Swiss Re abre seguradora no México, onde já atua com resseguros

A Swiss Re Corporate Solutions, que possui mais de 50 escritórios em mais de 20 países, obteve autorização formal das autoridades de seguros locais para atuar como seguradora no México. A  Swiss Re Corporate Solutions México Seguros iniciou suas operações em 2 de janeiro de 2018 a partir do escritório da Cidade do México. Em resseguro, o grupo atua no México desde 2014.

A companhia de seguros oferecerá cobertura de seguro multi-line para empresas de médio e grande porte e entidades governamentais através de agentes e corretores com foco inicial em Engenharia e Construção, Responsabilidade Civil, Marinha e Propriedade.

“Ao desenvolver uma cobertura personalizada adaptada aos riscos específicos de cada empresa ou entidade, damos aos nossos clientes a tranqüilidade para se concentrar em seus negócios”, afirma Carmina Abad, CEO da Swiss Re Corporate Solutions México Seguros, em comunicado distribuído pelo grupo. “Nós também estamos comprometidos com a excelência do serviço e nos esforçamos para construir relacionamentos fortes e duradouros com clientes e corretores”.

“O apoio financeiro e a experiência global do Swiss Re Group nos permitem proteger as entidades mexicanas de grandes riscos”, acrescentou Newton Queiroz, Head Sales Latin America. “Estamos ansiosos para trabalhar com clientes e corretores em todo o país, que é um mercado estratégico para o crescimento a longo prazo das soluções corporativas”.

Além da Cidade do México, a Swiss Re Corporate Solutions atende clientes e corretores em toda a América Latina, desde escritórios em Bogotá, Cali, Medellín, Miami, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde tem uma joint venture com o grupo Bradesco Seguros.

Titular da Susep diz que em breve divulgará mudanças em capitalização e microsseguros

Joaquim Mendanha, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), garantiu que o o ritmo de discussão promovido pela autarquia com governo e com o mercado em 2017 vai continuar neste ano. Em 2017 foram 14 votos importantes apresentados e conquistados no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), como venda de seguro por meios remotos, e mais de 20 circulares de regulamentações para aprimorar o funcionamento do mercado”, salientou ele em seu discurso durante a abertura do 23. Encontro de Líderes do Mercado Segurador, que acontece até o dia 4 em Foz do Iguaçu, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e suas federações (FenaSaúde, FenaPrevi, FenSeg e FenaCap).

Segundo vídeo publicado na página do Facebook da  Revista Apólice, Mendanha afirma que a Susep continuará com o mesmo ritmo em 2018. “Vamos continuar neste ano com o mesmo diálogo aberto para dar continuidade de crescimento ao setor”, afirmou. Dados da CNseg afirmam que no ano passado o setor arrecadou R$ 430 bilhões, evolução superior a 6% em relação a 2016, detendo mais de R$ 1,2 trilhão em ativos, que são recursos alocados no mercado financeiro e destinados a pagar indenizações e benefícios previdenciários à medida que sejam solicitados.

Sobre capitalização, segmento que vem discutindo há meses uma nova regulamentação de produtos e serviços, ele avisou que esta finalizando o resultado final da consulta publica, com divulgação prevista para as próximas três semanas, “Certamente o estudo resultará na nova regulamentação deste importante segmento”, afirmou.

Sobre as discussões em torno da proteção veicular, Mendanha ressaltou que a Susep tem agido fortemente, mas as novas tecnologias que criam a economia digital têm favorecido o rápido avanço deste mercado “prejudicial ao consumidor que compra produtos que muitas vezes pode não o proteger”. Segundo ele, esse mercado, considerado como “marginal”, não se restringe mais a automóvel. “Já avançou em vários segmentos, inclusive vida”.

Outra pauta para 2018, acrescentou Mendanha, é concluir mudanças na regulamentação para microsseguros e assim aumentar o apetite das companhias de seguros com esse segmento, citado por muitos especialistas como um grande motor de crescimento do mercado segurador nos próximos anos.

Joaquim Mendanha também citou a regulamentação do seguro rural, a revisão do normativo do seguro de garantia estendida, o seguro prestamista, o seguro de responsabilidade civil obrigatório (RCO), os seguros para grandes obras e a retomada das tratativas sobre o seguro de acidente de trabalho (SAT), complementou release da Susep.  Em relação ao desenvolvimento do mercado de anuidades e ao segmento de previdência, ele alertou “nós não podemos perder a oportunidade do debate e ver de que forma o mercado privado pode contribuir para que haja uma previdência justa pata todos”.

Por fim, Joaquim Mendanha sinalizou que embora muitas medidas em prol do desenvolvimento do setor de seguros já tenham sido e estão sendo realizadas, “ainda há muito o que fazer”. Ele reiterou que o Brasil precisa de líderes e que a Susep continuará trabalhando pela expansão do mercado de seguros para que ele possa alcançar cada vez mais consumidores.

Cade aprova joint venture entre HDI e Santander

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica Superintendência-Geral (Cade) autorizou sem restrições a joint venture entre a HDI e o Santander anunciada em dezembro passado para a criação de uma seguradora digital de automóveis. O controle da companhia será compartilhado pelo Santander Brasil e pela HDI, cada uma tendo participação de 50%. O despacho foi divulgado nesta sexta-feira no Diário Oficial.

IRB Brasil RE destina R$ 1,8 milhão para projetos sociais

O IRB Brasil RE destinou R$ 1,8 milhão, relativo ao exercício fiscal de 2017, para apoiar projetos sociais de seis instituições, no Rio e em São Paulo. Para a companhia, a essência para seleção dos projetos é contribuir para a melhoria na qualidade de vida de crianças, adolescentes e idosos, prioritariamente, na área de saúde.

Ao longo do ano passado, 68 projetos foram recebidos, avaliados e, após uma análise criteriosa, seis foram selecionados. Um dos critérios é estar enquadrado no Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS), Fundo da Infância e Adolescência (FIA) ou Fundo do Idoso. “Entre alguns fatores determinantes para a seleção estão credibilidade e transparência das instituições, além da aderência aos objetivos da companhia”, ressaltou a especialista de marketing e comunicação Fernanda Macedo

O fluxo anual de avaliação dos projetos funciona da seguinte forma: de janeiro a junho é o período em que é realizado o monitoramento dos projetos já aportados nos ciclos anteriores. Nesta etapa também ocorre o recebimento de novas propostas.

De julho a outubro o grupo dá sequência ao recebimento dos projetos e também acontecem a prospecção e a realização de visitas técnicas às instituições. Já no mês de novembro é o momento de preparar a proposta para, em dezembro, efetuar o aporte. Entre os anos de 2014 e 2016, o volume total de aportes em patrocínios sociais alcançou a marca de R$ 6,4 milhões. Conheça as instituições do ciclo de 2017 e seus respectivos projetos, apoiados pelo IRB Brasil RE:

Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON)

 Fundação do Câncer (RJ)

​Projeto: “Programa Nacional de Educação em Radioterapia”

Objetivo: Promover a terceira edição de um projeto de educação em radioterapia que beneficiará 80 entidades de saúde em 23 estados brasileiros. O projeto promoverá cursos de formação para 60 técnicos de radioterapia e cursos de atualização para 200 técnicos e 80 enfermeiros.

Site: https://www.cancer.org.br/

 

Instituto Desiderata (RJ)

​Projeto: “Diagnóstico precoce ao registro do câncer infantil”

Objetivo: Capacitar 1.600 profissionais da área de Estratégia de Saúde do Estado do Rio de Janeiro para identificação de sinais e sintomas do câncer em crianças e adolescentes. Além disso, irá qualificar 80 profissionais registradores de câncer para a qualificação dos dados inseridos no Registro Hospitalar de Câncer (RHC).

Site: http://www.desiderata.org.br/

 

AMEO – Associação da Medula Óssea (SP)

​Projeto: “Capacitação de gerentes de dados em transplantes de células-tronco hematopoiéticas”

Objetivo: Capacitar profissionais da saúde que trabalham em centros de transplante.

Site: http://ameo.org.br/

 

GRAACC – Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (SP)

​Projeto: “Atendimento de enfermagem no tratamento de crianças e adolescentes com câncer”

Objetivo: Oferecer a criança e ao adolescente com câncer uma prática avançada de atendimento em enfermagem por meio de Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem altamente capacitados, em uma instituição de referência no tratamento do câncer infanto-juvenil na cidade de São Paulo.

Site: https://graacc.org.br/

 

Lar Divino Amigo (SP)

​Projeto: “Sorriso Legal”

Objetivo: Levar atendimento odontológico humanizado gratuito e de qualidade a crianças carentes do bairro, evitando que as crianças apresentem má formação na dentição, cáries precoces e outros problemas devido à falta de acesso ao dentista.

Site: http://www.lardivinoamigo.com.br/

 

Hospital de Câncer de Barretos (SP)

​Projeto: “Amparo ao Idoso“

Objetivo: Oferecer atendimento hospitalar de qualidade exercendo práticas humanizadoras de cuidados paliativos. O Hospital oferece ainda atividades e serviços aos pacientes e acompanhantes como: hospedagem, refeições gratuitas durante o tratamento e também nas casas de apoio ao paciente, terapia ocupacional, atividades sócio recreativas e ações como Grupo Acolhimento.

Site: https://www.hcancerbarretos.com.br/

Itaú decide descontinuar venda de apólices na seguradora do Chile

O Itaú, dono do quarto maior banco no Chile, informou ao mercado financeiro chileno que decidiu descontinuar a emissão de apólices da Itaú Chile Companhia de Seguros de Vida no final de janeiro deste ano e iniciar um processo de run –off.  O blog Sonho Seguro pediu entrevista ao banco para comentar a estratégia e aguarda um retorno sobre a pauta.

A regulação chilena impõe regras aos bancos para operarem com seguros, tornando mais rentável atuar como um canal de vendas para seguradoras especialistas. No Brasil, o Itaú manteve poucas operações, que podem ser comercializadas por canais digitais. Em automóvel e residência tem parceria com a Porto Seguro. Em seguro de vida complexo tem parceria com a Prudential, para quem vendeu a carteira de seguros de vida em grupo.

O fato fez a agência de Feller reavaliar a seguradora chilena e, contas feitas, a classificadora de risco decidiu manter em “AA-” o rating das obrigações de seguros da companhia, com perspectivas da classificação “estáveis” diante do conservador patamar de solvência adotado pelo grupo.

Segundo a agência, a  estratégia de negócios foi orientada principalmente para a venda de seguros de prestamista, vida e acidentes pessoais, vinculados aos produtos bancários, incorporando canais massivos em entidades não bancárias. Sua estrutura financeira conservadora, caracterizada por extensos suportes patrimoniais e por um perfil de ativos de alta qualidade creditícia e liquidez, dão respaldo suficiente para futuros pagamentos de sinistros, escreve a agência.

Com base nas informações prestadas pela administração, em dezembro de 2017, a seguradora reportou uma cobertura de patrimônio líquido a patrimônio de risco em aproximadamente 6.76 vezes, com um endividamento total de 1,37 vezes. Em setembro de 2017, o superávit de investimentos atingiu US$ 9,1 bilhões, enquanto que os investimentos não representativos reportaram US $ 16,8 bilhões, principalmente em depósitos bancários no banco relacionado. A constituição de passivos de seguros é muito conservadora e coerente com suas obrigações, cobrindo adequadamente seus seguros tradicionais.

 

23º Encontro de Líderes discute “A visão de uma agenda para o desenvolvimento”

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A Confederação das Seguradoras (CNseg), ao lado de suas quatro Federações associadas (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap), promove o “23º Encontro de Líderes do Mercado Segurador”- de quinta-feira (1º de março) a sábado (3 de março) – no Recanto Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Nesta edição, o tema central dos debates será “A visão de uma agenda para o desenvolvimento”. A pauta, desdobrada em quatro painéis, inclui “Seguro Rural e o desenvolvimento do Agronegócio”; “Big Data, Blockchain e Inteligência Artificial: uma visão do futuro”; “O cenário político”; e as “Perspectivas do Brasil e de ser brasileiro”.

O Encontro dos Líderes, tido como o principal evento do setor, reúne dirigentes das seguradoras, autoridades reguladoras da supervisão e especialistas de diversas áreas para identificar desafios, tendências e perspectivas que prevalecerão em relação a temas como política, economia, sociedade e inovações tecnológicas. Pelo menos 150 líderes de seguradoras, que representam quase a totalidade do PIB de seguros, são aguardados nesse encontro.

O seguro está entre os setores mais resilientes da economia brasileira, detendo mais de R$ 1,2 trilhão em ativos, que são recursos alocados no mercado financeiro e destinados a pagar indenizações e benefícios previdenciários à medida que sejam solicitados.  No ano passado, sua arrecadação alcançou R$ 430 bilhões – evolução superior a 6% em relação ao ano anterior. Além da solidez e do nível de empregos formais ofertados, o seguro está entre as atividades mais propensas a crescer de forma acelerada, se houver retomada da recuperação e um cenário mais amigável aos negócios.

JLT adquire corretora de crédito e risco político nos EUA

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A JLT uma das corretoras líderes mundiais em seguros, resseguros e benefícios, adquiriu a International Risk Consultant (IRC), com sede em Columbus, Ohio, e uma das corretoras líderes no segmento de seguro de crédito e risco político, com operação nos Estados Unidos, Brasil e Ásia.

A aquisição cria uma expertise única no segmento, combinando o conhecimento especializado em seguro de Crédito e Risco Político da IRC, com os produtos globais e soluções estruturadas da JLT. A partir de hoje, a IRC Brasil passa a integrar a divisão de CPS (Credit, Political & Security Risks) da JLT Specialty Brasil.

Esta movimentação vem em linha com a estratégia da JLT em consolidar sua posição de especialista, focando em soluções e estruturasdiferenciadas de crédito, que permitam aos clientes crescer com segurança, entregar resultados onde quer que estejam seus investimentos, bem como acessar novas fontes de capital.

Para a diretora da JLT Specialty Brasil CPS, Tatiana Moura, este é um passo importante no desenvolvimento de atuação global de CPS da JLT, proporcionando uma maior escala e alcance nestes mercados, consolidando nossa posição de liderança na Ásia, solidificando a atuação no Brasil e fortalecendo nossa presença nos Estados Unidos. “Com a chegada dos novos colegas da IRC, temos agora uma equipe de especialistas de crédito, com cerca de 180 colaboradores nos Estados Unidos, Brasil e Ásia, capazes de oferecer soluções aos nossos clientes localizados em todos os principais centros financeiros do mundo”, afirma.

Zurich instala totens para venda de seguro viagem no RIOgaleão

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Passageiros de voos internacionais que partem do RIOgaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim poderão comprar o seguro viagem momentos antes de embarcar. A iniciativa, inédita em aeroportos do Brasil, é resultado de uma parceria entre a Zurich, seguradora global com 78 anos de atuação no mercado brasileiro, e a Bit Pagg, plataforma de venda de seguros online.

Trata-se da primeira venda de seguro viagem no Brasil por meio de totens. O passageiro leva apenas alguns minutos para comprar e fazer o pagamento do seguro pelo totem. O RIOgaleão é o segundo aeroporto internacional mais movimentado do país, com mais de 16 milhões de passageiros por ano e capacidade para 37 milhões de viajantes. “Nosso objetivo é aproveitar o fluxo qualificado de usuários do aeroporto RIOgaleão para oferta e massificação do seguro viagem por meio de ferramentas digitais, mas sem perder a abordagem consultiva, que será feita através de promotores qualificados nesse que é o último momento possível de compra antes da viagem sem que haja carência”, afirma Cesar Lopes de Sousa, CEO da Bit Pagg.

Além das coberturas com assistência médica e despesas farmacêuticas, o seguro viagem também cobre outros tipos de serviços, como localização de bagagem extraviada, remarcação de passagem, assistência jurídica e até repatriação do corpo em caso de morte. “Alguns países obrigam o turista a contratar a proteção antes de viajar, caso dos europeus que integram o Tratado de Schengen e exigem cobertura mínima de 30 mil euros por pessoa, mas muitos viajantes desconhecem isso”, lembra Simone Libonati, Superintendente de Seguro Viagem da Zurich

Seguradoras britânicas debatem desafios para 2018 e 2019

Fonte: Blog Sonho Seguro com agências internacionais

Três temas preocupam a indústria de seguros britânica no médio e longo prazo: envelhecimento e longevidade; engajamento e digitalização do cliente; e diversidade e inclusão nas empresas de seguros. “Parece-me que nosso mundo continua a mudar cada vez mais rápido em torno de nós. Estamos no meio de uma revolução digital que, na minha opinião, é a maior tendência macro que vimos há muito tempo”, comentou Andy Briggs, presidente da Association of British Insurers (ABI), similar a CNseg no Brasil, em seu discurso durante o evento anual da entidade realizado no último dia 27, em Londres.

Tais temas, pelo jeito, são os que preocupam toda a indústria mundial. Não por acaso esses também são os temas das discussões no 23º Encontro de Líderes do Mercado Segurador, que começa amanhã e termina no dia 4 de março, no Recanto Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Como nas edições anteriores, o encontro planeja discutir desafios, tendências e perspectivas em relação a temas como política, economia e inovações tecnológicas. O tema principal do encontro será “A visão de uma agenda para o desenvolvimento”. Márcio Coriolano, pr esidente da CNseg, entidade que reúne as seguradoras, destacará a importância do setor como um dos maiores investidores institucionais do país, ao deter mais de R$ 1,2 trilhão em ativos garantidores.

Andy Briggs, presidente da ABI: “Precisamos nos envolver e nos comunicar mais com os clientes”

Segundo o chairman da ABI, que também é diretor da Aviva, uma das seguradoras britânicas consideradas mais inovadora, a digitalização representa uma grande oportunidade, mas também um grande desafio. “Afetará todos os aspectos do nosso trabalho e todos os pontos de contato, desde relacionamentos de clientes até subscrição com marketing. Nós precisamos entender isso”, assegurou.

Sobre a longevidade, outra grande tendência que merece a atenção do mundo, Briggs afirmou: “Precisamos agir para garantir que os consumidores tenham informações, orientações e conselhos apropriados sobre suas economias e seus investimentos. Isso não é uma tarefa fácil. É um desafio crítico que devemos assumir”.

Ilustrando a tendência de longevidade, ele disse em 1917, quando a monarquia britânica começou a enviar telegramas para centenários, enviou 24 telegramas. Este ano, a Rainha enviará 10 mil cartas. Apesar da automaticidade em incluir as pessoas em planos previdenciários, as pessoas ainda não economizam o suficiente para sua aposentadoria, disse ele, o que deixa claro que é preciso ajudar que a sociedade pense mais na necessidade de poupar para garantir um futuro mais tranquilo e mostrar a ela mais o que o mercado oferece para ajuda-la a ter investimentos que façam frente a tal necessidade. “Precisamos nos envolver e nos comunicar mais com os clientes”, disse ele.

Briggs recomendou que as seguradoras trabalhem com o Financial Conduct Authority (FCA) , órgão responsável por regular e certificar profissionais financeiros no Reino Unido, para descobrir como servir melhor seus clientes. “Nós, como indústria, precisamos conversar com a FCA [para obter respostas às perguntas que recebemos de clientes que simplesmente não podemos responder, coisas simples que farão a diferença para os clientes”, comentou ele durante sua fala no evento.

“2017 não foi fácil e suspeito que 2018 não será mais fácil, mas devemos manter o foco principal da nossa indústria, de proporcionar tranquilidade aos nossos clientes, permitindo que eles invistam, protejam e tenham tranquilidade para viver “.

Flexibilidade versus segurança – Aqui no Reino Unido tem uma questão a mais e de suma importância. os desafios impostos com a saída da Gra-Bretanha da União Europeia, conhecido pela sigla Brexit, a partir de março de 2019. Um dia antes do evento, a ABI realizou um jantar de gala que contou com políticos, membros do governo, especialistas, seguradores entre outros.

“Eu queria abordar três áreas críticas que afetam todas as partes desta indústria, que afetam todos os tipos de clientes, varejo e comercial, e que estão no cerne do que o ABI está trabalhando. O primeiro é o Brexit e o que o segue depois desta medida. O processo de saída da UE e de criação de um novo caminho é inevitavelmente complicado e desafiador para todos os interessados, qualquer que seja a nossa opinião sobre a conveniência do resultado. É urgente a necessidade de um acordo de transição para nos levar além de março de 2019. Precisamos de uma transição direta e nós precisamos disso agora para ajudarmos empresas a terem um plano de contingência”, disse Huw Evans, diretor-geral da ABI aos  presentes no jantar.

Ele afirmou que as discussões sobre a transição do Brexit são “excessivamente complicadas” e que deverão durar até dois anos após março do ano que vem. Ele destacou dados da ABI que mostram que a atividade de seguros adiciona £ 40 bilhões por ano à economia e emprega 320 mil pessoas em 145 comunidades em todo o país (dois terços delas fora de Londres), além de ser a terceira maior indústria de exportações do Reino Unido.

“Podemos avaliar a diferença entre o feedback sobre uma falha técnica genuína e o lobby generalizado para uma regulamentação mais leve”, afirmou Woods

No dia seguinte veio a resposta clara e direta do vice-governador Sam Woods, um dos palestrantes. E ele foi enfático: “O Banco da Inglaterra não vai “ficar soft” na aplicação das regras de capital da União Europeia para as seguradoras, mas irá procurar maneiras de facilitar a entrada de novos concorrentes na indústria”. Ou seja, um sinal e tanto para que todos se reinventem diante dos desafios que a economia digital tem trazido para o mundo.

A Prudential Regulation Authority (PRA), órgão regulador de serviços financeiros do Reino Unido formado como um dos sucessores da FSA após a crise financeira de 2008, que Woods também dirige, estuda sobre como aliviar o ônus das regras de Solvência II, que as seguradoras dizem ser excessivamente onerosas. Num jantar realizado um dia antes do evento, no dia 26, as companhias criticaram o excesso de regulação e também os desafios impostos com a saída da Gra-Bretanha da União Europeia, conhecido pela sigla Brexit, a partir de março de 2019.

Woods reagiu as críticas e afirmou que “não mora em uma torre de marfim” e que está disposto a fazer algumas mudanças, mas não seria apressado em fazer grandes alterações. “Podemos avaliar a diferença entre o feedback sobre uma falha técnica genuína e o lobby generalizado para uma regulamentação mais leve”, afirmou Woods. O objetivo da regulação é não deixar a indústria de seguros perder de vista o consumidor, o que compra uma apólice, e evitar problemas como as falhas ocorridas no caso da Equitable Life, que afetou milhares de idosos e levou o grupo a falência.

Segundo Woods, até o momento não há evidência convincente para comprovem que as regras de solvência da União Europeia tenham reduzido a rentabilidade ou o crescimento das seguradoras britânicas. Nem mesmo impulsionado elevação dos prêmios para os segurados. Para a PRA, os principais focos da autarquia estão em manter a segurança e a solidez das seguradoras, bem como tornar o Reino Unido competitivo no cenário global. Sendo assim ser competitivo também significa estimular o mercado na busca por melhores produtos e serviços.

A Grã-Bretanha está deixando a UE no próximo ano, com termos comerciais incertos para as empresas financeiras que podem ter que confiar em um sistema de “equivalência” para acesso ao mercado do bloco. Na verdade, mudar a substância das regras da UE poderia tornar mais difícil para a Grã-Bretanha argumentar a equivalência, disse à Reuters um regulador de seguros de outros países da UE.

 

Liberty e SulAmérica participam no Lean Sumit 2018, que acontece em junho

Com o tema “Transformar o mundo resolvendo problemas”, o Lean Sumit 2018, que acontece dias 5 e 6 de junho, em São Paulo, já está com a programação pronta e conta com mais de 40 empresas participantes. Duas seguradoras participam do evento, SulAmérica e Liberty Seguros. “A jornada de transformação passa obrigatoriamente pela mentalidade Lean e este evento é de altissima relevância para entender e praticar esta filosofia”, diz Augusto Fonseca, ex- Zurich e que atualmente é gerente de projetos do Lean.

A filosofia “Lean” é definida como uma gestão inspirada em práticas e resultados do Sistema Toyota. Ao longo das últimas décadas, organizações de praticamente todos os setores têm usado lean como meio fundamental para transformar realidades gerenciais, potencializar resultados e melhor aproveitar o potencial humano.

A Liberty participará da palestra “Como construir resultados e sustentar a transformação: aprendendo com pioneiros’,  juntamente com Alcoa, Embraer e Mercedes. O objetivo deste painel é destacar empresas que adotam lean há mais uma década mostram como a filosofia tornou-se parte indissociável de suas estratégias competitivas e como têm organizado esforços para sustentar a transformação ao longo do tempo.

A SulAmérica aparece em dois painéis. O primeiro é “Como o líder integra novas práticas e tecnologias”, que pretende discutir como o comportamento da liderança pode definir o sucesso da transformação das empresas, associando práticas gerenciais inovadoras com as novas tecnologias que estão modificando drasticamente os ambientes de negócio.

Outra participação da SulAmérica, ao lado de Fleury e Derco,  é na palestra “Potencializando resultados aperfeiçoando a experiência do cliente”. Quando o real propósito da transformação é aperfeiçoar a experiência do cliente, cria-se condições únicas para verdadeiros saltos de performance. Especialmente quando o cliente encontra-se próximo ou está envolvido nas etapas do fluxo de valor.