Márcio Lobão é alvo da Operação “Leviatã”, nova fase da Lava Jato

O Valor Econômico informa que com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (16) nova fase da Lava-Jato, a Operação “Leviatã”, que cumpre seis mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio e em Belém, em investigação que apura corrupção na obra da usina de Belo Monte.

As buscas foram autorizadas pelo relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, porque envolvem autoridades com prerrogativa de foro. As buscas envolvem endereços do ex-senador Luiz Otavio (PMDB-PA) e do filho do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Edison Lobão (PMDB-MA), Marcio Lobão. Márcio Lobão é presidente da Brasilcap, empresa de títulos de capitalização do Banco do Brasil. Ele também é conhecido pela influência que mantém no Postalis, o fundo de pensão dos Correios.

Apadrinhado político do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), Luiz Otavio foi secretário-executivo da Secretaria de Portos no governo Dilma Rousseff. Ele chegou a ser cotado para ocupar a Secretaria Nacional de Portos no governo Michel Temer, mas acabou não ficando com o cargo.

Segundo a Reuters, em entrevista coletiva sobre os resultados financeiros de quarto trimestre do banco em São Paulo, o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, disse que o banco vai colaborar com as autoridades em relação ao caso de investigações anunciadas nesta quinta-feira envolvendo executivo da Brasilcap.

Em nota, os advogados de Márcio Lobão, que é presidente da Brasilcap Capitalização, que tem o Banco do Brasil como principal acionista, confirmaram a operação de busca e apreensão na casa do executivo. “A respeito da busca e apreensão realizada hoje na residência de Márcio Lobão, no Rio de Janeiro, ele, por meio de seus advogados que subscrevem esta nota, reitera que nenhum ilícito cometeu, apesar de não ter conhecimento das razões que justificaram a drástica medida judicial”, afirma a nota dos advogados Aristides Junqueira, ex-procurador-geral da República, e Luciana Simioni.

Liberty Seguros investe em negócios liderados por mulheres empreendedoras

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A Liberty Seguros anuncia hoje o lançamento de uma iniciativa destinada a mulheres de todo o Brasil, com o objetivo de incentivar o espírito empreendedor. A ação, que acontecerá até maio no LinkedIn, oferecerá cem mentorias individuais para participantes selecionadas e premiará três projetos com valores de R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 15 mil.
Para a ação, a seguradora reunirá mulheres empreendedoras em um grupo do LinkedIn. Lá, elas terão acesso a artigos e vídeos enviados pela consultora Viviane Duarte, fundadora do site Plano Feminino, uma plataforma que promove um novo jeito de fazer conteúdo para o público feminino. As participantes também poderão trocar experiências que as ajudem a desenvolver seus negócios.

Podem se inscrever para participar da ação mulheres maiores de 18 anos, que tenham um perfil no LinkedIn e um cadastro ativo no Mulheres Seguras, a plataforma digital da Liberty Seguros com foco no empreendedorismo feminino. O regulamento completo pode ser acessado no link: http://mulheresseguras.com.br/mulheres-seguras-regulamento/.

“Desde o lançamento do Mulheres Seguras, em 2015, a Liberty Seguros tem estreitado seu relacionamento e aprendido muito com as mulheres empreendedoras”, diz Patricia Chacon, Diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros. “Acreditamos na força dessas mulheres, que enfrentam diariamente os desafios de ter o próprio negócio, e essa iniciativa é uma maneira de apoiá-las para que realizem seus sonhos e conquistem ainda mais sucesso.”

Ao final da ação, 20 participantes do grupo serão convidadas para um evento presencial, em São Paulo, no dia 12 de maio. Durante esse encontro serão escolhidas as três vencedoras, que receberão prêmios de R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 15 mil, de acordo com a sua colocação. A premiação levará em conta o histórico de participação na etapa virtual e no evento presencial.

Zurich é a única seguradora no Brasil a receber certificação de igualdade de gênero no trabalho

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Ações que promovem a igualdade entre gêneros na cultura empresarial, flexibilidade no horário de trabalho e transparência nos sistemas de recrutamento e remuneração. Estes são alguns dos atributos que contribuíram para a conquista da certificação EDGE Assess pela Zurich no Brasil.

A Zurich Brasil é a única seguradora no país a ter este certificado, o mais importante avaliador destas iniciativas no mundo. A certificação abrange a Zurich Seguros e a Zurich Santander, que juntas formam o Grupo Zurich no Brasil. A avaliação das empresas é realizada por meio de um processo de análise das políticas e práticas, seguida por uma rígida auditoria. Além disso, também é realizada uma consulta aos colaboradores, que participam de uma pesquisa interna de opinião. Todos os dados coletados são levados em conta para o resultado final.

De acordo com Evelyn Martins, Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Zurich no Brasil, a empresa vai ampliar as ações para promoção de igualdade salarial, políticas de trabalho flexível e práticas de recrutamento e promoção. “Apoiar os funcionários e valorizar suas diferenças é de extrema importância para uma companhia que opera em tantos países e precisa se adaptar à cultura de todos eles”, afirma.

“Apoiar a diversidade e inclusão significa valorizar e potencializar a contribuição de cada pessoa que faz parte de nossa organização. Receber a certificação EDGE demonstra nosso compromisso com o contínuo desenvolvimento de práticas de gestão que propiciem a evolução da companhia”, ressalta Andrea Milan, responsável por Diversidade & Inclusão do Grupo Zurich para a LatAm.

A certificação EDGE Assess é concedida para empresas que se comprometem publicamente com a manutenção do equilíbrio entre os gêneros no ambiente de trabalho desenvolvimento de talentos, igualdade salarial, políticas e práticas que promovem uma cultura inclusiva do local de trabalho.

Oxigênio, da Porto Seguro, anuncia sete startups selecionadas no 3º ciclo de aceleração

A Oxigênio Aceleradora, aceleradora da Porto Seguro, divulgou as startups de seu 3º ciclo de aceleração, que contou com quase mil startups inscritas, das quais sete foram selecionadas para participar do programa. São elas:

Crebit – Cartão de crédito totalmente digital.

Go Good – Solução corporativa que promove o bem-estar dos funcionários através da gamificação e do incentivo social. Recompensa exercícios físicos com créditos para apoio a projetos sociais.

GoEpik – Plataforma que utiliza realidade aumentada para guiar profissionais durante a execução de operações e processos críticos, com instruções em texto, vídeo ou objetos 3D em seu campo de visão.

Logbee – Plataforma de logística urbana, que liga motoristas autônomos e transportadoras a empresas que precisam fazer entregas na cidade.

Mania de Passar – Utilizando uma rede de microfranquias, essa startup passa e dobra as roupas dos seus clientes com qualidade, comodidade, serviço “leva e traz” e planos que podem chegar a menos de R$ 1,00 por peça.

Reboque.me – Para motoristas e veículos, oferece uma solução de serviços de assistência 24h on-demand, sem mensalidade, totalmente digital, rápida e eficiente.

Simplificaa – Plataforma que ajuda as pessoas a cuidarem dos veículos com mais comodidade, aliando um acompanhamento automático das condições do carro com o delivery dos serviços necessários para tê-lo sempre em dia.

Cada uma das escolhidas receberá um investimento direto de US$ 50 mil para o desenvolvimento de seu negócio, além de U$ 100 mil em investimentos indiretos, em forma de benefícios e recursos para os empreendedores, segundo informou o grupo.

A fase inicial oferecerá aos empreendedores sessões de mentoria, palestras e workshops com executivos da Porto Seguro. A fase seguinte levará as startups à sede da Plug and Play Tech Center, uma das maiores aceleradoras do mundo, localizada no Vale do Silício.

Saiba mais no https://oxigenioaceleradora.com.br/portfolio/

LUTO: Morre Edson Bueno, fundador da Amil

Faleceu nesta manhã Edson de Godoy Bueno, de 73 anos. O executivo, que fundou o grupo Amil, morreu após passar mal durante uma partida de tênis, em Búzios, no Região dos Lagos do Rio. Ele sofreu um infarto. Em 2012, Bueno vendeu a Amil por R$ 10 bilhões para a UnitedHealth, a empresa americana. E, em fevereiro de 2014, tornou-se controlador do grupo Dasa, dono dos laboratórios Delboni Auriemo. Edson Bueno ocupava a 22º posição na lista dos brasileiros mais ricos do país, segundo a última edição do ranking da “Forbes”.

“A FenaSaúde perde um vice-presidente arrojado e preocupado com a sustentabilidade do nosso segmento”, comentou Solange Beatriz, presidente da FenaSaúde. Atualmente, Edson Bueno, além da vice-presidência da FenaSaúde, desempenhava a função de Chairman do UnitedHealth Group para a América Latina, e era presidente do Conselho Diretor do Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS). Ele era membro do Conselho do UnitedHealth Group desde 2012, quando associou-se à organização. Durante esses quatro anos, teve papel imprescindível na sua reorganização e na escolha das novas lideranças.

O corpo do empresário Edson de Godoy Bueno será velado nesta quarta-feira (15) no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, em Botafogo, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (14) pela assessoria do grupo Amil. O velório será de 11h às 14h30 na Rua Visconde de Silva, 52, 2º andar, no centro de convenções do colégio. O sepultamento está previsto para as 15h no Cemitério São João Batista, que fica na Rua Real Grandeza, também em Botafogo.

Reforma da Previdência contribui para formar a consciência de que é preciso poupar

Fonte: CNseg

Conjuntura – A mídia divulga a Carta de Seguro, publicação da CNseg, que traz entrevista com Edson Franco, presidente da FenaPrevi, e análise dos números de 2016 por Lauro Faria. “A discussão da reforma contribui para a formação de consciência de que o Estado, sozinho, não vai conseguir prover toda a necessidade do indivíduo na aposentadoria. As pessoas começam a entender que precisam formar sua própria poupança. Então, é natural que esse segmento continue crescendo”, comenta Franco. Já Faria destaca que o mercado de seguros regulado pela SUSEP teve um faturamento de R$ 239,3 bilhões, 9,2% acima do ocorrido em 2015. Descontada a inflação (IPCA), a variação foi positiva em 2,8%, um excelente resultado dada a situação recessiva em que vive o país. Também destaca os desmontes. “O pleno funcionamento da lei viabilizaria também o recém- regulamentado seguro de carros populares devido à possiblidade de reaproveitamento nos consertos de peças usadas, porém certificadas. O reflexo seriam apólices mais baratas e acessíveis, beneficiando milhões de donos desse tipo de automóvel no país.”
Em meio à forte crise econômica, o segmento de previdência privada e vida cresceu, em termos nominais, 15,4% em 2016, com destaque para seguro individual (27,4%) e VGBL (21,9%). O presidente da FenaPrevi, Edson Franco, fala ao boletim Carta do Seguro sobre as perspectivas para 2017.

Como o cenário de baixo crescimento estimado para este ano afeta o segmento de previdência privada e vida?

Ainda que o setor de seguros tenha mostrado resiliência na crise, não há segmento que possa crescer num contexto em que o país não cresça. O que temos visto são vários sinais indicando que já começou uma recuperação. Creio que vamos viver dois momentos bem diferentes: o Brasil do primeiro semestre e o do segundo semestre, quando haverá sinais mais evidentes da recuperação. Para o nosso segmento, não temos uma expectativa fechada. Como deve haver a retomada da economia a partir do segundo semestre, espero para os produtos de acumulação uma alta similar à de 2016 (19,5%). Entre os produtos de vida, o vida em grupo deve começar a melhorar à medida que haja melhora no nível de emprego. Então espero um desempenho melhor que o de 2016 (3,6%) nos produtos de risco e similar ao de 2016 nos de acumulação.

Que impacto a reforma da Previdência pode trazer para o segmento?

O segmento de acumulação é relativamente jovem no Brasil. Qualquer segmento de acumulação de poupança de longo prazo dependia de um processo de estabilização monetária e econômica para poder crescer, e isso só veio com o Plano Real. Por isso, é um segmento que cresce muito acima da inflação – na previdência privada já estamos chegando a reservas de R$ 650 bilhões. A discussão da reforma contribui para a formação de consciência de que o Estado, sozinho, não vai conseguir prover toda a necessidade do indivíduo na aposentadoria. As pessoas começam a entender que precisam formar sua própria poupança. Então, é natural que esse segmento continue crescendo.

O VGBL cresceu 21,9% em 2016; o seguro individual, 27,4%. Essa expansão continua?

VGBL e PGBL são os produtos que melhor acolhem os investimentos de longo prazo. Na medida em que as pessoas vão continuar precisando complementar a renda, esperamos que eles continuem em 2017 se expandindo acima da inflação, porque é um segmento ainda em processo de formação e de acumulação. Já o ramo de seguro de vida individual é um dos que mais têm crescido, junto com outros, como seguro viagem e seguro de auxílio funeral. Eles crescem num ritmo muito mais forte porque a base ainda é muito pequena. Um produto que está no forno, que é o Universal Life, os produtos de seguro individual, os dotais, os de auxílio funeral, todos esses têm ainda pela frente um caminho de expansão bastante acelerado.

Análise de 2016 do setor de seguro, por Lauro Faria

Fonte: CNseg

por Lauro Faria
Economista da Escola Nacional de Seguros

Em 2016, o mercado de seguros regulado pela SUSEP teve um faturamento de R$ 239,3 bilhões, 9,2% acima do ocorrido em 2015. Descontada a inflação (IPCA), a variação foi positiva em 2,8%, um excelente resultado dada a situação recessiva em que vive o país. Como porcentagem do PIB, arrecadação de seguros privados regulados pela SUSEP também subiu,de 3,7% em 2015 para estimados 3,8% em 2016. Quanto ao setor de saúde suplementar, o órgão regulador (a ANS) ainda não publicou os dados de fechamento de 2016, mas a receita de contraprestações às operadoras de saúde no período de janeiro a setembro desse ano atingiu R$ 120,7 bilhões, com alta nominal de 12,2% sobre igual período de 2015.

Como já assinalado anteriormente, o resultado global positivo na área da SUSEP foi fortemente influenciado pelo acréscimo da arrecadação de produtos de um único grupo: coberturas de pessoas – planos de acumulação cujas contribuições cresceram 19,5% (12,4% em termos reais). Os demais foram fortemente impactados pela recessão: os prêmios diretos das coberturas de pessoas – planos de risco subiram apenas 3,6% em termos nominais (portanto,queda real de 2,5%) e os prêmios diretos dos ramos elementares,1,2% (queda real de 4,8%). Os aportes aos planos de capitalização, por sua vez, caíram 2,0% em 2016 frente a 2015, uma queda real de 7,8%.

A sinistralidade dos produtos de risco regulados pela SUSEP recuou de 49,2% em 2015 para 46,4% em 2016, contribuindo para melhorar amenizar os efeitos da contração econômica sobre os balanços das seguradoras. O resultado foi diferente entre os dois grandes grupos de seguros: para as coberturas de pessoas – planos de risco, a variável aumentou de 28,5% para 29,1% no período citado, enquanto para os ramos elementares caiu de 59,3% para 55,2%.

No agregado das seguradoras reguladas pela SUSEP, desconsiderando as entidades abertas de previdência complementar e as sociedades de capitalização, deve-se destacar também o fraco desempenho dos resultados nanceiros e patrimoniais, que tiveram em 2016 variações nominais de +4,3% e -13,7%, respectivamente (-1,9% e -18,8%, em termos reais) sobre o verificado em 2015.

Assim, mesmo com o controle da sinistralidade e das demais despesas, o lucro líquido global das seguradoras caiu de R$ 19,8 bilhões em 2015 para R$ 17,5 bilhões em 2016 (variação nominal de -11,6% e real de -16,8%). A lucratividade, entretanto, se manteve positiva e elevada: a rentabilidade do patrimônio líquido (“return on equity”) foi de 22,4% em 2016, novamente um excelente resultado dadas as circunstâncias.

Segundo dados da SUSEP, a sinistralidade do ramo de seguros de automóveis no Brasil teve um acréscimo absoluto de 5%. Não surpreende, portanto, a reação das seguradoras e a percepção dos segurados de que houve acréscimo nos prêmios nessas regiões. No Rio de Janeiro, por exemplo, do modelo de veículo, estima-se que os prêmios tenham subido até 20% entre 2015 e 2016. No caso do estado do Rio de Janeiro, segundo dados Instituto de Segurança Pública (ISP/RJ), a quantidade de roubo de veículos cresceu 34% entre 2015 e 2016. E não apenas isto: o total de roubos aumentou 41% e o de homicídios, 20%.

A Lei dos Desmanches (Lei 12.977/2014), que propõe a regulamentação dos chamados “ferros-velhos”, ajudaria certamente na redução de roubo de veículos para desmonte. A Lei determina que os Detrans estaduais controlem o comércio de autopeças e gerenciem o credenciamento de empresas habilitadas. Exige que o estabelecimento que compra o veículo para desmanche emita nota fiscal de entrada e peça baixa do registro do veículo. Após a desmontagem do veículo, as peças devem ser registradas. O pleno funcionamento da lei viabilizaria também o recém- regulamentado seguro de carros populares devido à possiblidade de reaproveitamento nos consertos de peças usadas, porém certificadas. O reflexo seriam apólices mais baratas e acessíveis, beneficiando milhões de donos desse tipo de automóvel no país.

A Lei, entretanto, supõe severa fiscalização dos desmanches e punição dos envolvidos em ilegalidades, o que infelizmente ainda não acontece na escala necessária. Muitos ferros-velhos continuam irregulares ou ilegais seja por operarem com veículos roubados ou por funcionarem sem o completo respeito às novas determinações legais.

De qualquer modo, esses dados demonstram mais uma vez a importância do seguro. Na atual situação de insegurança pública, vale muito mais ser precavido do que desatento. O prêmio de seguro, ainda que majorado pelo acréscimo do risco, é um preço barato a pagar, pois evita o risco de perda de dezenas de milhares de reais do veículo roubado ou furtado e que dificilmente será encontrado e devolvido intacto ao seu dono.

Violência no Rio gera mais fraudes no seguro Auto

Comunicado CCS-RJ

Em 2016, a cada 13 minutos, um motorista foi vítima de roubo no Rio de Janeiro. Um total de 41.704 ocorrências, o maior em 25 anos, acabou devolvendo ao seguro de automóvel fluminense a posição de mais caro do país. O título foi da vizinha São Paulo nos últimos três anos, como apontam os dados do Instituto de Segurança Pública.

“O principal fator relacionado ao aumento da violência no Rio é a falta de recursos do Governo do Estado para pagar os servidores, estando, entre eles, os policiais”, avalia Jayme Torres, presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ).

Ele também cita os altos índices de desemprego e o aumento das fraudes. “São os chamados fraudadores eventuais. O consumidor comum se vê às voltas com o carnê do carro em atraso, ou ficou desempregado e não está conseguindo vender o seu carro, então ‘desaparece’ com ele para receber da seguradora, como indenização, o valor da FIPE, o que ele não conseguiria no mercado”, explica.

Tudo isso contribui para o aumento do preço do seguro, que chegou a 20% por conta da explosão no número de roubos em diversas regiões do estado. “O problema pulverizou. Niterói, que tinha índices estáveis, hoje apresenta elevação acima da média. A Baixada também. Mesmo regiões como Barra, Ipanema, Copacabana, que tinham os menores índices, começaram a ter elevação acima da média”, contou o vice presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Luiz Pomarole, aos jornais Extra e O Globo.

O local com maior número de roubos foi o bairro de Mesquita, com 5.242 casos, enquanto a região que sofreu maior aumento foi Itaboraí, 116% mais violenta em 2016, com 708 ocorrências. O presidente do CCS-RJ aponta ainda outra consequência negativa da situação: “diante de preços mais altos, os consumidores podem cair na armadilha das associações de proteção veicular, que vendem proteção aos automóveis sem oferecer, de fato, um seguro”, alerta, acrescentando que esse tipo de produto não dá garantia alguma e que o prejuízo só é percebido quando o motorista precisa utilizá-lo.

Aon vende unidade de benefícios por US$ 4,8 bilhões

O grupo AON anunciou que venderá o braço de consultoria de benefícios para a empresa de private equity Blackstone Group L.P. por cerca de US$ 4,8 bilhões, em um negócio que descarrega uma parcela significativa dos benefícios que a corretora adquiriu com sua compra em 2010 da Hewitt Associates Inc.

Segundo anúncio feito na última sexta-feira, dia 10, a Aon continuará a parceria com a nova empresa Blackstone que vai abrigar a administração de benefícios e negócios de terceirização de processos de negócios de RH, disse Greg Case, presidente e CEO da Aon, em conferência com analistas. O negócio de terceirização era mais intensivo em capital e produzia menores margens de lucro, e agora a Aon pode reinvestir o capital em outras áreas, como investimentos adicionais em dados e análises, disse ele.

“Um ponto excelente é que nossos clientes vão ser excepcionalmente bem servidos com a Blackstone e potencializamos a nossa capacidade de inovar cada vez mais em nossa estratégia central em torno de risco, aposentadoria e saúde sobre os tópicos de soluções de aconselhamento e dados”, disse ele.

No acordo, que deverá ser encerrado no final do segundo trimestre, a Blackstone pagará à Aon US$ 4,3 bilhões e até US$ 500 milhões adicionais, dependendo do desempenho da unidade. A nova unidade será chefiada por Chris Michalak, diretor comercial global da Aon Hewitt. De acordo com uma folha de dados Aon, a nova empresa terá US$ 2,3 bilhões em receita, 22 mil funcionários e mais de 1,4 mil clientes.

AIG divulga perda de US$ 3 bi no último trimestre de 2016

As perdas trimestrais na AIG aumentaram para US$ 3 bilhões, depois que a seguradora alertou sobre a alta das reservas para pagamentos de indenizações de US$ 5,6 bilhões. Foi um duro golpe para o presidente-executivo, Peter Hancock, que luta para melhorar o retorno aos acionistas.

As ações caíram 4,5% em negociações prolongadas depois que a maior seguradora dos EUA por capitalização de mercado revelou a perda trimestral maior do que a previsão. Apesar da perda, o CEO Peter Hancock – que tem descartado ativos e cortado custos na tentativa de reviver os ganhos da AIG – disse que a seguradora esta no caminho certo.para obter ganhos mais sustentáveis no futuro. “Sabíamos que a transformação de uma empresa deste tamanho e complexidade não aconteceria da noite para o dia”, disse ele. “Também sabíamos que o progresso não seria alcançado em linha reta. Não há soluções rápidas.”

As perdas líquidas aumentaram de US$ 1,84 bilhão no ano anterior para US$ 3 bilhões nos três meses até o final de dezembro. As perdas operacionais após impostos também se ampliaram, de US$ 1,32 bilhão para US$ 2,79 bilhões. Em uma base anual, o rendimento de funcionamento após o imposto de renda caiu de US$ 2,8 bilhões a US$ 406 milhões em 2016.

A AIG saiu de negócios exóticos que se tornaram tóxicos na crise financeira e levou a um resgate dos contribuintes de cerca de US$ 185 bilhões. Mas as últimas perdas mostram que os tipos tradicionais de seguro ainda estão causando um problema. O grupo recebeu uma acusação de U $ 620 milhões no trimestre anterior, depois de descobrir que as vítimas de acidentes estavam vivendo mais do que o previsto. No entanto, o mais recente recorde de US $ 5,6 bilhões é maior e mais amplo, abrangendo uma série de apólices comerciais, incluindo a compensação dos trabalhadores.

As despesas anuais caíram US$ 1,7 bilhão ou 13% de um ano há. O CEO também disse que ainda estava comprometido em devolver US$ 25 bilhões em capital aos acionistas. “Esperamos ver melhores resultados de nossa plataforma, com subscrição mais assertive, redução de despesas e forte melhora em nosso mix de negócios”, disse.

Ele disse que a ameaça ter novas taxas de reserva foi sido reduzida por um acordo que a AIG atingiu no mês passado com Berkshire Hathaway, de Warren Buffett. A AIG concordou em pagar à Berkshire cerca de US $ 10 bilhões para o resseguro sobre a compensação dos trabalhadores e outras nichos. O negócio cobre os custos de sinistros da AIG até o início do ano passado. A AIG disse que esperava registrar um ganho de US$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre de 2017 em razão desse acordo.