Eduardo Viegas assume como CEO da Berkley Brasil

Eduardo Viegas Berkley

Eduardo Viegas assume como CEO da Berkley Brasil. Com experiência de mais de 20 anos no mercado financeiro e segurador, Viegas está na Berkley desde 2016 onde ocupava a posição de vice-presidente técnico operacional. “Estou muito entusiasmado e honrado com mais este desafio. Em um momento único de grandes mudanças no setor devemos de forma consistente intensificar a nossa busca por inovação, sempre tendo como foco a qualidade e o cuidado na relação com nossos corretores e parceiros. A especialização em produtos e o interesse continuo em”escutar”as necessidades do mercado devem seguir sendo o DNA da mesma Berkley que iniciou sua operação no Brasil há mais de 12 anos.”, diz Viegas.

O executivo, José Marcelino Risden, que liderou a seguradora desde o início da operação, passa a posição de Chairman do conselho da Berkley. “Esta nova estrutura é resultado da evolução da companhia e do reconhecimento ao trabalho do Eduardo Viegas. Agora como parte do conselho, tenho como principal missão dar continuidade ao trabalho de relacionamento com as entidades do setor e com o mercado de corretores que sempre foi minha principal vocação, da qual não poderia me afastar.”, diz Risden.

Seguradora Líder lança primeira edição de Cartilha Médica

Seguradora Líder lança primeira edição de Cartilha Médica

Fonte: Líder

Material aborda, de maneira didática, as principais regras da cobertura de invalidez permanente, responsável por 70% das indenizações do Seguro DPVAT. Na última década, mais de três milhões de sinistros foram pagos a vítimas que adquiriam algum tipo de sequelas definitivas

A cobertura por invalidez permanente do Seguro DPVAT é a mais solicitada por vítimas de acidentes de trânsito, representando cerca de 70% dos pedidos, anualmente. Nos últimos dez anos, mais de 3 milhões de indenizações foram pagas a pessoas que ficaram com algum tipo de sequela permanente. Apenas no ano passado, mais de 228 mil pagamentos destinaram-se a estes casos, o que equivale a 69% do total. Para ampliar o conhecimento sobre o seguro obrigatório, a Seguradora Líder lança a primeira edição da “Cartilha Médica DPVAT”. A proposta é esclarecer, em detalhes, o funcionamento do benefício na invalidez permanente.

A cartilha apresenta as principais definições, regras e consensos médicos que contemplam a cobertura. O material também esclarece todas as informações necessárias para dar entrada no pedido de indenização, detalhes sobre documentação, além de como o processo funciona na prática e os motivos que podem levar à negativa – quando o pagamento da indenização não é aprovado.

Outro destaque do material é a tabela prevista na Lei 6.194/74 (alterada pela Lei 11.945/2009) e alguns exemplos de aplicação da legislação, que são, inclusive, demonstrados em um infográfico na página 15. A tabela serve de base para o cálculo dos valores das indenizações, que variam de acordo com a gravidade da lesão que levou à sequela definitiva, classificada como total ou parcial (completa ou incompleta).

O material ainda inclui exemplos de casos reais para demonstrar quando é possível ou não dar entrada do pedido de indenização por invalidez. O documento ainda lembra que, para dar entrada no pedido é possível caso, após o tratamento médico, seja comprovada uma sequela definitiva, por meio de laudo médico conclusivo, sem a possibilidade de reabilitação. Já vítimas de sequelas temporárias podem solicitar indenização por reembolso de despesas médicas e suplementares, caso haja gastos com a recuperação na rede particular de saúde.

Para solicitar a indenização, a vítima ou beneficiário deve reunir a documentação completa e correta, de acordo com a cobertura a ser pleiteada, e dar entrada no pedido pelo aplicativo Seguro DPVAT ou em um dos quase oito mil postos de atendimento autorizados em todo o país. O prazo para análise e resposta da solicitação é de até 30 dias, como previsto em Lei. A lista com todos os detalhes sobre a documentação completa para cada cobertura pleiteada está disponível no site da Seguradora Líder. 

AXA lidera política de diversidade no Brasil

Thomas Buberl CEO mundial da AXA em visita ao Brasil sobre mulheres na liderança

Levanta a mão quem coloca na agenda do CEO mundial do grupo uma reunião sobre as metas e o que pode ser realizado para elevar o percentual de Mulheres na Liderança? A CEO do Brasil, Delphine Maisonneuve, e sua equipe. Levanta a mão sobre quem chama a imprensa especializada para participar deste tão importante e histórico encontro? Idem.

Nesta terça-feira, a AXA Brasil recebeu no país o CEO Global, Thomas Buberl, com uma agenda super concorrida. O primeiro encontro do dia foi um debate sobre igualdade de gênero, melhores práticas corporativas, empreendedorismo feminino. Até onde conheço (modéstia à parte, conheço bem o setor), a AXA tem a política de diversidade mais avançada dentro do mercado segurador brasileiro.

A CEO, Delphine Maisonneuve, que compõe o seleto grupo de duas CEOs de seguradoras no Brasil entre as mais de 50 companhias com faturamento relevante, liderou a discussão, ao lado da sua equipem de executivas e executivos da companhia, além de convidados externos como Ana Fontes, Ana Fontes, fundadora da RME – Rede Mulher Empreendedora, Silvia Carolina Martins , consultora da PwC Brasil e eu, jornalista Denise Bueno, do blog Sonho Seguro.

A meta da AXA no Brasil é chegar a 50% de homens e 50% de mulheres em cargos de liderança até 2023. Em 2019, a meta é atingir 33%. Certamente quanto mais perto do alvo, mais difícil. Mas pelo comprometimento que vi hoje de toda equipe e pelas noticias compartilhadas pelo CEO mundial, logo esse sonho vira realidade. “A criatividade e a inovação requerem diversidade. Nossos clientes são diversos. É preciso ter representatividade na tomada de decisões”. 

No Brasil, as mulheres compõem 52% do quadro de colaboradores. “Em relação às posições de liderança (a partir de Coordenação) temos 104 gestores: 50 mulheres. Somos três mulheres no Comex e os planos de sucessão também já demonstram paridade. Me orgulho muito desse panorama!”, comemora.

O empenho de Delphine como CEO é contribuir para que as pessoas desenvolvam o seu máximo potencial e isso pressupõe um ambiente diverso, que desafie, questione e traga múltiplas visões para a mesa.  “Espero poder contribuir sempre com minhas equipes e com o mercado para avançarmos”, comenta. “Sempre digo que enquanto não houver paridade em nossas funções dentro da empresa, mas também na esfera privada, temos que continuar seguindo adiante.”

Buberl ouviu das especialistas em programas de mulheres, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e Silvia Martins, consultora da PwC Brasil, um pouco do que está sendo feito no Brasil

Segundo Buberl, a AXA está empenhada em promover a diversidade e Inclusão, criando um ambiente de trabalho onde todos os funcionários são tratados com dignidade e respeito e onde as diferenças individuais são valorizadas. “A AXA está comprometida com a igualdade de oportunidades em todos os aspectos do emprego como idade, nacionalidade, origem étnica, gênero, orientação sexual, identidade ou expressão de gênero, religião, estado civil ou deficiência”, disse.

A AXA tem como estratégia dedica-se a cultivar um ambiente diversificado e inclusivo, onde todos os funcionários se sentem totalmente engajados e incluídos em nossos negócios e estratégia para se tornar uma “Preferred Company”, para todos os stakeholders.

Segundo ele, a diversidade e a inclusão estão na raiz dos valores e da cultura da AXA, com base no respeito a todos. “Uma equipe diversa nos ajuda a atender as diversas necessidades do mercado em que atuamos, tanto globalmente como localmente, além de melhorar a nossa competitividade por meio da inovação. Atraímos talentos de todo o mundo para superarmos os desafios que esse tema exerce em todo o mundo”.

Thomas Buberl, o primeiro alemão a assumir um cargo tão importante do grupo francês, contou que o programa de diversidade da AXA foi criado em 2012, com objetivo de envolver liderança e reunir o apoio de funções-chave, alavancando talentos e conhecimento. “Estamos muito orgulhosos das nossas conquistas e confiantes de que temos muito trabalho pela frente para atingirmos a nossa meta, que será conquistada com o apoio de todas vocês”, disse o CEO mundial ao grupo de 15 pessoas que contou a ele um pouco sobre os desafios do Brasil neste tema e sobre as políticas que podem ajudar a criar uma sociedade mais justa com o preparo de mulheres para cargos de liderança tanto em empresas e também como empreendedoras, na família, desenvolvendo a sociedade como um todo ao replicar o seu próprio exemplo no ambiente que vive. Afinal, o consumidor de seguros está em todos os lugares. E uma política desta encanta qualquer cidadão.


 

David Legher vai comandar a Prudential do Brasil

CEO prudential

Fonte: Release

A Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A. anunciou hoje a nomeação de David Legher para liderar a companhia, assumindo a posição de Presidente e Chief Executive Officer, assim que aprovado pelo órgão regulador.

Em sua função, o executivo terá responsabilidade direta por todas as áreas da Prudential do Brasil e se reportará a James Weakley, Vice-presidente da Prudential Internacional e Presidente Regional da Divisão de Negócios Internacionais da companhia.

David Legher se junta à Prudential com ampla experiência em marcas dos segmentos de consumo e seguros. Mais recentemente, ele foi presidente da América Latina para a Avon, com responsabilidade por um terço da receita global da empresa. Algumas de suas realizações foram modernizar o negócio por meio de recursos digitais e redefinir o relacionamento da empresa com os representantes, o que resultou em um impacto positivo na receita, no serviço e no custo operacional. Durante sua trajetória de 15 anos na Avon, David também atuou como Presidente de Operações no Brasil, a maior operação de negócios globais da empresa e como Presidente do México e da América Central.

Antes da Avon, o novo CEO da Prudential trabalhou por mais de 10 anos para o Grupo Sura (Suramericana de Seguros S.A.), ocupando vários cargos de liderança em TI, Operações e Fusões e Aquisições para a seguradora latino-americana de vida e saúde. Até recentemente, ele também atuou como membro do conselho da Seguros Sura (Brasil).

“O Brasil é um mercado-chave para a Prudential Financial”, disse Weakley. “A Prudential teve um crescimento substancial nos últimos anos, atendendo às necessidades de seguro de vida de indivíduos e de empresas no Brasil. A nomeação de David nos ajudará a fortalecer e apoiar esse crescimento. Ele nos traz ampla e extensa experiência em seguros e marcas de consumo, aplicando um pensamento inovador e uma nova perspectiva para o negócio”.

Cidadão colombiano e residente permanente do Brasil, David Legher possui mestrado em Seguros e Gestão de Riscos pela City University Business School, em Londres, Inglaterra. Ele também tem pós-graduação em Negócios Internacionais e é bacharel em Engenharia de Sistemas de Informação, ambos da EAFIT University, em Medellín, Colômbia. Ele é fluente em espanhol, português e inglês.

Seguradoras e IRB disputam Caixa, traz Agência Estado

A Agência Estado informa que a Caixa Seguridade atraiu o ressegurador IRB Brasil Re, a BB Seguridade e várias estrangeiras na disputa pelo seu balcão. Entre as estrangeiras, estão nomes de peso como as alemãs Allianz e HDI, a japonesa Tokio Marine, a norte-americana Chubb e ainda a italiana Generalli. A atual sócia da Caixa, a francesa CNP Assurances, também está na disputa com as áreas oferecidas ao mercado. A HDI só vai disputar automóvel. A Allianz, que tenta aumentar seu tamanho no Brasil, quer os quatro ramos incluindo consórcio. Tokio, Chubb e Generali têm interesse em seguro habitacional e residencial. Ainda na disputa estão o Icatu e o Bradesco, de olho em capitalização. 

Marcio Coriolano participa de encontro com Bolsonaro nesta terça-feira

Bolsonaro e CNseg

A terça-feira do presidente Jair Bolsonaro promete ser movimentada nesta terça-feira e Marcio Coriolano, presidente da CNseg, faz parte dela num encontro capitaneado pelo ministro da economia, Paulo Guedes. Também participam João Martins da Silva Junior, Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Pecuária do Brasil (CNA); José Roberto Tadros, Confederações Nacionais do Comércio (CNC); Robson Braga de Andrade, Presidente Confederação Nacional da Indústria (CNI); José Ricardo da Costa Aguiar Alves, Diretor Presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF); Márcio Lopes de Freitas, Presidente da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop); Vander Costa; Presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT); Breno de Figueiredo Monteiro, Presidente da Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde); Gláucio Binder, Presidente da Confederação Nacional da Comunicação Social (CNCOM), e Daniel Kluppel Carrara, Diretor-Geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).

Vamos aguardar.

Seguradoras lucram R$ 5,7 bi até abril; Bradesco lidera

O lucro líquido do mercado segurador apresentou alta no acumulado de janeiro a abril de 2019 comparado ao mesmo período de 2018. Segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp, o setor registrou lucro líquido de R$ 5,76 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, acima dos R$ 4,55 bilhões do mesmo período de 2018.

A líder em lucro líquido é o grupo Bradesco, com R$ 2,1 bilhões de janeiro a abril deste ano, o que representou retorno de 29% sobre o Patrimônio Líquido (PL). O Banco do Brasil vem em segundo, com ganho de R$ 911 milhões, seguidos pela Caixa, Itaú e Porto Seguro.

Veja abaixo o ranking completo:

NotreDame Intermédica assina compra da mineira Belo Dente Odontologia

NOtredame Intermetica

Fonte: Release

Em continuidade à estratégia de ampliar sua presença na região Sudeste do País e sua atuação no segmento odontológico, o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) assinou o contrato definitivo de compra de 100% das quotas da Belo Dente Odontologia Ltda., situada em Belo Horizonte. Trata-se da primeira aquisição do GNDI de uma operadora no segmento exclusivamente odontológico após a abertura de seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

A Belo Dente é especializada em planos odontológicos e detém uma carteira aproximada de 350 mil beneficiários, dos quais 98% pertencem à categoria de planos coletivos e somente 2% de planos individuais. A operadora tem seus negócios concentrados na Região Sudeste, principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo.

O movimento de compra confirma a intenção do Grupo NotreDame Intermédica em proporcionar acesso à saúde de qualidade também no setor odontológico. “Nosso crescimento por meio de aquisições tem sido primordial para oferecer aos beneficiários uma completa experiência em cuidados com a saúde, inclusive em odontologia. Além disso, as regiões de Minhas Gerais e Espírito Santo são importantes áreas estratégicas para o Grupo”, destaca Irlau Machado Filho, presidente do GNDI.

Em 2018, a operadora Belo Dente apresentou faturamento líquido de R$ 49 milhões. A consumação da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação prévia da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Com a aquisição, os 350 mil beneficiários da Belo Dente se somam aos 2 milhões de beneficiários da Interodonto, que oferece plano odontológico com acesso a inúmeros procedimentos nas mais diversas especialidades, tais como endodontia, periodontia, dentística e odontopediatria. A Interodonto atua por meio de ampla Rede Credenciada de clínicas por todo o País, com dentistas altamente qualificados. São mais de 14 mil dentistas credenciados.

Questione sempre, diz a especialista em risco, Samya Paiva, da Zurich Seguros

gestora de risco Zurich

Perfect storming (Tempestade perfeita). Assim Samya Paiva, diretora de Risk Management da Zurich, define o desafio assumido há três anos. “Muitas coisas aconteciam ao mesmo tempo no mercado segurador local e internacional; o ambiente de gestão de risco, portanto, era bastante desafiador. Mas, como especialistas em gestão de riscos, não só sobrevivemos como crescemos e, o trabalho da área de gerenciamento de riscos em conjunto com as outras  diretorias da empresa, é de fortalecer ainda mais a companhia para os novos riscos que temos pela frente”, comentou ela em entrevista ao blog Sonho Seguro. 

As seguradoras estão acostumadas, há séculos, a analisar riscos de seus clientes para definir quais querem assumir e quanto cobrarão por essa aposta. Mas avaliar os riscos da própria operação de seguros de uma forma mais robusta é uma exigência nova, digamos de uns 15 anos para cá, iniciando pelo mercado Europeu e se alastrando para várias seguradoras de todo o mundo. 

Está no DNA do mercado segurador fazer a pergunta certa para medir riscos que muitas vezes a ambição ignora. Por isso esse tem sido um setor resiliente, lucrativo e longevo. Atitude simples e intuitiva, como faziam os homens na beira do rio Tâmisa para cada navio que saia de Londres para o caminho das Índias. Como está a previsão do tempo? Vão chegar? Vão naufragar? Quem é o capitão da embarcação? Como recrutou os marinheiros? Sem tecnologia, a decisão era apoiada pela intuição. Hoje, quase tudo depende da tecnologia, que de nada vale se faltar a pergunta certa. E mesmo que seja para alimentar um robô, ninguém melhor do que um especialista em risco para tal questionamento.

Samya fez carreira no mercado financeiro, trabalhando em bancos como ABN-AMRO,  Santander, Itaú  e Pan. Ela foi atraída para o mercado segurador pelo desafio de implementar a diretoria de gerenciamento de risco, que visa ajudar outras áreas da companhia a tomarem decisões mais seguras. “Dificilmente você zera o risco, mas certamente pode mitigá-lo com ações simples”, afirma. O principal ganho para as seguradoras em contarem com a consultoria desta área é a redução de perdas operacionais.

Desde o final de 2017, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão regulador do mercado segurador, requer que as seguradoras tenham uma estrutura de gerenciamento de riscos em linha com a complexidade e porte de suas operações. Isso obrigou várias seguradoras a criarem áreas de riscos com objetivo de garantir um gerenciamento efetivo dos riscos da própria seguradora.

Segundo Samya, a parte mais desafiadora foi, e tem sido, encontrar profissionais de riscos de seguros e de subscrição. São profissionais qualificados para atuar de forma holística com a visão de todos os riscos, sejam eles de cunho financeiro, operacional, regulatório, de imagem, entre outros. “Tem de ser técnico e ao mesmo tempo precisa ter uma capacidade de persuasão muito forte para conseguir influenciar todos os níveis hierárquicos da companhia na tomada de decisões. Há técnicos excelentes no mercado, mas raros com capacidade de enfrentar conflitos”, explica. 

Mesmo com tal dificuldade, Samya formou uma equipe multidisciplinar. “Tive muita sorte em encontrar profissionais de riscos financeiros de fora do país e também dentro da Zurich. A parceria com o departamento de recursos humanos foi crucial”, afirma.

Na Zurich, a área de Riscos é independente e já está em um processo avançado de conscientização por parte de outras áreas, que consultam a equipe de riscos para uma melhor eficiência do negócio. Uma vez por ano o grupo levanta todos os riscos estratégicos, fatores internos e externos, que podem afetar o resultado da companhia, e, trimestralmente, o mapa de risco estratégico é revisado. A análise de riscos correntes da empresa, no entanto, é feita no dia a dia e já está no DNA da empresa.

“Temos uma visão 360 graus. Olhamos para todos os grandes projetos que a companhia está envolvida. Não temos rotina e todos os dias são bastante movimentados, uma vez que a companhia é dinâmica, multicanal e multiprodutos, e tem uma série de novos projetos e portfolios para serem avaliados e acompanhados”, afirma. 

A inovação do mercado segurador está entre os principais riscos monitorados, desde uma possível entrada de novos players no setor como ameaçam Amazon, Google e Tesla, como o aspecto regulatório, risco de conduta por ser uma seguradora forte em parcerias com varejo e que exige um olhar profundo no cliente, e o mais temido de todos: “temos uma área dentro da diretoria só para olhar o risco cibernético”, conta. 

A nova Lei de Proteção de Dados também é pauta top dentro da agenda da diretoria de risco. Segundo ela, todo processo de terceirização da Zurich passa por uma rigorosa análise de risco e continuidade de negócio. Como a informação é guardada, se na nuvem, como são os acordos com terceiros, qual o nível de segurança interna e nas camadas de segurança de parceiros. “Hoje afirmo que se algo acontecer, temos governança de acionamento muito rápido com as implementações feitas nos requerimentos de nossos parceiros nos últimos anos”, citou.

Samya e equipe se orgulham do trabalho, que os colocou numa posição de destaque. A área já é demandada por todas as outras, que entenderam que a diretoria de risco agrega valor, mesmo quando num primeiro momento parece estar atrapalhando ao colocar pontos importantes do projeto que precisam ser adequados para mitigar riscos. “Hoje temos uma demanda maior do que a capacidade de atender. Somos chamados para acompanhar todos os projetos importantes, toda tomada de decisão. Finalmente viramos consultores para as áreas de negócios”, comemora ela, que dia a dia se dedicou a quebrar algumas pedras de resistência para construir a credibilidade que sua diretoria tem hoje dentro do grupo.

#ficaadica: e se isso acontecer, o que acontece?

Emissões de ações agitam seguradoras que atuam em riscos financeiros

IPO e POSI

O  IRB Brasil Re tem o terceiro maior valor, com R$ 4,7 bilhões, superado apenas por Petrobras e pela BR Distribuidora, com R$ 8,5 bilhões cada uma delas, do que está em preparação entre ofertas iniciais e subsequentes de ações (IPO e follow-ons) para o período entre junho e julho, cuja soma total chega a R$ 35 bilhões, segundo noticiou o Valor Econômico na edição desta segunda-feira, 27.

Segundo apurou o blog Sonho Seguro junto a seguradora AIG, líder neste segmento, as expectativas de emissões no mercado de capitais gera um corre corre entre as seguradoras que atuam com seguros financeiros, para a venda do Public Offering Securities Insurance (POSI). O POSI cobre os custos judiciais das reclamações de acionistas por qualquer informação omitida na operação de IPO que possa afetar o desempenho dos papéis. Se os investidores entenderem que alguma informação crucial não está clara no prospecto da operação de abertura de capital, eles podem entrar com reclamações individuais ou coletivas contra as empresas. Esses processos geram custos legais expressivos. Em caso de condenação, os valores de indenização podem impactar significativamente a saúde financeira das companhias.