Valor publica revista sobre mercado segurador

Revista Seguros Valor

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Cenário – O setor de seguros emitiu sinais de recuperação nos dois primeiros meses do ano, após a arrecadação de prêmios ter experimentado taxas negativas na série de 12 meses móveis ao longo dos quatro últimos meses de 2018. Massificação de produtos para atender boa parte da população que ainda não tem seguros é uma das estratégias para crescer em um ano de economia fraca. 

Conjuntura – Mercado segurador conquista maior competitividade com fusões, aquisições, vendas de carteiras e parcerias.

Resseguros – Sem perspectiva de crescimento da economia e de início de grandes projetos, mercado de resseguros prevê retomada só a partir de 2020.

Previdência –  Reforma trabalhista deve emperrar ainda mais a baixa adesão aos planos por parte das empresas, principal mente os abertos. A falta de cultura providenciaria da população brasileira, alto índice de desemprego, atividade econômica fraca e “pejotização” maior das relações de trabalho explicam a baixa adesão aos planos de previdência corporativos no pais, especialmente os abertos.

Previdência– Concorrência e rouba-monte da portabilidade se intensificam, mas captação da previdência privada não deve avançar além de 6% neste ano. Apesar do entusiasmo com o tema c seus efeitos na percepção das pessoas sobre sua aposentadoria, a discussão da reforma da Previdência por si só não tem sido suficiente para turbinar o setor privado.

Saúde – Com a ligeira reação no número de beneficiários, empresas buscam elevar rentabilidade com uso intensivo de tecnologia e ações de prevenção de doenças. As empresas que atuam no mercado segurador aceleraram seus movimentos neste ano para ganhar mais eficiência, bafejadas por uma leve brisa de recuperação no seu quadro de beneficiários.

Desastres Ambientais– Com fortes prejuízos, algumas seguradoras estão reticentes em fechar contratos e outras desistiram de atender o setor. Os grandes desastres e eventos climáticos estão exigindo cada vez mais a atenção de empresas e do mercado segurador.

Transportes – Seguradoras cada vez mais exigem gerenciamento de contra roubos, desvio de cargas e acidentes nas estradas Num pais como o Brasil, com grande extensão territorial c precárias estradas, o transporte de cargas por caminhão é uma verdadeira aventura terrestre.

Corretores– Com margens reduzidas e em busca de maior receita, corretoras também vão às compras e apostam em parcerias para continuar crescendo. O crescimento mais tímido do mercado segurador em anos recentes impactou direta mente o segmento de corretagem que fez com que as companhias tivessem que se reinventar e buscar alternativas pata compensar receitas c margens mais enxutas.

Vida e Acidentes– Mais pessoas procuram proteção para suas famílias para risco de morte e doença grave e a tendência é de o mercado continuar em expansão.

Seguro Viagem– Levantamento evidencia quais sinistros ocorrem com mais frequência e as diferenças de custos e atendimento em cada região. As empresas que comercializam seguro-viagem no Brasil tem expectativas positivas para este ano após os resultados de janeiro c fevereiro, quando as contratações do primeiro bimestre cresceram 18% em relação a igual período do ano passado e movimentaram R$ 102 milhões em prêmios, segundo a FenaPrevi.

Alta Renda – Mercado oferece coberturas de até R$ 50 milhões em caso de morte, sucessão empresarial e também uso compartilhado de jatos e lanchas. O apetite do mercado de seguro para o público de alta renda, com a oferta de capitais segurados até R$ 50 milhões por vida, parece não ter fim.

Auto – Depois de quatro anos de marcha lenta, de 2014 a 2017, o mercado de seguros para automóveis começa a acelerar. Recessão econômica levou as seguradoras a diversificar suas apólices, incluindo proteção para veículos com até 25 anos. 

Riscos Judiciais – Presentes há décadas no meio corporativo dos listados Unidos e da União Europeia, as modalidades de seguros que envolvem riscos judiciais tem apresentado expressivo crescimento no Brasil, principalmente em razão da edição da Lei Anticorrupção. Com isso, a demanda por coberturas para executivos e oferta de ações está em alta.

Grandes Riscos – Anos de recessão econômica e ausência dc investimentos em grandes projetos, particularmente em infraestrutura, derrubaram a emissão de apólices do seguro de performance (performance bond)- produto que garante indenização contra inadimplência dos contratados para obras. Há expectativa de que o Congresso Nacional aprove rapidamente a nova legislação e que o governo retome as grandes obras. 

Crédito– Para garantir os reembolsos, empresas mantêm bancos de dados sobre a saúde financeira de milhares de empresas. Uma garantia contra o calote, que permite atravessar períodos de incertezas econômicas sem ser surpreendido pela insolvência ou mesmo falência de clientes.

Novas Tecnologias – Empresas desenvolvem ferramentas para atender os clientes com mais agilidade e qualidade, além de darem suporte à atuação dos corretores. Tecnologias como inteligência artificial, blockchain e internet das coisas (loT, na sigla em inglês) estão no radar do mercado segurador brasileiro.

Insurtechs – Avanço no Brasil ainda é tímido, mas é crescente a atração de investidores na integração de diferentes canais de vendas e de assistência aos segurados. Assim como as fintechs chacoalharam (e ainda chacoalham) o setor financeiro, as chamadas insurtechs prometem novo fôlego ao mercado segurador brasileiro.

Arte – Desafio para vender coberturas de coleções particulares, galerias e museus é tornar as apólices mais conhecidas no circuito das artes. A movimentação de negócios no mercado dc arte tem chamado a atenção do ramo de seguros.

Rural –Área plantada com seguro contra problemas climáticos é de uns 10%, mas há perspectivas de avanço desse mercado. O fator de risco que mais impacta na produção dos ruralistas são os eventos climáticos extremos.

Varejo – Mercado continua crescendo com destaque para a garantia estendida de eletrodomésticos e a crescente procura por proteção para celulares. Os novos hábitos de consumo e comportamento – que mudam cm velocidade cada vez maior, a reboque da evolução tecnológica – vem obrigando as seguradoras a ampliar seu portfólio de produtos.

Cyber– Apólices reúnem serviços como advogados e técnicos de informática para auxiliar empresas na reação rápida aos ataques virtuais. Há dois anos, o programa malicioso WannaCry invadiu mais de 200 mil computadores e sequestrou arquivos cm 150 países.

Carreira – A transformação digital que atinge todos os setores da economia, incluindo o de seguros, está trazendo mudanças no perfil do profissional desejado pelas empresas. Para garantir uma vaga no mercado, é preciso combinar domínio de tecnologias com versatilidade comportamental e “senso de dono”. 

Capitalização – Há lançamentos de novos produtos para conquistar quem investe por meio de plataformas digitais para tentar continuar crescendo. Com novos produtos com vendas on-line, em plataformas digitais, players da capitalização querem atrair novos consumidores.

Sai a nomeação de Eduardo Fraga para a Susep

Eduardo Fraga Lima de Mello foi nomeado para exercer o cargo de diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep) em decreto publicado pela Ministério da Economia nesta sexta-feira. Ele é servidor da Susep e agora passa a direção, formando o time chefiado por Solange Vieira, que comandará a nova agência reguladora que surgirá da fusão da Susep e Previc. Já haviam sido nomeados Vinicius Ratton, vindo do Banco Central, Rafael Scherre, egresso da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e Bruno Dias, diretor de seguridade e jurídico na Fapes (fundo de pensão do BNDES). 

Sobre a criação da agência reguladora que prevê a união da Susep com Previc, Solange citou em recente entrevista que ainda não tem data certa para acontecer. “A norma da fusão já está com o Ministério da Economia. Se for por medida provisória, estimamos algo em torno de um a dois meses. Se for por projeto de lei depende do Congresso, seis meses, dois anos”, comentou.

Leia Mais Susep quer divulgar normas para insurtech em junho

Governo publica decreto em que coloca sua participação no IRB à venda

Irb venda

O Ministério da Economia publicou ontem o Decreto nº 9.811, de 30 de maio de 2019, que inclui no Programa Nacional de Desestatização – PND as ações ordinárias da União representativas do capital social do IRB Brasil Resseguros. O Fundo de Garantia de Crédito Educativo, da Caixa, vendeu neste ano sua fatia de 8,9% no capital do IRB, ou seja, 27,6 milhões de ações, inaugurando a fila de desinvestimentos do governo Jair Bolsonaro. Desde o IPO, em julho de 2017, as ações do IRB mais que triplicaram, saindo de R$ 27 para R$ 92 no pregão de ontem a R$ 104,30.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.491, de 9 de setembro de 1997,

DECRETA:

Art. 1º Ficam incluídas no Programa Nacional de Desestatização – PND, para os fins do disposto na Lei nº 9.491, de 9 de setembro de 1997, as 36.458.237 (trinta e seis milhões quatrocentos e cinquenta e oito mil duzentos e trinta e sete) ações ordinárias de emissão do IRB Brasil Resseguros S.A. detidas pela União.

Art. 2º Fica designado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socia l – BNDES como responsável pela execução e pelo acompanhamento dos atos necessários à alienação das ações ordinárias do IRB Brasil Resseguros S.A. de que trata o art. 1º, nos termos do disposto nos art. 17 e art. 18 da Lei nº 9.491, de 1997.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 30 de maio de 2019; 198º da Independência e 131º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Paulo Guedes

Carlos Alberto dos Santos Cruz

Liberty Mutual escolhe o Brasil para abrir terceiro laboratório de inovação

Inovar é uma questão de sobrevivência. Ainda mais quando a margem de ganho com a venda de uma apólice de seguro de carro pode ser comparada ao valor de 3 litros de coca-cola. “Ter lucro com a venda de seguro de carro atualmente é algo que requer muita competência. E fico feliz da Liberty ser uma das seguradoras que tem conseguido crescer tanto em vendas como em rentabilidade”, diz o CEO Carlos Magnarelli durante um encontro com jornalistas.

Segundo ele, para ser rentável neste segmento, que tem registrado queda nas vendas nos últimos anos e margens negativas, se considerada a média do mercado, é preciso entregar o melhor produto e prestar o melhor serviço para cliente e corretor, além de buscar formas de atrair um público maior para a carteira. “A oferta tem de chegar na hora que o cliente precisa. E onde ele estiver. Isso é fazer a diferença na vida das pessoas. Quem mais se diferenciar, mais sucesso terá no mercado”, sentencia o executivo.

A pauta do encontro sinaliza de onde vem boa parte do bom resultado conquistado pela seguradora, que tem cerca de 70% de sua receita proveniente da venda de seguro automóvel. A Liberty Mutual, juntamente com a Liberty Seguros, abriu a terceira filial do Solaria Labs, laboratório de inovação da companhia, em São Paulo, focado em soluções de seguros de auto, residência e seguros para pequenas empresas.

“O Brasil foi escolhido para sediar o terceiro laboratório de inovação do grupo, que começou na sede em Boston (EUA), em 2015. Dois anos depois seguiu para a Ásia (Cingapura) e agora chega a São Paulo, de onde atenderá a agenda de inovação de sete países da América Latina (Brasil, Chile, Colômbia e Equador) e da Europa Ocidental (Irlanda, Portugal e Espanha). Somos a segunda maior operação da Liberty Mutual fora dos EUA e receber o Solaria nos enche de orgulho”, citou o CEO da Liberty, que tem acumulado premiações diversas no quesito inovação.

O Solaria Labs tem no comando José Mello (foto), que voltou à casa depois de pouco mais de um ano fora. Foi ele quem começou a revolucionar a Liberty cerca de cinco anos atrás e agora volta como diretor de Inovação do Solaria Labs. “Um projeto deste é tudo o que um profissional pode querer diante deste quadro de disrupção que vemos no mercado segurador mundial”, comenta.

O Solaria nasceu com conceito de trazer inovação disruptiva para o negócio da Liberty, com o olhar para tecnologia, tendências de mercado e necessidades do consumidores. Quando o grupo encontra uma ideia ou uma startup com potencial de agregar valor a seguradora, é testada no Solaria, que foi criado em uma estrutura à parte do grupo segurador para facilitar a experimentação de novas soluções. 

Segundo ele, o laboratório tem a função de explorar as principais tendências globais nas áreas de mobilidade, habitação, comércio e novas formas de proteção, bem como criar produtos disruptivos que atendam às necessidades crescentes dos consumidores. A Solaria pode ser comparada a uma insurtech, que busca as dores dos consumidores e traz uma solução para ocupar um espaço ignorado pelas seguradoras tradicionais. “O estudo gera um conceito que é testado no mercado. Tento atratividade, passa para o Solária para ser colocado nos mercados onde o grupo atua”.  

“O compartilhamento de casas e carros, por exemplo, mudam o mundo, assim como vemos um futuro grande dos pequenos negócios com o movimento dos autônomos.  O seguro de bem não cabe mais na vida dessas pessoas, que trocaram bens por vivenciar experiências. E é isso que queremos entender. Como atender as demandas desta nova sociedade”, explica Mello. Assim, o laboratório busca as tendências, faz pesquisas sobre tecnologias emergentes, como o processamento de linguagem natural e a visão computacional, buscando criar produtos para a indústria de seguros e outros mercados.

O Solaria não faz aceleração de startups, enfatiza Mello. “Criamos a hipótese, construímos, colocamos no mercado e vamos aprendendo, sempre com a abordagem de inovação, de fortificar o negócio, da disrupção e da diversificação. “A estratégia conta com quatro pontos: comprar participação em empresas, de forma estratégica, não porque vai dar lucro no futuro, mas sim porque precisa ganhar essa competência. Seria como um cliente anjo”, explica. Pode ser também adquirir soluções que já estejam testadas ou construir uma solução do zero”, acrescenta. Se aprovado, o investimento vem de outra empresa do grupo Liberty.

Entre os exemplos de produtos que foram criados dentro do Solaria Labs, Mello citou o produto Simplify Life Insurance, comercializado em Hong Cong, uma apólice totalmente digital moldada pelo cliente diante de suas necessidades num período de longo prazo e que pode ser alterada diante de mudanças na rota do planejamento.

Nos EUA, Mello citou a plataforma Certainly, 100% digital, voltada para o seguro de apartamentos alugados. É praticamente uma irmão gêmea da da insurtech Limonade, que desde que foi criada cresce a taxas elevadas e rouba Market share das das gigantes do setor.

Outra invenção criada no Solaria Labs foi a Dwellbeing, também nos Estados Unidos. Trata-se de uma plataforma que ajuda os clientes a protegerem seus bens, por meio de serviços. O portal traz dicas, com uma agenda na qual pode cadastrar os equipamentos que tem em casa. O portal lembra que a validade do filtro está para vencer. Se não sabe como fazer, o portal oferece um vídeo didático. Se mesmo assim a pessoa não se dispõe a fazer, o portal oferece um prestador de serviço qualificado. É como se fosse um marido de aluguel, termo usado no Brasil para esses serviços.

Uma coisa é certa: há muito para inovar no mercado segurador local e internacional. Certamente muitas ideais vão surgir dentro da Solaria para facilitar a vida dos corretores e dos consumidores, e assim manter as seguradoras centenárias vivas, prestando um serviço de gestão de riscos e garantindo o orçamento familiar e a retomada do ciclo de crescimento dos negócios mesmo diante de imprevistos.


A.M.Best eleva rating de força financeira do IRB

A A.M. Best Rating Services (“AM Best”) elevou o rating de força financeira do IRB Brasil Re de “A-” (Excelente) para “A” (Excelente). O rating de crédito de longo prazo também foi elevado de “a-“ para “a”. A perspectiva foi revisada de “positiva” para “estável”. A escala de rating da agência é uma escala global, informa nota enviada pelo ressegurador.

Regulação impede o crescimento de planos individuais de saúde, afirma presidente da FenaSaúde

Debate foi promovido pela FenaSaúde durante o 4º Workshop de Regulação e Análise de Impacto Regulatório

Durante a abertura do 4º Workshop de Regulação e Análise de Impacto Regulatório da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), realizado nesta quinta-feira (30/05), no Rio de Janeiro, João Alceu Amoroso Lima, presidente da Federação, destacou o excesso de regulação no Brasil. Segundo ele, esse engessamento regulatório é o principal entrave para a expansão e comercialização dos planos de saúde individuais. “A escassez dos produtos individuais do setor de saúde é devido a super regulação do setor que impede o seu desenvolvimento”, destacou.

João Alceu destacou alguns números que dão a dimensão do quanto o Brasil é regulado. “A cada 24 horas produzimos 18 novas leis”, assinalou. Segundo o Instituto de Planejamento Tributário, entre outubro de 1988 e setembro de 2016, o país editou 5,471 milhões de normas – média de 769 por dia útil. Se fossemos imprimir essa quantidade de normas em papel A4, frisou, e colocássemos uma ao lado da outra seriam necessários 8,5 mil quilômetros de burocracia. Extensão maior que o litoral brasileiro.

Não por acaso que o Brasil figura entre as últimas posições nos principais rankings globais de liberdade econômica, que avaliam mais de 180 países. Na lista do Fraser Institute, ocupa a 144ª posição; no do Banco Mundial, está na 109º colocação, e no Heritage Foudation, aparece na 150ª posição.

Para falar sobre a evolução da regulação do mercado, Leandro Fonseca, diretor presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) defendeu a importância da regulação para corrigir falha do mercado. Afirmou que, apesar do arcabouço regulatório, o setor tem recebido investimentos importantes e vem se modernizando. “É uma boa prática regulatória modernizar e rever práticas e regulações. Antes do marco regulatório da saúde suplementar as operadoras não tinham regras, não garantiam serviços e procedimentos aos beneficiários, limitavam internações etc. A regulação do setor não só estabeleceu as normas como não inviabilizou o seu crescimento”, sublinhou.

O professor de Direito da UERJ, Gustavo Binenbojm, que fez parte da comissão que elaborou o projeto de lei de Liberdade Econômica, defendeu as novas propostas. “Esta lei visa a uniformização dos setores da economia para evitar a sobreposição regulatória e institui o procedimento decisório. O projeto de lei prevê a racionalização regulatória no país. Naturalmente deve gerar uma postura diferente por parte dos juízes e dar os primeiros passos de reorganização dos diferentes players que atuam no setor”, ressaltou.

Segundo o economista José Luiz Carvalho, PhD pela Universidade de Chicago, é impossível regular preço com qualidade e quantidade ao mesmo tempo. “Temos uma grave herança do período inflacionário que leva a flexibilização de atos. O juiz brasileiro protege excessivamente. Não se tem investimento no Brasil porque há enorme insegurança jurídica. O brasileiro é acostumado a ser cuidado e protegido. Mais liberdade pode indicar melhora. O brasileiro perde liberdade por conta do judiciário”, atestou. 

Acesso – O segundo painel tratou do acesso ao sistema de Saúde Suplementar e sustentabilidade econômica segundo Sandro Leal, superintendente da FenaSaúde, o setor precisa de liberdade para formatar produtos e formar suas redes. “Precisamos sair da macroregulação para uma realidade de regulação por evidências. O grande objetivo do debate é chamar à luz essas questões da regulação que merecem atualização”.

Rogério Scarabel, diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, apresentou o cenário do setor de planos de saúde nos últimos anos e o impacto da conjuntura econômica no comportamento do consumidor. “O desempenho da economia está diretamente relacionado ao movimento de entrada e saída do consumidor no sistema suplementar. Precisamos, então, discutir o acesso aos planos de saúde e modernização regulatória para que as normas sejam adequadas aos tempos atuais. O diálogo com o setor e a participação de toda a sociedade nesse debate é fundamental”.

Luiz Celso Dias Lopes, diretor técnico Corporativo do Grupo NotreDame Intermédica, disse reconhecer os avanços gerados pela regulação da saúde suplementar, como a organização e a transparência do mercado. Ponderou, no entanto, que está na hora de revisitar a regulação passados 30 anos de sua adoção. Na sua avaliação, porém, é preciso simplificar as normas para estimular tanto a oferta quanto a demanda. “A população quer mais acesso aos serviços de saúde, mas o excesso de normas dificulta os negócios. A regulação é boa quando seus benefícios superaram seus custos e atinge os objetivos esperados”, sublinhou.

Para o diretor gerente da Bradesco Saúde, Flávio Bitter, a liberdade econômica facilitará o acesso aos planos de saúde. “Precisamos resgatar as leis de mercado para beneficiar os consumidores e aumentar o acesso. O principal direcionador de mercado deveria ser o consumidor. Temos que ter estímulos e acesso que só a liberdade econômica pode favorecer”, defendeu.

Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência, falou sobre a resolução normativa referente à Análise de Impacto Regulatório. Ele ressaltou o processo participativo de construção da norma e destacou o extenso trabalho elaborado pelo corpo técnico da Agência. “Desde 2007, a Agência começou o debate sobre implementação de melhorias regulatórias em um processo contínuo de introdução de novas práticas”. Para Aguiar, o que se busca é a edição de uma norma didática e completa, que preveja que os atos e fases do processo regulatório aconteçam de forma clara e objetiva, evitando-se a necessidade de edição de novos manuais.

ICSS: mercado crê em estabilidade na economia

Fonte: Fenacor

O mercado de seguros projeta um cenário de estabilidade na economia brasileira nos próximos meses. É o que aponta a edição de maio do ICSS – Índice de Confiança do Setor de Seguros, pesquisa mensal realizada pela Fenacor para medir o “humor” predominante no setor.

Segundo o estudo, 52% dos corretores de seguros e 48% dos seguradores entrevistados acreditam que não haverá crescimento nem agravamento do quadro econômico atual.

Os corretores de seguros estão um pouco mais otimistas: 29% esperam um cenário “melhor” e 5% “muito melhor”. Entre os seguradores, 18% projetam um quadro “melhor”, mas ninguém apontou a opção “muito melhor”.Há ainda 34% de seguradores que temem uma piora na economia, alternativa escolhida também por 14% dos corretores entrevistados.

Segundo o coordenador da pesquisa, Francisco Galiza, as empresas estão na dúvida se teremos um futuro mais otimista ou mais pessimista. “Os indicadores de confiança vêm diminuindo desde o início do ano, de um patamar de 130 pontos para os 100 pontos de agora”, ressaltou.

PESQUISA. O ICSS é o resultado de três variáveis: ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

Todo final de mês, são enviadas perguntas simples, de múltipla escolha, em que as empresas dizem sobre o que esperam que aconteça nos próximos seis meses, com relação a algumas variáveis relevantes do setor. Ao todo, aproximadamente 100 executivos de corretoras, seguradoras e resseguradoras são entrevistados em cada oportunidade.

SulAmérica e Land Vitória promovem palestra no ES sobre cenário econômico

Sulamerica

Fonte: SulAmérica

Maior asset independente do País e cada vez mais presente no Estado do Espírito Santo, a SulAmérica Investimentos, ao lado do time Comercial da SulAmérica Seguros, promoveu, na última semana, um evento em parceria com a Land Vitória para clientes da concessionária e da gestora de fundos. Durante o encontro na capital capixaba, o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, palestrou sobre o cenário e as perspectivas para o país no âmbito econômico.

“O Brasil passa, atualmente, por um cenário bastante desafiador, que requer muito esclarecimento e acesso a informações para que possamos analisar todo o contexto de forma assertiva. Nosso objetivo foi contribuir para a formação de uma opinião ainda mais qualificada entre o público que participou do evento. Estamos muito contentes por essa oportunidade especial de conversa e debate construtivos”, destacou Newton Rosa.

Após a palestra do economista-chefe, a SulAmérica Investimentos apresentou aos convidados os seus números e seus respectivos serviços. A gestora conta com um portifólio amplo e diversificado de fundos e produtos, em que busca atender a diferentes perfis de investidores. A SulAmérica Investimentos é reconhecida por sua estratégia de forte controle de riscos, consistência nos resultados e preservação de capital.

“Acreditamos fortemente nesse tipo de iniciativa para fortalecer o relacionamento com o público local, contribuindo com a nossa expertise para trazer informações de seu interesse, além de se tratar de uma excelente oportunidade para apresentar os produtos da SulAmérica Investimentos, buscando gerar novos negócios para a companhia”, comentou o gerente da filial Comercial da SulAmérica em Vitória, Pietro Masello.

“Estamos lisonjeados de receber e oferecer um debate de tamanha importância e qualidade aqui na Land Vitória. Somente munidos com informações poderemos ser agentes de transformação no contexto econômico em que vivemos, cientes dos atuais desafios enfrentados pelo nosso País”, comentou o gerente geral da Land Vitória, Guto Roque.

Susep quer divulgar normas para insurtech em junho

Solange Vieira Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) pretende divulgar as regras para que as insurtechs possam operar no setor no evento CQCS Inovation, que acontece nos dias 12 e 13 de junho. A informação foi divulgada pela titular Solange Vieira, em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, em São Paulo. “Estamos trabalhando para isso”, afirmou.  Segundo ela, será dado um prazo para que startup possa se desenvolver, com regras mais flexíveis do que as exigidas das seguradoras tradicionais. “Ainda não sabemos se será de 36 ou 48 meses”, afirmou ela.

Solange fará a palestra  “Desafios da Regulação em um Mundo de Inovações” no dia 12, as 10 horas, e abrirá espaço para perguntas. Aproveitem caros leitores. Perguntem tudo que querem e precisam saber para tocar seus projetos. Eu tenho várias, que já enviei a ela e aguardo as respostas para informar os leitores do blog, que estão super curiosos com as novidades que a nova gestão deve trazer nos próximos meses. Infelizmente não pude ir na coletiva desta quarta-feira, mas ouvi o áudio do encontro para escrever este post e passar a informação adiante.

Solange, que tem em mente uma gestão que deixa de ser um órgão fiscalizador de normas e sim participar da preposição delas, abordou diversos assuntos no encontro com jornalistas da mídia especializada. Sobre a criação da agência reguladora que prevê a união da Susep com Previc, ela citou que ainda não tem data certa para acontecer. “A norma da fusão já está com o Ministério da Economia. Se for por medida provisória, estimamos algo em torno de um a dois meses. Se for por projeto de lei depende do Congresso, seis meses, dois anos”, comentou.

Sandbox foi outro tema. No dia 3 de junho, a Susep participará de um evento junto com o Banco Central e com Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no qual o tema será debatido. “A ideia é criar um espaço onde empresas nascentes poderão estar dentro de um ambiente protegido, com exigências regulatórias menos rígidas, para que possam testar as inovações”, explicou a superintendente. 

O DPVAT é uma prioridade da Susep. “Já identificamos alguns problemas. Ele tem um índice de denúncias elevado, funciona sobre uma estrutura de monopólio, o que nos dá uma sensação de desconforto, e estamos pensando em como podemos regular um novo modelo que atenda melhor a população.  Há uma convocação da Câmara dos Deputados para discutir o assunto e estaremos lá para tornar a discussão pública”, comentou. 

Sobre o corretor de seguros, Solange afirmou que o profissional tem um papel importante para atuar em seguros e resseguros mais sofisticados.
Solange também já tem uma ideia sobre o potencial de novos produtos que podem contribuir para a expansão do mercado. Entre os citados estão permitir que fundos de pensão comprem resseguro e que seguradoras ofertem renda vitalícia para fundos. Também citou resseguro para empresas de saúde, bem como seguros digitais para atender a necessidade de proteção para bicicletas, celulares e equipamentos eletrônicos.

Em relação a estrutura para ser uma agência reguladora mais poderosa, regulando recursos de R$ 1,9 bilhão. Solange é consciente de que tem um quadro que citou ser “minimalista”. “Temos passado a mensagem para todos dentro da Susep que estamos em crise fiscal e que produtividade é a tônica mundial. Com a fusão dos órgãos, ja fomos avisados que não tem concurso nem orçamento. Temos de nos virar com o que temos. Mas eu gosto de desafios. Certamente vou precisar de investimento em tecnologia para rever processos, assunto a ser discutido no início do próximo ano”.

Brasilprev encerra o 1o. trimestre com R$ 264,8 bilhões em ativos sob gestão

A Brasilprev encerrou o primeiro trimestre de 2019 com R$ 264,8 bilhões em ativos sob gestão, volume 9,1% superior aos R$ 242,7 bilhões registrados no mesmo período de 2018. Esse resultado mantém a Brasilprev na liderança de mercado, com 30% de market share nesse indicador. O desempenho também conferiu à companhia o registro de 382,1 milhões de lucro líquido.

“No momento em que se discute o futuro da previdência social, a Brasilprev mantém sua liderança no mercado, com foco em um produto democrático, que é o Brasilprev Fácil; e sempre trabalhando em prol da melhoria da experiência de seus clientes. É importante lembrar que em previdência privada estamos falando de décadas de relacionamento, por isso é preciso que as pessoas escolham instituições especialistas neste negócio”, comenta o presidente da companhia, Walter Malieni.