2018 promete fusões, mudanças de estratégias e de CEOs

ATUALIZAÇÃO DIA 21 DE MARÇO AS 17H PARA CORRIGIR A INFORMAÇÃO SOBRE A OPERAÇÃO DE GARANTIA ESTENDIDA DO ITAÚ

A consolidação do setor de seguros globalmente, incluindo seguradoras, resseguradoras, corretoras e prestadores de serviços, está mais ativa do que nunca. Não passa um mês sem uma notícia de fusões e aquisições no setor, o que causa um vai e vem de executivos também. Desde o início do ano, já foram anunciadas três “parrudas” e uma de menor porte, porém que sinaliza uma grande mudança no mercado de corretagem de seguros.

Quem não divulgou uma compra ou venda,  anunciou  novos projetos globais e troca de CEOs na matriz ou das regionais. Boa parte dos discursos dos novos executivos inclui olhar bons negócios ao redor do mundo para fazer frente ao avanço das insurtechs, startup de tecnologia voltada a seguros, e também recompor a lucratividade com ganhos financeiros num cenário de juros em baixa e aperto nas regulações de capital.

A expectativa é de que as fusões e aquisições em seguros prossiga em 2018 a medida que os novos comandantes implementam suas estratégias para desenvolver suas organizações. A principal negociação anunciada nesses primeiros 70 dias de 2018 foi a compra da XL pela AXA, num negócio de US$ 15,3 bilhões. Em janeiro, a Zurich anunciou a compra das operações da QBE na América Latina por US$ 409 milhões.

Antes delas, três gigantes – Berkshire, Amazon e JPMorgan – anunciaram a formação de uma operadora de saúde para atender mais de um milhão de funcionários dos três grupos incluídos na lista dos dez mais valiosos dos EUA. A ideia é reduzir gastos e melhorar o serviço prestado, segundo comentaram os CEOs em entrevista durante o anúncio.

O segmento de corretores também está a todo vapor. Só para citar este ano, em janeiro a JLT adquiriu a Risk Consultant (IRC) nos Estados Unidos. Em setembro passado, havia anunciado a compra da corretora belga Belgibo.

No Brasil, as negociações são geralmente afetadas por uma aquisição da matriz estrangeira. A mais recente feita localmente foi da joint venture entre a HDI e o Santander em dezembro passado para a criação de uma seguradora digital de automóvel. Mas estão em andamento duas outras negociações grandes.

A Caixa Seguradora revê a parceria com a francesa CNP Assurances e o Banco do Brasil com a espanhola Mapfre. Ambos bancos estatais reestruturam a operação e mantém conversas com outras seguradoras interessadas em remunerar o acionista pela disponibilidade do canal bancário para venda de produtos de seguro. Algumas fontes afirmam ser um negócio disputado. Outros comentam que a transformação do mundo com as tecnologias tirou o apetite dos investidores, que buscam uma operação mais enxuta e eficiente, sem o risco de ingerência política em bancos oficiais.

O jornalista Lauro Jardim recentemente anunciou em sua coluna do O Globo que uma seguradora chinesa tem interesse em uma seguradora no Brasil. Nos bastidores, desde 2016, se comenta sobre o grupo Fosun olhar o grupo Austral e a Pottencial, ambas empresas que atuam fortemente  em seguro garantia de contratos e sentiram a queda do faturamento com a recessão brasileira e paralização dos investimentos em infraestrutura.

Outra fofoca de bastidores é que o IRB Brasil Re está numa rodada de road show para negociar parte da fatia do governo no maior ressegurador brasileiro. Haviam boatos de que a Berkshire estava interessada. No final de fevereiro, no entanto, na entrevista sobre a divulgação do balanço de 2017 em fevereiro deste ano, Warren Buffett declarou que não tem intenção em fazer qualquer grande aquisição em seguros. A aposta dos comentários de bastidores vai em duas linhas:  IRB não é uma grande aquisição, e sim pequena para ele, por isso não se referiu ao ressegurador brasileiro. Outros, mais nacionalistas, encaram o IRB como uma grande aquisição, entendendo o recado como um negócio descartado por Buffett.

Para o Brasil, 2017 foi o ano de consolidação de uma onda de fusões e aquisições anunciadas em 2016 e 2015, como da ACE pela Chubb, por quase US$ 60 bilhões. Algumas aquisições mundiais priorizaram o Brasil, como a da AIG que vendeu várias operações na América Latina para a Fairfax, mas manteve a subsidiária do Brasil reestruturada. A carteira de automóvel, por exemplo, foi  vendida para a Porto Seguro, mantendo o foco em seguros de grandes riscos. A  Assurant comprou a carteira de garantia estendida da AIG.

Outra negociação foi a colombiana Sura comprar as operações da inglesa RSA no Chile, Argentina, Brasil, México, Colômbia e Uruguai, por US$ 618 milhões num acordo anunciado em 2015 e concluído em 2016. Outro destaque foi a americana Travelers, que começou uma carreira solo no Brasil, reorganizando a joint venture que tinha com a JMalucelli, na qual manteve participação acionária.

Localmente, a Swiss Re fez uma joint venture com a Bradesco em grandes riscos. O Itaú vendeu a operação de seguro de vida coletivo para a Prudential e ao fazer um destrato de negócios com o Ponto Frio para a venda de seguro garantia estendida, a suíça Zurich se tornou parceira da varejista.  Também teve um movimento de empresas locais avançando na América Latina, como o IRB, Terra Brasis e AGCS.

Há registro do movimento oposto. O Itaú encerrando a venda de apólices de vida na seguradora do Chile, segundo anúncio feito no final de janeiro deste ano. O IRB decidiu vender, por US$ 62 milhões, a totalidade das ações que detinha na African Re desde maio de 2012, e passou a priorizar os países da América Latina.

Ou seja, é um corre corre danado na busca da lucratividade, da eficiência e dos consumidores. Tem negócios para todos, nos diversos segmentos e em muitos países. Muitas das startups que estão revolucionando o jeito de vender seguro são comandadas por executivos que perderam seus empregos com as fusões e buscaram empreender captando recursos com fundos de private equity para  montar insurtechs.

Segundo  diversos estudos, os investimento em insurtechs continuarão pressionando as companhias de seguros, quer pela aquisição de uma empresa de tecnologia, tornando-se acionista minoritária, ou investindo em projetos como incubadoras. Os investimentos em  insurtech podem ter totalizado menos de 10% do capital investido pelas companhias de seguros de 2012-2017, mas a necessidade de inovar, especialmente a partir de uma perspectiva digital, continuará a alimentar o interesse das empresas em obter acesso a inovação trazida pelas insurtechs, garantem os especialistas.

Europa – Na Europa, a maior movimentação em 2017 e que deve continuar em 2018 a medida que as discussões sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, apelidado de Brexit, e entrada em vigor de novas regras de capital com a Solvência 3. Várias seguradoras e resseguradoras já anunciaram a troca de base de Londres para outros locais, como Luxemburgo. A medida é vista com muita preocupação, pois traz muitos impactos nos negócios e redução de empregos principalmente para a Inglaterra, uma vez que Londres é considerado o berço mundial de seguros.

EUA – Nos Estados Unidos, 2017 foi um ano histórico de aquisições no mercado, principalmente de corretagem de seguros , com 537 transações oficiais concluídas, de um total de 621, revela estudo da Delloite. Segundo os autores, a incerteza dos investidores que antecedeu as eleições de 2016 e os EUA até 2016 pareceu restringir significativamente as fusões e aquisições até a primeira metade de 2017 enquanto as seguradoras esperavam ver como a política e a economia se desempenhariam sob a administração Trump e o Congresso liderado pelos republicanos.

Negócios envolvendo seguradoras registraram queda de  13% em 2017 (de 97 para 84) em relação a 2016. O valor agregado do negócio diminuiu ainda mais – 32% (de US $ 21,7 bilhões para US $ 14,8 bilhões). O valor médio do negócio aumentou 11%, de US$ 380 milhões em 2016 para US $ 422 milhões em 2017. O volume do negócio de corretagem estabeleceu um novo recorde com 537 transações registradas e um aumento de 53% no valor médio do negócio. O valor do negócio de corretagem global foi reduzido, no entanto, devido a menos transações acima de US$ 1 bilhões em relação a 2016.

Agnaldo Abrahão assume como CEO da ITA Seguro

Agnaldo Abrahão assume como CEO das operações do International Travel Assistance – ITA Seguro Viagem, companhia com presença na Europa e Estados Unidos, além do Brasil. Com mais de 30 anos de experiência no mercado de viagens e turismo, o executivo tem passagens pela diretoria de empresas como Iberia, Hertz, Aerolineas Argentinas e April Seguro Viagem.

Alexandre Camillo filia-se ao PSD

Nota Sincor-SP

O corretor de seguros e presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, filiou-se ao PSD (Partido Social Democrático) no último sábado, dia 03 de março. É a primeira vez que o executivo se filia a um partido político.

Ele foi recebido com as boas-vindas do Ministro Gilberto Kassab, Presidente da sigla, e do pré-candidato a Deputado Federal, Marco Bertaiolli. Algumas lideranças da corretagem de seguros acompanharam Camillo na cerimônia, demonstrando aos líderes do partido a força do setor e da categoria. “Busco colaborar de forma mais ampla com a sociedade, atendendo exigências da política atual de trabalhar com transparência e seriedade”, declara Camillo.

Previdência privada aberta fecha 2017 com reservas de R$ 756,17 bilhões

Release

O total de reservas de planos de previdência privada aberta bateu a marca de R$ 756,16 bilhões em 2017, uma evolução nominal de 17,6% em relação aos R$ 643,16 bilhões registrados em 2016. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

As contribuições a planos de previdência complementar aberta somaram R$ 117,66 bilhões no ano passado, resultado 2,5% superior ao montante acumulado no mesmo período em 2016, quando os aportes totalizaram R$ 114,71 bilhões. A captação líquida apresentou um saldo positivo de R$ 56,94 bilhões no período.

Na análise por produto, o VGBL fechou 2017 respondendo por 76,2% das reservas. Os planos PGBL somaram 18,46% das provisões. Os planos tradicionais somaram 4,4% do total. “Desde 2008 as reservas crescem a uma taxa de dois dígitos ao ano, refletindo o interesse crescente dos brasileiros por formação de poupança de longo prazo para complementação de renda na aposentadoria”, aponta Edson Franco, presidente da FenaPrevi.

Segundo a entidade, as reservas da indústria de previdência privada aberta correspondem atualmente a 11,53% do PIB. Em 2012, a partição era de 6,63%. “Apesar de ter praticamente dobrado nos últimos seis anos, ainda é possível expandir a participação do setor no PIB brasileiro a exemplo do que ocorre em outros mercados maduros”, diz Franco.

Os dados da FenaPrevi mostram que o setor fechou 2017 com 13.324.124 de pessoas com planos de previdência privada aberta contratados e o ingresso de 264.453 mil novos participantes no sistema. Do total de participantes, 10.240.139 são contratos de planos individuais (incluindo planos para menores) e 3.083.985 de planos coletivos.

“Embora o número de participantes tenha crescido, hoje apenas 14,70% da população ocupada possui plano de previdência aberta no país. Com a retomada da economia e do emprego, há espaço para ampliar esta base, incluindo não apenas os trabalhadores com carteira assinada, mas também profissionais liberais e outros indivíduos que necessitam de um planejamento financeiro de longo prazo”, afirma.

De acordo com a FenaPrevi, ainda é pequena a representatividade dos planos de contratação coletiva no segmento. “Apenas 11,4% dos trabalhadores formais de empresas de médio e grande porte têm plano de previdência privada aberta”, diz o presidente da FenaPrevi.

Matias Ávila deixará VP comercial da SulAmérica; Andre Lauzana assumirá

Matias Antonio Romano de Ávila decidiu desacelerar o frenético ritmo da carreira profissional como vice-presidente comercial da SulAmérica, cargo que assumiu no segundo semestre de 2010. O anúncio foi feito ao grupo recentemente e ele fica até o final de abril no processo de transição do cargo para o vice-presidente da capitalização SulAmérica, André Lauzana.

No final do ano passado, em almoço de confraternização da SulAmérica, Matias comentou que havia sido submetido a uma cirurgia do coração, o que lhe fez repensar sua vida e tomar algumas decisões, como desacelerar o ritmo de trabalho.

“Fico feliz de termos um plano de sucessão de executivos bem-estruturado e de um profissional como André Lauzana para ocupar esta importante posição, além de podermos dar ao Matias a oportunidade de fazer a sua mudança de vida planejada e, certamente, com a sensação do dever cumprido, após todo este período de franco crescimento das vendas da companhia”, afirma o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, em release distribuído no dia 6.

A estrutura da vice-presidência comercial da SulAmérica conta com seis diretorias regionais, além de 90 filiais em todo território nacional, e as diretorias de afinidades e corporate. A nova atuação de Lauzana incluirá, entre outras atividades, o relacionamento com uma rede integrada por mais de 30 mil corretores de seguros em todo o País.

AXA compra XL por US$ 15,3 bilhões; no Brasil, grupo sobe uma posição no ranking

fusões aquisicoes

AXA anunciou hoje que celebrou um acordo para adquirir 100% da XL Group Ltd, uma empresa de seguros e seguradoras de linhas comerciais líderes de propriedade e acidentes com forte presença na América do Norte, Europa, Lloyd e Ásia-Pacífico. O acordo de fusão foi aprovado por unanimidade pelos conselhos da AXA e XL Group. Com a integração, surge a maior companhia de P&C para o mercado empresarial de bens a danos e de responsabilidade civil, com faturamento combinado de US$ 36 bilhões.

O valor a ser pago a vista chega a US$ 15,3 bilhões (R$ 49 bilhões). Nos termos da transação, os acionistas da XL Group receberão US$ 57.60 por ação. Isso representa um prêmio de 33% para o preço  de fechamento do Grupo XL em 2 de março de 2018.

O blog Sonho Seguro já solicitou entrevista no Brasil para ambas empresas. Enquanto isso, o que já temos é um levantamento da consultoria Siscorp, feito a pedido do blog. A integração das operações no Brasil dará a AXA apenas uma colocação no ranking. De acordo com dados de 2017, a AXA ocupa a 20a. colocação, com R$ 1 bilhão em prêmios, e a XL a 39a., com R$ 314 milhões. Juntas, a AXA passa para o décimo nono lugar, com R$ 1,3 bilhões.

Rodrigo Botti assume como presidente da Terra Brasis

Após oito anos no comando da Terra Brasis Resseguros, Paulo Eduardo de Freitas Botti deixa a presidência da diretoria executiva da resseguradora. Ele e Carlos Roberto De Zoppa, atual vice-presidente, ambos da equipe de fundadores da empresa, deixam, conforme planejado, a diretoria executiva  e mantêm as suas posições de membros do Conselho de Administração.

Rodrigo Botti assume como diretor presidente a partir de abril de 2018. Também participante da Terra Brasis desde seu início, Rodrigo já ocupou várias posições na companhia e é atualmente diretor geral e de finanças.

Este é mais um passo na evolução da resseguradora, que apesar de jovem já é considerada tradicional no mercado brasileiro de resseguros. Continuam como participantes da diretoria executiva os diretores Paulo Hayakawa, Beatriz Americano e Bernardo Nolasco.

23º Encontro de Líderes: Discursos revelam grandes expectativas para 2018

Fonte: CNseg

A despeito das tarefas que ainda pendem para a reconstrução do País, o setor de seguros estará preparado para reagir positivamente a políticas públicas na direção da recuperação do ambiente econômico e da confiança dos consumidores e investidores”, afirmou o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, em seu discurso (a íntegra segue no final deste post) na abertura do 23º Encontro de Líderes do Mercado Segurador, que acontece em Foz do Iguaçu, entre 1º e 3 de março.

E tal confiança do setor é amparada, entre outros pontos, por mais de R$ 1,2 trilhão em ativos do mercado segurador, que são equivalentes a mais de 25% da dívida pública brasileira, conforme ressaltou Coriolano. Fazendo jus ao nome do evento, o Encontro   reúne executivos de seguradoras, autoridades reguladoras, economistas, cientistas políticos e acadêmicos, para discutir, nesses três dias, temas que vão do seguro rural à inteligência artificial.

Coriolano destacou que, na expectativa de que seja reduzido o grau de incerteza política e fiscal, o setor está alinhado às autoridades do Executivo no propósito de ”priorizar a agenda microeconômica que possa permitir ganhos de curto e médio prazos”. Para isso, o foco recai sobre a reestruturação do microsseguro, a redução do custo regulatório, a maximização do uso dos meios remotos, a obrigatoriedade de exames de custo/efetividade para as incorporações tecnológicas na saúde suplementar e sobre a redução da judicialização.

Sobre o Programa de Educação em Seguros, desenvolvido pela Confederação das Seguradoras, afirmou que o mantra é “falar para fora do mercado”, de modo a conseguir que a população e a sociedade, em geral, conheça  e entenda o seguro na proporção de sua importância para o Brasil.

FenSeg – Animado com o reaquecimento do mercado de seguro de automóveis em 2018, o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco, afirmou que, entre as prioridades para este ano, além do combate à venda de seguros irregulares, estão a continuação do aperfeiçoamento e difusão do seguro auto popular, expandido a parcela da população protegida, e a continuação das discussões referentes à Lei de Licitações de Obras Públicas para ampliação do seguro de garantia.

FenaPrevi – Considerando 2017 como o ano em que foi confirmada a força e o vigor do segmento de Previdência Privada e Vida no Brasil, com forte captação e sustentando o crescimento das reservas, sempre acima de 15% nos últimos 10 anos, o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Edson Franco, também mostrou-se otimista, afirmando que a relação com a Susep passa por um de seus melhores momentos, trazendo avanços importantes que devem se consolidados em 2018. Entre estes, a evolução regulatória dos produtos de acumulação, particularmente no em relação às regras de investimento; a conclusão da tipificação tributária do produto Vida Universal; o avanço na regulamentação do seguro funeral e na proteção contra todo e qualquer tipo de seguro ilegal, que já começa a preocupar o segmento de vida; o retorno dos debates em torno da diversificação dos canais de distribuição, com a criação da figura do agente especialista em distribuição de seguros de vida e previdência; o avanço da criação, no campo Legislativo, do PrevSaúde, em parceria com a ANS, preparando os clientes para o aumento da longevidade e dos custos de saúde inerentes; a regulação do Patrimônio de Afetação, também no campo Legislativo; o desenvolvimento de um mercado de annuities mais moderno, utilizando a experiência internacional. Por fim, Edson Franco afirmou que, apesar de todos os esforços do segmento, este estará sempre limitado pela capacidade de crescimento do País, proporcionando desconcentração de renda e estabilidade de emprego, ou seja, redução de desigualdade.

FenaSaúde – Ressaltando a clara dinâmica existente entre o mercado de trabalho formal e o desenvolvimento do setor de Saúde Suplementar, a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz, lembrou dos desafios do segmento enfrentados em 2017, quando perdeu cerca de 280 mil beneficiários de planos de saúde. Em 2018, porém, os ventos parecem mudar de direção, tendo sido verificado um acréscimo, somente em janeiro, de 141 mil novos clientes. Ainda assim, os custos assistenciais continuam a pressionar as mensalidades dos planos de saúde, sendo fundamental, disse ela, além de minimizar as pressões que levam ao aumento dos custos, trabalhar pela redução da judicialização; influenciar no aperfeiçoamento da regulação, particularmente em relação ao modelo de fiscalização; fortalecer a imagem do setor e alertar a população para os riscos que pairam sobre este setor.

FenaCap – Abordando o mercado de Capitalização, o presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Marco Barros, afirmou que 2017 continua vivo em 2018, pois após longas discussões com a Susep no ano passado sobre os novos rumos da capitalização, foi realizada a primeira consulta pública do órgão regulador sobre o tema, prestes a ser finalizada, e que deve ser seguida de outras, gerando grande expectativa de se alcançar melhores soluções para entregar à sociedade. Tendo observado um pequeno retorno do crescimento da Capitalização em 2017, Marco Barros se disse confiante em um 2018 com muitas oportunidades de crescimento, potencializado pela consolidação do novo marco regulatório do segmento e por um forte investimento em comunicação, em transparência e no Programa de Educação em Seguros, capitaneado pela CNseg. “Nosso mercado só vai ser forte quando todos os agentes desse mercado forem fortes”, concluiu o presidente da FenaCap, referindo-se à Susep, às empresas associadas, aos distribuidores e à sociedade.

ANS – Mostrando-se bastante alinhado às expectativas do segmento de Saúde Suplementar, o diretor da ANS Rodrigo Rodrigues afirmou que a queda no número de beneficiários de planos de saúde, ocorrida nos últimos anos, evidenciou certa fragilidade do sistema acarretada, inclusive, por certas medidas regulatórias, havendo, agora, uma “oportunidade de olhar para a regulação e identificar quais engessam o mercado”. E já se adiantando, destacou alguns pontos que podem contribuir para isso e sobre os quais a agência reguladora já vem se debruçando, como a alteração do modelo de remuneração dos prestadores, a implantação de modelos de avaliação de impacto regulatório, a elaboração de um novo modelo de fiscalização mais eficiente e justo com as operadoras, a criação de nova metodologia de reajustes e o desenvolvimento de um processo mais técnico de incorporação de novas tecnologias. Em relação a este último ponto, inclusive, afirmou que deve ser editado normativo sobre o tema este ano. “A ANS está mais disposta a ouvir propostas justas para evitar impactos negativos e desnecessários (…) e aberta às discussões para retirar o setor desse cenário e caminharmos para um cenário de maior sustentabilidade”, concluiu.

Susep – Também bastante alinhado ao setor segurador, o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha, afirmou que busca “uma gestão proativa, focada em eficiência, que conversa, ouve e mantém uma sinergia com o mercado supervisionado”. E disse ainda que, em 2018, pretende continuar com esse mesmo diálogo, já que seu papel é “contribuir para o crescimento do setor”. Entre as prioridades para esse ano, destacou o combate ao mercado de seguro marginal, que tanto prejudica os consumidores; a regulação do microsseguro e do mercado de annuities; o foco na redução dos custos regulatórios e a retomada das discussões a respeito da participação da iniciativa privada no Seguro de Acidente de Trabalho. O superintendente encerrou sua fala afirmando que o País precisa, mais que nunca, de líderes.

Segue a íntegra do discurso de Márcio Coriolano, presidente da CNseg:

Boa noite a todos.

Permitam-me um breve retrospecto. no começo de 2016, portanto há dois anos, neste fórum realizado na Bahia, assumimos o desafio de fortalecer o modelo de representação institucional do mercado.

Já no início do ano passado, 2017, no 22º fórum realizado em Florianópolis , mesmo com a recessão que caracterizou o ano de 2016, pudemos comemorar o desempenho do mercado. que manteve trajetória ascendente, alcançando evolução de 9,2% no consolidado.

Mas foi no plano qualitativo que observamos mais avanços. cabe comparar as premissas do planejamento estratégico com os resultados obtidos. lembro que as premissas desse planejamento compõem o documento intitulado Carta de Ipanema, que estabelece sete temas prioritários:

  • agenda regulatória; representação institucional;
  • sustentabilidade e solvência; imagem do setor;
  • disseminação de informações;
  • desenvolvimento de canais e produtos;
  • e soluções de serviços aos associados e a outras entidades.

Ao longo de 2016, esses sete temas transversais conduziram então as ações da confederação. 4.1 aperfeiçoamos a estrutura interna na CNseg, com a criação, entre outras providências, de uma área de controle e a adoção de processos para melhor gestão dos contratos; 4.2 ampliamos a atuação do escritório de Brasília, com o fortalecimento da diretoria que atua nesse importante braço de interlocução da CNseg. 4.3 criamos o programa de educação em seguros, inovando em canais de diálogo com a sociedade 4.4 avançamos em um trabalho de maior integração com os ministérios da área econômica, com as autoridades reguladoras, e com a Fenacor e a Funenseg.

No âmbito regulatório, as comissões temáticas da CNseg trabalharam fortemente para contribuir com as autoridades supervisoras sobre assuntos de interesse do setor. Já observando o ano passado, de 2017, me parece ter sido também um período de colheita do quanto estruturado pelas autoridades e pelas entidades representativas.

Merece destaque a divulgação prévia do plano de regulação da Susep para o exercício de 2017, abrangendo 36 temas, que foram debatidos em comissões e grupos de trabalho e internamente nas comissões temáticas da CNseg e federações. ela trouxe mais transparência e celeridade às discussões. Foram 18 consultas públicas que o mercado e sociedade tiveram a oportunidade de opinar. e os mais de 30 normativos publicados, apenas em 2017, aprimoraram nosso modelo de solvência, retiraram restrições às operações de resseguros e possibilitaram a criação de novos produtos, como o seguro de auto popular.

Faltam apenas ajustes para a plena conclusão do seguro de vida universal, dos novos planos PGBL e VGBL e do seguro funeral. Aguardamos para em breve a publicação do novo marco regulatório das operações de capitalização, que esteve em consulta pública, e dos normativos complementares que constituirão a base para o pleno desenvolvimento desse segmento.

No campo da ANS também foi observado avanço da regulação. especialmente as regras para análise de impacto regulatório e revisão das normas de penalidades. há em debate outras medidas tendentes à sustentabilidade do setor de planos e seguros de saúde, ainda duramente afetado pelo crescimento dos custos médicos. em análise também mecanismos de regulação, como coparticipação e franquia, que esperamos possibilitem maior diversidade na oferta de produtos que atendam aos anseios da sociedade e melhorem os incentivos ao uso adequado do plano.

Sobre o programa “educação em seguros”, nosso mantra de “falar para fora do mercado”, divido com os senhores alguns dados:

  • A Rádio CNseg, ícone do programa de educação em seguros, já registrou 250 horas de programação jornalística, mais de mil programas produzidos, entre os quais 500 entrevistas e 600 boletins de notícias //. Temos uma média de oito mil acessos ao site por mês e o conteúdo já foi veiculado em mais de 2.300 emissoras, em 1.505 municípios.
  • Nossa Fanpage institucional se aproxima dos 70 mil seguidores, com alcance mensal de cerca de cem mil usuários. // a Fanpage da rádio já ultrapassou a marca dos 31 mil fãs e alcança, mensalmente, mais de 20 mil usuários.
  • O Canal Seguro, no Youtube, com seus mais de 300 inscritos e quase 40 vídeos, conquistou mais de 280 mil visualizações.

Já para este ano de 2018, na expectativa de que seja reduzido o grau de incerteza política e fiscal, temos o mesmo propósito das autoridades do executivo, de priorizar agenda microeconômica que possa permitir ganhos de curto e médio prazos.

Nesse sentido, alinhamos algumas prioridades, como

  • a reestruturação do microsseguro, para ampliar a inclusão social;
  • a redução do custo regulatório, pela simplificação de processos;
  • a maximização do uso de meios remotos para reduzir os custos de transação;
  • a obrigatoriedade de exame de custo/efetividade das inovações tecnológicas na saúde privada por entidade externa; e
  • a redução da judicialização mediante o incentivo da arbitragem para a mediação de conflitos.

Há ainda uma extensa agenda que extrapola as questões de fundo meramente regulatório, como a regulamentação das mútuas, de forma a dar segurança ao consumidor e estabelecer condições equânimes de concorrência; a participação do setor privado na oferta do seguro de acidente de trabalho, trazendo maior dinamismo e eficiência ao processo e aliviando as contas públicas; o seguro garantia de obras, fundamental para viabilizar os investimentos em infraestrutura; a instituição do patrimônio de afetação, importante instrumento de proteção aos nossos segurados.

E para não dizer que não falei dos números, é importante celebrar os mais de R$ 1,2 trilhão em ativos do mercado segurador, mais um ano de crescimento de arrecadação, pouco mais de 6%, ainda que em um ritmo menor do que os anos anteriores, e beirando os R$ 430 bilhões, com destaque para, em seguros gerais, ao rural, ao habitacional e ao seguro de crédito e garantias; em seguros de pessoas, ao seguro de vida individual e também destaque para a saúde suplementar.

Foram pagos R$ 280 bilhões em sinistros, resgates, benefícios e sorteios de capitalização, e mesmo com a queda do resultado financeiro das operações, os acionistas tiveram retorno sobre o capital investido na casa dos 20%, sinal de uma operação cada vez mais eficiente.

Por fim, gostaria de compartilhar que, a despeito das tarefas que ainda pendem para a reconstrução do país, o setor de seguros estará sempre preparado para reagir positivamente a políticas públicas na direção da recuperação do ambiente econômico e da confiança dos consumidores e investidores.

Desejo que todos tenhamos um excelente evento!

 

 

 

Aumenta pressão sobre fabricantes de armas nos EUA

Fonte: AFP

Apontados como um dos culpados pelo massacre com um fuzil de assalto que deixou 17 mortos em uma escola de Ensino Médio na Flórida, os fabricantes de armas americanos – já enfrentando uma difícil situação financeira – começam a sofrer a desconfiança das grandes empresas que começaram a se afastar.

Pressionadas nas redes sociais, as empresas de aluguel de automóveis Hertz e Enterprise, as companhias de seguros Metlife e Chubb e a empresa de segurança em informática Symantec desistiram de permanecer associadas à NRA, o poderoso lobby das armas nos Estados Unidos.

Na sexta-feira (23), essas empresas puseram fim, oficialmente, às suas respectivas alianças. Na maioria dos casos, essas parcerias consistiam em dar vantagens aos membros da NRA que quisessem, por exemplo, alugar um carro, ou contratar um seguro específico.

“As reações dos clientes nos estimularam a rever nossas relações com a NRA”, explicou em sua conta no Twitter o First National Bank of Omaha, um dos maiores emissores de cartões de crédito dos Estados Unidos. Na sexta-feira passada (23), a hashtag #BoycottNRA foi um dos tópicos do momento no Twitter.

“Há muitas reações hostis” em relação à indústria das armas, comenta Jeff Pistole, um vendedor de armas do Arkansas (sul dos EUA), em conversa com a AFP. No início, (os fabricantes) diziam: “com Trump como presidente, não temos com o que nos preocupar”, disse Pistole, referindo-se ao endurecimento da regulação sobre posse e porte de armas.

Em sua campanha à Presidência, em 2016, Trump recebeu US$ 30 milhões da NRA e é um ferrenho defensor do direito constitucional ao porte de armas. Segundo Pistole, a dinâmica mudou, porém, após o tiroteio em 14 de fevereiro último na escola de Parkland, na Flórida. A maioria dos 17 mortos era adolescente.

Tradicionalmente, depois de um tiroteio, a venda de armas aumentava nos Estados Unidos pelo temor de seus adeptos de uma restrição da regulação, conta o vendedor, acrescentando que, em um segundo momento, a demanda cai, já que as condenações políticas não são seguidas de medidas concretas.

Desta vez, porém, alguns dos alunos sobreviventes da tragédia se tornaram, em pouquíssimos dias, figuras de um movimento nacional espontâneo que pede aos congressistas o endurecimento das leis sobre as armas pessoais.

Sob pressão, Trump pediu ao Departamento de Justiça que melhore as verificações dos antecedentes psiquiátricos e criminais dos compradores de armas de fogo e se declarou a favor do aumento da idade legal para compra de algumas armas para 21 anos. O agressor da Flórida tinha 19.

Swiss Re abre seguradora no México, onde já atua com resseguros

A Swiss Re Corporate Solutions, que possui mais de 50 escritórios em mais de 20 países, obteve autorização formal das autoridades de seguros locais para atuar como seguradora no México. A  Swiss Re Corporate Solutions México Seguros iniciou suas operações em 2 de janeiro de 2018 a partir do escritório da Cidade do México. Em resseguro, o grupo atua no México desde 2014.

A companhia de seguros oferecerá cobertura de seguro multi-line para empresas de médio e grande porte e entidades governamentais através de agentes e corretores com foco inicial em Engenharia e Construção, Responsabilidade Civil, Marinha e Propriedade.

“Ao desenvolver uma cobertura personalizada adaptada aos riscos específicos de cada empresa ou entidade, damos aos nossos clientes a tranqüilidade para se concentrar em seus negócios”, afirma Carmina Abad, CEO da Swiss Re Corporate Solutions México Seguros, em comunicado distribuído pelo grupo. “Nós também estamos comprometidos com a excelência do serviço e nos esforçamos para construir relacionamentos fortes e duradouros com clientes e corretores”.

“O apoio financeiro e a experiência global do Swiss Re Group nos permitem proteger as entidades mexicanas de grandes riscos”, acrescentou Newton Queiroz, Head Sales Latin America. “Estamos ansiosos para trabalhar com clientes e corretores em todo o país, que é um mercado estratégico para o crescimento a longo prazo das soluções corporativas”.

Além da Cidade do México, a Swiss Re Corporate Solutions atende clientes e corretores em toda a América Latina, desde escritórios em Bogotá, Cali, Medellín, Miami, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde tem uma joint venture com o grupo Bradesco Seguros.