Dos US$ 337 bi em perdas com catástrofes em 2017, US$ 193 bi não tinham seguro

No último dia 10, a Sigma, do grupo Swiss Re, divulgou o estudo final sobre o tema. As perdas totais decorrentes principalmente de furacões, incêndios florestais e inundações totalizaram US$ 337 bilhões, o segundo maior valor registrado depois de 2011 e mais que o dobro de 2016. Cerca de US$ 144 bilhões tinham cobertura de seguros. Isso deixou uma lacuna de US$ 193 bilhões em danos não cobertos por seguros, segundo o relatório anual Sigma.

Cerca de 11.000 pessoas perderam a vida ou desapareceram em catástrofes no ano passado, sendo que 8.000 dessas vítimas foram em desastres naturais. Os furacões Harvey, Irma e Maria, que deixaram uma trilha de destruição no Caribe, Porto Rico e Estados Unidos, causaram danos no valor de US$ 217 bilhões. Apenas US$ 92 bilhões dessa destruição foram cobertos pelo seguro.

Em termos de perdas econômicas, apenas os furacões Katrina, Wilma e Rita em 2006 foram mais caros. “As seguradoras precisam considerar múltiplos furacões ocorrendo em um determinado ano, tanto quanto a gravidade de eventos individuais, em sua modelagem de risco de furacões”, afirmou o relatório. Os piores incêndios florestais atingiram a Califórnia, o Canadá e Portugal, com todos esses desastres naturais custando o recorde de US$ 14 bilhões. As inundações também causaram danos financeiros significativos, com uma inundação de 6 bilhões de yuans na China, classificada como a pior catástrofe natural asiática de 2017.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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