novos modelos de remuneração, no qual se prestigia o resultado e não o procedimento. É preciso encontrar um meio de ter planos que caibam no bolso do consumidor. Para isso, todos precisam estar dispostos para a conversa que tem como alvo a sustentabilidade do setor”, defende Solange.

BB Mapfre prevê manter ritmo de crescimento em 2017

A BB Mapfre deve manter a expansão no volume total de prêmios emitidos em 2017, mesmo após o Banco do Brasil ter anunciado planos para fechar ou reduzir cerca de 800 agências, disse à Reuters um executivo da seguradora, uma vez que a companhia espera aumento de produtividade nas demais agências. “Isso não nos preocupa, porque a expectativa é que a produtividade nas demais agências cresça”, disse Marcos Ferreira, que está assumindo a Mapfre para a região sul da América Latina. O BB anunciou em novembro que vai fechar 402 agências e tornar outras 379 em postos de atendimento, em meio aos esforços para reduzir custos e elevar a rentabilidade. Para o espanhol Luis Gutiérrez, que está assumindo como presidente da BB Mapfre para as áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities no Brasil, o grupo não considera passar a vender produtos pela internet sem a intermediação de corretores, informa a agência de notícias.

Lava Jato tem ajudado a divulgar e a aperfeiçoar seguro D&O

Thabata Najdek, Debora Schalch, Flavio Sá e Dinir Rocha

Por Márcia Alves

A Operação Lava Jato da Polícia Federal, iniciada em 2014 e, atualmente, em sua 37ª fase, trouxe impactos ao seguro de Responsabilidade Civil dos Diretores e Executivos – D&O, na sigla em inglês de Directors and Officers Liability Insurance. A começar pela sinistralidade, que aumentou, em média, 50%, logo no primeiro ano da operação. Mas, depois de um período inicial de retração do mercado, quando as regras se tornaram mais rígidas e os prêmios mais elevados, o seguro D&O se tornou mais flexível e cresceu. O aprendizado obtido pelo mercado de seguros nesse período foi discutido no evento “As experiências da Operação Lava Jato no âmbito do seguro D&O”, promovido pela Comissão de Direito Securitário da OAB-SP, dia 29 de novembro, na sede da instituição.

A presidente da Comissão de Direito Securitário da OAB-SP, Debora Schalch, lembrou o período de turbulências no D&O provocado pela Lava Jato, quando, então, os prognósticos mais pessimistas indicavam o fim deste seguro. “O D&O é relevantíssimo e, em vez de acabar, como muitos previram, acredito que vá se aprimorar”, disse. Em constante evolução, o produto tem passado por mudanças. A mais recente foi a regulamentação por meio da Circular Susep nº 541, publicada em outubro. “A circular tem gerado muitas discussões porque alguns conceitos não estão muito claros. Devemos unir conhecimentos e esforços para construir um produto adequado”, disse.

Amadurecimento do mercado
Daquela fase inicial da Lava Jato, Thabata Najdek, subscritora de riscos de produtos de Linhas Financeiras, se recorda dos equívocos provocados pela falta de conhecimento do D&O. Segundo ela, a imprensa, principalmente, não entendia o porquê de os executivos investigados serem beneficiados pelo seguro. “O D&O não cobre corrupção” frisou, acrescentando que os executivos envolvidos terão direito à cobertura seguro para pagar os custos de defesa judicial até o trânsito em julgado da ação. “Aquele que admitir sua responsabilidade dolosa, por meio de delação premiada, ou for condenado pela Justiça, perderá a cobertura do seguro e terá de reembolsar a seguradora”, disse.

Embora o D&O tenha adquirido fama por causa da Lava Jato, a sinistralidade do produto não é afetada apenas pelos casos de corrupção. Segundo a especialista, a demanda do seguro também é alta para os sinistros envolvendo questões trabalhistas e penais, além de crimes tributários. Outro motivo de demanda é o Código de Defesa do Consumidor, quando a Justiça entende que houve má gestão. “Caso os recursos da empresa não sejam suficientes para indenizar os prejuízos, a Justiça poderá aplicar a desconsideração da personalidade jurídica e penhorar o patrimônio dos gestores”, explicou.

Mas, apesar da alta sinistralidade, a notoriedade trazida ao D&O pela Operação Lava Jato foi positiva. Na visão de Thabata, evidenciou a necessidade do seguro para proteger o patrimônio de diretores e administradores contra os riscos de seus atos na gestão de empresas. “Trouxe também amadurecimento ao mercado. Antes, o D&O cobria tudo ilimitadamente, mas quase não havia sinistro. Agora, o seguro tem coberturas flexíveis, como a trabalhista”, disse. Segundo ela, no momento, o produto ainda está adequando suas coberturas para empresas com maior exposição a riscos.

Mudanças no D&O
Em crescimento contínuo, o D&O fechou 2015 com R$ 350 milhões em prêmios e neste ano deverá crescer 10%. Além da Lava Jato, o momento econômico do país tem estimulado as contratações desse seguro. Segundo Flávio Sá, gerente de Linhas Financeiras, atualmente, existem cerca de 7 mil apólices de D&O, um volume ainda baixo considerando as 13 milhões de empresas em operação. Mas, ele acredita que existe grande potencial para massificar o D&O.

As implicações da Lava Jato também afetam o D&O, como é caso, por exemplo, das ações coletivas (class action), principalmente nos Estados Unidos. Atualmente, segundo Sá, nove empresas brasileiras enfrentam ações coletivas calculadas em US$ 1 bilhão. Por isso, depois da Lava Jato, muitos fatores passaram a ser considerados pelas seguradoras na subscrição do risco de D&O. Entre os principais estão a composição societária, o tipo de capital, investimentos, performance financeira e a governança corporativa.

As seguradoras também mudaram a estrutura operacional do seguro, adotando exclusões de cobertura para segurados que praticarem atos lesivos ou pagamentos de comissões. “Existe restrição para qualquer reclamação que alegue prática de ato ilícito”, disse. A forma de indenização também mudou; em vez de adiantamento, agora as seguradoras adotam o reembolso no final do processo.

Honorários
Uma das questões mais polêmicas no âmbito do D&O envolve os altos valores de honorários advocatícios. De acordo com Dinir Salvador Rios da Rocha, membro da Comissão de Direito Securitário da OAB-SP, até maio deste ano, a defesa de executivos envolvidos na Lava Jato já havia consumido R$ 56 milhões em honorários de advogados.

Mas, as indenizações de D&O para os custos de defesa não se restringem apenas à Lava Jato, envolvendo também os seus desdobramentos. Segundo Dinir Rocha, um processo administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode gerar custos de honorários entre R$ 100 mil e R$ 350 mil; na Controladoria-Geral da União (CGU), entre R$ 300 mil e R$ 1,2 milhão; e no Tribunal de Contas da União (TCU), entre R$ 260 mil e R$ 560 mil. Outros desdobramentos são as class action, atingindo honorários estratosféricos da ordem de US$ 2,5 milhões.

Em relação à perda do direito de cobertura securitária no caso de delação premiada, Dinir Rocha explicou que vale o conceito da indivisibilidade. “Significa que apenas o diretor que fez o acordo de delação perde o direito ao seguro, os demais permanecem cobertos pelo D&O”, disse. Já no caso de leniência, que envolve o acordo de delação da empresa contratante da apólice, o seguro não cobrirá mais nenhum diretor, ainda que alguns tenham agido de boa-fé.