Thinkseg registra aumento de consultas e vendas mesmo com lockdown por Covid-19

thinkseg pay per use

Orçamento mais apertado e pouco uso do carro, consumidor busca alternativas ao seguro tradicional

Nascer digital trouxe um ganho e tanto para algumas companhias. Uma delas é a insurtech Thinkseg. Segundo o CEO Andre Gregori, as operações 100% digitais estão registrando aumento de demanda no Brasil e no mundo. Ele cita dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), que apontam que algumas lojas virtuais chegaram a registrar um aumento de mais de 180% em transações em categorias  como alimentos, bebidas, beleza, saúde e eletrônicos. “Seguindo esta tendência, a Thinkseg, como operação digital com proposta inovadora, também registra o aumento de consultas e vendas 100% online de seus serviços. Um dos destaques é o seguro auto Pay Per Use (PPU)”, conta ele nesta entrevista exclusiva ao blog Sonho Seguro.

A Thinkseg entrou nesta crise de forma diferenciados por já nascer digital?

Exatamente isso. O time de 60 profissionais da Thinkseg está trabalhando 100% em home office. Toda essa adaptação, com equipamentos, aplicativos e internet na casa de cada um deles foi executada em um final de semana. Temos facilidade, pois nascemos digitais. Vídeo conferência, home office, comunicação via aplicativo slack, tudo integrado, por exemplo, já faziam parte da cultura da empresa.

Quais os efeitos sentidos nestes 35 dias de isolamento que pararam a economia?

As vendas na segunda metade de março do PPU superaram em 150% a quinzena anterior. E, agora, observa-se que segunda metade de abril – ainda sem acabar – já supera em 170% as vendas dos primeiros quinze dias deste mês. O ritmo de incremento tem ocorrido com constância semanal. Isso porque, aos poucos, as famílias estão percebendo que levará tempo para a antiga rotina ser retomada e,  mesmo depois que retornem às atividades, vêem no modelo PPU uma forma de manter seu patrimônio protegido, porém sem pagar mais por isso. De concreto, hoje, temos as escolas cumprindo o planejamento com aulas online e os pais estão trabalhando em home office. E o carro está ali parado na garagem, praticamente, sem rodar.

O orçamento reduzido das famílias tem ajudado na busca de novas alternativas de seguros…

Sim. Quando a família pesquisa cortes nas despesas do orçamento familiar, descobre o seguro auto Pay Per Use, agora, com assinatura básica mensal de R$ 25,00 para carros populares. Funciona nos moldes da assinatura da Netflix ou Spotfy, com diferentes faixas de planos. No PPU, a assinatura e os kms rodados do período são cobrados mensalmente. Por isso que se a pessoa rodar poucos kms vai pagar muito menos. Vale a pena para aqueles que vão sair pouco de casa com o carro.

Com qual cenário trabalha para definir suas estratégias para a companhia?

As pessoas vão ganhar menos nos próximos meses e também vão evitar a circulação em locais movimentados até que se descubra alguma vacina ou medicamento eficaz contra o Covid-19. Até lá, vamos priorizar produtos com tíquetes baixos que caibam no bolso do consumidor. Todos sempre com contratação 100% online, adquiridos  de modo rápido, em questão de minutos.

O que já fez para clientes, parceiros e funcionários?

Com a pandemia, foram tomadas três medidas no grupo Thinkseg: 

1)redução significativa da mensalidade do seguro auto Pay Per Use e também do valor cobrado nos quilômetros rodados;

2)negociação de redução de percentual dos salários dos funcionários;

3)aumento de parcerias para colocação de mais produtos Pay Per Use em outros ramos de seguro por meio da plataforma de marketplace Bidu

4) Criação do Canal Bidu ao Vivo para o produto de Vida, onde uma consultora especializada tira dúvidas do Seguro de Vida todos os dias, ao vivo, através das plataformas digitais de comunicação e redes sociais, como Youtube e Facebook.  

Aderiu à algum movimento como doações, não demita ou recontrate?

Os acionistas da Thinkseg têm feitos doações para as pessoas mais necessitadas, mas pede para que isso não seja mencionado. 

Os bancos temem uma forte inadimplência nos empréstimos pessoais e corporativos pela queda de renda. Isso afetará as seguradoras também, não acha?

Com certeza no que diz respeito ao tamanho do mercado. Já estamos vendo notícias que o setor diminuiu cerca de 35% pelo menos. O que se vê é um movimento de “proteção de portfolio” e outras medidas que visam à eficiência operacional, principalmente, a digitalização em prol da manutenção dos colaboradores, assim como fizemos. Na Thinkseg, entre março e abril, a assinatura mensal na faixa básica do Pay Per Use, voltada aos carros populares, caiu de R$ 85,00 para R$ 25,00 para os clientes novos e os antigos. Também houve redução do valor do quilômetro rodado, apurado por inteligência artificial. Considerando o menor valor de assinatura e o desconto no quilômetro, registramos redução de preço em até 70%, conforme a categoria do Pay Per Use, para ficar adequado a esse momento difícil da economia.

E os outros seguros?

É importante ressaltar que nem todas as modalidades de seguros são afetadas em momentos de crise. A demanda por cyberseguros continua alta. O seguro de garantia judicial está sendo bastante demandado. Também vemos aumento de interesse pelo seguro de vida por conta da cobertura de “doenças graves”, como por exemplo, embolia pulmonar que pode ser consequência do Covid-19. O fato é quando a economia não cresce, há menos consumo. Então, as seguradoras buscam alternativas, com produtos adequados ao momento do cliente.

Concorrentes revelam que as vendas caíram 70% no ramo auto tradicional. E na Thinkseg?

Na Thinkseg, o seguro auto Pay Per Use, por ser diferenciado e adequado ao isolamento social (as pessoas rodam pouco com o carro), as consultas e as vendas estão aumentando a cada quinzena. Houve 150% vendas a mais na segunda metade de março, quando comparada aos primeiros 15 dias do mês. Já em abril, observamos que a segunda quinzena (ainda sem acabar) superou em 170% a primeira metade deste mês.  Esses números mostram que as pessoas, em casa, estão pesquisando produtos adequados, considerando preço e rodagem,  ao estilo de vida delas nos momento.

O que espera deste ano?

Os números do Banco Central já indicam economia sem crescimento no País e até recessão. As pessoas terão dificuldade de crédito. Continuaremos com foco em produtos com baixo tíquete, no modo “Pay Per Use”(Pague pelo Uso) em outros segmentos que ainda não podem ser divulgados.

Operadoras da FenaSaúde decidem não aderir ao programa de R$ 15,5 bilhões da ANS

Comunicado à imprensa informa que a adesão se tornou inviável devido às contrapartidas determinadas pela ANS.

Leia a íntegra:

Ao longo das últimas semanas, a FenaSaúde, representando 16 grupos de operadoras de seguros e planos de assistência à saúde privados, empregou seus melhores esforços para tornar viável a proposta de utilização de parte das reservas e provisões mantidas pelas associadas para fazer frente a situações de excepcionalidade como a que estamos vivendo.

A FenaSaúde reconhece a dedicação e o empenho da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na busca por alternativas para conciliar a adequada manutenção da solvência das operadoras que atuam no setor com as demandas que a pandemia causada pelo novo coronavírus exige. 

No entanto, infelizmente, a extensão e a natureza das contrapartidas apresentadas pela ANS para o acesso aos recursos destas reservas e provisões acabaram por tornar inviável a sua utilização, nos moldes propostos.

As provisões técnicas são formadas ao longo do tempo exclusivamente com recursos das próprias operadoras. Sua importante função é garantir a solvência da operadora, algo particularmente relevante e necessário em momentos como os que estamos atravessando.

Diante das perspectivas de elevação significativa de gastos assistenciais no curto prazo, o desafio das associadas tem sido, cada vez mais, adequar seu fluxo de receitas, que tende a ser agravado pelo aumento da inadimplência, com a necessidade de continuar garantindo suporte financeiro tempestivo à rede de prestadores de serviços médico-hospitalares.

Os valores que vêm sendo mencionados, dando conta de uma suposta liberação de R$ 15 bilhões para as operadoras de planos e seguros de saúde privados, dão a falsa impressão de que se trata de recursos disponíveis e já liberados. Nem uma coisa, nem outra. Na realidade, a maior parte destes valores não seria “liberada” para uso das operadoras, mas tão somente teria permitida a gestão e movimentação de seus ativos garantidores, havendo sempre a necessidade de sua tempestiva recomposição.

Mediante o exposto, e sob criteriosa e detida análise, as associadas da FenaSaúde entenderam que não poderão assumir o compromisso de manter a cobertura ou deixar de cancelar contratos inadimplentes de forma indistinta até 30 de junho, como proposto pela ANS. 

A ampliação dos níveis de atrasos de pagamento e de inadimplência teria duplo e indesejável efeito: não só oprimiria o fluxo de caixa das empresas como também requereria esforço financeiro adicional das operadoras para ampliar os valores constituídos a título de provisão de devedores duvidosos, em estrita observância a normas prudenciais, contábeis e atuariais estabelecidas pela própria ANS.

Consideramos, pois, que o compromisso, nos termos propostos, poderia deflagrar uma crise de liquidez de proporções inestimáveis e certamente bastante danosas para o setor de saúde suplementar e, consequentemente, para o sistema de saúde brasileiro como um todo – com risco de escassez de recursos para o pagamento de hospitais, laboratórios, médicos, enfermeiros e demais prestadores e fornecedores da cadeia produtiva de saúde.

Assim, dentro do escopo proposto pelas contrapartidas estabelecidas no referido Termo de Compromisso, não haverá, neste momento, por parte das associadas à FenaSaúde uso dos recursos atualmente vinculados a reservas e provisões técnicas cuja liberação se pleiteava. 

É importante ressaltar que a decisão de não assinar o Termo de Compromisso foi tomada de maneira individual pelas operadoras, sem qualquer orientação da FenaSaúde.

Os recursos permanecerão onde estão: provisionados (de acordo com as normas contábeis, regulatórias e melhores práticas atuariais) para caso, em algum momento futuro, seja necessário fazer frente a incertezas relacionadas, entre outros riscos, a situações econômicas adversas. Não há, portanto, que se falar em “liberação” desses ativos, já que esta não mais ocorrerá, nas condições presentes.

Não obstante a não assinatura do termo, grande parte das operadoras associadas à FenaSaúde suspendeu por 90 dias, a partir de 1° de maio próximo, os reajustes das mensalidades dos planos médicos-hospitalares dos contratos individuais, coletivos por adesão e empresariais com até 29 beneficiários.

A FenaSaúde e suas associadas se manterão atentas à evolução do cenário de pandemia no país, permanecendo em busca de soluções junto ao órgão regulador para a estabilização do fluxo de caixa das operadoras – impactado por atrasos de pagamentos, cancelamentos de contratos inadimplentes e suspensão temporária de reajustes – para manter adiantamentos e pagamentos da rede de prestadores de serviços médico-hospitalares, assim como fazer frente à elevação esperada da sinistralidade decorrente da covid-19.

Live da Qualicorp e COPEDEM debatem papel do judiciário e planos de saúde

O papel do Judiciário, os direitos dos clientes de planos de saúde privados e a atuação das empresas de saúde durante a pandemia da COVID-19 foram os temas centrais da live realizada nesta sexta-feira (24/04), pela Qualicorp e pelo Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (COPEDEM)

O ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), destacou que o STJ está conseguindo manter a qualidade do trabalho, mesmo em home office, e falou sobre a importância das restrições de distanciamento social. “Na Ordem Jurídica está o respeito à legislação e às regras estabelecidas pelas autoridades públicas com um objetivo comum: salvar a nação brasileira.”

A juíza federal Luciana da Veiga Oliveira (Tribunal Regional Federal da 4ª Região e Coordenadora do Comitê Executivo da Saúde do Conselho Nacional de Justiça do Paraná) ressaltou a recomendação da suspensão do reajuste por 90 dias feita pela FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) e ANAB (Associação Nacional das Administradoras de Benefícios). Além disso, a juíza destacou também as ações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para auxiliar no combate ao coronavírus.

“Novas diretrizes foram estipuladas para o momento da crise. Já em março deste ano, a ANS estabeleceu a inclusão do exame no rol de cobertura obrigatória pelos planos de saúde para os casos que se enquadrem como suspeitos ou prováveis de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. O próprio Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP) regulamentaram o uso da telemedicina. Em caráter excepcional, a ANS prorrogou os prazos máximos de atendimento para a realização de consultas, exames, terapias e cirurgias que não sejam urgentes, o que não impede, no entanto, a realização dos procedimentos, somente autoriza um prazo mais largo para atendimento.”, enfatizou a juíza.

Pablo Meneses, diretor executivo da Qualicorp e membro consultor da Comissão Especial de Direito Médico e da Saúde do Conselho Federal da OAB, destacou que uma das principais lições da pandemia é a mobilização dos setores públicos e privados em prol da sociedade.

“As empresas e os profissionais de saúde estão na linha de frente dessa batalha contra o coronavírus. As administradoras de benefícios, operadoras e seguradoras de saúde, hospitais e demais  prestadores de serviços deste segmento uniram forças para ajudar a população sem pensar em ganhos ou em concorrência. A tendência é que a humanização e a união estejam mais presentes nas organizações com foco na valorização da vida humana. Cada contribuição é muito importante, seja com doações financeira, de leitos, de materiais ou mesmo com recomendações para minimizar o impacto do coronavírus na vida das pessoas”, ressaltou o representante da Qualicorp.

O debate foi mediado pelo desembargador Marco Villas Boas, presidente do COPEDEM, e a coordenação do evento foi realizada pela professora Lourdes Gonçalves, diretora executiva do Centro de Memória Jurídica – Memory. O vídeo na íntegra está disponível no site www.qualicorpexplica.com.br/coronavirus .

Icatu reformula cursos online e gratuitos de finanças pessoais

ICATU_Rafael Caetano

As opções mais procuradas ensinam a fazer investimentos e a controlar o orçamento familiar

Fonte: Icatu

O período de distanciamento social necessário para conter o avanço do coronavírus pode ser produtivo e um bom momento para aprender algo novo. Atenta a esse novo cenário, a Icatu acaba de reformular seus cursos online gratuitos, em parceria com a FGV Online. O objetivo é contribuir com a educação financeira dos brasileiros através de uma linguagem fácil e didática em um momento oportuno: seja pelas mudanças trazidas pela Reforma da Previdência, que trouxe questões como a necessidade de poupar e se preparar para o futuro, assim como a popularização do acesso a soluções financeiras, o brasileiro vem se mostrando mais consciente e interessado em cuidar das finanças.

Agora os cursos contam com um novo design e estão mais dinâmicos, com explicações em vídeo e exercícios práticos, em uma linguagem fácil para quem busca aprender. São opções que ensinam a organizar o orçamento familiar, investir de acordo com cada perfil, planejar a aposentadoria e consumir de forma consciente, temas fundamentais para garantir uma vida financeira saudável. Só em 2019 foram mais de 100 mil inscritos, sendo os temas Como fazer investimentos (nível básico) e Como organizar o orçamento familiar os mais procurados. 

Especialista em pessoas, a seguradora acredita no propósito de ajudar a criar uma realidade onde cada vez mais brasileiros estejam financeiramente protegidos e assistidos em todas as fases da vida. Além dos cursos, a seguradora também disponibiliza conteúdo como simuladores que auxiliam no cálculo para o planejamento da aposentadoria e na escolha do tipo de declaração do imposto de renda. 

“Acreditamos que a educação financeira é a base para que as pessoas façam boas escolhas e possam viver o presente e planejar o futuro com mais qualidade e segurança. O material dos nossos cursos reúne temas fundamentais para garantir uma vida financeira saudável em qualquer momento ou fase da vida. E agora, que a população precisa estar em casa, é uma ótima oportunidade para aprender ou aprimorar o conhecimento”, afirma Rafael Caetano, diretor de marketing da Icatu Seguros.

Para conferir os cursos, acesse o site institucional (www.icatu.com.br), clique em “Sobre a Icatu” e “Educação Financeira”.

Liberty doa 500 mil máscaras à saúde para combater Covid-19

Grupo também apoia empreendedorismo social para amenizar impactos da crise. Material será produzido por artesãs da Rede Asta e destinado a hospitais públicos de SP e RJ, além de apoiar comunidades carentes com cestas básicas e kits de higiene

A Liberty Seguros, atenta às necessidades atuais e urgentes da sociedade durante a pandemia do novo Coronavírus, anuncia ações de responsabilidade social especiais a fim de contribuir para atenuar os impactos da COVID-19, principalmente em populações mais vulneráveis neste momento, como os profissionais de saúde, idosos e comunidades carentes.

“Desde o início da crise, agimos colocando as pessoas em primeiro lugar, cuidando dos nossos funcionários, clientes e corretores. Agora, focamos nossos esforços para promover uma série de ações de responsabilidade social com o propósito de ajudar grupos impactados diretamente pelas dificuldades e riscos desta pandemia. Sempre fomos uma companhia muito comprometida com a sustentabilidade, e em momentos de crise como esse, temos uma responsabilidade maior, mas também o poder de fazer a diferença de alguma forma na vida das pessoas”, diz Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros.

Confira as principais iniciativas da seguradora:

Proteção aos profissionais de saúde 

A Liberty irá doar 250 mil máscaras à hospitais públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro, através da Rede Asta, um negócio social que transforma artesãs em situação de vulnerabilidade em empreendedoras. O projeto auxilia e incentiva o empreendedorismo feminino e a responsabilidade ambiental, já que transforma resíduos em produtos bons, bonitos e do bem.

Outras 250 mil máscaras serão destinadas às unidades da Santa Casa através do Fundo Emergencial de Saúde, uma das principais organizações destinadas a arrecadação de itens de primeira necessidade para combate da pandemia. 

Cruz Vermelha móvel e segura

Em parceria com a Volvo, a companhia também dará apoio à Cruz Vermelha, uma das principais instituições de ajuda humanitária do Brasil e do mundo. Nesta ação, que ocorrerá até dia 30 de maio em diversas regiões do Brasil, a Liberty Seguros irá segurar, gratuitamente, os automóveis de concessionárias da Volvo que serão disponibilizados para serviços da Cruz Vermelha. Serão diversos modelos da marca cedidos para a instituição para atuação mais abrangente, como SUVs, XC40, XC60 e XC90, todos cobertos e atendidos pelas assistências da seguradora. 

Apoio a comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica 

A companhia também promove um financiamento coletivo com objetivo de arrecadar  R$125mil entre doações, que serem convertidos em doações destinadas a duas frentes: saúde através da doação de mais de 2 mil kits de higiene destinados aos lares de idosos Velho Amigo, Instituto Pinheiro e Liga Solidária e alimentação por meio da doação de 3 mil cestas básicas contribuindo para a “Ação contra o Coronavírus” realizada pela Ação Cidadania, ONG fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza. 

Funcionários e corretores parceiros também podem contribuir com o crowdfunding. A cada doação realizada, a Liberty irá fazer um aporte correspondente ao mesmo valor da contribuição, no valor de R$75 mil. 

Carinho que dispensa proximidade

Em uma situação de isolamento social, um gesto de carinho e atenção tem muito valor, por isso a companhia criou a iniciativa Abraço Virtual, na qual seus funcionários podem trocar cartas e vídeos com os idosos atendidos por instituições sociais de São Paulo, contribuindo para seu bem-estar emocional em um momento tão crítico.

Reconhecimento para a linha de frente

Quase 100% dos funcionários da companhia estão trabalhando remotamente, entretanto, existem áreas e parceiros, como prestadores de assistência 24 horas, por exemplo, que demandam atendimento presencial dos profissionais, além da equipe de apoio que tem que trabalhar da Matriz para garantir a operação remota. Por isso, a Liberty presta homenagem a esses profissionais que estão trabalhando ativamente nas ruas ou no escritório.

Nesta ação, a seguradora incentiva que colaboradores mandem mensagens de apoio e notas de agradecimento aos funcionários na linha de frente por meio de mensagens escritas.

Para saber mais sobre as iniciativas, basta acessar: https://www.libertyseguros.com.br/covid-19.aspx

Chubb divulga balanço e CEO avisa: “Pagaremos o que devemos”

“Pagaremos o que devemos”, disse o CEO Evan Greenberg, em relação a avalanche de pedidos para cobertura de interrupacao de negócios

A Chubb registrou lucro líquido de US$ 252 milhões no primeiro trimestre, comparado a US$ 1,04 bilhão um ano atrás, devido a redução de mais de US$ 900 milhões nas perdas líquidas realizadas ajustadas, de acordo com comunicado divulgado na última terça-feira. Durante teleconferência com analistas, o CEO Evan Greenberg disse que o primeiro trimestre “seria um evento de ganhos para a Chubb” e não ameaçaria o balanço da empresa. A pandemia do COVID-19 provavelmente prejudicará as empresas comerciais menores, mais do que as empresas de médio porte, disse Greenberg.

Os prêmios líquidos de seguros gerais aumentaram 8,9%, para US$ 7,3 bilhões, e a receita de subscrição de aumentou 9,3%, para US$ 778 milhões, segundo o comunicado da Chubb. “O ambiente de preços de seguros de bens continua firme em todo o mundo”, disse Greenberg. Ele acrescentou, no entanto, que “o ganho será impactado por uma redução nos prêmios por um período de tempo”, embora não se saiba quanto e por quanto tempo.

O Índice Combinado da Chubb para o primeiro trimestre de 2020 foi de 89,1% em comparação com 89,2% no trimestre do ano anterior, de acordo com o comunicado.

As perdas por catástrofe no primeiro trimestre totalizaram US$ 237 milhões, incluindo US$ 224 milhões para eventos climáticos e US$ 13 milhões relacionados à pandemia do COVID-19, que está sendo apontado como um evento separado e contínuo de catástrofe, informou o comunicado. As perdas de US$ 946 milhões após impostos compreendem principalmente US$ 560 milhões relacionados ao impacto negativo da marcação a mercado no portfólio de resseguros de renda variável da empresa, segundo o comunicado.

Em relação ao elevado número de acoes movidas por segurados que querem receber indenização por interrupção de negócios, Greenberg foi enfático: “Na indústria de seguros, na maioria das vezes, exceto para os clientes que a compraram a cobertura, a interrupção dos negócios não cobre o COVID-19” e requer perda ou dano físico direto. Os advogados de clientes, disse que tentariam “deturpar” o que está escrito nas apólices para criar o que não existe, algo que ele disse que o setor combateria com “unhas e dentes”. “Pagaremos o que devemos”, disse Greenberg.

Restaurantes na Flórida e Nova Jersey entraram com ações coletivas contra a Chubb Ltd. em um tribunal federal na segunda-feira (20), buscando cobertura para a perda de negócios relacionados ao coronavírus. “Se a Chubb desejasse excluir da cobertura como “perda ou dano físico” perda de uso de propriedade que não foi fisicamente alterada, poderia ter usado linguagem explícita afirmando tal definição de “perda ou dano físico”, afirmam documentos judiciais, segundo noticiam agencias internacionais de noticias e o portal Business Insurance.

A apólice “não contém nenhuma exclusão que se aplicaria para permitir que os réus negassem a cobertura por perdas causadas pelo COVID-19 e ações relacionadas de autoridades civis tomadas em resposta ao COVID-19”, afirma o processo. “Consequentemente, como o contrato é uma apólice do tipo “all risks” e não exclui especificamente as perdas sofridas pelo autor, essas perdas são cobertas.”

Um porta-voz da Chubb disse que a seguradora não comenta questões legais pendentes.

Valor: Seguradoras esperam disparada nos sinistros em meio à pandemia

Valor Econômico relata que o setor de seguros já espera um forte crescimento no volume de sinistros pagos aos clientes, com potencial de chegar a um dos maiores níveis da história. Em alguns ramos, especialistas esperam que as indenizações podem mais que dobrar, em comparação ao que vinha sendo desembolsado antes da crise.

Em geral, os contratos de seguros não incluem ressarcimento devido a pandemias, pelo risco incalculável que essas situações representam, mas as seguradoras estão analisando as apólices para entender, caso a caso, se há espaço para cobertura. “Cada contrato de seguro é único e vai prever determinadas coberturas e exclusões, mas os segurados vão apresentar notificações em produtos específicos”, diz Marcela Hill, advogada do escritório Campos Mello.

Historicamente, grandes catástrofes levam a um elevado pagamento de sinistros, como terremotos ou tsunamis, mas são pontuais e limitadas a países ou regiões. “Essa pandemia é globalizada. Pode ser um fato inédito para fins de sinistros de seguradoras e resseguradoras”, diz Jaqueline Suryan, também do escritório Campos Mello, acrescentando que os próprios segurados tendem a buscar compensação para riscos não cobertos.

Nos ramos como viagens e eventos, especialistas apontam que o aumento das indenizações pode chegar a 150%. Devido à covid-19, houve cancelamento de eventos como o torneio de Wimbledon – cujo valor do seguro foi estimado em mais de 100 milhões de libras – e as corridas de Fórmula 1. “O mercado parou. Estão esperando normalizar a pandemia e a crise para reavaliarem”, diz o diretor de linhas financeiras da Willis Towers Watson, Álvaro Igrejas.

Já no caso do seguro garantia, o aumento dos sinistros pode chegar a 70%, a depender de descumprimento contratual do tomador. Nessa modalidade, há casos de linhas ficando mais caras, o que deve ficar mais evidente nas próximas semanas, quando ocorrerão renovações de apólices. Jorge Sant’Anna, presidente da BMG Seguros, diz que o seguro garantia de performance deve ser mais impactado nessa crise.

Esse seguro ressarce o contratante de uma obra em caso de abandono, e muitas dessas construções devem começar a ter paralisação por falta de recursos dos governos e das empreiteiras, principalmente pequenas e médias. Grandes concessionárias, que operam estradas e aeroportos, também podem vir a ter problemas. “As seguradoras já estão com dificuldades em repassar o risco desse tipo de operação às resseguradoras internacionais, devido ao aumento do risco e de pagamento de indenizações pelo mundo”, disse Sant’Anna.

No ramo de vidas, em que a cobertura no caso de pandemias é excluída, algumas seguradoras decidiram pagar sinistro em caso de morte por covid-19. Neste grupo, está a MAG Seguros (ex-Mongeral Aegon), especializada em seguro de pessoas, que ainda não percebeu grande diferença em seus indicadores. “Temos alguns estudos, mas até agora não houve grande impacto. Os ramos mais afetados são as coberturas por morte e internações, e, em um segundo nível, as coberturas de invalidez”, afirmou o diretor de serviços de marketing da empresa, Leonardo Lourenço.

As seguradoras ainda não publicaram estatísticas com relação aos aumentos efetivos de sinistros em 2020. No ano passado, a receita anual de prêmios do mercado foi de R$ 119,3 bilhões, alta de 5,76% em comparação a 2018, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Já o pagamento de sinistros foi de R$ 47,7 bilhões – crescimento anual de 5,5%. Os ramos de viagens e eventos pagaram R$ 275,5 milhões e R$ 303 milhões em indenizações, respectivamente, no ano passado.

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Seguros (CNseg), Márcio Coriolano, não tem sido verificada uma demanda maior por sinistros, e um “boom de indenizações” não está em seu cenário. Setores pressionados, em sua opinião, têm instrumentos para mitigar os riscos. Ele diz que as seguradoras que estão optando por pagar os sinistros, no caso dos seguros de vida, fizeram os cálculos para isso. “É mandatório que haja um cálculo dessa natureza. A seguradora olha o cliente dela, a capacidade de fazer essa cobertura, calculando como recuperar de outra forma e fazer provisões”, afirmou.

De qualquer forma, o cenário daqui para frente pode ser de mais restrição das seguradoras. O advogado Fábio Ramos, sócio do Bichara Advogados, afirma que as novas apólices devem ser adaptadas para excluir expressamente eventos mais catastróficos, caso das pandemias e endemias. Foi o caso do atentado às torres gêmeas do World Trade Center, de 11 de setembro de 2001. Depois dele, as apólices passaram a adotar a exclusão de eventos terroristas. “Não acho difícil que venham exclusões mais categóricas”, disse

Susep inicia recadastramento de corretores atuais e novos

Os corretores que possuem registro profissional anterior a MP 905/2019 terão um prazo de 90 dias para fazer o recadastramento, conforme Circular Susep 602/2020, publicada hoje

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) decidiu dar início ao processo de recadastramento dos corretores de seguro que já possuíam registro profissional anterior à publicação da MP 905/2019. A decisão veio com a live realizada pela superintendente da autarquia, na última quarta-feira (22), no lançamento da plataforma.

Com os questionamentos e contribuições realizadas pelos próprios corretores e o início do funcionamento do sistema, foi percebido que seria mais eficiente se o recadastramento fosse iniciado em conjunto com o cadastramento dos novos corretores, propiciando assim, uma base de dados única e uma redução significativa dos erros que o sistema estava apresentando em casos de consulta à base antiga.

O recadastramento é uma obrigação da Susep, estabelecida pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e estava sendo adiado desde de 2017, quando foi realizado o último recadastramento do corretor de seguros para pessoa física (Circular 552/2017). Já o último recadastramento do corretor de seguros de pessoa jurídica foi realizado em 2009 (Circular 370/2008).

Durante o encontro, que foi promovido para criar um canal de diálogo direto e transparente da autarquia com os profissionais do setor, e contou com a participação da superintendente Solange Vieira e do procurador chefe Igor Lourenço, os corretores levantaram uma série de questões referentes ao recadastramento de profissionais já cadastrados.

A Susep compreendeu a relevância dos pontos apresentados e atentou para a necessidade de reorganizar o processo, com a antecipação do recadastramento dos profissionais. O novo processo é online e gratuito. Assim que o cadastro é finalizado, o corretor recebe um novo número de registro por e-mail, e o número antigo perde a validade. Os corretores que possuem registro profissional anterior a MP 905/2019 terão um prazo de 90 dias para fazer o recadastramento, conforme Circular Susep 602/2020, publicada hoje.

As evoluções promovidas nesta etapa são parte de um conjunto de ações para modernização do mercado que vêm sendo implementadas pela Susep. Os profissionais podem esclarecer eventuais dúvidas sobre o novo sistema dentro da própria plataforma ou utilizando o e-mail corretores@susep.gov.br.

Omint produz conteúdos exclusivos sobre testes rápidos

Médicos e diretores dos principais prestadores Omint esclarecem dúvidas sobre a aplicabilidade, eficácia e metodologia dos testes, além das circunstâncias mais adequadas para cada tipo de exame 

Fonte: Omint

Diante do avanço do novo coronavírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a aplicação dos testes rápidos como forma de controle da pandemia. No Brasil, os primeiros testes rápidos, método que usa uma tecnologia capaz de apresentar resultados em até 15 minutos e exigem menos profissionais para operar o processo, começaram a ser aplicados em diversos Estados.

Com esse novo recurso de diagnóstico, a Omint, assumindo seu protagonismo na gestão da saúde e sua responsabilidade social de disseminar informações de qualidade com fontes referenciadas, lança mais uma série de vídeos e conteúdos exclusivos sobre os tipos de testes, com especialistas debatendo sobre a eficácia deles no diagnóstico do novo coronavírus. “Mais uma vez, reunimos os diretores e médicos dos nossos credenciados, que constituem os principais hospitais e laboratórios do Brasil para, de forma didática, esclarecerem as principais dúvidas e pontos de atenção sobre a utilização dos testes rápidos, além das diferenças entre nomenclaturas e metodologias”, explica Marcos Loreto, diretor Médico Técnico da Omint.

Entre os pontos abordados pelos especialistas, estão: as diferenças entre testes moleculares e sorológicos, as distinções entre exames sorológicos de laboratório e testes rápidos, em que período da infecção é mais adequada a utilização de cada um deles, quais as circunstâncias mais aderentes para o uso de cada teste, os pontos a serem considerados quanto à eficácia dos exames, além de explicações sobre os marcadores de anticorpos no organismo: IgA, IgM e IgG.

Até o momento foram veiculados vídeos apresentados por:  Dr. Cristovão Mangueira (Diretor Médico do Departamento de Patologia Clínica e Anatomia Patológica do Hospital Israelita Albert Einstein); Dr. David Salomão Lewi (Infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein); Dr. Edgar Gil Rizzatti (Direto Técnico Médico do Grupo Fleury) e Dr. Gustavo Campana (Diretor Médico da DASA), além de um compilado com os melhores momentos dos esclarecimentos prestados pelos especialistas.

Utilidade Pública

Assumindo sua responsabilidade social em colaborar para a disseminação de informações de utilidade pública com fontes altamente qualificadas, a Omint inclui essa nova onda de vídeos em seu hotsite com informações exclusivas sobre o novo coronavírus, reunindo todos os vídeos com diretores e médicos de seus principais prestadores, que atuam nos mais importantes hospitais e laboratórios do Brasil. 

Além disso, a Omint lançou recentemente um podcast com especialistas de sua rede credenciada com conteúdo sobre o coronavírus. A playlist está disponível no Spotify com áudios curtos e objetivos. Nas redes sociais – FacebookInstagram e LinkedIn, o plano de saúde também disponibiliza vídeos com orientações sobre a doença.

Artigo: Construindo uma plataforma segura que ajuda a combater o crime cibernético

Por Zurich

Os cibercriminosos estão mais bem equipados e mais prolíficos do que nunca – a única maneira de combater a crescente ameaça é ficar esperto e vencê-los em seu próprio jogo

O ano de 2020 foi um alerta para todas as empresas que ainda estão atrasadas na curva digital. Como centenas de milhões de pessoas estão trabalhando em casa, nas circunstâncias sem precedentes causadas pela crise do COVID-19, as medidas de segurança cibernética foram estendida até o limite e os criminosos perceberam as oportunidades.

Embora muitas empresas já tenham aproveitado as oportunidades trazidas pela transformação digital – Inteligência Artificial (AI), redes móveis sem fio de quinta geração (5G) e a crescente disponibilidade de energia computacional barata -, elas não são as únicas a colher os dividendos.

Os cibercriminosos estão utilizando da mesma tecnologia para seus próprios fins maliciosos – sejam ataques cibernéticos, fraude de dados, roubo ou todos os itens acima.

Os ciberataques à infraestrutura crítica afetaram setores como os de energia, saúde e transporte. Enquanto isso, a mudança quase universal das organizações para um modelo de ecossistema – parcerias intrincadas e longas cadeias de suprimentos, possibilitadas pela computação em nuvem – colocou os setores público e privado em um maior risco de serem reféns dos cibercriminosos.

“Se olharmos para o COVID-19, o Coronavírus, há grandes semelhanças”, diz Philipp Hurni, Líder de Prática Global em Engenharia de Riscos Cibernéticos da Zurich Insurance Group. E explica: “você precisa estar ciente de que ele existe e ter uma higiene específica para impedir que você o pegue. E, se você o contraiu, como se tratar e se recuperar? Isto é exatamente a mesma forma de como o ransomware está sendo espalhado – como vimos com o WannaCry e o NotPetya -, na medida em que há uma ampla gama de informações que você precisa conhecer para enfrentá-lo”.

Além da pandemia, que virou a vida das pessoas de cabeça para baixo este ano, há outros paralelos entre os riscos tradicionais – como incêndio e inundação – e a maneira como o ransomware afeta os negócios. “Incêndios e inundações não se importam se causam danos ou não, enquanto um cibercriminoso se adaptará a isso”, afirma Hurni.

“As empresas têm seu seguro contra incêndio e responsabilidade civil, mas o seguro cibernético precisa estar próximo disso, porque esses desastres podem ser verdadeiramente catastróficos para o seu negócio”, acrescenta Hurni.

Segundo o executivo, todo mundo sabe que uma fábrica em chamas significa uma grande perda, porque atrapalha a produção comercial. Porém, nem todo executivo entende que os problemas cibernéticos podem ser ainda mais desastrosos, pois podem afetar muitos locais diferentes ao mesmo tempo.

“A ameaça de crime cibernético é, de muitas maneiras, ainda maior por estar em constante evolução. Incêndios e inundações não se importam se causam danos ou não, enquanto se um criminoso cibernético não for bem-sucedido, ele se adaptará e voltará a atacar com técnicas diferentes”, diz.

No entanto, aderir aos modelos tradicionais herdados da tecnologia da informação (TI) – desenvolvidos internamente e de forma mais fácil, protegidos contra riscos externos – não é mais viável para os negócios modernos. Mais de 75% dos líderes empresariais acreditam que os ecossistemas serão os principais disruptores dos modelos de negócios nos próximos cinco anos.

O risco pode ser gerenciado com sucesso, no entanto. O ponto de partida é reconhecer que cada empresa agora possui um grande “fator de dependência de tecnologia da informação”. Isso inclui os provedores de nuvem nos quais os aplicativos comerciais estão sendo executados, funções comerciais terceirizadas, como ferramentas de gerenciamento de RH ou processadores de pagamento e a cadeia de suprimento físico automatizada, cada vez mais direcionada por TI, de matérias-primas e peças.

Você precisa criar uma estrutura formal para identificar e gerenciar o risco

Embora o perigo representado por esse admirável mundo digital seja real e evidente, ele tem sido um risco “crescente”, aumentando ano após ano, com as etapas da cadeia de valor cada vez mais se tornando digitais. A maioria das empresas raramente conhecem totalmente o aumento do risco cibernético e, portanto, negligenciaram tomar contramedidas.

“Isso precisa mudar”, diz Hurni. “Primeiro, você precisa criar uma estrutura formal e recursos dedicados para identificar e gerenciar o risco. Também é necessário criar uma cultura de alfabetização digital em seus negócios e cadeia de suprimentos, para que todos entendam como o risco digital funciona para os ecossistemas. É preciso aprender e ensinar sempre, porque os cibercriminosos estão se tornando especialistas em engenharia social, espionando ecossistemas inteiros e, depois, invadindo uma organização para lançar um ataque ainda maior”.

“Mesmo assim, algumas pessoas ainda clicarão em um link de malware e eles infectarão sua máquina. Portanto, é necessário haver um sistema de monitoramento constante, com pessoas e processos para detectar violações e reagir rapidamente – porque você pode conter a severidade de um ataque cibernético drasticamente usando de resposta e recuperação rápidas”, afirma.

O mesmo nível de vigilância é necessário em todo o ecossistema, com medidas tomadas para garantir que fornecedores e parceiros mantenham sua própria “higiene digital”. Essa tensão contínua entre empresas e cibercriminosos só vai aumentar. Os ataques de ransomware – facilmente a maior ameaça cibernética hoje em dia – aumentaram 41% no ano passado. No entanto, a probabilidade de ser condenado por esses crimes é muito baixa.

Atualmente, os criminosos podem terceirizar o ransomware como um serviço

E, longe de ser uma reserva de especialistas em computação altamente inteligentes e instruídos, essa forma de crime organizado está aberta a qualquer pessoa.

“Anos atrás, você precisava ter um entendimento completo da tecnologia da informação para realizar ciberataques”, diz Oliver Delvos, Gerente global de subscrição cibernética da Zurich. “Mas, hoje em dia, os criminosos podem terceirizar o ransomware como um serviço da mesma forma que as empresas legítimas usam o Software como Serviço (SaaS). Os profissionais do ramo de crimes cibernéticos lidam com muitas tarefas individuais necessárias para realizar um ataque cibernético, fornecendo o malware e as listas de possíveis vítimas. Um ecossistema criminal foi criado com qualidade e profissionalismo amplamente aprimorados e, como o pagamento é feito com criptomoedas, os criminosos podem permanecer completamente anônimos”.

“Você quase não precisa de nenhum conhecimento ou experiência para ser um cibercriminoso de sucesso – você pode basicamente ficar como apoio e usar as ferramentas fornecidas por eles”, acrescenta Delvos.

Este é apenas o começo. O Relatório Global de Riscos 2020, produzido pelo Fórum Econômico Mundial em colaboração com a Zurich, classifica os ataques cibernéticos como o segundo risco mais preocupante para as empresas globais na próxima década.

Atualmente, já vemos métodos de inteligência artificial aplicados em técnicas de ataques cibernéticos – mas eles ainda estão começando. Na próxima década, essas tecnologias amadurecerão e o desenvolvimento da computação quântica poderá permitir que os cibercriminosos quebrem a maior parte da criptografia de ponta atualmente em um futuro não muito distante. Portanto, é obvio que o problema cibernético se tornará bem mais complexo e desafiador. O tempo para agir e implementar um contra plano abrangente está efetivamente sobre nós.

Principais tópicos:

  • O risco cibernético é maior do que nunca – e cresce exponencialmente
  • A transformação digital é uma força para o bem e para o mal
  • Muitas empresas subestimam o risco cibernético
  • As contramedidas precisam ser abrangentes, multifacetadas e apoiadas com financiamento e apoio da diretoria