Valor Econômico publica a Revista de Seguros

dyogo oliveira cnseg

O Valor traz hoje a tradicional revista de seguros com 28 matérias sobre os diversos temas do setor. O mercado de seguros está entre os que exibem crescimento constante e expressivo nos últimos anos. Em 2024, a expansão nominal de 12,2% na arrecadação, de R$ 751,3 bilhões, superou a de sinistros, com alta de 7,8%, e veio diversificada pelos vários ramos dessa indústria que promete, para 2025, desempenho semelhante, com alta de dois dígitos. “O ano foi muito positivo para a indústria. A sociedade aumentou a percepção da necessidade do seguro, tanto pelos efeitos da pandemia quanto pelos eventos climáticos e pela conjuntura econômica favorável, somada às ações das seguradoras de diversificação de produtos, de linhas de atuação e de canais, além da entrada de empresas no mercado e do aumento da digitalização”, diz Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg.

UM SETOR EM EBULIÇÃO

Por ser um setor extremamente pulverizado, não há um ranking das maiores corretoras de seguro no Brasil, a exemplo do que existe entre as seguradoras, embora as estatísticas extraoficiais apontem que as primeiras posições estejam com aquelas diretamente ligadas a instituições financeiras. Mas as corretoras independentes mostram que têm apetite para disputar o mercado e alterar esse cenário nos próximos anos.

MARCO LEGAL DE SEGUROS

Um dos principais desafios do setor de seguros em 2025 é, sem sombra de dúvidas, a adaptação à nova Lei nº 15.040/2024, conhecida como Marco Legal dos Seguros, que representa a maior reforma do setor segurador nas últimas seis décadas. “A nova lei revoga os dispositivos do Código Civil que tratavam do contrato de seguro, foi discutida com todos os os atores do setor e tem o objetivo de modernizar e aprimorar as regras dos contratos de seguros, conferindo mais segurança jurídica às transações e aproximando o Brasil de países com regulação moderna, como Alemanha, Japão e Reino Unido”, afirma Alessandro Octaviani, titular da Susep.

MARCO LEGAL RESSEGUROS

O novo Marco Legal dos Seguros (Lei nº 15.040/2024), que entra em vigor em dezembro, e a alta na taxa de juros do Brasil têm potencial de mexer no atual equilíbrio de forças entre as empresas locais e as internacionais no mercado de resseguros, avaliam executivos do setor. Em 2024, o mercado brasileiro de resseguros somou R$ 26,05 bilhões, com um crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Desse total, as empresas locais – nacionais e multinacionais constituídas no Brasil – ficaram com a maior fatia: 54,5% .

COOPERATIVAS

O setor de seguros se prepara para uma mudança estrutural com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 213/2025, que regula a atuação de cooperativas e associações de proteção patrimonial como operadoras de seguros. A legislação, sancionada em março e atualmente em processo de regulamentação pela Susep, abre espaço para novos modelos de negócio em um mercado historicamente concentrado.

CRÉDITO DE CARBONO

Os cálculos feitos pelo setor de seguros estimam que tal obrigação legal pode movimentar algo ao redor dos R$ 9 bilhões. “Essa obrigação coloca em risco a solvência das empresas e é, na prática, inexequível”, afirma Alexandre Leal, diretor técnico de estudos e relações regulatórias da CNseg.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

A conta das mudanças climáticas chegou. Enchentes, secas e vendavais vêm elevando a sinistralidade e forçando o setor de seguros a rever estratégias e preços. No Brasil, o desafio é maior: com baixa penetração e poucos dados históricos confiáveis, as seguradoras enfrentam dificuldade para mensurar riscos, fazer a precificação e oferecer proteção efetiva à população. “Sem ampla base de segurados, há mais seleção adversa e prêmios altos. A falta de dados dificulta o aprimoramento dos modelos atuariais”, explica Cláudia Prates, diretora de sustentabilidade da CNseg.

INCÊNDIOS

Responsáveis por intensos prejuízos causados ao meio ambiente, à sociedade e à produção agrícola brasileira, os incêndios mobilizam atenções do mercado segurador e do poder público, diante das previsões de temperaturas acima da média em várias regiões, especialmente na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. Espera-se, ainda, menos chuva nessas regiões, dada a menor intensidade prevista para o fenômeno La Niña.

FUNDO EMERGENCIAL

a devastadora enchente no Rio Grande do Sul no fim de abril de 2024 estabeleceu um novo patamar de riscos, tornando evidente que as mudanças climáticas estão intensificando eventos extremos e aumentando prejuízos decorrentes de alagamentos, deslizamentos, secas e queimadas. A CNseg, entidade que representa as seguradoras, vem trabalhando para criar um seguro social contra catástrofes.

LETRAS DE SEGUROS

É comum no cotidiano de grandes empresas que elas sejam alvo de processos dos mais variados tipos: trabalhistas, fiscais e administrativos. Ao começar o julgamento da causa, o juiz pede um valor como garantia. Mas esse valor pode ser substituído por apólices de seguradoras, cujo sinistro ocorre se a empresa não cumprir as obrigações previstas.

RIO GRANDE DO SUL

Já faz mais de um ano que o Rio Grande do Sul enfrentou uma das piores enchentes de sua história, em abril e maio de 2024. Ao longo daquelas semanas, chuvas e inundações afetaram mais de dois milhões de pessoas – foram 183 mortes, 478 municípios impactados e estimativas de prejuízos que vão de R$ 89 bilhões a R$ 100 bilhões.

DIGITALIZAÇÃO

O uso intensivo de dados e a digitalização da jornada do cliente – da contratação e atendimento à gestão de riscos – vem transformando o setor de seguros, mas inovar em um mercado altamente regulado não é fácil. Para abrir espaço aos novos entrantes, a Susep criou o Ambiente Regulatório Experimental, ou Sandbox Regulatório, que está em sua terceira edição, no qual empresas selecionadas podem testar produtos e modelos de negócio.

OPEN INSURANCE

O sistema digital para a conexão de consumidores a instituições dos mercados de seguros, previdência privada e títulos de capitalização deve chegar em 30 de junho a um ponto nevrálgico. Nesse dia, o sistema de seguros aberto, ou open insurance (Opin), conclui sua terceira fase sem que as primeiras transações entre clientes e seguradoras possam ser efetivadas.

CONCORRÊNCIA E TECNOLOGIA

A movimentação no mercado de seguros para automóveis promete manter a competição em alta em meio à necessidade de novos modelos de negócios e de entendimento do atual perfil do consumidor. Para ter sucesso, as seguradoras vêm aumentando os investimentos em tecnologia digital, inteligência artificial (IA) e outras ferramentas que proporcionem apólices bem mais customizadas. O otimismo, por sua vez, permanece, com previsões de expansão de 4,3%, nos cálculos da CNseg.

INSURTECH

Segundo o estudo Latam Insurtech Journey, apoiado pela Mapfre, a América Latina tem 502 insurtechs, 206 delas no Brasil, onde o índice de mortalidade do segmento despencou de 12% para 7%. Esse desempenho foi apoiado por iniciativas regulatórias, como o funcionamento de intermediárias para oferecer e distribuir produtos em nome de seguradoras (MGAs) e a criação do sandbox para novatas testarem produtos.

CUSTOMIZAÇÃO DOS PRODUTOS

A movimentação no mercado de seguros para automóveis promete manter a competição em alta em meio à necessidade de novos modelos de negócios e de entendimento do atual perfil do consumidor. Para ter sucesso, as seguradoras vêm aumentando os investimentos em tecnologia digital, inteligência artificial (IA) e outras ferramentas que proporcionem apólices bem mais customizadas.

PREVIDÊNCIA PRIVADA

A previdência privada aberta vivenciou, durante 2024, um dos melhores anos em termos de captação líquida, com crescimento de 41,2%. No ano, os novos aportes em planos do tipo superaram os resgates em R$ 60,8 bilhões. A tendência de alta se manteve até janeiro deste ano, porém os ventos mudaram ainda no primeiro quadrimestre de 2025.

POPULAÇÃO MAIS CONSCIENTE

Marco Yamada, advogado no escritório Mandaliti, enxerga a população mais conscientizada sobre a importância da poupança previdenciária. “A incorporação de tecnologia no relacionamento com o cliente tem sido elemento-chave nessa trajetória. Outro avanço é o papel da previdência como vetor da educação financeira, com a contratação crescente de planos voltados à formação educacional de crianças e jovens”, diz.

SAÚDE

O setor de saúde suplementar no Brasil vem apresentando recuperação financeira significativa desde meados de 2024. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgados em 3 de junho, mostram um lucro líquido expressivo das operadoras de planos de saúde. Nos primeiros três meses de 2025, foram R$ 7,1 bilhões, um salto de 114% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse valor corresponde a 7,7% da receita total de R$ 92,9 bilhões. É o maior resultado líquido da série histórica desde 2018.

CAPITALIZAÇÃO

Durante muito tempo, os títulos de capitalização foram vistos apenas como produtos de sorteio. Isso mudou. Impulsionados por mudanças regulatórias recentes, esses títulos passaram a cumprir função estratégica no mercado: servir como garantia em contratos públicos, financiamentos e operações de crédito, seja para pessoas físicas ou jurídicas.

MICROSSEGUROS

Um profissional autônomo sofre um acidente de trânsito, fratura a perna e precisa passar por cirurgia. Durante a recuperação, fica impossibilitado de trabalhar e enfrenta dificuldades financeiras. Por sua vez, o falecimento de uma pessoa idosa costuma ser um momento difícil para a família, que, além da dor da perda, tem que lidar com os custos do funeral.

PODER FEMININO

A participação da mulher na contratação de seguros deu um salto nos últimos dez anos em quase todos os ramos individuais, mostrando uma tendência que chama a atenção das seguradoras. Em alguns segmentos, como vida, previdência e residencial (de propriedade), os avanços são acima de dez pontos percentuais e ultrapassam a representatividade dos homens no bolo total, o que é atribuído ao maior protagonismo feminino como chefes de família, em posições de liderança no trabalho e no empreendedorismo.

SEGURO RURAL

A área coberta pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) havia quase triplicado entre 2018 e 2021, elevando-se de 4,625 milhões para 13,676 milhões de hectares. Mas recuou vigorosamente no ano passado, para 7,168 milhões de hectares, passando a representar 7,6% da área plantada em todo o país, ante a 16,3% em 2021.

SEGURO CELULAR

Os celulares se tornaram peça-chave no dia a dia das pessoas, mas a contratação de seguro que protege os aparelhos ainda é baixa. Hoje, cerca de dez milhões de aparelhos estão segurados, segundo a FenSeg. Mas a estimativa é que existam 265 milhões de celulares no Brasil, segundo dados da Anatel.

SEGURO GARANTIA

O seguro garantia para obras com cláusula de retomada vem ganhando espaço no mercado, especialmente em Estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Pernambuco, além do Distrito Federal, que já incluem a modalidade em suas licitações. Alguns, como Mato Grosso e Goiás, reduziram o valor mínimo da empreitada – originalmente estipulado na nova Lei de Licitações.

SEGURO DE VIDA

Após crescer 16,2% no ano passado, totalizando R$ 72,69 bilhões em prêmios recebidos pelas seguradoras, as vendas de seguro de pessoas mantiveram o ritmo no primeiro trimestre deste ano, ao expandir outros 8% sobre janeiro a março de 2024, com um faturamento de R$ 18,5 bilhões, segundo dados da Susep, tabulados pela Fenaprevi.

EMBEDDED INSURANCE

“Essa tendência está relacionada a uma mudança no comportamento dos consumidores, que passaram a valorizar mais a durabilidade e proteção dos bens adquiridos, principalmente eletrodomésticos, eletroportáteis e móveis”, diz Sidemar Spricigo, presidente da comissão de seguros gerais afinidades da FenSeg e e diretor de parcerias da Zurich.

SEGURO TRANSPORTE

Mais investimentos em tecnologia e planos de gerenciamento de risco alinhados ao tipo de carga movimentada são as principais ações estratégicas de seguradoras e empresas transportadoras para conter os avanços da criminalidade e dos acidentes nas rodovias brasileiras, que têm impacto direto nos programas de seguros de transporte no país.

SEGURO CIBERNÉTICO

Depois de executar uma decolagem de urgência, pressionado pela explosão dos ransomware (programas maliciosos), em 2017 e 2018, e pela pandemia de covid-19, de 2020 a 2022, o mercado de seguros cibernéticos entrou em um período de amadurecimento na conscientização dos riscos e na contratação do serviço. As empresas, no entanto, precisam acelerar a velocidade de maturidade em cibersegurança para enfrentar a forte turbulência que se avista no horizonte com a chegada da inteligência artificial (IA).

Pelo 2º ano consecutivo, Tokio Marine lidera Ranking de Diversidade GPTW Brasil na categoria 50+

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Fonte: Tokio Marine

A Tokio Marine foi destaque na cerimônia de premiação do Ranking de Diversidade GPTW Brasil, realizada na última terça-feira, 24, em São Paulo. A Seguradora foi reconhecida em duas categorias: 50+, na qual conquistou o primeiro lugar e Mulher, reforçando seu compromisso com a promoção da diversidade e inclusão no ambiente corporativo para os seus mais de 2,4 mil colaboradores ao redor do País.

Essa é a oitava vez que a Companhia é premiada como uma das melhores empresas para a mulher trabalhar e a quinta vez para as pessoas acima de 50 anos. “A Tokio Marine tem a diversidade como um de seus pilares estratégicos. A alta liderança da Companhia incentiva, estimula e apoia ativamente ações voltadas à inclusão, à equidade e ao estabelecimento de um ambiente de trabalho amplo e plural, no qual todos podem ser quem são, sem qualquer tipo de discriminação. O reconhecimento por mais um ano no Ranking de Diversidade GPTW Brasil reflete o nosso comprometimento em fortalecer esses valores entre nossos Colaboradores”, comenta Luciana Amaral, Diretora de Pessoas, Planejamento e Sustentabilidade da Tokio Marine.

Nos últimos anos, a Seguradora vem consolidando suas ações de diversidade e inclusão sob o selo “Tokio com Todos”, que reúne projetos voltados à promoção da igualdade de oportunidades no ambiente corporativo. As ações contemplam a inclusão de mulheres, pessoas com deficiência, profissionais com mais de 50 anos, entre outros grupos, promovendo a valorização da diversidade de pensamento e o respeito à singularidade de cada pessoa.

Como parte dessa iniciativa, em 2019, a Companhia criou o Grupo de Diversidade e Inclusão, com o objetivo de fomentar a conscientização, promover debates e incentivar a troca de experiências voltadas à construção de um ambiente corporativo mais igualitário e equitativo. A iniciativa abrange cinco grupos de afinidade — gênero, gerações, pessoas com deficiência, raças e etnias, e LGBTI+ — formados por colaboradores que, de forma voluntária, se dedicam a promover o avanço de pautas e ações afirmativas em toda a Companhia.

Em 2023, a Tokio Marine reforçou esse compromisso com a realização estratégica do primeiro Censo de Diversidade. Realizado a cada dois anos, a iniciativa tem o intuito de fornecer subsídios valiosos para o desenvolvimento de ações ainda mais alinhadas ao perfil e às necessidades de seus Colaboradores. O Censo é respondido de maneira voluntária e a edição mais recente, realizada em 2025, teve adesão de 80%, o que reforça o sentimento de pertencimento dos Colaboradores ao responder a pesquisa. Além disso, a partir deste ano a iniciativa faz parte do processo de admissão de novos funcionários.

“É cada vez mais evidente o compromisso das empresas com a evolução das pautas de diversidade e inclusão, especialmente no setor de seguros, impulsionado pela união de esforços e pela troca constante de melhores práticas. Na Tokio Marine, por exemplo, temos a honra de participar da Comissão de Diversidade da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização – CNSeg – além de apoiar diversas iniciativas voltadas para esse tema. Acreditamos que esse movimento ganha força justamente por meio da convergência e colaboração entre as empresas.”, finaliza Luciana.

Dentre os principais projetos voltados à equidade de gênero da Tokio Marine, está a promoção de eventos, palestras e workshops conduzidos por especialistas com a finalidade de gerar uma maior conscientização sobre esses temas, além de promover suporte emocional às Colaboradoras para enfrentarem os desafios da carreira. Em 2024, o pilar de Gênero do Grupo de Diversidade da Tokio Marine, lançou uma importante iniciativa de conscientização e responsabilidade social: um videocast especial sobre a Violência Contra a Mulher, com foco na Lei Maria da Penha, com os diferentes tipos de violência previstos na lei – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – trazendo informações relevantes tanto para o público interno quanto para a sociedade em geral.

A Companhia também disponibiliza ações dedicadas à prevenção e saúde feminina, como o Programa Gestante, com palestras mensais sobre maternidade, amamentação, desenvolvimento motor do bebê, armazenamento de leite e parto, entre outros temas.

Atualmente, 56,6% do quadro de Colaboradores da Tokio Marine é feminino e 44,5% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Em 2024, o percentual de mulheres promovidas foi de 57,3%.

Na esfera de combate ao etarismo, um projeto de grande destaque na Companhia foi o programa Toque de Vivência, criado para promover a contratação de profissionais com idade acima de 50 anos. A iniciativa deixou um verdadeiro legado para a Tokio Marine – após a sua criação, o número de contratações de pessoas 50+ cresceu de maneira expressiva. Ainda com o objetivo de promover a inclusão dos Colaboradores dessa faixa etária, a Seguradora promove o Bate-Papo intergeracional – Foco em Equidade e Fomento do Pilar 50+. O programa conta com palestras sobre diversidade etária, impactos nos negócios, carreira e planejamento de aposentadoria, entre outros temas.

Sancor Seguros atinge lucro mensal recorde e projeta crescimento no Brasil

Fonte: Sancor

Maio de 2025 foi um marco na história da Sancor Seguros no Brasil. A companhia registrou seu maior lucro líquido mensal desde o início das operações no país, alcançando R$ 4,4 milhões. O acumulado do ano também surpreende, em apenas cinco meses, a seguradora já obteve R$ 17,2 milhões em lucro líquido, superando os resultados anuais de 2024 (R$ 11,1 milhões) e 2023 (R$ 15,6 milhões). “Esses resultados superaram as expectativas da companhia para o período em mais de duas vezes. Esperávamos R$ 7,5 milhões e chegamos R$ 17,2 milhões”, destaca Rafael Gozer, CFO da Sancor Seguros, em nota enviada à imprensa.

O bom desempenho é atribuído, principalmente, à uma queda expressiva na sinistralidade líquida que ficou 7,1 pontos percentuais abaixo do esperado, e um resultado financeiro 25% superior às projeções iniciais.  “Atribuímos esse cenário positivo à combinação de disciplina financeira e uma estrutura sólida construída ao longo dos últimos anos”, reforça Ricardo Cipriano, CUO da companhia.

Nos indicadores operacionais, a empresa também atingiu patamares de excelência: sinistralidade líquida de 34,7%, índice combinado de 98,3% e índice combinado ampliado de 89,4%, todos acumulados até maio. 

Entre os produtos que se destacaram no período estão os seguros rurais, com desempenho 82% acima do previsto, e os seguros patrimoniais, com 98% de superação frente às expectativas.

De acordo com Paulo Dawibida, CCO Sancor Seguros, o crescimento também se reflete nos prêmios emitidos, que aumentaram 18,4% até maio de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. “Os destaques ficam por conta do seguro rural, com alta de 27,8%, e dos seguros de vida, com crescimento de 19%”, afirma.

O ambiente interno da companhia também evoluiu. “Essa evolução reflete uma construção consistente ao longo do tempo, baseada em valores sólidos e na dedicação coletiva e engajada dos colaboradores, A transformação do ambiente interno acompanhou o amadurecimento da companhia, resultando em um clima mais produtivo, orientado à alta performance.” destaca Kaine Cristine, COO da Sancor Seguros.

Alfredo Tulian, CIO da empresa, complementa: “A evolução tecnológica acompanhou esse crescimento. Tivemos um aumento expressivo nos investimentos em inovação, que já impactam os resultados e seguirão como pilar essencial para o futuro sustentável da companhia”.

Gozer conclui destacando os fatores que fundamentam essa trajetória de crescimento. “A base sólida construída nos últimos anos, especialmente após a pandemia, foi essencial. Investimos fortemente em inovação, tecnologia, novos produtos, posicionamento de marca e melhorias de processos — pilares que hoje sustentam uma operação disciplinada, estratégica e voltada à longevidade”.

Porto Seguro prioriza produtos e serviços para todos os perfis para ampliar alcance do seguro auto no Brasil

Jaime soares diretor Porto Seguro

Líder histórica no segmento de seguro automotivo no Brasil, a Porto Seguro está em plena transformação para manter sua hegemonia diante de um mercado cada vez mais competitivo. A companhia, que detém quase 28% de participação nas vendas do seguro auto, faz dois movimentos estratégicos: de um lado, a nova Proteção Combinada da Azul Seguros, que une carro e residência em uma apólice prática e acessível; de outro, traz novidades para comemorar os 10 anos do Auto Premium da Porto Seguro, voltado a veículos de alto padrão com coberturas exclusivas e atendimento personalizado. A estratégia visa ampliar a penetração do seguro auto no país, que ainda cobre menos de 30% da frota circulante.

Com cerca de 42% do lucro líquido da companhia vindo do seguro auto, a Porto Seguro aposta na capilaridade do segmento para alavancar outros negócios do grupo, como o Porto Bank e o Porto Serviços, ao mesmo tempo que trazem benefícios relevantes para corretores e consumidores. Todos os produtos estão integrados na jornada de venda dos corretores, fortalecendo o ecossistema e promovendo a fidelização. 

“A estratégia é simples: quanto mais consumidores acessarem o seguro auto, maior o potencial de oferta cruzada. Atendendo mais pessoas, conhecemos melhor seus perfis e conseguimos oferecer produtos mais relevantes para cada etapa de vida”, afirma Jaime Soares, diretor executivo de Auto da Porto Seguro, em entrevista ao Sonho Seguro. 

A chave dessa virada é a integração de quatro marcas sob uma única plataforma – Porto Seguro, Azul, Mitsui e Itaú – cada uma direcionada a perfis distintos de consumidores. A consolidação teve um passo decisivo em fevereiro deste ano, com a incorporação da Azul Seguros pela Porto Seguro, numa operação que visa unificar os bastidores, reduzir custos, simplificar processos para corretores e melhorar a experiência dos clientes. 

“Estamos buscando a simplificação para o canal de venda”, afirmou. “As estruturas estão unificadas e essa união nos permite entregar ao corretor opções para praticamente todos os consumidores, que são os principais ativos dos corretores. Queremos dizer sim aos corretores em todas as suas demandas. Este é o nosso objetivo com os avanços na consolidação das marcas em uma plataforma que conta cada dia mais com produtos e serviços para todos”.

A movimentação ocorre em um momento de intensa reconfiguração no setor. Sempre a líder do segmento auto, com 28% de market share, a Porto Seguro observa suas concorrentes avançando. A aquisição da Liberty pela HDI, que deu origem à segunda maior seguradora de autos no país (com 17% de participação), elevou o nível da concorrência. Tokio Marine (15%), Allianz (12%) e Bradesco (11%) completam o ranking dos cinco maiores grupos do setor. 

Nesse cenário, a Porto Seguro entendeu que precisava ir além de sua tradicional excelência para manter e ampliar sua liderança. Nos últimos anos, a marca Porto Seguro acabou sendo associada a um perfil de consumidor mais elitista. O atraente pacote de serviços agregado ao seguro auto, que inclui cuidado com a residência, acabou por puxar o preço do seguro para cima, assustando os consumidores que enfrentam um aperto no orçamento. A resposta da seguradora foi ampliar o leque de ofertas com produtos mais acessíveis e customizáveis. “Queremos sempre ter uma solução à altura de cada bolso e necessidade”, resume Jaime Soares.

O movimento mais emblemático dessa nova fase é a renovação da Azul Seguros. Tradicionalmente focada em custo-benefício e veículos com mais tempo de uso, a Azul foi aprimorada para ampliar ainda mais seu alcance. Agora, aceita carros com até 30 anos de uso, blindados e com cobertura de até R$ 350 mil – um avanço em relação ao modelo anterior, que limitava a aceitação a 20 anos de uso e cobertura de R$ 250 mil.

Além disso, a Azul agora oferece planos com assistência de 200 km, 500 km e até sem limite de quilometragem, fator importante para consumidores do interior ou donos de carros mais antigos. A grande novidade, no entanto, está na proteção combinada: pela primeira vez em mais de 20 anos, o produto passa a incluir coberturas residenciais e serviços para casa, como chaveiro, eletricista e encanador.

“Foi um pedido antigo dos corretores. Conseguimos incorporar os serviços residenciais sem perder a essência da Azul, que é a melhor relação custo-benefício”, explica Soares. O produto também passou a ser oferecido por assinatura, com renovação automática, e pode ser contratado com pagamento à vista com desconto ou em até 10 vezes sem juros – inclusive por boleto em regiões como Sul, Norte e Nordeste.

Entre as melhorias operacionais, a Azul unificou os sistemas de cotação e emissão desde fevereiro, eliminando discrepâncias de critérios e comissões. “Antes, qualquer alteração era duplicada. Agora, o corretor acessa um único sistema e pode oferecer as quatro marcas do grupo de forma integrada. Isso alivia o trabalho no backoffice e libera mais tempo para o corretor atuar como consultor”, diz o executivo.

A competitividade também aumentou. Segundo Soares, os preços da nova Azul estão, em média, entre 15% e 22% mais baixos que produtos semelhantes, dependendo do pacote escolhido. E os resultados já começaram a aparecer: até abril, a Azul registrava crescimento acima da média da companhia.

A nova plataforma da Porto Seguro contempla todos os segmentos do seguro auto. A Azul atende ao perfil de entrada, seguida pela Mitsui, que oferece cobertura um pouco mais abrangente. O seguro com a marca Itaú, comercializado via banco parceiro, traz também uma opção compacta para perdas totais e roubo, com cobertura de até 80% da Tabela Fipe. No topo está a Porto Seguro, com produtos completos e diferenciais como rede referenciada, serviços agregados e, para veículos de alto padrão. 

A linha Porto Seguro Auto Premium, que completa 10 anos em 2025, promete novidades para comemorar este marco. Este segmento vem crescendo ano a ano, focado em veículos com valor acima de R$ 500 mil, que agora passa para até R$ 10 milhões, com cobertura de responsabilidade civil de até R$ 1,5 milhão. Havia uma tese de que milionários preferiam fazer o “auto seguro” se a família totalizasse mais de quatro carros. Mas agora, para conquistá-los, a Porto Seguro oferece ao corretor condições especiais para pacotes acima de três veículos da mesma família. “É um seguro com padrão superior em todos os aspectos”, diz Soares.

A Porto Seguro vem investindo fortemente em divulgação. Executivos da companhia estão viajando pelo Brasil para apresentar as novidades diretamente aos corretores. A maioria das ofertas já está disponível nas principais plataformas de multicálculo, e a companhia também lançou melhorias na própria plataforma, com explicações mais claras sobre os diferenciais de cada produto para que as ofertas diferenciadas fiquem claras ao consumidor, sobre o que está ou não coberto em cada escolha. 

Outro ponto importante citado pelo executivo foi a simplificação da oferta e da venda. Com muita tecnologia embarcada, o questionário de avaliação de risco foi simplificado, retirando etapas como exigência de garagem ou restrição para jovens condutores, o que também facilita a conversão de vendas.

Para ampliar ainda mais o apelo comercial, uma novidade: quem pagar à vista tem desconto. Este sempre foi um pedido de clientes mais educados financeiramente. O pagamento também pode ser feito em dez vezes sem juros. Os clientes que contratam seguros com o Cartão Porto recebem 10% de desconto e podem parcelar em 12 vezes sem juros – uma inovação no setor, onde as margens são tradicionalmente apertadas. “O cartão permite entregar mais vantagens ao consumidor e aumentar a competitividade da oferta”, afirma Soares.

Com uma plataforma mais eficiente, preços mais atrativos e foco em inclusão, a Porto Seguro espera acelerar a penetração do seguro automotivo no Brasil, que hoje cobre menos de 30% da frota circulante. A meta é ambiciosa: avançar o market share ainda em 2025. “Acreditamos que vamos continuar crescendo. O mercado precisa de nós. Se não conseguirmos oferecer uma solução para todos os perfis de clientes, outros farão. Nosso papel é estar sempre presentes, com excelência em serviço, preços justos e produtos personalizados”, conclui Jaime Soares.

Coface aponta impactos da guerra tarifária entre EUA e China para Brasil e América Latina

Fonte: Coface

Coface Brasil realizou ontem (26/06) o webinar “Entre tarifas e alianças: como a América Latina pode crescer em meio ao impasse comercial EUA x China?”, com a participação da economista-chefe para a América Latina, Patricia Krause, e do chefe de estudos macroeconômicos, Bruno de Moura Fernandes. Os especialistas da Coface traçaram o cenário econômico global, enfatizando que a guerra tarifária imposta pelo atual governo dos EUA é um fator decisivo para o redirecionamento das cadeias de suprimento e para a relação estratégica da China com Brasil e América Latina.

De Moura Fernandes destacou que o embate comercial entre EUA e China impacta diretamente o crescimento global. Segundo projeções da Coface, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial crescerá a taxas moderadas de 2,2% em 2025 e 2,3% em 2026, refletindo a desaceleração tanto das economias avançadas quanto das emergentes. “Esse ritmo mais lento ocorre também em meio a desafios internos na China, como a menor expansão do mercado imobiliário e o excesso de capacidade produção em muitos setores industriais”, disse.

Segundo o economista da Coface, ao mesmo tempo em o país asiático enfrenta um excesso de capacidades em indústrias importantes para o seu crescimento, como a automotiva, de equipamentos de transporte, farmacêutica, alimentos e eletrônicos, há consumo interno lento e quedas acentuadas nos preços industriais. Além disso, os preços imobiliários seguem muito abaixo dos níveis de 2021, afetando a riqueza doméstica.

“Eles precisam exportar e exportar a qualquer preço para alcançar seus objetivos de crescimento. Em 2018, quando os EUA também aumentaram suas tarifas, a América do Norte era o primeiro mercado para os produtos chineses, com cerca de 20% de participação, e agora é o terceiro ou quarto.”  No entanto, prossegue o economista, a China continuou comercializando muito, compensando essa perda com vendas maiores para outros países na Ásia, África e ainda América Latina.

“Se a China perder ainda mais espaço nos Estados Unidos, ela continuará a buscar outros destinos. E a América Latina, como importante fornecedora de commodities e compradora de bens chineses, viverá essa disputa”, analisou. Fernandes reforçou que as tarifas elevadas entre as duas potências já distorcem setores como os de tecnologia, têxtil e metalurgia, e que a América Latina precisa se preparar para maior pressão competitiva.

Expansão menor na AL

Patricia Krause detalhou os impactos regionais da disputa tarifária e do reposicionamento chinês na desaceleração regional, apontando que a América Latina terá crescimento médio próximo a 2,1% este ano, percentual semelhante ao global, mas heterogêneo entre os países. O Brasil, maior economia da América Latina, atravessa um momento de desafios e oportunidades em meio ao cenário econômico global, disse a economista.

Conforme Krause, com uma projeção de crescimento revisada pela Coface para cima em 2025, ficando em 2,3%, o país demonstra resiliência, impulsionado por setores estratégicos, como o agronegócio, além do consumo robusto das famílias. No entanto, enfrenta condições de crédito mais restritivas que devem impactar a atividade econômica nos próximos trimestres, diante do aumento da taxa básica de juros. “Mas o México, muito atrelado aos EUA, é o país mais vulnerável. Já o Brasil e a Argentina, por exemplo, têm oportunidades em setores como o agro para ocupar espaços que antes eram dos Estados Unidos no mercado chinês”, ponderou a economista.

Embora os EUA continuem sendo o principal destino das exportações regionais, nos últimos dez anos o comércio com a China cresceu substancialmente, em comparação a período igual e imediatamente anterior, pontuou Krause, acrescentando que as importações de produtos do país asiático também cresceram em medida relevante. Nesse contexto, a guerra comercial pode pressionar setores importantes, como o siderúrgico, uma vez que a China já envia para a América Latina 13% do total de aço que vende no exterior. “Por isso, muitos países tendem a adotar medidas protetivas para as suas indústrias em diversos setores.”

Além da importante relação comercial entre a China e a América Latina, observa-se também o interesse do país asiático em investir mais na região, em áreas de seu interesse, como tecnologia, infraestrutura, telecomunicações, automotivo e energia, além dos acordos de swap cambial.  

“Dados do Global Development Policy Center apontam que os investimentos em projetos greenfilds na região subiram de US$ 5,8 bilhões, entre 2008 e 2011, para algo em torno de US$ 21 bilhões, entre 2020 e 2023. Em termos de infraestrutura portuária, por exemplo, no ano passado, concluíram o porto de Chancay, no Peru, um hub importante comercial ligando a América do Sul à Ásia, o que pode reduzir o tempo e os custos de navegação”, exemplificou Krause.

Os executivos da Coface enfatizaram que o ambiente de guerra comercial e as tensões geopolíticas seguirão impondo às empresas a necessidade de diversificarem mercados e ajustarem suas cadeias logísticas, observando que o momento exige das empresas uma estratégia de antecipação e flexibilidade. “Num cenário global instável, a capacidade de reagir rápido às novas condições comerciais será um fator competitivo decisivo para empresas da América Latina”, concluiu Krause. 

Mitigando riscos comerciais em um cenário global desafiador

O cenário econômico global cada vez mais volátil eleva a percepção de risco entre empresas e gestores. Nesse ambiente, surge o dilema entre restringir a concessão de crédito para proteger o caixa e a necessidade estratégica de ampliar — ou ao menos manter — a base de clientes e o portfólio, assegurando a sustentabilidade do negócio.

O seguro de crédito, oferecido por empresas especializadas como a Coface, é uma solução para atenuar essas incertezas. Por meio dele, a empresa segurada tem seus recebíveis garantidos contra perdas decorrentes da incapacidade do devedor em honrar suas obrigações, protegendo o fluxo de caixa e permitindo que a empresa mantenha suas operações e seu crescimento, mesmo em um ambiente global marcado por tensões comerciais e riscos geopolíticos.

Indenizações pagas pelo seguro transporte se aproximam de R$ 1 bilhão no 1º trimestre

seguro transporte

Fonte: FenSeg

A criminalidade nas estradas brasileiras segue impactando o transporte de cargas — e o seguro tem sido um dos principais amortecedores dos prejuízos. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o ramo de seguro transporte pagou R$ 904 milhões em indenizações no primeiro trimestre de 2025, um salto de 46,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A arrecadação com prêmios também cresceu: R$ 1,570 bilhão no trimestre, alta de 10,8% sobre 2024.

O avanço nos sinistros acompanha a escalada dos crimes de roubo e furto de carga, especialmente em corredores logísticos estratégicos. De acordo com a NTC&Logística, o Brasil registrou cerca de 17 mil ocorrências em 2023 — média de duas por hora. Os dados consolidados de 2024 ainda não foram divulgados, mas estimativas indicam novo crescimento.

A Região Sudeste concentra a maior parte das perdas financeiras. Em 2024, 83% dos prejuízos se deram em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — tendência que se manteve em 2025. Nos primeiros três meses do ano, RJ e MG já acumulam aumento superior a 40% nas ocorrências.

Esses dados se refletem nas indenizações por desvio de cargas. São Paulo lidera o ranking, com R$ 62,2 milhões pagos no trimestre. Em seguida vêm Minas Gerais (R$ 26,1 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 9 milhões), Rio de Janeiro (R$ 8,9 milhões) e Santa Catarina (R$ 7 milhões).

A frequência crescente e a sofisticação das quadrilhas elevaram o valor médio dos sinistros e pressionam os custos operacionais de transportadoras e embarcadores. Diante disso, o seguro transporte vem se consolidando como peça-chave na gestão de risco do setor.

“A escalada dos roubos de carga já penaliza toda a cadeia logística. Com o seguro pagando quase R$ 1 bilhão em indenizações em apenas três meses, fica claro que a criminalidade nas estradas se tornou uma variável central no planejamento logístico. O seguro, além de ressarcir perdas e danos, estimula investimentos em monitoramento e rastreamento das estradas, gerenciamento de riscos e gestão inteligente com estradas digitalizadas. Hoje, ele é um componente estratégico — não apenas financeiro, mas também operacional”, afirma Marcos Siqueira, presidente da Comissão de Transporte da FenSeg.

Seguro de vida inclui ajuda para organizar a casa após o luto

Pesquisa inédita mostra que 76% dos entrevistados gostariam que o seguro de vida incluísse um serviço chamado de Amparo Sustentável voltado à separação e destinação consciente de móveis, roupas e objetos de familiares que faleceram.

O estudo também revelou que 67% das pessoas têm interesse em contratar essa cobertura, mesmo com um pagamento adicional. Entre elas, 58% aceitariam pagar um pouco mais para contar com o serviço.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado em março de 2025, com 251 pessoas de todas as regiões do Brasil. Algumas das famílias já possuíam seguro de vida. A pesquisa foi conduzida pela Opinion Box, em parceria com a Ecoassist.

Algumas seguradoras já oferecem o serviço Amparo Sustentável como um diferencial competitivo, representando uma solução inovadora que vai além da indenização tradicional. O objetivo é oferecer apoio prático às famílias na organização dos pertences de entes falecidos, com o cuidado que a memória exige e o compromisso com a sustentabilidade.

O diretor-geral da Ecoassist, Eber Souza, explica que a empresa realiza a destinação sustentável de móveis grandes ou antigos, como sofás, armários, camas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, incluindo geladeiras, fogões, TVs, CPUs, rádios, telefones, cabos e baterias, entre outros.

Tudo o que a família quiser doar,  seja para outro parente, para entidade filantrópica ou para destinos credenciados da Ecoassist, será embalado pelo personal organizer para ser transportado, com responsabilidade, até o destino final”, comenta Eber Souza em nota.

Além disso, o serviço oferece apoio com pequenas obras não estruturais, como reparos, pintura e desmontagem de móveis, bastante úteis quando a família precisa entregar o imóvel alugado. Também estão incluídas a retirada de entulho e sobras de materiais, garantindo que o local seja devolvido limpo e organizado.

A pesquisa também aponta que 53% dos entrevistados preferem serviços com soluções ecológicas para o descarte de bens, e 70% valorizam empresas que atuam com responsabilidade ambiental nesse processo.

Segundo a Ecoassist, muitas famílias não sabem como lidar com certos itens que surgem nesse momento, como raio-x, medicamentos, dentaduras, aparelhos auditivos, lentes de contato e próteses, entre outros.

Também é comum haver dúvidas sobre o que pode ou não ser descartado, como pastas com contas, contratos, certidões antigas e documentos de trabalho.

“Temos profissionais que sabem lidar com cada um dos objetos, considerando os fatores emocionais, práticos ou legais relatados pela família”, afirma Eber Souza. “O personal organizer orienta o que deve ser guardado e o que pode ser descartado, incluindo a trituração segura de papéis e o descarte correto dos resíduos”, completa o diretor-geral da Ecoassist.

Há muito apego envolvido nos detalhes da casa: cartas, fotos, lembranças de viagens, colchas da avó, livros preferidos, móveis antigos, bordados, artesanatos e objetos de coleção. Tudo carrega a memória de quem partiu.

“O luto sempre é um momento difícil. Mas pode ser vivido com mais leveza, apoio e consciência. A cobertura Amparo Sustentável representa esse novo olhar para o cuidado, dentro e fora de casa”, explica Eber Souza.

Lula revoga decreto que impedia custeio de traslados de corpos do exterior para o Brasil

Fonte: com agências

O presidente Lula revogou um decreto de 2017 que impedia o governo federal de custear traslados de corpos de brasileiros mortos no exterior. A medida, publicada no Diário Oficial de hoje,  foi decidida após a morte de Juliana Marins, que caiu de uma trilha no Monte Rinjani. O novo decreto prevê quatro “hipóteses excepcionais de custeio de traslado de corpo de nacional falecido no exterior”.

São elas:

A família comprovar incapacidade financeira para o custeio das despesas com o traslado; 

As despesas com o traslado não estiverem cobertas por seguro contratado ou previstas em contrato de trabalho se o deslocamento para o exterior tiver ocorrido a serviço;

O falecimento ocorrer em circunstâncias que causem comoção; 

Se houver disponibilidade orçamentária e financeira.

Até então, oficialmente, a legislação brasileira não prevê que o governo se responsabilize pelos custos do translado de corpos e a recomendação do Itamaraty é que os viajantes tenham seguro-viagem ou funeral internacional, que possam cobrir esse gasto eventual. Considerando a cotação atual do dólar, de cerca de R$ 5,50, o valor do translado da Indonésia para o Brasil poderia chegar aos R$ 98,9 mil.

Segundo Izabella Oliveira, advogada, pós-graduada em Direito e Processo Civil, com especialização em Direito Bancário, o novo decreto altera o dispositivo anterior e possibilita o pagamento das despesas de translado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), desde que sejam atendidos os seguintes requisitos:

>> Comprovação de incapacidade financeira da família para custear o translado;

>> Ausência de cobertura por seguro contratado pelo falecido (ou em seu favor) ou previsão de pagamento em contrato de trabalho, quando o deslocamento para o exterior tiver ocorrido a serviço;

>> O falecimento deve ter ocorrido em circunstâncias que gerem comoção pública;

>> Deve haver disponibilidade orçamentária e financeira por parte do MRE.

Prazos e regulamentação complementar

De acordo com a advogada, os créditos orçamentários para essas despesas deverão ser regulamentados em ato administrativo do Ministro das Relações Exteriores, que definirá os critérios e procedimentos de solicitação; o rol de documentos exigidos; as formas de contato e acionação das representações diplomáticas brasileiras no exterior; e observância obrigatória ao direito internacional e às leis locais do país onde ocorrer o óbito.

“O novo decreto não prevê o custeio de despesas com deslocamento de familiares ao país onde ocorreu a morte, restringindo-se ao translado do corpo. A edição do Decreto 12.535/2025 representa um avanço na proteção consular de cidadãos brasileiros falecidos no exterior, sobretudo em casos de exposição midiática ou comoção nacional. Embora o benefício esteja condicionado à capacidade financeira e à disponibilidade orçamentária, trata-se de uma mudança significativa no tratamento do Estado brasileiro em relação aos seus cidadãos no exterior”, afirma em artigo.

Grupo HDI promove Dia da Sustentabilidade com participação de Laila Zaid

Fonte: HDI

Reforçando sua jornada de engajamento em boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), o Grupo HDI – um dos principais conglomerados seguradores do país – promoveu o Dia da Sustentabilidade, uma iniciativa voltada a todos os colaboradores da companhia, com foco em ampliar a conscientização sobre mudanças climáticas, consumo consciente e descarte adequado de resíduos. Como destaque, o evento contou com a presença de Laila Zaid, reconhecida como a maior influenciadora digital de clima do Brasil. 

Com o tema “Mudanças climáticas, e eu com isso?”, o evento aconteceu na matriz da companhia, em São Paulo, e contou com uma programação diversificada, incluindo dinâmicas interativas e palestras com especialistas em sustentabilidade e comunicação climática. Na ocasião, Laila participou da roda de conversa “Nosso papel frente às mudanças climáticas”, promovendo um olhar integrado sobre os impactos e responsabilidades do setor segurador frente à crise climática.

Outro destaque foi a dinâmica interativa “Para onde vão os resíduos?”, que convidou os participantes a refletirem sobre descarte adequado, reciclagem e compostagem, demonstrando como atitudes simples, quando bem informadas, podem gerar impactos significativos para o meio ambiente. A programação também contou com as palestras “Não começamos do zero: tudo o que já ganhamos”, “O fim do mundo não engaja: hora de mudar a narrativa” e “E eu com isso? Tudo.”.

Visando estimular uma reflexão coletiva sobre a responsabilidade de cada indivíduo no enfrentamento à crise climática e aproximar a sustentabilidade do cotidiano das equipes, o Dia da Sustentabilidade do Grupo HDI mostrou como cada pessoa pode ser agente de transformação dentro e fora do ambiente corporativo.

“Acreditamos que a sustentabilidade precisa estar no centro das decisões, seja das estratégicas ou das individuais. O Dia da Sustentabilidade é uma oportunidade de reforçar o papel do Grupo HDI como agente ativo na transformação do setor segurador, contribuindo para disseminar conhecimento, inspirar atitudes e mobilizar nossa equipe para uma atuação mais responsável e consciente”, afirma André Truzzi, vice-presidente de Transformação do Grupo HDI. “Trata-se de como, juntos, podemos construir um futuro sustentável. Cada escolha importa, e queremos que nossos colaboradores se reconheçam como parte dessa mudança.”

Primeiro Relatório de Sustentabilidade do Grupo HDI

Também neste ano, o Grupo HDI publicou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, documento que consolida as práticas e compromissos da companhia nas dimensões ESG. O material foi lançado completamente em alinhamento às exigências da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e às diretrizes internacionais de reporte.

Com periodicidade anual, esta primeira edição abrangeu o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024 e reforçou o compromisso da empresa com a transparência, governança responsável e geração de valor sustentável. A publicação não apenas cumpre com os requisitos regulatórios brasileiros, que passam a exigir relatórios de sustentabilidade a partir de 2025, como também se alinha às melhores práticas globais de divulgação de indicadores ESG.

Serasa Experian e TEx querem atrair corretoras de seguros e seguradoras na busca de novos consumidores

Fonte: Serasa

Em um movimento que coloca milhões de brasileiros no centro da jornada de proteção, a Serasa Experian marca o seu ingresso no mercado nacional de seguros, abre suas portas para corretoras e seguradoras e oferece serviços de proteção a milhões de novos consumidores.

“O objetivo é criar uma jornada inicial de proteção que estimule mais brasileiros a fazer parte do ecossistema de seguros. As assistências oferecidas pelo aplicativo são apenas o começo. Queremos evoluir para soluções mais robustas, mantendo os corretores no centro da nossa estratégia”, explica Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor.

O aplicativo da Serasa conecta usuários que buscam organizar sua vida financeira a serviços de proteção. O objetivo é proporcionar uma jornada interligada, do nome limpo ao crédito, da educação financeira à contratação de seguros. “Queremos ampliar a base de segurados no Brasil, aproximando o mercado de seguros a um consumidor que historicamente estava distante das soluções de proteção”, prevê Thais Pfeiffer, Diretora de Finanças e Seguros da Serasa Experian.

“Temos um mercado em potencial de aproximadamente 100 milhões de brasileiros. Sabemos que é um começo e um aculturamento para nossos consumidores, que já vem gerando dados positivos. Com pouco mais de um mês da disponibilização das assistências no app já identificamos 400 mil consumidores interessados.”

A primeira assistência (automotiva), foi lançada em abril e esse mês iniciaram as ofertas de assistências residencial e saúde.

A executiva ainda ressalta que, no segundo semestre de 2025, a empresa inicia a segunda etapa de expansão. “Seguimos ampliando a oferta de produtos de proteção, oferecendo ao consumidor a opção de cálculo de seguro auto em nossa plataforma”. Nesse primeiro momento, os clientes interessados na contratação de seguro auto serão direcionados para as seguradoras, que farão a distribuição desses leads qualificados para os corretores de seguros.

Emir complementa explicando que as corretoras serão diretamente integradas ao aplicativo da Serasa na terceira fase, assim que a tecnologia necessária para comportar o grande volume de dados da Serasa estiver concluída. “São 24 milhões de brasileiros acessando o aplicativo todos os meses. Com a oferta de seguro auto dentro da plataforma, iremos enviar uma grande quantidade de leads, já pré-acordados, diretamente para os corretores.”

Corretoras e seguradoras como ponto estratégico – Há mais de 15 anos no mercado, a TEx é reconhecida especialmente pelo TELEPORT, plataforma de MultiCálculo e Gestão que atua como o coração operacional de centenas de Corretoras, modelo que será reforçado com a nova plataforma. O TELEPORT viabiliza a cotação, venda de seguros e a gestão da carteira de clientes. Às seguradoras, oferece soluções avançadas de inteligência de dados, otimizando a precificação e insights sobre como as ofertas são percebidas pelos corretores.

“O que faltava no ecossistema era justamente o consumidor final. Em breve, com a integração de corretores ao ecossistema, esses novos consumidores representarão oportunidades valiosas para a oferta de seguros mais complexos e sofisticados”, ressalta Zanatto.

As corretoras que já utilizam o TELEPORT contarão com um novo canal de aquisição, potencializando suas operações com inteligência de dados, escala, inteligência e profundidade de dados, agora em parceria com uma das marcas mais reconhecidas do Brasil.