Por Márcio Coriolano, presidente da CNseg
Divulgados pela Susep, os dados até março deste ano ainda revelam desaceleração das taxas de crescimento do mercado, embora vários ramos de seguros mostrem extraordinária resiliência. Na comparação entre iguais trimestres, descontados DPVAT e Saúde, a arrecadação geral do setor caiu 0,4%. Entretanto, essa queda foi basicamente influenciada pelo comportamentodos Planos de Acumulação VGBL e PGBL, que involuíram 8,9%.
Por outro lado, além dos destaques citados no título, permanecem com bom desempenho as operações de Crédito e Garantias e Garantia Estendida, na esteira da expansão do crédito pessoal, e o Seguro Habitacional, ainda refletindo a carteira de financiamento dos últimos anos. Já o ramo Rural parecedemonstrar certo esgotamento em seu fôlego de expansão, já que o volume de negócios man- teve-se estável neste trimestre quando comparado com o mesmo período do ano passado.
O comportamento tendencial do mercado de seguros pode ser verificado pelas taxas de crescimento em série de 12 meses móveis. O gráfico a seguir contempla uma série desde dezembro de 2017, segregando os grandes segmentos de pessoas (planos de risco e de acumulação) e Ramos Elementares. É fácil depreender o protagonismo dos denominados “planos de risco de Cobertura de Pessoas”, respondendo bem à demanda por proteção de pessoas e famílias em ambiente de alta volatilidade, e dos “Ramos Elementares”, estescompreendendo amplas coberturas de patrimônios que vão desde residências até meios de transportes, incluindo automóveis.
A arrecadação global do setor de seguros no trimestre foi de R$ 58,4 bilhões, enquanto o total de indenizações pagas foi de R$ 32,3 bilhões. O saldo, em março, das provisões técnicas constituídas para garantir os riscos contratados somou R$ 930,5 bilhões, ou um crescimento de quase 14% comparativamente a março do ano anterior.



















