MetLife informa que manterá pagamento de indenização de vida

A MetLife publicou em sua página do LinkedIn que irá pagar indenizações de morte, despesas de funeral, diárias pr internação hospitalar, invalidez permanente e viagem que venham ocorrer em decorrência do Covid-19, mesmo com a clausula de exclusão de epidemias e pandemias. A seguradora é parceira de várias instituições, como bancos, concessionarias e varejistas, em apólices de seguro prestamista, entre outras. Veja abaixo:

Conselho do IRB aprova nome de Antonio Cassio dos Santos

Antônio Cássio dos Santos foi aprovado como chairman executivo, presidente do Conselho designado pela União, e diretor presidente designado pelo Conselho em reunião realizada nesta sexta-feira somente para acionistas. Os integrantes afirmaram que ele tem uma missão a sua altura: junto com o Conselho e Diretoria resgatar a imagem da instituição mais importante de resseguro na America Latina.

Consultado, Antonio Cassio está compremetido a levar o IRB para o “next level” em governança, qualidade de serviço e solvência, num compromisso com a transparência e com alinhamento aos clientes, neste caso as seguradoras, bem como com os parceiros de negócios. “A situação atual me faz pensar o quanto é importante para um ressegurador do porte do IRB vir a atuar em linhas de microseguros no futuro além das linhas de grandes riscos, que é a atividade base do IRB”.

Segundo ele, as classes mais vulneráveis necessitam mais do seguro (com custo de centavos) que qualquer outro segmento da sociedade. “Temos que buscar soluções também aos “clusters” populares. Esse é o compromisso, além de todos os outros que cambem a mim aos meus Conselheiros e à Diretoria da Empresa”, afirmou.

Antonio Cassio assume o IRB em uma situação atípa. Além da crise da pandemia Covid-19, o ressegurador enfrenta uma crise de credibilidade desde fevereiro, quando a gestora carioca Squadra questionou dados do balanço financeiro. Esse fato já começou a mexer com os investidores, e a ação do IRB, até então a queridinha dos analistas, começou a cair. Para barrar a queda, ex-CEO e CFO comentaram em reunião com investidores que Berkshire, de Warren Buffett, tinha elevado sua aposta nos papeis. Foi então que o fundo do mega investidor desmentiu que tinha participação no IRB, num comunicado curto e grosso, afirmando que nem pretendia ter. No dia seguinte, as acoes do IRB despencaram.

Com o derretimento da bolsa neste ano — chegou a perder R$ 1 trilhão até 9 de março — como consequência da crise da pandemia Covid-19, a ação do IRB esta cotada a R$ 10,69 no dia 27 de marco deste ano. Longe dos mais de R$ 40 que exibia até o fatídico 9 de fevereiro, quando a Squadra publicou seu primeiro estudo analisando os dados financeiros do ressegurador.

O IRB segue sendo um papel apreciado pelos analistas, que enxergavam, até a crise da pandemia, um cenário muito favorável para o setor de resseguro. No entanto, agora todos aguardam um sinal mais claro da pandemia para fazerem novas previsões e novas apostas. Hoje, por exemplo, o banco Goldman Sachs revisou mais uma vez a projeção do PIB do Brasil, passando de uma queda de 0,9% para recuo de 3,4%, com taxa Selic estimada em 3%.

A boa notícia é que Antonio Cassio está acostumado a volatilidade do mundo. E do Brasil.

Artigo: A economia do seguro e o direito

Os avanços a que assistimos devem nos animar a perseguir melhores soluções para reduzir o conflito ainda existente, através do desenvolvimento científico e do diálogo

por Marcio Seroa de Araujo Coriolano, economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

No Brasil, vimos assistindo a uma mudança positiva na incorporação, ao direito securitário, dos fundamentos e avanços teóricos e metodológicos da economia dos seguros, o que vem servindo para o melhor debate e superação da judicialização que ainda alcança de forma importante o mercado de proteção de patrimônios e rendas.

Em geral, essa judicialização tem como pano de fundo o que pareceria ser uma grave oposição entre a formulação e as práticas dos contratos de seguros oferecidos e os interesses individuais ou difusos daqueles que compram esses contratos. Entretanto, essa suposta oposição já vem sendo, em muitos casos, dirimida por óticas que integram o direito ao verdadeiro cerne universal da ciência securitária, que consiste na união de todos os que participam da mutualidade intrínseca aos seguros no mesmo destino econômico, exigindo repartição de riscos com sustentação em métodos atuariais fundados na segregação das contribuições baseada na probabilidade de riscos segundo a idade, hábitos, e outros parâmetros mensuráveis.

Em analogia, é a diferença entre uma ótica de equidade absoluta e uma ótica de repartição e contribuição heterogênea para a proteção de riscos, que historicamente diferenciou a mera economia da ampla economia política. É esta última que vem permitindo sustentabilidade dos sistemas de produção, consumo e distribuição de múltiplos setores em escala planetária. Ainda que submetida aos ciclos de progresso e redução de atividades, como o que estamos vivendo atualmente.

E, apenas para evitar alguma interpretação deslocada, a qualificação “política” da economia se refere à filosofia econômica, de Adam Smith aos atuais teóricos, que podem divergir bastante, menos no núcleo dos fundamentos inaugurado pelo primeiro.

Buscando endereçar o assunto de forma mais pragmática, essa mudança positiva de integração do direito à economia política dos seguros, ou macroeconomia como querem outros, pode ser exemplificada pela superação recente, por turma do Superior Tribunal de Justiça, da aplicação de reajustes a contribuições de contratos de seguros coletivos de vida conforme o alcance de idades. Aqui, de novo, não se trataria de busca da equidade a qualquer custo, mas da necessária sustentação, em regime de repartição de riscos, de um sistema de proteção com base nas evidentes e mensuráveis diferenças de riscos entre a população assistida conforme os dados epidemiológicos por idade.

Essa mesma questão pode ser abordada, para fortalecer a presença da economia política dos seguros na preservação do sistema, a partir do conceito de eficiência, tão caro também ao direito securitário. Simplificadamente, em termos econômicos a eficiência é medida pela melhor alternativa existente para a obtenção do mesmo objetivo. Então, na ausência de contratos de seguros coletivos de vida em regime de capitalização – como também são a maioria dos contratos previdenciários -, a adoção dos reajustes de contribuições pelo alcance de idades vem se mostrando como a melhor alternativa para um sistema eficiente. Porque o contrário seria a ruptura do pacto entre gerações resultando em inevitável desequilíbrio estrutural do sistema mutualista. O mesmo entendimento jurídico, é evidente, deveria se aplicar aos contratos de planos e seguros privados de saúde.

Há outras dimensões da integração produtiva, e de óbvio alcance social, entre a economia e o direito securitário. E os avanços a que assistimos devem nos animar a perseguir melhores soluções para reduzir o conflito ainda existente, através do desenvolvimento científico e do diálogo.

Covid-19 testa seguradoras, que respondem com tecnologia e técnica

Obviamente é um setor tradicional. Afinal, administra reservas de clientes. Mas longe de ser obsoleto

Há duas semanas acompanho de perto o clima de guerra das seguradoras para protegerem funcionários, clientes, corretores, prestadores e os acionistas. E o que posso dizer até o momento é que sinto muito orgulho do que vejo, ouço e leio. O Covid-19 veio mostrar o trabalho das seguradoras nos últimos três anos para modernizar o setor.

Quem não trabalha ou acompanha o dia a dia do setor, cai na armadilha de dizer que o setor é obsoleto. Certamente há muito o que aprimorar, mas muito já foi feito, como nos mostra o atual quadro de 90% das companhias trabalhando remotamente. Obviamente é um setor tradicional. Afinal, administra reservas de clientes. Assume riscos hoje para honrar o compromisso de pagar indenizações no futuro, caso os acidentes previstos se concretizem.

Várias matérias internacionais projetam perdas expressivas para a economia com o Covid-19, como 275 bilhões de libras esterlinas em seguro viagem, 251 bilhões de dólares em prejuízos para seguros empresarias nos EUA, e 383 bilhões por mês em interrupções de negócios para as pequenas empresas ao redor do mundo.

Tanto que as agências de classificação de risco já colocaram os mercados da América Latina em perspectiva negativa. Muitas indenizações devem ser pagas e outras tantas recusadas para manter a solvência das seguradoras. Em Londres e Estados Unidos também.

Cientes disso, as agências de regulação dos EUA já começam a se movimentar para alivar os impactos como também monitorar e contribuir para colocar em pratica algumas ideias inovadores que podem surgir. Afinal, o mundo está mais ágil na solução de problemas. Uma rotina imposta pelas startups, que começam a se organizar com as normas divulgadas pela Susep recentemente.

O setor de seguros faz parte do mercado financeiro, aposta em riscos, mas é muito diferente daqueles que apostam em bolsa ou que ganham com taxas de serviços ou juros financeiros. Para cliente de bolsas e bancos, o prejuízo é praticamente certo. Já em seguros, o apoio vem sendo dado. O setor tem como premissa honrar os contratos assinados para ter ajuda na hora do aperto. Isso que sempre me orgulhou em cobrir esse segmento. Estar ao lado do cliente em seu pior momento. Como no programa de seguros dos Jogos Olimpíadas do Japão.

Praticamente todas as seguradoras conseguiram colocar seus funcionários e parceiros em segurança ao promoverem o homeoffice para manter atendimento e vendas à distancia diante do isolamento social solicitado pelo Ministério da Saúde. E haja tecnologia para que isso seja possível. Várias matérias publicadas no blog detalham as iniciativas.

Como se não bastasse, várias seguradoras vieram a público afirmar que vão indenizar clientes no ramo vida, mesmo que nas apólices constem exclusões para epidemias/pandemias, como: MAG Seguros, Previsul, Sura e MetLife, Liberty Seguros, Mapfre, Chubb, BB Seguros, Zurich Santander, Itaú , Mitsui, Tokio Marine, Porto Seguro, entre outras. O Itaú ainda estuda o tema, apesar de inicialmente ter afirmado para a revista Exame que cobriria.

Certamente o futuro nos mostrará uma série de problemas, como antecipou Marcio Coriolano, presidente da CNSeg. Em todos os setores. Em todos os países. E o mercado segurador seguirá seu ritmo e sua história, ao apoiar clientes em momentos de grandes dificuldades.

Parabéns a todos que trabalham neste setor, que vende proteções essenciais para dias ruins, reduzindo os impactos econômicos para a sociedade.

MAG Seguros pagará indenização mesmo se apólice tiver exclusão de pandemia

união seguros covid-19

Até o momento a MAG Seguros não recebeu nenhum aviso de sinistro por morte ou invalidez permanente em decorrência de COVID-19

A MAG Seguros decidiu realizar o pagamento de todos os benéficos para clientes com Covid-19, inclusive para apólices que nao cobrem pandemias, informou Helder Molina, CEO do grupo, em nota no LinkedIn. Segundo ele, a decisão foi tomada com total responsabilidade, baseada em estudos técnicos, que atestam a solvência do grupo.

Segundo Raphael Barreto, CFO da MAG Seguros, desde o início da pandemia por coronavírus, a diretoria Técnica Atuarial da MAG Seguros tem realizado estudos sobre a expectativa de infectados, casos críticos, internações e mortes em decorrência de COVID-19 no Brasil. Para isto, a companhia levou em consideração dados estatísticos americanos e projetou diferentes cenários de agravamento.

Como é uma doença que impacta diferentemente pessoas de diferentes as idades, os estudos consideraram as estatísticas de diferentes faixas etárias e, com base nas idades reais da carteira de clientes da MAG Seguros, foi possível realizar projeções mais aderentes à realidade da companhia.

Dessa forma, foram gerados cenários de expectativas de pagamentos de benefícios para as coberturas de morte e invalidez permanente, ainda que não estivessem cobertas nas condições gerais das apólices. “Após todas estas análises realizadas de forma criteriosa e responsável, a MAG Seguros entendeu que estes valores poderiam ser absorvidos pela companhia sem comprometer a saúde financeira da seguradora”, explicou ao blog Sonho Seguro.

Até o momento a MAG Seguros não recebeu nenhum aviso de sinistro por morte ou invalidez permanente em decorrência de COVID-19.

EUA estudam criar seguro obrigatório, com subsídios para pandemias #ficaadica

Isso seria positivo para o setor de seguros e resseguros, pois geralmente é somente depois que os riscos são medidos e sua magnitude divulgada que as empresas começam a adquirir os níveis necessários de proteção que realmente precisam

Fonte: Artemis

O U.S. House Financial Services Committee (Comitê de Serviços Financeiros do Governo dos EUA), que supervisiona e faz recomendações sobre legislação relacionada a serviços financeiros, incluindo seguros, pediu a aprovação de uma Lei de Seguro de Risco Pandêmico (PRIA).

A idéia é fornecer um resseguro para cobrir as perdas para o setor de seguros de futuros surtos de pandemia, como a atual crise de coronavírus Covid-19. Tendo como base a experiência adquirida com a Lei de Seguro contra Risco de Terrorismo (TRIA), o Comitê deseja incentivar o governo a procurar a melhor forma de fornecer apoio ao setor de seguros contra riscos de pandemia.

A pandemia de coronavírus Covid-19 aumentou a conscientização sobre a necessidade de seguro contra pandemia e, em particular, cobertura para empresas quando pandemias ameaçam paradas, como agora estamos vendo. Como resultado, os esforços legais para estabelecer parâmetros de resseguro para apoiar o setor de seguros são uma maneira de tentar proteger essa importante área da economia.

A presidente do Comitê, a deputada Maxine Waters (D-CA), explicou o raciocínio por trás da chamada: “As circunstâncias que enfrentamos são sem precedentes e exigirão abordagens criativas. A resposta não deve incluir desregulamentação financeira; os reguladores não devem reverter as salvaguardas implementadas para proteger o sistema financeiro e a economia. De fato, essa crise demonstrou que as salvaguardas que os democratas promulgaram como parte da Lei Dodd-Frank estão funcionando. Ao exigir capital e liquidez mais altos, os bancos estão bem posicionados para continuar emprestando e desempenhando um papel anticíclico importante. No entanto, os consumidores, pequenas empresas e populações vulneráveis ​​da América estão sofrendo. Está na hora de uma resposta política e fiscal atender às suas necessidades. ”

O pedido de apoio de resseguro veio realmente da Federação Nacional de Varejo dos EUA, preocupada com o fato de seus membros não poderem reivindicar cobertura de interrupção de negócios na atual crise, já que suas políticas não cobriam pandemias.

Existem numerosos esforços legais para forçar as seguradoras a pagar reivindicações de interrupção de negócios relacionadas a pandemias, com idéias flutuando pelo Congresso e pelo legislativo sobre como eles poderiam apoiar esses varejistas e outros proprietários de empresas em um momento em que muitos tiveram que fechar e parar as operações.

Mas forçar o setor de seguros a pagar não é a resposta, pois o impacto sobre as seguradoras e seus provedores de capital de resseguro pode ser enorme. Portanto, qualquer esforço para que as reivindicações de interrupção de negócios de coronavírus Covid-19 sejam honradas pelo setor deve vir com uma contrapartida para ajudar o setor também.

O PRIA, um pool de resseguro de risco pandêmico, pode ser uma maneira de fazer isso. Embora, para que realmente funcione, seria necessário que o pool fosse financiado pelo menos parcialmente pelo governo, dada a escala do impacto econômico que agora vemos ser possível.

O PRIA proposto funcionaria limitando as perdas totais do setor de seguros que as empresas enfrentariam em um evento de pandemia, com as provisões de resseguro entrando em ação para apoiar reivindicações acima desse nível.

Ainda não há detalhes disponíveis sobre planos específicos para uma Lei de Seguro contra Riscos de Pandemia (PRIA), que está nos estágios iniciais, mas é provável que qualquer trabalho para legislar sobre uma pessoa inclua também uma discussão sobre o uso do mercado de capitais como parte do mecanismo de resseguro por trás dele.

Além disso, e demonstrando que os legisladores estão aprendendo rapidamente com a atual pandemia de coronavírus, o Comitê também pede que sejam adotadas medidas para obrigar as empresas públicas a divulgar sua exposição a riscos de pandemia e também a interrupções na cadeia de suprimentos.

Semelhante aos esforços contínuos para tornar obrigatória a divulgação de riscos climáticos, isso significaria que as empresas teriam de expor abertamente os enormes custos financeiros que poderiam estar no radar, caso ocorresse uma repetição desse surto de coronavírus.

Isso seria positivo para o setor de seguros e resseguros, pois geralmente é somente depois que os riscos são medidos e sua magnitude divulgada que as empresas começam a adquirir os níveis necessários de proteção que realmente precisam.

Gustavo Galrão passa a cuidar das operações de linhas financeiras da AGCS também na América do Sul

Executivo vai ocupar cargo de Alessandro Carriglio que agora assume um novo papel global na companhia

Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) Brasil anuncia Gustavo Galrão como diretor de Linhas Financeiras América do Sul. O executivo, que desde julho ocupa o mesmo cargo no Brasil, agora amplia sua área de atuação para além do País. Ele assume o papel de Alessandro Carriglio, que foi nomeado para uma posição global.

Baseado em São Paulo, ele se reportará para Shanil Williams, Diretor Global de Linhas Financeiras, e localmente para Glaucia Smithson, CEO da AGCS na América do Sul. Com quase 15 anos de experiência no mercado seguros, Gustavo é formado em Economia e possui MBA em Finanças. Desde 2011 ele é Presidente do Comitê de Linhas Financeiras e atua como membro no Comitê de Responsabilidade Civil Geral na FENSEG.

De acordo com Gláucia a experiência do executivo é muito importante para o desenvolvimento dos negócios da AGCS no Brasil e na América do Sul. “A área de Linhas Financeiras é uma de nossas principais linhas de negócio no momento e nosso continente tem um grande potencial a ser explorado”, afirma.

Lloyd’s of London divulga balanço e pede apoio de parceiros diante da crise

Apesar do alto grau de turbulência nos mercados financeiros ocorrido nas últimas semanas, em 19 de março, o índice de solvência do Lloyd’s era de 205%

O Lloyd’s of London divulgou hoje seus resultados, num momento desafiador. “Embora o rápido desenvolvimento global do COVID-19 crie desafios para todos nós, o mercado do Lloyd’s está em uma posição forte para responder e apoiar nossos clientes e parceiros de negócios”, afirmou um dos principais mercados de seguros do mundo.

Em 2019, os recursos líquidos do Lloyd’s aumentaram 8,6%, para £ 30,6 bilhões, refletindo um balanço excepcionalmente forte e um índice de solvência central de 238%. Apesar do alto grau de turbulência nos mercados financeiros ocorrido nas últimas semanas, em 19 de março, o índice de solvência do Lloyd’s era de 205%. O balanço financeiro do mercado do Lloyd’s foi reforçado pelo retorno a um lucro de 2,5 bilhões de libras em 2019 (em 2018: prejuízo de 1,0 bilhão de libras), impulsionado pela correção nos mercados de investimento no primeiro semestre de 2019.

“Embora tenhamos o prazer de anunciar o retorno da lucratividade do Lloyd’s em 2019 e o progresso contínuo em nossas prioridades de desempenho, estratégia e cultura, nosso foco principal agora é apoiar nossos clientes e parceiros de negócios em seus momentos de necessidade. Estamos confiantes na capacidade do Lloyd’s de enfrentar os desafios quando diante deles e, ao fazê-lo, demonstramos a capacidade incomparável do mercado de apoiar pessoas, empresas e países ao redor do mundo em resposta aos impactos de longo alcance do COVID-19”, comenta em comunicado.

Considerado isoladamente, qualquer volatilidade de mercado, ocorrência de sinistros ou desafios operacionais geralmente podem ser gerenciados, mas quando somados e ocorrendo simultaneamente e globalmente, isso representa um desafio de escala sem precedentes para o nosso setor, afirmou o Lloyd’s.

Para o segurador, é muito cedo para avaliar o provável montante de perdas de seguro e resseguro da COVID-19 no mercado Lloyd’s e, para isso, solicita aos participantes do mercado que ajudem a coletar informações para avaliar essas perdas, “como faríamos com qualquer outra forma de perda catastrófica”, citou Bruce Carnegie Brown, chairman do Lloyd’s, em nota

O Loyd’s disponibilizou COVID-19 hub com informações regulares e atualizadas com as mais recentes orientações ao mercado e atualizações da Corporação do Lloyd’s sobre o COVID-19.

FenaSaúde alerta que beneficiários não serão prejudicados

Entidade afirma que a decisão da ANS, ampliar, em caráter excepcional, de ampliar prazos máximos de atendimento de consultas, exames e terapias, serão observadas para casos urgentes

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde ) divulgou comunicado sobre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ampliar, em caráter excepcional, prazos máximos de atendimento de beneficiários em casos de realização de consultas, exames, terapias e cirurgias que não sejam consideradas urgentes, a fim de que as operadoras de planos de saúde priorizem atendimentos a pacientes acometidos pela covid-19.

Os beneficiários não serão prejudicados com a dilação dos prazos de atendimento, na medida em que ficam ressalvados tratamentos de urgência e emergência, assim como mantidos os prazos para casos em que os tratamentos não podem ser interrompidos ou adiados por colocarem em risco a vida do paciente, a saber: atendimentos relacionados a pré-natal, parto e puerpério; doentes crônicos; tratamentos continuados; revisões pós-operatórias; diagnóstico e terapias em oncologia, psiquiatria e aqueles tratamentos cuja não realização ou interrupção coloque em risco o paciente, conforme declaração do médico assistente (atestado).

“Consideramos a medida acertada, ainda que insuficiente, para que as operadoras de planos de saúde direcionem seus recursos financeiros, físicos e humanos para o enfrentamento da pandemia neste momento de emergência que o país atravessa e para que se mantenham sempre alinhadas aos esforços das autoridades nacionais de saúde”, ressalta a FenaSaúde.

A evolução da doença no Brasil ainda é uma incógnita e todos os prognósticos são de que o período mais severo ainda está por vir. Neste sentido, é fundamental que a ANS esteja preparada para, com a velocidade e a agilidade que a situação exige, deliberar sobre eventuais novas medidas desta e de outras naturezas que se façam necessárias para que as operadoras possam fazer frente ao aumento das demandas relacionadas à covid-19.

“É preciso estar muito atento e consciente da necessidade de resguardar a robustez do sistema de saúde suplementar e, dessa forma, também evitar fragilização maior do sistema de saúde brasileiro como um todo diante do agravamento da pandemia”, acrescenta.

É fundamental ter presente que a saúde suplementar é responsável por irrigar, com recursos financeiros, toda a cadeia de prestadores de saúde do país, assegurando seu melhor funcionamento. A continuidade desse fluxo de pagamentos é, portanto, crucial para que todo o sistema de saúde brasileiro continue funcionando a pleno vapor – e assim se mantenha ao longo de todo o período mais crítico do enfrentamento da covid-19. Do contrário, poderemos assistir a um indesejável efeito dominó em toda a cadeia de saúde, impactando de maneira muito negativa número considerável de estabelecimentos de saúde dedicados a salvar vidas.

2020 assusta, mas 2021 parece que virá um alívio, segundo Itaú BBA

O Itaú BBA divulgou nesta manhã análise com as projeções dos principais indicadores econômicos para 2020 e 2021. Certamente que tudo pode mudar, mas por enquanto, a aposta para o Brasil é que o dólar fique em R$ 4,60 no término de 2020 e em R$ 4,15 em 2021. A Selic para 2020 é projetada em 3,25% ao ano e em 3,75% em 2021. O PIB de 2020 caiu de 1,8% que estava previsto para menos 0,7% na análise divulgada no dia 26 de março.

O grande alívio e surpresa dos executivos de seguros vem como a projeção do PIB para 2021: a projeção saiu de 3% para 5,5%. Ou seja, o maior banco privado do Brasil acredita numa grande recuperação econômica já no próximo ano.

“Esperamos um recuo de 9,7% do PIB no 2T20 em relação ao 1T20 com ajuste sazonal (sem anualizar), e crescimento de 11,9% na mesma base de comparação no 3T20. O nível do PIB a partir do 3T20 até o 4T21 permanece o mesmo em relação ao que projetávamos anteriormente, uma vez que o efeito desse choque sobre a atividade econômica deve ser temporário –supondo que as respostas de política econômica logrem mitigar riscos estruturais para a economia. O crescimento elevado do PIB de 2021 se deve, portanto, primariamente, ao carrego estatístico favorável após a contração do PIB no 2T20”, cita o texto da análise.

PIB mundial – O Itaú reduziu a previsão para o PIB mundial de 2,7% para menos 0,4%m configurando uma recessão global.

“Baixamos nossas previsões para China, Europa, e também os EUA. A atividade na China caiu fortemente em fevereiro e agora se recupera gradualmente. No entanto, é provável uma forte desaceleração no resto do mundo em março e/ou abril. Supomos que os EUA adotarão um programa de distanciamento social (lockdown) equivalente a 75% do observado na China, e a Europa, de 100%.”.

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Índice de Atividade Diário

PMI Manufaturas (dir.)

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50
40
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Fonte: Governo da China, Itaú

Nossa interpretação é que o choque da epidemia, e medidas de controle, representam uma grande restrição de

39 37 35 33

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Índice

Índice

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Corporativo | Interno

oferta, mas que acaba tendo consequências muito relevantes sobre a renda e gasto também