Itaú decide descontinuar venda de apólices na seguradora do Chile

O Itaú, dono do quarto maior banco no Chile, informou ao mercado financeiro chileno que decidiu descontinuar a emissão de apólices da Itaú Chile Companhia de Seguros de Vida no final de janeiro deste ano e iniciar um processo de run –off.  O blog Sonho Seguro pediu entrevista ao banco para comentar a estratégia e aguarda um retorno sobre a pauta.

A regulação chilena impõe regras aos bancos para operarem com seguros, tornando mais rentável atuar como um canal de vendas para seguradoras especialistas. No Brasil, o Itaú manteve poucas operações, que podem ser comercializadas por canais digitais. Em automóvel e residência tem parceria com a Porto Seguro. Em seguro de vida complexo tem parceria com a Prudential, para quem vendeu a carteira de seguros de vida em grupo.

O fato fez a agência de Feller reavaliar a seguradora chilena e, contas feitas, a classificadora de risco decidiu manter em “AA-” o rating das obrigações de seguros da companhia, com perspectivas da classificação “estáveis” diante do conservador patamar de solvência adotado pelo grupo.

Segundo a agência, a  estratégia de negócios foi orientada principalmente para a venda de seguros de prestamista, vida e acidentes pessoais, vinculados aos produtos bancários, incorporando canais massivos em entidades não bancárias. Sua estrutura financeira conservadora, caracterizada por extensos suportes patrimoniais e por um perfil de ativos de alta qualidade creditícia e liquidez, dão respaldo suficiente para futuros pagamentos de sinistros, escreve a agência.

Com base nas informações prestadas pela administração, em dezembro de 2017, a seguradora reportou uma cobertura de patrimônio líquido a patrimônio de risco em aproximadamente 6.76 vezes, com um endividamento total de 1,37 vezes. Em setembro de 2017, o superávit de investimentos atingiu US$ 9,1 bilhões, enquanto que os investimentos não representativos reportaram US $ 16,8 bilhões, principalmente em depósitos bancários no banco relacionado. A constituição de passivos de seguros é muito conservadora e coerente com suas obrigações, cobrindo adequadamente seus seguros tradicionais.

 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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