Banco Inter está de olho no mercado segurador

Depois de fechar uma importante parceria no mercado segurador com a Liberty Seguros, há cerca de um ano, e com a Icatu Seguros em dezembro passado, o banco Inter pesquisa o setor para descobrir novos nichos para rentabilizar a operação da fintech, que não cobra por diversos serviços bancários, como tarifas de conta, de cartão de crédito, boletos ou TEDs. “Queremos aprender mais sobre esse mercado. Nossa estratégia é atender o cliente em todas as suas necessidade e seguro é um ponto relevante para eles, que buscam proteger o patrimônio, e para nós, pois monetiza nossa operação”, disse Marco Túlio Guimarães, diretor vice-presidente do Banco Inter, durante almoço com o blog Sonho Seguro.

O número de correntistas no banco digital superou 1,45 milhão em 2018, com 7,7 mil novas contas abertas por dia em dezembro, informou. Foram 847 mil monthly active users (MAU) (usuários ativos) em 2018, Em dezembro, foram realizados mais de 339 mil downloads e 16,5 milhões de acessos no app, crescimento anual de 299% e 265%, respectivamente, segundo o executivo.

Trazer novos produtos tem sido a dinâmica do grupo. No início deste mês, por exemplo, o banco fez sua primeira emissão de Letra Imobiliária Garantida (LIG), levantando R$ 12 milhões como funding para crédito imobiliário e assim reforçar sua posição nesse nicho, que ainda tem uma participação pequena no PIB do Brasil. “Apostamos na retomada do crédito imobiliário e acreditamos que será necessário mais funding no futuro diante da demanda que já mostra sinais de melhora. Se os juros continuarem baixos, os prazos vão alongar e isso ajuda a aumentar a demanda”, disse Guimarães.

Consórcios também está no radar do grupo. O consórcio imobiliário, com cartas de crédito de R$ 120 mil a R$ 240 mil e prazos de até 240 meses para pagar, foi lançado em novembro. Em dezembro, entrou no ar uma nova plataforma de investimentos, com Home Broker 100% gratuito. “Estamos impressionados com o desempenho deste produto”, disse, sem citar números, que poderão ser checados no balanço financeiro do grupo previsto para ser divulgado nesta última semana de janeiro. Num release com a prévia do balanço, o grupo informou ter ultrapassamos a marca de 115 mil investidores, crescimento de 238%.

No mundo de seguros, o grupo tem a corretora InterSeguros, que concentra todas as ações do banco digital. A parceria com a Liberty prevê 10 anos de exclusividade em alguns nichos, como auto, residência, proteção financeira de cartões, seguro viagem e equipamentos eletrônicos. Está em teste um seguro de celular e em automóvel outras seguradoras só podem atuar em modalidades ou regiões que a Liberty não atue. Já com a Icatu o acordo prevê parceria em previdência, com um ícone da seguradora que será disponibilizado no app do banco ainda neste mês.

A regra é ser 100% digital e não pode ter “fricção”. Ou seja, o banco não quer atuar em nichos que não atendam bem os clientes. “A idéia é agregar valor ao nosso cliente”, reforçou. “Nosso objetivo é oferecer taxas cada vez mais competitivas em todos os nossos produtos”, afirmou.

Praticamente uma das poucas notícias ruins do banco em 2018 foi um ataque cibernético. E a boa foi ter sido bem atendido pela seguradora de riscos financeiros. “Acredita-se que pessoa autorizada a atuar em nossos sistemas tenha quebrado o seu dever de sigilo, sua ética profissional e as regras do nosso código de conduta e, após tentativa frustrada de nos extorquir, divulgou, sem autorização, algumas informações relativas a pequena parcela de nossos clientes à época”, assumiu o banco em maio último.

O banco busca cobrir parte das perdas com vazamento de dados com a apólice de Directors & Officers (D&O), na falta de uma apólice específica de seguro cibernético. Sem dar detalhes, o executivo apenas disse que o ocorrido despertou o grupo para o tema.

Em dezembro passado, a Justiça homologou um acordo entre o banco digital e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios sobre o vazamento de dados de clientes do banco. Em julho, o MPDFT havia pedido a condenação do banco ao pagamento de R$ 10 milhões indenizatórios, mas o acordo foi fechado em R$ 1,5 milhão para reparar os danos morais coletivos de caráter nacional decorrentes do vazamento de dados, sendo R$ 1 milhão será destinado a instituições públicas que combatem crimes cibernéticos, indicadas pelo próprio MPDFT, e R$ 500 mil para instituições de caridade.

Algumas companhias que registraram vazamento de dados por ataque cibernéticos, no Brasil e no mundo, acionaram outras apólices, como D&O e Responsabilidade Civil Profissional (PI), uma vez que a apólice de cyber ainda engatinha conquistando cada dia mais clientes. Os custos legais de ações como a do Banco Inter não são excluídos das apólices D&O puramente por se tratarem de riscos ligados ao mundo virtual. Já a cobertura de PI, que inclui proteção em caso de litígio sobre a qualidade de um serviço ou acusações de negligência por parte de clientes, em geral não possui exclusões relacionadas a riscos cibernéticos.

Certamente muitas novidades devem ser anunciadas neste ano, pois vontade de crescer não falta para o mercado de seguros e nem para o banco, que busca ter uma penetração de seguros maior na base de clientes. O balanço do grupo de 2018 trará uma parte dedicada a operação de seguros. A conferir.

Mapfre fecha sucursais

A Mapfre foi um dos “hot topics” nos grupos de profissionais de seguros existentes no WhatsApp. As mensagens lamentavam o fechamento de cerca de 20 sucursais no Brasil. Procurada, a seguradora confirmou o fato e informou por meio de sua assessoria de imprensa:

“Visando avançar para uma estrutura de governança mais simples e eficiente, a Mapfre realizou a reestruturação de sua rede de Sucursais em algumas regiões. O processo está em linha com a estratégia da empresa para obter crescimento rentável e conquista de eficiência operacional no Brasil, que continua sendo a segunda maior operação para a companhia. A Mapfre ressalta que os atendimentos a clientes e corretores seguem normalmente, a nossa força de vendas continuará presente em todo o território nacional”.

O número de sucursais fechadas e demissões não foram informados até a publicação deste post.

Depois de anos sendo o destaque do balanço mundial do grupo espanhol, a unidade brasileira amargou perdas em 2018. Segundo o ranking elaborador pela consultoria Siscorp, com base em números divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Mapfre lidera o de prejuízo, com R$ 442 milhões de janeiro a novembro de 2018. Em 13 de dezembro, o grupo indicou o espanhol Fernando Pérez-Serrabona como novo CEO da companhia, substituindo o brasileiro Wilson Toneto, a partir de janeiro deste ano.

Em novembro passado, a Mapfre e o Banco do Brasil concluíram a revisão da parceria que possuem há mais de cinco anos. A Mapfre desembolsou R$ 2,27 bilhões para recomprar 100% dos negócios gerados pela Rede de Corretores e Affinities e toda a operação de Automóvel e Grandes Riscos. BB Seguridade e Mapfre permanecem sócias no canal de distribuição do banco nos negócios de Vida, Prestamista, Habitacional, Rural e Massificados, até 2031. 

Austral aposta na retomada para riscos de petróleo e gás em 2019

Fonte: Release enviado pela Austral

A Austral Seguradora registrou R$ 228 milhões em prêmios emitidos em Riscos de Petróleo, alcançando 35% do mercado em 2018. O crescimento de mais de 110% em relação ao mesmo período de 2017 é fruto do maior volume de novos negócios do setor e baseado em uma e stratégia focada em inovação, agilidade e eficiência operacional.

A conquista acontece em um bom momento para o mercado de seguros de óleo e gás. Dados da Susep mostram que o crescimento de prêmios emitidos de novembro de 2017 até novembro de 2018 já chega a aproximadamente 120% nesta linha de negócio. “Nossa estratégia é de longo prazo, focada no crescimento orgânico do portfólio e na entrega de soluções sob medida para os riscos e exposições de clientes em toda a cadeia de fornecedores da indústria, abrangendo desde atividades de perfuração até catering”, explica Carlos Frederico Ferreira, CEO da Austral Seguradora.

Um dos principais catalisadores para o cenário favorável e o crescimento da seguradorana área de Energy foi o aumento do interesse na compra de participações na área de exploração e produção (E&P) – as operações conhecidas como ” farm-in’s” – em campos maduros por parte de operadoras de menor porte, a exemplo das negociações envolvendo os campos de Frade, BJSA, Pampo & Anchova e no chamado Polo Nordeste.

Neste ambiente, a perspectiva para a indústria de seguros de Riscos de Petróleo é ainda mais otimista para 2019. O aumento das atividades de exploração e produção, principalmente na retomada das campanhas de perfuração e o desenvolvimento de novos projetos subsea, devem injetar ainda mais prêmios ao setor. 

“A aposta da Austral é no aumento das atividades de perfuração, dos projetos de engenharia subsea e da construção e contratação de novas unidades de produção e perfuração. A agenda da indústria para este ano ainda envolve outros temas relevantes, como a abertura do mercado de gás natural, a revisão do excedente da cessão onerosa e as novas rodadas da ANP para pré-sal e pós-sal”, destaca Thiago Navega, head para operação de Riscos de Petróleo e Riscos Marítimos da seguradora.

Thiago Navega lembra ainda que para este ano estão previstos dois processos licitatórios importantes envolvendo a Petrobras: um ligado à estruturação do programa de seguro Operacional no Brasil e outro exclusivamente para o campo de Libra, considerado a joia da coroa do pré-sal.

“Esperamos que 2019 seja, na verdade, um ano de transição para a indústria de óleo e gás”, avalia. “O Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o período 19-23 já indica um investimento de US$ 84 bilhões, dos quais US$ 68 bilhões serão destinados à E&P. Além da estatal, outras empresas relevantes demonstraram apetite na reto mada de investimentos no Brasil, caso de Shell, Total, Chevron e Exxon, esta última retornando a operar no Brasil após 9 anos”, completa.

Sicoob encerra ano com produção de seguros de R$ 750 milhões

Fonte: Release enviado pelo Secoob

A produção de seguros do Sicoob em 2018 foi de R$750 milhões, uma alta de 14% em relação a 2017. Isso representa R$ 100 milhões a mais que o ano anterior.

Puxado pela operação própria de seguros de vida, por meio do Sicoob Seguradora, e pela distribuição no modelo de parceria nos ramos elementares, o Sistema atingiu números recordes em arrecadação e emissão de prêmio no ano de 2018. 

No ano passado, o Sicoob Seguradora alcançou a marca de R$330 milhões em arrecadação e mais de 130 mil vidas protegidas, um crescimento de 55% com relação a 2017. Vale ressaltar que, no segmento de Seguro de Vida – Risco, o mercado esperava crescer 8,5%.

Já a operação de Ramos Elementares fechou o ano de 2018 com produção superior a R$420 milhões, o que representa um crescimento de 27% comparado ao ano de 2017. O número também supera as projeções do mercado que esperava crescer 8% em 2018.

Os resultados geraram mais de R$ 180 milhões de receita líquida para as cooperativas do Sicoob, um crescimento de 50% se comparado ao mesmo período em 2017. Para 2019, a expectativa de produção está acima de R$ 900 milhões. 

Os números expressivos são resultado do empenho das nossas cooperativas na missão de proteger o que mais importa para os (as) nossos (as) cooperados (as).

Amil credencia Amparo Saúde para ampliar atendimento em atenção primária

Fonte: Release enviado pela Amil

Primeiro contrato do tipo beneficiará 16 mil clientes da Amil. Amparo já visa à abertura de novas clínicas

A Amparo Saúde, primeiro centro de saúde por assinatura do Brasil, acaba de ser credenciada pela Amil para atendimento aos clientes da operadora. Os beneficiários poderão desfrutar das clínicas Amparo e todos os seus serviços de atenção primária e medicina da família, sem nenhum custo adicional.

O objetivo da Amil é ampliar os pontos de acesso às consultas com médicos de família em rede credenciada. Hoje, a operadora possui 34 clínicas próprias que atendem nesse modelo: o Amil Espaço Saúde, com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná e Pernambuco, alcançando 240 mil pacientes. Inicialmente, o credenciamento da Amparo Saúde levará o modelo de atendimento a mais 16 mil clientes da Amil, mas a expectativa é que esse número aumente conforme a inauguração de outras unidades previstas no plano de negócios da rede de clínicas.

 “O principal objetivo dessa parceria é proporcionar o acesso a um atendimento de qualidade alinhado com o serviço prestado no Amil Espaço Saúde, com o apoio de prestadores que mantêm a mesma proposta de valor do nosso grupo: oferecer a nossos clientes o cuidado certo por meio da coordenação do cuidado”, comenta Giselle Diniz, diretora de Engajamento e Experiência da Amil.

De acordo com Emílio Puschmann, fundador da Amparo Saúde, a união marca uma nova fase da empresa, com ainda mais credibilidade no mercado. “O contrato com a Amil nos permite demonstrar, em grande escala, a efetividade de nosso atendimento de assistência primária”. De acordo com o executivo, a parceria também reafirma o modelo de negócio da empresa, focado em excelência em: indicadores clínicos, experiência do paciente e redução de custos. A Amparo prevê a inauguração de mais clínicas na Região Metropolitana de São Paulo ainda no primeiro semestre de 2019, chegando a mais cidades do Brasil até o fim do ano.

O contrato entre as partes prevê um modelo de remuneração alternativo ao pagamento por serviço (fee for service), hoje considerado um dos principais motivadores de desperdício na saúde suplementar. Na prática, em vez de a Amil remunerar a Amparo por cada insumo utilizado, consulta ou procedimento realizado, é combinado um valor fixo de remuneração para a clínica de acordo com o número de beneficiários sob sua responsabilidade, agregando incentivos financeiros pelo alcance de bons resultados clínicos e de atendimento ao paciente.

O credenciamento de prestadores do segmento de atenção primária faz parte de uma série de investimentos da Amil em coordenação do cuidado. Hoje, 89% dos beneficiários atendidos por médicos de família em unidades do Amil Espaço Saúde têm seus problemas de saúde solucionados sem necessidade de encaminhamento para outros especialistas. Além disso, há um registro de queda de 30% na hospitalização dos pacientes engajados. Recentemente, a empresa contratou 400 profissionais para compor suas equipes de atenção primária, entre médicos, enfermeiros e técnicos. Também fez uma parceria inédita com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein para treinamento de 80 médicos em técnicas de atendimento em medicina de família. Para 2019, a previsão é a inauguração de mais unidades do Amil Espaço Saúde, sendo a próxima em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Cade investiga corretoras e seguradoras no segmento de aviação

Fonte: Release divulgado pelo Cade e Blog Sonho Seguro

Onze empresas e trinta pessoas físicas estariam envolvidas no compartilhamento indevido de informações concorrencialmente sensíveis

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) divulgou release no dia 14 de janeiro informando que instaurou processo administrativo (nº 08700.000171/2019-71) para investigar suposto compartilhamento de informações concorrencial e comercialmente sensíveis entre diversos participantes que atuam na indústria de corretagem de seguros e resseguros para aviação e aeroespacial e serviços auxiliares relacionados. A conduta anticompetitiva teria sido realizada no exterior e teria afetado o mercado internacional, com efeitos potenciais no Brasil.

Estão sendo investigadas as empresas American International Group, Amlin, AON UK Limited, Aspen Insurance UK, JLT Speciality Limited, Liberty Global Group, Marsh Limited, Tokio Marine Kiln Group Limited, United Insurance Brokers Limited, XL Group plc e Willis Group Limited, além de trinta pessoas físicas ligadas a essas companhias. Veja aqui o processo administrativo, porém com acesso restrito aos nomes dos executivos.

De acordo com a nota técnica da SG/Cade, há evidências de que as informações sensíveis eram trocadas por fax, e-mail, telefone e durante reuniões bilaterais e, ocasionalmente, multilaterais. Os ilícitos teriam começado, pelo menos, em 1997 (e possivelmente antes, em meados da década de 1980) e continuaram até, pelo menos, abril de 2017. Entre as informações compartilhadas há dados recentes, com alto nível de detalhamento, a respeito de precificação e outros fatores relativos a seguros e resseguros para aviação e aeroespacial.

Uma fonte que pediu anonimato lembrou que nesse período o mercado ressegurador era somente o IRB Brasil Re e que a solução para riscos complexos era sempre na base de pool de resseguro com vários mercados e brokers. “Quando isso ocorre, os mercados e brokers trabalham juntos na busca do melhor painel”, argumentou ele ao blog Sonho Seguro.

Segundo a Superintendência-Geral, como esses dados não eram compartilhados em outros foros, há fortes indícios de que as empresas que recebiam as informações sensíveis teriam maior visibilidade sobre condições comerciais e de mercado do que suas concorrentes. Desse modo, as companhias envolvidas na conduta investigada apresentariam certa vantagem competitiva, o que teria o potencial de distorcer a concorrência nos mercados afetados.

Com a instauração do Processo Administrativo, os acusados serão notificados para apresentar suas defesas. Ao final da instrução processual, a Superintendência-Geral opinará pela condenação ou arquivamento e remeterá o caso para julgamento pelo Tribunal Administrativo do Cade, responsável pela decisão final.

Impactos ambientais preocupam a economia global

Fonte: Fórum Econômico Mundial

Novo relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que economistas e investidores continuam preocupados com ameaças relacionadas a meio ambiente e mudança do clima à economia global, que podem afetar o crescimento econômico negativamente em 2019

Riscos associados à mudança do clima e meio ambiente continuam liderando o ranking de preocupações para a economia global, aponta a nova edição do Relatório sobre Riscos Globais produzido pelo Fórum Econômico Mundial e publicado hoje (16/1).  O relatório incorpora os resultados da Pesquisa Global de Percepção de Riscos, que ouviu aproximadamente mil especialistas e tomadores de decisão.

Para eles, os riscos ambientais continuam dominando suas preocupações de médio e longo prazos: todos os riscos ambientais que o relatório aponta estão novamente na categoria de alto impacto e alta probabilidade – perda de biodiversidade; eventos climáticos extremos; falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas; desastres provocados pelo homem; e desastres naturais.

“O ano passado foi marcado por incêndios históricos, inundações contínuas e aumento das emissões de gases de efeito estufa. Não é surpresa que, em 2019, os riscos ambientais dominem mais uma vez a lista das principais preocupações”, aponta Alison Martin, diretora de risco do Zurich Insurance Group. “Para responder efetivamente às mudanças climáticas, é necessário um aumento significativo da infraestrutura para se adaptar a esse novo ambiente e passar para uma economia de baixo carbono”.

De acordo com Martin, até 2040, a lacuna de investimento em infraestrutura global está estimada em US$ 18 trilhões contra uma necessidade projetada de US$ 97 trilhões. “Nesse contexto, recomendamos fortemente que as empresas desenvolvam uma estratégia de adaptação e resiliência climática e que trabalhem nisso o quanto antes”.

Os riscos ambientais também apresentam problemas para a infraestrutura urbana e seu desenvolvimento. Com a elevação do nível do mar, muitas cidades precisam encarar soluções extremamente caras para problemas que vão desde a extração limpa de água subterrânea até barreiras contra super-tempestades. A escassez de investimento em infraestruturas críticas, como transporte, pode levar a falhas em todo o sistema, bem como exacerbar os riscos sociais, ambientais e os relacionados à saúde humana.

“O subfinanciamento persistente de infraestrutura crítica em todo o mundo está dificultando o progresso econômico, deixando empresas e comunidades mais vulneráveis tanto a ataques cibernéticos quanto a catástrofes naturais, incapazes de aproveitar ao máximo a inovação tecnológica”, argumenta John Drzik, presidente de risco global e digital da Marsh. “A alocação de recursos para o investimento em infraestrutura, em parte por meio de novos incentivos para parcerias público-privadas, é vital para a construção e o fortalecimento de fundações físicas e redes digitais que permitirão às sociedades crescer e prosperar”.

O relatório aponta ainda para uma deterioração das condições econômicas e geopolíticas globais em 2019, resultado das dificuldades enfrentadas pela cooperação internacional para promover ação coletiva para enfrentar as principais urgências atuais do mundo, como a mudança do clima. Essa piora na qualidade das relações internacionais também afeta as trocas comerciais, algo que foi bastante sensível em 2018, com a intensificação das “guerras comerciais” entre as grandes potências, especialmente entre Estados Unidos e China. 

“Com o comércio global e o crescimento econômico em risco em 2019, existe uma necessidade mais urgente de renovar a arquitetura da cooperação internacional”, disse Børge Brende, presidente do Fórum Econômico Mundial. “Não temos condições para lidar com o tipo de desaceleração que a dinâmica atual pode nos levar. Precisamos de ação coordenada e concertada para sustentar o crescimento e enfrentar as graves ameaças que o nosso mundo enfrenta hoje”.

Incêndios e tufões elevam conta de sinistros da Swiss Re para US$ 1,3 bi no 4º tri

catástrofes

Fonte: Reuters

A resseguradora Swiss Re espera um impacto de US$ 1,3 bilhão relacionado a reparações de danos de desastres naturais e catástrofes causadas por pessoas no quarto trimestre, período marcado por incêndios na Califórnia, tufões na Ásia e destruição de um satélite.

A companhia suíça informou que espera em seu resultado de todo o ano de 2018 um total de US$ 2,9 bilhões em pedidos de reparação de danos.

Em toda a indústria, a companhia estima as perdas seguradas de US$ 81 bilhões em 2018, abaixo do recorde de US$ 144 bilhões de 2017. A estimativa de 2018, se confirmada, marcará o quarto maior valor já registrado pelo setor, afirmou a Swiss Re.

Os incêndios na Califórnia, que mataram 85 pessoas e destruíram 20 mil construções, vão gerar para a Swiss Re uma conta de reparação de prejuízos de cerca de US$ 375 milhões. Já os tufões Jebi e Trami na Ásia elevam o total de gastos em US$ 320 milhões.

Paulo Valle é nomeado subsecretário da Previdência Complementar

Paulo Fontoura Valle, ex-presidente da Brasilprev (dezembro/2015 a março/2018), foi nomeado para atuar em comissão de Subsecretário do Regime de Previdência Complementar pelo Ministro Paulo Guedes, em portaria divulgada nesta quarta-feira. Valle é auditor federal de Finanças e Controle, lotado na Secretaria do Tesouro Nacional.

Valle participou da equipe de transição no grupo da reforma da previdência junto com o novo Secretário de Previdência Leonardo Rolim. Agora foi nomeado Subsecretário de Previdencia Complementar, responsável pela formulação e acompanhamento das políticas e diretrizes da previdência complementar aberta e fechada e programas individuais de aposentadoria.

Atualmente Valle é membro do Comitê de Auditoria do IRB Brasil RE. Foi o Subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional de 2006 a 2015, tendo sido responsável pela administração das dívidas interna e externa da União e pelo relacionamento com investidores e agências de rating.

Veja

Gabinete do Ministro

Portaria nº 8 de 15 de janeiro de 2019

O MINISTRO DE ESTADO DA ECONOMIA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 87, parágrafo único, inciso IV da Constituiçã ;o Federal, e considerando o que dispõe o artigo 3º, da Portaria n° 581, de 10 de dezembro de 2009, publicada no Diário Oficial da União de 14 de dezembro de 2009, alterada pela Portaria nº 938, de 16 de dezembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União de 17 de dezembro de 2015, e demais informações que constam do Processo nº 10199.100015/2019-79, resolve:

Art. 1º Autorizar que o servidor PAULO FONTOURA VALLE, Auditor Federal de Finanças e Controle, Matrícula SIAPE nº 6143695, lotado na Secretaria do Tesouro Nacional, tenha, excepcionalmente, exercício na Secretaria Previdência deste Ministério, para exercer o cargo em comissão de Subsecretário do Regime de Previdência Complementar, código DAS 101.5.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO GUEDES

Divulgados calendários para pagamento do Seguro DPVAT em 2019

Fonte: Seguradora Líder

Os calendários de pagamento do Seguro DPVAT 2019 para diversos Estados já estão disponíveis para consulta no site da Seguradora Líder. Em janeiro, por exemplo, o prêmio do Seguro DPVAT deve ser pago pelos proprietários de veículos, com diversos finais de placas e em diversas categorias, em UFs como Acre, Minas Gerais, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Todas as datas podem ser consultadas clicando aqui.

De contratação anual obrigatória por todos os proprietários de veículos automotores de via terrestre sujeitos à registro e licenciamento, o calendário de pagamento do Seguro DPVAT segue o vencimento da cota única ou da 1º parcela do IPVA, seguindo o que é definido pelas Secretarias de Fazenda de cada estado.  No caso de veículos isentos do imposto, o pagamento do seguro deve ser feito juntamente com o emplacamento ou no momento do licenciamento anual. De acordo com a Resolução CONTRAN nº 664/86, a quitação do Seguro DPVAT é necessária para a obtenção do Certificado de Registro e Licenciamento Veicular (CRLV), documento de comprovação do licenciamento anual do veículo e de porte obrigatório.

O valores do Seguro DPVAT são definidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) anualmente e variam apenas de acordo com a categoria do veículo. Proprietários de automóveis, por exemplo, pagam R$16,21, enquanto os proprietários de motocicletas pagam R$84,58.  A tabela completa com os valores do Seguro DPVAT para o ano de 2019, de acordo com a categoria do veículo, pode ser consultada diretamente no site da Seguradora Líder clicando aqui.

Para efetuar o pagamento do Seguro DPVAT, os proprietários de veículo devem conferir as regras do seu Estado aqui. Os proprietários que emitem a guia diretamente no site da Seguradora Líder, devem entrar em www.seguradoralider.com.br e, na área de pagamento, incluir o RENAVAM, a PLACA, o ESTADO DO EMPLACAMENTO DO VEÍCULO e o ANO DO PAGAMENTO. Depois disso, basta quitar o valor na rede bancária.

Além do pagamento das indenizações às vítimas e beneficiários das vítimas de acidentes de trânsito, o Seguro DPVAT é uma importante fonte de receita para a União. Dos recursos arrecadados, 45% vão para o Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito e 5% são direcionados para o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50% são direcionados para o pagamento de indenizações, despesas e reservas.