IRB cancela AGO/E em razão das restrições impostas pela Covid-19

O IRB Brasil RE cancelou nesta quarta-feira, 25, a convocação da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de acionistas marcada para o próximo dia 30. A decisão foi tomada em razão das restrições de deslocamento e aglomeração impostas pelas autoridades em virtude da pandemia de Covid-19. A assembleia havia sido convocada em 27/02 e uma nova data ainda será definida e divulgada oportunamente por meio de edital.

A companhia promoveu recentemente relevantes alterações na estrutura de administração, inclusive com a substituição de todos os integrantes de sua Diretoria Estatutária. Também anunciou a indicação do novo presidente do Conselho de Administração, que será eleito nesta sexta-feira (27/03).

“Do ponto de vista de governança corporativa e de diligência, é oportuno e recomendável que os novos administradores tenham a oportunidade de se engajar na proposta da administração e de se aprofundar nos assuntos da companhia, inclusive a serem deliberados na AGO/E, especialmente para prestar eventuais esclarecimentos aos acionistas”, afirmou a companhia em Fato Relevante encaminhado à CVM nesta quarta-feira.

O Conselho de Administração do IRB recomendou à nova Diretoria Estatutária que, considerando o momento atual, seja reavaliada a proposta de distribuição de dividendos, para sua posterior revisão, sobretudo em razão da incerteza de cenários, decorrentes do agravamento da crise em virtude da Covid-19 nos últimos dias”. Além disso, a remuneração dos administradores, que não contará mais com o bônus chamado “Programa de Superação”, e as indicações para a composição do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal também serão revistas no âmbito da nova proposta aos acionistas.

A companhia também recebeu, na noite de terça-feira, 24, a renúncia do conselheiro Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, ao cargo de membro titular do Conselho de Administração. Nesta sexta-feira, 27, será realizada Assembleia Geral Extraordinária tendo como único item da ordem do dia a eleição de Antônio Cássio dos Santos para o cargo de presidente do Conselho de Administração, já tendo sido indicado previamente pela União Federal, na qualidade de titular da ação preferencial de classe especial (golden share).

Atraso nas Olimpíadas, não cancelamento, muda status do programa de seguros

Fonte: Reuters

Adiar as Olimpíadas provavelmente custará muito menos às seguradoras do que cancelar completamente os Jogos de Tóquio, com a chance de que alguns dos envolvidos não tenham apólices específicas para adiamento, dizem fontes do setor.

As Olimpíadas de Tóquio foram adiadas para 2021, pela primeira vez na história dos 124 anos dos Jogos modernos, devido a crise do coronavírus. Os analistas da Jefferies estimaram o custo segurado dos Jogos em US$ 2 bilhões, incluindo direitos de TV e patrocínio, além de US$ 600 milhões em hospitalidade.

O Comitê Olímpico Internacional segura cerca de US$ 800 milhões em proteção para cada Jogos de Verão, que cobre a maior parte do investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão que faz em cada cidade-sede.

Após o adiamento, o COI, organizadores locais, patrocinadores e fornecedores de hospitalidade e viagens estão entre as organizações que podem tentar recuperar algum dinheiro das seguradoras pelo atraso.

Mas esse processo provavelmente será complicado. “O seguro de cancelamento geralmente inclui adiamento como padrão”, disse Tim Thornhill, diretor de vendas, entretenimento e esporte, do Lloyd’s of London, Tysers, que também disse que nem sempre é esse o caso.

O executivo-chefe do comitê organizador de Tóquio 2020, Toshiro Muto, disse na terça-feira que não está claro quem pagará os custos extras decorrentes do adiamento. O custo do adiamento dos Jogos não foi discutido pelo chefe do COI, Thomas Bach, e pelo primeiro-ministro, japonês Shinzo Abe, na terça-feira, disse Bach, acrescentando: “isso é para proteger vidas”.

O Japão investiu US$ 12 bilhões para sediar as Olimpíadas de 2020. Leigh Ann Rossi, diretora operacional de esportes e entretenimento da corretora de seguros BWD, disse que, para as organizações cujas apólices cobrem os custos do adiamento, “a reivindicação seria menor … do que o cancelamento total”.

Rossi disse que é difícil para as seguradoras determinar um pagamento exato dessa cobertura até depois que um evento adiado finalmente ocorre. Fontes do setor de seguros disseram que os pagamentos seriam menores porque as empresas ainda seriam capazes de ganhar dinheiro com as Olimpíadas quando finalmente acontecer.

Simon Sloane, sócio do escritório de advocacia Fieldfisher, disse que o seguro de adiamento pode cobrir dinheiro já gasto e custos adicionais incorridos para reorganizar o evento. Poucos patrocinadores deram detalhes de seus seguros. A Comcast Corp. tem seguro se as Olimpíadas não continuarem, disse o CEO Brian Roberts em uma conferência no início deste mês.

A NBCUniversal da Comcast vendeu mais de US$ 1,25 bilhão em publicidade nacional para os jogos, um novo recorde para qualquer emissora. As perdas com seguros provavelmente serão suportadas pelo Lloyd’s of London. O Lloyd’s pediu a seus membros que detalhem suas possíveis perdas com a pandemia de coronavírus, e deve reportar os resultados agregados de 2019 de seus membros do sindicato na quinta-feira.

O Lloyd’s não quis comentar. As seguradoras do Lloyd’s, Beazley PLC, Hiscox Ltd. e Tokio Marine Kiln, normalmente seguram grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. Beazley se recusou a comentar. Hiscox e Tokio Marine não responderam a um pedido da Reuters para comentar.

Resseguradoras como Munich Re e Swiss Re compartilham parte do ônus de grandes perdas com as seguradoras em troca de parte do prêmio. A Munich Re tem uma exposição de US $ 500 milhões aos Jogos Olímpicos de Tóquio, disse uma fonte. Munich Re se recusou a comentar. A Swiss Re tem uma exposição de US $ 250 milhões, disse o diretor financeiro John Dacey a analistas na semana passada.

Susep monitora seguradoras

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) vem avaliando o mercado de seguros, tendo em vista a pandemia causada pelo Coronavírus (COVID-19) e os consequentes efeitos na atividade econômica e nos mercados financeiro e de capitais.

Como medida prática para minimizar os efeitos das mudanças que muitas supervisionadas tiveram que repentinamente adotar, a Susep flexibilizou os prazos das informações que precisam ser recebidas pelo órgão regulador. 

A autarquia está acompanhando de perto as posições ativas e passivas das seguradoras de modo a evitar qualquer problema de liquidez ou no nível de cobertura das provisões.  Adicionalmente, a Susep mantém a sua atividade de monitoramento do mercado supervisionado e adotará as medidas que julgar necessárias para assegurar a estabilidade do setor.

Thinkseg ajuda a economizar com o seguro automóvel

Com menos deslocamentos de motoristas pelas ruas, sistema dinâmico do seguro auto Pay Per Use deixa preço do quilômetro rodado até 40% menor

Fonte: Thinkseg

Nesse momento difícil, em que os brasileiros só podem circular pelas ruas para comprar comida, remédios ou para ter acesso aos hospitais, o Grupo Thinkseg anuncia menor valor no seguro automóvel. Baseado no modelo de inteligência artificial, somado a uma decisão da empresa, o cliente Thinkseg passa a pagar entre 30% e 40% menos no quilômetro rodado.

O seguro auto Pay Per Use (PPU) tem um sistema dinâmico. Diante da mudança de comportamento no deslocamento dos motoristas pelas ruas, houve a redução automática do preço de cada quilômetro (km) rodado. O desconto calculado está entre 30% a 40%. O preço de cada quilômetro é estabelecido, dentre outras variáveis, conforme o CEP de circulação do motorista.

No PPU, o quilômetro com seguro pode custar, em média, 20 centavos, por exemplo, em algumas regiões do País. Quem cotar no site da Thinkseg, a partir desta semana, já vai ver os valores atualizados com o desconto automático. Para quem já é cliente, o valor reduzido do quilômetro estará disponível já no próximo mês. 

A estimativa é de que esse seguro ofereça uma economia de até 60% no preço do seguro automóvel pago pelos motoristas que usam pouco o veículo. “Com a restrição das atividades, por conta do coronavírus (covid-19), a pessoas vão ganhar menos e querem reduzir despesas desnecessárias”, explica o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori. “Estamos nos adaptando a uma nova realidade. Por isso, oferecemos um preço justo de seguro às pessoas. Quem usar o carro, vai pagar o seguro com mais descontos neste momento”, completa.

Por meio do aplicativo Thinkseg (app Thinkseg), é possível acompanhar o número de motoristas que estão se descolando no País e, assim, ocorre o ajuste dinâmico do preço de cada quilômetro. “Quanto menor a locomoção de veículos, o preço do quilômetro cai. É o momento sendo ajustado ao bolso de cada um”, diz Gregori.

Após a contratação do PPU, 100% online na Thinkseg, o motorista recebe o convite para fazer o download do app Thinkseg.  Quando logado no smartphone do motorista, o app avalia o modo de condução do veículo por meio de sete variáveis: aceleração, velocidade, frenagens, viradas, uso do celular na direção, horário e local onde trafega.  Segurado, com bom comportamento no volante, ganha pontos. 

O modelo de seguro automóvel Pay Per Use (pague pelo uso) foi lançado no Brasil em novembro passado, em parceria com a seguradora itialiana Generali.  O seguro PPU é completo e aceita veículos com valor mínimo de R$ 20 mil e máximo de R$ 300 mil, presentes na tabela Fipe, de acordo com a política de aceitação da plataforma. Os modelos de autos podem ser nacionais e importados, com ou sem blindagem, em todo o território nacional. 

Além de cobertura para roubos e furtos, seguindo os preços da Tabela Fipe, o seguro auto Pay Per Use também oferece cobre acidentes de qualquer tamanho. O PPU tem ainda parcerias com cerca de 4 mil oficinas e uma rede para atendimento de serviços de socorro mecânico, guincho, reboque e reparos gerais  (vidro, farol, lanterna, retrovisor e para-choque). E o cliente faz tudo pelo aplicativo.

É a primeira vez que esse modelo de seguro é adotado no Brasil. Em países da Europa, e nos Estados Unidos, modelos parecidos tem passado a serem determinantes na oferta de seguros.

Covid-19 faz Mapfre colocar em prática plano de continuidade dos negócios

Fernando Pérez-Serrabona

Medida visa assegurar o bem-estar de funcionários e garantir o atendimento a clientes

Fonte: Mapfre

Desde os primeiros casos de infecção por coronavírus na China, a Mapfre, como uma empresa global, acompanha a situação com especial atenção, com objetivo principal de preservar a saúde e a integridade de funcionários, parceiros, corretores, seguindo estritamente orientações e determinações dos governos federal, estadual e municipal. 

Desde o início de março, quando o vírus começou a se espalhar no Brasil, a empresa reforçou a limpeza de todas as suas unidades e determinou trabalho remoto às funções em que é possível fazê-lo. A medida já alcança quase a totalidade das equipes, incluindo área comercial e central de atendimento. Além disso, todos os Postos de Atendimento Rápido Especializado (PAREs) e sucursais estarão fechados para reduzir a concentração e fluxo de pessoas. 

Tudo isso é possível graças ao Plano de Continuidade de Negócio, coordenado por um comitê multidisciplinar de profissionais e com atuação direta da alta liderança, que inclui a implantação de medidas eficazes para proteção dos colaboradores, soluções tecnológicas para home office, plano de comunicação, prevenção, com envolvimento das áreas de negócio para prosseguimento das operações, entre outras ações. 

“O momento é muito delicado, mas são em épocas difíceis que vemos como é valiosa a cooperação e a empatia. A Mapfre Brasil está atuando de forma obstinada e unida para vencer este grande desafio, protegendo as pessoas e mantendo todo auxílio aos nossos clientes”, reforça Fernando Pérez-Serrabona, CEO da companhia no país. 

Comprometida em amenizar os impactos da pandemia aos seus clientes e distribuidores a Mapfre anuncia que garantirá as mesmas coberturas e serviços prestados até este momento, potencializando a sua atuação para, inclusive, apoiar os seus canais de distribuição frente a possíveis dificuldades de operação. 

A empresa passa a oferecer condições especiais de renovação, para apólices com vencimentos entre 23 de março e 31 de maio nas categorias auto, residencial, comercio e serviços, condominio, multirrisco rural e penhor rural. A renovação automática é válida para os próximos 60 dias, com possibilidade de prorrogação, e tem as seguintes premissas:  

• Manutenção do mesmo valor do prêmio praticado em 2019; 

Condições válidas exclusivamente para os produtos acima relacionados e para as renovações Mapfre sem sinistro nem alterações nas coberturas e condições comerciais em relação à apólice anterior; 

• Mantidas as mesmas condições de pagamento contratadas na apólice anterior (débito em conta ou boleto bancário). 

Assurant e Quero Bahia Serviços fecham parceria para a oferta de seguros

Seguro de Garantia Estendida com cobertura complementar e Seguro para roubo e furto passam a ser vendidos na rede varejista 

Fonte: Assurant

A Assurant fechou parceria com a Quero Bahia Serviços, grupo de móveis e eletros com expressiva atuação no estado da Bahia e com presença em mais de 300 pontos de venda físicos e remotos. O acordo prevê a oferta de seguro de garantia estendida com cobertura complementar e seguro para roubo e furto qualificado mediante arrombamento nos PDVs da rede parceira. As proteções estarão disponíveis para os clientes da rede varejista em abril. 

“Por meio desta parceria, a Assurant aumenta a presença no varejo do Brasil, um importante canal de distribuição de nossas soluções”, analisa Vladimir Freneda, vice-presidente comercial e marketing da Assurant. “O acordo ainda nos permite reforçar a nossa marca no Nordeste, região que atendemos com muita força e oferecemos boas experiências aos consumidores.”, afirma o executivo. 

“A parceria com uma seguradora permite que novos serviços sejam oferecidos em nossas redes varejistas, o que disponibiliza ao público consumidor um diferente canal na busca por soluções para seus desafios cotidianos. Além dos consumidores, queremos valorizar os pequenos e médios varejistas, o que é possível por meio desta parceria”, afirma o diretor geral da Quero Bahia Serviços, Carlos Bolzan.

SulAmérica adia assembleia de acionistas por Covid-19

sulamerica

A SulAmérica adiou a realização de sua Assembleia Geral Ordinária (“AGO”), inicialmente designada para o dia 26 de março,  para que ocorra no dia 24 de abril de 2020, às 15h, devido ao atual quadro pandêmico provocado pelo vírus COVID-19 e em vista das recomendações emanadas pelas autoridades públicas e de saúde.

A nova data designada para a AGO continua a atender aos prazos legais, o conteúdo da ordem do dia e da Proposta da Administração referentes à AGO, nos termos divulgados aos acionistas em 20 de fevereiro. “A companhia continuará a monitorar diariamente a evolução do quadro e, em data mais próxima à da realização da sua AGO, avisará oportunamente seus acionistas sobre as medidas preventivas que venham a ser tomadas com relação à realização e aos trabalhos da AGO, visando a preservação das condições de segurança, ou, se for o caso, sobre eventual novo direcionamento, em razão de novas orientações normativas à ocasião.”

Susep regulamenta registro de operações em seguros

A medida, que ainda depende de regulamentação complementar, valerá inicialmente para o seguro garantia

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciará a operação do sistema de registro de operações no setor de seguros. A norma determina que as entidades supervisionadas pela autarquia efetuem o registro de suas operações de seguro, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro em sistemas de registro previamente homologados pela autarquia.

A medida, que ainda depende de regulamentação complementar, valerá inicialmente para o seguro garantia e se estenderá progressivamente para outros segmentos. A implementação completa se dará em até três anos. Conforme a resolução, as entidades supervisionadas devem efetuar o registro de suas operações em sistemas de registro previamente homologados e administrados por entidades registradoras credenciadas pela Susep.

O modelo adotado pela Susep toma como referência sistemas e normas já adotados no Brasil por instituições como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Uma das metas do projeto é garantir maior transparência ao mercado e ao consumidor. “O registro de operações permitirá a modernização sistemática da forma como os dados são enviados para a Susep”, explica o diretor Vinícius Brandi. “Espera-se que o envio se torne mais ágil e eficiente”, diz.

A efetivação da automatização, demanda que tramitava por mais de uma década na Susep, está sendo viabilizada pelo investimento em modernização e tecnologia que a organização vem implementando desde o ano passado. “A redução de custos de observância é um dos objetivos do projeto, bem como a eficiência em processos como o monitoramento. Através dos dados, a Susep poderá estabelecer políticas regulatórias mais assertivas”, informa o chefe do Departamento de Tecnologia da Informação da autarquia, Leonardo Brasil. “A transparência é um dos pilares da Susep”, lembra.

O conteúdo do registro deverá conter, no mínimo, informações que permitam a apuração dos riscos inerentes à operação, segmentados de acordo com principais características dos objetos segurados e das coberturas contratadas, a apuração dos fluxos financeiros da operação, identificação das partes envolvidas e das características dos eventos e transações registrados. Os prazos para o registro são estabelecidos conforme a complexidade das operações.

A Susep avançará ainda na regulamentação complementar, indicando, por exemplo, as regras de credenciamento das entidades registradoras e de homologação dos sistemas de registro, entre outras determinações.

COVID-19: PIB brasileiro tem previsão de queda de 0.7% para 2020

Economistas da Euler Hermes divulgam nova análise sobre os impactos do corona vírus na economia mundial

Fonte: Euler Hermes

O grupo de economistas internacionais da Euler Hermes, especialista líder mundial em seguro de crédito e especialista em seguro garantia, lançou nessa segunda-feira (23) um novo comunicado atualizando informações sobre o cenário econômico global em face do efeito cascata gerado pelas medidas para conter o avanço do COVID-19.

Em documento assinado pelo economista-chefe da Euler Hermes, Ludovic Subran, Alexis Garatti (Chefe de Pesquisa Econômica), Ana Boata (Chefe de Pesquisa Macroeconômica) e Eric Barthalon (Chefe de Pesquisa de Mercado de Capitais), a previsão é que o surto de COVID-19 forçará os governos a colocar o mundo em uma pausa sem precedentes, por pelo menos três meses, para achatar a curva de contágio.

De acordo com o documento, medidas extraordinárias foram adotadas em tempos extraordinários para aplainar a curva de recessão e os economistas esperam uma forte recessão global no primeiro semestre de 2020 na grande maioria das economias desenvolvidas e emergentes. Na América Latina, a previsão é de que o PIB tenha uma queda de -1.2pp e para o Brasil a expectativa é de 0.7% para 2020.

Para os economistas, a recuperação em todo o mundo deve ser em forma de “U”. Isso por conta das inúmeras medidas tomadas ao longo das últimas semanas. Desde 1,11 bilhão de euros do BCE às provisões de liquidez de 1,5 bilhão de dólares do Fed, até respostas fiscais favoráveis às empresas em todo o mundo, fornecendo de 0,5 a 1,2pp de alívio ao crescimento, dependendo do país, o objetivo tem sido enfrentar a crise do fluxo de caixa. No entanto, o custo de contenção pode chegar a um choque de 20 a 30% para cada economia por um mês, tomando como exemplo a situação chinesa.

Além disso, o custo de um quarto de interrupção no comércio global deve ser de US $772 bilhões, já que a UE e os EUA adotam fortes medidas de confinamento, incluindo severas restrições nas fronteiras. Segundo os analistas, a recuperação, iniciada no segundo semestre de 2020, certamente será proporcional ao choque, com um excesso inflacionário temporário.

Expectativas de queda

Os resultados dos economistas da Euler Hermes sugerem que, para cada mês de confinamento, o PIB real pode cair de -7% a -10%, com uma perspectiva de retorno gradual aos níveis normais de atividade até o final de junho, com metade das perdas mensais restauradas em maio e 80% a 90% das perdas restauradas em junho.

Swiss Re tem exposição de US$ 250 milhões no cancelamento dos Jogos Olímpicos

Fonte: Com agências internacionais

A Swiss Re tem uma exposição de cancelamento de eventos de US$ 250 milhões aos Jogos Olímpicos de Verão de Tóquio e enfrenta outros passivos em potencial após o surto de coronavírus. A resseguradora com sede em Zurique também possui outros milhões de “três dígitos” em exposições a eventos programados e uma participação de mercado geral de cerca de 15% em relação ao gerenciamento e cancelamento de eventos, a coberturas de eventos específicas que poderiam ser reivindicadas devido ao COVID-19, disse o diretor financeiro do grupo, John Dacey, durante a teleconferência anual da Swiss Re em 2019.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para adiar a realização dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, por um ano devido à pandemia do coronavírus, segundo a emissora pública japonesa “NHK”.

Dacey assumiu que, embora seja muito cedo para prever as perdas relacionadas com o seguro de interrupção de negócios, “a grande maioria das coberturas de bens e interrupção de negócios tem como base para serem acionadas a existência de danos físicos”. Os cancelamentos por conta da Covid-19 não seriam ativados por danos físicos ou materiais e, por isso, “podem ter sublimites específicos que preveem coberturas modestas, independentemente das perdas físicas”, esclareceu.