Easynvest faz parceria com Icatu para entrar em previdência privada

Fonte: Easuvest

No momento de grande discussão sobre a recente aprovação da reforma da previdência social, a Easynvest, maior corretora independente do Brasil, anuncia a entrada no setor de previdência privada, com a distribuição de fundos estruturados para a plataforma. O lançamento será gradual: a partir do dia 23 de outubro, será habilitada a portabilidade de planos, para aqueles que já têm previdência em outras instituições, para a Easynvest; na sequência, a plataforma abrirá opções para novas contratações, para aqueles que não possuem e vão começar o seu plano agora. 

O produto vem como complemento para a prateleira da corretora, que tem a proposta de oferecer a melhor e mais rápida experiência do mercado e todas as opções de investimentos em um único lugar. “Queremos oferecer uma carteira unificada para o cliente, com uma experiência de contratação de previdência privada muito mais fluida, rápida e digital do que o que vemos hoje no mercado”, explica Fernando Miranda, presidente da Easynvest, lembrando que todo o processo de portabilidade e contratação dos novos planos será online e durará até 13 minutos, desde a solicitação até a assinatura, sem preenchimento de nenhum papel físico. 

Primeiros produtos na prateleira

O modelo de negócio da Easynvest foi desenvolvido em parceria com a Icatu Seguros — as reservas de previdência da seguradora superaram os R$ 32 bilhões de reais e representam mais que a soma de todas as seguradoras independentes do mercado juntas. A partir do dia 23 serão distribuídos fundos de previdência na plataforma com aporte inicial de R$ 1 mil e aportes adicionais que partem de R$ 100, a depender do produto escolhido. “Trabalhamos muito próximos com a Icatu para trazermos as melhores opções para os investidores e para atender todos os perfis de risco, oferecendo amplo leque de planos do mercado”, pontua Miranda. 

A partir do lançamento, os 16 melhores fundos do mercado estarão disponíveis aos clientes da Easynvest. Os produtos foram definidos a partir de um processo de curadoria interna, com diferentes características para que o investidor possa montar uma carteira diversificada na categoria. 

Para Henrique Diniz, superintendente de Previdência da Icatu Seguros, a parceria com a Easynvest é uma oportunidade para democratizar ainda mais o acesso dos brasileiros a soluções financeiras para planejar a aposentadoria. “Especialmente nesse novo cenário de taxas de juros e reforma da previdência, o consumidor está muito mais atento à comparação de produtos. Isso significa que ele está buscando as melhores alternativas disponíveis e conectado a estratégias de investimento de acordo com seu perfil”, destaca. 

Saúde é o assunto em debate em Brasília nesta 5a. feira

O 5◦ Fórum da FenaSaúde, o primeiro realizado em Brasília, irá aprofundar o debate sobre os rumos da saúde no Brasil, pois o sistema de saúde – em todo o mundo – enfrenta o grande desafio da sustentabilidade. Seja qual for o modelo adotado – público, privado ou misto –, todos os países precisam lidar com o mesmo descompasso. De um lado, os custos crescentes da saúde, de outro, as limitações de orçamento e renda.

O impacto da longevidade nos planos de saúde é grande. As principais causas o envelhecimento populacional, a ampliação da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, e o surgimento de novas e dispendiosas tecnologias de tratamento estão entre os principais temas do evento organizado pela FenaSaúde, que apresentará sugestões para viabilizar mais acesso e qualidade no atendimento à população e, ao mesmo tempo, a favorecer a sustentabilidade do sistema.

Com o tema “Novos Rumos da Saúde Suplementar”, o fórum propõe o debate de propostas de mudanças para garantir que mais brasileiros tenham acesso aos planos de saúde e que o setor alcance a sustentabilidade. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fará a abertura do evento com a palestra magna “O desafio da saúde suplementar na ampliação do acesso da população aos serviços de saúde”.

A mediação será feita por André Médici, economista sênior em Saúde do Banco Mundial, em Washington, que participou do planejamento, desenvolvimento e implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. O evento também reunirá palestrantes com diferentes perspectivas sobre o tema, como Rogério Marinho, secretário especial da Previdência Social do Ministério da Economia e ex-relator do PL 7.419/06, e Armínio Fraga, fundador do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e ex-presidente do Banco Central, entre outros nomes.

Para Vera Valente, diretor executiva da FenaSaúde, o diagnóstico sobre os problemas da saúde no Brasil é praticamente consensual entre operadoras, prestadores de serviço, contratantes, reguladores e legisladores. “Sabemos o que é preciso mudar para que mais brasileiros tenham acesso à saúde de qualidade e a agenda das operadoras inclui, por exemplo, a volta da oferta dos planos individuais, maior segmentação de coberturas e o incentivo à atenção primária”, destaca Vera.

A diretora executiva da FenaSaúde explica que o fórum será centrado na discussão da legislação que regulamenta o setor, a Lei 9656/98, que completou 20 anos de vigência. “Dividimos o fórum em dois momentos. O primeiro irá avaliar essa legislação após duas décadas, o que trouxe de benefícios e o que precisa ser aprimorado e modernizado. No segundo momento, apresentaremos as sugestões para manter a sustentabilidade da saúde suplementar e atrair novos beneficiários, garantindo não apenas o crescimento do setor, mas também o desafogamento do SUS”, diz.

“As sugestões de mudanças são boas para o Estado, para as empresas e, principalmente para a população, que percebe no setor um atendimento de qualidade”, relata a executiva. “Temos muitas coisas para fazermos juntos e nós da FenaSaúde queremos incentivar um grande debate em torno desses aperfeiçoamentos, envolvendo toda a sociedade brasileira. Por isso, convido a todos para que venham debater conosco os novos rumos da saúde suplementar no Brasil”, conclui.

A FenaSaúde representa 15 grupos de operadoras de saúde responsáveis pelo atendimento a mais de 26 milhões de brasileiros, 36% do total de beneficiários de planos de saúde no País.

Tokio Marine dá até 20% de desconto no seguro empresarial em ação de vendas de Halloween

Redução chega a 20% para novos contratos e renovação de Congêneres, válida para Empresarial Pequenas e Médias Empresas, LMI Único e Nichos

A Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do País, promove uma ação especial de vendas para o Seguro Empresarial, entre os dias 28 e 31 de outubro. A oferta de Halloween oferece até 20% de desconto para novos contratos e renovação de Congêneres nos produtos Empresarial Pequenas e Médias Empresas, LMI Único e Nichos, como Clínicas e Consultórios, Escolas, Escritórios, Academias e Salões de Beleza e Estética. 

O desconto deve ser aplicado pelo Corretor na hora do cálculo, limitado a 30% de comissão. Durante a Oferta de Halloween Tokio Marine, o Disque Repique estará disponível somente para renovações Tokio com prêmio a partir de R$ 3 mil. 

O Seguros Empresariais da Tokio Marine possuem coberturas flexíveis e desenvolvidas de forma a atender às necessidades de cada tipo e tamanho de negócio. Mais informações sobre a ação podem ser obtidas com os gerentes comerciais. 

SulAmérica é eleita uma das 100 empresas mais inovadoras em TI do Brasil

Na última quarta-feira (16), durante o IT Forum X, realizado em São Paulo, a SulAmérica foi reconhecida como uma das empresas mais inovadoras em tecnologia da informação no Brasil. “Ficamos muito orgulhosos com a premiação. É um reconhecimento do nosso empenho em inovar e investir em tecnologia para entregar aos nossos clientes, corretores e parceiros as melhores experiências e ferramentas para facilitar suas vidas”, afirmou Cristiano Barbieri, vice-presidente de Estratégia Digital, Inovação e Tecnologia da SulAmérica. A empresa recebeu o troféu de 8ª colocada entre 100 companhias participantes — no ano passado, ocupou o 11º posto no ranking-geral. 

No evento, Barbieri participou do painel “Eu Empreendedor”, no qual falou sobre como o investimento em inovação é crucial para o sucesso de novos negócios. “Com 124 anos, a SulAmérica sempre foi inovadora, por isso chegou até aqui como a maior seguradora independente do Brasil. Agora, nesse novo mundo conectado e dinâmico, nossa missão é criar um exército de empreendedores para acelerar nossa transformação digital”, disse Barbieri. “Para isso buscamos pessoas criativas e ousadas. A SulAmérica é uma empresa moderna, aberta e quem vem fazer parte da nossa equipe tem se surpreendido positivamente com nossa velocidade de transformação. Nosso ambiente de trabalho tem se tornado mais similar ao de uma start up, por exemplo”, completou. 

Washington Vital, head de Data Analytics e Transformação Digital da SulAmérica, também participou do primeiro dia do IT Forum X, no painel “Da Ciência de Dados para AI Driven”, no qual explicou como a empresa está se preparando para a chegada e implementação de novas tecnologias. 

Bradesco  Saúde lança plano “Efetivo” com foco no mercado capixaba

 Em parceria com o Grupo Meridional, plano exclusivo para região é voltado para as empresas da Grande Vitória e visa ampliar presença da seguradora no estado 

Fonte: Bradesco

A  Bradesc o Saúde, líder do mercado de saúde suplementar brasileiro, vem investindo em planos empresariais regionais, customizados e com valor competitivo, buscando adequar às necessidades de cada cliente. Depois do lançamento em Recife, chegou a vez do Espírito Santo receber o plano Bradesco Saúde Efetivo, sendo chamado de Efetivo Capixaba. Na última terça-feira, dia 22/10, foi lançado o produto exclusivo para região, que conta com rede referenciada (hospitais, pronto-socorro e maternidade) que tem como destaque a parceria com o Grupo hospitalar Meridional. O plano custa a partir de R$ 183. 

Com cobertura nacional, o plano estará disponível para empresas a partir de três pessoas. O diferencial do produto é sua rede dimensionada para oferecer equilíbrio entre disponibilidade, qualidade e eficiência a custos competitivos. “O produto se baseia na parceria com prestadores de referência, fundamentada num modelo de negociações diferenciadas, que alinha os incentivos na busca da eficiência e qualidade no atendimento assistencial dos pacientes. Na prática, isso significa reduzir desperdícios de recursos, maior previsibilidade dos custos, preços mais acessíveis e expectativa de reajustes menores, além da melhora na qualidade assistencial”, ressalta Flávio Bitter, Diretor-Gerente da Bradesco Saúde. 

Com seis unidades distribuídas na Grande Vitória e no Norte do Estado, o Grupo Meridional é considerado o maior grupo de saúde do Espírito Santo e o quinto maior do país. O diretor geral do Hospital Meridional, Ivan Lima, destaca a importância dessa nova parceria. “O Grupo Meridional é pioneiro em diversas conquistas da medicina capixaba e trabalha para oferecer um serviço de saúde com excelência e qualidade aos pacientes. Esse trabalho em conjunto com a Bradesco Saúde é mais uma ferramenta que agrega à missão da instituição, que é levar cuidado e acolhimento todos os dias à população do Espírito Santo”, afirma Ivan. 

Além do grupo, o Efetivo Capixaba ainda conta com ampla rede de serviço de diagnóstico composta por mais de cem parceiros, com mais de 400 unidades localizadas em 35 municípios do estado do Espírito Santo.  

A estratégia da  Bradesco  Saúde é apresentar aos consumidores não só esse produto exclusivo, mas todos os planos da seguradora. “Temos um portfólio que atende a todos os segmentos, desde pequenas e médias até grandes empresas. Esta campanha tem a chance de mostrar à região da Grande Vitória nossos produtos que contam com alta qualidade assistencial, diversos serviços e cobertura nos principais hospitais do estado”, afirma Flávio Bitter. 

Com mais de  38  mil beneficiários no Espírito Santo, a seguradora busca fortalecer sua marca e consolidar ainda mais sua presença na região, a partir de um produto de qualidade e acessível. 

Startup Planetun lança app que agiliza resgate de fundos de previdência aberta

Brasilprev é a primeira empresa a implementar tecnologia inédita capaz de 
reduzir mais de 65% do tempo de espera para receber o resgate da aposentadoria 

Fonte: Planetun

A Planetun, insurtech que desenvolve soluções disruptivas para o mercado de seguros e automotivo, lança um produto inédito para o setor de previdência: o Mobi Previdência. O objetivo da nova tecnologia é entregar mais agilidade e diminuir a burocracia dos processos deste mercado. A Brasilprev, empresa de previdência privada aberta do Banco do Brasil e Principal, é a primeira a implementar a nova tecnologia capaz de reduzir em até 65% do tempo de espera para receber o resgate do investimento. 

O produto é voltado para os beneficiários dos participantes em caso de falecimento do titular do plano. Hoje, para receber o valor do plano de previdência é necessário cumprir várias etapas de um caminho que inclui organização de documentos, reconhecimento de firma e eventuais visitas à agência. Por conta dos detalhes, boa parte da documentação não vem de acordo com as exigências e o processo tem que ser reiniciado — sendo que, em média, já dura em torno de 28 dias para ser concluído. 

O foco da Planetun com o app Mobi Previdência é reduzir em 65% esse tempo, concluindo o processo em até 10 dias. Com isso, a expectativa também é diminuir para um terço o número de chamadas nos call centers das empresas para sanar dúvidas, já que todo o acompanhamento do processo poderá ser feito por meio do próprio aplicativo web. 

Utilizando a ferramenta, o beneficiário recebe um token via SMS que dá acesso ao app web. A partir daí, é só seguir um passo a passo de fácil entendimento para enviar todos os documentos necessários diretamente à empresa de previdência e aguardar a conclusão do processo. 

“Desenvolvemos uma solução altamente inovadora para um setor tradicional. Nosso objetivo é mudar a forma como as pessoas consomem os mais diversos tipos de seguros e entregar um novo tipo de operação: mais ágil e prático”, comenta Henrique Mazieiro, CEO da Planetun. “Estamos extremamente contentes com a parceria com a Brasilprev, que dá um passo à frente no mercado ao investir fortemente em tecnologia para entregar um serviço cada vez melhor aos seus clientes”, completa. 

De acordo com Helio Adnet, superintendente de Operações da Brasilprev, além dos benefícios como agilidade e comodidade para os clientes, a ferramenta é disruptiva e também trará diversas vantagens para a própria empresa. “O Mobi Previdência não só contribuirá para redução do tempo e dos custos, como também organizará as atividades dos profissionais que avaliam o processo de concessão de benefícios”, explica. 

O app também vai facilitar a vida do aposentado no momento de receber o benefício, com o produto de concessão. Ao invés de dispender tempo e paciência com o processo, agora ele poderá enviar todos os documentos necessários e resgatar seu plano com poucos cliques no celular. O cliente ainda poderá acompanhar cada etapa do estágio em que se encontra seu pedido pela ferramenta web. 

“Criamos os produtos para atender uma demanda que percebemos do mercado. Na era digital, os clientes querem cada vez mais praticidade e é justamente isso que oferecemos”, finaliza Mazieiro. 

O Mobi Previdência conta com worfklow, que gera fila de trabalho para acompanhamento do serviço, e ainda disponibiliza outros recursos como geolocalização, chat e personalização. A ideia é um produto completo que simplifique o processo de resgate de previdência privada de ponta a ponta. 

ARTIGO: Como os seguros podem se tornar ferramentas de educação

por Pedro Pereira de Freitas, CEO da American Life

Falar em educação financeira no Brasil nem sempre é uma tarefa simples. Há várias décadas precisamos lidar com a inflação, por exemplo, e fazer verdadeiros exercícios com o orçamento familiar para sobreviver. Apesar desse ser um tema superimportante, o conhecimento, infelizmente ainda é baixo. De acordo com um estudo feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 30 países, sobre o nível de conhecimento das pessoas a respeito de conceitos financeiros, o índice de respostas corretas obtidas no Brasil foi de 58%. Parece um número razoável. Mas não se compararmos com a média mundial, de 78%. Isso mostra a dificuldade que os brasileiros têm sobre o assunto, o que compromete a capacidade de planejamento futuro.

Uma questão importante é que muitas pessoas sequer sabem o conceito de educação financeira. Para uma boa parcela, significa apenas saber matemática, quando na realidade engloba uma série de fatores e comportamentos. Além disso, é importante destacar que a cultura brasileira, especialmente nos últimos anos, com o estímulo ao crédito, tornou as pessoas muito mais abertas ao consumo sem estimular na sociedade conceitos importantes de consumo consciente e planejamento, seja ele individual ou familiar.

Dados dessa mesma pesquisa realizada pela OCDE mostram que apenas 30% dos brasileiros são poupadores ativos (têm alguma reserva financeira), o que justifica a situação da maior parte das famílias em períodos de crise econômica: com o desemprego e a falta de reservas, as contas começam a se acumular e em pouco tempo as dívidas atingem valores impensáveis para aquela família.

O começo de uma consciência para a educação financeira pode estar nesse momento que vivemos. Essas famílias vão precisar, de alguma maneira, negociar essas dívidas que só cresceram em período de desemprego. Com alguma orientação, boa vontade e disciplina, talvez possam passar a trilhar um caminho diferente e de mais consciência quanto ao que fazer com o dinheiro.

Os seguros são ferramentas interessantes para esse tipo de aprendizado. Nessa hora alguns podem achar que a ideia é uma loucura, afinal, quando falamos em seguros os primeiros que vem à cabeça são os seguros de automóveis, que costumam ser mais caros, dado o valor do bem. Porém, o que muitas pessoas ainda desconhecem é que há seguros no mercado para atender a população e também alguns nichos específicos, que normalmente cabem no bolso. Caso dos seguros de vida para motofretistas, para portadores de diabetes, para profissionais da aviação, outros para pessoas que já chegaram à terceira idade, para portadores de doenças graves, etc, que podem ter custo a partir de R$ 25,00 por ano.

Imagine o caso do seguro para portadores de doenças graves. Infelizmente, todos estamos suscetíveis, seja pelo estilo de vida ou pelo histórico familiar – ou ainda pela combinação desses e outros fatores – de, em algum momento, passar – ou ver um familiar passar – por um AVC, ou por uma insuficiência cardíaca ou renal, ser acometido por um câncer, ter que fazer uma angioplastia ou um transplante de algum órgão. Imagine poder fazer um seguro para resguardar familiares no caso de diagnóstico de um desses problemas? Inimaginável que isso seria possível, não é mesmo?

Mas é assim que começa uma educação financeira ou um planejamento financeiro. Claro, não precisamos ir a um extremo como esse. Podemos pensar de maneira genérica em um seguro de vida ou mesmo em um seguro residencial, por exemplo. Ao assinar uma apólice e adquirir um seguro, o cidadão realiza mensalmente o exercício de poupar uma quantia pré-definida para um fim específico. O compromisso está firmado. Ao final de um período ou quando houver necessidade por ocasião de um sinistro, a pessoa não estará desamparada. Por mais complicada que esteja sua situação financeira, conseguirá reunir recursos para um período. No caso de um problema com a casa, para uma reforma ou reconstrução. No caso de acidente ou morte de um familiar segurado, a certeza de contar com um recurso para situação emergencial.

Pensando assim, porque não tomar os seguros como exemplos de ferramentas para a educação financeira e aplicar esse conceito para redesenhar o planejamento do orçamento familiar, por exemplo? Que tal pensar nisso?

Com previdência aprovada, segmento de vida no Brasil deve alçar novos vôos

O Senado Federal aprovou em segundo turno nesta terça-feira (22), com 60 votos favoráveis e 19 votos contrários. Ainda estão pendentes destaques que serão votados na quarta-feira (23). Como bem contabilizou o Estadão, foram 244 dias entre o envio da reforma da Previdência à Câmara e a aprovação em segundo turno pelo Senado.

Como muitos especializadas comentaram aos jornalistas, trata-se de uma vitória e tanto, que promove uma profunda mudança no sistema de aposentadorias e pensões já proposta nos últimos 24 anos. A principal medida da reforma da Previdência é a fixação de uma idade mínima, 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, acabando com a aposentadoria por tempo de contribuição. O texto estabelece o valor da aposentadoria a partir da média de todos os salários, diferentemente do que vem sendo praticado, com a exclusão das 20% menores contribuições, eleva alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS (R$ 5.839,00) e estabelece regras de transição para os trabalhadores em atividade.

Este novo cenário, abre um caminho imenso para as empresas de previdência e seguros, com a oferta de fundos de previdência e seguros atrelados ao risco de morte, sobrevida e acidentes que possam interromper o programa de poupança para a aposentadoria. Hoje, considerando todo o seguro de pessoas no Brasil, a participação chega a ínfimos 0,5% do PIB. Mesmo em um momento de crise, esse ramo pode ser a porta de entrada da população na aquisição de seguros.

O setor segurador brasileiro dispõe de ativos, que garantem riscos assumidos, da ordem de R$ 1,2 trilhão – equivalentes a 25% da dívida pública brasileira -, montante que o posiciona entre um dos maiores investidores do País. Em 2018, o seguro de vida desbancou o líder de vendas há décadas, o seguro de carro. Em 2018, por exemplo, os seguros para riscos pessoais alcançaram vendas de R$ 41,4 bilhões, 9,4% superior aos R$ 37,9 bilhões registrados em 2017, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Já o seguro de carro recuou para R$ 35,8 bilhões. Trazida a valor presente pelo IPCA (índice de inflação), a produção de prêmios de automóvel em 2018 recuou aos níveis de 2012, segundo Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg). “Enquanto não tiver o ciclo econômico que beneficie o orçamento das famílias, o setor ficará aquém de conquistar esse imenso potencial”. 

O potencial é tanto que estimula parcerias antes nunca vistas no mercado segurador, aliando concorrentes num mesmo propósito: proteger o cliente por completo. A Icatu, por exemplo, especialista em vida, fechou uma parceria com a alemã HDI, que tem 90% do faturamento proveniente da venda automóvel. Os seguros da Icatu passam a ser disponibilizados em canais de vendas da HDI, com mais de 20 mil corretores de seguros, aos 2,5 milhões de segurados da Icatu.

Sem contar as novas seguradoras, como XP e BTG, e as inúmeras parcerias feitas pelas seguradoras de vida com bancos digitais, fintechs e assets. Foram muitas neste ano. Só para citar a notícia desta semana, a Easynvest e a RB Investimentos começam a incorporar planos de previdência complementar às suas plataformas em parcerias com a Icatu Seguros.

Além da poupança de recursos, os seguros de vida e acidentes passam a ter um papel fundamental para garantir o futuro. Hoje o mercado já oferece um vasto leque de opções, mas a tendência é de que muita novidade venha por ai para atender as demandas trazidas com o debate sobre a aposentadoria. Um deles é o risco de sobrevivência e de morte. Se morrer, como fica minha família? Se perder o emprego, como pago a escola? Com ou sem plano de saúde, como vou custear o tratamento se for diagnosticado com uma doença grave que exige tantos remédios, idas e vindas de hospitais e terapias?

”O mercado de seguros se modernizou muito nos últimos anos. Mérito das seguradoras, dos corretores e também da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que flexibilizou o arcabouço e aprovou a venda de diversas novas coberturas como resgatáveis e doenças graves”, afirma Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

Em recente entrevista, o diretor da área de seguros do Itaú, Luiz Fernando Butori, afirmou que o seguro de vida é um importante instrumento financeiro dentro do planejamento financeiro dos clientes. Ele destaca o seguro de vida resgatável, que tem tido um desempenho diferenciado dos demais. “Muitos clientes tem a meta de juntar R$ 1 milhão. Depois de avaliar a receita e montar a carteira de investimento, a conversa traz o seguro de vida resgatável como uma das opções de mitigar riscos. Se o investidor sobreviver, resgata o capital acumulado no fim do contrato. Se falecer, a meta financeira alvo do planejamento será paga para a família. Esse produto resgatável, que temos a Prudential como parceira, é melhor do que combinar previdência com seguro de vida e por isso tem tido um desempenho destacado nas vendas”.

A Mongeral Aegon tem registrado crescimento na comercialização do seguro de doenças graves nos últimos três anos: 83,5%. Já a venda de seguro de vida individual e de eventos aleatórios apresentou alta no mesmo período de 25,8% e 13,8%, respectivamente, informou Patricia Costa, gerente de desenvolvimento de produtos, em recente entrevista.

Além das seguradoras, prestadores de serviços devem surgir, como as empresas de telesubscrição, serviço de entrevista médica realizada por um profissional da área que contata o cliente para obter as informações de saúde, substituindo o preenchimento da declaração pessoal, o que simplifica muito a contratação do seguro. Cada vez mais usada pelas seguradoras. o serviço serve tanto para ampliar o mercado para pessoas com doenças crônicas controladas, como para capitais contratados acima de R$ 500 mil e que podem chegar a R$ 50 milhões.

Para que tudo isso se realize, é preciso que a roda da economia gire, gerando empregos e aumento da renda da população. Sem isso, o jovem Brasil chegará a velhice pobre, doente e sem amigos dispostos a investir na melhora de vida. Três itens não recomendados na aposentadoria, que deve ser planejada priorizando a saúde, o social e as finanças.

Vale mencionar também o grande número de sites, blogs e influenciadores voltados para a educação financeira. Tem de tudo na web. Muitos bancos, assets e seguradoras financiam a mídia. Por isso, ter um consultor ou corretor de confiança que ajude na tomada de decisão é primordial. Afinal, é preciso estar muito atento ao que se faz com a poupança da aposentadoria. Um vacilo em fundos com taxas elevadas ou ativos da moda podem gerar perdas significativas no longo prazo.

Plataforma da Chubb identifica ameaças cibernéticas e analisa custos decorrentes de um ataque

A Chubb atualizou sua plataforma para identificar ameaças cibernéticas existentes baseadas na indústria e no tamanho de uma organização. A nova versão da plataforma também oferece análise de custos associados a um incidente cibernético, informações sobre tendências de limites e franquias e uma calculadora de custos estimados, que ajuda as empresas a ter uma melhor compreensão sobre a melhor forma de se proteger contra ameaças cibernéticas.

“Desde o seu lançamento em 2018, esta ferramenta tem dado aos usuários acesso a informações em tempo real sobre as ameaças cibernéticas atuais e históricas que estão afetando as apólices de seguro e, portanto, as empresas. Integrando as capacidades globais da Chubb, com esta nova ferramenta de análise, podemos oferecer uma visão completa das potenciais consequências de um incidente cibernético”, afirma Sandra Cabrera, gerente de Riscos Cibernéticos da Chubb América Latina.

Zurich volta a operar na área de geração de energia

Seguradora retomou o produto para usinas de geração de energia, apostando nas hidrelétricas, responsáveis por cerca de 60% da energia consumida no Brasil

Fonte: Zurich

Alinhada com a reestruturação global em sua área de Energy, que visa dar suporte à expansão do setor de energia mundialmente, a Zurich no Brasil retomou a comercialização do seguro de Property para as usinas de geração de Energia Elétrica. A estratégia, de acordo com a política de Climate Change do Grupo Zurich, incentiva o desenvolvimento de energias renováveis e visa contribuir para a redução do uso de carvão mineral e, consequentemente, com as emissões de gases de efeito estufa no planeta. Essa política é aderente ao Acordo de Paris, de 2015.

O seguro cobre danos materiais e/ou lucros cessantes, em casos de acidentes nas dependências de usinas de geração de energia elétrica em operação. O seguro é destinado a produtores independentes, concessionárias e usinas de propriedade estatal. Traz como principais coberturas: danos materiais, incêndio, queda de raio, explosão, danos elétricos, quebra de máquinas, queda de aeronaves, danos da natureza e lucros cessantes.

Há também diversas coberturas adicionais que podem ser contratadas na apólice, de acordo com as particularidades de cada usina geradora de energia. O seguro pode ser estruturado na modalidade de Riscos Operacionais, com cobertura do tipo all risks, ou Riscos Nomeados.

“O seguro garante, em caso de acidente com dano material súbito e imprevisto, o reparo ou reposição do bem sinistrado para que a usina volte a operar nas mesmas condições antes da ocorrência do sinistro. Em caso de cobertura de lucros cessantes, visa mitigar a perda de receita com a interrupção da produção de energia”, explica Fábio Tulmann, Head de Property e Energy da Zurich no Brasil.

Outro diferencial do seguro para usinas de geração de energia é contar com o suporte da Engenharia de Riscos durante a vigência do seguro. Após uma inspeção no local, os Engenheiros Especialistas em Power Gen elaboram um relatório de avaliação de riscos envolvendo Danos Materiais, Quebra de Máquinas e Lucros Cessantes. A partir desse relatório, serão apontados os principais fatores de riscos que auxiliarão a direção da usina no gerenciamento dos principais riscos analisados. “Com base nisso, nossos engenheiros podem propor sugestões alinhadas a normas internacionais e melhores práticas industriais do setor de energia”, afirma o executivo.

Adicionalmente, a área de Engenharia de Riscos poderá acompanhar a implementação das melhorias sugeridas e disponibilizará o serviço de consultoria para discutir futuros projetos de melhoria, bem como novas ideias e soluções visando a operação segura das usinas de geração de energia elétrica.

Ainda de acordo com Fábio Tulmann, a Zurich retomou a comercialização do produto porque entende que a geração de energia elétrica tem um papel fundamental para suportar o crescimento populacional e o desenvolvimento de novas tecnologias. E o Brasil, com suas dimensões continentais, tem um potencial muito favorável para a produção de energias renováveis.

“Com o retorno da área de Energy no Brasil, a Zurich fortalece ainda outras linhas de negócio como a de Riscos de Engenharia (Construção) e Responsabilidade Civil, pois permite que um segurado mantenha o seguro desde a fase de construção até a operação da usina, evitando gaps de cobertura com a troca da seguradora”, completa o executivo.