Instituições buscam alternativas para desenvolver o setor em tempos de crise

 

Todos empenhados em tornar o mercado de seguros mais compreendido pela sociedade, do consumidor ao presidente da República. Esse é o maior desafio do setor em 2018, um ano considerado menos empolgante pelos executivos que participaram do almoço mensal promovido pelo Clube de Vida em Grupo de São Paulo (CVG-SP), no dia 17 de abril. O palestrante do mês foi o presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

Munido de transparências com dados que relacionam o desempenho da economia ao setor de seguros na última década, Coriolano deixou sub entendido que esse e o próximo ano serão de grandes desafios para as companhias, que cresceram acima do PIB no período analisado. Em cada período havia uma ponta positiva. Ora a taxa de juros acima de 14%, ora o consumo desenfreado com crédito farto, ora o PIB sendo quase um recorde mundial em crescimento. Todos grandes motores do crescimento de seguros.

No entanto, desde 2016 o setor enfrenta variáveis contra tudo e todos: queda de juros para remunerar as reservas técnicas de mais de R$ 1,2 trilhão, porém juros elevados nos empréstimos que estimulam o consumo e investimentos;  recuperação fraca do emprego, incertezas eleitorais e dúvidas quanto à saúde financeira das empresas brasileiras, que reduziram investimentos e benefícios. Por conta disso, instituições financeiras têm reduzido as previsões para o PIB do primeiro trimestre, que recuaram até 1% e chegou a ser considerado factível para 0,5%. Se o resultado se confirmar, ficará difícil crescer 3% no neste ano.

Mais um fator tira o sono dos executivos: o avanço das insurtechs, empresas de tecnologia com foco em produtos e serviços atrelados a seguros, e que podem conquistar uma boa parcela da população que não tolera mais burocracia, preços elevados e produtos com coberturas supérfluas, como pagar pelo risco de rodar com o carro o ano todo quando ele passa a maior parte do tempo na garagem.

Neste quadro abaixo, Coriolano mostra que o Brasil atravessou três ciclos econômicos distintos: “Um de grande alavancagem, um de acomodação e um de recessão jamais experimentado. A variação média do PIB foi de 4,1%  de 2008 a 2010, com crescimento do setor de 7,8%. Entre 2011 e 2014, o setor avançou 8,3% e o PIB 2,3%. Já com a recessão, entre 2015 e 2017, as vendas de produtos do setor avançaram 2,4%, indicador comparado com variação negativa de 2% do PIB.

 

 

 

Saúde e planos de acumulação puxaram o crescimento, amparados pelo emprego. Agora sofrem pelo mesmo mesmo indicador, porém com o “des” na frente: desemprego.

Já no período de 2015 a 2017, estendendo-se neste início de 2018, a recessão econômica afetou também o mercado segurador, que continuou a contribuir para a economia, mas sem o mesmo dinamismo. “Os seguros de automóvel foram afetados negativamente, assim como os planos de risco e os de acumulação”, enfatizou Coriolano. A boa notícia, destacou, foi a retomada dos ramos de vida risco no qual se encontra também o seguro prestamista.

Para o presidente da CNseg, os principais aliados da atividade seguradora são a taxa de emprego e o rendimento médio das famílias. “É a produção que alavanca parte dos seguros, principalmente os de ramos elementares, mas todos, e também os seguro saúde e os seguros de vida contratados por empresas dependem de renda e emprego, afirmou.

Apesar de tal cenário, Coriolano afirmou os profissionais de setor estão ocupados e animados em estimular a desenvolver produtos para uma população que perdeu renda. “Temos muito a fazer, principalmente com microsseguros, mudanças no DPVAT e universal Life, que será aprovado assim que a Receita Federal se manifestar sobre a consulta enviada pelo setor”, comentou.

Também na pauta da CNseg o desejo de fortalecer a imagem institucional do mercado segurador de forma mais firme, levando o conhecimento do setor para toda a sociedade. “O conhecimento de autoridades e formadores de opinião ainda é desproporcional à importância dos seguros para o país”. Ele destacou programas de educação em seguros, que vão de teses de mestrados técnicas a aparições na rádio CNseg com notícias de um minuto mas capazes de difundir a cultura de seguro por todo o país por meio das parceria com emissoras em vários estados.

O panorama apresentado mostra um setor competitivo. “Esse é o nome do jogo do nosso mercado. O setor mudou muito nesse período. Lä atrás cinco companhias representavam a maioria. Hoje, se analisarmos os ranking por produtos veremos que a liderança é muito pulverizada, com forte peso de estatais e estrangeiras”, finalizou. 

O presidente do SindSeg-SP, Mauro Batista, afirmou que 2018 será um ano difícil, de retomada de rumos políticos e assim consolidar a confiança dos investidores e perseguir a retomada do crescimento econômico. “Precisamos estar bem preparados para esse travessia. Independentemente de nomes de políticos, temos de ter  em mente os planos apresentados por eles, com projetos exequíveis e viáveis para que o país avance. E esse crescimento depende muito do setor de seguros e das garantias por ele apresentadas para sustentar o crescimento mesmo diante de imprevistos”, afirmou.

 

Agência Estado: XP Investimentos cria seguradora do zero

Fonte: Agência Estado

A XP Investimentos, sob o comando de Guilherme Benchimol, está montando uma seguradora do zero. Depois de não conseguir se aliar à carioca Icatu Seguros, controlada pela família Almeida Braga, a corretora decidiu seguir vida solo. O pedido para constituir sua própria seguradora, inclusive, já teria sido feito junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep), que regula o mercado de seguros no Brasil. O foco inicial da segura dora será o segmento de previdência privada, informa a Agência Estado.

SulAmérica inicia expansão do Pediatra em Casa

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A SulAmérica, maior seguradora independente do País, amplia neste mês a atuação do Pediatra em Casa para seis cidades brasileiras: Brasília (DF), Recife (PE), Salvador (BA), Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP) e São Caetano do Sul (SP). O serviço pioneiro, incorporado ao aplicativo SulAmérica Saúde, permite que segurados solicitem atendimento pediátrico em domicílio para dependentes de até 12 anos. Disponível no município de São Paulo desde novembro de 2017, o programa já registrou cerca de 500 atendimentos, com índice de satisfação superior a 90%.

“A SulAmérica tem priorizado iniciativas que contribuam para aprimorar a experiência do beneficiário com o plano de saúde e o Pediatra em Casa tem sido bem-sucedido nesse sentido. Com a expansão do serviço, um número ainda maior de segurados poderá contar com a comodidade de agendar, por meio do próprio smartphone, um atendimento pediátrico em domicílio”, afirma o vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, Maurício Lopes.

O Pediatra em Casa permite que sejam agendadas até dois atendimentos ao ano por dependente, de forma rápida e segura, sem fila de espera ou deslocamento ao pronto-socorro. O recurso é voltado para atendimentos de urgência com baixa complexidade, como tosse, febre e dispneia, e está disponível para beneficiários residentes ou em trânsito nas cidades atendidas. Ao acionar o ícone Pediatra em Casa na página principal do app SulAmérica Saúde, o usuário deverá selecionar o dependente e preencher informações básicas como local, telefone e sintomas apresentados pela criança.

Pelo próprio aplicativo, o usuário consegue agendar o atendimento dentro das 12 horas seguintes, respeitando a disponibilidade do serviço, que vai das 7 às 24 horas. O sistema rastreará, então, o médico mais próximo da residência. Com a confirmação do agendamento, o usuário receberá todos os dados do especialista, incluindo número de CRM, formação acadêmica e locais de atuação.

A novidade agregou mais um diferencial ao aplicativo SulAmérica Saúde, que já registra 1 milhão de downloads. Hoje, os beneficiários conseguem acessar rapidamente, via smartphone, serviços como carteirinha virtual, rede médica referenciada, reembolso de consultas de até R$ 1.000,00 e chat com a central de atendimento. O app está disponível para download na Google Play Store (Android) e na Apple Store (iOS).

Em casos de maior complexidade ou de emergência, os segurados podem acionar o serviço de Orientação Médica Telefônica da SulAmérica pelo aplicativo ou pelo telefone 0800 772 8999. Se necessário, o consultor de saúde solicitará o envio de ambulância para atendimento médico pré-hospitalar ou remoção para pronto-socorro da rede referenciada.

Itaú faz concorrência e fecha com três seguradoras para venda de dental, prestamista e vida

A estratégia de seguro do Itaú Unibanco ganha corpo depois de quase quatro anos focada em decisões estratégicas de venda de carteiras. O diretor do banco, Luiz Butori, que esteve a frente da transformação digital dos bancos nos últimos seis anos com o segmento Personnalite, chegou para rever o modelo de seguros em março, a luz da concorrência com os avanços trazidos pela tecnologia e mudanças de hábitos de consumo do cliente.

A estratégia ainda está  sendo definida, mas uma coisa está certa: ampliar muito a oferta de produtos. Outra mudança é deixar de ser uma área de produtos dentro do banco para ser uma força de venda especializada. Segundo declarações do alto escalão do banco em reuniões com analistas, o banco enxerga a grande oportunidade que há no Brasil para ofertar produtos e serviços do mercado segurador aos clientes de uma forma mais agressiva do que foi até hoje, com foco em seguro massificado. O peso área de seguridade no banco gira em torno de 10% do ganho. No concorrente Bradesco chega a 30%.

Em menos de um mês à frente da área de seguros do Itaú Unibanco, Luiz Butori viabiliza a plataforma digital de vendas de seguros. Uma concorrência foi realizada e pelo menos três seguradoras independentes vão ofertar seguros para os clientes do Itaú. Prudential, que já era parceira do private bank, passa a ofertar seguros de vida também para o segmento Personnalite. MetLife foi a vencedora da proposta para a oferta de planos dentais e a Icatu para seguro prestamista dentro dos financiamento de veículos, caso o cliente opte pela proteção.

Em recente entrevista ao Valor Econômico, Butori, contou que tem mais de 60 milhões de clientes para conquistar com bons produtos e preços acessíveis. O avanço do Itaú em seguros nesse molde de ser comissionado pela seguradora, sem tomar risco, é uma tendência observada há tempos no mercado financeiro. A notícia deixou o mercado alvoraçado, pois ser parceiro do Itaú é um “desejo de consumo”  de praticamente todas as seguradoras independentes. Em auto e residência, o Itaú tem a Porto como parceira e sócia na holding desde 2009.

Procurado, o Itaú informou não comentar a concorrência e escolha das companhias.

Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros 2018

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros 2018, organizado pela Fenacor, com o apoio institucional da CNseg e da Escola Nacional de Seguros. Em sua terceira edição, o Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros consolida sua posição de maior premiação voltada para a imprensa brasileira. No total, os jornalistas premiados receberão R$ 270 mil em seis categorias (Mídia Impressa, Televisão, Rádio, Webjornalismo, Imprensa Especializada e Corretor de Seguros), sendo R$ 30 mil para o primeiro colocado; R$ 10 mil para o segundo; e R$ 5 mil para o terceiro.

Os trabalhos inscritos devem enfocar a relevância e as implicações do seguro no cotidiano das pessoas, das empresas e da economia e como fator de desenvolvimento econômico, que permite gerenciar riscos, mobilizar poupanças e facilitar investimentos estratégicos.

As reportagens inscritas podem abordar as diversas modalidades e os ramos de seguros, capitalização, vida, saúde, previdência complementar aberta e resseguros, incluindo as práticas sustentáveis e soluções inovadoras em empresas e corretoras de seguros, sem evidenciar finalidade mercadológica.

Na categoria especial “Corretor de Seguros” as reportagens devem destacar a importância desse profissional e as iniciativas voltadas para a sua valorização. O tópico engloba ainda o combate à informalidade e a participação do corretor nas transformações do mercado de seguros.

O Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros – 2018 é destinado aos profissionais de imprensa, brasileiros ou estrangeiros, com idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos, desde que domiciliados em território nacional. Caso sejam finalistas, será exigida dos participantes a apresentação de cópia simples de documento de identificação pessoal com foto (RG ou passaporte).

No caso de profissionais autônomos (freelancers), a comprovação de autoria do trabalho deve ser feita por meio de carta expedida por veículo de comunicação que ateste a autoria do trabalho inscrito. A apresentação dessa carta será exigida no ato da inscrição, devendo ser anexada ao trabalho concorrente.

É vedada a inscrição de profissionais que integrem o quadro de funcionários de qualquer Entidade ou Empresa Apoiadora ou Patrocinadora do Prêmio Nacional de Jornalismo – 2018. Também não podem ser inscritas as matérias veiculadas em Revistas, Rádios, Tv’s, Jornais e Post’s de Entidades ou Empresas Apoiadoras ou Patrocinadoras do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros – 2018.

As inscrições poderão ser realizadas até as 23h59 do dia 31 de outubro de 2018 (horário oficial de Brasília).

Poderão ser inscritos os trabalhos veiculados entre os dias 01 de novembro de 2017 e 30 de outubro de 2018.

A inscrição dos trabalhos deve ser feita diretamente no hotsite 

Aura Rebelo deixa Icatu e assume como VP de marketing & digital da Prudential

Aura Rebelo é a nova vice-presidente de Marketing & Digital da Prudential do Brasil. A executiva é formada em Marketing pela ESPM, possui MBA em Gestão de Varejo pela Coppead (UFRJ) e especialização em “Modern Retailing and e-Business Development” pela Universidade da Califórnia em San Diego (EUA).

A executiva tem mais de 30 anos de experiência na área de marketing, tendo atuado em empresas como Icatu Seguros, Ampla, Telefónica, Coca-Cola, Nielsen, Ibope, além de ter lecionado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Com a sua chegada, a diretoria de Marketing Office, liderada por Marcelo Eboli, que contempla as áreas de Comunicação & Sustentabilidade, Marketing de Relacionamento, Produtos e Inteligência de Mercado e Analytics, passa a se reportar também à Aura.

Holandeses criam modelo para calcular risco de morte após paciente ser curado do câncer

Enfim, achei algo para centenas de leitores que me questionam sobre seguro de vida para quem teve câncer e foi liberado pela equipe médica como curado. Essas pessoas não conseguem comprar seguro de vida. Principalmente se tinham e usaram a cobertura de doenças graves. Claro que ainda não há nada no Brasil, mas no mercado europeu as discussões já saíram do papel.

Segundo as agências internacionais, os médicos holandeses criaram, a pedido das seguradoras, um modelo que calcula o risco de morte real de sobreviventes ao câncer de mama em dez anos, para que possam subscrever um seguro de vida e fixar suas quotas.

O modelo, apresentado recentemente em uma conferência de imprensa pela pesquisadora Marissa van Maaren no Congresso Europeu de Câncer de Mama, realizado em Barcelona, é necessário porque, segundo ela, com a melhora do tratamento de câncer de mama, cada vez mais e mais mulheres sobrevivem à doença. No entanto, as companhias de seguros estão relutantes em subscrever um seguro de vida, mesmo tendo o diagnóstico de cura.

“Na Holanda, a maioria das solicitações para um seguro de vida é aceita, mas não para as sobreviventes de câncer”, explicou Van Maaren, pesquisadora da Organización Integral del Cáncer de Países Bajos, com sede em Utrecht (Holanda). Assim também acontece no Brasil. Não só para mulheres, mas também para homens diagnosticados por câncer de próstata e curados, segundo os médicos.

“Muitos ex-pacientes com câncer ou são rejeitadas ou são solicitados pagamentos de quotas mais altas”, segundo Van Maaren. Portanto, atendendo o pedido da Associação Holandesa de Seguradores e da Federação Holandesa de Pacientes de Câncer, a pesquisadora liderou uma equipe que criou um modelo que prevê o risco adicional de morte nas pacientes com câncer até dez anos depois do diagnóstico.

Van Maaren e sua equipe compararam os casos de 23.234 mulheres diagnosticadas entre 2005 e 2006 de câncer de mama com a população geral da Holanda. Eles obtiveram dados sobre idade, ano de diagnóstico ou estágio do câncer de mama e encontraram 10.101 mulheres diagnosticadas com câncer no estágio I, 9.868 no estágio II e 3.265 no estágio III. Em seguida, criaram 30 modelos, 10 para cada um dos três estágios do câncer de mama.

Eles foram então ajustados para levar em conta fatores que podem influenciar no risco de morte, como o tipo de câncer de mama, se há disseminação do câncer para os gânglios linfáticos, a idade no momento do diagnóstico, o tipo de cirurgia, e se o paciente recebeu tratamentos como radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal ou terapias dirigidas.

“Todos os modelos foram então integrados em um conjunto que, para cada estágio da doença, mostra o risco de morte nos primeiros 10 anos em comparação com a população holandesa em geral, dependendo do número de anos de sobrevida ao câncer após o diagnóstico”. detalhou a pesquisadora.

As seguradoras holandesas já estão testando o novo modelo e comparando seus resultados com seus dados anteriores para calcular como isso pode afetar o fato de que alguém seja aceito ou não para o seguro de vida. Uma vez terminado este trabalho, eles avaliarão o resultado com as associações de pacientes e os grupos de trabalho envolvidos no projeto e, se houver concordância, o modelo poderá ser aplicado.

Como o modelo está baseado na Holanda, antes de se aplicar a outros países, ele deverá ser avaliado com sua própria população.”No entanto, não esperamos que o risco de morte adicional – a diferença entre os sobreviventes de câncer de mama e a população – seja muito diferente”, assegurou Van Maaren.

Elder Castro assume como superintendente comercial da Brasilcap

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A Brasilcap apresenta ao mercado seu novo Superintendente Comercial. Elder Castro é egresso do Banco do Brasil (BB), onde fez carreira por 18 anos. Natural de Barreiras, no interior da Bahia, foi gerente em agências no Estado e superintendência de varejo e governo do Distrito Federal.

Ainda no Banco do Brasil, integrou a Diretoria de Governo e a Assessoria da Vice-Presidência de Distribuição de Varejo e Gestão de Pessoas do Banco do Brasil. Desde 2016, atuava no comando da Gerência Executiva na Diretoria Gestão de Pessoas.

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia – Uneb, com pós-graduação em Contabilidade Gerencial (FASB) e MBA Executivo em Gestão de Operações em Serviços (Universidade de Brasília – UnB), Elder pretende trabalhar para uma maior participação da Brasilcap no mercado, especialmente no cenário econômico atual, com uma taxa básica de juros reduzida. “Meu objetivo é buscar oferecer o produto adequado à necessidade dos clientes e contribuir com o crescimento da companhia, considerada a melhor do segmento no país, buscando sempre conciliar produto, processo e pessoas”, destaca.

O executivo já trabalhou com o Ourocap, principal produto da Brasilcap, e entende o segmento. “A capitalização representa a realização dos objetivos de muitas pessoas e empresas. Somos nós que estamos lidando com o futuro dessas pessoas, sejam elas clientes, parceiros, acionistas ou colaboradores. Estar em um negócio que lida com os projetos de futuro é algo muito valioso e devemos ter sempre isso em mente”, reforça.

Indenizações por mordidas de cães somam US$ 700 milhões em 2017 nos EUA

Nos EUA, existem 90 milhões de cachorros. Anualmente, há 4,5 milhões de mordidas de cachorro contra humanos. Em 2017, o volume de sinistros nesse seguro foi de quase US$ 700 milhões, com aproximadamente 19 mil sinistros. Ou seja, uma indenização média de uns US$ 35 mil,  segundo estudo divulgado pelo Insurance Information Institute (III), uma entidade norte-americana responsável por divulgar estatísticas sobre o mercado de seguros daquele país.

Em geral, os seguros de responsabilidade civil contra esse evento têm de Importância Segurada entre US$ 100 mil e US$ 300 mil. Para valores acima, o proprietário é o responsável. Em alguns tipos de raça, a seguradora não se interessa pelo seguro, como pit-bulls. Em outras seguradoras, isso não é importante. Mas, se o cachorro já mordeu, ele passa a ter um fator de risco aumentado, destaca o consultor Francisco Galiza em artigo sobre o tema.

De 2003 para 2017, a quantidade total de sinistros aumentou 10%, mas indenização média aumentou 90%, pelo incremento dos custos médicos e mais decisões judicial. Dentre os estados, a Califórnia lidera, com mais de duas mil mordidas por ano.

Galiza ressalta que o levantamento citado tem mais detalhes, inclusive uma discussão sobre o aspecto jurídico envolvido.

 

JLT lança a 3ª edição de relatório sobre o mercado nacional

“A recuperação e a consolidação da economia brasileira, assim como o fortalecimento de algumas medidas, como crédito e mercado de trabalho, apresentam uma perspectiva positiva para 2018”, comentou Pedro Farme D´Amoed, vice-presidente de contratos da JLT Resseguros, na divulgação da terceira edição do JLT ID Report Brasil.

O mercado de seguros contabilizou R$ 100,7 bilhões em prêmios emitidos no ano passado, um aumento de 4,2% em relação aos 12 meses anteriores. Todos os grupos analisados apresentaram resultados positivos em 2017. O maior avanço foi registrado em Linhas Pessoais que acumulou R$ 24,9 bilhões em prêmios emitidos, um crescimento de 11,3% ante 2016. O relatório de inteligência sobre o mercado de seguros e resseguros no Brasil, construído a partir do banco de dados compilados pela corretora, abrange 16 linhas de negócios separadas em cinco grupos de risco: Linhas Financeiras, Automóveis, Marítimo, P&C e Linhas Pessoais.

No JLT ID Report, os analistas da companhia apontam uma tendência de aumento na demanda para as linhas P&C (propriedade e responsabilidade civil) e corporativas, reflexo do crescimento da atividade e dos negócios no Brasil. “Nossa expectativa é de continuidade na redução dos juros e menor inflação, o que significa um desafio e maior foco na qualidade da subscrição, consequentemente, um aumento nos ganhos operacionais para compensar a menor receita de investimentos no mercado segurador local”, diz o VP da JLT Resseguros.

Embora com um crescimento positivo de 4% no prêmio cedido de resseguro, foi observada uma redução de 16% nos resultados apresentados e o mercado ainda enfrenta as dificuldades de excesso de capacidade e demanda restrita dos anos de crise. “A pressão sobre o bottom-line na subscrição ocasionada pela queda das taxas de juros e a recuperação da demanda devem apresentar sinais favoráveis para melhores resultados em 2018”, conclui o executivo.

A principal mudança observada foi o aumento de 56% no prêmio de resseguro em Excesso de Danos, aumentando sua participação no mercado e mostrando sinais de diferentes tendências nos padrões de compra, especialmente porque as empresas estão buscando reter negócios mais lucrativos para enfrentar o mercado competitivo.