Transporte: maior rigor nas apólices

O Valor Econômico publicou a revista Logística, que traz u m raio X do segmento. Nele, uma matéria conta como a violência tem afetado o seguro transporte e mudado a estratégia das seguradoras neste ramo. Leia mais no link   da revista que está no porta do jornal.

Minuto Seguros contrata Romilson Bastos, ex Itaú, para gerir área de marketing

A Minuto Seguros, uma das principais corretoras do País e líder no segmento de seguros online, acaba de trazer um novo integrante para o time de marketing. A corretora contratou um CMO (Chief Marketing Officer) que vai liderar a equipe de marketing numa fase de expansão. É a primeira vez que o cargo é ocupado na Minuto Seguros.

O dono da nova posição é Romilson Bastos, administrador de empresas formado pela USP e com MBA pela Kellogg School of Management. Antes de ingressar na Minuto, Romilson liderou equipes de marketing no Itaú, Itautec e OKI Brasil.

“É um grande desafio e percebi rapidamente que a proposta da Minuto era irrecusável. A corretora está em posição privilegiada para crescer num mercado com muitas oportunidades. Nosso apetite é grande, ou seja, a agenda de marketing será muito intensa e divertida. Além disso (e tão importante quanto, para minha decisão), percebi que Marcelo Blay, CEO da Minuto, conseguiu transferir seu DNA para a empresa, que é eficiente e humana, inovadora e sólida. O futuro é promissor e fazer parte será um grande prazer.”, relata Romilson, novo CMO da Minuto Seguros.

Carta do Seguro: Setor avança 2,3% em janeiro

Fonte: Carta do Seguro, CNseg

Por Márcio Coriolano, presidente da CNseg

Liberados pela Susep os dados de janeiro, o desempenho global calculado em série de 12 meses móveis mostrou avanço de 2,3%, sem contar o Seguro DPVAT e a Saúde Suplementar. O fechamento de 2017 havia resultado em crescimento de 4,6%.

Entretanto, a diferente dinâmica dos vários segmentos do setor de seguros pede análise mais desagregada dos totais, bem como a consideração de sazonali- dades, que são claras nesse mercado. As análises devem considerar, pelo menos, a segregação do comportamento do mercado entre os ramos de patrimônios e responsabilidades (Ramos Elementares), de vida e previdência (Pessoas) e de Capitalização. E também as divisões dentro dos dois primeiros agrupamentos.

Sob esse ângulo, ainda pelas séries de 12 meses móveis que retiram sazonalidades, em janeiro, o segmento de RE prosseguiu em recuperação resiliente, com crescimento de 6,8% (contra os 6,6% em 2017). Destaque para o ramo Automóveis, que cresceu 7,2%. Merecem registro também os ramos Habitacional (9,8%), Patrimonial – Massificados (9,4%), devido ao crescimento dos produtos Residencial (condomínio e empresarial) e Crédito e Garantia (18,0%).

Já o segmento de Pessoas, com aumento de 1,1%, mostrou comportamento distinto em cada um dos seus ramos mais repre- sentativos. Assim é que o VGBL permanece afetado pelo ciclo econômico e dos negócios, que imprimiram preferência aos ativos nanceiros. O comportamento da inflação e da taxa de juros ainda produz efeitos fortes. A queda dos planos de acumulação foi de 1,9% (após crescimento de 2,6% em 2017).

Nos planos de risco, permanece a tendência de liderança dos seguros de vida individual no regime de risco, com 21,8%. Embora o Seguro Prestamista dessa modalidade continue com maior representatividade (37,8% de aumento).

Os planos de capitalização apresentaram queda de 1,6%, nos 12 meses encerrados em janeiro de 2018, a mesma também observada em 2017. Em valores, o setor segurador movimentou R$ 18,8 bilhões em janeiro, com DPVAT.

As provisões técnicas acumuladas chegaram a R$ 914,3 bilhões e os ativos totais a R$ 1.054,1 bilhões. Com esses números, não se pode duvidar da capacidade de contribuição e persistência do mercado de seguros.

A seguir, uma série gráfica comparativa do desempenho de Ramos Elementares e de Pessoas em janelas móveis de 12 meses, até janeiro deste ano.

 

 

 

 

 

 

por Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros

A arrecadação de prêmios e contribuições do mercado segurador regulado pela Susep alcançou R$ 18,8 bilhões em janeiro, o que representou queda de 6,7% sobre a arrecadação de igual mês de 2017. Em grande medida, tal queda pode ser explicada pelo desempenho de dois produtos de alta expressividade no mercado: VBGL e DPVAT, que tiveram retração de aportes e prêmios de, respectivamente, 23,4% e 19,5% nas bases de comparação citadas.

No caso do DPVAT, como se sabe, houve nova decisão do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), em ns de 2017, reduzindo, em 2018, o prêmio desse seguro obrigatório. No caso do VBGL, a queda re ete o impacto do ciclo de baixa da taxa de juros Selic sobre a rentabilidade desses planos e daí sobre suas contribuições. Uma vez que, como se espera, o Banco Central será bem mais conservador no processo de xação da taxa Selic em 2018, é possível prever recuperação das inversões em VGBL à frente.

Assim, fazendo-se o cálculo da arrecadação sem esses dois produtos, emerge resultado oposto, ou seja, o mercado cresceu 8,8% em janeiro de 2018 sobre janeiro de 2017, portanto, acréscimo real de 5,6%, dada a in ação de 3% (IPCA). É, dessa forma, um excelente resultado. Mais ainda: o crescimento foi disseminado e forte em quase todos os grupos e ramos de seguros, destacan- do-se os seguros de automóveis (+14,6%), seguros patrimoniais massi cados (+17,7%), seguro habitacional (+11,3%), seguro de transportes (+12,8%), extensão de garantia (+19,7%) e planos de risco de coberturas de pessoas (+10,1%). Mesmo o PGBL teve acréscimo de contribuições de 5,6%, distanciando-se assim do VGBL.

Tais resultados positivos são consistentes com o processo de retomada do crescimento da economia brasileira e seus efeitos bené cos sobre o mercado segurador. De fato, todos os indicadores macroeconômicos do Brasil entraram em fase conjunta de expansão no 4° trimestre de 2017. Na série dessazonalizada, o PIB cresceu 2,1% nesse trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, acumulando alta de 1% em 2017 perante 2016. A produção industrial avançou 4,8% no 4° trimestre de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016, e 2,5% em 2017, contra 2016. As vendas reais no varejo tiveram evolução semelhante: 3,9% de alta no trimestre e 2,0% no acumulado do ano.

Agora, no início de 2018, continuaram a sair dados favoráveis: o volume de vendas no comércio varejista cresceu 3,2% em janeiro passado sobre o mesmo mês de 2017 e 2,5% no acumulado em 12 meses, segundo o IBGE. A produção industrial, apesar de um janeiro fraco, registrou alta de 5,7% sobre janeiro de 2017 e 2,8% no acumulado em 12 meses. A taxa de desocupação foi de 12,2% da população economicamente ativa (PEA) na média entre novembro de 2017 e janeiro de 2018, 0,4% inferior à registrada no mesmo período do ano passado. Finalmente, a in ação no primeiro bimestre do ano recuou para 0,6%, menor percentual para esse bimestre desde a edição do Plano Real.

Todos esses desenvolvimentos repercutiram positivamente sobre as expectativas econômicas para 2018. Conforme divulgado no Boletim Focus do Banco Central, as medianas das expectativas de crescimento do PIB e da produção industrial subiram para 2,9% e 4%, respectivamente, e a da in ação caiu para 3,7%. A expectativa de diminuição da in ação permitiu também reduzir a pro- jeção da taxa Selic para 6,5% ao m de 2018. Obviamente, a incerteza eleitoral continua pesando sobre a economia de modo que a melhora dos valores centrais das expectativas é concomitante com aumento signi cativo de suas variâncias. De todo modo, a melhora da economia sempre tende a intensi car o crescimento do mercado segurador.

No mercado como um todo (exceto DPVAT), a sinistralidade situou-se em 41,1% em janeiro de 2018, 1,3 p.p. inferior ao dado veri- cado no mesmo mês de 2017. A sinistralidade do grupo de seguros de ramos elementares foi de 48,7%, com queda de 1,5 p.p. na mesma base de comparação, e a do grupo de planos de risco de coberturas de pessoas foi de 26,1%, também com queda de 0,6 p.p. sobre janeiro de 2017. O índice de despesas de comercialização manteve-se praticamente estável em 22,4% no grupo de ramos elementares e passou a 32,1% no grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, 2,3 p.p. acima do ocorrido em janeiro de 2017. No mercado como um todo (exceto DPVAT), esse índice foi de 25,7%, 0,9 p.p. acima de janeiro de 2017.

A margem bruta (100% – sinistralidade – índice de despesas de comercialização) aumentou, portanto, em 0,4 p.p. na citada base de comparação, indicando melhora no processo de subscrição de risco, certamente, uma reação das seguradoras à queda do resultado nanceiro dada a redução dos juros. De fato, tal resultado teve redução de 17,8% em janeiro último em compa- ração com igual mês de 2017. Entretanto, a referida melhora técnica permitiu que o lucro líquido agregado das seguradoras na área da Susep subisse 3,1% nessa base de comparação. A rentabilidade do patrimônio líquido agregado das seguradoras cou em 20% em janeiro de 2018, 2,7 p.p. inferior ao resultado de janeiro de 2017. O total de provisões dessas companhias atingiu R$ 882,9 bilhões, 15,5% acima do dado de janeiro de 2017.

Na Saúde Suplementar, os últimos dados o ciais da ANS ainda se referem a setembro de 2017. Assim, nos três trimestres de 2017, a receita de contraprestações foi de R$ 133,7 bilhões, 10,5% acima do mesmo período de 2016. A sinistralidade nesse mesmo período caiu de 84,2% para 83,5%.

Planos de saúde registram três meses consecutivos de crescimento do número de beneficiários

Pelo terceiro mês seguido, o número de beneficiários de planos de saúde cresceu no Brasil, após certa irregularidade desse indicador no ano passado. Em fevereiro, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 47,4 milhões de consumidores são atendidos na rede privada de assistência à saúde – saldo positivo de 54.041 novos planos, na comparação com janeiro deste ano. Essa alta é alavancada, mais uma vez, pelo crescimento do segmento empresarial, com mais 72.989 vidas. Além dele, o plano coletivo por adesão registrou leve aumento de 3.046 vínculos. Na contramão dessa tendência, no mesmo período, a segmentação individual perdeu 21.647 consumidores.

“O segmento de planos de saúde está intrinsecamente associado ao desempenho econômico, com a criação formal de vagas de emprego e incremento da renda. Esse resultado é mais um reflexo da recuperação inicial das atividades econômicas”, explica Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

No mês passado, o setor de Saúde Suplementar registrou 70,4 milhões de beneficiários, sendo 47,4 milhões de consumidores de assistência médica privada e 23,0 milhões de clientes de planos exclusivamente odontológicos – mais 99.275 vidas, em comparação com janeiro. Os planos de saúde registraram 31,6 milhões de planos empresariais; 6,4 milhões de planos coletivos por adesão; e 9,1 milhões de planos individuais.

 

 

 

 

ARTIGO: Em ano de Copa, a história do seguro para atletas que não vingou no Brasil

Escrito por Marcelo Gama, diretor técnico de Non Marine da JLT Resseguros. O executivo se dedica ao mercado segurador há 20 anos

 

No fim dos anos 1990 com as expectativas para, finalmente, acontecer a tão sonhada abertura do mercado ressegurador brasileiro, havia uma notável movimentação de interessados internacionais em ocupar um espaço no novo mercado que se imaginava atingir um volume de prêmio de US$ 3 bilhões.

Uma verdadeira ponte aérea entre Europa e Brasil se formou, com resseguradores viajando para aprofundarem os conhecimentos sobre o nosso mercado. Grandes companhias demonstraram interesse de se estabelecer como “ressegurador local”, para usufruir do Direito de Recusa (“First Refusal Right”) que, naquele primeiro momento, seria de 60% de cada oferta.

Nesse cenário, embarquei rumo a Londres e fui procurar um broker inglês que ainda não tivesse uma representação por aqui. Naquele magnífico mercado, me deparei com algumas soluções de seguro que nunca tinha visto, tais como stock throughput, environmental impairment liability, port operators, solvency margin surplus relief, motorway PD & BI, dread disease, decennial insurance, entre outros.

Um deles me despertou grande interesse: o sports PA (personal accident) – o seguro para atletas. As alternativas de coberturas são muito interessantes, podendo proteger não só o atleta, em caso de invalidez prematura, como sua família, o clube ou o empresário, em caso de morte. Nos apressamos e traduzimos os termos e condições do seguro e promovemos palestras no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em 2001, chegamos a implantar uma facility através do IRB que retrocedia 100% para um consórcio de sindicatos do Lloyd’s of London, liderado pelo Mum (Syndicate nº 9264), e que foi renovada por quatro anos seguidos, porém sem qualquer risco declarado. Todavia, existia um notável interesse das federações paulista e carioca em oferecer essa cobertura aos clubes.

Um underwriter britânico esteve no Rio onde visitamos alguns clubes e, depois, a Federação Paulista. Um fato interessante ocorreu na ida ao Fluminense, quando fomos levados à sala de troféus onde tem uma foto mostrando a visita dos nobres ingleses Edward e George (que depois tornou-se George VI, rei da Inglaterra) e que são presidente e vice-presidente de honra do tricolor carioca.

Depois de muitas tentativas, divulgação para a imprensa e uma entrevista na TV, foram apresentadas cotações para vários atletas individualmente e para os clubes coletivamente. Algumas rodadas de negociações depois, a Susep (Superintendência

de Seguros Privados) exigiu que a seguradora apresentasse a sua experiência histórica e atuarial sobre o seguro que estava tentando a aprovação para comercializar no país, o que logicamente não foi possível e emperrou todo o processo. Logo, o consórcio do Lloyd’s declinou de continuar dando suporte à facility e o sonho acabou!

Este tipo de seguro é extremamente difundido nos países europeus e norte-americanos. O futebol moderno envolve cifras multimilionárias e, alguns super jogadores manipulam valores praticamente inseguráveis que, às vezes, impõe a adoção de limites que podem ser considerados insatisfatórios.

Recentemente um importante jogador de um time brasileiro, foi diagnosticado com uma doença grave que vai afastá-lo dos campos por longo período. O clube, além de suportar as elevadas despesas com o tratamento, vai continuar pagando o salário. O seguro cobriria essas despesas, até o limite do valor. Isso sem falar das rotineiras contusões cujos os gastos de recuperação podem ser cobertas por uma apólice.

Há uma atraente lacuna a ser explorada. Um novo esforço coletivo poderia ser realizado para trazer para cá essa importante proteção. É primordial desenvolver uma estratégia para a preparação das notas técnicas e atuariais, em conjunto com uma ou mais companhias interessadas, e obter finalmente a aprovação da Susep.

 

Wiz inicia negociação com Caixa

A Wiz anunciou ontem em nota enviada a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o início de negociações com a Caixa Seguridade, com a CNP Assurances e com a Caixa Seguros Holding com o objetivo de estabelecer as condições de sua atuação no balcão da Caixa Econômica Federal. Logo após o anúncio, as ações da Wiz subiram 12%, cotadas a R$ 11,34.

Lloyd’s of London registra prejuízo em 2017

O Lloyd´s divulgou prejuízo agregado do mercado de US$ 2,7 bilhões em 2017, diante de lucro antes de impostos de US$2,6 bilhões em 2016. Os prêmios brutos emitidos aumentaram para US$43,3 bilhões (2016: US$40,3 bilhões). Os principais sinistros em 2017 montaram em US$5,8 bilhões (2016: US$2,8 bilhões). A receita líquida de investimentos aumentou para US$2,3 bilhões (2016: US$1,8 bilhões). O índice combinado ficou em 114% (2016: 97,9%).

Segundo comunicado, 2017 foi um ano difícil considerando as condições de mercado desafiadoras e a ocorrência de uma série de catástrofes naturais, especialmente os furacões Harvey, Irma e Maria, que devastaram partes dos EUA e do Caribe, assim como os incêndios na Califórnia e os terremotos no México. A frequência e a magnitude dessas catástrofes que atingiram o mundo representaram um significativo aumento no volume de grandes sinistros no mercado do Lloyd’s, subindo para US$ 5,8 bilhões, mais que o dobro do ano anterior (2016: US$2,8 bilhões).

Um montante total de US$ 23,6 bilhões em sinistros brutos de resseguro foi pago pelo mercado do Lloyd’s durante o ano de 2017, demonstrando o papel crucial que o mercado do Lloyd’s desempenha em ajudar empresas, comunidades e países a se recuperarem rapidamente após grandes desastres.

O mercado do Lloyd’s cumpriu esses compromissos substanciais sem qualquer impacto significativo em seus recursos totais, que continuam fortes em US$ 37,2 bilhões. A posição de capital do Lloyd’s permanece robusta e nossas classificações com as principais agências de crédito permanecem em A (Excelente) da A.M. Best, A+ (Forte) da Standard & Poor’s e AA- (Muito Forte) da Fitch, informa a nota.

Capitalização encerra ano com reservas de R$ 29,2 bi

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O mercado de títulos de capitalização encerrou o ano de 2017 com reservas técnicas de R$ 29,2 bilhões. O montante representa os recursos de títulos ativos que serão resgatados pelos clientes futuramente. Mesmo em meio à crise, as reservas se mantiveram, praticamente, no mesmo patamar de 2016, com um pequeno recuo de 0,8%. Os dados são da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entidade de representa as 17 empresas que comercializam títulos de capitalização no país.

Os resultados do ano mostram ainda que as empresas distribuíram R$ 1,1 bilhão de prêmios em dinheiro para os clientes. Esse valor corresponde ao pagamento de R$ 4,4 milhões por dia útil do período. Como esperado, a receita global do setor foi 1,6% menor que no ano anterior, alcançando R$ 20,8 bilhões. Os resgates finais e antecipados efetuados pelos clientes no período caíram 9,7%, sinalizando uma predisposição maior dos clientes de manter recursos guardados.

Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap, avalia que 2018 será um ano com muitas oportunidades de crescimento, potencializado pela consolidação do novo marco regulatório do setor, em fase final de discussão, e por fortes investimentos em inovação, diversificação de produtos e canais.

No desempenho por modalidade, o produto Tradicional teve mais representatividade, registrando um faturamento superior a R$ 17,0 bilhões.  Sendo responsável por 84,2% do resultado global. Dentro dessa modalidade, o produto de Garantia Locatícia arrecadou R$ 1,3 bilhão registrando um crescimento de 19,3%, o que já corresponde a 7,41% do volume do Tradicional.

“O Garantia Locatícia é um produto que traz benefícios para inquilinos e proprietários de imóveis, abrindo novas oportunidades de negócios para imobiliárias e corretores. O custo dessa garantia varia entre seis e 12 vezes o valor do aluguel. O contratante pode receber integralmente o valor pago ao fim do contrato e participa de sorteios ao longo de toda a vigência”, complementa Marco Barros.

A modalidade Incentivo arrecadou R$ 2,2 bilhões, registrando crescimento de 28,4%; e o os títulos da modalidade Popular arrecadaram  R$ 1,1 bilhão.

A Região Centro-Oeste foi destaque no ano, apresentando crescimento de 7,40% no faturamento, que R$ 1,6 bilhão. A premiação cresceu 31,02%, alcançando R$ 88,3 milhões.

A região Sul também apresentou resultados positivos, com aumento de  5,04% no faturamento em relação 2016, fechando o período em $ 4,0 bilhões. Na distribuição de prêmios, os sortudos da região foram contemplados com R$ 388,9 milhões, avanço de 7,17% em relação a 2016.

Estudo da Mapfre aponta caminhos para regulamentação baseada em riscos

Um novo relatório do Serviços de Estudos da Mapfre aponta que, nos últimos anos, e mais claramente após a última crise financeira global, teve início em todo o mundo um processo de regulamentação de solvência baseada em riscos do mercado de seguros.

O avanço regulamentar teve três dimensões relevantes. A primeira foi a preparação de princípios e normas de regulamentação e supervisão pela Associação Internacional de Supervisores de Seguro (IAIS). A segunda, a nível regional e nos principais mercados, foi modernizar os regimes regulatórios de solvência existentes. Finalmente, foram definidas e estabelecidas medidas de vigilância macroprudencial que limitam os potenciais efeitos sistêmicos derivados da atividade de seguros e, dessa forma, contribuem para a manutenção de estabilidade financeira global.

A evolução das normas regulatórias no setor de seguros teve início na Europa nos anos 1970 e acontece progressiva e assimetricamente em diferentes países e regiões. Na América Latina, por exemplo, México e Brasil, que representam boa parte dos prêmios da região, estão mais avançados no processo de ajuste regulatório. Entretanto, em geral, observa-se que ainda há um caminho a seguir para a implantação de modelos de cálculo do capital de solvência com base em riscos, especialmente no que se refere ao pilar dos requisitos quantitativos.

A pesquisa aponta que o avanço da regulamentação pode contribuir com o propósito do desenvolvimento do mercado, quando é realizado de forma gradual e em paralelo com a evolução de capacidades técnicas, tanto na indústria como nos reguladores, e com a criação de um ambiente favorável a essas medidas. Caso contrário, o avanço regulatório pode ter consequências não-intencionais, como a criação de barreiras de entrada para certas linhas de negócios ou alocação ineficiente de recursos, que em última instância impactará negativamente os níveis de penetração dos seguros.

“O progresso da regulamentação baseada em risco é benéfico e pode estimular o crescimento da oferta e, portanto, aumentar a participação dos seguros na economia, na medida em que se permite uma alocação de capital mais eficiente e cria incentivos para uma gestão mais profissional das entidades do setor apoiada em considerações e parâmetros de natureza técnica”, afirma Wilson Toneto, CEO da Mapfre no Brasil.

MetLife seleciona startups para programa de aceleração

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A MetLife, uma das líderes globais no mercado de seguros, está em busca de startups para participar do programa MetLife Digital Accelerator powered by Techstars. Serão selecionadas 10 startups que estejam desenvolvendo tecnologias disruptivas para o mercado de seguros e que se proponham a ajudar a seguradora a oferecer soluções digitais capazes de gerar experiências diferenciadas para os clientes.
As aprovadas na seleção irão para o Campus Global de Tecnologia da MetLife, em Cary, na Carolina do Norte (EUA), para passar por um processo intensivo de aceleração e desenvolvimento de seus projetos, com duração de 13 semanas. Para concorrer a uma vaga no programa, os interessados devem se inscrever pelo site Techstars.com/apply, até o dia 8 de abril de 2018. A imersão dos aprovados terá início no dia 16 de julho deste ano.
O concurso é uma das iniciativas em curso na MetLife para identificar tendências de consumo e tecnologia e promover a cultura da inovação tanto no negócio quanto no segmento.
Em paralelo ao programa MetLife Digital Accelerator powered by Techstars, a MetLife anunciou a criação do fundo de investimento MetLife Digital Ventures, de US$ 100 milhões. O fundo investirá diretamente em empresas que estão desenvolvendo e vendendo tecnologia de interesse para clientes da MetLife.