Avanços da IoT no seguro serão debatidos em evento da APTS e ENS

por Márcia Alves

A IoT (Internet das Coisas) será tema de mais um evento da Série “Tecnologias Disruptivas e seus impactos no seguro”, promovida pela APTS e ENS, no dia 27 de junho, das 9h às 12h, em São Paulo.

 A aplicação no seguro de novas tecnologias que conectam equipamentos e objetos (Internet das Coisas) será debatida por especialistas, que abordarão desde a conceituação de IoT até os seus efeitos na redução de preço de seguros, como automóvel, além das novas experiências de consumo.

 Dentre outros assuntos relacionados ao tema, o evento também discutirá os avanços e caminhos para expansão da IoT no Brasil; o Plano Nacional de IoT e a importância da conectividade para alavancar negócios nessa área; carro conectado; e insights e oportunidades para a precificação atuarial e oferta de novos modelos de negócios.

 De acordo com a programação do evento, estão confirmadas as presenças de Gerson Rolim, diretor da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC); de Ricardo Chrisostomos, um dos responsáveis pelo Prêmio de Inovação em Seguros da CNseg; de Gustavo Muller, diretor de TI da CEABS; e do atuário Reinaldo Marques, da insurtech dataDrivr.

Programe-se

Evento “IoT (Internet das Coisas) no Seguro

Série “Tecnologias Disruptivas e seus impactos no seguro”

Data: 27 de junho, das 9h às 12h

Local: Auditório da Escola Nacional de Seguros – Rua Augusta, 1.600, Consolação, S. Paulo (SP).

Realização: Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e Escola Nacional de Seguros (ENS)

Entrada: gratuita. Vagas limitadas.

Inscrições: no site da ENS (https://bit.ly/2l1YBtH)

Rodrigo Caramez é o novo COO da Marsh

Release

A corretora e consultoria de risco Marsh anuncia a contratação de Rodrigo Caramez, que assume a posição de Chief Operating Officer (COO) da empresa. O executivo chega para reforçar o time no Brasil e será responsável pela plataforma local de operações da Marsh, tendo como um dos principais focos a transformação digital dos processos da companhia.

Com vivência nacional e internacional em reestruturação e consolidação de processos operacionais e negócios, Rodrigo soma no currículo 27 anos de experiência no Mercado Financeiro com passagem por empresas como Banco HSBC, a Losango e o Citibank. É formado em engenharia de telecomunicações pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), MBA na Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA – USP) e especializações em instituições como Harvard Business School, Instituto Europeu de Administração de Negócios (INSEAD), Instituto De Desenvolvimento de Gestão (IMD Business School) e London Business School.

 

 

Brasilprev lança o site ABC da Previdência

Release

Com o intuito de estimular a população a se preparar melhor para o futuro, a Brasilprev apresenta o hotsite ABC da Previdência, cujo endereço é: www.abcbrasilprev.com.br. Por meio desse canal, a empresa, que é especialista em previdência privada e conta com 1,9 milhão de clientes, reforça seu compromisso com a promoção da educação financeira e previdenciária.

“Este projeto teve como premissas a facilidade de uso, a acessibilidade e a linguagem simples. Sabemos que previdência privada ainda é um assunto pouco conhecido, então é preciso criar meios para informar, orientar e educar as pessoas sobre o tema e desmistificar alguns conceitos”, explica Ângela Beatriz de Assis, diretora Comercial e de Marketing da Brasilprev. “Essa iniciativa passa a compor nosso conjunto de ações voltadas à educação financeira e previdenciária, que tem várias outras frentes como, por exemplo, os vídeos educativos no YouTube”, complementa.

World Insurance Report 2018: agilidade digital é um fator chave para seguradoras tradicionais

As seguradoras ocupam o terceiro posto, depois dos setores de varejo e bancário, na valorização da experiência oferecida ao cliente. “O uso de dados e a capacidade de oferecer uma experiência verdadeiramente digital ao cliente são fatores críticos para as seguradoras do futuro, aspectos nos quais se destacam as BigTech, como Amazon ou a Google.

A ameaça desses atores é mais real do que eles gostariam de admitir para o setor de seguros”, afirma Anirban Bose, diretor global da área de Serviços Financeiros da Capgemini e membro do Comitê Executivo. O executivo ratifica este aspecto com o World Insurance Report que a Capgemini produz anualmente em colaboração com a Efma, elaborado pela consultora em questão. Nele se destaca que mundialmente, 29,5% dos clientes afirmam estar dispostos a contratar pelo menos um produto de uma Big tech. Conforme os entrevistados se comprova algum tipo de atividade física (76%), com mulheres que fazem mais exercícios do que os homens ao longo da vida. Elas preferem realizar atividades físicas moderadas, mas de forma constante e com mais frequência do que os homens (63% vs. 49%), que optam por um ritmo mais intenso (25% vs. 18%).

Mas nem tudo está perdido, e o setor de seguros tem boas cartas e está se atualizando. Como o relatório reafirma, uma melhoria na agilidade digital e o desenvolvimento de modelos operacionais adaptados ao futuro, facilitarão ao setor a oportunidade de atrair e reter clientes e competir com novos participantes.

No final de tudo dependerá do cliente, da sua experiência, como sempre. As seguradoras ocupam a terceira posição, depois dos setores bancário e de varejo, na avaliação da experiência oferecida ao cliente, constatando-se que a maior diferença perceptiva ocorre nos clientes da geração Y. Enquanto que mais de 32% da geração Y afirma ter tido uma experiência positiva com o seu banco, menos de 26% relata ter tido com a seguradora. O relatório também aponta que o cliente em geral (todos os segmentos) já aceita as comunicações digitais no mesmo patamar dos canais convencionais, de forma que mais da metade dá um valor elevado às páginas web das empresas para realizar operações com seguradoras e mais de 40% considera que os aplicativos móveis são um canal importante.

Em vista dos serviços inovadores de valor agregado que podem ser oferecidos por meio de tecnologias digitais, quase 46% dos clientes com maior capacidade tecnológica e 38% dos clientes da geração Y estão dispostos a receber ofertas proativas personalizadas de seguros através de uma variedade de canais, o que poderia dar lugar a novas oportunidades de negócios.

“É urgente que as seguradoras, assessoras de riscos por natureza, agora se concentrem na avaliação de seus próprios riscos competitivos como indústria, se quiserem evoluir e sobreviver”, diz Bose.

QUEM SERÃO OS MENOS LEAIS?

Os segmentos de geração Y e os especialistas em tecnologia são os mais propensos a deixar de ser leais às seguradoras tradicionais. Esses grupos de clientes não somente se referem às experiências menos positivas com empresas tradicionais, mas também estão mais dispostos a mudar de companhia de seguros em um período de 12 meses e estão mais abertos a contratar seguros com as BigTech.

80% DAS SEGURADORAS AFIRMA QUE AS PREFERÊNCIAS DO CLIENTE SÃO ESSENCIAIS PARA DISPOR DA AGILIDADE DIGITAL

As mudanças decorrentes dos fatores ambientais, tecnológicos e organizacionais, aliadas às ambições das BigTech, impõem como necessidade a implementação de modelos operacionais ágeis digitalmente. As InsurTech se colocaram à frente da agilidade digital. A colaboração entre estas e as seguradoras tradicionais é fundamental para o desenvolvimento eficiente das capacidades digitais da indústria.

Mais de 80% das seguradoras afirma que a evolução das preferências dos clientes é o fator crítico que torna essencial ter agilidade digital, e seus esforços nesse sentido marcam o futuro do setor. Quase dois terços das companhias de seguros estão testando smartwatches e dispositivos portáteis e mais de um terço implementaram soluções telemáticas e mais de 55% estão trabalhando em sistemas de reconhecimento de voz e blockchain. A automatização de processos através da robótica é, em particular, a tecnologia mais implementada das que compõem o núcleo da transformação digital dessas empresas.

“Para obter valor de seus investimentos, as seguradoras devem ampliar seu foco de interesse e adotar uma abordagem holística que acomode as capacidades já disponíveis das InsurTech, em vez de uma abordagem gradual e fragmentada”, explica Vincent Bastid, CEO da Efma.

O relatório conclui que um ecossistema digitalmente integrado permite a prestação em tempo real dos serviços personalizados que os clientes exigem e esperam cada vez mais. Com mais agilidade digital, as seguradoras podem ter mais visibilidade sobre as necessidades dos clientes e melhorar o lançamento no mercado de inovações, além de melhorar a eficiência operacional e a redução de custos.

Acontece hoje o “Seminário Nacional de Educação em Seguros”, com transmissão ao vivo

Acontece nesta quinta-feira no Rio de Janeiro o “Seminário Nacional de Educação em Seguros”. Com o tema “O Comportamento do Consumidor e os Desafios da Inclusão”,  o evento é mais uma ação da Confederação das Seguradoras para ampliar o conhecimento da importância do setor segurador para a sociedade. O evento terá transmissão ao vivo pelo site e Facebook do jornal, a partir das 9h.

https://www.facebook.com/jornaloglobo/videos/2140267079346293/

O Seminário apresentará o seguro como instrumento de proteção de patrimônio, vida e saúde, além de s eu papel como gerador de riqueza para o País. Contando com abertura do presidente da CNseg, Marcio Coriolano, o evento terá painel sobre psicologia econômica e seguros, com palestras da  psicóloga especializada em comportamento econômico Vera Rita de Mello Ferreira e do economista José Marcio Camargo; e Alexandre Leal, diretor Técnico da CNseg, será o debatedor. A mediação estará a cargo da jornalista Luciana Casemiro, de “O Globo”.

Estudo da Terra Brasis revela queda de 1,5% no volume de resseguro cedido no 1o. tri

A Terra Brasis divulgou uma prévia do estudo sobre o desempenho do mercado ressegurador brasileiro no primeiro trimestre do ano. Segundo o texto preliminar, o  volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 2,71 bilhões, uma queda de 1,5% em comparação aos R$ 2,75 bilhões do mesmo período de 2017. Deste volume, R$ 1,92 bilhões (71% do total) foi colocado em resseguradoras locais, um crescimento de 3,9%.

O estudo, assinado por Rodrigo Botti, CEO da Terra Brasis, e sua equipe,  também destaca que as resseguradoras locais aceitaram riscos do exterior (bruto de comissão) estimados em R$ 584 milhões contra R$ 522 milhões no mesmo período do ano anterior, um crescimento de 11,8%. O efeito da alta do dólar neste tipo de contrato não foi comentado neste estudo preliminar.

O resseguro emitido pelas resseguradoras locais (bruto de comissão), considerando negócios domésticos e do exterior, foi de R$ 2,50 bilhões, um crescimento de 5,6% em relação ao período anterior.

A sinistralidade bruta das locais ficou em 41% contra 47% do mesmo período do ano anterior. O índice combinado ficou em 90%, uma melhora em comparação aos 98% apresentados em 2017.

 

Sompo utiliza whatsapp para agilizar processos de indenização de segurados

A Sompo Seguros acaba de lançar um novo recurso que vai tornar ainda mais rápido o processo entre o acontecimento de uma ocorrência e a indenização ao segurado. A partir de agora, a análise, regulação e liquidação dos sinistros de Automóvel e Ramos Elementares (Residencial, Condomínio, Empresarial, Empresarial PME, Equipamentos entre outros), de baixa complexidade, podem ser feitos totalmente via WhatsApp.

Nos processos selecionados, ao abrir um sinistro, todo o trâmite é acompanhado por um analista que orienta o corretor de seguros ou o segurado a enviar os documentos e imagens do objeto do sinistro (veículo ou bem avariado) via WhastApp para a constatação dos danos e análise, regulação e liquidação do sinistro.

Andreia Paterniani, Diretora de Sinistros da Sompo Seguros disse:  “A Sompo seguros trabalha continuamente para tornar seus processos mais ágeis e efetivos. A companhia faz uso das tecnologias disponíveis no mercado para trazer soluções cada vez mais práticas e focadas na melhoria da experiência dos nossos clientes”.

Comissão de Seguridade Social e Família debate modelos de remuneração dos prestadores de planos de saúde

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (12), uma audiência pública para debater a proposta de mudança do modelo de remuneração dos prestadores de serviço das operadoras de planos de saúde. Hoje, o modelo adotado no Brasil é o do “fee for service”, baseado na quantidade de procedimentos realizados pelo prestador. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) defende modelos baseados no desfecho clínico, ou seja, no resultado efetivo e comprovado de melhoria no bem-estar e na saúde do consumidor.

Em sua apresentação, o superintendente de Regulação da FenaSaúde, Sandro Leal, afirmou que parte do problema dos custos crescentes da saúde se deve, dentre outros fatores, a um modelo inadequado de remuneração de serviços, o “fee for service”: “Estudiosos da economia da saúde reconhecem que esse modelo induz a sobreutilização e o uso de itens de maior valor, o que acaba sobrecarregando todos os beneficiários, já que o sistema é de mutualismo. O modelo não incentiva a qualidade e tem onerado o sistema de saúde como um todo.”

Ele lembrou que, nos últimos três anos, apesar da queda de mais de 3 milhões de beneficiários, aumentou no Brasil o número de exames e consultas realizados por beneficiário. Por isso, o superintendente da Federação reforça a necessidade de migrar para um modelo de remuneração mais eficiente, que privilegie a qualidade do atendimento e que divida melhor os riscos e as responsabilidades, visando às necessidades do paciente e coibindo fraudes, desperdícios e abusos.

A mudança, ressaltou Leal, deve ser feita em etapas, incluindo a criação de base de dados que auxiliem a verificação estatísticas dos resultados e a tomada de decisões, o desenvolvimento de métricas para aferir a qualidade dos serviços e o alinhamento de protocolos de atendimento por parte dos conselhos médicos, com base em padrões científicos. De acordo com o executivo, não é clara a existência de uma falha de mercado que justifique a necessidade de regulamentação do modelo de remuneração, ou seja, o assunto deve ser definido pelos entes privados, via negociação.

Ainda segundo Leal, a experiência internacional mostra que novos modelos de remuneração vêm sendo usados com sucesso em substituição ao “fee for service”. Um exemplo é o do pacote de consultas, cujo valor é estipulado a partir de um conjunto de ações por parte do prestador. “Vem evoluindo em diferentes países, tanto em sistemas públicos quanto privados. A mudança do modelo de remuneração está alinhada às boas práticas existentes em muitos países”, disse.

Também presente à audiência, o coordenador de Assessoramento Normativo e Gerente de Assessoramento Normativo e Contratualização Substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Pedro da Silveira Villela, afirmou que o modelo do pacote de consultas está de acordo com as normas da ANS e que a agência tem um Grupo de Trabalho para discutir o assunto. “É preciso uma negociação entre as partes para imprimir qualidade ao sistema. Não é por economia de custos, é para dar mais eficiência”, destacou. Segundo Villela, há no mundo diversos modelos de pacotes de consultas, por tipo de especialidade e com abordagens diferentes. “Mas a ANS não pode definir o modelo de antemão, interferindo na atividade privada”, ressalvou.

Participaram também da audiência o subprocurador geral da República e coordenador da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, José Elaeres Marques Teixeira; o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, José Augusto Alves Ottaiano; Armando Crema, presidente da Sociedade Brasileira de Oftamologia (SOB); Sérgio Fernandes, representante da SOB; Frederico Penna e José Viveiros Cabral Filho, representantes da FeCOOESO (Federação das Cooperativas Estaduais de Serviços Administrativos em Oftalmologia); e os deputados Hiran Gonçalves (PP-AM) e Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

CNseg abre Trilha de Seguro no CIAB Febraban e destaca parceria com Darwin Startup

Fonte: CNseg

De olho nos novos hábitos do consumidor, a CNseg e Federações associadas (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap) estão comprometidas com diversas ações para estimular a inovação no mercado segurador, disse o diretor Técnico da CNseg, Alexandre Leal, na abertura da Trilha de Seguros, durante o CIAB Febraban, considerado um dos maiores eventos de tecnologia no mercado financeiro, que acontece nos dias 12, 13 e 14 de junho, em São Paulo.

No painel “Projeto de Inovação CNseg – Projeto MAR”, Leal detalhou aos presentes várias ações da CNseg que visam estimular a inovação do mercado segurador . “Tratamos do tema, por exemplo,  dentro das Comissões de Inteligência de Mercado e de Sustentabilidade e Inovação, onde discussões interessantes são levantadas para que todos possam contribuir com estudos relevantes que apoiem o desenvolvimento da inovação entre nossas associadas”, disse. E essas discussões já resultaram em dois estudos elaborados pela Comissão de Inteligência de Mercado: “Insurtechs e regulamentação no Brasil – As barreiras de entrada de novos players no mercado brasileiro” e “Como as novas gerações se relacionam com os produtos de seguros?”.  E, além disso, a CNseg também participa da Comissão de Inovação da Susep, com o intuito de debater como a regulação pode fomentar a inovação no mercado segurador.

Efetivamente, no mundo das insurtechs, a CNseg e as Federações constituíram a empresa de participações CNsegPar, que desenvolveu o Programa de Inovação MAR, nomeado em homenagem a Marco Antonio Rossi, ex-presidente da confederação, falecido em 2015. O objetivo do programa é apoiar empresas startups com projetos inovadores na área de seguros.  No âmbito do programa, a aceleradora Darwin Starter, oferece o ambiente propício ao desenvolvimento dessas iniciativas. Além da CNsegPar, a Darwin Starter tem como parceiras a B3, Neoway, RTM e a Transunion.

Dois ciclos de investimentos já foram finalizados. Atualmente, o programa de aceleração está em seu terceiro ciclo e as inscrições para o quarto ciclo se encerram no próximo dia 17 de junho.

As startups selecionadas têm acesso a dois centros de inovação exclusivos. Um na cidade de Florianópolis e outro na cidade de São Paulo, onde contam com mentoria, assessoria jurídica e contábil, ciclos de capacitação e ferramentas para apoiar o desenvolvimento, além de um investimento financeiro inicial.

Mateus Xavier, diretor de operações da Darwin Startups, de Santa Catariana, conta que o interesse dos empreendedores por seguros tem crescido na mesma velocidade que aumenta a demanda de seguradoras por startups com boas ideias para facilitar o dia a dia das companhias, principalmente no que diz respeito a agregar valor aos clientes.

“O mercado segurador tem duas características: é muito regulado, o que exige alto conhecimento técnico, e é pura tecnologia, um campo amplo para a atuação de insurtechs, uma vez que a tecnologia facilita cálculos de preço por perfis de consumo, bem como outras operações”, diz Xavier.

O executivo afirmou que a razão de ser da aceleradora é aproximar empreendedores da indústria tradicional. “Percebemos rápido que não bastava apenas descobrir talentos, sendo preciso, também, aproximá-los das empresas que detém o conhecimento do setor”, disse. Ele também enfatizou que ambos precisam andar juntos para construir o novo mercado demandado pelo consumidor.  A resposta está em mudar o paradigma e não em parar o movimento que, segundo ele, não tem mais volta.

Na primeira rodada, o projeto MAR contou com 276 startups inscritas, 74 habilitadas e dez selecionadas. Já na segunda rodada, foram 227 inscritas, 75 habilitadas e 9 selecionadas. Na terceira, 375, 39 e sete respectivamente.

Entre as escolhidas nos dois primeiros ciclos ligados a seguros, Xavier citou a 020 Bots e a EPHealth. A O2O se propõem a apoiar as empresas no processo de venda. “Trata-se de um chatbot que permite seguradoras e corretores organizarem o processo do venda com mais eficiência com novos leads”, explicou.

Já a startup EPHealth não nasceu focada no mercado segurador, mas chamou a atenção das operadoras de planos de saúde ao criar um aplicativo para facilitar a vida dos agentes comunitários que vão a campo para entender as famílias brasileiras. “Eles registram no app as informações das famílias. O resultado é que a startup agora tem um banco de dados muito precioso, pois já contabilizou 2 milhões de visitas. Isso ajuda a precificar melhor o plano de saúde, uma vez que tem dados sobre os hábitos de alimentação e de prática de exercícios físicos das famílias visitadas”, contou.

Podem participar do processo de seleção as startups em fase inicial ou de crescimento, que já possuam algo passível de ser levado ou apresentado ao mercado. Para a escolha das empresas que serão aceleradas, os principais critérios são: equipe (qualificação e a complementariedade), mercado (tamanho da oportunidade) e negócio (produto ou serviço oferecido). Também são avaliados critérios como maturidade do projeto, sinergia da equipe e taxa de crescimento, entre outros.

“O relacionamento entre corporações e startups pode mudar o curso de um determinado mercado”, afirmou ele, após mostrar um vídeo sobre como a reintrodução dos lobos mudaram curso do rio e a paisagem no parque YelowStone, nos EUA. “Tenho convicção de que o relacionamento entre grupos consolidados no mercado e as startups, serão a nova forma de conduzir negócios.  E isso vai mudar o mercado”, finalizou Xavier.

TransUnion é a mais nova parceria da Darwin Startup

A Darvim Startup, aceleradora de Santa Catarina, tem em seu propósito unir, fazer a ponte, entre empreendedores talentosos e o mercado segurador. Para isso, fez uma parceira da CNsegPar em 2016 e já selecionou várias startups com projetos que visam inovar alguns processos. “Dia 17 de junho é o último dia para quem quer participar do quarto ciclo de aceleração. Venham! Temos muitas oportunidades no mercado segurador”, diz Mateus Xavier, diretor de operações da Darwin Startups, durante palestra no CIAB Febraban, realizado entre 12 e 14 de junho.

Xavier  também comemorou a chegada de um novo parceiro, a TransUnion, entre os interessados em investir em empreendedores para trazer mais inovação ao setor. “O mercado segurador tem duas características: é muito regulado, o que exige alto conhecimento técnico, e é pura tecnologia, um campo amplo para a atuação de insurtechs, uma vez que a tecnologia facilita cálculos de preço por perfis de consumo, bem como outras operações”, diz Xavier.

O blog Sonho Seguro foi então saber o que Juarez Zortea, presidente da TransUnion no Brasil, espera desta parceria. Veja abaixo:

Quando a TransUnion começou a participar da Darwin, junto com a CNsegPar?

A TransUnion iniciou a parceria com o Darwin Startups em abril deste ano, participando já do 4º ciclo de aceleração promovido pelo Darwin.

O que espera dessa parceria?

Nós vemos essa oportunidade como uma troca, onde podemos compartilhar nossos conhecimentos com empresas inovadoras, ao mesmo tempo em que aprendemos em um ambiente criativo de startups. A parceria é um reflexo de atuação global da TransUnion em inovação, bem como da confiança no desenvolvimento do mercado brasileiro, onde já oferece soluções reconhecidas em diversos segmentos. Nosso objetivo é expandir e qualificar, a cada ano, nossas ações focadas em startups e o relacionamento com esse ecossistema.

A TransUnion tem um laboratório de inovação, não?

Em março de 2017, a TransUnion inaugurou o Innovation Lab, espaço de cocriação instalado na sede da companhia em Chicago, em que FinTechs são convidadas a desenvolver soluções com suporte e mentoria dos profissionais da TransUnion. Em abril deste ano, o escritório da TransUnion nos Estados Unidos lançou o Startup Credit Kit, solução que oferece às novas empresas acesso rápido e fácil a informações e dados alternativos referentes a tendências de crédito e prevenção a fraude.

E no Brasil?

No Brasil, a TransUnion também lançou recentemente um espaço com foco em inovação, o The Hub – TU, onde nos conectarmos de forma efetiva com a comunidade em geral, entendendo a realidade externa, aprendendo com novas ideias, e demonstrando nossas capacidades e iniciativas de inovação; incluindo clientes, universidades, startups, fintechs, etc.

O grupo vai financiar empreendedores interessados em seguros?

O programa apoia principalmente startups com foco no mercado financeiro e de seguros, como FinTechs e InsurTechs, o que é de grande interesse para a TransUnion, uma vez que temos uma grande aderência a esses mercados. Acreditamos que toda tecnologia e empresa inovadora seja importante para o desenvolvimento dos negócios e do mercado em geral, impactando diretamente na vida da população.