“Pagaremos o que devemos”, disse o CEO Evan Greenberg, em relação a avalanche de pedidos para cobertura de interrupacao de negócios
A Chubb registrou lucro líquido de US$ 252 milhões no primeiro trimestre, comparado a US$ 1,04 bilhão um ano atrás, devido a redução de mais de US$ 900 milhões nas perdas líquidas realizadas ajustadas, de acordo com comunicado divulgado na última terça-feira. Durante teleconferência com analistas, o CEO Evan Greenberg disse que o primeiro trimestre “seria um evento de ganhos para a Chubb” e não ameaçaria o balanço da empresa. A pandemia do COVID-19 provavelmente prejudicará as empresas comerciais menores, mais do que as empresas de médio porte, disse Greenberg.
Os prêmios líquidos de seguros gerais aumentaram 8,9%, para US$ 7,3 bilhões, e a receita de subscrição de aumentou 9,3%, para US$ 778 milhões, segundo o comunicado da Chubb. “O ambiente de preços de seguros de bens continua firme em todo o mundo”, disse Greenberg. Ele acrescentou, no entanto, que “o ganho será impactado por uma redução nos prêmios por um período de tempo”, embora não se saiba quanto e por quanto tempo.
O Índice Combinado da Chubb para o primeiro trimestre de 2020 foi de 89,1% em comparação com 89,2% no trimestre do ano anterior, de acordo com o comunicado.
As perdas por catástrofe no primeiro trimestre totalizaram US$ 237 milhões, incluindo US$ 224 milhões para eventos climáticos e US$ 13 milhões relacionados à pandemia do COVID-19, que está sendo apontado como um evento separado e contínuo de catástrofe, informou o comunicado. As perdas de US$ 946 milhões após impostos compreendem principalmente US$ 560 milhões relacionados ao impacto negativo da marcação a mercado no portfólio de resseguros de renda variável da empresa, segundo o comunicado.
Em relação ao elevado número de acoes movidas por segurados que querem receber indenização por interrupção de negócios, Greenberg foi enfático: “Na indústria de seguros, na maioria das vezes, exceto para os clientes que a compraram a cobertura, a interrupção dos negócios não cobre o COVID-19” e requer perda ou dano físico direto. Os advogados de clientes, disse que tentariam “deturpar” o que está escrito nas apólices para criar o que não existe, algo que ele disse que o setor combateria com “unhas e dentes”. “Pagaremos o que devemos”, disse Greenberg.
Restaurantes na Flórida e Nova Jersey entraram com ações coletivas contra a Chubb Ltd. em um tribunal federal na segunda-feira (20), buscando cobertura para a perda de negócios relacionados ao coronavírus. “Se a Chubb desejasse excluir da cobertura como “perda ou dano físico” perda de uso de propriedade que não foi fisicamente alterada, poderia ter usado linguagem explícita afirmando tal definição de “perda ou dano físico”, afirmam documentos judiciais, segundo noticiam agencias internacionais de noticias e o portal Business Insurance.
A apólice “não contém nenhuma exclusão que se aplicaria para permitir que os réus negassem a cobertura por perdas causadas pelo COVID-19 e ações relacionadas de autoridades civis tomadas em resposta ao COVID-19”, afirma o processo. “Consequentemente, como o contrato é uma apólice do tipo “all risks” e não exclui especificamente as perdas sofridas pelo autor, essas perdas são cobertas.”
Um porta-voz da Chubb disse que a seguradora não comenta questões legais pendentes.


















