Vinicius José de Almeida Albernaz deve assumir como CEO da Bradesco Seguros

Me parece que Vinicius José de Almeida Albernaz, diretor superintendente da Bradesco Asset Management (Bram), é o novo CEO da Bradesco Seguros. Ele assumiu o posto em junho de 2016. Até então era diretor financeiro da Bradesco Seguros.  Segundo fontes próximas das decisões do banco, esse é o nome escolhido por Octavio de Lazari, que deixa o comando do braço de seguridade para assumir o comando do banco. Se confirmado em um anúncio previsto para amanhã cedo, será uma surpresa para o mercado de seguros, que aposta em outros quatro executivos: Jorge Nasser, Renato Ejnisman, Marcos Gonçalvez e Ney Dias.

Travelers lança aplicativo para gestão de risco na construção civil

A Travelers Seguros  lançou o aplicativo Travelers, o ZoneCheck℠. Segundo nota do grupo, o aplicativo é o primeiro deste tipo para ajudar os segurados a identificarem áreas no entorno da obra, que podem ser afetadas por vibrações derivadas de equipamentos pesados.

O lançamento foi o ponto alto do segundo International Summit ontem em São Paulo, reunindo construtoras, resseguradores e corretores especializados em seguros para construção civil na semana passada. O objetivo do evento foi trazer aos convidados a expertise da seguradora em gerenciamento de riscos e as tendências da indústria de construção.  “Eventos como este nos permitem trocar experiências com os corretores e destacar nossa habilidade de auxiliá-los a gerenciar riscos inerentes aos clientes da indústria de construção civil”, diz Leonardo Semenovitch, Diretor-presidente da Travelers no Brasil.

A nova ferramenta, já oferecida pela Travelers nos Estados Unidos, visa  beneficiar os segurados e corretores no Brasil. O ZoneCheck gera um relatório personalizado, inclusive delimita áreas onde recomenda-se realizar vistorias cautelares.  O ZoneCheck permite que o usuário insira o endereço a ser mapeado, ou pode ainda apontar o endereço preciso onde o aplicativo está sendo utilizado, baseado em recursos de geolocalização.  Basta que o cliente informe sobre o tipo de solo e de equipamento da obra, para que o sistema gere uma imagem aérea do local, delimitando áreas em que as pessoas podem sentir vibrações e zonas onde as edificações podem ser afetadas.

A ferramenta também permite documentar as etapas de um programa de controle de riscos, que posteriormente podem ser utilizadas para ajudar a proteger os segurados da responsabilidade de possíveis danos às propriedades vizinhas. Os relatórios do ZoneCheck podem ser facilmente armazenados em PDF e compartilhados.

“O aplicativo ZoneCheck embasa as construtoras sobre os potenciais sinistros que as vibrações de uma obra podem causar, gerando economia e eficiência ao fornecer recomendações diligentes de gerenciamento de riscos”, explica John Komidar, vice-presidente de Controle de Riscos na Travelers. Ainda de acordo com o executivo, a Travelers possui mais de 100 anos de experiência em serviços de Controle de Risco. Este know-how permitiu o desenvolvimento de soluções customizadas para os clientes, ajudando-os a proteger ativos tangíveis e intangíveis, como a reputação das marcas e a credibilidade das empresas.

Negócios em infraestrutura   A Travelers vem ampliando sua presença na indústria de engenharia, infraestrutura e construção com parcerias de corretoras especializadas e aprimoramento dos serviços, como acontece com o ZoneCheck. “A previsão de retomada do setor de infraestrutura e construção nos deixou otimistas para continuar trazendo ao Brasil toda a experiência internacional para demonstrar como os nossos produtos podem beneficiar os negócios no Brasil”, analisa Semenovitch.

Em 2018 estão previstos investimentos significativos em infraestrutura pelo governo brasileiro. Cerca de R$ 132 bilhões foram anunciados para aportes na construção civil, principalmente no setor de transportes, como rodovias e aeroportos. “A Travelers está preparada para atender essa demanda com o apoio do nosso time de subscritores de Construção para recomendar coberturas e proteções adequadas para obras de todos os portes”, afirma Julian Stroud, vice-presidente de negócios internacionais da Travelers.

A companhia está comprometida em investir no relacionamento com os corretores e implementar inovações tecnológicas no Brasil. A Travelers oferece coberturas sob medida para empresas que ajudam a fomentar a infraestrutura do País, com especialização nos setores de energias renováveis, construção, educacional, hospitalar e de saneamento.

Em 2017, a Travelers desenvolveu e consolidou importantes parcerias na área de construção com corretoras experientes no segmento, como por exemplo, a atuação conjunta com a Conset e Euroamérica. “Somos uma empresa especializada em seguros da área de infraestrutura e a Travelers tem uma equipe de especialistas que é referência em seguros de construção de rodovias e de infraestrutura, por isso temos utilizado bastante a seguradora para cotação e emissão dos seguros de nossos clientes. A união de nossas expertises tem nos ajudado a atender nossos segurados, com boas soluções e viabilizando mais negócios”, diz Roulien de Freitas Marques, diretor técnico da Conset.

A parceria com essa Euroamerica, bastante especializada em construção civil e grandes obras, levou a Travelers a concretizar diversas negociações, além de abrir novas oportunidades dentro do segmento. Foram mais de 60 negócios fechados, sendo 11 deles em projetos de infraestrutura. “Contar com a Travelers na oferta de soluções de seguros foi fundamental para garantir a concretização de bons acordos. Estamos confiantes no avanço de negócios e oportunidades neste novo ano que se inicia”, afirma Robert Sarkis, responsável pela área de engenharia e infraestrutura da Euroamerica.

 

Chubb nomeia Rafael Domingues como diretor regional de linhas financeiras da AL

Release

A Chubb anunciou a nomeação de Rafael Domingues como Diretor Regional de Linhas Financeiras da Chubb para a América Latina, que se reportará à Pablo Korze, Vice-Presidente Sênior de Property e Casualty da Chubb América e matricialmente à Timothy O’Donnell, Diretor de Operações Comerciais P&C Chubb Overseas General.

Rafael Domingues era diretor de Linhas Financeiras e Energia da Chubb no Brasil, antes de ser promovido a esta posição. Em suas novas funções, será responsável por continuar a apoiar os países em desenvolvimento e o crescimento das linhas financeiras para a região, tendo entre os produtos mais importantes: D&O, E&O, Instituições Financeiras, Medmal e Cyber.

Domingues tem 14 anos de atuação em seguros de linhas financeiras. Durante sua carreira, ocupou vários cargos de administração e subscrição. Rafael é graduado em Administração de Empresas pela PUC -SP e pós graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

Oxigênio Aceleradora reformula modelo e amplia programa de aceleração de startups

 Release
A Oxigênio, aceleradora de startups da Porto Seguro, lança essa semana um novo programa de aceleração. Com o objetivo de impulsionar startups que estejam em estágios mais avançados, o Tração, nome do novo programa, irá investir de R$ 350 mil a R$ 500 mil em cada empresa, com valuation de até R$ 10 milhões, dependendo da próxima rodada de investimento da startup, uma iniciativa pioneira entre o mercado de aceleradoras. Para este programa, as inscrições estarão abertas de 22 de março a 27 de maio.

Cada ciclo terá duração de 4 meses, podendo se estender por mais 3 meses na Plug and Play no Vale do Silício, e irá acelerar 3 startups. Como pré-requisito para se inscrever, a empresa deve ter receita mensal acima de R$ 50 mil ou de R$ 600 mil ao ano. Também poderão se inscrever startups que já tenham captado mais de R$ 500 mil em rodadas de investimento.

Além do novo programa, a Oxigênio também reformulou seu atual modelo, para melhor atender às novas empresas e demandas do mercado e ecossistema de startups. “Nós utilizamos nossos aprendizados com os ciclos passados para definir novos modelos para prospecção, investimento e aceleração de startups, de forma a deixar a Oxigênio ainda mais atrativa”, conta o Diretor da aceleradora, Italo Flammia. “Nosso objetivo é aumentar a sinergia e possibilidades de negócio entre as startups e a Porto Seguro”, completa ele.

O Ignição, modelo atual de aceleração da Oxigênio, ainda será focado em startups que possuam um produto constituído e/ou protótipo e estejam em um estágio intermediário de desenvolvimento, porém, agora conta com investimento de R$ 200 mil para cada uma das empresas selecionadas. Este programa também terá duração de 4 meses com a possibilidade de extensão por mais 3 meses com a Plug and Play, assim como o Tração, mas irá selecionar de 5 a 8 startups por ciclo.

“Nossa parceria com a Plug and Play, no Vale do Silício, dá às startups a possibilidade de adquirirem ainda mais expertise e se desenvolverem em mercado internacional”, comenta Italo.

As sessões de mentoria e desenvolvimento de negócios com executivos da Porto Seguro, os workshops, palestras e eventos também são diferenciais oferecidos nos dois programas. Os mentores atuam no aconselhamento estratégico das empresas e, aproximam as startups de potenciais investidores. Porém, no Tração, as empresas terão contato direto com a área de negócio sinérgica da Porto Seguro antes do início do programa, quando passam por uma avaliação para identificar potenciais parcerias.

Os dois programas serão trabalhados intercaladamente: o Tração com as inscrições abertas a partir de 22 de março e aceleração no segundo semestre de 2018 e, o Ignição com a seleção no segundo semestre de 2018 e aceleração no início de 2019. “Com um maior intervalo entre os ciclos, temos mais tempo para prospectar startups interessadas e realizar um alinhamento prévio com as áreas de negócio sinérgicas com as empresas inscritas. Isso nos permite selecionar melhor àquelas que participarão do ciclo, para oferecer um programa mais atrativo tanto para as startups quanto para a Porto Seguro”, finaliza o executivo.

Os empreendedores interessados em participar do Tração, que acontece de agosto a dezembro de 2018, podem se inscrever até 27 de maio pelo site da Oxigênio (www.oxigenioaceleradora.com.br).

ARTIGO: O maior Conec de todos os tempos

por Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros em São Paulo).

O Conec, maior evento do setor de seguros no Brasil, cresce a cada edição e este ano vai se superar. Em 2018 temos a 18ª edição deste mega evento realizado pelo Sincor-SP a cada dois anos, que nasceu em 1982 com o nome de Congresso Estadual dos Corretores de Seguros, mas há um tempo reúne profissionais de todo o Brasil.

Preparando a categoria para os desafios que surgem a cada dia em maior quantidade, especialmente por atuarmos em um setor com enorme potencial e espaço a ser percorrido, o Conec é reconhecido por oferecer conteúdo de qualidade, com temas e palestrantes relevantes do momento, e a maior feira de negócios do mercado de seguros. Combina qualificação e relacionamento, imprescindíveis para o desenvolvimento na atividade, não apenas para os corretores de seguros, como para todos os profissionais da indústria. Na 17ª edição, em 2016, 6.600 profissionais estiveram reunidos em três dias de congresso.

O maior desafio na elaboração de cada nova edição do Conec é superar expectativas. Por isso, quando acaba uma edição já começamos a pensar na próxima. Reinventar e aprimorar um evento desta magnitude é um senhor desafio, o qual aceitamos ousando e empreendendo.

O 18º Conec, de imediato, já apresenta grandes mudanças. Para receber o público cada vez mais crescente – nesta edição esperamos chegar a 10 mil participantes! – o evento será realizado em novo local. No Transamérica Expo Center teremos instalações maiores e mais modernas, climatizadas, possibilitando receber e desenvolver o Conec da maneira mais apropriada possível e oferecendo conforto a todos, congressistas e expositores.

Para atingirmos as 10 mil participações, algumas ações foram desenvolvidas, a começar pelas condições especiais de pagamento, com parcelamento em até 10 vezes no cartão de crédito e boleto. E temos a grande novidade com a participação de pessoas com vínculo colaborativo nas corretoras, sejam colaboradores da empresa propriamente ditos ou parceiros de negócios. Esse era um pleito antigo tanto dos corretores como de seus colaboradores, e irá permitir que aqueles que estão envolvidos com o dia a dia das corretoras absorvam esta enorme dose de conhecimento, de forma que esta ação também favorece o corretor em seu dia a dia, porque seu parceiro estará mais capacitado a cumprir com o que se espera dele e apto às mudanças do mercado.

O Conec é um evento democrático, que integra corretores de todos os portes e regiões. O Conec é do Brasil. A cada edição aumentamos o número de congressistas de outros estados, além dos corretores de São Paulo que vêm de todas as partes do Estado, sejam da capital, ou do litoral e interior. Estamos prontos para receber os visitantes com uma completa rede hoteleira, num total de 1.200 quartos, para hospedar cerca de 3 mil pessoas. Assim como acontece em outras categorias profissionais, queremos que o corretor de seguros diga com orgulho a seus clientes que estará participando do maior congresso da sua atividade, buscando se capacitar mais e mais para atender a seus clientes.

A formatação da grade de palestras também terá mudanças este ano. Realizaremos grandes palestras, com impactantes temas a serem debatidos, em formato de um único auditório. Certamente teremos plenárias cheias, concentrando o foco de todos os congressistas presentes.

Por fim, reforço que o Conec teve alteração também na data: este ano será de 27 a 29 de setembro de 2018 (quinta a sábado).

Se o Conec já era o maior congresso de corretores de seguros reunindo 6 mil pessoas, agora iremos superar todos os recordes. Contamos com o apoio de todo o setor para ampliarmos a disseminação de conteúdo e relacionamento, contribuindo ainda mais com o desenvolvimento da categoria e dos negócios em geral.

Insurance Europe divulga documento com medidas protecionistas, com destaque ao Brasil

A Insurance Europe publicou estudo com foco em cinco países: Argentina, Brasil, Índia, Indonésia e Turquia, que foram escolhidos, de acordo com a federação, porque destacam uma série de medidas protecionistas nessas jurisdições.

O documento faz três distinções, para o mercado brasileiro; já que a federação afirma que medidas positivas foram tomadas em 2017 para eliminar as restrições às transações das subsidiárias, juntamente com outras barreiras, mas permanecem vigentes restrições-chave como as retenções mínimas exigidas pelas cedentes locais e um sistema de ordem de preferência. .

No caso da Índia, a Insurance Europe reconhece que está considerando mudanças significativas em sua estrutura regulatória para resseguros. Entretanto tem um sistema de ordem de preferência. Este sistema favorece aos resseguradores nacionais frente aos resseguradores estrangeiros. Embora este seja supervisionado pela Autoridade Reguladora e de Desenvolvimento de Seguros da Índia e esteja sujeita aos mesmos requisitos regulamentares que os resseguradores indianos.

A Indonésia, que atualmente está negociando um acordo de livre comércio com a UE, mantém uma variedade de barreiras ao acesso ao mercado e ao comércio para os (re) seguradores estrangeiros. Estes incluem limites de retenção significativos de (re) seguros, limites de propriedade estrangeira para (re) seguradoras e restrições aos fluxos de dados transfronteiriços.

“Todas essas disposições não apenas representam barreiras de acesso a mercados para as (re) seguradoras europeias, mas também podem afetar negativamente o desenvolvimento econômico desses mercados locais, bem como diminuir a possibilidade de diversificar riscos e criar riscos significativos de concentração local. em caso de ocorrer um acidente grave, como um desastre natural”, conclui a Insurance Europe.

Portaria autoriza Youse a operar, com controle da francesa CNP e Caixa Seguridade

Superintendência de Seguros Privados

Portaria nº 7.087, de 23 de março de 2018

O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso da competência delegada pelo Ministro de Estado da Fazenda, por meio da Portaria n. 151, de 23 de junho de 2004, tendo em vista o disposto na alínea a do artigo 36 do Decreto-Lei n. 73, de 21 de novembro de 1966 e o que consta do processo Susep 15414.630784/2017-67, resolve:

Art. 1º Aprovar as seguintes deliberações tomadas pelos sócios de YOUSE SEG PARTICIPAÇÕES LTDA., CNPJ n. 24.856.160/0001- 03, com sede na cidade de São Paulo – SP, na assembleia geral de transformação realizada em 27 de maio de 2016 e pelos membros do conselho de administração de YOUSE SEGURADORA S.A., na reunião também realizada em 27 de maio de 2016:

I – Transformação da sociedade em sociedade anônima;

II – Alteração da denominação social para YOUSE SEGURADORA S.A.;

III – Aumento do capital social, no montante de R$ 39.999.000,00, elevando-o para R$ 40.000.000,00, dividido em quarenta milhões de ações ordinárias nominativas, sem valor nominal;

IV – Alteração do objeto social, para contemplar exploração de operações de seguros de danos e pessoas, em todo o território nacional;

V – Mudança do endereço da sede social para: Setor Hoteleiro Norte, Quadra 01, Conjunto A, Bloco E, Sala 201, Parte A, CEP 70701-050, Brasília – DF;

VI – Eleição de administradores; e

VII – Aprovação do estatuto social.

Art. 2º Conceder a YOUSE SEGURADORA S.A. autorização para operar seguros de danos e de pessoas em todo o território nacional.

Art. 3º Ratificar que o controle acionário e a ingerência efetiva nos negócios de YOUSE SEGURADORA S.A. são exercidos por CNP ASSURANCES S.A., sociedade constituída e existente de acordo com as leis da República Francesa; CNP ASSURANCES BRASIL HOLDING LTDA, CNPJ n. 05.088.193/0001-06, com sede na cidade de Brasília – DF; e CAIXA SEGURIDADE PARTICIPAÇÕES S.A., CNPJ n. 22.543.331/0001-00, com sede na cidade de Brasília – DF, conforme Acordo de Acionistas da Holding de Controle S.A., de 29 de dezembro de 2011 e Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionistas da CAIXA SEGUROS HOLDING S.A., de 29 de agosto de 2016.

Art. 4º A sociedade deverá adequar o artigo 30 do estatuto social ao disposto no artigo 94 do Decreto-Lei n. 73, de 1966, na primeira assembleia geral a ser realizada após a publicação desta portaria.

Art. 5º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

JOAQUIM MENDANHA DE ATAÍDES

JB: O Futuro do Automóvel – Da Destruição Criativa à Inovação Disruptiva 

Fonte: JB

A dinâmica do capitalismo e os efeitos das inovações sobre a atividade econômica foram magistralmente descritos pelo economista austríaco Joseph Schumpeter (1883/1950) que cunhou o conceito de “destruição criativa”. Trata-se de fenômeno pelo qual o aparecimento de uma tecnologia ou o desenvolvimento de um processo de inovação tem o poder de destruir mercados, produtos e modelos de negócios de empresas consolidadas, criando uma mudança estrutural e definitiva na oferta do setor produtivo que experimentou tal inovação, mas abrindo uma janela de oportunidades para a reciclagem de empresas e o crescimento da economia.

Mesmo com toda a dificuldade para a avaliação de efeitos do impacto da eclosão de processos tecnológicos disruptivos, há elementos teóricos que nos permitem formular a hipótese de que a indústria automotiva internacional se encontra no limiar de ciclo de grandes transformações. As mudanças estruturais no setor automotivo estão em compasso com impactos de igual magnitude em outros ramos da economia, englobando as indústrias de automação, informática e processadores, telecomunicações e telefonia, atividades de gerenciamento e armazenagem de dados, infraestrutura urbana e rodoviária, transporte de pessoas e cargas, venda e comercialização de autos, organização da prestação de serviços vinculados ao uso de automóveis de aluguel ou compartilhado, com efeitos sobre a prestação de serviços de segurança no transporte etc.

Notadamente, a atividade de seguros será afetada fortemente por tais inovações com impactos sobre o ordenamento jurídico (normativo e regulatório) que atualmente rege a assunção de responsabilidade e os contratos de seguro em especial as coberturas de natureza indenizatória, relacionadas às eventuais “falhas” de atores/ agentes envolvidos no novo ambiente, e suas relações com a atividade e os processos de fabricação, comercialização e uso de automóveis.

A Revolução Industrial 4.0 e o automóvel 

Essa nova realidade será o fruto de uma nova concepção industrial, a chamada Indústria 4.0, que aglutina tecnologias inovadoras com o uso de tradicionais, em novos formatos de processos e produção, como podemos verificar nos arranjos que emergem da criação de protótipos em uso desde o ano de 2013 onde grandes empresas montadoras convivem em associação, com empresas de tecnologia situações reais, com a expectativa do alcance de mais 1.300 milhão ao longo dos próximos dois anos.

O impacto do uso de tais tecnologias e a configuração de mudanças estruturais em diversos setores da economia tem contribuído para a adoção de esforços e incentivos ao desenvolvimento de tais inovações, por parte de governos (Reino Unido, Alemanha, Japão) seja ao nível federal quanto estadual, Cingapura, também colocou em pratica um projeto de incentivo ao uso carro com condução autônoma, focando no transporte de passageiros em especial serviços de taxi em áreas delimitadas.

O auto do futuro é um sistema integrado de materiais recicláveis e cambiáveis, gerido por plataformas digitais móveis. No segmento de autos de passeio, deixará de ser uma peça de ostentação e uso exclusivo, passando a ser um produto solidário, cooperativo e passível de compartilhamento no uso.  Como no caso dos computadores, o carro do futuro passará por alguns upgrades antes do seu descarte.

No segmento de autos para uso comercial, teste com caminhões de transporte de cargas e utilitários para uso em minas (Volvo na Suécia), fazendas e canaviais (Volvo no Brasil), tem apresentado desempenho (consumo de combustíveis, desgastes de materiais em percentuais inferiores aos de uso envolvendo a tecnologia tradicional e nenhum acidente envolvendo pessoas).

Embora os testes ainda se encontrem em fase embrionária a possibilidade de acesso a áreas de alta insalubridade (minas,) trabalho noturno em temperaturas oscilantes (fazendas) e áreas extensas (canaviais) com rotinas rígidas situações operacionais em longo de períodos, sem a possibilidade de acidentes (noventa por cento, associados com a presença de fadiga e falha humana), o que pode agregar elevados ganhos de produtividade às atividades. A grande vantagem apresentada nos testes é a possibilidade da utilização dessa tecnologia em ambientes inóspitos e a eliminação de situações de elevado estresse psicológico.

Um nova regulação estatal para os automóveis

Uma grande mudança na regulação estatal incidente sobre o transporte de pessoas e carga e o arcabouço legal vinculado (tributário, contratual, direitos e obrigações).

Isto significará maior ênfase na segurança com a minimização de situações passiveis de colisão e acidentes, como o recente acidente envolvendo um automóvel em teste pela UBER em parceira com a VOLVO, o que obrigou a uma paralisação temporária dos testes, por conta da ocorrência de uma fatalidade que ocasionou a perda da vida de uma ciclista.

No entanto a nova tecnologia, apresenta indicadores mais do confiáveis em experimentos repetidos em quase dezenas de milhões de milhas de teste. A grande vantagem da tecnologia apresenta é o fato de  ter elevada funcionalidade,  ser totalmente elétrico, não ter nenhuma combustão e geração de calor,  ou qualquer tipos de contaminação ambiental e zero emissão de poluentes, na modalidade hibrida detém maior flexibilidade no uso de múltiplos combustíveis ou fontes de células de energia e alto valor adicionado em programas e processadores. Estima-se que esse automóvel, que já existe experimentalmente, estará disponível ao público nos próximos 5 a 15 anos.

Outra característica é que serão autos que se comunicam entre si e com os sinais de trânsito e sistemas de gerenciamento de trafego urbano e estradas. Efetuarão comunicação com estacionamentos e centrais de monitoramento de vagas e receberão informação de centrais de controle de congestionamentos, ao mesmo tempo em que serão carros dotados de instrumentos capazes de gerir sistemas complexos de dados.

“As estatísticas demonstram que o futuro será feminino”

Fonte: Escola Nacional de Seguros

Nos últimos 15 anos, a presença feminina na chefia de famílias brasileiras cresceu 105%, passando de 14,1 milhões, em 2001, para 28,9 milhões em 2015. Os dados fazem parte do estudo “Mulheres chefes de família no Brasil: avanços e desafios”, coordenado pela Escola Nacional de Seguros.

O trabalho foi apresentado em eventos homônimos realizados nos dias 22 e 23 de março, em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. As palestras foram conduzidas pela diretora de Ensino Técnico da Escola, Maria Helena Monteiro, e por José Eustáquio Diniz, um dos demógrafos responsáveis pelo estudo.

O estudo foi desenvolvido a partir do cruzamento de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2001-2015), do IBGE. Nesse período, o total de famílias brasileiras comandadas por mulheres passou de 27,4% para 40,5%.

Para Maria Helena, o aumento da chefia feminina é uma tendência irreversível. “As mulheres estão ganhando espaço em todos os cenários, independente de região, faixa etária ou classe social”.

A pesquisa aponta que a expansão do comando das mulheres é mais acentuada nas famílias de núcleo duplo (casais com e sem filhos). Ao longo de 15 anos, o número de mulheres chefes passou de 1 milhão para 6,8 milhões, nos casais com filhos, um aumento de 551%.

Entre os casais sem filhos, o percentual de crescimento foi ainda maior: de 339 mil famílias para 3,1 milhões, uma expansão de 822%. “Se essas tendências continuarem, provavelmente em 15 anos as mulheres serão maioria como chefes de família. As estatísticas demonstram que o futuro será feminino”.

Jornada dupla

José Eustáquio Diniz destaca, que o Brasil passou por grandes transformações econômicas, sociais e demográficas nas últimas décadas, com diversificação da estrutura produtiva e a abertura de novas oportunidades de trabalho e de aumento dos níveis de escolaridade, especialmente para o sexo feminino.

Ele ressalta, no entanto, que a participação das mulheres no comando das famílias pode muitas vezes prejudicar o desenvolvimento profissional das mesmas, que ficam sobrecarregadas com as tarefas domésticas e demandas dos filhos. “Houve uma revolução incompleta. As mulheres entraram para o mercado de trabalho e para a vida pública, porém os homens não entraram para a vida doméstica na mesma proporção”.

De acordo com Maria Helena o trabalho doméstico não é quantificado e não é contabilizado pelo PIB, mas o tempo dispensado nessas tarefas seria equivalente a milhões na economia do País. “É uma economia oculta. Se as mulheres estivessem menos ocupadas com o trabalho doméstico e mais dedicadas a questões produtivas, o impacto na economia seria muito positivo”.

O estudo voltará a ser tema de debate em evento on-line, no dia 27 de março, às 16h. A participação é gratuita. O download do estudo completo está disponível no site da Escola, www.ens.edu.br, que também é o canal para inscrições no webinar.

Susep autoriza Youse a atuar como seguradora digital

Finalmente chegou ao fim o primeiro capitulo da série estilo NetFlix da Youse. A partir de segunda-feira, oficialmente ela é a seguradora digital da Caixa Seguridade. A autorização foi dada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e será publicada no Diário Oficial de segunda-feira, dia 26.

Foi protagonista de uma série no estilo NetFlix. Essa inovadora seguradora, mesmo sendo ligada ao governo, teve de enfrentar quase dois anos de disputas para entrar no ar oficialmente. Já vendeu centenas de seguros de forma totalmente digital, mesmo durante as disputas para se manter no ar e a previsão agora é fazer ajustes para deslanchar em vendas.

Se tem corretor, se é moeda de troca para captar mais recursos num futuro IPO da Caixa, e se é a maior anunciante no setor de seguros do País com dinheiro público são debates para os próximos episódios. O primeiro capítulo encerrado nesta sexta-feira é que a Youse é uma seguradora e atendeu todos os requisitos da regulamentação da Susep para atuar como tal e vender seguro de carro, residência e vida.

Pioneira no mundo digital brasileiro, a Youse começou a operar em meados de 2015 após uma decisão da Caixa Seguradora de que era o momento de evoluir para o mundo das seguradoras online. Mas ai fez uma propaganda ofensiva aos corretores, dizendo que ninguém mais precisaria consultar um vendedor, e foi suspensa. Não por ter dito isso, mas porque isso ampliou a potência da lupa do órgão regulador, que encontrou uma série de irregularidades, que agora foram sanadas.

Seguiu vendendo seus produtos via web. Em menos de dois minutos é possivel comprar apólices. Os preços, segundo pesquisa de corretores, ainda está igual ou acima dos ofertados de forma tradicional. Mas a tendência é de ter um custo menor por ser uma operação “sem papel” e “sem corretor”, no entanto tem de direcionar uma parte do valor pago pelo cliente como comissionamento para um fundo como determina a lei. Parte dessa verba é direcionada para educação por meio da Escola Nacional de Seguros.

Agora o jogo é pra valer em seguros. Muitas seguradoras aguardavam o desfecho da Youse para lançarem suas plataformas digitais. Há mais de 50 insurtechs no Brasil cadastradas pela Conexão Fintech, que realiza no início de abril um seminário sobre o tema em São Paulo.

O entendimento de especialistas agora é que foi dada a largada para uma revolução digital. Seguro para tudo, de todos os preços, de forma rápida. O consumidor que se prepare para escolher e não levar gato por lebre. Todo novo mercado é passível de erros e acertos. Por isso, muita atenção na hora de escolher proteções com um clique, na palma da mão. Peça ajuda ao seu corretor ou consultor financeiro. E boa sorte!