O segmento de shopping Centers tem despertado o interesse das seguradoras. Não há estatísticas sobre valores de venda e de importância segurada para o setor de shopping center, pois os dados são computados por tipo de seguro e não por segmentos da economia. Mas há um chute comum no setor: o segmento movimentará algo próximo de R$ 100 milhões em 2018.
De olho nesse filão, a Liberty Seguros lança mais um produto customizado focado em comércios e serviços, desenvolvido especialmente para as necessidades desse tipo de negócio: o seguro RC Lojas em Shopping. Com ele, a empresa é amparada em casos de danos corporais ou materiais causados aos consumidores nas dependências da loja.
O seguro RC Lojas em Shopping oferece um complemento ao seguro patrimonial obrigatório que os lojistas devem contratar por exigência das administradoras dos shoppings e agrega um diferencial que ajuda o corretor a fechar mais negócios.
O investimento da Liberty Seguros no setor de shoppings centers vai ao encontro do crescimento desse setor. De acordo com a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o setor contou, em 2017, com 571 shoppings em operação e mais de 102.300 lojas, representando um faturamento de R$ 167,7 bilhões.
“O setor de shoppings centers oferece uma ótima oportunidade de negócio e um grande potencial de atração. Com esse novo produto, a Liberty Seguros disponibiliza mais uma solução customizada à necessidade do empresário por meio de uma apólice com maiores limites para cobertura de responsabilidade civil e mais uma possibilidade de expansão de portfólio para os corretores “, comenta Marcos Siqueira, superintendente de produtos e eesseguro da Liberty Seguros, em nota.
O seguro RC Lojas em Shopping oferece uma série benefícios que melhoram a experiência digital dos corretores, como a cotação e emissão da apólice online no espaço Meu Corretor, e ajudam o parceiro em suas negociações, como coberturas adequadas a diferentes tipos de lojas e restaurantes com limites de contratação de até R$ 1 milhão, custos competitivos e atrativos para o cliente.
Para quem deseja um seguro completo da loja, o Liberty Comércio e Serviços, seguro patrimonial da Liberty, tem descontos especiais para lojas de shopping, que também conta com a cobertura de Responsabilidade Civil e oferece coberturas específicas para mais de 20 nichos de atividades.
Sobre o Liberty Responsabilidade Civil
O Liberty Responsabilidade Civil é o seguro que ampara empresas frente às responsabilidades a elas atribuídas por danos corporais ou materiais causados a terceiros nas dependências da empresa ou no local de prestação de serviço. A empresa oferece mais de 20 modalidades deste seguro e atende aos mais diversos segmentos, tais como: alimentício, moveleiro, têxtil, hoteleiro, de telecomunicações, de restaurantes e bares, de geração de energia, entre outros.
A Moody’s vê com bons olhos o setor de resseguro mundial. A perspectiva da agência para os próximos 12-18 meses é que o setor global permanecerá estável, graças à solidez dos balanços, a consolidação da indústria através de fusões e aquisições e o aumento de lucros, de acordo com o último relatório da empresa.
James Eck, vice-presidente e diretor de crédito da Moody, afirma que “a boa gestão de risco e uma boa disciplina na subscrição fazem com que os balanços das resseguradoras permaneçam sólidos, enquanto que os aumentos modestos de preços, após os graves desastres naturais de 2017 e o aumento das taxas de juros, reforçarão os benefícios”. “Ambos os fatores – diz ele – sustentam a perspectiva estável e contínua do setor em 2019.”
De acordo com o dirigente, “as recentes fusões e aquisições, as iniciativas de diversificação e as mudanças na estratégia corporativa também melhoraram o perfil geral de crédito das resseguradoras”.
Outro dado positivo que o relatório revela é que a demanda de empresas primárias aumentou, o que aliviou em parte o desequilíbrio entre oferta e demanda. No entanto, o escasso poder de fixação de preços durante as renovações de resseguros no meio do ano sugere que pode ser mais difícil manter os ganhos em matéria de preços nas próximas renovações de janeiro.
O QUE ESTÁ POR VIR
A Moody’s enfatiza que a atividade de fusões e aquisições continuará no setor conforme as resseguradoras pressionem para aumentar a diversificação e melhorar a rentabilidade por meio de eficiência de capital e redução de custos. “As resseguradoras restantes são mais fortes e resistentes”, acrescentou a agência. No entanto, as resseguradoras menores, que foram mais afetadas pela evolução do resseguro, sentirão mais pressão para encontrar um sócio maior.
A respeito dos veículos de capital alternativo, espera-se que proporcionem uma vantagem competitiva para as resseguradoras com fortes capacidades de modelagem de riscos e habilidades de subscrição comercializáveis. “Embora o capital alternativo tenha pressionado os preços e a rentabilidade do resseguro durante anos, também permitiu que as resseguradoras reduzissem seu custo total de capital, ajudando-as a gerenciar as exposições máximas ao risco e, por sua vez, melhorar rentabilidade ajustada a esse risco”, informa a Moody’s.
DOIS RISCOS QUE SÃO OPORTUNIDADES
Sobre duas tendências em alta, como as mudanças climáticas e a tecnologia, a Moody’s ressalta que, no caso das questões relacionadas à mudança do clima, estas são cada vez mais importantes para as resseguradoras. “À medida que a aumenta a frequência das catástrofes relacionadas ao clima, é oferecida aos resseguradores a oportunidade de aproveitar o crescimento da demanda associado às estratégias de adaptação ao risco climático”.
Finalmente, em termos de tecnologia e inovação, cabe destacar que elas proporcionam maior eficiência e oportunidades de crescimento, “o que permite se beneficiar de uma administração mais eficiente dos principais fluxos de trabalho”. “Os avanços tecnológicos e as associações com novas empresas tecnológicas permitirão que as resseguradoras acessem mercados inexplorados”, conclui a agência.
A BB Seguridade anunciou na segunda-feira que assumirá participação na corretora digital de seguros Ciclic. A participação se dará por meio da BB Corretora de Seguros, controlada pela BB Seguridade, e envolve um aporte de capital de R$ 20,25 milhões na Ciclic. Com o negócio, a BB Seguridade passa a ter 49,9 por cento das ações votantes e cerca de 75% das ações preferenciais da Ciclic. O restante seguirá detido pela PFG2 Participações. O acordo vale até 2032 e envolve a distribuição de produtos de previdência privada, informou a BB Seguridade em comunicado.
A Autopass, empresa de tecnologia, soluções e serviços associados à mobilidade urbana, e a Icatu Seguros acabam de fechar um “MOU” (memorando de entendimento) para a criação de uma parceria. Por meio dela, os clientes da Autopass poderão ter acesso a produtos e serviços da seguradora. O objetivo é que a parceria se estenda por todo o território nacional.
A Autopass pretende disponibilizar produtos e serviços da parceria para os usuários do transporte público e para mais de 50 mil empresas que hoje já possuem relacionamento com a companhia. “Estamos construindo uma grande plataforma de relacionamento, com produtos e serviços, nos unindo com empresas que são referência em seu segmento”, comenta Rubens Gil Filho, presidente da Autopass.
Em julho deste ano, a Autopass anunciou acordos com os bancos Banrisul e BMG. Essas parcerias fazem parte de um plano de reorganização da Companhia com foco na geração de novos negócios.
Guilherme Hinrichsen, vice-presidente comercial da Icatu Seguros, explica que a parceria vai permitir que mais pessoas tenham acesso ao seguro. “O objetivo é ampliar a distribuição dos nossos produtos, oferecendo conforto e tranquilidade para quem ainda não adquiriu esse benefício”, afirma.
Essa é a primeira parceria firmada entre a seguradora, líder entre as independentes nos ramos em que atua, e uma empresa de serviços associados à mobilidade urbana.
Uma aquisição no mercado de fintech da América Latina reforça a onda de bons negócios de seguros online, inclusive com extensões para o Brasil. O Grupo ComparaOnline, marketplace de seguros e créditos, acaba de adquirir a empresa ComparaMejor, empresa líder no segmento de seguro auto na Colômbia. Com presença consolidada no Chile, Brasil e na própria Colômbia, o anúncio chega para ampliar ainda mais os negócios no país e na América do Sul.
A aquisição da colombina ComparaMejor reforça um panorama com alto potencial de expansão das fintechs na América Latina e, consequentemente, no Brasil. “Quando falamos de seguros e serviços financeiros, percebemos que ele possui uma grande expansão no segmento online, pois os brasileiros estão mudando a forma como contratam esses serviços. Cada vez mais, a ideia de empoderar os consumidores está sendo disseminada na nossa cultura com os modelos de ofertas de produtos e serviços. A expansão da ComparaOnline na América Latina vem para reafirmar isso e mostrar que este é um movimento com grande potencial também no mercado nacional”, afirma Paulo Marchetti.
Atualmente, a ComparaOnline no Brasil é a filial com maior expectativa de crescimento em 2018. Enquanto no Chile, a meta é fechar o ano com crescimento de 30% no número de visitas, no Brasil esse valor sobre para 40%. Com um mercado muito propício, a empresa possui 2 milhões de visitas mensais em seu comparador, sendo que deste número, 55% estão localizadas no Brasil, 25% no Chile e 20% na Colômbia. “O Brasil é um dos principais mercados para a ComparaOnline, e com certeza temos como meta ampliar ainda mais nossa atuação no país, oferecendo para os brasileiros as melhores opções para seguros e créditos”, finaliza Marchetti.
A Amil anunciou o fechamento do acordo de aquisição do Grupo Sobam, que engloba os planos de assistência médica Sobam e APS Saúde, o Hospital Pitangueiras e mais oito centros médicos em Jundiaí e região. A operação foi concluída após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Segundo o CEO da Amil, Sergio Ricardo Santos, “a aquisição está alinhada à estratégia da empresa de investir constantemente em serviços de saúde de alta qualidade, contribuindo para fortalecer a estrutura médica brasileira”. Atualmente, os planos Sobam e APS Saúde atendem a cerca de 120 mil clientes, que passarão a contar com a expertise em gestão de saúde da Amil, que hoje possui 4 milhões de beneficiários em seus planos médicos e 2 milhões em planos odontológicos em todo o Brasil.
Os beneficiários do Grupo Sobam também contam com uma estrutura assistencial composta por oito unidades ambulatoriais, que atendem diversas especialidades, e com o Hospital Pitangueiras. A instituição é uma das referências em pronto-socorro na região, realizando uma média de 24 mil atendimentos por mês. Outra forte característica é a completa infraestrutura para realização de procedimentos de alta complexidade e atendimento em unidades de terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal. No primeiro semestre deste ano, o hospital registrou cerca de 1.400 internações por mês, mesma média de cirurgias realizadas. A unidade também mantém uma maternidade que realiza uma média de 150 partos por mês.
Reconhecido por sua excelência em gestão, baseada em protocolos que garantem a segurança do paciente, o Hospital Pitangueiras possui o selo ONA 3, certificação máxima da Organização Nacional de Acreditação – a mais importante entidade certificadora de serviços de saúde do Brasil. Já a qualidade do Grupo Sobam é comprovada pelo Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) da ANS, que posiciona a empresa entre as mais bem avaliadas no Programa de Qualificação das Operadoras desenvolvido pela agência reguladora.
“A excelente performance do grupo, aliada à característica socioeconômica e ao forte movimento empresarial de Jundiaí, foi fator fundamental para o nosso interesse. Jundiaí está entre as 15 cidades com maior produto interno bruto e com maior população no estado de São Paulo. É uma região na qual enxergamos muito potencial. Além disso, o perfil do negócio, que une operadora de saúde a hospital e unidades ambulatoriais, é o que buscamos para investimento”, afirma o executivo da Amil.
Entre os dias 14 a 16 de Setembro, a Berkley será a seguradora oficial da Shimano Fest, promovida no Memorial da América Latina, em São Paulo. Para a ocasião, a companhia disponibilizou as coberturas de Responsabilidade Civil, RD Equipamentos, Acidentes Pessoais e Seguro para Bicicletas.
No Brasil, a companhia foi a pioneira na comercialização do seguro para bicicletas com foco no público de alta performance. O produto oferece as tradicionais coberturas para roubo e furto qualificado e também para danos decorrentes de acidentes. Em breve também será incorporada a cobertura de Acidentes Pessoais para o ciclista.
A companhia opera em parcerias com as principais marcas especializadas do segmento, também em algumas lojas e oficinas do setor, com sistema on-line que permite a cotação e emissão do seguro.
Em sua 9ª edição, o Shimano Fest tem se consagrado como um festival de bicicleta que envolve todas as modalidades, todos os ciclistas e admiradores do mundo outdoor de esportes, por meio de atividades interativas e livres para pessoas de todas as idades.
O maior Festival da Bicicleta da América Latina, que deve reunir mais de 30 mil pessoas, combina competição de ciclismo, exposição de produtos de grandes marcas para teste, atrações para toda a família, atividades de pesca, diversão e relacionamento em um único lugar.
Prestes a completar um ano – em 11 de setembro – o Fundo Tático FIM demonstrou retorno superior ao de seus pares de mercado até 31 de agosto. Fazer gestão de um portfólio diversificado com baixa correlação em relação a outros fundos multimercado da indústria faz desse fundo uma ótima opção para os investidores.
A estratégia do produto é aplicar em ativos financeiros de diversas classes, sendo composto por renda fixa (somente risco de mercado), moedas e renda variável. Desde o início, o SulAmérica Fundo Tático FIM alcançou retorno equivalente a 139,06% do CDI.
“A grande volatilidade que estamos vivendo nos últimos meses em função das incertezas eleitorais e do cenário internacional mostrou-se o ambiente ideal para esse tipo de fundo, cujas operações são mais dinâmicas e, portanto mais de curto prazo”, declara Marcelo Mello, vice-presidente de Vida, Investimentos e Previdência da SulAmérica.
Mesmo que a cena se defina nos próximos meses, é bastante provável que a economia leve certo tempo para se recuperar. É essa estratégia diferenciada e desempenho apresentado desde seu lançamento, que o destacam como uma excelente opção de investimentos. O aporte inicial requerido é de R$ 5.000,00, com taxa de administração de 1,5% ao ano e taxa de performance de 20% do que exceder o CDI.
O mercado segurador registrou lucro líquido de R$ 8,7 bilhões de janeiro a julho de 2018, acima dos R$ 7,8 bilhões do mesmo período do ano anterior, mesmo com a queda de quase dez pontos percentuais na taxa Selic no período analisado. Segundo o ranking elaborado pela consultoria Siscorp, com base nos dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Bradesco Seguros segue líder absoluta, com R$ 2,96 bilhões em lucro no acumulado deste ano até julho, acima dos R$ 2,5 bilhões do mesmo período de 2017.
O grupo BB Seguros registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, abaixo dos R$ 1,4 bilhão do período anterior. A Caixa Seguros vem em terceiro lugar, com R$ 1 bilhão, acima dos R$ 897 milhões, conforme mostram as tabelas abaixo. Itau ocupa o quarto lugar, com R$ 760 milhões nos sétimos primeiros meses de 2018 e Zurich com R$ 582 milhões. Mais de 80% do ganho do mercado está concentrado em cinco grupos seguradores.
A Mapfre, que acaba de finalizar o acordo com o Banco do Brasil sobre uma nova estrutura de sociedade, lidera o ranking de prejuízo, com R$ 189 milhões de janeiro a julho deste ano, seguida pela AXA, AIG, Chubb e Mitsui.
Começou no dia e de setembro e termina dia 13, o tradicional evento Monte Carlo Reinsurance Rendez-vous, em Mônaco. Os principais temas da 62º edição são os resseguros ligados a seguros (ILS), além das condições do mundo para a próxima grande temporada de renovações dos contratos de resseguros. O mercado de resseguros está à beira de entrar em um período de renascimento impulsionado pela tecno logia e securitização, de acordo com altos executivos da corretora Willis Re.
A divisão de resseguros da Aon lançou uma nova equipe da Capital Advisory, liderada por Eric Paire, que reconhece a necessidade de oferecer otimização de capital para seus clientes. Espera-se que a demanda de resseguro e ILS aumente, mas o preço é fundamental, encontramos em nossa primeira pesquisa de mercado global. A Reinsurance News e a Artemis se uniram para medir a temperatura do mercado global de resseguros no momento mais importante para a indústria
Uma das tendências citadas pela Swiss Re é a queda de lucratividade do segmento de seguros de bens. O grupo divulgou no evento o seu mais recente estudo: “Profitability in non-life insurance: mind the gap” (Rentabilidade em seguro não vida: cuidado com o desnível), aborda a disparidade em lucratividade existente no setor de seguros não vida.
A análise mostra que as seguradoras nos principais mercados ocidentais e japonês precisam melhorar as margens de subscrição (lucro de subscrição como uma porcentagem de prêmios) em cerca de 5 a 9 pontos percentuais se quiserem gerar um retorno sobre o patrimônio (ROE) desejado de 10% no futuro.
A melhora econômica atual beneficiará a lucratividade futura através de taxas de juros mais altas e retornos de investimento, porém não será suficiente para resolver as diferençasde rentabilidade. Ao mesmo tempo, espera-se que os mercados de trabalho mais restritos aumentem os salários e a inflação dos sinistros. Deste modo, as taxas de prêmio precisam aumentar mais do que as tendências dos sinistros de modo a obter uma melhoria sustentável em rentabilidade.
O setor global de seguros não vida está passando por uma fase vulnerável do ciclo de rentabilidade, refletindo condições de subscrição e desempenho de investimento fracos e alto nível de fundos de capital. O ROE do setor caiu para 6% no ano passado, de 7% em 2016 e aproximadamente 9% alcançados anualmente entre 2013 e 2015.
A temporada de catástrofes de 2017 pode ter acionado um ponto de inflexão As condições de subscrição continuam fracas em 2018, particularmente em seguros comerciais, mas parecem estar passando por um ponto de inflexão. Isto se deve às grandes perdas geradas pelos furacões em 2017, que prepararam o terreno para uma correção de preços. As taxas de prêmio de linha comercial começaram a subir no final de 2017.
“As perdas geradas por catástrofes em 2017 desencadearam uma alteração modesta na dinâmica do mercado”, afirma Edouard Schmid, diretor executivo de subscrição do Swiss Re Group. “No entanto, falta saber o quão forte e sustentável é o endurecimento do mercado. Os aumentos das taxas de contas e linhas comerciais de negócios não afetados pelas perdas causadas por catástrofes mantiveram-se abaixo das expectativas iniciais, por exemplo”.
Nas linhas particulares, já houve um fortalecimento moderado de taxa em vários mercados importantes há alguns anos. Apesar do modesto fortalecimento da taxa de prêmio, o sigma mostra que é necessário mais trabalho para melhorar o desempenho de subscrição caso os déficits atuais em rentabilidade precisem ser corrigidos. As margens de subscrição precisam melhorar em torno de 5 a 9 pontos percentuais nos principais mercados ocidentais e japonês para gerar o ROE desejado de 10% aos investidores.
A evolução econômica por si só não resolverá a diferença de rentabilidade
As taxas de juros e os resultados de subscrição de seguradoras não vida estão inter-relacionados a longo prazo. No passado, durante períodos de taxas de juros mais altas, os retornos de investimento mais elevados eram compensados por perdas de subscrição maiores.
Em contrapartida, no ciclo atual, os resultados de subscrição pioraram sem o benefício da compensação do aumento de rendimentos, uma vez que a lenta recuperação pós crise resultou em um cenário prolongado de taxas de juros baixas. O crescimento econômico subjacente melhorou fortemente em 2017 e espera-se que continue em 2018, aumentando a pressão sobre a inflação e as taxas de juros. Os bancos centrais de vários países já estão retirando o estímulo monetário para evitar um superaquecimento. Isto indica uma mudança no ambiente operacional para seguradoras não vida.
“Sob as atuais condições econômicas mais fortes, esperamos que as taxas de juros nos mercados maduros continuem a subir moderadamente, o que deve apoiar o lucro das seguradoras através de retornos de investimentos mais altos”, declarou Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do Swiss Re Group. No entanto, “a evolução macroeconômica por si só não resultará em melhorias sustentáveis na rentabilidade do setor não vida. A tendência de queda dos rendimentos de investimento diminuiu, mas, ao mesmo tempo, o aumento nas taxas de juros a longo prazo que nós prevemos não é substancial”.
Além disso, os mercados de trabalho mais apertados estão projetados a empurrar para cima a inflação geral e de sinistros, criando um efeito compensatório sobre a rentabilidade. A crescente inflação de sinistros terá o impacto adicional de supressão da adequação das provisões de sinistros e confirma ainda que, para conseguir uma melhoria sustentável na rentabilidade do setor, será necessário um aumento da taxa de prêmio de seguro que ultrapasse o aumento das tendências de sinistros.
Em sua análise do ciclo de rentabilidade, este sigma demonstra que, a longo prazo, as companhias de seguro apresentaram um nível de rentabilidade comparável com o de empresas de outros setores. De acordo com essas tendências de lucro, uma comparação de duas décadas do desempenho do mercado de ações das seguradoras não vida sugere uma valorização equivalente ou até mesmo acima da paridade. Além disso, as ações de seguradoras demonstram uma baixa correlação de retornos de preços com outros setores da indústria e, consequentemente, oferecem um valor de oferta aos investidores sob a forma de vantagens em termos de diversificação.
As tendências subjacentes indicam que os ciclos de subscrição estão fortemente integrados em nível global e a todas as linhas de negócios. A análise no sigma identifica um padrão cíclico geral, como também algumas variações –fora de padrão devido às perdas causadas pelas catástrofes naturais e um grau de tendências de preços específicas de países e linhas de negócios. Consequentemente, os negócios não vida em diferentes linhas e países proporcionam vantagens de diversificação ao portfólio de subscrição de uma seguradora.
Outra constatação é que a duração média do ciclo parece ter aumentado desde o início dos anos 1980, quando os bancos centrais mudaram o foco de suas políticas para combater a inflação e grande parte da indústria de serviços financeiros ficou desregulada
Investimentos em tecnologias favorecem a eficiência e segurabilidade
A pressão sobre os rendimentos não vida aumentou o interesse em inovação. Os investimentos das seguradoras em tecnologia levaram a ganhos de eficiência e margens comprimidas para o sistema de distribuição em linhas comoditizadas. Em algumas linhas de negócios, a adoção da tecnologia também reduziu os custos de sinistros. As vantagens para a rentabilidade são inicialmente ofuscadas pelos ganhos sendo parcialmente repassados aos clientes através da competição e também pelo custo do investimento em tecnologia.
A longo prazo, os investimentos em dados e analítica avançada melhoram a eficiência, subscrição e segurabilidade de riscos complexos crescentes, seja através da melhoria em viabilidade, acesso ou melhor capacidade de subscrição de riscos novos e difíceis de quantificar.
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