Almir Fernandes deixa Cesvi para assumir diretoria de riscos industriais da BB Mapfre

Almir Fernandes é o novo diretor de Riscos Industriais e Garantia da BB e Mapfre. O executivo tem mais de 36 anos de experiência, sendo 23 no grupo espanhol, onde anteriormente liderou os negócios da Mapfre Assistência e do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) no país. O executivo é formado em engenharia industrial mecânica pela Universidade Santa Cecília, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e AMP Advanced Management Program do ISE-IESE Business School.

 

Marsh apresenta estudo sobre gestão de riscos da América Latina

No próximo dia 5 de abril, a Marsh Risk Consulting promove em São Paulo evento de lançamento do III Benchmark de Gestão de Riscos da América Latina. A pesquisa é resultado de uma ampla rodada de entrevistas com executivos de 294 empresas – sendo 76 brasileiras – realizada de abril a agosto de 2017. São empresas de 20 setores econômicos de 11 países da América Latina: Brasil, Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Argentina, Panamá, Chile, Panamá, Uruguai e Porto Rico.

Uma das conclusões do estudo é a de que 2 em cada 5 organizações da América Latina já incorporaram a Gestão de Riscos em seus processos e suas práticas são aplicadas de modo consistente. Entretanto, as organizações ainda precisam criar uma integração e homogeneização em todas as áreas para adotar uma perspectiva proativa.

Para Roberto Zegarra, Líder da Prática de Business Continuity Management e Analytics da Marsh Risk Consulting para América Latina, isso significa que ainda existe campo para as empresas aprimorarem suas estratégias de gestão de riscos e melhores práticas estabelecidas para aquelas que ainda precisam desenvolver expressivamente dentro de seus processos.

A pesquisa foi conduzida em parceria com o RIMS, associação sem fins lucrativos focada em gestão de riscos, e entre outros temas, também mapeou riscos emergentes na América Latina. Para os executivos, as mudanças regulatórias, as rápidas mudanças no comportamento de consumo, os ataques cibernéticos, as mudanças tecnológicas e a forte concorrência estão entre as suas cinco maiores preocupações.

“Casos emblemáticos como os ataques Cyberwarfare, Hacktivism ou ataques indiscriminados recentes como WannaCry ransomware em maio de 2017 chamaram a atenção do mundo dado que os impactos podem ser multissetoriais, simultâneos e disruptivos”, afirma Carlos Santiago, Líder da Marsh Risk Consulting Brasil. “A atenção aos riscos cibernéticos não pode ser somente uma questão exclusiva das áreas de tecnologia. É uma questão a ser tratada também no nível de diretoria e conselhos das organizações”, complementa o executivo.

Roberto Santos assume comando da Porto Seguro a partir de hoje

Roberto assume coo VP da Porto Seguro

A Porto Seguro informa que Roberto Santos passa a ocupar a partir de hoje, 29 de março de 2018, o cargo de presidente executivo da companhia. Fabio Luchetti, que em 2012 assumiu a presidência, tendo construído sua carreira na empresa por 34 anos, passa a ser membro do Conselho. Jayme Garfinkel continua como presidente do conselho de Administração da Porto Seguro pelos próximos dois anos.

MetLife celebra 150 anos

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A MetLife, seguradora com maior presença no mundo, celebra 150 anos e a liderança na indústria financeira global, inovando com produtos que acompanham a cada um de seus clientes nos momentos mais importantes de suas vidas.

Com mais de 100 milhões de clientes no mundo, a companhia está presente em mais de 40 países, sendo líder nos Estados Unidos, Japão, América Latina, Ásia, Europa y Oriente Médio. Desde sua fundação em 1868, a empresa tem evoluído e se transformado continuamente, desenhando produtos que moldaram a indústria ao longo de 150 anos de operação.

A MetLife sempre se preocupou em gerar impacto positivo não apenas nos negócios, mas sobre o bem-estar dos clientes e das comunidades, em todos os países em que atua. Para a MetLife, o Brasil é um importante mercado, no qual mais de 5,5 milhões de vidas estão seguradas e mais de 37 mil clientes corporativos são atendidos. Este ano, a companhia está investindo em projetos que a deixem ainda mais próxima de clientes e beneficiários de seus produtos e serviços, revendo seu portfólio, para se adaptar às novas necessidades do mercado, e renovando e ampliando os canais de distribuição e de contato do público com a marca.

“No Brasil, assim como no restante do mundo, acompanhamos de perto os clientes nas diferentes etapas de suas vidas, oferecendo atendimento customizado. Por meio da MetLife Foundation, apoiamos iniciativas que estimulam a inclusão financeira, para que as famílias tenham acesso a serviços financeiros formais e de qualidade”, afirma Raphael Carvalho, presidente da MetLife Brasil.

Feriadão da Semana Santa pede cuidado nas estradas

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Feriado é sinônimo de maior fluxo de veículos nas ruas e estradas. Com isso, aumentam também as chances de acidentes. O cuidado deve ser redobrado. O relatório da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, mostra que, em 2017, foram pagas 2.614 indenizações relativas a acidentes ocorridos entre a quinta-feira e o domingo de Páscoa.

O Seguro DPVAT prevê três tipos de cobertura: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares. Historicamente, invalidez é a cobertura mais frequente no feriado. Para se ter ideia, do total pago, 1.826 foram para casos de invalidez permanente.

Durante a Semana Santa, a região Nordeste também se destaca pelo maior número de ocorrências. Em 2017, os estados nordestinos foram responsáveis por 33% das indenizações. Outro dado relevante é em relação à faixa etária das vítimas. A maior incidência de acidentes registrados no mesmo período foi com pessoas entre 18 e 34 anos, o equivalente a 53% das ocorrências. Ainda de acordo com os dados, a maioria dos acidentes aconteceu no período do anoitecer (26% das ocorrências).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de países com maior índice de acidentes de trânsito em todo o mundo. A Polícia Rodoviária Federal, nos quatro dias da Operação Semana Santa, em 2017, registrou 1.091 acidentes, 82 mortos e 1.107 feridos em rodovias federais no país. O resultado preliminar representa uma redução de 16% no número de acidentes, 13% nos feridos e 1% no número de mortos em comparação com 2016.

De acordo com a PRF, mais de 40% das mortes ocorreram no último dia do feriado, justamente no momento de retorno das famílias aos seus lares. A Polícia Rodoviária Federal, que fiscaliza os 71 mil km de rodovias federais do país, há cinco anos tem mapeado os locais mais passivos de acidentes, aumentando o número de policiamento e radares móveis nestas regiões.

Youse e suas inovações: Youse Trips

A Revista Auto Esporte traz detalhes de um aplicativo da Youse. Interessante acompanhar as inovações.

 

Segue a íntegra, que esta no link 

Ajudar o motorista a dirigir melhor, de forma mais consciente e segura – e, por consequência, melhorar o trânsito como um todo no Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos. Esse é o grande objetivo do Youse Trips, aplicativo disponível para as plataformas iOS e Android, que reverte o bom comportamento ao volante em prêmios reais. E, melhor ainda, tudo isso acontece de um jeito descontraído, leve e divertido.

Desenvolvido pela Youse, plataforma de venda de seguro online da Caixa Seguradora, o Youse Trips é gratuito e está disponível para todos, mesmo quem não é cliente. O aplicativo avalia a direção do motorista, que recebe informações e dicas necessárias para dirigir melhor, de uma forma mais segura.

“Com o Youse Trips, o motorista pode mapear o seu comportamento no trânsito, ver se há a ocorrência de alguma atitude de risco e se há locais em que isso acontece com mais frequência”, explica Bruno Mascarenhas, gerente de produto responsável pelo desenvolvimento do aplicativo. “E, com mais motoristas mais conscientes, o trânsito em geral também fica mais tranquilo e solidário.”

Pontuação
Após baixar e se conectar, o usuário já pode começar a usar o aplicativo. Basta que ele inicie a gravação da viagem antes de sair com o carro (existe também a opção para que isso aconteça automaticamente) e dirija normalmente. Recursos do próprio smartphone, como GPS, acelerômetro e giroscópio, coletam os dados para análise.

Se ao longo do trajeto o Youse Trips não detecta nenhum problema, o motorista atinge a pontuação máxima de 100 pontos. Mas, se forem registrados eventuais comportamentos de risco, pontos vão sendo descontados. Ao final da viagem, ou em qualquer outro momento em que não esteja sendo feito uma gravação, é possível checar a pontuação de cada viagem já realizada e também a média ao longo da semana, mês e do ano.

O motorista recebe um relatório completo, identificando os comportamentos de risco que foram detectados e onde eles aconteceram. Assim, o motorista consegue saber em quais pontos ele precisa melhorar para a sua próxima viagem. São quatro grupos de dados avaliados:

Velocidade: a partir da base do Google Maps, o sistema identifica todas as vias por onde o motorista passou e em qual velocidade. Para não perder pontos, basta ficar atento à sinalização e respeitar os limites. O Youse Trips ainda te dá uma mãozinha: basta ligar os alertas de velocidade para receber um aviso, caso você se descuide.

Aceleração: arrancadas fortes fazem a pontuação cair. O motorista deve acelerar de forma suave, fazendo o veículo ganhar velocidade progressivamente.

Frenagens: assim como nas acelerações, na frenagem, pontos também podem ser descontados. Além de tirar o pé do acelerador com mais antecedência, o motorista também precisa manter uma boa distância segura em relação ao carro da frente, para não ser surpreendido por alguma manobra inesperada e ser obrigado a afundar o pé no freio.

Curvas: aceleração lateral exagerada nas curvas desconta pontos também. Então é preciso reduzir adequadamente a velocidade antes de iniciar o contorno de qualquer curva, assim como nas acelerações e frenagens.

Como os dados são coletados pelos sensores do próprio smartphone, é preciso que o aparelho seja colocado em pé e esteja bem preso. A quantidade de pontos que o motorista perde por alguma “falta” também depende da distância: quanto menos quilômetros percorridos, mais pontos perdidos.

O Youse Trips também armazena outras informações úteis e interessantes, que podem ajudar o motorista a planejar o seu cotidiano. Dá para ver dados como o tempo total de viagem, tempo parado, distância total percorrida e a velocidade média para cumprir o trajeto.
Além disso, se o sistema detecta que algum comportamento de risco acontece com relativa frequência, o aplicativo dá dicas para o motorista sobre a sua forma de dirigir e, assim, melhorar a sua pontuação.

Medalhas e ranking
O motorista recebe medalhas à medida que cumpre determinadas missões e desafios. Como, por exemplo, fazer 25 viagens seguidas sem nenhum registro de frenagem brusca ou gravar uma viagem com mais de 90 quilômetros. É o conceito de gamification, que transforma uma ação diária, cotidiana, em um jogo.

“Se você pensar no trânsito em geral, nosso objetivo sempre é chegar em algum lugar, o quanto antes. E isso pode levar, de forma inconsciente, a acelerar demais, ignorar limites de velocidade e passar do ponto”, diz Bruno. “Quando se tem um aplicativo que usa esse conceito de gamification para propor exatamente o oposto, ou seja, dirigir de forma mais segura, as pessoas tendem a agir de forma mais consciente. Assim estamos estimulando um comportamento mais saudável nas ruas.”

Ao obter certos conjuntos de medalhas, o motorista pode trocar por prêmios. Atualmente, estão disponíveis o “Youse Box Auto”, um kit recheado de variados produtos para o automóvel, e o Kindle, leitor de livros digitais da Amazon. Além disso, a pontuação coloca o motorista em um ranking, no qual ele pode se comparar com todos que estão utilizando o aplicativo.

Bruno Freire, CEO da Austral Re, é o novo presidente da ANre

Comunicado

Bruno Freire, CEO da Austral Re, assume a presidência da ANRe. Ele substitui Paulo Eduardo Botti, que completou dois anos de mandato à frente da Associação. A nova diretoria é composta ainda pelos Vice-Presidentes José Carlos Cardoso e Rodrigo Botti e pelos Diretores Nicolás Jesus Di Salvo e Petronio Duarte Cançado.

Em mais um passo na evolução da ANRe, juntamente com a posse de Bruno, está sendo também criado o Conselho Consultivo, formado por Presidentes e Vice-Presidentes da ANRe que já cumpriram seu mandato e que continuam ativos em companhias integrantes da Associação, atualmente composto por Paulo Botti, José Carlos Cardoso e o próprio Bruno Freire.

Mesmo sendo uma instituição jovem, a ANRe já estabeleceu um diálogo aberto e permanente com todas as entidades do mercado de seguros e resseguros e vem participando de diversas iniciativas em busca do desenvolvimento do setor.

Em 2018 o objetivo principal da Associação é promover o aprimoramento e aumento da competitividade do mercado ressegurador local para atuação doméstica e internacional, incentivando o debate e o desenvolvimento de conhecimento e de instrumentos que possam colaborar para o estabelecimento do Brasil como um Centro Regional Exportador de Resseguros.

 

Roberto Takatsu deixa Tokio Marine para assumir diretoria de investimento na HDI

O vai e vem de executivos no mercado de seguros está num ritmo frenético. A notícia da semana vem de Roberto Takatsu. Ele deixa a japonesa Tokio Marine para assumir a diretoria de planejamento e investimentos na alemã HDI. Ele também e o presidente da Comissão de Investimentos da Confederação das Seguradoras (CNseg).

Takatsu iniciou sua carreira como trainee no banco Pactual em 1994 e ingressou em seguros em 1995, como analista da Seguradora Brasileira de Fianças. Em 1998 assumiu como gerente na Real Seguros, onde ficou até a compra da Real pela Tokio Marine, em  2005, por quase R$ 900 milhões na época. O executivo sempre atuou com investimentos, sendo o “head” da diretoria desde 2012 até o hoje na Tokio Marine.

Vamos apurar mais a notícia para saber quem fica no lugar de Takatsu na Tokio Marine e quais os desafios na HDI.

Valor Econômico traz especial de Seguros: No bolso do cliente

O Valor Econômico publica hoje um especial de seguros com 23 matérias sobre diversos temas do setor. As matérias podem ser lidas por assinantes no portal. Não assinantes tem a opção de comprar a edição do jornal nas bancas, que traz o especial encartado.

 

Desafios e Estratégias – As seguradoras enfrentaram desafio semelhante ao dos bancos no período em que a inflação e os juros começaram a cair.Márcio Coriolano, presidente da CNseg, afirma que a mudança estrutural do setor começou na década de 90, quando detinha participação inferior a 1% no Produto Interno Bruto (PIB), com reservas técnicas em torno de R$ 3 bilhões. “Hoje o mercado contabiliza mais de R$ 1,2 trilhão em ativos, que são equivalentes a mais de 25% da dívida pública brasileira”, destaca. “As seguradoras foram obrigadas a se reestruturar, investir em tecnologia, criar facilidades e uma comunicação com mais empatia com o consumidor para manter a lucratividade”, sintetiza Edson Franco, CEO da Zurich.

Previdência – O tema traz quatros matérias no especial de hoje. A participação dos títulos públicos nas carteiras dos fundos de previdência privada – cujo patrimônio líquido somava R$ 765,61 bilhões em janeiro – bateu recorde naquele mês: respondiam por 85% dos portfólios, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). As novidades, que constam de resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) publicada em setembro de 2017, atenderam um antigo desejo do mercado de flexibilizar as regras de investimento e prometem trazer maior atratividade aos fundos de previdência complementar abertos a partir deste ano. “A partir de agora, será possível para a indústria desenhar produtos de previdência em que o investidor capture os retornos da renda variável”, explica o diretor do grupo Bradesco Seguros, Vinicius Cruz. Outra reportagem aborda que a pauta da reforma da Previdência Social, que permeou a agenda política de Brasília em 2017, deve passar ao largo das discussões dos candidatos no pleito eleitoral deste ano. “O desafio este ano é extraordinário. Temos cada vez mais que entender as necessidades do cliente e trabalhar com conceito de inovação digital. Utilizar as ferramentas de mídias sociais para treinar e fomentar a discussão”, diz Marco Barros, presidente recém-empossado da Brasilprev. A concorrência dos fundos também é tema do especial.  A possibilidade de cobrança de taxa de performance pelos fundos de previdência, prática que aproximará esse instrumento a outras categorias de fundos, como os de ações ou multimercados, é outra mudança relevante introduzida pela resolução do CNSP. “A cobrança da taxa de performance deverá atrair para o mercado de previdência um número relevante de gestores independentes e qualificados”, diz o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello. Também é citado que a mudança no patamar de juro no país e a aprovação de regras mais flexíveis para os planos de previdência têm sacudido o setor desde o fim do ano passado. “Ela é importante, pois permitir a criação de novos produtos tanto para clientes do varejo, que poderá ter até 70% (dos recursos aplicados) em renda variável, quanto para o investidor qualificado, em até 100%”, explica Edson Franco, presidente da Fenaprevi. A legislação, até então, proibia mais do que 49% de ativos de renda variável nos planos.

Saúde – Depois de perder quase três milhões de beneficiários nos últimos três anos, o setor de saúde suplementar espera pequena melhora em 2018 e conta com a retomada do emprego para isso, já que os contratos coletivos firmados por empresas somam 67% do total. Segundo a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, 85% dos custos das operadoras são “não gerenciáveis”, ou seja, de difícil previsão. Ela coloca nessa conta tanto custos ligados aos serviços assistenciais, como de judicialização, desperdício e fraudes. “Temos que avaliar esses fatores que impulsionam a elevação dos custos. A solução depende de todos os players do setor, e não apenas das operadoras”, diz ela.

Capitalização – A Superintendência de Seguros Privados (Susep) vai anunciar na segunda quinzena de abril o novo marco regulatório do ramo de capitalização, que passará das atuais quatro modalidades (tradicional, popular, incentivo e compra programada) para seis categorias, com a regulamentação das modalidades instrumento de garantia e filantropia premiável.

Resseguro – O mercado de resseguros mostrou resiliência para enfrentar os anos de recessão. Com aposta na pulverização de linhas de negócios e maior interesse em assumir riscos do exterior, o volume de resseguros atingiu R$ 7,97 bilhões em 2017, alta de 7,9% sobre 2016 – considerando apenas os prêmios cedidos pelas seguradoras brasileiras.  No mesmo período, segundo aponta relatório da T erra Brasis Resseguros, as resseguradoras locais também aceitaram mais riscos do exterior – foram R$ 2,26 bilhões em 2017, um avanço de 57% sobre 2016.

Corretores – A atividade de corretagem de seguros está em plena transformação no país, migrando cada vez mais para o digital. Embora ainda existam poucas iniciativas, as insurtechs – startups que aplicam tecnologias inovadoras para melhorar a experiência dos consumidores no setor de seguros -, vêm apresentando crescimento significativo depois de receberem aportes de grandes fundos de venture capital.

Insurtechs – Não há dúvidas de que a tecnologia invadiu o mercado segurador brasileiro. De um lado, observa-se uma corrida de grandes seguradoras para aprimorar a experiência dos clientes. De outro, o movimento crescente das startups no setor. Em fevereiro deste ano, existiam 55 insurtechs no Brasil, quantidade três vezes maior que um ano atrás, conforme levantamento feito pela Conexão Fintech a pedido do Valor.

Educação Financeira –  A pauta educação financeira pode não ser nova para o setor de seguros, mas ganhou relevância e peso de dois anos para cá. Com a utilização mais agressiva de canais de comunicação, as seguradoras tentam chegar próximo de quem desconhece a funcionalidade ou a importância dos produtos que oferecem.

Fusões e Aquisições – Não existe um mês sequer em que o mercado segurador mundial deixe de anunciar negócios envolvendo fusões e aquisições (M&A). Segundo relatório do escritório de advogacia inglês Clyde & Co divulgado no início de março, 350 aquisições foram concluídas no setor de seguros em 2017 – em 2016 foram 387.

Vai e Vem – Desde 2017, a troca de executivos no mercado de seguros tem sido intensa. Parte desse movimento é consequência das fusões e aquisições, parte vem da aposentadoria de alguns profissionais. Mas a grande maioria delas decorre de mudanças das estratégias das empresas para enfrentar o futuro.

Seguro Garantia – Enquanto aguardam o destravamento da agenda de concessões e privatizações do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), cujos aportes em obras de infraestrutura podem chegar a R$ 132,7 bilhões, os players que operam com seguro garantia de grandes obras estão em compasso de espera pela aprovação, ainda em 2018, do Projeto de Lei (PL) 6814/2017.

Seguro Auto – O seguro para automóveis, por décadas, apresentou crescimento do volume de prêmios em torno de dois dígitos. Com a retração econômica a partir de 2014, o setor de seguro auto sofreu com o minguado incremento de 3,5% em 2015, queda de 2,4% em 2016 e aumento de 6,7% no ano passado. Em 2018, segundo os profissionais consultados, o prêmio do seguro auto vai ser mantido na casa de um dígito.

Seguro Rural – Após ver as apólices contratadas aumentarem 86,7% de 2015 para 2016, os cortes no orçamento do programa de subvenção do seguro rural levaram esse número a uma queda de quase 10% em 2017, na comparação com o ano anterior. O principal motivo foi a redução do valor destinado ao programa de subvenção do seguro rural, que passou de R$ 387 milhões em 2016 para R$ 368 m ilhões no ano passado, uma contração de quase 5%, explica Vitor Ozaki, diretor do departamento de gestão de riscos do Ministério da Agricultura.

Seguro Vida – O seguro que protege a vida das pessoas deve registrar, neste ano, crescimento parecido com os 10% observados no ano passado, quando começou a retomada da economia. O potencial é grande, avalia o presidente da CNseg, Marcio Coriolano. Segundo dados da FenaPrevi, o mercado de seguros para a proteção das pessoas – que in o mercado de seguros para a proteção das pessoas – que inclui as modalidades vida, acidente s pessoais, viagem, educacional, financiamentos, doenças -, fechou 2017 com R$ 34,53 bilhões em prêmios, valor 10,9 % superior aos R$ 31,13 bilhões de 2016.

Seguro Transporte – A vertiginosa escalada de roubos de cargas nos últimos anos alterou a relação entre as seguradoras, embarcadores e transportadoras. Em razão do alto risco de determinadas cargas e das falhas dos planos de gerenciamento de risco (PGR), algumas das mais importantes companhias deixaram de operar no ramo transportes e as que permaneceram aumentaram o seu rigor nas exigências, provocando um aumento médio nos pr&# 234;mios que pode chegar a 30%, principalmente nos trajetos que incluem as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Seguro Riscos Cibernéticos – A seguradora inglesa Lloyd’s prevê que os ataques de hackers causarão US$ 2 trilhões em prejuízos no mundo todo em 2020. Com isso, o crescimento do mercado de seguros para riscos cibernéticos é exponencial. Em 2017, o segmento gerou US$ 4 bilhões em prêmios nos EUA. O volume cresceu quatro vezes em apenas dois anos e deve chegar a US$ 10 bilhões em 2020.

 

Seguro D&O – O reaquecimento da economia, a retomada dos processos de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), o maior rigor de órgãos reguladores e a aprovação das novas regras introduzidas pela Circular 553/2017 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que permite a contratação de cobertura para multas e penalidades devem fazer com que a arrecadação da carteira do D&O, o seguro de responsabilidade civil de executivos, avance dois dígitos em 2018.

Seguro Crédito – Pode-se dizer que períodos de crise econômica ajudam a alavancar algumas modalidades de seguro, como o de crédito. E o motivo é simples. Os calotes e as incertezas de fluxo de caixa e pagamentos entre empresas e seus fornecedores levam a busca por este tipo de proteção.

 

Confirmado: Vinicius Albernaz, hoje da Bram, será o novo presidente da Bradesco Seguros

Conforme antecipou o blog Seguro ontem a noite, hoje pela manhã o Bradesco confirmou a notícia por meio deste comunicado:

O Bradesco informa que o executivo Vinicius Almeida Albernaz, 47 anos, será o novo presidente do Grupo Bradesco de Seguros. Atualmente, Albernaz é o diretor superintendente da Bradesco Asset Management (Bram), uma das maioresgestoras privadas de fundos de investimento do País, com mais de R$ 600 bilhões em ativos.

Segundo o presidente executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, a escolha de Albernaz é resultado de suas experiências profissionais e a perspectiva de um novo ciclo de crescimento da economia.“Entendemos que Albernaz será fator de criação de valor para o Grupo Bradesco de Seguros, dado seu perfil profissional qualificado, mesclado ao cenário desafiador, que apresenta grande potencial de expansão do negócio de seguros”, disse. 

Na visão de Lazari, a inflação sob controle e juros historicamente baixos irão propiciar ambiente ideal para o crescimento gradual da participão do setor de seguro no PIB. “A Seguradora tem DNA de liderança e vocação comercial inata, a esses atributos se agrega a visão financeira de Albernaz para a gestão de R$ 280 bilhões em ativos”, acrescentou.

O novo diretor superintendente da Bram será Ricardo Almeida, atualmente diretor de investimentos (CIO), sendo responsável pela gestão de todos os fundos e carteiras da Bram.  

Vinicius José de Almeida Albernaz é formado em economia pela PUC/RJ, com Advanced Management Program do ISE-IESE. Depois de passagens pelo Icatu, Credit Suisse e GP Asset, Albernaz ingressou em 2007 no Bradesco BBI e foi transferido para a tesouraria do Bradesco dois anos depois. Em 2011 foi eleito diretor do Bradesco e, em 2013, assumiu a diretoria financeira do Grupo Bradesco de Seguros. Desde 2016, era diretor superintendente da Bram.

Ricardo Pereira de Almeida é formado em economia pela PUC/RJ, com mestrado em finanças pelo IBMEC-SP e MBA pela Carson School. Teve sua carreira formada em instituições como Icatu, CCF, ING, e um fundo global da gestora Black River. Ingressou na Bram em 2015, como superintendente de renda variável.