2020 assusta, mas 2021 parece que virá um alívio, segundo Itaú BBA

O Itaú BBA divulgou nesta manhã análise com as projeções dos principais indicadores econômicos para 2020 e 2021. Certamente que tudo pode mudar, mas por enquanto, a aposta para o Brasil é que o dólar fique em R$ 4,60 no término de 2020 e em R$ 4,15 em 2021. A Selic para 2020 é projetada em 3,25% ao ano e em 3,75% em 2021. O PIB de 2020 caiu de 1,8% que estava previsto para menos 0,7% na análise divulgada no dia 26 de março.

O grande alívio e surpresa dos executivos de seguros vem como a projeção do PIB para 2021: a projeção saiu de 3% para 5,5%. Ou seja, o maior banco privado do Brasil acredita numa grande recuperação econômica já no próximo ano.

“Esperamos um recuo de 9,7% do PIB no 2T20 em relação ao 1T20 com ajuste sazonal (sem anualizar), e crescimento de 11,9% na mesma base de comparação no 3T20. O nível do PIB a partir do 3T20 até o 4T21 permanece o mesmo em relação ao que projetávamos anteriormente, uma vez que o efeito desse choque sobre a atividade econômica deve ser temporário –supondo que as respostas de política econômica logrem mitigar riscos estruturais para a economia. O crescimento elevado do PIB de 2021 se deve, portanto, primariamente, ao carrego estatístico favorável após a contração do PIB no 2T20”, cita o texto da análise.

PIB mundial – O Itaú reduziu a previsão para o PIB mundial de 2,7% para menos 0,4%m configurando uma recessão global.

“Baixamos nossas previsões para China, Europa, e também os EUA. A atividade na China caiu fortemente em fevereiro e agora se recupera gradualmente. No entanto, é provável uma forte desaceleração no resto do mundo em março e/ou abril. Supomos que os EUA adotarão um programa de distanciamento social (lockdown) equivalente a 75% do observado na China, e a Europa, de 100%.”.

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Índice de Atividade Diário

PMI Manufaturas (dir.)

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Fonte: Governo da China, Itaú

Nossa interpretação é que o choque da epidemia, e medidas de controle, representam uma grande restrição de

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Índice

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Corporativo | Interno

oferta, mas que acaba tendo consequências muito relevantes sobre a renda e gasto também

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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