Capitalização encerra ano com reservas de R$ 29,2 bi

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O mercado de títulos de capitalização encerrou o ano de 2017 com reservas técnicas de R$ 29,2 bilhões. O montante representa os recursos de títulos ativos que serão resgatados pelos clientes futuramente. Mesmo em meio à crise, as reservas se mantiveram, praticamente, no mesmo patamar de 2016, com um pequeno recuo de 0,8%. Os dados são da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entidade de representa as 17 empresas que comercializam títulos de capitalização no país.

Os resultados do ano mostram ainda que as empresas distribuíram R$ 1,1 bilhão de prêmios em dinheiro para os clientes. Esse valor corresponde ao pagamento de R$ 4,4 milhões por dia útil do período. Como esperado, a receita global do setor foi 1,6% menor que no ano anterior, alcançando R$ 20,8 bilhões. Os resgates finais e antecipados efetuados pelos clientes no período caíram 9,7%, sinalizando uma predisposição maior dos clientes de manter recursos guardados.

Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap, avalia que 2018 será um ano com muitas oportunidades de crescimento, potencializado pela consolidação do novo marco regulatório do setor, em fase final de discussão, e por fortes investimentos em inovação, diversificação de produtos e canais.

No desempenho por modalidade, o produto Tradicional teve mais representatividade, registrando um faturamento superior a R$ 17,0 bilhões.  Sendo responsável por 84,2% do resultado global. Dentro dessa modalidade, o produto de Garantia Locatícia arrecadou R$ 1,3 bilhão registrando um crescimento de 19,3%, o que já corresponde a 7,41% do volume do Tradicional.

“O Garantia Locatícia é um produto que traz benefícios para inquilinos e proprietários de imóveis, abrindo novas oportunidades de negócios para imobiliárias e corretores. O custo dessa garantia varia entre seis e 12 vezes o valor do aluguel. O contratante pode receber integralmente o valor pago ao fim do contrato e participa de sorteios ao longo de toda a vigência”, complementa Marco Barros.

A modalidade Incentivo arrecadou R$ 2,2 bilhões, registrando crescimento de 28,4%; e o os títulos da modalidade Popular arrecadaram  R$ 1,1 bilhão.

A Região Centro-Oeste foi destaque no ano, apresentando crescimento de 7,40% no faturamento, que R$ 1,6 bilhão. A premiação cresceu 31,02%, alcançando R$ 88,3 milhões.

A região Sul também apresentou resultados positivos, com aumento de  5,04% no faturamento em relação 2016, fechando o período em $ 4,0 bilhões. Na distribuição de prêmios, os sortudos da região foram contemplados com R$ 388,9 milhões, avanço de 7,17% em relação a 2016.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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