Bradesco Seguros reforça investimento em TI para 2020

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O CEO Vinicius Albernaz aposta numa recuperação dos investimentos e do emprego, duas variáveis econômicas que beneficiam muito o mercado segurador

Vinicius Albernaz, presidente do grupo Bradesco Seguros, o maior do Brasil em faturamento e lucro, está otimista com os resultados do fechamento de 2019 e mais ainda com as expectativas para 2020. “Até setembro, temos resultados relevantes mesmo com a situação econômica que ainda apresenta um cenário de expectativa com a retomada do emprego. Mas já sentimos uma retomada do crédito, fruto de um longo período de longo conservadorismo em consumo. O crédito ainda tem um participação no PIB ainda tímida e tem muito ainda a avançar”, disse ele durante almoço com jornalistas na sede do grupo em Alphaville (SP).

Tal cenário favorece a venda de seguros de vida (inclui o prestamista atrelado ao crédito e também invocações como o seguro que une formação de poupança e risco), o seguro saúde e também previdência privada. “A estratégia do grupo está focada em ser mais relevante para o cliente. “Temos um consumidor em mutação, cada vez mais ativo em diferentes fases da vida, que muda com a demografia, e nos, como uma seguradora multinha e presente em todo o território brasileiro, temos de nos adaptar a tantas mudanças. E estamos no caminho ao observar nossos relevantes resultados até setembro”.

Nos nove primeiros meses do ano, o grupo apresentou lucro líquido de R$ 5,53 bilhões nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta.  O Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio foi de 23,6%. O resultado das operações atingiu R$ 10,9 bilhões, o que representou crescimento de 13,7% na comparação com igual período de 2018. As provisões técnicas cresceram 5,9% na comparação com setembro de 2018, atingindo cerca de R$ 270 bilhões – correspondentes a aproximadamente 25% do total do mercado segurador – e os ativos financeiros, 9,4%, para R$ 306 bilhões. Outro dado relevante foi o valor pago em indenizações e benefícios, de R$ 24 bilhões, o que corresponde a R$ 126 milhões por dia útil.

Inovação – Neste tema, o CEO da Bradesco Seguros conta que o grupo esta atuando em várias frentes. “Aumentamos nosso investimento em TI para 2019 e mais ainda em 2020. Esse é o caminho. Mundo competitivo exige que seja altamente digital, rápido e assertivo. Encantamento do cliente é o nome do jogo. Nosso investimento prioritário é em tecnologia, que tem tornado os processos bem mais simples e fluídos, com produtos e serviços disponíveis na palma da mão do cliente. Outro desafio é capturar leads para dar aos corretores informações qualificadas onde ele pode atuar para fazer uma oferta mais assertiva”.

Segundo Albernaz, os executivos de seguros participam com mais frequência do dia a adia da InovaBra, entendendo as startups e como elas podem agregar valor às prioridades do grupo segurador. “É uma rotina integrante do processo, pois não vamos desenvolver tudo que precisamos em casa”. Se por um lado insurtechs são fator de disrupção, a maior parte delas têm possibilitado seguradoras fazerem melhor o que ja faziam, como vistoria de veículos, cita o executivo. “Fizemos uma parceria com uma startup que oferta esse serviço e ganhamos muita eficiência. Assim como o reembolso digital em saúde. Mais de 38% dos pedidos e pagamentos já são feitos pelo aplicativo. Isso gera muita conveniência para o clientes”.

A concorrência é um fator importante para estimular a mudança de qualquer setor. E em seguros e previdência não poderia ser diferente. A Bradesco Previdência foi uma das que registrou grande fluxo de portabilidade para as plataformas de investimentos como a XP, que estreou hoje na bolsa de valores dos EUA, a Nasdaq, avaliada como companhia aberta em US$ 14,9 bilhões, ou R$ 61,7 bilhões. Parte do valor captado será usado para otimizar o braço de seguros da plataforma de investimento.

Sobre isso, Albernaz afirmou que a competição em produtos financeiros tem crescido muito nos últimos anos e já faz parte da estratégia de bancos tradicionais mudanças para fidelizar clientes abordados com novas plataformas. “Temos capacidade de ter produtos competitivos e com retornos atraentes. Tanto que nosso fundo de previdência multimercado foi premiado nesta semana na revista do Valor no ranking produzido em parceria com a FGV. Temos olhado os movimentos do banco em ofertar atendimento consultivo via a plataforma da Agora, que deve se tornar um canal importante para nós”, afirmou.

Em saúde, Albernaz afirma que a perda de clientes por conta do desemprego nos últimos quatros anos já se estabilizou. “Temos observado crescimento na margem, com alternativas de diversos produtos com opções de preços para diferentes bolsos. A Bradesco Saúde vem evoluindo no estudo do perfil de cada região, buscando precificar de forma mais adequada o risco, com rede credenciada regional para ofertar produtos com preços competitivos”, disse.

Segundo dados do grupo, já são mais de 3,5 milhões de downloads de Apps. Em Saúde, 38% do reembolso já é feito por meio digital, um avanço significativo, considerando que há um ano esse dado era inferior a 10%. Em Auto: 65% das vistorias e 14% dos pedido de reboque já são digitais. Em Previdência: quase 130 mil propostas validadas pelo App. Seis produtos são comercializados 100% online: Viagem, Dental, Residencial, Acidentes Pessoais, Previdência e Capitalização, além do Prestamista, cuja jornada está inserida no crédito do Banco.

DPVAT – Quanto ao fim do DPVAT, o mercado segurador e o órgão regulador devem se unir para pensar em que tipo de proteção será colocada no lugar do seguro obrigatório que hoje atende milhões de pessoas vítimas de acidente de trânsito, especialmente motoqueiros, afirmou o presidente da Bradesco, que é o terceiro maior em volume de prêmios em DPVAT, com pouco menos de R$ 100 milhões até setembro deste ano. “Se o governo vê que esse seguro deve ser operado não por um consórcio e sim por empresas competindo no mercado, não tenho nada contra isso. Mas temos de colocar um produto de responsabilidade civil no lugar do DPVAT para amparar as pessoas vítimas de acidentes”, opina o presidente da Bradesco.

Segundo a Líder Seguradora, que administra o DPVAT, caso o seguro seja extinto, mais de 300 mil pessoas perderão o direito ao seguro apenas em 2020. O estudo indica, ainda, que serão mais de 38 mil casos de vítimas fatais no trânsito e mais de 205 mil pessoas que ficariam com alguma sequela permanente depois de um acidente.

Equipe Bradesco Seguros e jornalistas da mídia especializada em seguros

Allianz faz parceria para lançar seguros “on demand” para autônomos

Profissionais freelancer podem ativar e desativar apólices usando um app e ter coberturas de responsabilidade civil, profissional e para equipamentos. Vamos ver quando o produto chegará no Brasil…

Com agências internacionais

A Allianz estabeleceu uma parceria com a insurtech londrina Dinghy para oferecer cobertura de responsabilidade civil, equipamento para profissionais que compõem a chamada economia GIG, formada por profissionais autônomos, temporários e freelancers. A tecnologia fornece soluções flexíveis de seguro profissional, mediante pedido on-demand, cobrando as coberturas por segundo de ativação.

A compra leva três minutos. Depois, podem ser ativadas através de um aplicativo móvel ou no website da Dinghy, e desativadas e reativadas quando e onde segurado quiser. De acordo com Nick Hobbs, responsável por corretores na Allianz, face à evolução de certos setores da economia, é previsível que as soluções de seguro on-demand se tornem predominantes, informou o portal português Eco.

O setor de economia de trabalhadores informais cresce em todo o mundo e as seguradoras reconheceram que eles precisam de opções de seguros adaptadas às suas necessidades específicas. Nos últimos três anos, o número de trabalhadores da economia “gig” no Reino Unido dobrou para cerca de 4,7 milhões. O trabalho desse grupo demográfico é diferente do trabalho normal, pois eles não desfrutam dos benefícios fornecidos pelo empregador.

Além disso, eles não trabalham em horários normais e podem passar dias ou semanas sem precisar de seguro. Além disso, 40% dos trabalhadores do Reino Unido têm uma convicção natural de que não precisam de cobertura de seguro em tempo integral. Isso fez com que a insurtech Dinghy percebesse essas necessidades exclusivas. Uma das coberturas diferenciadas é o Freelancer Assist, que ajuda os usuários a buscar faturas não pagas e fornece assistência para impostos especializados, entre outras coisas. Ele também possui um recurso de status de atividade que permite que os usuários alterem sua cobertura para o modo leve quando não estão trabalhando.

A expectativa de especialistas é que as seguradoras tradicionais estão atrasadas na transformação digital e têm sido mais lentas para implantar uma nova cobertura de seguro para os trabalhadores da economia de trabalhadores informais, mas as parcerias podem ajudá-las a alcançar esse público e aproveitar um novo fluxo de receita.

O portal Business Insider afirma que as empresas de seguros estão sendo superadas pelos bancos na transformação digital, enquanto as insurtechs estão ameaçando seus negócios. Cerca de 38% dos bancos têm os recursos digitais e de liderança necessários para realizar uma transformação em comparação com 30% das empresas de seguros, relata o portal Business Insider.

Embora as seguradoras estejam atrasadas em termos de inovação, o setor de insurtech continua crescendo. Isso aumenta a ameaça que essas empresas jovens representam para os legados e incentiva operadores a buscar novas opções para renovar seus negócios, incluindo parcerias. No Brasil, a Generali apostou na Thinkeg, que recentemente lançou o seguro on demand para carros.

A Allianz, afirma o portal de notícias sobre seguro americano, vem apostando em parcerias há um tempo, o que ajudará a manter-se à frente das novas tendências em todos os setores, incluindo a economia “gig”. Em fevereiro, a Allianz injetou fundos adicionais no Allianz X, seu braço de investimentos digitais, para fazer investimentos estratégicos relevantes para a seguradora. Também fez parceria com a insurtech Wrisk, em julho, para digitalizar os produtos para o negócio de fabricantes de automóveis, e se uniu à Microsoft para desenvolver novas ofertas de IaaS (Seguros como Serviço). E com essa parceria mais recente, a Allianz provavelmente poderá direcionar e capitalizar a crescente economia dos trabalhadores informais.

Ministério da Economia elabora diagnóstico a respeito do DPVAT e as justificativas para sua extinção

A avaliação da Secretaria de Política Econômica e Superintendência de Seguros Privados é de que o modelo é ineficiente e o preço atual insustentável

Fonte: Ministério da Economia

O Governo Federal editou, em 11 de novembro de 2019, a Medida Provisória nº 904, que extingue o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) a partir de 1º de janeiro de 2020. A Secretaria de Política Econômica (SPE) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) elaboraram nota informativa  em que apresentam o diagnóstico a respeito do DPVAT e as justificativas que motivaram a escolha pela sua extinção.

O documento aponta que o modelo do DPVAT é ineficiente e não possui amparo na literatura econômica e experiência internacional. O motivo, segundo a análise, é que a função primordial de um seguro obrigatório como o DPVAT seria corrigir uma falha de mercado, tendo em vista que a decisão de um motorista de dirigir seu veículo nas vias públicas impõe aos demais cidadãos um risco adicional, mesmo que pequeno, de serem vitimados em acidente. De acordo com o documento “ao se exigir que o motorista compre um seguro que cubra os danos causados a terceiros, corrige-se a falha de mercado, pois o motorista passa a internalizar o risco que gera para os terceiros, ao pagar o seguro”.

Porém, diferentemente de outros países em que há seguro obrigatório de trânsito, o DPVAT não é direcionado para terceiros que não deram causa ao acidente. O DPVAT destina a maior parte dos pagamentos de indenizações ao próprio motorista (58%), mesmo que ele seja inadimplente e culpado pelo acidente, onerando todos os demais proprietários de veículo automotores independentemente da faixa de renda. Além disso a análise aponta que, em média, apenas 30% do valor arrecadado pelo DPVAT é destinado ao pagamento de indenizações. Os outros 70% são consumidos como tributos indiretos e custeio de um enorme aparato operacional caro, ineficiente e vulnerável a fraudes.

Desde 2017, o Ministério da Economia, a Susep e o setor de seguros têm realizado Grupos de Trabalhos e estudos para encontrar soluções para o Seguro DPVAT. Uma das alternativas estudadas era a extinção do DPVAT. Na avaliação da SPE e da Susep Ainda que se discuta alguma forma de proteção às vítimas de trânsito, é preciso considerar o modelo. Um seguro obrigatório com características de tributação regressiva que devolve para a sociedade apenas 15 a 30 centavos de cada R$ 1 pago pelos cidadãos, sem diferenciar a renda desses cidadãos, é uma forma ineficiente de atingir esse objetivo. A avaliação conclui que o mercado de seguros de responsabilidade civil e de acidentes pessoais oferece coberturas adequadas para motoristas e proprietários de veículos. Portanto “O fim do seguro obrigatório tende a aumentar o mercado de seguros facultativos e a cultura de proteção por parte de motoristas e proprietários”, aponta o documento.

Polêmicas – A Agência Senado informa que diversos parlamentares da oposição se mostraram contrários à proposta do governo por considerarem que ela será prejudicial para o povo brasileiro. O deputado Jorge Solla (PT-BA), argumentou que a medida deixará as famílias mais pobres desamparadas. “Nós tivemos a média de R$ 3,7 bilhões por ano para o sistema de saúde oriundo de seguro e é graças a ele que a maioria das pessoas, as famílias pobres que sofrem um acidente indo a óbito ou não são beneficiadas com seguro. Essas pessoas não têm capacidade financeira de ter um seguro de vida”, argumentou. 

Os deputados Hugo Leal (PSD-RJ) e Alexandre Padilha (PT-SP) e a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também se mostraram contrários à medida. A senadora argumentou que os seguros são importantes e que não devem ser extinguidos devido às fraudes que existem, mas sim reavaliados. “É difícil de entender porque vai acabar com o DPVAT retirando o dinheiro da saúde a partir de 1º de Janeiro. imagine na noite do dia 31, noite de ano novo, as pessoas vão estar sem essa cobertura!”, ressaltou. 

Os deputados Sanderson (PSL-RS) e Domingo Sávio (PSDB-MG), no entanto, argumentaram a favor da medida que representa, para eles, uma forma de acabar com a corrupção. 

O debate acerca da medida provisória gerou polêmicas, pois os parlamentares da oposição pediram que a sessão fosse anulada e que o Congresso não apreciasse a MP, no entanto, Marcos Rogério argumentou que é necessário seguir o regimento e debater a medida dentro do Congresso.

Para o deputado Lucas Vergilio (Solidariedade-GO), presidente da comissão, é importante debater a MP, pois há um consenso sobre os problemas existentes no DPVAT e no Dpem. “Eu já recebi manifestações de todos os lados em relação a essa medida provisória mais o que o que eu pude perceber é que há um consenso de que o modelo que está hoje não representa mais os anseios da sociedade”, afirmou.

O que é o Seguro DPVAT?
O Seguro DPVAT é o seguro obrigatório de danos pessoais devido anualmente pelos proprietários de veículos terrestres, tais como motocicletas, automóveis particulares, táxis, carros de aluguel, ônibus e micro-ônibus. Em caso de acidente de trânsito, o seguro cobre até R$ 2.700,00 de despesas médicas, quando não realizadas pelo SUS. Em caso de invalidez permanente ou morte, a vítima ou sua família recebe até R$ 13.500,00. O Seguro DPVAT não cobre danos materiais. O Seguro DPVAT é administrado em forma de monopólio pela Seguradora Líder-DPVAT, a qual é constituída por 73 Seguradoras que participam do Consórcio do Seguro DPVAT.

Susep lança consulta pública para segmentar seguradoras por porte e perfil de risco

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) abriu uma consulta pública para segmentar as empresas do setor de acordo com porte e perfil de risco, conforme publicação no Diário Oficial desta quarta-feira, dia 11. Segundo divulgou o Valor, em uma segunda fase a autarquia definirá obrigações regulatórias para cada um dos quatro grupos que pretende criar. As mudanças buscam estimular a concorrência do mercado, aumentar a oferta de produtos e reduzir preços de um mercado que ainda é muito concentrado, na visão da superintendente Solange Vieira. “A segmentação estimula o crescimento de novas empresas no mercado. Isso expande a oferta de produtos”, disse a executiva ao Valor. O setor que deve sentir os primeiros resultados das mudanças é o de microsseguros.

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS

EDITAL DE CONSULTA PÚBLICA SUSEP Nº 014, DE 09.12.2019

1. O Conselho Diretor da Superintendência de Seguros Privados – Susep decidiu colocar em consulta pública minuta de Resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que estabelece a segmentação das sociedades seguradoras, sociedades de capitalização, resseguradores locais e entidades abertas de previdência complementar (EAPCs) para fins de aplicação proporcional da regulação prudencial.

2. Os interessados poderão encaminhar, em até 30 (trinta) dias corridos, a partir da data de publicação deste edital, seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço corac.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado o quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://susep.gov.br/menu/atos-normativos/normas-em-consulta-publica).

3. A minuta supracitada está disponível na página da Susep, para ciência e, se for o caso, apresentação de comentários e sugestões.

SOLANGE PAIVA VIEIRA
Superintendente

XP estreia na Nasdaq e vai usar parte da captação para fortalecer seguros

A concorrência em seguros vai aumentar ainda mais do que nos últimos anos no segmento de pessoas. A notícia da semana é a aposta também em seguros da XP, que estreia na Nasdaq, bolsa nos Estados Unidos com valor de mercado estimado em quase US$ 15 bilhões. A notícia bombou nas redes sociais, principalmente no twitter, considerado um termômetro para as gestores de ativos.

Muitos queriam comprar, mas ficaram de fora. A demanda chegou a oito vezes a oferta. Os recursos levantados pela empresa na operação serão usados para o lançamento de novos serviços, como banco digital, pagamentos e seguros. O dinheiro também será destinado a potenciais aquisições e ao crescimento da plataforma de investimentos, informa o prospecto do império que tem Guilherme Benchimol (saiba mais sobre ele neste livro lançado pela querida e competente Malu Filgueiras na semana passada).

O grupo XP, citado como um dos fenômenos brasileiros no conceito de supermercado financeiro, lançou em abril sua seguradora. O grupo já ofertava planos de previdência PGBL e VGBL em parceria com as seguradoras Zurich, SulAmérica, Icatu e Porto Seguro. Segundo recentes entrevistas, Roberto Teixeira, sócio e head da XP Seguradora, o DNA da XP é levar ao consumidor soluções de investimento dentro do planejamento de longo prazo, com ativos que contemplem todos os ciclos da vida, como estudo, casamento, filhos, momento sabático entre outros. Para ele, a previdência tem uma papel importante na composição do investimento de longo prazo, pois o impacto fiscal com ativos eficientes traz ganhos relevantes para o cliente no longo prazo.

A seguradora nasceu como mais uma plugada na corretora e compete com as que já estão na plataforma. Segundo informou no inicio do ano, o investimento feito pela XP na seguradora se pagou rapidamente, pois o custo de implementação foi pequeno ao aproveitar a estrutura digital e a equipe de profissionais de ponta da corretora. A maior preocupação foi nascer digital para ter uma comunicação ágil e transparente com clientes, para que eles entendam cada passo do mercado financeiro.

Icatu Seguros alia proteção e reserva financeira em seguro

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Fonte: Icatu

A Icatu Seguros lança um seguro de vida que traz uma nova perspectiva aos seguros de vida com acumulação e flexibilidade. O primeiro produto no Brasil inspirado no Universal Life, que representa 44% do mercado de seguros americano. (Fonte: LIMRA, 2018). O Equilíbrio chega ao mercado reunindo prêmio nivelado, contribuição flexível e reserva financeira com rentabilidade garantida em um só produto.

A seguradora desenhou um produto com ampla flexibilidade para o cliente, seja na hora de escolher a vigência do seguro e na forma de contribuição: é possível pagar mensalmente, realizar aportes e trazer recursos de outros planos via portabilidade, essas contribuições compõem a reserva do cliente. Uma parte da reserva é utilizada para cobrir a proteção por morte, portanto o cliente pode ficar sem contribuir por um tempo, sem perder a proteção.

No Equilíbrio, os resgates podem ser parciais ou totais. Os resgates parciais são liberados à vista e não impactam no valor da indenização. Em caso de morte do segurado, além do capital segurado contratado, os beneficiários ainda recebem as reservas acumuladas.

Outro diferencial é que o valor das contribuições não aumenta com a idade, apenas é atualizado de acordo com a inflação. O produto possui o valor de proteção adequado para cada cliente e não possui limite máximo para definir o capital segurado a ser contratado. 

“O Equilíbrio é um produto inovador, que já estudamos há algum tempo para lançar no Brasil. Enxergamos um excelente potencial de mercado, pensando em um público que tem necessidades exclusivas”, afirma Luciana Bastos, diretora de produtos de Vida da Icatu. Vale lembrar que, segundo dados de mercado, apenas 19% dos brasileiros afirmam ter algum tipo de seguro de vida, enquanto a média global é de 32%, o que mostra o grande potencial que ainda pode ser conquistado nesse setor. 

Este produto foi feito para clientes que gostam de ter flexibilidade na forma de pagamento e querem um produto completo e transparente. Por este motivo sua venda será totalmente consultiva e feita por profissionais especializados. “A atuação do corretor na venda desse tipo de produto é fundamental. Ele precisa realmente ser um especialista”, explica Luciana. 

O processo de contratação do produto é 100% digital com realização de tele entrevista com profissionais qualificados para aceitação do seguro.

“O Equilíbrio é um lançamento que chega para revolucionar o setor, seja para o corretor que vai explorar um novo mundo de possibilidades de negócio, seja para o cliente que tem um alto nível de exigência e, muitas vezes, não encontra um produto que esteja alinhado com todas as suas necessidades de proteção e formação de reserva”, completa. 

Setor de seguros para pessoa física cresce 16,9% no terceiro trimestre

Mercado movimentou R$ 11,1 bilhões no período puxado pelo desempenho de produtos como seguro de vida, proteção financeira e seguro com coberturas para casos de doenças graves

Fonte: FenaPrevi

As contratações de seguros para riscos pessoais (seguro de vida, seguro de acidentes pessoais, prestamista, entre outras modalidades) somaram R$ 11,1 bilhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 16,9% superior aos R$ 9,5 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, segundo dados da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

O seguro de vida individual obteve o maior crescimento relativo no período com expansão de 94,14% e prêmios de R$ 1,78 bilhão. No terceiro trimestre do ano passado, as contratações movimentaram R$ 915 milhões.

O seguro prestamista, que cobre o pagamento de prestações de compras no varejo no caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego do titular da apólice, também registrou forte expansão de julho a setembro. A modalidade apresentou crescimento de 23,17% frente ao ano anterior, com R$ 3,50 bilhões em prêmios.

A preocupação dos brasileiros quanto às despesas inesperadas com saúde também refletiu no desempenho dos seguros com coberturas para custear gastos com doenças graves. As contratações foram 18,70% superiores e os prêmios de R$ 261 milhões, contra os R$ 220 milhões do ano anterior.

Outro produto com resultado expressivo no terceiro trimestre foi o seguro auxílio funeral que acumulou prêmios de R$ 172 milhões, resultado 17,24% superior aos R$ 147 milhões verificados de julho a setembro de 2018. 

O seguro viagem também registrou crescimento expressivo no terceiro trimestre de 2019, com evolução de 10,24% prêmios totais da ordem de R$ 150 milhões. No mesmo período do ano anterior, movimentou R$ 136 milhões. 

O balanço da FenaPrevi mostra que as indenizações pagas aos segurados totalizaram R$ 2,6 bilhões, valor 4% superior aos R$ 2,5 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2018.

Estadão: Governo Bolsonaro brigará na Justiça por fundo de R$ 8,9 bilhões do DPVAT

Consórcio Líder, que administra recursos, argumenta que dinheiro é privado e não público; governo federal discorda

Fonte: Estado de São Paulo

 Após decidir acabar com o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), o governo Jair Bolsonaro se prepara para travar uma briga judicial para ficar com o fundo de R$ 8,9 bilhões, o atual valor no caixa do seguro. Responsável por operar o DPVAT, o consórcio Líder argumenta que o dinheiro seria de natureza privada – e não pública.

Veja também: Seguradora prevê que fim do DPVAT vai afetar 314 mil acidentados em 2020

Em novembro, Bolsonaro assinou medida provisória extinguindo o “seguro obrigatório” para veículos a partir de 2020. O benefício garantia indenização de até R$ 13,5 mil em casos de morte, invalidez permanente ou despesas médicas por acidentes de trânsito dentro do território nacional causado por veículo registrado no Brasil.

Veja também: Consórcio responsável pelo DPVAT diz ter sido pego de supresa com MP de Bolsonaro

A decisão inspirou críticas e gerou dúvidas sobre o destino dos recursos acumulados na arrecadação do seguro. Por lei, 45% da receita do DPVAT têm como destino o Sistema Único de Saúde (SUS) e outros 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Já a operadora é autorizada a ficar com 2% de lucro.

Em 2018, o DPVAT repassou R$ 2,08 bilhões para o SUS, segundo dados do Ministério da Saúde. Superintende da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira afirma, no entanto, que há tendência de queda na arrecadação e que o valor deve chegar a R$ 965 milhões neste ano – ou seja, menos da metade. O órgão é ligado ao Ministério da Fazenda.

“(O fundo) vem de cálculos de prêmios que eram feitos com base no ano anterior e, como tinha muita corrupção, o valor sempre ia aumentando. Depois, quando começaram as investigações de fraudes no DPVAT, o número de sinistros foi caindo assustadoramente”, diz Solange. “A sobra, hoje, é de R$ 9 bilhões e a gente está estimando que, acabando o DPVAT, R$ 5 bilhões vão ser devolvidos para o SUS.”

Segundo Solange, o valor garantiria repasses anuais ao SUS até o fim de 2025 – para o próximo ano, a previsão é que R$ 1,2 bilhão do DPVAT vá para a saúde pública. Por sua vez, o restante seria reservado para pagar indenizações de acidentes que ocorrerem até 31 de dezembro, já que a vítima ou a família tem até três anos para solicitar o benefício.

Para a superintendente, o período de cinco anos também serviria para o governo organizar a nova fonte do SUS, se necessário. “O SUS tem garantido pela Constituição o mínimo legal. A gente olhou o histórico e o gasto do SUS gira em torno do mínimo legal”, afirma. “Se o governo perde alguma coisa que faça falta, ele tem de remanejar.”

Antes que o dinheiro chegue ao Tesouro Nacional, o governo Bolsonaro acredita que terá de travar uma batalha na Justiça com a atual operadora do DPVAT. “Ela (a Líder) já avisou que vai judicializar a questão, mas eu não vejo espaço legal para algum juiz entender que esse dinheiro não é da população”, diz Solange.

“O governo faz uma cobrança pública, obrigatória, de recursos e transfere para o monopólio privado. Este monopólio privado é todo tabelado, até o lucro que ele pode ter é tabelado. O patrimônio da Líder, então, é de 2% do lucro”, afirma a superintendente da Susep. “Pode até discutir para onde devolve o fundo: se o Estado representa a população para recebe ou se eu tenho de bater na porta de cada um para devolver.”

Para que, de fato, o DPVAT acabe, a medida provisória precisa ser aprovada no Congresso Nacional em até 120 dias. Em caso contrário, ela caduca.

Questionada se pretende entrar na Justiça por causa do fundo do DPVAT, a Líder não respondeu. “O entendimento é de que estes recursos podem e devem ser utilizados em benefício da população com a elevação do valor das indenizações; em ações de prevenção a acidentes de trânsito; e para a melhoria da operação do Seguro DPVAT”, diz a nota. Segundo afirma, o valor das indenizações estão congelados há 12 anos.

Formado por 73 empresas, o consórcio diz que “vários juristas conceituados” defendem a posição de que esses recursos são de natureza privada. “Tal entendimento também foi registrado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), em um Acórdão”, diz.

“Entendo que a relação estabelecida entre os proprietários de veículos e as seguradorasé de natureza privada. Em consequência, não há como afastar a natureza também privada dos recursos envolvidos nessa relação, notadamente daqueles voltados para a operacionalização do seguro”, destaca o comunicado, em trecho atribuído ao TCU.

Ainda de acordo com a Líder, as tentativas de fraudes representariam 2% do total de mais de 600 mil pedidos de indenização apresentados em 2018.

“Ao longo do tempo, usando inclusive modernos sistemas de inteligência artificial, aprimoramos o processo de prevenção e detecção de fraudes e reduzimos substancialmente as ocorrências e os pagamentos indevidos”, diz. “Os casos detectados e comprovados são denunciados às autoridades para investigação e aplicação das sanções previstas em Lei.”

Para Entender DPVAT: o que é e como funciona o seguro obrigatório? Entenda como acionar o DPVAT e confira os principais questionamentos sobre a indenização a vítimas de acidentes de trânsito 

Denatran vai emitir documentos de carro

Além de operar o DPVAT, a Líder é a responsável por emitir papéis usados para a documentação de veículos no País. Com o fim do seguro obrigatório, o Denatran deve assumir a função de emitir o licenciamento dos carros a partir de janeiro, segundo afirma a superintendente da Susep, Solange Vieira.

“Existia um convênio do Denatran com a Líder, para que a Líder emitisse o papel. Agora, eles é que vão ter de emitir”, afirma Solange. Para a superintendente da Susep, a mudança não deve enfrentar problemas com recursos. “Para a documentação de veículo, a taxa cobrada é sua, você quem paga. É R$ 4,15.”

Solange afirma, ainda, que o Denatran foi avisado da mudança. “Estamos fazendo um trabalho junto a eles”, diz. “A gente já mandou correspondência dizendo: ‘Olha, não esqueça que agora vocês vão ter que emitir o papel do documento do carro”.

Liberty Seguros destaca importância do corretor em vídeos institucionais

O presidente da Liberty Seguros, Carlos Magnarelli e o Vice-Presidente Comercial da companhia, Marcos Machini, gravaram uma mensagem para reforçar a importância do corretor mediante a possibilidade de aprovação da  MP 905/19. 

No vídeo, ambos executivos destacam como os corretores são essenciais para a sustentabilidade dos negócios da Liberty e como são indispensáveis para o contato com os clientes da seguradora, reforçando que a companhia continuará investindo para o desenvolvimento e reconhecimento destes parceiros. 

Além do vídeo com a declaração dos executivos, a Liberty também produziu outro vídeo, focado em ressaltar a relevância do corretor para o público final. O conteúdo será compartilhado nas redes sociais da companhia, enviado à base de clientes e também fará parte de uma campanha de marketing digital em torno do tema, a ser iniciada pela Liberty ainda esse mês. 

“Queremos que os corretores tenham certeza que sempre podem contar com a Liberty para crescerem suas carreiras e seus negócios. Continuaremos a investir nessa parceria tão importante e em 2020, traremos ainda mais novidades para nossos parceiros”, afirma Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros. 

D’Or Consultoria faz nova aquisição e amplia atuação no mercado

Fonte: D’Or

A D’Or Consultoria, empresa do Grupo Rede D’Or São Luiz especializada em seguros e benefícios, anunciou a compra da operação da Four Corretora, uma das mais sólidas companhias de Riscos Corporativos do Rio de Janeiro (Property, Financeiros e Benefícios). Além desses segmentos, a Four detém um grande volume de produção nas áreas de seguros de Óleo e Gás, Naval e Resseguros.

A aquisição faz parte da estratégia do Grupo Rede D’Or São Luiz, que, por meio da D’Or Consultoria, contará com a expertise e solidez da Four, atuante há mais de 30 anos no setor. Esse é um momento de expansão da D’Or, que já detém a posição de liderança em Benefícios.

“Essa expertise e longa trajetória de sucesso da Four, agora incorporada a nós, abre a possibilidade de oferecermos um serviço completo para os nossos clientes, já que amplia nosso escopo de atuação”, explica o CEO da D’Or Consultoria, Bruno Iannuzzi.

Na avaliação da direção da D’Or Consultoria, o impacto estratégico da aquisição é grande. Iannuzzi ressalta alguns números da D’Or Consultoria e afirma que a Four Corretora passará a entregar ainda mais qualidade em seus serviços. “Agregaremos a experiência, tecnologia e uma carteira com mais de 1.600 clientes, 1,8 milhão de vidas administradas, escritórios em quatro estados: São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia; e projeto para a abertura de filiais em Brasília e Recife”, reforça o executivo.

O CEO da Four Corretora, Joemir Ramos, destaca que, hoje, a Four acumula 90 milhões em volume de prêmios, possui uma carteira com 430 clientes, sendo 65% em Ramos Elementares e 35% em Benefícios. “A nossa expectativa é que com o suporte operacional e tecnológico da D’Or Consultoria, possamos ampliar com consistência e qualidade as nossas operações, consagradas por três décadas ininterruptas de prestação de serviços de excelência”, comemora.

Fechamento 2019 – Respaldado pelo maior grupo hospitalar da América Latina, a D’Or Consultoria prevê fechar 2019 com R$ 3 bilhões em prêmios. Com quatro anos de atuação, a D’Or Consultoria fez 13 aquisições, em especial no Rio de Janeiro, São Paulo (capital e interior) e Bahia. “Só nesse início de projeto, mais R$ 750 milhões em prêmios anuais foram incorporados. Apetite é o que não falta para continuar ampliando o nosso leque de atuação”, conclui Iannuzzi.

AceleraD’Or – A aquisição foi mais uma conquista realizada pelo modelo inovador de negócio, que permite à empresa atuar como uma aceleradora de pequenas e médias corretoras, gerando resultados expressivos em curto prazo. 

“As corretoras investidas contam com inovação tecnológica e suporte especializado nas mais diversas áreas da operação. Assim, conseguem vender mais e melhor, reduzindo custos, potencializando resultados e atendendo às empresas de diversos tamanhos, sem necessidade de estrutura própria”, explica o diretor responsável pelo programa, Carlos Alberto Oliveira.