Sura posterga pagamento de seguro para empresas durante a pandemia

Seguros SURA divulga novas medidas visando apoio e a continuidade dos negócios de seus clientes afetados pela crise do coronavírus

A  Seguros SURA  facilitou o pagamento do Seguro Empresarial para que as empresas continuem a conduzir seus negócios com segurança. Os atuais clientes do segmento Empresarial terão seus boletos com vencimento entre a última sexta-feira, 20 de março, e o dia 30 de junho de 2020 postergados por 90 dias. A mesma condição é válida para os clientes que renovarem ou contratarem o Seguro Empresarial dentro deste período, com pagamento da primeira parcela após 90 dias. Os clientes que renovarem o seguro Empresarial a partir de 1 de julho terão 10% de desconto no valor da apólice.

“Entendemos a situação real que muitas empresas vão enfrentar com a crise e nos antecipamos para apoiar nossos clientes neste momento delicado, e vamos continuar estudando cenários para cuidar da saúde das pessoas e da sustentabilidade dos negócios, confiantes de que enfrentaremos esses desafios juntos”, conclui Thomas Batt, CEO da Seguros SURA no Brasil.

Fitch revisa perspectiva de seguros na AL devido a pandemia de coronavírus

Fonte: Fitch Ratings
 
A Fitch Ratings revisou sua perspectiva para os fundamentos subjacentes dos setores de seguros da América Latina (LatAm) para negativos e estáveis ​​(Perspectivas do Setor). A revisão do setor deve-se a preocupações crescentes com a pandemia de coronavírus e impactos relacionados à qualidade de crédito das companhias de seguros na região.

A perspectiva da Fitch para os níveis de classificação nos setores da região permanece estável (Perspectiva de Rating), embora a Fitch espere revisar as Perspectivas de Rating como seu trabalho analítico relacionado aos avanços no coronavírus.
 
Atualmente, a Fitch acredita que os ratings das seguradoras não-vida da América Latina serão menos afetados pela pandemia de coronavírus do que os das seguradoras de vida e saúde. A Fitch também acredita que o impacto da pandemia de coronavírus pode variar de país para país, se as taxas de infecção permanecerem variadas na região.
 
No curto prazo, a deterioração dos mercados acionários e o declínio nas taxas de juros pressionarão os lucros, reservas e capital das seguradoras, enquanto também se espera que os ganhos das seguradoras de vida e saúde sejam pressionados pelo efeito direto dos custos elevados de sinistros relacionados ao tratamento pacientes infectados ou cobertura de benefícios sob políticas de vida, respectivamente.

A Fitch acredita que as exposições de sinistros para seguradoras não-vida serão mais abafadas. A longo prazo, a Fitch espera que o potencial de uma interrupção sustentada na economia em geral possa causar deterioração nos mercados de crédito, o que levaria a um aumento no inadimplemento de títulos e empréstimos e a mais pressão nos níveis de capital.
 
A agência realizará revisões separadas para seus ratings de seguro na região em relação a suposições relacionadas à pandemia de coronavírus em ambientes operacionais e perfis financeiros devido à volatilidade do mercado de capitais, ambientes de baixa taxa de juros, pressões de liquidez do mercado e evolução de sinistros / reservas segurados.

Quaisquer mudanças nos ratings soberanos também podem servir de ponto de pressão para as seguradoras da América Latina que investem pesadamente na dívida do soberano local. A Fitch comparará o perfil pró-forma de uma seguradora em relação aos ratings existentes de sensibilidade estabelecidos pela agência. Se as sensibilidades forem notadamente violadas, as classificações serão colocadas em Observação de classificação negativa ou rebaixada. A Fitch está nos estágios iniciais desta revisão.
 
Perspectivas do setor revisados de estável para negativo:
–Mexico
–República Dominicana
–Panamá
–Seguro não vida colombiano
–Brasil
 
Perspectivas atuais negativas:
–Seguro de Vida e Não Vida no Chile
–Seguro de vida colombiano
–Nicaragua

Abrapp e Ancep pedem prorrogação de prazo para demonstrações financeiras dos fundos de pensão

Fonte: Abrapp

A Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementa) e a Ancep (Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades de Previdência) encaminharam correspondência para a Previc com solicitação de prorrogação do prazo para envio das Demonstrações Contábeis e aprovações dos Conselhos Deliberativo e Fiscal das Entidades Fechadas de Previdência Complementar referente ao fechamento de 2019, que termina no próximo dia 31 de março. A proposta das associações é adiar o prazo máximo para envio das informações, no mínimo, em mais 30 dias, ou seja, para o dia 30 de abril, em virtude das dificuldades impostas ao setor por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19).

“É uma solicitação para ampliação do prazo para o envio das informações devido às dificuldades de assinaturas de atas e reuniões dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. As entidades estão adotando planos de contingência para proteger seus colaboradores e dirigentes e, por isso, estão receosas de não conseguirem cumprir os prazos legais”, explica Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp. 

O tema foi levado para discussão em reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Abrapp, realizada por videoconferência. O Conselho é composto por 25 entidades, com grande representatividade do sistema, e por unanimidade, manifestaram preocupação com o prazo. Por isso, orientaram o Diretor Presidente a apresentar o pleito à Previc. A Abrapp tem recebido inúmeras manifestações das associadas, reforçando a necessidade de dilatação do prazo,.

Agências de rating e investidores avaliam impactos do Covid-19 em seguros

Seguradoras poderão sofrer impacto reputacional caso o volume de pedidos de indenização cresça em proporção do número de tomadores de seguro não esclarecidos sobre a exclusão do risco de pandemia

Fonte: Blog Sonho Seguro com agências internacionais e locais

Dois sérios impactos da pandemia do novo coronavírus no mercado segurador preocupam investidores e órgãos reguladores: mortes e o impacto nas reservas técnicas com a queda das bolsas e das taxas de juros. Além desses dois pontos, obviamente todos buscam avaliar os impactos da recessão da economia, do desemprego, dos saques em planos de previdência, tanto por investidores assustados com a queda da rentabilidade por conta do derretimento das bolsas como para fazer frente às necessidades dos investidores. A preocupação com a queda das vendas de seguros pela perda de renda da população também consta na lista das questões debatidas por executivos nas telas do app Zoom, utilizado para fazer reuniões a distância em tempos de #ficaemcasa.

O presidente da corretora XP, principal marketplace de investimentos do Brasil, Guilherme Benchimol, comentou em reunião com empresários no último domingo, projetar 40 milhões de desempregados em todo o Brasil em decorrência da pandemia. Ele defendeu a criação de um “plano Marshall”, aos moldes do pacote de reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra. Ou seja, a situação e séria e afeta a todos. Na corretora XP, que administra cerca de R$ 22 bilhões em reservas de previdência, o comportamento dos clientes tem sido positivo até a última sexta-feira, 20 de marco. Praticamente sem saques, segundo informou uma fonte.

As agências de classificação financeira chamam atenção para as seguradoras que atuam no segmento de vida, de saúde, de eventos e de interrupção de negócios. Basicamente a totalidade dos contratos tem exclusão para pandemias. Ou seja, as seguradoras não são obrigadas a pagar danos causados por pandemias. Um comunicado da Moody’ s Investors Services salienta que, embora com exposição limitada em termos de indemnizações diretas, as seguradoras poderão sofrer impacto reputacional caso o volume de pedidos de indenização cresça em proporção do número de tomadores de seguro não esclarecidos sobre a exclusão do risco de pandemia.

Por outro lado, as agencias afirmam que a desvalorização de ativos aplicados na bolsa e os recentes cortes nas taxas de juros vão pressionar rentabilidades de investimento, reservas e capital das seguradoras de vida, destaca a Fitch Ratings, antecipando ainda que o ramo Vida deverá enfrentar um potencial pico de mortes causadas pela pandemia.  

As agências de crédito AM Best e Fitch Ratings rebaixaram as perspetivas para as seguradoras de vida dos EUA de estável para negativas. Na Suíça, a “susep local”, conhecida como Finma, chamou Zurich Insurance, Swiss Life e Swiss Re com o objetivo de garantir monitorização conjunta da evolução nos mercados financeiros. As agências de crédito também pedem às companhias avaliadas para anunciar aos investidores de que a pandemia terá impacto limitado no negócio.

No Brasil, Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), ao comentar os resultados do setor de seguros no mês de janeiro, afirmou que não se pode esperar bons resultados do setor no ano de 2020. “Os efeitos negativos do novo coronavírus para a economia e sociedade brasileiras são evidentes. E afetarão fortemente o setor de seguros após o ciclo de contratações de 2019”, disse. Ele prevê que a restrição da circulação geral para a prevenção do COVID 19 afetará os seguros com efeitos visíveis no segundo semestre de 2020.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) ainda não se pronunciou ao pedido de entrevista feito na quinta-feira passada. Com base nas entrevistas sobre o resultado financeiro de 2019, algumas companhias citaram que conseguiram reduzir a queda do ganho financeiro com a redução da taxa Selic ao criarem um portfólio mais dinâmico, com ações e outros papeis no mercado de capitais.

A SulAmérica se antecipou e na semana passada comunicou o mercado que a partir de consequências diretas e indiretas da pandemia, notadamente em função da restrição de demanda, dos cenários macroeconômicos incertos e de uma expectativa de desaceleração econômica global e local, a companhia poderá ter impactos negativos em suas receitas e/ou em seus custos.

A pandemia já acumula mais de 150 mil mortes em todo o mundo. No Brasil, o impacto ainda é pequeno. Ontem à tarde o Brasil registrava 25 mortes causadas pelo novo coronavírus. De acordo com o Ministério da Saúde, havia 1.546 casos confirmados de contaminação, um aumento de 37% em relação a sábado.

Via de regra, pandemias são excluídas de pagamentos de indenização nos contratos de seguros. No entanto, algumas seguradoras locais afirmam que por ora vão manter o pagamento, como a Previsul, do grupo Caixa Seguros, informou em nota na semana passada. Segundo noticiou o Valor, a seguradora francesa CNP e a Caixa Econômica Federal, vai liberar indenizações no caso de morte causada pelo coronavírus, medida que deve ser seguida por concorrentes do mercado.“Mesmo não tendo a obrigação legal, pagaremos as indenizações”, disse Laurent Jumelle, presidente da Caixa Seguradora.

A MAG Seguros também está estudando incluir as coberturas nas apólices em que ela não está prevista, no caso dos seguros de vida. “Uma parte significativa do nosso portfólio garante eventos decorrentes de pandemia. Para os demais, estamos em tratativas junto aos nossos resseguradores e ao mercado a fim de encontrar uma solução”, disse Nuno Pedro David, diretor de marketing da MAG Seguros, ao Valor.

Homeoffice – O ministro Dias Toffoli, em entrevista na semana passada, levantou a bola sobre o grande número de acoes judiciais que podem vir a tona com a pandemia. Diante disso, o especialista Aparecido Rocha faz alguns alertas importantes. Em artigo ele cita que na hipótese da ocorrência de acidentes em home office, a seguradora estará isenta de responsabilidade por eventuais pedidos de indenização. Para que haja cobertura de seguro, as empresas precisam documentar a decisão de colocar os funcionários em home office e solicitar às seguradoras endossar as apólices com garantia também para acidentes em locais de terceiros, no caso a residência de seus empregados.

Para cobrir perdas e danos dos equipamentos da empresa utilizados por funcionários em regime de trabalho em home office, será preciso endossar a apólice do seguro empresarial com a inclusão de cobertura para bens em locais de terceiros. Caso a empresa queira também cobertura para os equipamentos de seus próprios funcionários em uso a serviço da empresa, como aparelhos de comunicação, telefones, celulares, computadores e notebooks, deverá negociar uma cláusula particular indicando os endereços de seus funcionários, descrição dos equipamentos e valores. “O seguro não é a cura para os problemas sociais, mas é um remédio poderoso para manter uma empresa viva e gerando empregos”, finaliza. 

Wilson Toneto assume como vice-presidente Executivo de Riscos e Conformidade do IRB Brasil RE

O economista Wilson Toneto é o novo vice-presidente Executivo de Riscos e Conformidade do IRB Brasil RE. O executivo foi eleito para o cargo por unanimidade pelo Conselho de Administração da companhia, após decisão de desligar a então vice-presidente Lúcia Maria da Silva Valle.

“Wilson chega para aportar em nossa companhia sua grande experiência e capacidade na área, tendo como missão assegurar e fortalecer a gestão de riscos e as práticas de compliance consolidando-as como referência no mercado nacional e internacional”, afirma o CEO interino do IRB, Antônio Cássio dos Santos.

Wilson Toneto foi vice-presidente de Administração, Controle e Finanças do Grupo Mapfre, tendo assumido, em 2011, o cargo de CEO da Mapfre Brasil. Atuou ainda como presidente do Conselho de Administração do Grupo Segurador BB e Mapfre e membro do Comitê Executivo Global do Grupo Mapfre, se desligando, nesta ocasião, do Conselho da Seguradora Líder, bem como de outros conselhos consultivos dos quais participa, para assumir a nova função no IRB. É, ainda, membro do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e possui a certificação de Conselheiro de Administração com Experiência (CCIe), fazendo parte de um seleto grupo de aproximadamente 100 profissionais no Brasil.

O Conselho de Administração do IRB informou também que recebeu documento com a decisão que permite o vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores, Werner Süffert, tomar posse. O executivo, que era ligado à BB Seguridade, foi eleito para o cargo no último dia 04/03 pelo órgão.

Artigo: Concentração e competitividade no setor segurador

Marcio Coriolano cnseg

por Marcio Seroa de Araujo Coriolano, economista, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Nos últimos anos, com a crescente globalização e integração de mercados, a preocupação com o nível de concentração e de competitividade entre empresas de setores econômicos tem sido mais presente. O setor segurador brasileiro, por desempenhar importante papel para a acumulação de capitais, proteção de patrimônios e rendas de empresas e famílias, e progresso econômico, tem estado na mira das autoridades reguladoras quanto à avaliação de seu padrão concorrencial.

A concentração pode ser medida, sem maior rigor, pelo Concentration Ratio (CR), índice que expressa a participação das “n” maiores empresas em dado setor. Não obstante, índices de concentração como esse não distinguem situações em que existem poucas empresas daquelas em que há muitas empresas com fatias menores de mercado, além de não levar em consideração a distribuição entre as participações relativas.

Já o índice Herfindahl-Hirschman (HHI), utilizado pelos governos americano e inglês para avaliar fusões e incorporações de empresas, resolve esses problemas com um resultado que pode variar de uma escala de zero a 100%. O Departamento de Justiça dos EUA considera que um HHI inferior a 15% representa um mercado com baixa concentração empresarial, entre 15% e 25%, um mercado moderadamente concentrado e, superior a 25%, um mercado altamente concentrado.

Quando o HHI é aplicado ao setor segurador brasileiro em comparação com os EUA, a maioria dos segmentos analisados fica na faixa considerada de baixa concentração. Como exemplos, em 2018 os seguros de patrimônios e responsabilidades nos EUA apresentaram um índice de concentração de 3%. No Brasil, esse índice foi levemente mais alto — ficou em 4,9%. Dentro dos seguros de patrimônios, o seguro de automóveis ficou em 6,4% nos EUA e 9,6% no Brasil; já os seguros residenciais atingiram 6% nos EUA e 10,4% no Brasil.

No caso dos seguros de vida, os EUA foram classificados com índice de 2,8% e o Brasil com 7,5%, de novo, ambos na faixa de baixa concentração.Mesmo com números na mesma escala, é ainda importante ressaltar que as frequentes comparações com os Estados Unidos não consideram fatores externos à metodologia do HHI, como características sociais, culturais e econômicas de cada país.

Pelo lado dos que compram seguros, segundo dados do Banco Mundial, os americanos têm renda média sete vezes maior do que a brasileira, e essa renda é menos concentrada. Pelo lado de que oferece, a facilidade de fazer negócios nos EUA é muito maior que no Brasil. Pelo índice ase of Doing Business, também do Banco Mundial, numa escala que vai de 0 a 100, o Brasil é avaliado com nota 59, e os EUA com nota 84.Além disso, os EUA têm estrutura regulatória peculiar, com um órgão regulador do mercado de seguros para cada estado, o que influenciou decisivamente a formação de um padrão de concorrência local, de modo diverso do Brasil.

É importante também ressaltar que alguns seguros podem ter maior grau de concentração empresarial simplesmente porque são mercados em que a mera presença de poucos ofertantes dispostos a competir não implica menor eficiência. Um exemplo é a experiência do Chile após a reforma da previdência, que resultou em muitas empresas fracas, que acabaram quebrando.

Outro exemplo são os segmentos com grande participante estatal, como, no Brasil, o seguro habitacional e o seguro rural. Nesses casos, o governo pode fazer muito mais pela concorrência do que as empresas privadas.Finalmente, e segundo estudos econométricos promovidos pelo European Centre for International Political Economy (Ecipe), níveis elevados de regulação de mercados estão associados a níveis mais altos de concentração e mais baixos de competitividade, ou seja, o ativismo regulatório dos governos exerce impacto direto no nível de concorrência.

Cenário como esse tende a amedrontar potenciais novos entrantes e, indiretamente, sedimentar posições dos existentes, desestimulando a competição baseada na eficiência, que sempre traz positivas inovações relacionadas aos produtos e aos canais de sua distribuição. 

Bradesco Saúde lança hotsite exclusivo sobre informações do Coronavírus

Plataforma disponibiliza conteúdo atualizado sobre a doença, além de dicas práticas de prevenção e orientações

Fonte: Bradesco Saúde

A Bradesco Saúde e Mediservice lançaram o site www.bradescosaude.com.br/coronavirus, criado para oferecer acesso fácil a conteúdo útil envolvendo o novo Coronavírus para atender os beneficiários, com orientações sobre a doença. 

Neste canal, o beneficiário encontrará informações qualificadas e atualizadas sobre o tema, além das medidas que a Bradesco Saúde e Mediservice vêm adotando como recomendações para ajudar a conter a transmissão. 

O site traz a cartilha digital desenvolvida pela área Médica da Bradesco Saúde, com informações sobre a doença, as formas de transmissão, os principais sintomas e como se prevenir. Este material foi divulgado aos segurados, corretores e estipulantes no início do ano, e vem sendo atualizado constantemente. Além disso, estão disponibilizadas perguntas e respostas sobre o Coronavírus, e orientações práticas nos casos em que há indicação médica para o isolamento domiciliar. 

Para facilitar a procura por atendimento na rede de prestadores médico-hospitalares por pessoas que apresentarem os sintomas relacionados à doença, o site disponibiliza também a relação de clínicas referenciadas, com endereço e telefone, que atuam no modelo de pronto atendimento, sem necessidade de agendamento prévio. 

CNseg: desempenho recente e previsão de crescimento do setor segurador a curto prazo

conseguro cnseg

Divulgados os dados de arrecadação de janeiro deste ano, na ótica de média móvel de 12 meses o setor cresceu 12,6%, taxa superior aos 12,1% do encerramento de 2019. Isso, mesmo com queda de 17,6% contra dezembro de 2019. Que habitualmente é mês de fortes negócios; e de difícil superação.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, me afirmou que, com base em planilha histórica dessas janelas de 12 meses, os cenários para fevereiro e março ainda são relativamente favoráveis, porque serão comparados com meses relativamente fracos de 2019. Mas, a partir principalmente do segundo semestre deste ano, a tendência é de curva de crescimento descendente em face do bom desempenho do mesmo período de 2019.

Eis os cenários para fevereiro:

·        Para repetir em fevereiro a evolução em 12 meses móveis de 12,6%, o crescimento contra janeiro precisa ficar em 13%.

·        Caso não haja nenhum crescimento, ainda assim a evolução será de dois dígitos, 11,6%.

·        Apenas caso haja queda de fevereiro contra janeiro de pelo menos 21% é que a evolução ficará abaixo de dois dígitos, nesta circunstância em 9,9%.

Concluiu dizendo que não se pode esperar bons resultados do setor no ano de 2020. Os efeitos negativos do novo coronavírus para a economia e sociedade brasileiras são evidentes. E afetarão fortemente o setor de seguros após o ciclo de contratações de 2019. Mais concretamente, Marcio prevê que a restrição da circulação geral para a prevenção do COVID 19 afetará os seguros com efeitos visíveis no segundo semestre de 2020.

Dados – Em janeiro de 2020, a arrecadação de seguros experimentou forte alta comparada ao mesmo mês de 2019 e à média móvel de 12 meses. Nessas métricas, as taxas de expansão foram de, respectivamente, 17,6% e de 12,6%, com receita de R$ 23,6 bilhões e de R$ 273,7 bilhões, novo recorde de arrecadação nos 12 meses encerrados em janeiro. Vale lembrar que a expansão do primeiro mês do ano se deu sem contar as receitas de Saúde Suplementar e DPVAT. 

Em editorial da nova edição da Conjuntura CNseg, o Presidente Marcio Coriolano afirma que o resultado de janeiro de 2020 se deveu ao fato da maioria dos segmentos e ramos ter crescido na comparação com o mesmo mês do ano passado, com destaque para a contribuição dos seguros de Vida Risco e os PGBL e VGBL, além do ramo Patrimonial – do segmento de Danos e Responsabilidades, entre outros de grande densidade no setor. “Um começo de ano melhor do que 2019”, observa Coriolano. 

A receita de janeiro deste ano, comparada à de dezembro, recuou, o que era esperado pelo efeito das fortes vendas de final de ano, especialmente do Ramo de Acumulação (PGBL e VGBL recuaram 15,8% na passagem de dezembro para janeiro). 

Na comparação das médias móveis de 12 meses dezembro/19 e janeiro 20, constata-se que o Segmento de Pessoas avançou de 15,1% para 15,8%; as vendas de Planos de Riscos-Pessoas tiveram ligeira desaceleração (de 11% para 10,4%), compensadas pelos Planos de Acumulação (de 16,7% para 17,8%). Os títulos de Capitalização desaceleram de 13,8% para 13,1%. 

ARTIGO: Brasil entra em campo, mesmo sem treino para essa guerra

camillo Sincor sp

Por Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP

No Brasil, crescemos acostumados a dizer que este é um país abençoado por Deus e aqui estamos imunes a fenômenos da natureza como furacões, vulcões, nevascas, tsunamis, tampouco vivenciamos situações de conflitos como guerras. Assim, até hoje víamos com um distanciamento situações de emergência ou conflitos que são comuns a outros países, e que davam a essas populações um certo preparo para esse enfrentamento.

Não tivemos tempo de treino, o coronavírus encurtou as distâncias, rompeu fronteiras e nos deixou lado a lado com os outros países, exigindo da população brasileira o enfrentamento à guerra. 

Nós que atuamos no setor de seguros somos preparados para atuar justamente nas adversidades. Mas, mesmo com todos os conhecimentos e experiências em sinistros e situações críticas, também estamos sendo surpreendidos com esta epidemia.

O coronavírus surgiu do outro lado do planeta, e corre em progressão geométrica atingindo populações inteiras. Em menos de três meses, esse vírus mudou o padrão do mundo e está sendo considerado o mais importante desafio global desde a 2ª Guerra Mundial.

No Brasil, assim como em outros países, está mudando rotinas, comportamentos e ações, quer seja das pessoas, empresas e poder público. Aos poucos vamos vendo a paralisação da economia, adiamento de eventos, cancelamento de contratos… Áreas como a de turismo, pequenos comércios, prestadores de serviços autônomos, tendo perdas inestimáveis. Uma paralisação atinge outra, uma sequência de perdas afetando direta e drasticamente a receita de pessoas e empresas em geral. 

A nós, favorece a experiência já vivida em outros continentes. Como a epidemia chegou aqui posteriormente, pudemos ir tomando providências e nos preparando antes de sermos acometidos, diferente desses primeiros locais, que foram pegos abruptamente. Podemos não ter o treino para esta guerra, mas não podemos ter a desculpa que não tivemos os devidos avisos do que estava por acontecer.

Tenho confiança de que mesmo sem o treino anterior a sociedade brasileira está demonstrando disposição e consciência, que é o principal, para o devido enfrentamento e para a superação.

Nesse contexto e diante de tantas perdas, as atenções recaem às coberturas securitárias, sabidamente o melhor instrumento garantidor de perdas. Todavia, a capacidade de financiamento disso tudo por parte das companhias seguradoras tem um limite. Por isso, as companhias de um modo geral e pelo mundo excluem ou interrompem as coberturas quando se deparam com fenômenos da natureza, guerras, ou pandemias propriamente ditas. E aí vem o questionamento: a sociedade, que nesse momento tanto precisa desse instrumento reparador, poderá se ver diante da falta do seguro?

Acredito firmemente na capacidade das seguradoras brasileiras e na sua disposição e inteligência para se fazerem presentes neste momento, seja lá como for e dentro das possibilidades. Lembramos então do sábio ditado que diz que se aprende pelo amor ou pela dor. Esses fatos farão com que a sociedade tenha mais uma demonstração do quanto o seguro é importante em suas vidas, e, infelizmente, nesse momento pela dor, pelas perdas, que esta situação traz a todos. 

Aqueles que já têm o seguro como parte do seu dia a dia certamente terão o conforto da mitigação de algumas perdas, mas infelizmente esta situação não será vivida pela maioria, ainda sem o hábito da contratação de seguros.

Os ensinamentos assim serão para todos: a sociedade vivendo uma situação inusitada será colocada à prova para superá-la, a economia brasileira mais uma vez terá que dar demonstração de força e superação, as companhias seguradoras terão que se adaptar a este momento, especialmente  fazendo uso de muita sensibilidade para com os segurados, e os corretores de seguros, cumprindo com seu papel de agentes do bem-estar social, mais uma vez estarão presentes junto à sociedade, amparando, colaborando e ajudando em tudo o que for preciso. 

Essa união de esforços, somada a esse rápido aprendizado de todos fará com que a sociedade brasileira saia vencedora disso tudo. E mais solidária, com o sentido preventivo apurado e com uma nova visão de futuro, pois certamente o que e como vivemos até hoje não será igual daqui para frente.

Planos de saúde terão R$ 10 bi da União, informa Estadão

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o governo vai facilitar a liberação de R$ 10 bilhões aos planos de saúde. O valor faz parte de um fundo garantidor, vinculado à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), composto por recursos das operadoras. De acordo com Mandetta, a ANS deve formalizar a ação hoje. Com a medida, o governo quer garantir que os planos de saúde consigam usar 20% do fundo garantidor, cujo valor total é de R$ 53 bilhões. A expectativa, de acordo com o ministro, é que as operadoras usem os recursos para comprar equipamentos e reforçar leitos. O objetivo é não sobrecarregar ainda mais o sistema público de saúde em meio ao avanço do novo coronavírus nos próximos meses.

Inadimplência – Outra informação importante é que o subprocurador-geral da República, Luiz Augusto Santos Lima, cobrou da ANS a manutenção de planos de saúde a segurados que, porventura, percam as condições de manter o pagamento de suas mensalidades em dia durante esse período de calamidade pública em razão do coronavírus. A manutenção das coberturas médicas, em momento tão sensível da saúde pública nacional, está totalmente alinhada aos esforços empreendidos por autoridades médicas e econômicas, visando minimizar o impacto da pandemia no Brasil”, afirma o procurador.