Divulgados os dados de arrecadação de janeiro deste ano, na ótica de média móvel de 12 meses o setor cresceu 12,6%, taxa superior aos 12,1% do encerramento de 2019. Isso, mesmo com queda de 17,6% contra dezembro de 2019. Que habitualmente é mês de fortes negócios; e de difícil superação.
O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, me afirmou que, com base em planilha histórica dessas janelas de 12 meses, os cenários para fevereiro e março ainda são relativamente favoráveis, porque serão comparados com meses relativamente fracos de 2019. Mas, a partir principalmente do segundo semestre deste ano, a tendência é de curva de crescimento descendente em face do bom desempenho do mesmo período de 2019.
Eis os cenários para fevereiro:
· Para repetir em fevereiro a evolução em 12 meses móveis de 12,6%, o crescimento contra janeiro precisa ficar em 13%.
· Caso não haja nenhum crescimento, ainda assim a evolução será de dois dígitos, 11,6%.
· Apenas caso haja queda de fevereiro contra janeiro de pelo menos 21% é que a evolução ficará abaixo de dois dígitos, nesta circunstância em 9,9%.
Concluiu dizendo que não se pode esperar bons resultados do setor no ano de 2020. Os efeitos negativos do novo coronavírus para a economia e sociedade brasileiras são evidentes. E afetarão fortemente o setor de seguros após o ciclo de contratações de 2019. Mais concretamente, Marcio prevê que a restrição da circulação geral para a prevenção do COVID 19 afetará os seguros com efeitos visíveis no segundo semestre de 2020.
Dados – Em janeiro de 2020, a arrecadação de seguros experimentou forte alta comparada ao mesmo mês de 2019 e à média móvel de 12 meses. Nessas métricas, as taxas de expansão foram de, respectivamente, 17,6% e de 12,6%, com receita de R$ 23,6 bilhões e de R$ 273,7 bilhões, novo recorde de arrecadação nos 12 meses encerrados em janeiro. Vale lembrar que a expansão do primeiro mês do ano se deu sem contar as receitas de Saúde Suplementar e DPVAT.
Em editorial da nova edição da Conjuntura CNseg, o Presidente Marcio Coriolano afirma que o resultado de janeiro de 2020 se deveu ao fato da maioria dos segmentos e ramos ter crescido na comparação com o mesmo mês do ano passado, com destaque para a contribuição dos seguros de Vida Risco e os PGBL e VGBL, além do ramo Patrimonial – do segmento de Danos e Responsabilidades, entre outros de grande densidade no setor. “Um começo de ano melhor do que 2019”, observa Coriolano.
A receita de janeiro deste ano, comparada à de dezembro, recuou, o que era esperado pelo efeito das fortes vendas de final de ano, especialmente do Ramo de Acumulação (PGBL e VGBL recuaram 15,8% na passagem de dezembro para janeiro).
Na comparação das médias móveis de 12 meses dezembro/19 e janeiro 20, constata-se que o Segmento de Pessoas avançou de 15,1% para 15,8%; as vendas de Planos de Riscos-Pessoas tiveram ligeira desaceleração (de 11% para 10,4%), compensadas pelos Planos de Acumulação (de 16,7% para 17,8%). Os títulos de Capitalização desaceleram de 13,8% para 13,1%.


















