Produtos de qualidade com preços mais acessíveis para a saúde suplementar voltar a crescer

Aperfeiçoamentos na lei e regras da ANS são importantes para planos de saúde recuperarem mercado e continuarem ajudando a desafogar o SUS, diz presidente da FenaSaúde

Fonte: FenaSaúde

A saída para o setor de saúde suplementar se recuperar da crise e voltar a crescer passa por lançar produtos com preços mais acessíveis para a população, reduzindo custos sem perder a qualidade. As ações incluem oferta de produtos com coparticipação e franquias assim como com abrangência apenas em micro regiões. Mas, sobretudo, são necessários aperfeiçoamentos na lei n° 9.656/1998, que regula o setor no país, para que as principais melhorias possam acontecer. 

“Passamos por várias crises e esta não será a última. Perdemos 3 milhões de beneficiários desde a crise que se seguiu ao governo Dilma. Desde então, a recuperação vinha muito lenta. Não se pode lançar produtos com menos coberturas do que aquelas do rol [de procedimentos de cobertura obrigatória estabelecido pela ANS], cujo escopo vem aumentando ao longo dos anos”, afirmou o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, na abertura do Summit Internacional Americas, promovido pela UnitedHealth Group Brasil, com o tema “Lições da Covid-19”, realizado nesta quinta-feira (23/7).

Como consequência da crise, Amoroso Lima prevê perda de 380 mil beneficiários com cobertura médica e 500 mil com cobertura odontológica, apenas no primeiro semestre deste ano. São pessoas que, sem alternativa, possivelmente pressionarão ainda mais a demanda pelos serviços públicos fornecidos pelo Estado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse contexto, o consumidor também precisa tomar cuidado com uma série de produtos lançados no mercado, mas que não podem ser considerados planos ou seguros de saúde. São verdadeiros “gato por lebre”, na avaliação do presidente da FenaSaúde: oferecem mensalidades baixas, mas não asseguram aos pacientes o acesso à ampla cobertura estabelecida na legislação e pela ANS que só os planos e seguros de saúde garantem.

Para Amoroso Lima, um fato que sempre precisa ser levado em consideração é o papel relevante da saúde suplementar para a sociedade, tanto agora durante a atual pandemia, quanto em tempos de normalidade. “Antes de entrar no mérito sobre se as operadoras estão ganhando ou perdendo, é preciso enfatizar que o setor está em pleno funcionamento, sem rupturas, entregando serviços e saúde de qualidade aos beneficiários. Cumprir os contratos não é mais que nossa obrigação, mas numa crise desta envergadura, não deixa de ser meritório e digno de menção”, disse, durante o painel “Como as operadoras vão se adaptar à perda de vidas conveniadas e downgrade de planos? Quais novos produtos podem e devem ser lançados no mercado? Como o governo e a ANS podem auxiliar?”

A redução de demanda observada nestes quatro meses de pandemia, explicou o presidente da FenaSaúde, afetou toda a cadeia de prestação de serviços de saúde. No período de março a maio de 2019 comparado a março a maio de 2020, a taxa de sinistralidade das operadoras caiu 10 pontos percentuais, segundo dados recentes da ANS. Mas já se observa reversão deste comportamento. “A tendência é que no curto/médio prazo a sinistralidade volte a 76%. O setor espera para os próximos meses o aumento de procedimentos que ficaram represados”.

Já a ANS tem sido bastante criticada no período atual, e por todos os lados, ressaltou Amoroso Lima. Entre as medidas que o órgão regulador poderia tomar para auxiliar o mercado está a flexibilização dos reajustes de planos individuais. “Se a sociedade quer de volta os produtos individuais, é preciso mudar as regras”, disse o presidente da FenaSaúde.

No evento, João Alceu Amoroso Lima dividiu a mesa virtual com o CEO da UnitedHealth Group Brasil, José Carlos Magalhães; com o ex-presidente do Banco Central e sócio fundador da Gávea Investimentos, Arminio Fraga, e com o CEO da Americas Serviços Médicos, Marco Costa. A moderação foi de Laís Perazo, CMO da UnitedHealth Group Brasil.

Victoria Werneck: podemos olhar para 2021 com certo otimismo, porém considerando muitos desafios

Economista-chefe da Icatu Seguros comenta em live a reforma tributária que foi enviada ao Congresso

A live da Icatu Seguros desta quinta-feira, 23, contou com a participação da economista-chefe da seguradora, Victoria Werneck, trazendo sua análise mensal do cenário econômico e um panorama futuro. Apesar da realidade de incertezas e uma lenta recuperação econômica, levando em conta que o mundo ainda está lidando com a pandemia, a sensação é de que podemos olhar para 2021 com certo otimismo, porém considerando muitos desafios. 

No contexto internacional, a previsão de crescimento do PIB para 2020 melhorou em alguns países. Nos Estados Unidos, enquanto no último mês a projeção indicava queda de 8%, agora o número é de -5,3%. Já para a China, há um crescimento projetado de 1,4%. Para o ano que vem, o FMI apresentou perspectivas mais positivas para todos os mercados, com um aumento de 5,4% no PIB global e de 5,9% nas economias emergentes. Victoria afirma que, embora seja difícil falar de crescimento para 2020, para o próximo ano o cenário já se mostra mais animador.  

Dúvidas relacionadas aos desdobramentos da reabertura econômica e possíveis novos períodos de lockdownainda permanecem, mas no Brasil alguns indicadores também apresentaram melhora. Em maio já foi possível notar a retomada da produção industrial, mesmo que em partes. Nos cinco primeiros meses de 2020, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC –BR) caiu 5,75% em relação ao mesmo período de 2019. Em abril, a atividade econômica despencou 15% em relação a fevereiro, quando ainda não havia pandemia no país. Em maio ela subiu 1,3% em relação a abril, um sinal que a recuperação está acontecendo, mesmo que lentamente. 

Outro indicador importante que apresentou crescimento foi o Índice de Confiança do Empresário Industrial. Enquanto nos meses de abril e maio ele estava perto dos 35 pontos, em junho passou para 41 pontos. Já as vendas do comércio varejista apresentaram um aumento de 13% em maio. “O mês de abril foi, até o momento, o de pior desempenho em todos os setores. Olhando para trás podemos ter a sensação de que o pior já passou, embora ainda tenha muito trabalho a ser feito”, avalia Victoria. 

Muito afetado pela crise, o setor de serviços não sinalizou crescimento, porém já deixou a tendência negativa que apresentava até maio. Para a economista, um dos maiores desafios do Brasil atualmente, e também para o próximo ano, é o aumento da taxa de desemprego, que atingiu 12,9% em maio. “O auxílio emergencial foi importante para manter a renda dos trabalhadores nesses últimos meses, mas a tendência é que a taxa de desemprego ainda cresça. Mais pessoas precisarão do auxílio e por mais tempo. Será preciso considerar um novo programa de ajuda, que também representa um aumento do déficit primário. Esse é um dos maiores desafios que o país terá pela frente”, afirma.

Seguros SURA apresenta novo modelo de negócios em evento realizado pela MIT

Seguros Sura Marcelo Biasoli

Marcelo Biasoli, Diretor de Estratégia de Negócios e Marketing da Seguros SURA, foi o convidado da live sobre inovação e apresentou o novo modelo de seguro sob demanda da companhia no Brasil

Fonte: Seguros Sura

Durante os quatro anos no Brasil, a Seguros Sura se transformou em uma organização flexível e pronta para viabilizar a transformação digital acelerada com capacitação e agilidade na criação de novos modelos de negócios como o seguro sob demanda,” contou Marcelo Biasoli, diretor de Estratégia de Negócios e Marketing da Seguros SURA no Brasil, durante a live de encerramento do evento Frontiers Unlocked #2 da MIT Sloan Management Review Brasil.

Durante a conversa com a mediadora Maria Alice Frontini, que posicionou a Seguros SURA como uma das poucas empresas brasileiras no caminho em busca de ser uma empresa future-ready, preparada para o mundo digital.
“Na Seguros SURA construímos uma cultura baseada em princípios humanos, em olhar primeiro para as pessoas e em seguida para os nossos negócios para entendermos que somos capazes de ser criativos e inovar.

Desenhado a partir do olhar da companhia para as macrotendências e a análise das necessidades do consumidor conectadas à experiência, customização, autonomia e conveniência, a Seguros SURA criou um modelo de negócios que oferece a possibilidade de comprar e fazer a gestão do produto de seguro a qualquer momento, de forma digital e flexível, na palma da mão.

Para desenvolver a solução e acelerar o processo de viabilização no mercado, a Seguros SURA estabeleceu uma parceria com a Trov, empresa líder em tecnologia para o mercado de seguros com expertise global em plataforma de seguros sob demanda que ajudou a acelerar as curvas de aprendizado e criar esse novo modelo de negócio para junto com os parceiros atender a demanda no mercado. 

“A partir do momento que a gente passa a oferecer o que é atrativo e conecta com o momento de cada uma das pessoas, a probabilidade de compra vai muito além. Dessa forma, o modelo que une a experiência do consumidor com uma plataforma que nos permite escalar e ser ágil, nos ajudou a pensar diferente”. Além disso, “esse é um mercado que tem tudo a ver com o perfil do consumidor atual, principalmente por viabilizar a mobilidade e conectividade com a contratação instantânea do seguro”. 

Para chegar ao modelo simples e diferenciado do seguro sob demanda em termos de user experience, Marcelo dá a dica e explica que “é preciso ser digital e não somente estar digital, além da capacitação tecnológica e estratégica para se conectar com os parceiros e entregar os serviços ao consumidor da forma escolhida por ele. Estamos apostando e antecipando esse movimento”. 

Para isso, a Seguros SURA segue com o propósito de somar a entrega ao consumidor através de parceiros estratégicos, desde os grandes varejistas, plataformas digitais, às instituições financeiras tradicionais e digitais. 
“Ao acompanhar as tendências, sabemos que mercados completamente diferentes estão se conectando para apresentar soluções diferenciadas ao consumidor. Inovação e criatividade são as palavras-chave do momento para ter resultados nas operações e melhorar a qualidade de vida de toda a sociedade ao promover modelos sustentáveis para os negócios, e isso mostra que estamos no caminho certo”.

O evento MIT Sloan Management Review Brasil, realizado de 14 a 16 de julho, reuniu especialistas de várias áreas, do Brasil e do exterior, para discutir sobre novos modelos de negócios.

Lloyd’s of London lança seguro para garantir a distribuição da vacina COVID-19

lloyds of london

Fonte: com Bloomberg

O Lloyd’s of Londres, o maior mercado de seguros do mundo, planeja começar a oferecer cobertura das entregas de vacinas contra o coronavírus. A Parsyl Inc., uma empresa de tecnologia de seguros dos EUA, fez uma parceria com o Lloyd’s para fornecer apólices que cobrem o armazenamento e o envio de vacinas COVID-19 e outros medicamentos, segundo informou o Lloyd’s em comunicado.

A entrega da vacina pode ser cara, porque os seguradores estão preocupados com o risco de os medicamentos serem estragados pelo calor ou frio excessivos. Segundo o consultor de risco Alberto Kessel, o risco de transporte e de roubo passa a ser grande. Muitas medidas de mitigação serão necessárias. Será o “produto” mais requisitado do mundo.

Para isso, o Llody’s criou o Syndicate 1796, que reúne a Parsyl, juntamente com as seguradoras Ascot Group e uma unidade da AXA SA, corretora McGill & Partners e Gavi, a Vaccine Alliance, um grupo internacional de saúde pública que se concentra em fornecer novas vacinas para países mais pobres no mundo.

“Existe um amplo consenso de que a vida só pode voltar à normalidade depois que uma vacina for desenvolvida, distribuída e administrada em todo o mundo. O Lloyd’s tem um papel importante a desempenhar para garantir os riscos associados a essa expectativa médica global e estamos felizes em aprovar um novo sindicato que fornecerá cobertura eficaz para as cadeias de suprimentos locais de distribuição de vacinas. Essa parceria única é uma demonstração real do valor e engenhosidade que o Lloyd’s pode trazer para ajudar a resolver uma emergência de saúde global, pois compartilhamos o risco de apoiar os bravos esforços daqueles que correm para desenvolver e distribuir uma vacina COVID-19. ”

Como parte do novo Global Health Risk Facility do Lloyd’s, os novos negócios serão apoiados com investimentos novos, permitindo compartilhar riscos e oferecer políticas com preços mais baixos, de acordo com o comunicado. É o primeiro sindicato público-privado criado para ajudar a enfrentar uma emergência de saúde global na história de Lloyd.
 

SulAmérica lança Guia de Vida e Previdência: informação na palma da mão facilita as vendas

SulAmérica Guia Seguro de Vida

Fonte: SulAmérica

Corretores de seguros contam com um aliado para vender produtos de Vida, Previdência e Viagem da SulAmérica: o Guia de Vida e Previdência (http://adobe.ly/2BjJUOw). A publicação lançada nesta semana é totalmente digital, com navegação simples e pode ser acessada a qualquer hora, em qualquer lugar, inclusive offline. 

“Investimos em um modelo diferente do que existe no mercado e que apresentasse com transparência todas as nossas soluções de proteção para vários momentos da vida dos clientes. Assim, o corretor pode assumir o papel de consultor de proteção, pesquisando com mais facilidade o melhor produto e até compartilhando a tela com o cliente”, explica Victor Bernardes, Diretor Vida e Previdência. 

O Guia de Vida e Previdência está disponível no Portal do Corretor (http://corretor.sulamericaseguros.com.br/). Além de mostrar detalhadamente cada solução de proteção, há também a possibilidade de consultar o Comissionamento. O conteúdo será atualizado constantemente a partir das avaliações dos corretores. 

Guiabolso estreia em seguro de vida em parceria com a seguradora Icatu

A contratação do serviço é personalizada e, a depender do plano contratado, a parcela mensal começa em R$ 20

O Guiabolso fechou parceria com a Icatu Seguros que permitirá a contratação online de seguros de vida e de acidentes pessoais na sua plataforma, marcando a estreia do aplicativo de gestão financeira no segmento. A contratação do serviço é personalizada e, a depender do plano contratado, a parcela mensal começa em R$ 20.

O usuário pode contar com ofertas personalizadas, modeladas a partir de segmentações de perfis. Não é preciso enviar documentos extras como comprovação de renda, residência ou de saúde para a contratação, afirmou a empresa em comunicado.

A prateleira de produtos do Guiabolso já conta com conta corrente, cartões de crédito, investimentos e empréstimo. O aplicativo surgiu em 2014 e conta com cerca de 6 milhões de usuários.

Catástrofes naturais causam perdas de R$ 68 bi, sendo US$ 27 bi indenizadas pelo seguro

Munich Re catástrofes

A América do Norte representou 47% das perdas globais e 82% das perdas seguradas

No primeiro semestre deste ano, os desastres naturais produziram perdas globais de cerca de US$ 68 bilhões, um número ligeiramente inferior à média de 30 anos, de US$ 74 bilhões (após o ajuste pela inflação). As perdas seguradas, em torno de US$ 27 bilhões, foram maiores do que o habitual (US$ 20 bilhões) devido à grande proporção de perdas por desastres climáticos na América do Norte.

A América do Norte representou 47% das perdas globais e 82% das perdas seguradas, significativamente mais do que as respectivas médias de longo prazo (35% e 60%). Por outro lado, desastres naturais na Europa e na região Ásia-Pacífico produziram perdas menores, revela estudo da resseguradora Munich Re.

Um total de 2.900 pessoas perderam a vida em desastres naturais na primeira metade do ano, muito abaixo da média dos últimos 30 anos e dos últimos 10 anos.

Torsten Jeworrek, membro do Conselho de Administração, comentou que as estatísticas de desastres naturais da primeira metade de 2020 apontam para duas coisas em particular. A primeira delas que fortes tempestades na América do Norte dominam os números de perdas. “Isso demonstra a necessidade de fortalecer a resiliência do edifício para mitigar perdas.”

Em segundo, que isso é especialmente relevante porque as mudanças climáticas provavelmente desempenharão um papel no aumento do risco de tempestades na América do Norte a longo prazo. “Finalmente, o mundo precisa tomar medidas vigorosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a fim de evitar perdas e garantir que não fiquemos desprevenidos pelas consequências das mudanças climáticas, como estávamos com a atual pandemia de coronavírus”.


Segfy desenvolve funcionalidade para humanizar o atendimento em meio a pandemia

segfy

A funcionalidade de e-mail marketing pode ser utilizada como forma de aproximação do corretor com sua carteira de clientes

Fonte: Segfy

A humanização do atendimento ao segurado é vital e traz valor para a função do corretor de seguros. A comunicação com a carteira de clientes pode ser cotidiana, desejando um feliz aniversário, trazendo notificações de prazos e vencimentos entre outras mensagens de aproximação.

Seguindo esta linha de humanização do atendimento, a Segfy lançou em sua plataforma de gestão a funcionalidade de e-mail marketing. Com ela, o corretor de seguros pode disparar e-mails para sua base de clientes com conteúdos que aproximem a relação entre corretor e segurado. Um dos exemplos mais tradicionais de uso do e-mail marketing é a newsletter, onde conteúdos relevantes são oferecidos para um público segmentado e disposto a receber esse formato de e-mail.

Segundo Dielson Haffner, diretor de Receitas e Acionista da Segfy, a funcionalidade foi criada com um processo simples e intuitivo para que o corretor de seguros tenha uma experiência eficaz e que traga retorno. “Desenvolvemos a funcionalidade do e-mail marketing para que o corretor esteja cada vez mais próximo do seu cliente, mesmo em meio a pandemia que estamos vivendo. A usabilidade do produto é intuitiva e com poucos cliques o usuário já terá o seu e-mail pronto para disparar a sua base de clientes. Todo o projeto da Segfy é conectado para trazer resultado aos corretores”.

Sobre como o corretor de seguros pode utilizar a ferramenta, Dielson comenta que os disparos de e-mail devem ser feitos para mostrar que existem valor no atendimento oferecido ao cliente. “O e-mail marketing é mais um canal disponível para que o corretor consiga se comunicar e agregar valor sobre o seu atendimento ao cliente. Planeje suas campanhas, desenvolva algo humano e atrativo e defina quem irá receber os conteúdos. Desta forma, o cliente receberá somente o que for atrativo e se sentirá mais propenso a manter o contato com a sua corretora”.

A Segfy capacita clientes, com cursos, webinars e palestras para que utilizem ao máximo as funcionalidades oferecidas nas ferramentas disponíveis. “Tudo isso para juntos conseguirmos proteger o futuro de mais pessoas”, finaliza Dielson.

Insurtechs Kakau, Pier, Mutual Life e Komus já estão inscritas no sandbox

Inscrições foram abertas pela Susep no dia 20 de julho e se encerram em 19 de agosto

Dez insurtechs enviaram projetos no primeiro dia de inscrição da seleção para sandbox regulatório aberto pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e que vai até 19 de agosto. Entre elas Kakau, Mutual Life, Pier e Komus. O sandbox vai selecionar projetos inovadores, com foco em tecnologia e modernização para o setor e redução de custos para os consumidores. Outras novatas ainda avaliam se vale a pena entrar no sandbox e outras aguardam as diferentes fases de inscrições determinadas pelo órgão regulador. A Susep prevê aprovar até 20 insurtechs nesta primeira fase do projeto.

O principal objetivo da Susep com o sandbox, assim como em outros países, é ampliar a cobertura de seguros no país, estimulando a concorrência e a inovação. Neste primeiro momento, só serão aceitos projetos que incluam produtos massificados de curto prazo. Previdência, resseguros, grandes riscos e responsabilidade civil ficarão para um outra fase.

As quatro citadas são associadas da Associação das Insurtechs, lançada em 2019. “Organizada pelo escritório Pinheiro Neto, a associação tem um propósito simples: interação das startups e insurtechs com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que foi quem sugeriu a criação de uma organização para facilitar o fluxo de contribuições dos empreendedores sobre como a tecnologia pode ajudar a democratizar e fomentar a inovação no mercado segurador”, explica Henrique Volpi, presidente da associação e CEO da insurtech Kakau.

A 88 InsurTech (88i) também já está inscrita, informou Rodrigo Ventura. “A missão da 88i é democratizar os seguros, tornando-os acessíveis e proteger aqueles que não conseguem se proteger”, diz Ventura.

Saiba mais sobre as novatas já inscritas no sandbox, sendo três delas com forte atuação no segmento de smartphones.

Kakau – A Kakau é uma plataforma digital que utiliza a tecnologia de inteligência artificial para entregar resultados mais precisos no segmento de seguros. Denominada assim uma Insurtech. Umas das inovações é a introdução da assinatura no seguro, deixando assim o usuário livre para pausar a assinatura no momento em que desejar. Atua com seguros para bicicletas, residencial e smarthphones.

Mutual Life – O objetivo da plataforma Mutual.Life é resgatar o mutualismo de forma segura e transparente, proporcionando, portanto, uma relação mais simétrica e justa para os participantes, mas também eliminando os riscos de má gestão, fraudes e outros problemas historicamente frequentes nas associações de mútuo. Aplicando o estado da arte em tecnologia Blockchain e Smart Contracts, nosso objetivo é eliminar a assimetria da informação presente na relação seguradora-segurado, provendo uma plataforma para formação de grupos de ajuda mútua para que os riscos de pessoas próximas e de confiança possam ser cotizados e os eventuais prejuízos rateados entre os próprios membros do grupo de forma simples e segura.

Pier – É uma platforma que atua vendendo proteção para o seguro celular e mais recentemente de auto. A startup brasileira surgiu com o objetivo de retomar a ideia de uma seguradora comunitária e diminuir o atrito entre os clientes e as empresas deste mercado. A insurtech foi fundada pelos empreendedores Lucas Prado, Igor Mascarenhas e Rafael Oliveira. No início de 2018, a Pier começou a vender um seguro contra furto e roubo para smartphones em uma plataforma totalmente digital. No fim do ano, a empresa estabeleceu uma parceria com a seguradora Too para poder operar neste mercado e, desde o começo de 2019, vem escalando seu negócio, entrando no ramo auto em 2020.

Komus – A Komus é uma plataforma de distribuição de seguros, que atua com seguro digital para smartphones, com cashback, aquele seguro que devolve dinheiro quando você não aciona.

88.io – Trata-se de proteção em ecossistemas digitais que utiliza tecnologia blockchain para simplificar a vida dos clientes através de soluções inclusivas em microsseguros e seguros intermitentes (por min / kms). O objetivo da 88i é transformar a experiência do cliente desde o momento da compra do seguro em algo simples, intuitivo e digital. Com ofertas pensadas a partir do cliente na hora certa e no momento certo. Até a liquidação instantânea do sinistro com produtos paramétricos em contratos inteligentes.

Ex-Qualicorp é preso em operação da PF que investiga Serra

O empresário José Seripieri Jr, preso na Operação Paralelo 23, foi preso hoje numa operação da PF (Polícia Federal) e do MPE (Ministério Público Eleitoral) que investiga a campanha eleitoral do senador José Serra (PSDB) em 2014. As investigações apuram suspeitas de caixa dois, com doações irregulares para ocultar a origem ilícita. O esquema teria envolvido R$ 5 milhões, movimentados pela simulação de operações financeiras. A prisão temporária tem duração de cinco dias, mas pode ser prorrogada.

Segundo informa o portal O Antagonista, ele é conhecido pelas relações com caciques do PT, do PSDB e de outros partidos – especialmente em São Paulo. Em sua delação, Antônio Palocci acusou o fundador da Qualicorp de pagamentos ao caçula de Lula. Segundo o ex-ministro, Seripieri Jr indicou o diretor da ANS responsável pelas resoluções 195 e 196, que garantiram à Qualicorp o monopólio do mercado de corretagem de planos de saúde por vários anos.

A Qualicorp é a maior administradora brasileira de planos de saúde coletivos por adesão e outros benefícios para grupos de afinidade, definidos em função da profissão ou área de atuação, em parceria com entidades de classe. José Seripieri Junior fundou a Qualicorp e esteve à frente da companhia por quase 20 anos, na presidência executiva ou no comando do conselho, quando deixou o grupo em novembro de 2019. Há um ano, Junior vendeu metade de sua participação, de 20%, para a Rede D’Or. Atualmente, o empresário possui apenas 2,75%.

A Qualicorp afirmou que “a nova administração da empresa fará uma apuração completa dos fatos”. O advogado Celso Vilardi, que defende o empresário José Seripieri Filho, disse que “os fatos investigados ocorreram em 2014, há seis anos portanto, não havendo qualquer motivo que justificasse uma medida tão extremada”.

Por meio de nota, Serra disse que “causa estranheza e indignação a ação deflagrada” hoje. “Em meio à pandemia da covid-19, em uma ação completamente desarrazoada, a operação realizou busca e apreensão com base em fatos antigos e prescritos e após denúncia já feita, o que comprova falta de urgência e de lastro probatório da acusação”, declarou.