CIAB 2019: Data Center a serviço do negócio

trilha de seguros CIAB 2019

Fonte: CNseg

A Trilha de Seguros foi encerrada com a apresentação do case “Data Center a serviço do negócio”, da Tokio Marine, implantado pela Dell, que simboliza um rompimento da ideia tradicional de Data Center com a junção dos processos em hiperconvergência.

Para Camilo Ciuffatelli, gerente de Tecnologia da Tokio Marine e presidente da Comissão de Processos e Tecnologia da Informação da CNseg, o case da companhia indica para todo o mercado a necessidade de possuir uma estrutura capaz de suportar as inovações em termos de tecnologia, como telemetria, Internet das Coisas (IoT) e Analytics. “São processos novos que toda companhia vai ter que usar. Caso contrário,  corre-se o risco de ficar totalmente defasada e até sair do mercado”, afirmou.

Os investimentos em tecnologia na seguradora tiveram início em 2011 com o Insourcing do Datacenter com servidores Dell Blade e Storage DellEMC. “Uma das vantagens de utilizar a cloud de maneira híbrida é também desenvolver fora e trazer para dentro”, destacou Erick Pascoalato, da Dell.

Os resultados foram muito expressivos. “Esse foi o gatilho do diferencial da companhia frente ao mercado. O alto investimento foi revertido em uma capacidade de processamento três vezes maior e na redução de custo de 64%. Isso permitiu que dobrássemos de tamanho em três anos”, contou Wilson Leal, CIO da Tokio Marine.

Em sua visão, o mercado segurador já transcendeu a fase de transformação digital e agora está na etapa de Reinvenção Digital. “Não é só a tecnologia que faz parte do processo. Agora é o negócio, precisamos mudar o processo para que em dois cliques o cliente se resolva”, definiu Wilson Leal.

CIAB 2019: Grau de complexidade do IFRS 17 difere em cada companhia

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Fonte: CNseg

Prioridade na agenda das seguradoras, o IFRS 17, padrão internacional de contabilidade para as operações de seguros, publicado pela International Accounting Standards Board (IASB), organização responsável por estabelecer normas contábeis a nível internacional, foi discutida no painel “IFRS 17: grau de complexidade difere em cada companhia” da Trilha de Seguros.

Desafio para as seguradoras, a norma deverá ser implementada até 2022. Mediadora do painel, Karini Madeira, superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, lembrou que desde maio de 2017, quando o padrão foi publicado, a Confederação formou um grupo multidisciplinar para discuti-la. O grupo produziu 13 memorandos técnicos e, em 2018, iniciou uma discussão junto à Susep.

Atualmente, as companhias têm desenvolvido estudos internos para entender os reflexos e quais áreas serão impactadas. Conforme Karini, o grau de complexidade é diferente para cada seguradora, pois varia de acordo com o segmento de atuação, os produtos oferecidos, exposição ao risco, grau de maturidade e o envolvimento com a convergência das normas. “Não temos uma ferramenta de prateleira ou uma solução mágica que faça com que a implementação aconteça”, disse Karini.

Alexandre Paraskevopoulos, da Deloitte, observou que, embora não tenha uma receita pronta, a implementação da norma possui uma sequência lógica e gira em torno de uma metodologia. “Mas ao mesmo tempo em que temos o IFRS 17, o IFRS 9, que versa sobre instrumentos financeiros, entra em conjunto. É importante entender que as duas normas conversam entre si”.

Ao compartilhar a experiência da companhia no painel sobre IFRS 17, a superintendente de Práticas Contábeis de Seguros da SulAmérica, Flávia Vieira, lembrou que a norma faz sentido para a operação de seguros, mas a definiu como de difícil implementação, dependendo da carteira. “Uma pessoa que não conhece a companhia não conseguirá implementar o IFRS 17 e o IFRS 9 em conjunto. É importante ter um grupo inicial formado pelas áreas financeira, contábil, TI e atuarial. O segundo passo é entender a norma”.

A visão de tecnologia da informação, transmitida também pelo gerente de Arquitetura Corporativa de TI da SulAmérica, Cristiano da Silva Bezerra, consiste no desafio da robustez de escabilidade. “É necessário também reconhecer, mapear e entender todas as origens de integração de dados que fazem parte do processo”, ressaltou, ao lembrar: “A norma é padrão, porém a jornada é particular”.

CIAB 2019: mercado segurador vive o estágio de Reinvenção Digital

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Fonte: CNseg

Os investimentos em startups de seguros (insurtechs) ao redor do mundo são direcionados majoritamente à América do Norte, com 60%; Europa, 24%; Ásia-Pacífico, 8%; Israel, 3%;  e apenas 2% para a América Latina. Os dados, resultados de uma pesquisa realizada pela consultoria Everis, foram apresentados por Roberto Ciccone, sócio da empresa, responsável pelo setor de Seguros na região das Américas, no painel Insurtechs Outlook – Inovação em Seguros, da Trilha de Seguros, em 12 de junho durante o CIAB Febraban 2019, que acontece de 11 a 13 de junho, em São Paulo e tem a CNseg como um parceiro estratégico.

Nos últimos anos, o Brasil vem registrando um crescimento das insurtechs, atualmente estimadas em mais de 80. “Temos inovação no Brasil, mas falta fluxo de capital para as empresas brasileiras, pois não temos fundos de investimento gigantes atuando no País”, apontou Ciccone.

Ainda segundo Ciccone, a pesquisa também apontou como as seguradoras percebem a atuação das gigantes de tecnologia em termos de distribuição, liderado pela Amazon e, em novas tecnologia, pela Google.

“O fato de as inovações trazidas pelas insurtechs serem incrementais, em um primeiro momento, leva a um alívio porque agregam valor ao negócio. Mas, por outro lado, o disruptivo não manda sinais. Quando ele vem, pode ser tarde para se adequar”, observou Alexandre Leal, diretor Técnico e de Estudos da CNseg e mediador do painel.

Com relação às demandas dos consumidores, Alex Körner, head de Seguros do Santander Brasil e presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg, destacou que a forma como o cliente compra o plano de assinatura da Netflix é a mesma como ele vai querer comprar seguro. “Se não mudarmos, vamos ficar para trás. A minha preocupação não é com o avanço das bigtechs no mercado de seguros, mas sim com elas conseguirem oferecer um processo de compra de seguro mais atraente do que o nosso”, salientou.

O Insurtech Outlook ainda indica que o digital e a inovação têm de ser prioridade no foco estratégico das empresas, porém, o maior desafio é a mudança cultural e o engajamento de toda a organização no processo.  “A cultura organizacional devora qualquer belíssima estratégia. Envolver a companhia como um todo em uma jornada de transformação é essencial”, ressaltou Mariane Bottaro Berselli Marinho, diretora de Estratégia, Marketing e Governança, Zurich Santander Seguros e Previdência.

Raquel Giglio destaca potencial da tecnologia para transformar a saúde

sulamerica raquel

Fonte: SulAmérica

Em palestra durante o 2º CQCS Insurtech & Inovação, em São Paulo, a vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, Raquel Giglio, destacou o potencial das novas tecnologias para transformar os sistemas de saúde no mundo, fortalecendo a gestão de saúde populacional e contribuindo para uma maior sustentabilidade do setor. Para a executiva, a inovação pode ser uma aliada na construção de um novo modelo assistencial, com coordenação dos diferentes níveis de cuidado e uma jornada de saúde pautada pela prevenção.

“As novas tecnologias devem transformar as ferramentas de promoção de saúde, diagnósticos e tratamentos, além de possibilitar um acesso cada vez mais amplo e de qualidade à assistência médica adequada. No entanto, essa medicina conectada ganha ainda mais valor se estiver alinhada com a coordenação do cuidado e com a utilização adequada dos recursos do sistema de saúde, de modo a evitar desperdícios e a focar no bem-estar dos beneficiários, na prática médica de excelência, com base em evidências, e no melhor encaminhamento clínico para cada caso”, afirmou Raquel Giglio.

Durante o painel, a executiva destacou duas iniciativas inovadoras no aplicativo SulAmérica Saúde que estão transformando a experiência do segurado: o Médico em Casa, que permite agendar atendimento médico em domicílio para crianças de até 12 anos e idosos a partir de 65 anos em 19 cidades brasileiras, e o Médico na Tela, por meio do qual pais e responsáveis podem agendar videochamadas com pediatras para orientações de saúde. Em 95% dos casos atendidos em domicílio após a chamada via app, a ida ao pronto-socorro mostrou-se desnecessária.

A vice-presidente da SulAmérica apresentou, ainda, um serviço pioneiro de gestão conectada de saúde para empresas clientes. Por meio de uma plataforma eletrônica exclusiva, médicos autorizados conseguem acompanhar, em tempo real, informações sobre procedimentos médico-hospitalares que envolvam os colaboradores pelos quais esses profissionais são responsáveis, incluindo as análises técnicas conduzidas pela SulAmérica em casos que exigem validação prévia da operadora, como exames e cirurgias. O objetivo é possibilitar à empresa cliente uma gestão cada vez mais eficiente e transparente da saúde dos colaboradores segurados.

Austral Re e Terra Brasis anunciam fusão

A Austral Re e a Terra Brasis Re acabam de anunciar ao mercado a assinatura de um acordo de investimento para fusão de suas atividades. Da união, resultará a segunda maior resseguradora nacional em prêmios de resseguros emitidos (R$ 672 milhões em prêmios emitidos bruto combinados em 2018) e a quarta maior resseguradora local em patrimônio líquido (R$ 387 milhões em patrimônio líquido combinado em 2018).

O bloco de controle da operação caberá à Vinci Partners, tendo como sócios o grupo Brasil Plural e o International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, que já detém participação nas duas companhias. 

O posicionamento competitivo da nova resseguradora será fortalecido pela complementaridade dos portfólios de negócio e pela ampliação da cobertura geográfica no Brasil e no exterior, com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Colômbia e Guernsey, além de autorizações para operar em diversos países latino americanos. 

Bruno Freire será o CEO da nova companhia e Rodrigo Botti será o CFO. A resseguradora manterá sua estratégia focada no atendimento à indústria de seguros em todas as linhas de negócio com soluções inovadoras, atendimento qualificado, responsabilidade na gestão de riscos e os mais altos padrões de governança corporativa.

A fusão oferece uma expressiva criação de valor a longo prazo. Esperamos que a combinação dos negócios capture significativas sinergias operacionais, administrativas e econômico-financeiras. Trata-se de um parceiro que conhece amplamente o setor e que proporcionará uma capacidade renovada de expansão e internacionalização de atividades”, destaca Bruno Freire. 

A oportunidade é única para acelerar as estratégias de expansão com nova força e dimensão. Estamos entusiasmados com a oportunidade de ganho de escala, com o portfólio de produtos e o compromisso dos nossos times”, pontua Rodrigo Botti. 

A associação não terá qualquer interferência na composição da Austral Seguradora, controlada pela Vinci Partners.

A consumação da operação está condicionada à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Relator da Previdência exclui capitalização, Estados e municípios da reforma

Fonte: Reuters

O impacto fiscal total da reforma da Previdência deve ficar em torno de 1,13 trilhão de reais, mas o parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado nesta quinta-feira, ainda não tem uma data para ser votado pela comissão especial da Câmara dos Deputados. Segundo a assessoria de Moreira, a reforma prevê uma economia em 10 anos de 913,4 bilhões de reais e haverá uma receita de 217 bilhões de reais decorrente do fim da transferência de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o BNDES, medida que passa a valer assim que promulgada a emenda constitucional da Previdência.

O relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) a ser discutido pelos próximos dias sem uma data fixa para votação no colegiado, também retira do texto as alterações previstas no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, dois outros temas que enfrentavam forte resistência entre os parlamentares. 

A leitura do parecer foi iniciada quase duas horas e meia depois do começo da reunião da comissão especial. Antes disso, os líderes dos partidos no colegiado usaram do tempo para falar a favor e contra a reforma. 

Moreira destacou no texto que seu relatório é resultado de um “esforço coletivo” e procurou expressar “o desejo comum” da Câmara dos Deputados. 

“Assumimos o compromisso de entregar ao Parlamento uma reforma da Previdência melhor do que aquela que recebemos. Hoje podemos, com o espírito reconfortado, apresentar o resultado de mais uma etapa deste esforço coletivo: um parecer que atenda às necessidades mais urgentes do país e expresse o desejo comum desta Casa”, diz Moreira no parecer. 

Ao longo do texto, o relator procurou justificar a retirada de pontos que não contava com o apoio da maioria dos deputados. 

“Em relação ao regime de capitalização, consideramos que não é o modelo mais adequado para um país cujos trabalhadores têm baixos rendimentos, além de ter elevado custo de transição”, diz Moreira em seu voto. Mais cedo, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo está trabalhando junto aos líderes para que o regime de capitalização ainda conste da reforma.

Outro ponto polêmico a ficar fora do texto de Moreira, diz respeito à extrapolação das novas regras previdenciárias a Estados e Municípios. 

“Lamentamos profundamente que o contexto político tenha criado dificuldades incontornáveis à imediata extensão das alterações feitas no regime previdenciário dos servidores às demais unidades federativas”, disse o deputado no relatório. 

“Mas não se justifica, em razão deste fato, que se abdique da oportunidade de equacionar o regime previdenciário dos servidores federais.” 

A retirada do regime de capitalização era uma das principais demandas da oposição, que comemorou a decisão do relator. Para o líder da Oposição na Casa, Alessandro Molon (PSB-RJ), a exclusão do tema, assim como dos dispositivos que tratavam do BPC e das aposentadorias rurais são “uma conquista da oposição brasileira”. 

“Reparem que este ponto não foi destacado como negativo pelo centrão quando se reuniu no começo desse processo para anunciar quais pontos defenderiam que fossem retirados”, disse, referindo-se à capitalização. “Esse ponto foi um ponto muito atacado pela oposição porque é muito grave e felizmente foi retirado.” 

Na quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a discussão da capitalização pode ser retomada no segundo semestre. Ele também disse seguiria negociando para tentar incluir Estados e municípios na reforma antes da votação da PEC na comissão ou mesmo no plenário da Casa. 

A oposição se viu contemplada na iniciativa, por parte do relator, de defender, no parecer, que a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) pelas instituições financeiras volte a ser de 20%. 

Os partidos do chamado campo de centro que compõem a chamada Maioria, por sua vez, já comemoravam na quarta-feira em entrevista coletiva a exclusão do BPC e das aposentadorias rurais. 

Na ocasião, Moreira adiantou que faria alterações nas regras para o abono salarial. O parecer considera “indevida” a adoção do limite de um salário mínimo de renda para ter acesso ao benefício e adota mesmo conceito de baixa renda já existente para o acesso ao salário-família, de renda mensal de até 1.364,43 reais. 

Também anunciou mudanças no tempo de contribuição para mulheres, que segundo o parecer apresentado nesta quinta fica em 15 anos, enquanto o dos homens passa para 20 anos, e ainda a redução da idade mínima da aposentadoria de professoras, estabelecido em 57 anos, segundo o relatório. Professores homens se aposentarão aos 60 anos. 

O texto lido pelo deputado nesta quinta trouxe ainda mais uma regra de transição. 

“Entendemos necessário, no entanto, oferecer mais uma alternativa de regra de transição para o RPPS e o RGPS”, disse. 

“A poucos dias da aposentadoria, alguns trabalhadores da iniciativa privada estariam sendo forçados a contribuir por mais 8 anos e, no setor público, até mesmo por um período de mais de 10 anos”, argumenta Moreira, referindo-se as regras propostas pela PEC original do governo.

FenSeg debate riscos cibernéticos e LGPD no mercado de seguros

Fonte: FenSeg

A Federação Nacional dos Seguros Gerais (FenSeg) realiza, na próxima terça-feira (dia 18), o workshop “Riscos Cibernéticos – A Lei Geral de Proteção de Dados e os Impactos nos Diversos Produtos”. O objetivo do evento  é reunir profissionais de diversas áreas,  analisando o tema para compreender e disseminar as melhores práticas perante a legislação. Também será debatida qual a exposição do mercado de seguros em relação ao risco cibernético, que precisa ser mapeado e identificado.

O presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da FenSeg, Marcio Guerrero, destaca que o mercado de seguros investe em tecnologia e busca sempre a inovação. Nesse sentido,  a LGPD corrobora para mais investimentos visando o atendimento da legislação. “O setor segurador  é vinculado ao mercado financeiro,  que há muito tempo  se preocupa e trabalha no sentido de proteção de dados e informações de seus clientes. Queremos justamente ver exemplos e checar adaptações à norma, num momento mais que oportuno”. analisa.

Ele  explica que apólices deverão prever danos decorrentes de riscos cibernéticos em razão da própria evolução tecnológica e “robótica”. Por isso, é necessário o mapeamento dos riscos em cada carteira para o devido tratamento.

Para Gustavo Galrão, executivo especialista em seguros para riscos cibernéticos, o aumento do número de ataques de hackers veiculados na mídia e o recente endurecimento das leis de proteção de dados preocupam segurados e seguradoras.  “Diversas pesquisas de mercado apontam que os riscos cibernéticos são uma das maiores preocupações da atualidade. Para debater  esses riscos e seus impactos no mercado de seguros, o evento contará com a presença dos maiores especialistas no assunto”, conclui.

O  evento será composto por quatro painéis: “Riscos Cibernéticos”; “Lei de Proteção de Dados (LGPD); “Impacto dos Riscos Cibernéticos no Mercado de Seguros” e “Cyber Liability”.  Terá início às 8h, no auditório da Escola Nacional de Seguros (Rua Augusta 1600 – Consolação). O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo email eventos@fenseg.org.br

A programação completa pode ser consultada pelo link: http://www.fenseg.org.br/noticias/riscos-ciberneticos-e-lei-geral-de-protecao-de-dados-em-debate.html . 

Austral e Terra Brasil finalizam termos de fusão

Finalmente foi assinado o contrato de fusão das resseguradoras Austral Re, controlada pela Vinci Partners, e a Terra Brasis, do grupo Brasil Plural, afirma uma fonte que pediu anonimato. Bruno Freire, que comanda a Austral Resseguros, fica no cargo de CEO, e Rodrigo Botti, hoje CEO da Terra Brasil, assume a vice-presidência da nova que surge da fusão como a terceira maior resseguradora do Brasil em volume de prêmios emitidos e ativos totais de RS 1,5 bilhão. O comunicado oficial deverá ser publicado ainda hoje.

Seguradoras estão menos preparadas para mudanças do que seus clientes, revela estudo da Capgemini

tendências em seguros

O World Insurance Report 2019, publicado pela Capgemini e Efma, revela que os segurados estão cada vez mais preocupados com o fato de sua cobertura de seguros se tornar insuficiente para riscos emergentes, desde a segurança cibernética até ameaças ambientais. As companhias seguradoras estão menos preparadas para mudanças do que seus clientes, a maioria dos quais quer uma cobertura mais abrangente e dinâmica. Ao mesmo tempo, existe uma oportunidade significativa para que os players do setor aproveitem a tecnologia e as parcerias para superar as tendências macro e se tornem parceiros mais proativos para seus clientes.

As principais conclusões do relatório incluem:

As seguradoras têm demorado a responder aos riscos emergentes

O relatório identifica cinco macrotendências que estão criando riscos emergentes para os clientes de seguros e seus negócios: padrões ambientais disruptivos, avanços tecnológicos, evolução das tendências sociais e demográficas, novas preocupações médicas e de saúde e mudanças no ambiente de negócios. 

No entanto, a maioria das seguradoras tem demorado para responder a essas tendências e equipar clientes para elas. Menos de 25% dos clientes empresariais (em todas as regiões geográficas) e menos de 15% dos segurados pessoais sentem que têm cobertura suficiente para se proteger contra qualquer um dos riscos emergentes gerados por estas macrotendências. Menos de 40% das seguradoras de saúde e vida disseram ter construído um pipeline de novos produtos para cobrir os riscos emergentes de forma abrangente.

Existe uma lacuna de cobertura significativa em áreas de riscos emergentes

A resposta lenta às ameaças emergentes criou lacunas significativas de cobertura para os clientes expostos a esses riscos. O relatório estima que 83% dos clientes de seguros pessoais têm média ou alta exposição a ataques cibernéticos e a viver mais do que suas poupanças, e apenas 3% e 5%, respectivamente, são cobertos de forma abrangente contra essas eventualidades. Entre os clientes empresariais, 81% estão expostos a custos crescentes de saúde dos funcionários, contra os quais apenas 17% estão bem cobertos; 87% estão em risco de ataques cibernéticos com menos de 18% de seguro abrangente; e quase 75% estão ameaçados pelo aumento das catástrofes naturais, para as quais apenas 22% são efetivamente cobertos.

Os consumidores estão mais preparados para a mudança do que provedores

À medida que o cenário de seguros muda, os clientes estão mostrando uma maior disposição para mudanças do que seus provedores de seguros. Pouco mais da metade (55%) dos clientes disseram que estão prontos para explorar novos modelos de seguro, mas apenas um quarto (26%) das seguradoras estão investindo neles. Enquanto 37% dos clientes disseram estar muito dispostos a compartilhar dados adicionais em troca de melhores serviços de prevenção e controle de risco, apenas 27% das seguradoras têm a capacidade de explorar dados em tempo real para fins de modelagem de risco.

As seguradoras precisam inovar e se tornar parceiras e prevencionistas

Elas (as seguradoras) devem responder às ameaças emergentes e mudar as expectativas dos clientes, adotando novas tecnologias e parcerias. Os recursos de avaliação de riscos podem ser significativamente aprimorados por meio da implementação de Machine Learning, Inteligência Artificial e analytics avançado, além de colaboração efetiva com InsurTechs. O progresso nessas áreas tem sido heterogêneo: a maioria (57%) aproveitou AI, Machine Learning e analytics avançado, mas somente 29% implementaram automated risk assessment e apenas 20% de geração de insights em tempo real a partir de dispositivos IoT.

Segundo o relatório, o progresso tecnológico também precisa ser acompanhado por uma mudança de atitudes. Quando as seguradoras tradicionalmente se veem como pagadoras, elas precisam evoluir para as funções paralelas de parceiro e prevencionista, trabalhando mais de perto com os clientes para mitigar os riscos e fornecer serviços sob demanda.

“As tendências emergentes de risco e as crescentes expectativas dos clientes estão mudando drasticamente o panorama dos seguros, e os provedores precisam ser ágeis na forma como respondem”, afirmou Anirban Bose, CEO da Financial Services na Capgemini e membro do Conselho Executivo do Grupo. “Esta pesquisa mostra uma lacuna de cobertura em áreas de risco emergente, mas também destaca uma oportunidade importante para as seguradoras. Aqueles que podem evoluir seus produtos por meio da tecnologia, colaborar com inovadores e pensar em si mesmos como parceiros e prevencionistas junto aos seus clientes, podem se beneficiar mais”.

“Esta pesquisa mostra que o futuro do seguro será centrado na parceria”, disse Vincent Bastid, Secretário Geral da Efma. “Os provedores de seguros precisam colaborar com parceiros que oferecem altos níveis de especialização em áreas que vão da IA até analytics avançado. Simultaneamente, eles precisam se associar mais de perto com seus clientes para fornecer o serviço mais ágil e voltado à demanda que muitos estão buscando”.

Brasil pode se tornar hub de insurtech na América Latina com sandbox, diz advogado

O comunicado conjunto da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre a intenção de implantar um modelo de sandbox regulatório no Brasil foi considerado um marco importante para a regulação financeira no Brasil. 

LEIA MAIS – Eis a iniciativa de Sandbox da Susep, CVM e BC

“A ação coordenada fortalecerá laços de cooperação entre os reguladores, e permitirá o compartilhamento de experiências e aprendizado, o que amplia as chances de sucesso na implantação desse instrumento regulatório”, afirma Vitor Xavier, sócio do escritório Ernesto Tzirulnik Advogados. Segundo ele, é importante lembrar que no mundo existe hoje uma competição regulatória pela estruturação de modelos e estratégias de regulação das empresas que, ao aplicarem tecnologias inovadoras, promovem a disrupção na prestação de serviços financeiros. “Nesse contexto, os reguladores não devem abrir mão das contribuições fundamentais das entidades da sociedade civil, sobretudo as ONGs de consumidores para o aprimoramento da ferramenta”, acrescenta.

andre gregori thinkseg
“Com toda a certeza irá beneficiar o usuário que é o que interessa”, comenta André Gregori, CEO do grupo Thinkseg

“Mais do que o sandbox em si, que é uma forma usada em alguns países pelas autoridades regulatórias, tanto do ramo financeiro quanto de seguros, como o exemplo da Hong Kong Insurtech Sandbox, o motivo de comemoração da atual gestão da Susep é o pensamento liberal de fomentar inovação e competitividade. Isso, com toda a certeza irá beneficiar o usuário que é o que interessa”, comenta André Gregori, CEO do grupo Thinkseg.

Para Xavier, o Brasil, ao buscar um regime de sandbox regulatório, pode criar um ambiente propício à criação de novas fintechs e insurtechs, endereçando soluções a gargalos históricos e fomentando o aumento da competição interna. O país, pode assim, consolidar-se como um hub regional, atraindo o capital criativo e inovador de outros países da região que ainda não tenham estruturado um modelo de regulação eficiente, no sentido de atender à demanda de proteção de consumidores e equilíbrio sistêmico sem, contudo, represar a força empreendedora e inovadora.

Em relação ao setor de seguros, o advogado do escritório de Ernesto Tzirulnik, comenta que a carência de um marco normativo adequado, específico sobre o funcionamento básico dos contratos de seguro, poderá dificultar o florescer das Insurtechs dedicadas à subscrição – mais uma razão da aprovação do PLC n. 29/2017 pelo Senado Federal.

No Reino Unido, pioneiro e fonte de inspiração em matéria de sandbox regulatória, o desenvolvimento do Project Innovation, que tem como marco a edição do paper Regulatory Sandbox em setembro de 2015, foi naturalmente antecedido pela promulgação do Insurance Act, em fevereiro de 2015, que é a Lei de Contrato de Seguro do Reino Unido. É importante ter em conta que o avanço em matéria regulatória não pode prescindir de alterações legislativas, considera Xavier.

O presidente da Associação das Insurtechs e da startup Kakau, Henrique Volpi, comemorou a iniciativa. “Grande passo que Susep da em apoio à inovação”, disse ele ao blog Sonho Seguro. “O sandbox já está sendo utilizado com muito sucesso na Gra-Bretanha e Cingapura entre muitos outros. O resultado prático é a inclusão de novas teconologias e modelos de negócio favorecendo a inclusão de novos consumidores e empresas na economia. Grande dia para todos nós”.