5 principais tendências para o segmento de D&O em 2020

Fonte: AGCS

A variedade de exposições enfrentadas por diretores e executivos (D&O) – assim como os cenários decorrentes de sinistros – aumentaram significativamente nos ultimos anos. Com os gestores das grandes corporações cada vez mais sob os holofotes, o especialistas da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) apresentam cinco mega tendências que impactarão a alta direção das companhias em 2020. O relatório “Directors And Officers Insurance Insights 2020” também analisa alguns dos fatores que estão levando a estas recentes mudanças no mercado D&O, após um período de grandes perdas. 

1.    Aumento no litígio por notícias negativas

“Ainda vemos muitos sinistros contra D&Os em decorrência de eventos gerados por notícias negativas, não necessariamente por resultados financeiros,” afirma Shanil Williams, Diretor Global de Linhas Financeiras da AGCS. “Os cenários incluem problemas com produtos, desastres causados pelo homem ou ambientais, corrupção e ataques cibernéticos. Esses tipos de reclamações de “litígio orientado a eventos” geralmente resultam em reclamações de valores mobiliários ou ações sociais de acionistas após as más notícias causarem uma queda drástica no preço das ações ou uma investigação regulatória”.

2.    Mudanças climáticas em foco

Deixar de divulgar os riscos das mudanças climáticas pode aumentar muito o risco de litígios futuros para uma empresa. Casos de mudança climática foram apresentados em pelo menos 28 países ao redor do mundo, com três quartos dos casos registrados nos EUA. Lá existe um número crescente de casos alegando que as empresas falharam em ajustar suas práticas comerciais às mudanças climáticas. Uma governança social e ambiental (ESG) falha pode derrubar o valor de uma marca. 

3.    Mais ações de classe de valores mobiliários pelo mundo

As ações de classe de valores mobiliários estão crescendo à medida que o ambiente jurídico evolui. A AGCS tem visto grande receptividade dos governos à reparação coletiva a ações de classe, principalmente na Europa, mas também por todo o mundo como, por exemplo, Tailândia e Arábia Saudita. Nunca tiveram tantas queixas como nos últimos anos: nos EUA foram mais de 400 entre 2017 e 2018 – quase o dobro da media das últimas décadas. Esse aquecimento impacta tanto empresas americanas quanto internacionais que possuem valores mobiliários listados diretamente nos EUA. 

O escritório global de advocacia Clyde & Co e a AGCS compilaram um mapa de risco no relatório que avalia o quanto uma empresa está sujeita a uma ação de grupo de valores mobiliários em uma jurisdição específica, levando em consideração a disponibilidade e a prevalência de financiamento de litígios de terceiros, que é considerado um forte fator no aumento da atividade de ação de grupo em todo o mundo.

Os reflexos deste cenário também são sentidos no Brasil, como explica Gustavo Galrão, Diretor de Linhas Financeiras Brasil da AGCS: “Com mais companhias brasileiras negociando ações nos EUA, a exposição a ações de classe contra elas também tornou-se maior. Além disso, o seguro D&O vem, ao longo dos últimos anos, se popularizando até mesmo entre pequenas e médias empresas – mesmo as que não negociam papeis em bolsa de valores. Isso porque as agências reguladoras brasileiras estão cada vez mais criteriosas e o diretor/administrador de uma companhia passou a responder por mais ações em um processo judicial, inclusive na pessoa física.”

4.    Falências e o impacto das mudanças políticas

A AGCS espera ver um aumento de insolvências que podem se traduzir em sinistros de D&O. As insolvências comerciais aumentaram em 2018, em mais de 10%, em relação ao ano anterior, devido a um forte aumento de mais de 60% na China. Em 2019, as falências devem aumentar pelo terceiro ano consecutivo em mais de 6% em relação ao ano anterior, com dois de três países prontos para registrar um número maior de insolvências do que em 2018. “Desafios políticos, incluindo eleições significativas, O Brexit e as guerras comerciais podem criar a necessidade de planejamento de riscos para os conselhos, incluindo a revisão da estratégia cambial, o planejamento de fusões e aquisições (M&A) e as cadeias de suprimentos e decisões de fornecimento com base em tarifas. Uma má tomada de decisão também pode resultar em reclamações das partes interessadas ”, diz Williams.

A instabilidade do sistema econômico brasileiro e algumas expectativas de crescimento não atingidas levaram a uma elevação nas insolvências de empresas nacionais, bem como no aumento de pedidos de recuperação judicial e de reclamações trabalhistas e tributárias. “2019 apresentou índices desanimadores relacionados à insolvência de empresas. Em setembro, por exemplo, foram quase 60% de pedidos a mais de falência do que o mesmo período do ano passado – 95% eram pequenas empresas. Isso impactou diretamente os administradores de tais companhias que, se não amparados por uma apólice de D&O, podem ter sofrido perdas bastante significativas”, explica Galrão.

Segundo o executivo, outro ponto importante, foi a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, de criminalizar o não recolhimento de determinados impostos estaduais. “Uma decisão como essa afeta diretamente as apólices de D&O de empresas nacionais, qualquer que seja seu porte”, completa o executivo.

5.    Financiamento de litígios espalha-se pelo mundo

Todas essas mega tendências são mais ainda alimentadas pelo financiamento de litígios que agora se torna uma classe de investimento global, atraindo investidores afetados por ano de baixas taxas de juros em busca de altos retornos. 

O financiamento de litígios reduz muitas das barreiras de custo de entrada para indivíduos que desejam buscar indenização, embora ainda haja muito debate em torno dos retornos mais altos de remuneração. Recentemente, muitos dos maiores financiadores de litígios se estabeleceram na Europa. Ainda que os EUA responsam por quase 40% do mercado, seguidos pela Austrália e Reino Unido, outros mercados estão se abrindo, como por exemplo Singapura e Hong Kong. Índia e partes do Oriente Médio estão no radar como futuros hotspots.

O desafiador mercado do seguro D&O

Ainda que sejam emitidos cerca de US$ 15 bilhões de prêmios anualmente para seguros de D&O, a lucratividade do setor foi contestada nos últimos anos devido a vários fatores, incluindo a crescente concorrência, aumento nas ações judiciais e sinistros maiores e mais frequentes. A AGCS registrou um crescimento de dois dígitos no número de sinistros recebidos nos últimos cinco anos. 

As seguradoras estão enfrentando mais custos legais, já que a atividade de advogados de autores exige maior regulação de sinistro, além de mais acordos. Outro problema é que o litígio orientado a eventos resulta em problemas de acúmulo em que várias apólices podem ser acionadas por um único evento. Um mesmo evento pode acionar apólices de D&O e aviação, ambiental, construção, recall ou cyber, por exemplo. 

“O seguro D&O trata de riscos estratégicos intrínsecos às corporações e a seus executivos e, nos últimos anos, o mercado D&O mudou muito – e esperamos uma mudança ainda maior a partir de 2020”, diz Williams. “Uma das melhores defesas contra essa volatilidade é termos os gerentes de risco e seus D&Os em constante diálogo com subscritores e brokers, dessa maneira, todos têm um melhor entendimento da cultura de risco de governança dentro da organização”.

Zurich desenvolve proteção de equipamentos para construção civil

Fonte: Zurich

A Zurich apresenta o seguro Zurich Max Equipamentos, desenvolvido para a proteção de equipamentos móveis. O produto é destinado para a construção civil, terraplanagem e empresas de locação dentro deste segmento. Isso inclui atividades como: movimentação de terra, linha amarela e frotas com mais dez itens.

“Este é um segmento em que a companhia está apostando e por isso decidimos lançar o produto. Com a perspectiva de retomada do setor de construção civil no país, é um mercado com grande potencial para o seguro de equipamentos”, afirma Fábio Silva, Superintendente de Linhas de Engenharia.

Um diferencial do produto da Zurich, segundo o executivo, é a equipe própria de engenheiros dedicados a vistoriar e recomendar melhorias para o segurado, tanto sobre as instalações quanto à manutenção dos equipamentos. “Com ampla experiência no setor, os engenheiros fornecem percepções de risco de maneira eficaz, evitando possíveis perdas. Ao compreender profundamente o tipo de negócio, somos capazes de oferecer soluções personalizadas e flexíveis que permitem o gerenciamento de ações de prevenção, a tomada de decisões fundamentadas e otimização de orçamentos para melhoria de risco”, finaliza Silva.

O seguro Zurich Max Equipamentos traz Danos Materiais como cobertura básica, o que inclui danos físicos, roubo e furto qualificado, tumultos, transporte, danos elétricos, proximidade de água e cobertura para máquinas substitutas. Contando também com benefícios adicionais como: Custos de recuperação / salvamento, danos a mercadorias içadas e apreciação do valor de mercado em até 15% do valor inicial informado. O produto conta também com uma série de vantagens opcionais que podem ser contratadas. Já as coberturas adicionais incluem lucros cessantes, quebra de máquina e responsabilidade civil.

Comissão aprova seguro de vida obrigatório para equipe esportiva em competição

Fonte: Agência Câmara Notícias

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou proposta que torna obrigatória a contratação de seguro de vida e contra acidentes para os responsáveis técnicos de equipes esportivas como requisito para participação em competições. O seguro dos atletas já é obrigatório.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO) ao Projeto de Lei 2997/15, do Senado. O relator fez mudanças de técnica legislativa, mas manteve regras já aprovadas pela Comissão de Seguridade Social e Família.

“É importante separar, na redação, as regras aplicadas ao desporto e as regras do futebol profissional, tratadas de forma diferente na Lei Pelé”, explicou.

Pelo texto, as ligas e entidades de administração de esportes olímpicos e paralímpicos deverão exigir a comprovação do seguro para aceitar atletas e equipes nas competições oficiais. O seguro será pago pelas entidades de administração do desporto ou ligas.

Já no futebol profissional, cada clube ficará responsável por contratar o seguro para seus atletas e responsáveis técnicos.

O projeto ainda determina que a entidade de prática desportiva deverá arcar com as despesas médico-hospitalares e os medicamentos necessários ao restabelecimento do atleta até o pagamento da indenização pela seguradora.

Tramitação – A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Mudanças em resseguros têm pouco impacto para as resseguradoras locais

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou nesta semana algumas mudanças que exigirão mudanças importantes das seguradoras, resseguraras e corretores. Uma delas diz respeito ao resseguro. Dia 11 de dezembro de 2019, a Presidência do Brasil publicou o Decreto n° 10.167, de 10 de dezembro de 2019, determinando que seguradoras e resseguradores locais podem ceder riscos para resseguradores eventuais em até 95% do total do prêmio cedido em resseguro pela seguradora/ressegurador local dentro de um ano, calculado com base no valor global das operações realizadas por tais empresas. 

Desde a abertura do setor, há mais de seis anos, mais de 100 resseguradoras chegaram no Brasil. Hoje, segundo a Susep, são 16 resseguradoras classificadas como locais, com empresas abertas no país; 40 admitidas, com escritórios de representação; e 77 cadastradas como eventuais.

Leia mais: Resseguradoras lucram R$ 1,3 bilhão até setembro

Essa nova legislação revogou o Decreto n° 6.499, de 1o de julho de 2008, que definia o limite que poderia ser cedido por uma seguradora ou ressegurador local para um ressegurador eventual que correspondia, respectivamente, a 10% e 50% do total do valor em prêmio cedido em operações de resseguro por seguradoras/resseguradoras locais dentro de um ano civil. A Susep pode aumentar o limite de 95% em ramos ou modalidades de seguros específicos, caso julgue apropriado, sugerindo um viés liberalizante do governo para o mercado (re)ssegurador, explica boletim do DR&A Advogados.

Segundo Rodrigo Belloube, CEO da Munich Re Brasil, as mudanças da Susep não mudam quase nada as resseguradoras locais. “O efeito do decreto, segundo nossa interpretação, foi no geral igualar os eventuais aos admitidos. Ou seja, uma saudável maior concorrência, pois empresas sem escritório de representação poderão atuar no Brasil mais livremente, provavelmente através de brokers”, comentou ao blog Sonho Seguro.

Para Belloube, a norma reforça as empresas técnicas e que investem em produtos e serviços de qualidade. “Como nosso enfoque é menos em preço e mais em resseguro com rating forte, acoplado a serviços (apoio em sinistros, ajuda no desenvolvimento de produtos, na subscrição), quem compra Munich Re dificilmente vai trocá-la por uma eventual”, afirma.

Para ele, um efeito secundário do decreto é que diminuirão provavelmente as operações de fronting. “Como fazemos muito pouco fronting, mais como serviço esporádico com quem temos outros negócios, a consequência sobre nossos números será bem pequena”, opina ele, que comemora que o grupo deverá superar a marca de R$ 1 bilhão em prêmios brutos, com um resultado satisfatório. “2019 é um ano para comemorar, em particular porque isso vem acompanhado de nossa política sempre prudente com as reservas técnicas. Somos provavelmente o segundo em tamanho do mercado, principalmente quando consideramos que a subsidiária do Brasil só atua no País. Uma comparação de qualquer empresa que atua também fora com a MR precisaria incluir outras operações do grupo”, diz ele, coberto de razão sobre a metodologia usada para confecção de qualquer ranking.

Rodrigo Botti, CEO da Terra Brasis que agora se juntou com a Austral Re e estão em processo de integração e escolha de novo nome, cita que só muda o “jogo” para as resseguradoras eventuais e admitidas, por a preferência de 40% para as resseguradoras locais ainda continua. “Hoje, a grosso modo, do resseguro emitido por seguradoras brasileiras, 70% vai para locais, 26% admitida e 4% eventuais”, informa Botti, responsável por estudos sobre o mercado de resseguros no Brasil publicado a cada trimestre.

“Não vejo grandes impactos. A norma torna a licença para operar no Brasil da categoria admitida menos vantajosa, relativo a licença para a Resseguradora eventual. Poderemos ver resseguradoras internacionais, que não sejam baseados em paraísos fiscais, devolvendo a licença admitida ou talvez fechando ou diminuindo o tamanho de seus escritórios locais, para operar somente através da licença de ressegurador eventual”, ponderou.

Segundo Pedro Ivo, sócio da Raphael Miranda Advogados, especializado em seguros e resseguros, a alteração é avaliada como “interessante”. Seguro Ivo, deve incentivar novos resseguradores a “experimentarem” o Brasil como resseguradores eventuais. “Quem sabe com o tempo não se transformam em admitidos e locais. Tomara que também barateie os prêmios de resseguro, atraindo competição, porque  aí repercute positivamente para as empresas seguradas originais”, disse.

Ele ressalta outro aspecto como interessante, que é o ingresso de novas seguradoras ou aumento do espectro de atuação das que já operam no país. Ivo argumenta que alguns ramos com muita demanda para cessão de resseguro e retrocessão não eram excluídos da base cálculo anterior. “Ou seja, isso afetava consideravelmente o cumprimento do limite de 50% por algumas seguradoras, o que limitava a operação de seguradoras que queriam atuar em apenas certos segmentos e acabavam desistindo de operar no Brasil ou até forçavam a barra para operar em ramos que não possuíssem expertise. E também vai ajudar a usar resseguradoras cativas.”

Outra mudança foi em 7 de novembro de 2019. A Susep abriu consulta pública que visa alterar a Resolução CNSP no. 168/2007, com o objetivo de permitir que as Entidades Abertas de Previdência Complementar, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar e as operadoras de planos privados de assistência à saúde contratem resseguro.

Os advogados também citam que a minuta visa a trazer mais flexibilidade ao mercado, já que tem a intenção de revogar uma série de disposições da Resolução CNSP no. 168/2007, tais como a necessidade das cedentes informarem à Susep as operações realizadas com empresas ligadas ou pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro; a necessidade de informar à Susep a concentração de operações de resseguro ou retrocessão com resseguradores admitidos ou eventuais nas porcentagens determinadas pela Resolução; a necessidade dos comitês de auditoria realizarem relatório circunstanciado relacionado à oferta preferencial de 40% a resseguradores locais; e, por fim, a revogação por completo do capítulo relacionado às garantias e provisões impostas às sociedades seguradoras e resseguradores locais, inclusive de prêmio para cobertura dos sinistros a ocorrer. 

Mattos Filho comenta norma que segmenta seguradoras

Fonte: Mattos Filho

O escritório Mattos Filho divulgou comentários sobre o Edital de Consulta Pública nº 14, publicado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) neste semana, com proposta de normativo que estabelece a segmentação das sociedades seguradoras, sociedades de capitalização, resseguradores locais e entidades abertas de previdência complementar (EAPCs) em quatro diferentes segmentos para fins de aplicação proporcional da regulação prudencial.

Em uma segunda fase, a Susep definirá as obrigações regulatórias de cada um dos segmentos que pretende instituir. “Espera-se que, com isso, instituições de menor porte estejam sujeitas a uma regulação menos complexa e menos onerosa, resguardando-se, evidentemente, os requisitos prudenciais que asseguram a solidez não só da entidade, mas do mercado como um todo”, explica o comunicado.

A segmentação proposta é baseada no montante das provisões técnicas e prêmios emitidos, dentre outros critérios. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Susep estima que 11 grupos prudenciais fariam parte do S1, 19 do S2 e 66 do S3 e S4. Confira quadro abaixo resumindo os requisitos para enquadramento em cada um dos segmentos:

*Com relação ao total de todo o mercado supervisionado pela Susep. Os valores mencionados acima deverão ser analisados por grupo prudencial, de forma consolidada, sendo aplicáveis a todas as sociedades pertencentes a tal grupo

Caso uma entidade supervisionada atenda a critérios de dois segmentos distintos, aplica-se para tal sociedade o segmento de numeração mais baixa. Ou seja, se atender aos requisitos do S2 e do S1, a sociedade deverá ser enquadrada no S1.

Tal segmentação não se aplicaria às sociedades seguradoras participantes do Sandbox Regulatório a ser instituído pela SUSEP, as quais pertencerão a segmento específico.

As supervisionadas em operação, no início de vigência do normativo, serão enquadradas no segmento S1 até 1º de julho de 2020 (data em que o enquadramento inicial a ser realizado pela SUSEP passará a produzir efeitos).

A minuta de normativo também prevê que uma entidade regulada subiria automaticamente de segmento ao atender os requisitos do segmento superior por 2 (dois) anos; para descer de segmento, seria necessário deixar de atender os requisitos do segmento atual por 3 (três) anos. Há exceções para alterações entre S3 e S4, que poderiam ser aplicadas imediatamente. 

A SUSEP, ainda, poderá determinar a alteração de enquadramento em prazos menores em caso de risco sistêmico, transferência de controle, mudança significativa na condução dos negócios ou qualquer outra situação que indique ausência de perspectiva de retorno do atendimento aos requisitos para enquadramento no segmento de origem. Isso deverá ter impacto direto nas operações de fusões e aquisições envolvendo seguradoras, vez que será necessário analisar eventual alteração de enquadramento e os custos decorrentes do cumprimento de obrigações regulatórias mais estritas, bem como deverá beneficiar entidades em momento de downsize e run-off, diminuindo os custos de compliance regulatório. 

Ituran Brasil projeta crescimento de até 20% em 2020

“Inovações tecnológicas e aumento de serviços impulsionarão o crescimento futuro da Ituran no País”, destaca o CEO Amit Louzon

A Ituran, empresa líder no setor de rastreamento automotivo, tem apostado suas fichas na inovação tecnológica por entender que estar um passo à frente em soluções avançadas permitirão o crescimento sólido no Brasil nos próximos anos. “Devemos fechar 2019 com crescimento de até 15% de vendas em geral”, destaca o CEO da Ituran Brasil, Amit Louzon.

Segundo ele, o Brasil, em faturamento, é o mercado mais promissor da companhia. “Somos líderes de faturamento no grupo. A Ituran acredita no País e continuará investindo por aqui”, projetando que “em 2020, a empresa pode avançar mais 20%”, disse ele durante encontro com jornalistas na manha do dia 12 de dezembro.

Na opinião dele, a tecnologia permitirá revelar o real uso do veículo neste novo cenário. “Se o condutor reside em uma região com maior incidência de roubo e furto, mas o uso do carro é restrito a horários com baixe índice de sinistralidade, o custo do seguro poderá ser menor. Contudo, o contrário também pode ocorrer se o dono do veículo circular em regiões de grande risco. É uma mudança de paradigma”, explica.

“Conseguimos diminuir de 55 para 26 minutos o tempo de resposta ao ponto de localização de um veículo roubado ou furtado. Sofisticados algoritmos de grande complexidade resultam em análises comportamentais cada vez mais precisas, facilitando o trabalho das equipes de recuperação – que ficam distribuídas em zonas estratégicas”, afirma o CEO.

Inclusão – O Ituran com Seguros (ICS) é um produto que promove a inclusão de milhares de pessoas – uma vez que atende perfeitamente às necessidades de quem quer segurar seu veículo mas não tem condições, muitas vezes, de arcar com os altos valores das apólices tradicionais. Esse resultado é fruto de parcerias com sólidas companhias como Tokio Marine, HDI Seguros, Liberty Seguros e Mapfre, seguradoras multinacionais importantes no segmento. “Fomos os idealizadores deste tipo de seguro e nossos principais diferenciais são o porte das seguradoras parceiras, o sucesso na recuperação de veículos e a contratação rápida e fácil via e-commerce, televendas, lojas credenciadas e corretores”, destaca.

Em termos de futuro, o executivo acredita que soluções cada vez mais precisas vão se popularizar. “Economia e precisão é um caminho sem volta. Nossa tecnologia está um passo adiante nesse processo. O uso de Business Intelligence (BI), além de oferecer o apoio nas decisões, nos dá escala de atendimento. O futuro chegou e já estamos preparados para esse novo momento”, afirma.

Instituto de Longevidade Mongeral Aegon participa de audiência pública

mongeral longevidade

Fonte: Mongeral Aegon

Nesta quarta-feira (11), o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon participou da audiência pública ‘Acessibilidade e mobilidade urbana, com foco no envelhecimento humano’, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Na ocasião, foram discutidos os aspectos e a importância das políticas públicas para o alcance de um envelhecimento ativo e saudável. 

O município de Palmas, no Tocantins, foi objeto de estudo de caso e o curso Gestão Pública da Longevidade (GPL), iniciativa desenvolvida pelo Instituto, foi um dos projetos apontados como destaque para o desenvolvimento de políticas públicas em prol da pessoa idosa nesta cidade. 

“É fundamental que os gestores públicos sejam capacitados para diagnosticarem a preparação de suas cidades para a longevidade. O projeto Gestão Pública da Longevidade (GPL) tem como objetivo apresentar metodologias e processos que serão aliados na inovação para aprimorar a governança municipal voltada para essa parcela da população”, conclui Henrique Noya, diretor executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. 

Novas regras para resseguro; percentual para eventual sobe de 10% para 95%

O Valor Econômico informa que as seguradoras brasileiras poderão ceder 95% do valor total dos prêmios para resseguradoras eventuais. O limite anterior permitido pela legislação era de apenas 10%. O decreto nº 10.167, de 10 de dezembro de 2019, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia Paulo Guedes, foi publicado na edição de quarta do “Diário Oficial da União” (DOU). O novo texto revoga o decreto nº 6.499, de 1º de julho de 2008, que estabelecia o limite de 10% para a cessão de prêmios ao resseguro. Pelo novo decreto, “o órgão regulador de seguros fica autorizado a dispor, em ato específico, sobre ramos ou modalidades de seguro a serem excepcionados com percentual superior ao fixado”. Além disso, o próprio ressegurador local poderá ceder até 95% dos prêmios emitidos a outros resseguradores eventuais, “calculado com base na globalidade de suas operações em cada ano civil”.

MDS Brasil faz parceria com a Genial Investimentos

Parcerias entre seguradoras e plataformas digitais de bancos e corretoras de investimentos já virou rotina. XP, BTG, C6, Itaú, Inter, Original entre outros já têm várias seguradoras como parceiras. A novidade está em corretora também conquistar seu espaço nesses novos canais de vendas. Por enquanto vi duas. A Wiz com o banco Inter e agora a MDS com a Genial. Há espaço para todos. Tem de correr atrás! Parabéns!

Fonte: Release

“Somar para gerar mais valor ao cliente. Esta é uma tendência que está se consolidando. Diante deste cenário, nós buscamos a Genial Investimentos para atuarmos em parceria, com foco na troca de conhecimento e serviços. Essa relação trará benefícios aos clientes – empresariais e individuais – das duas companhias”, diz Ariel Couto, CEO da MDS Brasil.

Segundo release do grupo, a Genial Investimentos já contava com uma área especializada em Vida e Previdência, com produtos voltados para Pessoa Física. Por meio da parceria com a MDS Brasil, a plataforma passa a agregar a oferta produtos para Pessoa Jurídica. A cooperação entre as empresas prevê que a MDS Brasil ofereça toda a sua gama de seguros (Riscos Empresariais, Varejo e Benefícios) e seus serviços de gestão de risco aos clientes da Genial.

Já os clientes da MDS Brasil terão a oportunidade de acessar opções de investimentos e programas de educação financeira, incluindo palestras e workshops realizados pela equipe de especialistas da parceira. “Com esta parceria, Genial e MDS ganham não apenas um aumento de capilaridade, como também maior diversificação da oferta, com um portfólio de produtos e serviços complementares que se torna disponível a nossos clientes e colaboradores”, afirma Claudio Pracownik, co-CEO da Genial Investimentos.

O tamanho da oportunidade para ambas as companhias se traduz em números: apenas a MDS Brasil conta com mais de 1 milhão de vidas e mais de 300 empresas em sua base de clientes. Já a Genial Investimentos – que vem dobrando a cada ano – mantém atualmente cerca de 200 mil clientes e aproximadamente R$ 32 bilhões em ativos sob custódia. 

De acordo com comentário de Pracownik no release, a colaboração para a criação de soluções inovadoras ajudará a fortalecer o posicionamento das duas organizações em suas áreas de atuação. “A parceria com a MDS Brasil está 100% alinhada à nossa estratégia de negócios. Já atuamos fortemente na propagação de conhecimento sobre o mercado financeiro e queremos estar mais próximos de potenciais clientes, desmistificando alguns conceitos e mostrando que o investimento pode ser feito sob medida e de forma bastante segura”, afirma.

“Seguros e investimentos são áreas correlacionadas e mantêm relação direta com educação financeira: no primeiro caso transfere-se os riscos e no segundo planeja-se aplicação das reservas. A combinação de produtos dos dois segmentos permite aos clientes, sejam empresas ou indivíduos, um melhor planejamento para o futuro”, destaca Couto. 

A MDS registrou um incremento de 30% nos prêmios administrados de clientes no primeiro semestre de 2019 – ritmo que deve se manter até o final do ano. A previsão é encerrar 2019 com R$ 2 bilhões de prêmios de clientes colocados em seguradoras, acima dos R$ 1,5 bilhão obtidos em 2018. Já a Genial Investimentos é parte do grupo Brasil Plural, que tem R$ 80 bilhões ativos sob custódia e administração.

Cotação do seguro de carro passou de dias para minutos, graças à tecnologia

tex podcast sonho seguro

O episódio #5 do Sonho Seguro News entrevista o CEO da TEx Tecnologia, Omar Ajame. Pioneira em soluções online para corretoras de seguros, a empresa foi criada há mais de 10 anos, quando ninguém ainda falava de insurtech ou plataforma de vendas que integra corretores e seguradoras. “Antes, todo mundo achava espetacular um cálculo que durava 10 minutos. Hoje, fazemos isso em um minuto e trazemos preços de dez seguradoras. A base de comparação dos clientes virou o Google, que pesquisa a internet do mundo inteiro em segundos. O resultado disso é cliente satisfeito quando quer comparar preço de seguros para automóvel”, frisa Omar.

Ele reconhece que ainda há muito a ser feito em um mercado onde menos de 30% da frota de veículos circulante é segurada. “Ainda temos muito para aprimorar, mas vemos que o pioneirismo da companhia veio do desejo de atender melhor o cliente e o corretor para com base nisso elevar o volume de negócios das seguradoras. Atender bem o corretor de seguros significa garantir o encantamento do cliente e assim negócios para as seguradoras. Esse é o foco da nossa equipe”, garante.

A Tex desenvolve plataformas online para o mercado segurador, integrando corretoras, seguradora e segurados em tempo real. “Somos os criadores do TELEPORT, a maior plataforma de Seguros do Brasil. Nossos clientes são as maiores e mais inovadoras corretoras do país. Temos mais de 10 mil usuários ativos em todos os estados do país. Inventamos o Futuro. Todos os dias. Investimos em tecnologias de última geração e em pessoas que fazem a diferença para surpreender clientes que, como nós, não acreditam em limites”, ressalta.

Ouça o podcast com o CEO da TEx, Omar Ajame, disponível no Spotify, Apple Podcast e Deezer, e saiba mais. Se gostar, compartilhe com os amigos.