Marsh promove evento para discutir cyber segurança

Release

Com o crescimento da exposição de dados e informações das empresas, a segurança cibernética passou a ser assunto prioritário para companhias do mundo todo. A partir deste cenário, a Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, vai promover no dia 17 de maio o evento Cyber Segurança: Defina seu Risco, para destacar a importância do risco cibernético, seus impactos e implicações, tanto financeiras, como de reputação e responsabilidade jurídica. Os executivos das empresas AIG Brasil, Travelers Seguros e XL Catlin estarão presentes contribuindo para os debates.

O líder da Marsh Risk Consulting, Carlos Santiago, apresentará na ocasião os resultados da pesquisa que a Marsh realizou em parceria com a Microsoft e contou com a participação de mais de 1.300 executivos. O estudo analisa quais são os principais objetivos relacionados ao risco cibernético de organizações de todo o mundo das mais diversas indústrias e tamanhos, além de elencar quais são as principais estratégias de gestão.

Logo após, o diretor executivo para Risk Management & Specialties da Marsh Brasil, Marcelo Elias, vai moderar uma segunda plenária que discutirá temas como os maiores impactos dos riscos cibernéticos à organização, exclusões da apólice e causalidades, regulamentações, e danos cobertos. Participarão do debate a Líder para Produtos Financeiros Marsh, Juliana Casiradzi; o Gerente para Financial Lines da AIG Brasil, Flávio Sá; o Gerente Financial Lines D&O/E&O da Traveleres Seguros, André Jabur Rodrigues; e a Head de International Financial Lines da XL Catlin, Silvia Gadelha.

Cyber Segurança: Defina seu Risco

Data: 17 de maio de 2018

Horário: 08h30 às 11h00

Local: Restaurante Cantaloup – Rua Manuel Guedes, 474, Itaim Bibi, São Paulo.

NotreDame Intermédica tem alta de 18% em receita líquida no 1o. trimestre

 

Release

Em sua primeira divulgação de resultados como companhia integrante do novo mercado na B3, o Grupo NotreDame Intermédica reportou um crescimento de 18% em sua receita líquida no primeiro trimestre de 2018 comparado ao mesmo período do ano anterior, apresentando crescimento nas três linhas de receita: planos de saúde, planos odontológicos e serviços hospitalares, este último com crescimento de 98,3%.

A rentabilidade da empresa expandiu mais aceleradamente, com um crescimento de 24% no EBITDA ajustado, saltando de R$172 milhões no primeiro trimestre de 2017 para R$213 milhões no mesmo período de 2018, e um crescimento de 43% no lucro líquido ajustado, que atingiu R$138 milhões no primeiro trimestre de 2018.

Segundo Irlau Machado Filho, presidente do Grupo NotreDame Intermédica, a performance deste trimestre foi marcada pelas aquisições realizadas nos últimos anos. “Os investimentos em verticalização e expansão de nossa Rede Própria têm se mostrado movimentos vencedores. Importante ressaltar que, apesar dos investimentos em revitalizações de Unidades próprias (hospitais e Centros Clínicos) e das aquisições recentes de hospitais e operadoras de saúde, a companhia tem mantido baixo seu grau de alavancagem”, ressalta.

Os indicadores operacionais provam a eficácia da estratégia de verticalização adotada pelo Grupo. No 1T18, 72% das consultas ambulatoriais foram realizadas na Rede Própria, contra 67% no 1T17, reflexo das ações de internalização de consultas em novas especialidades. As aquisições e a abertura de prontos-socorros impactaram o percentual de internações na Rede Própria, que também acompanhou essa tendência, passando de 56% para 60% (1T17 vs 1T18).

Houve crescimento na receita de Planos de Saúde do Grupo, que aumentou 14,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para o incremento de 3,1% no número médio de beneficiários – de 2,02 milhões para 2,09 milhões – mesmo diante de cenário macroeconômico ainda desafiador.

Outro importante motor de crescimento foram os Planos Odontológicos. A unidade de negócios cresceu 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, motivado pelo aumento de 18,5% no número médio de beneficiários, que atingiu 1,56 milhões.

Para Glauco Desiderio, Diretor de Relação com Investidores do Grupo NotreDame Intermédica, “o estímulo ao cross-sell, com a venda de planos odontológicos para clientes que possuem plano de saúde, justifica o crescimento deste indicador nos últimos 12 meses. Hoje, 61,4% dos clientes de planos de saúde possuem planos odontológicos”, revela.

O executivo destaca, ainda, a receita de serviços hospitalares que cresceu 98,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e hoje representa 7,8% da receita líquida total do grupo, ante 4,7% no mesmo período do ano anterior.

JLT Brasil organiza 9ª edição do seminário de Óleo e Gás

O setor de petróleo começa a dar sinais de recuperação. A retomada definitiva do crescimento da indústria ainda depende do governo e isso inclui questões ambientais. Para discutir sobre a recuperação do segmento e os desafios do licenciamento ambiental a corretora de seguros e resseguros JLT Brasil promove nesta quarta-feira (16/05), no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a partir das 13h30, a 9ª edição do Seminário de Óleo e Gás.

O evento terá como palestrantes Alexandre Chequer (Mayer Brown e Tauil e Chequer Advogados) e Eduardo Fortunato Bim (AGU). Participarão dos debates Bruno Freire (Austral Re e Associação Nacional dos Resseguradores Locais); Adriano Bastos (BP Energia); Itagyba Alvarenga (Ibama), Marcelo Mafra (ANP) e Luís Henrique Mendes (IBP).

Para o vice-presidente de Energia da JLT Brasil, Adriano Oka, é preciso manter os compromissos assumidos com as operadoras vencedoras nas últimas licitações. “Precisamos manter os incentivos que atraíram estes investimentos, cumprir o calendário de licitações, solucionar a questão da unitização e tratar cuidadosamente as questões ambientais. É fundamental promover o diálogo com as operadoras em vez de estabelecer medidas impositivas. Eventos como esse propiciam essa aproximação e esse debate”, explica.

Serviço

9° Seminário de Óleo e Gás
Local: Auditório Firjan – Av. Graça Aranha, n 1 – Centro, Rio de Janeiro
Data: 16 de maio de 2018
Horário: 13h30

Insurtechs revolucionam a experiência do consumidor de seguros

por Márcia Alves 

Seguro por assinatura, vistoria pelo celular e aplicativos que oferecem prêmio ou dinheiro pela indicação de novos clientes já são realidade no setor de seguros graças à chegada das insurtechs. A revolução que essas empresas estão provocando na operação de seguros será um dos assuntos discutidos no evento “Insurtechs”, que a Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e a Escola Nacional de Seguros (ENS), realizarão no dia 28 de maio.

Beatriz Rocha Pinto, porta-voz do Comitê de Insurtechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), entidade que está mapeando o ecossistema de insurtechs no País, apresentará um panorama desse segmento. “As insurtechs contribuirão de forma relevante para o crescimento e transformação do setor. Além do alcance de nichos atualmente não explorados, trarão para o mercado segurador novas referências de experiência com o consumidor”, diz.

 Henrique Mazieiro, co-fundador do Grupo Planetun, avalia que essas empresas podem não apenas melhorar a experiência do segurado, como também reduzir custos para as seguradoras. “As insurtechs vêm ganhando cada vez mais força no mercado ao desenvolverem inovações que chegam para suprir ineficiências do setor”, diz. No evento, ele apresentará as soluções criadas pela Planetun, que facilitam e agilizam processos e negócios por meio do uso de ferramentas inovadoras.

 O plano de assinatura de seguros residencial da Kakau Seguros será apresentado pelo CEO da empresa, Henrique Volpi. “Vamos falar sobre a Anna, um chatbot que criamos e que, através de machine learning, aprende a cada atendimento realizado, interagindo de forma natural com cada cliente”, diz. Outra novidade é o produto recém-lançado voltado para smartphones novos e usados, que a empresa aposta como diferencial de mercado.

 O jornalista Antonio Carlos Teixeira, que é assessor Executivo Estratégico de Comunicação para Negócios de InsurTech, Seguros e Transição para Economia de Baixo Carbono, abordará o tema sob o aspecto da sustentabilidade. Na sequência, Italo Flammia, diretor da Oxigênio Aceleradora, irá explicar como funcionam os programas de aceleração, com investimentos e  mentorias. “O mercado de seguros é um setor bastante tradicional e que, assim como todos os outros, precisa estar sempre atento às novas tecnologias e modelos de negócio”, diz.

 Programe-se

INSURTECHS

Data e horário: Dia 28 de maio, das 9h às 12h

Local: Auditório da Escola Nacional de Seguros – Rua Augusta, 1.600, Consolação, S. Paulo (SP)

Realização: APTS e ENS

Entrada: gratuita. Vagas limitadas.

Inscrições no site da ENS (ens.edu.br) ou diretamente pelo link https://bit.ly/2JTfBwR

Seguro viagem na vending machine

Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro

Desde o começo de maio, quem passa pelos terminais de embarque 2 e 3 do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, encontra uma máquina da SulAmérica Seguros. O equipamento foi criado pela Moriseg Corretora de Seguros para vender seguro viagem. “O mercado seguradorpassa por uma grande mudança e precisa se adaptar ao auto-atendimento”, diz Leandro Moriya, sócio da corretora paulista. A compra da proteção é simples, o pagamento é feito com cartão de crédito e a apólice é enviada para o email informado. Do total de passageiros para o exterior, apenas 32% contratam um seguro. “É um grande mercado a ser explorado”, afirma Moriya. A Moriseg negocia a instalação de totens nos aeroportos de Porto Alegre e Brasília em cerca de 90 dias.

Brasil e Chile lideram retomada econômica da América Latina

Release

O Country Risk Book, estudo econômico desenvolvido pela Coface, seguradora de crédito francesa e líder de mercado no Brasil, aborda temas como Risco País, tendências macroeconômicas mundiais e as perspectivas políticas para o país. A Avaliação de Risco País da Coface (160 países) é feita numa escala de oito níveis, por ordem ascendente de risco: A1 (risco muito baixo), A2 (risco baixo), A3 (risco bastante aceitável), A4 (risco aceitável), B (risco significativo), C (risco elevado), D (risco muito elevado) e E (risco extremo). A Avaliação de Risco Setorial da Coface (13 setores em 6 regiões geográficas, 24 países que representam quase 85% do PIB mundial) é feita numa escala de quatro níveis: risco baixo, risco médio, risco elevado e risco muito elevado.

O estudo deste ano demonstra que depois de dois anos de recessão, economicamente falando a América Latina voltou a crescer em 2017. De acordo com a economista da Coface para América Latina, Patrícia Krause, ano passado houve uma alta de 1,1% e a estimativa é de +2,4% em 2018. “Esse crescimento deve ser liderado por Brasil e Chile. A estimativa da Argentina foi revisada para baixo por conta da seca e dos recentes acontecimentos”, explica a economista.

Segundo Patricia, as moedas começam a reportar maior volatilidade e, por ora, ainda há espaço para política monetária expansionista na região, com exceção da Argentina e do México. A economista salienta que o longo calendário eleitoral em 2018 e cenário de maior protecionismo global são riscos a serem monitorados. Dia 27 de maio há o 1ºturno na Colômbia, com um possível 2° turno em 17 de junho. “As pesquisas mostram o candidato de direita e anti-acordo de paz liderando as pesquisas”, comenta Patricia.

No México, as eleições serão no dia 1 de julho (um único turno), com o candidato esquerdista Andrés Manuel López Obrador liderando as pesquisas. “No Brasil o cenário ainda é muito incerto, difícil de prever qualquer movimentação política mais assertiva”, declarou a economista, lembrando que as eleições por aqui serão nos dias 7 (1º turno) e 28 de outubro (2º turno).

As taxas de juros na região (AL) ainda estão em níveis historicamente baixos. “Se o prêmio de risco subir abruptamente, bancos centrais ficariam sob pressão para aumentar as taxas”, explica Patricia. Em março deste ano, as taxas eram as seguintes: 2,5% no Chile, 2,75% no Peru, 4,25% na Colômbia, 6,5% no Brasil e 7,5% no México.

Para o Brasil, Patricia destaca que mudou a projeção para PIB de 2018 para 2,5%, ante 2,8% anteriormente. ”Sentimos que o Brasil não terá uma retomada forte e de longo prazo. Essa revisão do PIB se deu em função, principalmente, pelos dados de atividade aquém do esperado no primeiro trimestre do ano. Também começamos a sentir o efeito da forte queda da Selic sobre as taxas cobradas pelos bancos comerciais, mas ela não deve cair mais do que 6,25%; pois, por mais que a inflação esteja baixa, a pressão sobre o câmbio é muito forte”, comenta a economista.

Parece que o crescimento mundial alcançou seu máximo (uma previsão de 3.2%  em 2018 de acordo com a Coface) e está começando a mostrar sinais de fraquezas nos países avançados. A tendência de insolvência empresarial confirma este cenário, em 2017 apresentou uma caída sem precedentes em seus números e em 2018 espera-se uma tendência de baixa: -7% na zona do Euro e -5% nos Estados Unidos. A avaliação de risco país de Portugal foi melhorada para A2, já que o país está aproveitando uma dinâmica boa de crescimento.

Normalmente, o ciclo econômico dos Estados Unidos está à frente dos ciclos de países da Zona do Euro e dos emergentes. Se a confiança das empresas e a taxa de utilização da capacidade de produção dos Estados Unidos sugerem uma duração recorde do ciclo atual, a caída nos lucros corporativos (-10,3% interanual no final de 2017), e o risco de superaquecimento do mercado de trabalho, anunciam uma mudança de fase, depois de vários recordes alcançados em 2017, o índice de confiança das empresas agora demonstra claramente, que o pico máximo foi superado. Este ponto de inflexão coincide com as fortes restrições da oferta e um nível de risco político que permanece alto.

“A retórica protecionista foi desencadeada no mundo desde a eleição de Donald Trump e o espectro de uma guerra comercial poderia explicar a deterioração da confiança das empresas. A Coface espera que o presidente Trump continue anunciando medidas protecionistas antes das eleições que ocorrerão em novembro de 2018, as quais poderiam afetar o desempenho empresarial”, afirma Bart Pattyn, presidente e CEO da Coface América Latina.

Segundo ele, no curto prazo, medidas de imposição de tarifas sobre uma seleção de produtos chineses não teriam impacto significativo na economia real ou sobre a boa dinâmica de comércio mundial (Coface prevê + 3.7% em 2018). No longo prazo, a guerra comercial aberta entre China e Estados Unidos poderia intensificar-se em alguns setores como tecnologia da informação e comunicações.

 Em geral, risco menor para os negócios

Neste contexto de uma demanda mundial crescente, o aumento dos preços de petróleo permitiu que a Coface melhorasse a avaliação de risco para Nigéria que é o oitavo exportador de petróleo, de D para C, assim como também a avaliação do setor de energia no Brasil (risco médio) e Argentina (risco médio). Já no Chile o setor foi revisado para cima, devido aos investimentos em fontes de energia renováveis que o país tem feito nos últimos anos (baixo risco).

A melhora na avaliação do risco país da África do Sul para B, levou em consideração estes fatores, além da recuperação da aceleração econômica, a qual foi impulsionada pela produção do setor químico, que agora se encontra como risco médio e o setor de papel (risco médio), assim como as vendas no varejo que também estão em médio risco. Por outro lado, as commodities mais caras prejudicaram os países importadores como Tunísia, pais cuja avaliação foi rebaixada para C.

Apesar das sanções do ocidente, confirma-se a recuperação da Rússia, tendo o principal motor o consumo doméstico e em menor grau, o retorno dos investimentos empresariais, resultando em uma melhora na avaliação de risco para três setores: químico, agora em risco baixo, papel em risco médio e construção em risco alto.

Comissão de corretores vai apresentar sugestões para venda de seguro em áreas de risco

Release

Uma iniciativa inédita do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) vai buscar viabilizar a manutenção dos seguros de automóveis e angariar novos nas regiões mais afetados pelo roubo de carros: Baixada Fluminense, Zona Norte e Zona Oeste, da região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo o presidente Jayme Torres, a ideia surgiu no 1º Encontro de Corretores de Seguros da Baixada Fluminense, Zona Norte e Zona Oeste, realizado em 6 de março, que reuniu mais de 200 corretores e seguradores para buscar soluções, visando a comercialização de seguros de automóvel nas áreas de alta incidência de roubos.

“O debate foi valioso e culminou na criação de uma comissão, criada em 9 de maio, composta por sete corretores que estão elaborando uma lista de sugestões a serem apresentadas às seguradoras e ao Sindicato das Seguradoras do RJ-ES”, explicou.

Integram a comissão: Edir de Andrade Danin, Francisco da Silva Negreiros Filho, Leonardo Amorim Pereira, Francisco da Silva Negreiros Filho, delegado do Sincor-RJ na Baixada Fluminense, um dirigente do CCS-RJ, o presidente Jayme Torres, ou Roberto Cabral, presidente da Associação dos Corretores de Seguros da Baixada Fluminense.

O documento final está em elaboração e será apresentado à Mapfre, em 15 de maio. Todas as seguradoras que participaram do evento na Baixada – Bradesco, Porto Seguro, SulAmérica, Tokio Marine -, além do Sindicato das Seguradoras do RJ-ES, irão receber o mesmo documento, contendo as sugestões da comissão.

Carta do Seguro: Auto e Rural mostram desaceleração em março

por Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros

No Brasil, dizem, o ano começa mesmo em março. Janeiro e fevereiro são tradicionalmente meses de queda da atividade nos vários mercados pela pausa depois das festas de fim de ano, das férias de verão e do Carnaval. Não surpreende, portanto, que, em março passado, a arrecadação em prêmios e contribuições do mercado segurador regulado pela Susep, de R$ 22 bilhões, tenha crescido 25,4% sobre a arrecadação de fevereiro.

Trata-se de padrão sazonal perfeitamente de acordo com esse período do ano e indicativo de manutenção de crescimento moderado do mercado segurador. Comparando-se períodos mais largos em Ramos Elementares foinotável o desempenho dos seguros Patrimoniais, de Transportes, de Créditos e Garantias e de Garantia Estendida: as arrecadaçõesdesses grupos cresceram, respectivamente, 14,5%, 24,9%, 39,8% e 15% em março de 2018 sobre igual mês de 2017. Também merece destaque a recuperação dos prêmios dos seguros de Responsabilidade Civil e dos seguros Marítimos e Aeronáuticos que de taxas negativas de variação tiveram expansão de 6,7% e 8,2%, respectivamente, em março de 2018 sobre março de 2017.

No polo oposto, chamou atenção, ainda em ramos elementares, a desaceleração de prêmios de seguros de Automóveis (o ramo mais importante do segmento) e de seguros Rurais. De fato, no primeiro caso, a arrecadação aumentou apenas 0,2% em março de 2018 sobre março de 2017, quando nos 12 meses findos em março tinha crescido 7,3% sobre igual período anterior. No caso do seguro Rural, nas mesmas bases de comparação, as taxas de variação passaram de 4,5% (12 meses) para -2,4% (mês/mês do ano anterior). Esses dados produziram desaceleração de prêmios no conjunto dos ramos elementares (sem contar o DPVAT): a taxa de março de 2018 contra igual mês de 2017 mostrou aumento de 5%, inferior às taxas no trimestre (8%) e em 12 meses (7%). São, entretanto, taxas ainda mais nitidamente superiores à inflação, indicativas de crescimento real.

Nas coberturas de Pessoas, a arrecadação do seguro Prestamista continuou com desempenho excepcional: em março de 2018, cresceu 25% sobre março de 2017; no acumulado nos 12 meses findos em março, a variação foi positiva em 22%. Trata-se de indicativo claro da recuperação do crédito na economia, estimulada, certamente, pelos seguidos cortes na taxa Selic. No lado oposto, cabe mencionar a desaceleração dos prêmios de seguros de Vida, que tiveram variação de 1,6% em março de 2018, ante março de 2017, inferior aos 5,7% no acumulado de 12 meses. Finalmente, a modesta recuperação dos aportes ao VGBL em março passado, com acréscimo de 2% contra março de 2017, permitiu que o conjunto dos seguros de Pessoas tivesse expansão de 1,7% nessa mesma base de comparação.

Fatores específicos e gerais operam sobre os diversos ramos de seguros. No caso de Automóveis, o aumento da sinistralidade em certas regiões do país, ligado à criminalidade, é fator restritivo de venda de seguros. Porém, as perspectivas para 2018 ainda são posi-tivas pelo grande aumento da venda de veículos, que teve expansão de 15% no primeiro trimestre de 2018 contra igual trimestre de 2017. Idem para a subvenção ao prêmio no seguro Rural, que é essencial para viabilizar a compra desse seguro.

No caso dos planos de acumulação, a expectativa das taxas de juros, bem como o desenvolvimento nas áreas previdenciária e tributária, é o fator maisimportante. Porém, no geral, a desaceleração do mercado de seguros espelha fato similar verificado na economia nacional. Os dados macroeconômicos continuam mostrando trajetória positiva de crescimento da renda e do emprego, mas em ritmo menor que oocorrido em fins de 2017, provavelmente, em razão das dificuldades políticas e incertezas eleitorais que amplificam os desequilíbrios fiscais da economia. Isso tem levado a contínuas revisões para baixo da estimativa de taxa de crescimento do PIB real em 2018 pelos analistas consultados pelo Banco Central (Bacen). Tais dificuldades e incertezas também empurram para o próximo ano a agenda de aperfeiçoamentos regulatórios necessários ao desenvolvimento da indústria nacional de seguros.

No mercado como um todo, exceto DPVAT, a sinistralidade continuou em queda, situando-se em 41,8% no trimestre janeiro-março de 2018, 4,7 pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2017. A sinistralidade dos ramos elementares foi de 49,9%, com queda de 2,8 pontos percentuais na mesma base de comparação, e a do grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, de 26,2%, também com queda de 1,6 ponto percentual sobre o mesmo período de 2017. O índice de despesas de comercialização aumentou 0,7 ponto percentual no mercado como um todo, exceto DPVAT, sendo de 25,2% nesse mesmo período e dividindo-se em 22,1% em ramos elementares e 31,1% no grupo de planos de risco de coberturas de pessoas.

A redução da sinistralidade, pela melhora na subscrição de riscos, é o esperado em conjunturas de forte queda das taxas de juros e, consequentemente, do resultado financeiro das seguradoras. Este, nas seguradoras reguladas pela Susep, caiu 17,5% no 1° trimestre de 2018, ante o mesmo período de 2017, mas a queda da sinistralidade permitiu que o lucro líquido agregado crescesse 4,7% nessa base de comparação e, desse modo, que a rentabilidade do patrimônio líquido agregado, anualizada linearmente, fosse de 20,6%, 1,9 ponto percentual abaixo do resultado do primeiro trimestre de 2017.

No setor de Saúde Suplementar, a ANS divulgou os dados de 2017 que mostram uma receita de contraprestações de R$ 181,7 bilhões, 10,8% acima de 2016, bem como sinistralidade de 83%, 0,7 ponto percentual abaixo de 2016. O setor continua às voltas com os problemas anteriores, em particular, a contradição entre a elevada inflação médica e as baixas taxas de expansão de salá-rios e rendas dos beneficiários, dificultando a acessibilidade dos mais pobres e a manutenção da classe média nos planos de saúde.

 

Carta do Seguro: Receita do setor recua no trimestre, puxado por VGBL

Por Márcio Coriolano, presidente da CNseg

Divulgados pela Susep, os dados até março deste ano ainda revelam desaceleração das taxas de crescimento do mercado, embora vários ramos de seguros mostrem extraordinária resiliência. Na comparação entre iguais trimestres, descontados DPVAT e Saúde, a arrecadação geral do setor caiu 0,4%. Entretanto, essa queda foi basicamente influenciada pelo comportamentodos Planos de Acumulação VGBL e PGBL, que involuíram 8,9%.

Por outro lado, além dos destaques citados no título, permanecem com bom desempenho as operações de Crédito e Garantias e Garantia Estendida, na esteira da expansão do crédito pessoal, e o Seguro Habitacional, ainda refletindo a carteira de financiamento dos últimos anos. Já o ramo Rural parecedemonstrar certo esgotamento em seu fôlego de expansão, já que o volume de negócios man- teve-se estável neste trimestre quando comparado com o mesmo período do ano passado.

O comportamento tendencial do mercado de seguros pode ser verificado pelas taxas de crescimento em série de 12 meses móveis. O gráfico a seguir contempla uma série desde dezembro de 2017, segregando os grandes segmentos de pessoas (planos de risco e de acumulação) e Ramos Elementares. É fácil depreender o protagonismo dos denominados “planos de risco de Cobertura de Pessoas”, respondendo bem à demanda por proteção de pessoas e famílias em ambiente de alta volatilidade, e dos “Ramos Elementares”, estescompreendendo amplas coberturas de patrimônios que vão desde residências até meios de transportes, incluindo automóveis.

A arrecadação global do setor de seguros no trimestre foi de R$ 58,4 bilhões, enquanto o total de indenizações pagas foi de R$ 32,3 bilhões. O saldo, em março, das provisões técnicas constituídas para garantir os riscos contratados somou R$ 930,5 bilhões, ou um crescimento de quase 14% comparativamente a março do ano anterior.

ANSP e AIDA promovem palestra na semana ENEF

A Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) e a Associação Internacional de Direito de Seguros (AIDA), em parceria, participarão da 5ª Semana Nacional de Educação Financeira.

Gratuito, o evento será realizado no dia 15 de maio, das 9h30 às 12h30, na Associação Comercial de São Paulo (Rua Boa Vista, 51, Centro). As vagas são limitadas. Para se inscrever, os interessados devem enviar nome, empresa, e-mail, telefone e CPF para o e-mail secretaria@anspnet.org.br até 14 de maio.

Programação

5ª Semana Nacional de Educação Financeira – O seguro como elemento da educação financeira e seu impacto na sociedade

9h30 às 9h45 – Abertura

9h45 às 10h30 – Como a educação, em especial a de seguros, pode ser instrumento de educação financeira, com Liliana Caldeira

10h30 às 10h50 – Café

10h50 às 11h30 – Novas Tecnologias e Redes Sociais facilitadores do conhecimento, com Maria Glória Faria

11h30 às 12h10 – A mediação e a conciliação como medidas de educação e economia social, com Vivien Lys e Ana Rita Petraroli

12h20 às 13 horas – A gamificação e as lições da economia, meios lúdicos para o aprendizado econômico, com Sérgio Rangel