Thinkseg Corporate estreia em benefícios

Com 15 anos de experiência na colocação de benefícios em empresas de diferentes portes no País, o empresário Fabrizio Chieco Ribeiro chega à Thinkseg Corporate para montar combos com soluções inovadoras e, assim, levá-los às áreas de recursos humanos (RHs) das empresas, de acordo com a necessidade de cada negócio.

Sempre ativo na área de benefícios, Ribeiro atuou em instituições como Sulamérica, Golden Cross, Care Plus e também na gestão e consultoria, enquanto foi diretor de Negócios da startup do Banco Safra e diretor da Aon, na qual se especializou em benefícios flexíveis ao residir no México.

O conhecimento e habilidade de Ribeiro, na posição de diretor de Benefícios na Thinkseg, soma-se ainda à vasta experiência, nos ramos de Saúde, Vida e Previdência, do ex-Bradesco e atual sócio da Thinkseg, Cadu Sarkovas.

A vinda do empresário Fabrizio Chieco Ribeiro, também sócio da Armati Multiseguros Corporativos, a ser incorporada pela Thinkseg, fortalece o time Corporate da insurtech que, neste ano, já recebeu executivos para as áreas de Operações Financeiras e de  Operações e-commerce com múltiplos canais. Também na área de Produtos para pessoas físicas,  novos reforços continuam chegando às áreas de marketing e de tecnologia, explica o CEO da Thinkseg, Andre Gregori.

Ao entrar no segmento de Benefícios, o objetivo da Thinkseg Corporate é ofertar combos com produtos tradicionais (planos de saúde e de vida, odontologia, vales alimentação e refeição), acompanhado de benefícios flexíveis, como crédito para ser usado em viagens de Uber, em academia de ginástica, em assinaturas de cursos financeiros, de idiomas, de pacotes música e de vídeos, entre outros.

A inovação tecnológica do marketplace da Thinkseg Corporate, na área de benefícios, vai agradar aos colaboradores das empresas que poderão ter combos, conforme o estilo de vida deles. “Vamos valorizar a liberdade de escolha de cada pessoa. Já as empresas vão ter menor custo por conta da tecnologia aplicada ao processo de oferta”, diz Gregori.

O segmento corporate da Thinkseg presta serviços para grandes empresas (indústrias, construtoras, entre outras) de modo personalizado e consultivo, de acordo com a necessidade do cliente.

Freadas bruscas lideram atitudes perigosas no volante, segundo Liberty

A Liberty Seguros realizou, durante o mês de dezembro, um estudo mobile com o objetivo de apontar as principais atitudes perigosas no trânsito por motoristas brasileiros. Para o mapeamento, a seguradora utilizou a tecnologia de telemetria, comunicação sem fio que compartilha dados de monitoramento por meio de diversas mídias como celulares, computadores ou enlaces ópticos.

O recurso está presente no aplicativo Direção em Conta, da companhia, que avalia a forma de dirigir de cada motorista para entendimento de sua condução e também geração de descontos individualizados em seguros auto da Liberty Seguros. O mapeamento ocorre mesmo quando o aparelho encontra-se bloqueado, visando aumentar a precisão das informações.

A análise foi feita todos os dias da semana entre 7h e 10h da manhã e avaliou mais de 10 mil viagens. Dentre os resultados, a pesquisa identificou que a atitude perigosa mais cometida é a de frenagem excessiva ou brusca, que ocorreu em mais de 51% das viagens. Além disso, o aplicativo também mensurou que em 21% das viagens os condutores aceleraram seus veículos de forma excessiva.

Quando se trata de outros comportamentos durante a direção, o estudo revela um dado extra: em 15% do total das viagens, os motoristas utilizaram o celular enquanto estavam na dirigindo. Apesar da porcentagem baixa, o uso do celular pode ser considerado grave pelo risco da distração.

“Para nós, é muito relevante compreender a forma dos motoristas guiarem seus veículos e os ajudar a entender como podem melhorar sua condução. Essa é uma plataforma de extrema importância para a Liberty e foi desenvolvida para além de ajudar os usuários,  recompensá-los, de acordo com sua condução, com descontos em apólices de seguro auto”, diz Paulo Umeki, vice-presidente técnico e de produtos da Liberty Seguros”. “A partir dessas análises, poderemos informar o nosso público e contribuir para um trânsito mais seguro e consciente”, finaliza.

Seguro de bens é substituído por proteções intangíveis, diz executivo da Swiss Re

As profundas transformações pelas quais o mundo e o seguro atravessam foi o tema da apresentação Mathias Jungen, presidente da Swiss Re no Brasil e Cone Sul, em sua participação no 7o. Encontro de Resseguros realizado entre 10 e 11 no Rio de Janeiro. “Há 40 anos, 83% dos seguros eram relativos a bens físicos. Atualmente representam apenas cerca de 13%, havendo um peso maior na cobertura de bens intangíveis, como dados e propriedades intelectuais. Não surpreendentemente, em 1980, as empresas mais valiosas do mundo eram as indústrias de bens tangíveis, enquanto hoje, Google e Facebook, que não produzem nenhum bem físico, estão entre as de maior valor”, comentou.

O diretor financeiro e de operações, Frederico Knapp, que participou também do mesmo evento como debatedor do painel Transferência Alternativa de Risco, destacou as soluções de transferência de risco ofertadas pela Swiss Re aqui no Brasil, sendo que muitas delas são amplamente utilizadas fortemente na Europa e Estados Unidos e que o Brasil deverá seguir essa mesma tendência na oferta dessas soluções para clientes nacionais que necessitam de alternativas avançadas e inovadoras.

Travelers Seguros lança seguro de risco cibernético

A Travelers Seguros lança a sua oferta de seguro contra riscos cibernéticos, um produto de proteção de dados de terceiros que abrange documentos físicos e informações digitais no caso de um ataque cibernético.

O produto complementa a proteção das companhias que armazenam dados de terceiros e as reembolsa por despesas relacionadas a uma eventual violação de dados. Isso pode incluir custos de defesa e indenizações, despesas para restauração de dados, assessoria de imprensa para trabalhar a reputação da empresa, custos com ransomware e perda de lucros. O seguro de risco cibernético também inclui a cobertura contra fraude cibernética e de fraude em transações financeiras.

“O volume e a sofisticação dos ataques cibernéticos cresceram exponencialmente nos últimos anos”, explica Leonardo Semenovitch, diretor-presidente da Travelers Brasil. “Os executivos tendem a acreditar que ciberataques nunca ocorrerão em seu ambiente ou, caso ocorram, se passarão  em um futuro distante. Como as empresas têm uma enorme responsabilidade pela segurança e privacidade dos dados de seus clientes, desenvolvemos este produto para ajudá-los a mitigar os riscos associados.”

Embora o Código Civil da Internet e o Código do Consumidor obriguem as empresas a proteger a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados que armazenam, o Brasil não dispõe de algumas exigências legais avançadas como as dos EUA e União Europeia, que determinem por exemplo, que a empresa vítima de um vazamento notifique o incidente aos seus clientes afetados.

Portanto, a responsabilidade das empresas em se comunicar com seus clientes cujos dados foram impactados ainda é uma iniciativa opcional no Brasil, permitindo que as companias locais atuem de forma reativa. Ao contratar o seguro contra riscos cibernéticos, as empresas podem agora adotar uma abordagem proativa e estar mais bem preparadas para lidar com as conseqüências de uma violação.

Dos US$ 337 bi em perdas com catástrofes em 2017, US$ 193 bi não tinham seguro

No último dia 10, a Sigma, do grupo Swiss Re, divulgou o estudo final sobre o tema. As perdas totais decorrentes principalmente de furacões, incêndios florestais e inundações totalizaram US$ 337 bilhões, o segundo maior valor registrado depois de 2011 e mais que o dobro de 2016. Cerca de US$ 144 bilhões tinham cobertura de seguros. Isso deixou uma lacuna de US$ 193 bilhões em danos não cobertos por seguros, segundo o relatório anual Sigma.

Cerca de 11.000 pessoas perderam a vida ou desapareceram em catástrofes no ano passado, sendo que 8.000 dessas vítimas foram em desastres naturais. Os furacões Harvey, Irma e Maria, que deixaram uma trilha de destruição no Caribe, Porto Rico e Estados Unidos, causaram danos no valor de US$ 217 bilhões. Apenas US$ 92 bilhões dessa destruição foram cobertos pelo seguro.

Em termos de perdas econômicas, apenas os furacões Katrina, Wilma e Rita em 2006 foram mais caros. “As seguradoras precisam considerar múltiplos furacões ocorrendo em um determinado ano, tanto quanto a gravidade de eventos individuais, em sua modelagem de risco de furacões”, afirmou o relatório. Os piores incêndios florestais atingiram a Califórnia, o Canadá e Portugal, com todos esses desastres naturais custando o recorde de US$ 14 bilhões. As inundações também causaram danos financeiros significativos, com uma inundação de 6 bilhões de yuans na China, classificada como a pior catástrofe natural asiática de 2017.

Seguro de vida: cresce procura por coberturas com utilização em vida

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Quando o assunto é seguro de vida, o brasileiro vem se mostrando mais preocupado em investir em coberturas que possam ser aproveitadas ao longo da vida – complementando a tradicional, para casos de morte. Em 2017, no comparativo com o ano anterior, as vendas dessas coberturas complementares cresceram mais de 50% na MetLife – multinacional americana que está completando 150 anos e que no Brasil atua com seguros de vida, previdência e Dental.

“Esse é um indicativo de que o cliente está mais consciente sobre a necessidade de proteger a qualidade e seu padrão de vida, além dos bens que vai deixar para seus dependentes”, afirma Raphael de Carvalho, presidente da seguradora. As opções de proteção mais utilizadas no ano passado pelos clientes da MetLife foram Diária por Internação HospitalarDesemprego e Cesta Básica. Mas as coberturas que mais apresentaram crescimento em uso em 2017, acima de 75% em relação a 2016, foram as de Diária por Incapacidade Temporária (que indeniza o segurado que precisa interromper suas atividades profissionais por acidente), Diagnóstico de Doenças e Fratura Óssea.

 

FenaCap divulga que segmento cresceu 7,1% no bimestre

De acordo com os números divulgados pela FenaCap (Federação Nacional de Capitalização), o segmento registrou um faturamento acumulado de R$ 3,3 bilhões nos dois primeiros meses do ano. O montante representa um crescimento de 7,1% na receita das empresas de capitalização, em comparação a igual período do ano passado. “É o primeiro avanço da arrecadação nos últimos dois anos”, diz Marco Barros, presidente da FenaCap.

Segundo ele, o volume das reservas, constituídas pelos recursos de títulos de capitalização ativos, se manteve no mesmo patamar registrado em 2017, fechando em R$ 29 bilhões. Sinal de que a melhora de alguns indicadores econômicos já começa a ser sentida, os resgates finais e antecipados de títulos recuaram 1,8%, somando R$ 2,8 bilhões. Os prêmios pagos em sorteios a clientes de todo o país alcançaram R$ 170 milhões, o que equivale ao pagamento de R$ 4,2 milhões por dia útil do período.

O segmento aposta no cenário de inflação e juros baixos para uma retomada ainda em 2018. “A capitalização está cada vez mais presente na vida das pessoas, seja como solução para a conquista da disciplina financeira, para garantia locatícia, para o exercício da filantropia ou para alavancagem de outros segmentos econômicos”, diz Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.

Região Centro-Oeste puxa o crescimento

Todas as regiões contribuíram para a performance do faturamento positivo do segmento de títulos de capitalização no primeiro bimestre de 2018. No ranking geral, a Região Centro-Oeste foi a que mais cresceu, cerca de 10,76%, registrando uma receita de R$ 261 milhões. A região também se destacou na distribuição de prêmios, foram R$ 14,2 milhões, crescimento de 20,31%.

Marco regulatório

A Fenacap tem trabalhado de maneira colaborativa com a Susep para a implantação do novo marco regulatório do setor, a fim de que as regras sejam adequadas à nova realidade do mercado e garantam o crescimento sustentado de um segmento que já emprega, direta e indiretamente, mais de 70 mil pessoas, contribui para a educação em seguros e para a formação de poupança de longo prazo no país. A Federação se manifestou em audiência pública sobre o marco regulatório, buscando contribuir com sugestões, no intuito de agregar valor a pontos que pudessem gerar dúvidas.  “Estamos bastante otimistas com o resultado final”, conclui Marco Barros.

Estudo classifica seguradoras de “zumbis digitais” a “smart killers”

Zumbis digitais, marciais, sobreviventes eternos, wannabes, presas futuras e smart killers. Assim foram definidas as seguradoras no estudo  “Transformação Digital no Setor de Seguros”,  da DOM Strategy Partners, divulgado pela E-Consulting. Pelo que acompanho diariamente do mercado segurador, concordo com boa parte do que o estudo revela.

O nome insurtech, empresas de tecnologia voltadas a seguros,  é o que move o mercado segurador atualmente. Vários empreendedores querem explorar o imenso potencial para vender produtos interessantes por um custo menor. A oferta das novatas ainda é muito restrita, mas cresce dia a dia.  A quarta edição do InsurTech Briefing produzido pela corretora Willis Towers Watson mostra que  os investimentos em insurtechs totalizaram  US$ 2,3 bilhões em 2017, alta de 36% em relação a US$ 1,7 bilhão registrado em 2016.

A origem das insurtechs é variada. Umas surgem  de projetos desenvolvidos dentro de seguradoras tradicionais. Outras são frutos de investimento de diretores de seguradoras tradicionais que percebem que o movimento digital veio para ficar, mas a estratégia da companhia onde estão ainda é focada no modelo de negócio tradicional. Outras insurtechs nascem da aposta de executivos do setor que foram demitidos em função do enxugamento de cargos que o mercado segurador vem promovendo fortemente desde o final de 2016. Com menos cargos de alto escalão disponíveis, se juntam a investidores e prometem muitas novidades ainda em 2018.

As premissas trazidas pelo estudo já foram absorvidas pelos CEOs das companhias. Todos concordam que o futuro do setor de seguro será cada vez mais digital e os concorrentes tradicionais ou em novos formatos procurarão liderar esse processo de migração. De preferência, em parceria com o corretor de seguros. Como mostram a segunda e terceira premissas do estudo, os seguros serão cada vez mais digitais em formato e distribuição e os clientes atuais e futuros estarão cada vez mais online, ativos em comunidades e integrados em diversos equipamentos móveis, como celular, relógios e outros conectores convergentes e colaborativos.

A quarta premissa do estudo da Strategy é o relacionamento multicanal entre os stakeholders, com clientes, corretores e funcionários. E, por fim, a convergência de tudo que está online sendo usado para negociar, com uso das informações tratadas para fazer ofertas assertivas para cada cliente.

É este estágio final que as seguradoras buscam incessantemente. Enquanto estudos no Brasil mostram que menos de 10% das vendas de seguros são feitas de forma digital, na Inglaterra, por exemplo, mais de 60% dos contratos são fechados na palma da mão, pelo celular, com a ajuda de plataformas que se auto denominam agregadores. O estudo classifica as startups de segurados em 14 grupos distintos:

•Automotivo
•Benefícios aos Colaboradores
•Institucional / Comercial
•Saúde
•DataAnalisys
•Gerenciamento do cliente
•Marketplace
•Educação
•Infraestrutura
•Aquisição de Usuário
•Vida, Residencial, P&C
•P2P
• Resseguro
• Produto
A principal opção de negócios até agora é de plataformas de vendas, ou marketplace, que traz ao consumidor a liberdade de cotar preços e escolher aquele que mais lhe convém. Mas já é um começo para quem ficou anos refém de preços controlados por meia dúzia de grandes companhias. Tantas ofertas, no entanto, preocupam órgãos reguladores. Enquanto a regulamentação das startups financeiras é estudada no mundo, com o uso de “sandbox” (startups atuam dentro caixas de areia com risco controlado), o consumidor se autoprotege. Boa parte sabe que o menor preço pode estar atrelado a poucas garantias. Se cerca de cuidados, como dicas do seu corretor, pesquisa no Google para ver o que a pesquisa mostra da empresa e também consulta sites como o Reclame Aqui, que pontua as companhias por queixas e soluções dadas aos casos registrados.

Já as seguradoras, boa parte das tradicionais têm o mesmo discurso: fazer tudo em parceria com o corretor que está disposto a colocar o cliente como foco e ponderar bem onde aplicar os suados reais ganhos com a operação neste período de recessão. Algumas ainda estão na categoria “tradicional”, com o relacionamento focado no corretor.

As  “seguradora web” subiram um degrau e usam a tecnologia para aspectos como institucional, relacionamento e comunicação online. A categoria “seguradora físico digital” é para aquelas que agregam também a característica de ser multicanais, com transações sem papel em ofertas específicas de algum tipo de produto para um segmento único.

Já a “seguradora digital” conta com mais conveniências: trabalha com inteligência artificial, usa analitycs, algoritmos e oferece auto serviço.  O estudo cita algumas companhias numa categoria entendida como “ruptura”, que ainda flutuam num vácuo sem saber ao certo o que serão, mas caminhando para ser um seguradora individual.

São as que mais crescem hoje nos Estados Unidos e alguns países da Europa e China. São startups que ficam tão grandes que acabam se transformando em segurodoras individuais, num modelo diferenciado, atuando quase como corretores. Aceitam o risco, mas o repassam quase todo para resseguradoras.

Dai a explicação sobre o grande peso das resseguradoras em programas de aceleração de startups. Segundo o estudo da Willis, as quatro empresas citadas como as mais inovadoras são Munique Re, Lemonade, AXA e Swiss Re. Elas variam em tamanho de centenas de milhões para mais de US$ 30 bilhões, representam produtos de linhas comerciais ou pessoais, foco em seguros ou resseguro e possuem plataformas globais ou locais.

As seguradoras individuais atuam em  nichos específicos, com ofertas construídas para canais específicos de vendas e grupos de pessoas com o mesmo interesse, como praticantes de esportes radicais, apaixonados por eletrônicos, viajantes, gourmets, apreciadores de vinhos entre outros tantos grupos de pessoas que têm alguma paixão em comum. Como exemplo são citadas a Lemonade ou a Metromile, entre outras tantas.

O processo de transformação digital é algo que inúmeras consultorias tentam vender para as seguradoras, que se questionam a todo instante sobre como evoluir para ser uma seguradora mais competitiva, inovando em produtos e serviços e assim manter a liderança.  Ou seja: como rentabilizar o relacionamento de longo prazo com cada clientes, baseado na entrega do produto e serviço.

O  estudo da Strategy segue um cronograma que começa com a jornada, que varia de setor para setor, em termos de intensidade e modelo. Pode ocorrer dentro do setor ou na cadeia, explica o estudo. O segundo passo é o “In out” ,que ocorre dentro e fora da empresa. O terceiro é o cliente como centro de todo o processo decisório. Dimensões que tomam as inovações considerando aspectos mercadológicos, gerenciais, tecnológicos e culturais. Novas competências, inovação e finalmente o uso, na prática, de todos as filosofias dos processos anteriores.

O estudo levantou sete categorias de seguradoras, de acordo com as estratégias adotadas até agora. Cita nomes, que podem ser consultados diretamente no levantamento. Por considerar que meu leitor é curioso, deixarei o suspense, para que aproveite e leia o estudo na íntegra, com mais detalhes do que este post traz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma coisa é certa: há poucos consumidores zumbis. A maior parte hoje tem alvo certo: o próprio bolso. Tanto é verdade que é ele que impõe o ritmo de mudança num setor, que viveu até hoje de seguros quase que obrigatórios diante da instauração social. Por se sentirem reféns das ineficiências do Estado, muitos consumidores se tornam clientes de seguradoras por se sentirem obrigados a comprar seguro de carro e de saúde, os mais vendidos no país, mesmo que as coberturas não atendam suas necessidades específicas.

Boa parte do crescimento do segmento vida, por exemplo, veio da venda do seguro prestamista atrelado ao crédito.  Seguro viagem também avançou pois vários países exigem que o turista tenha uma apólice em mãos. Fora isso, o crescimento tem sido tímido. O consumidor até se encanta com seguros para proteger o celular, plano de saúde para o animal de estimação, diária para dias em que precisar ficar internado, apólice que paga indenização por danos não intencionais causados a terceiros, ou que garantem o pagamento da escola em caso de desemprego ou uma aposentadoria mais digna. Porém, muitas vezes o valor cobrado por tais proteções não cabem no orçamento.

A boa nova é que novidades surgem com mais frequência e o consumidor tem a tecnologia para pesquisar o que lhe traz benefício e conveniência por um preço que caiba no bolso. E também pode aprender a se planejar, como eu. Sou uma consumidora exigente e com orçamento apertado, o que me motiva a pesquisar, analisar e gerenciar riscos.

Depois de uma conversa com a família, decidimos cancelar o plano de saúde por um ano. Todos optaram por gerenciar o risco de ficar doente cuidando da saúde com a ajuda de aplicativos. Em caso de emergência, tínhamos na manga um hospital do SUS recuperado por uma administração eficiente: a Santa Casa de São Paulo. Para consultas, usamos — apenas duas vezes –, a rede de clínicas populares Dr. Consulta. Nos surpreendemos com a qualidade dos profissionais e dos serviços prestados.

Para quem não nasceu rico, a saída é economizar para investir num futuro melhor. Bom se pudesse ter tudo, mas a renda das famílias está em queda em todo o mundo. Na minha família, economizamos mais de R$ 21 mil com a suspensão do plano de saúde por um ano. Valor que foi investido em dois cursos educacionais. Minha filha foi conhecer universidades na Alemanha e eu aprofundar meus conhecimentos em seguros em Londres:

Para 2018, a aposta será ampliada para o seguro de vida, de casa, de carro. Estamos de olho no que é ofertado no mercado. Vida mantivemos, pois temos uma filha menor. Residencial cancelamos pois não achamos uma oferta adequada para nosso perfil. Temos um engenheiro na família que presta todo o serviço de assistência no apartamento.

De carro contratamos o menor preço trazido pelo corretor. Pesou ser uma das maiores seguradoras do mercado e apostarmos que a hashtag #semprecomvoce é verdadeira. Se não for, Reclame Aqui e colunas de defesas do consumidor nela. No próximo ano essa despesa será cortada pelo menos pela metade: vendermos um dos carros e manteremos apenas um. Vamos de Uber, de bike, à pé, de ônibus e de metrô.

Outra economia será com seguro viagem. Em vez de comprar uma apólice para cada viagem internacional, vamos manter na Europa uma apólice internacional anual, que cobre todas as viagens do ano. Vale ressaltar que essa apólice anual internacional vendida só fora do Brasil tem o mesmo custo da apólice para uma única viagem feita aqui. Vale conferir as novidades e a legalidade de cada uma delas. É preciso consultar um corretor que certamente pode facilitar a compra.

O seguro saúde também promete novidades. Vamos acompanhar para o que vem de novo por ai. Certamente pagar R$ 3 mil por mês para uma família de três pessoas para ter atendimento de urgência em um hospital de segunda linha não é viável. Exames e consultas não são prioridades para nós, que nos acostumamos às clínicas populares com custo menor de R$ 1 mil pelo checkup anual. Várias startups de corretores estudam abrir um escritório em alguma cidade no centro financeiro de um país para vender seguro de saúde que dá direito basicamente a dois hospitais no Brasil: Albert Einstein e Sírio Libanês, entre os mais renomados do país. Vamos aguardar, pois o risco neste produto é grande ainda.

E assim como eu, boa parte da classe média, principal faixa econômica que compõe a base de clientes das seguradoras, tem como meta investir o suado dinheiro conquistado em viagem, estudo, empreendedorismo. Ou seja: investir em si e o colocar o conhecimento adquirido à disposição do mundo. É com esse perfil de consumidor que a seguradora digital vai trabalhar. O tempo de imposição ficou para trás. Agora é “juntos”.

Carta do Seguro: Dados do bimestre sinalizam um ano difícil para seguros

A CNseg divulgou a Carta do Seguro com dados de fevereiro. Segundo editorial de Marcio Coriolano, os números demonstram que o primeiro semestre de 2018 não será fácil para o setor que protege bens e pessoas. O desempenho global calculado em série de 12 meses móveis, sem DPVAT, veio desacelerando de 4,6% em dezembro de 2017, para 2,3% em janeiro último, e para 1,7% em fevereiro.

“Como antes comentado, a avaliação do comportamento setorial deve segregar as várias linhas de negócios”, escreve. O segmento de pessoas (63,9% da arrecadação total) sofre o impacto do ambiente de inflação e juros que afetou o VGBL. O segmento como um todo ficou estável em 12 meses móveis, embora influenciado por este último produto, de vez que os planos de risco tenham evoluído notáveis 11,2%.

No segmento de patrimônio, as taxas dos produtos continuam robustas, embora as de alguns apresentem desaceleração. O ramo de automóveis evolui fortemente, com 8,2% em 12 meses até fevereiro, contra 7,2% na comparação até janeiro. O ramo de crédito e garantias, habitacional e rural ainda mostram fôlego, com 16,5%, 9,8% e 6,5%, respectivamente. Esse último perde um pouco a alavanca que teve em 2017, tendo permanecido estável nos mais recentes meses.

As empresas seguradoras continuam com gestão conservadora de tarifas e despesas. Nos dois primeiros meses de 2018, perante igual período do ano anterior, a sinistralidade do ramo de patrimônios caiu 2,42 pontos percentuais, ao mesmo tempo que o recuo no ramo de pessoas foi de quase um ponto percentual. As despesas de comercialização como proporção da arrecadação total cresceram um ponto percentual.

 

 

 

 

 

 

Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros, detalha os números do setor. Segundo ele, fevereiro é tradicionalmente um mês de queda da atividade nos vários mercados da economia pelo simples fato de ter menos dias e, em geral, mais feriados. No caso do mercado de seguros, há ainda a forte sazonalidade do DPVAT cuja arrecadação de prêmios é tradicionalmente concentrada em janeiro. “Não surpreende, portanto, que, em fevereiro passado, a arrecadação em prêmios e contribuições do mercado segurador regulado pela Susep, de R$ 17.563,9 milhões, tenha caído 6,5% sobre a arrecadação do mês imediatamente anterior”, afirma na análise dos dados do primeiro bimestre divulgados pela Carta do Seguro.

O estudo destaca a comparação entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2017. “Ressalta-se o bom desempenho da maior parte do setor segurador. A arrecadação de ramos elementares, exceto DPVAT, cresceu 8,8%; a dos planos de risco de coberturas de pessoas, 16,6%; e a de capitalização, 9,3%. Um ótimo resultado, claramente acimada inflação de cerca de 3%. A arrecadação do mercado, exceto DPVAT, entretanto, aumentou 2,1%, em razão do fraco desempenho da receitados planos de acumulação, que tiveram queda de 7,6%.

Ele chama atenção para dois fatos:

a) a desaceleração das arrecadações de seguros de ramos elementares e de planos de risco de coberturas de pessoas desde o terceiro trimestre de 2017, seguida de tendência de recuperação agora em 2018

b) a forte desaceleração dos planos de acumulação desde o terceiro quadrimestre de 2017 e que continua em 2018

No grupo de ramos elementares, os destaques positivos ficaram por conta dos seguros de transportes,cujos prêmios diretos cresceram 29,4% em fevereiro de 2018 sobre fevereiro de 2017, e de automóveis (o principal ramo do grupo), com altade 11,9%. Os ramos habitacional e de crédito e garantias tiveram desempenho menos brilhante, mas nitidamente acima da inflação: +7,8% e +6,2%.

No grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, foram notáveis as expansões dos seguros de vida (+18,2% na mesma base de comparação) e do seguro prestamista (+19,5%). Os dados macroeconômicos positivos de 2018 explicam, em boa parte, o comportamentodos referidos seguros. Assim, a produção industrial cresceu 2,8% em fevereiro passado e 4,3% no acumulado de janeiro e fevereiro de 2018 sobre iguais períodos de 2017.

O fator mais importante continua sendo o desempenho dos planos de acumulação, cujas receitas, contra iguais períodos de 2017, caíram 7,6% em fevereiro de 2018, 15% no bimestre janeiro-fevereiro de 2018 e 19,9% no trimestre dezembro de2017 – fevereiro de 2018. Tais quedas, afirma Faria, refletem o impacto da baixa das taxas de juros sobre a rentabilidade desses planos e daí sobre suas contribuições.

A queda da taxa Selic, que comanda esse processo e que foi definida na reunião do Copom de 21/03/18 (para 6,5% ao ano), se ajuda na retomada do setor real da economia e daí nos seguros correlatos (como os seguros deautomóveis, transportes, vida e prestamista), tem tido efeito inverso sobre os planos de acumulação, notadamente o VGBL.

Outros ramos de seguros, como grandes riscos, riscos de engenharia e marítimos/aeronáuticos, também tiveram desempenho negativo (-34,1%, -32,1% e -18%, respectivamente no 1° bimestre de 2018 ante o mesmo período de 2017), certamente em razão de serem mais dependentes dos investimentosem capital fixo, cuja recuperação é ainda tímida, mormente no caso do investimento do setor público.

No mercado como um todo (exceto DPVAT), a sinistralidade situou-se em 40,7% no bimestre janeiro-fevereiro de 2018, 2,1 pontos de percentagem abaixo do verificado no mesmoperíodo de 2017. A sinistralidade do grupo de seguros de ramos elementares foi de 48,4%, com queda de 2,4 pontos de percentagem mesma base de comparação, e a do grupo de planos de risco de coberturas de pessoas foi de 25,8%, também com queda de um ponto percentual sobre o mesmo período de 2017.

O índice de despesas de comercialização manteve-se estável em 22,3% nesse mesmo período no que se refere ao grupo de ramos elementares e subiu a 31,4% no grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, 1,6 ponto percentual acima do ocorrido em janeiro-fevereiro de 2017. No mercado como um todo (exceto DPVAT), esse índice foi de 25,4%, 0,7 ponto percentual acima do mesmo período de 2017.

O resultado financeiro das seguradoras reguladas pela Susep caiu 22,9% no 1° bimestre de 2018 ante o mesmo bimestre de 2017, certamente devido à aludida diminuição das taxas de juros. Entretanto, a melhora técnica permitiu que o lucro líquido agregado dessas empresas subisse 7% nessa base de comparação.

O patrimônio líquido agregado das seguradoras foi R$ R$ 88,2 bilhões em fevereiro passado, tendo crescido 3,5% sobre fevereiro de 2017. A rentabilidade do patrimônio líquido agregado, anualizada linearmente, ficou assim em 20,4% noperíodo janeiro-fevereiro de 2018, 0,7 ponto de percentagem acima do resultado de igual período de 2017.

IRB vende participação na UAIC por US$ 5,2 milhões

O IRB Brasil Re  vendeu a totalidade das ações que possui na United Americas Insurance Company (UAIC) para uma empresa do Quest Group, por US$ 5,3 milhões, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após o encerramento do mercado no dia 9 de abril.

Fundada em 1978, a UAIC iniciou suas atividades nos Estados Unidos subscrevendo riscos até 1984. Desde então, suspendeu a subscrição de novos riscos, não gerando mais receitas, e dedicando-se exclusivamente à administração da sua carteira em run-off, sendo que as despesas administrativas da UAIC eram integralmente subsidiadas pela sua controladora indireta, o IRB.

O ressegurador afirma ainda que a conclusão da transação estará sujeita às condições precedentes típicas deste tipo de operação, dentre as quais está incluída a aprovação definitiva pelo órgão regulador local, American Regulatory Body NYS DFS – New York Department of Financial Services.