A América do Norte representou 47% das perdas globais e 82% das perdas seguradas
No primeiro semestre deste ano, os desastres naturais produziram perdas globais de cerca de US$ 68 bilhões, um número ligeiramente inferior à média de 30 anos, de US$ 74 bilhões (após o ajuste pela inflação). As perdas seguradas, em torno de US$ 27 bilhões, foram maiores do que o habitual (US$ 20 bilhões) devido à grande proporção de perdas por desastres climáticos na América do Norte.
A América do Norte representou 47% das perdas globais e 82% das perdas seguradas, significativamente mais do que as respectivas médias de longo prazo (35% e 60%). Por outro lado, desastres naturais na Europa e na região Ásia-Pacífico produziram perdas menores, revela estudo da resseguradora Munich Re.
Um total de 2.900 pessoas perderam a vida em desastres naturais na primeira metade do ano, muito abaixo da média dos últimos 30 anos e dos últimos 10 anos.
Torsten Jeworrek, membro do Conselho de Administração, comentou que as estatísticas de desastres naturais da primeira metade de 2020 apontam para duas coisas em particular. A primeira delas que fortes tempestades na América do Norte dominam os números de perdas. “Isso demonstra a necessidade de fortalecer a resiliência do edifício para mitigar perdas.”
Em segundo, que isso é especialmente relevante porque as mudanças climáticas provavelmente desempenharão um papel no aumento do risco de tempestades na América do Norte a longo prazo. “Finalmente, o mundo precisa tomar medidas vigorosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a fim de evitar perdas e garantir que não fiquemos desprevenidos pelas consequências das mudanças climáticas, como estávamos com a atual pandemia de coronavírus”.
A funcionalidade de e-mail marketing pode ser utilizada como forma de aproximação do corretor com sua carteira de clientes
Fonte: Segfy
A humanização do atendimento ao segurado é vital e traz valor para a função do corretor de seguros. A comunicação com a carteira de clientes pode ser cotidiana, desejando um feliz aniversário, trazendo notificações de prazos e vencimentos entre outras mensagens de aproximação.
Seguindo esta linha de humanização do atendimento, a Segfy lançou em sua plataforma de gestão a funcionalidade de e-mail marketing. Com ela, o corretor de seguros pode disparar e-mails para sua base de clientes com conteúdos que aproximem a relação entre corretor e segurado. Um dos exemplos mais tradicionais de uso do e-mail marketing é a newsletter, onde conteúdos relevantes são oferecidos para um público segmentado e disposto a receber esse formato de e-mail.
Segundo Dielson Haffner, diretor de Receitas e Acionista da Segfy, a funcionalidade foi criada com um processo simples e intuitivo para que o corretor de seguros tenha uma experiência eficaz e que traga retorno. “Desenvolvemos a funcionalidade do e-mail marketing para que o corretor esteja cada vez mais próximo do seu cliente, mesmo em meio a pandemia que estamos vivendo. A usabilidade do produto é intuitiva e com poucos cliques o usuário já terá o seu e-mail pronto para disparar a sua base de clientes. Todo o projeto da Segfy é conectado para trazer resultado aos corretores”.
Sobre como o corretor de seguros pode utilizar a ferramenta, Dielson comenta que os disparos de e-mail devem ser feitos para mostrar que existem valor no atendimento oferecido ao cliente. “O e-mail marketing é mais um canal disponível para que o corretor consiga se comunicar e agregar valor sobre o seu atendimento ao cliente. Planeje suas campanhas, desenvolva algo humano e atrativo e defina quem irá receber os conteúdos. Desta forma, o cliente receberá somente o que for atrativo e se sentirá mais propenso a manter o contato com a sua corretora”.
A Segfy capacita clientes, com cursos, webinars e palestras para que utilizem ao máximo as funcionalidades oferecidas nas ferramentas disponíveis. “Tudo isso para juntos conseguirmos proteger o futuro de mais pessoas”, finaliza Dielson.
Inscrições foram abertas pela Susep no dia 20 de julho e se encerram em 19 de agosto
Dez insurtechs enviaram projetos no primeiro dia de inscrição da seleção para sandbox regulatório aberto pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e que vai até 19 de agosto. Entre elas Kakau, Mutual Life, Pier e Komus. O sandbox vai selecionar projetos inovadores, com foco em tecnologia e modernização para o setor e redução de custos para os consumidores. Outras novatas ainda avaliam se vale a pena entrar no sandbox e outras aguardam as diferentes fases de inscrições determinadas pelo órgão regulador. A Susep prevê aprovar até 20 insurtechs nesta primeira fase do projeto.
O principal objetivo da Susep com o sandbox, assim como em outros países, é ampliar a cobertura de seguros no país, estimulando a concorrência e a inovação. Neste primeiro momento, só serão aceitos projetos que incluam produtos massificados de curto prazo. Previdência, resseguros, grandes riscos e responsabilidade civil ficarão para um outra fase.
As quatro citadas são associadas da Associação das Insurtechs, lançada em 2019. “Organizada pelo escritório Pinheiro Neto, a associação tem um propósito simples: interação das startups e insurtechs com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que foi quem sugeriu a criação de uma organização para facilitar o fluxo de contribuições dos empreendedores sobre como a tecnologia pode ajudar a democratizar e fomentar a inovação no mercado segurador”, explica Henrique Volpi, presidente da associação e CEO da insurtech Kakau.
A 88 InsurTech (88i) também já está inscrita, informou Rodrigo Ventura. “A missão da 88i é democratizar os seguros, tornando-os acessíveis e proteger aqueles que não conseguem se proteger”, diz Ventura.
Saiba mais sobre as novatas já inscritas no sandbox, sendo três delas com forte atuação no segmento de smartphones.
Kakau – A Kakau é uma plataforma digital que utiliza a tecnologia de inteligência artificial para entregar resultados mais precisos no segmento de seguros. Denominada assim uma Insurtech. Umas das inovações é a introdução da assinatura no seguro, deixando assim o usuário livre para pausar a assinatura no momento em que desejar. Atua com seguros para bicicletas, residencial e smarthphones.
Mutual Life– O objetivo da plataforma Mutual.Life é resgatar o mutualismo de forma segura e transparente, proporcionando, portanto, uma relação mais simétrica e justa para os participantes, mas também eliminando os riscos de má gestão, fraudes e outros problemas historicamente frequentes nas associações de mútuo. Aplicando o estado da arte em tecnologia Blockchain e Smart Contracts, nosso objetivo é eliminar a assimetria da informação presente na relação seguradora-segurado, provendo uma plataforma para formação de grupos de ajuda mútua para que os riscos de pessoas próximas e de confiança possam ser cotizados e os eventuais prejuízos rateados entre os próprios membros do grupo de forma simples e segura.
Pier – É uma platforma que atua vendendo proteção para o seguro celular e mais recentemente de auto. A startup brasileira surgiu com o objetivo de retomar a ideia de uma seguradora comunitária e diminuir o atrito entre os clientes e as empresas deste mercado. A insurtech foi fundada pelos empreendedores Lucas Prado, Igor Mascarenhas e Rafael Oliveira. No início de 2018, a Pier começou a vender um seguro contra furto e roubo para smartphones em uma plataforma totalmente digital. No fim do ano, a empresa estabeleceu uma parceria com a seguradora Too para poder operar neste mercado e, desde o começo de 2019, vem escalando seu negócio, entrando no ramo auto em 2020.
Komus – A Komus é uma plataforma de distribuição de seguros, que atua com seguro digital para smartphones, com cashback, aquele seguro que devolve dinheiro quando você não aciona.
88.io – Trata-se de proteção em ecossistemas digitais que utiliza tecnologia blockchain para simplificar a vida dos clientes através de soluções inclusivas em microsseguros e seguros intermitentes (por min / kms). O objetivo da 88i é transformar a experiência do cliente desde o momento da compra do seguro em algo simples, intuitivo e digital. Com ofertas pensadas a partir do cliente na hora certa e no momento certo. Até a liquidação instantânea do sinistro com produtos paramétricos em contratos inteligentes.
O empresário José Seripieri Jr, preso na Operação Paralelo 23, foi preso hoje numa operação da PF (Polícia Federal) e do MPE (Ministério Público Eleitoral) que investiga a campanha eleitoral do senador José Serra (PSDB) em 2014. As investigações apuram suspeitas de caixa dois, com doações irregulares para ocultar a origem ilícita. O esquema teria envolvido R$ 5 milhões, movimentados pela simulação de operações financeiras. A prisão temporária tem duração de cinco dias, mas pode ser prorrogada.
Segundo informa o portal O Antagonista, ele é conhecido pelas relações com caciques do PT, do PSDB e de outros partidos – especialmente em São Paulo. Em sua delação, Antônio Palocci acusou o fundador da Qualicorp de pagamentos ao caçula de Lula. Segundo o ex-ministro, Seripieri Jr indicou o diretor da ANS responsável pelas resoluções 195 e 196, que garantiram à Qualicorp o monopólio do mercado de corretagem de planos de saúde por vários anos.
A Qualicorp é a maior administradora brasileira de planos de saúde coletivos por adesão e outros benefícios para grupos de afinidade, definidos em função da profissão ou área de atuação, em parceria com entidades de classe. José Seripieri Junior fundou a Qualicorp e esteve à frente da companhia por quase 20 anos, na presidência executiva ou no comando do conselho, quando deixou o grupo em novembro de 2019. Há um ano, Junior vendeu metade de sua participação, de 20%, para a Rede D’Or. Atualmente, o empresário possui apenas 2,75%.
A Qualicorp afirmou que “a nova administração da empresa fará uma apuração completa dos fatos”. O advogado Celso Vilardi, que defende o empresário José Seripieri Filho, disse que “os fatos investigados ocorreram em 2014, há seis anos portanto, não havendo qualquer motivo que justificasse uma medida tão extremada”.
Por meio de nota, Serra disse que “causa estranheza e indignação a ação deflagrada” hoje. “Em meio à pandemia da covid-19, em uma ação completamente desarrazoada, a operação realizou busca e apreensão com base em fatos antigos e prescritos e após denúncia já feita, o que comprova falta de urgência e de lastro probatório da acusação”, declarou.
Parceria com corretores e serviços sob medida mantém vendas. “A Mitsui Sumitomo faz a diferença no momento que mais importa. Temos tido uma experiência bastante positiva e isto faz solidificar a parceria que temos”, afirmou Sérgio Caron, da corretora Marsh
Apesar da queda do volume de transporte de mercadorias a partir de março, período da pandemia Covid-19, a Mitsui Sumitomo Seguros registrou crescimento nas vendas de seguro transporte no primeiro semestre do ano. Segundo os últimos dados disponíveis da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o mercado de seguros de transporte movimentou prêmios de R$ 1,39 bilhão de janeiro a maio deste ano, queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A Mitsui Sumitomo registrou um recuo menor comparado a média do mercado, de 3,9% até maio.
“Agimos rápido no apoio aos corretores e segurados, bem como buscamos parceria com novos profissionais de venda. Prevíamos avanço superior a 20% antes da pandemia. Refizemos as contas em março, e o resultado mostrava uma queda de 10% para 2020, período que ainda ninguém sabia qual a extensão da crise. Com o resultado obtido no primeiro semestre, com parcerias com novos corretores, revisamos nossa meta. Agora com a retomada das atividades da economia buscamos crescimento de 10% neste ano na carteira, comparado aos R$ 56.5 milhões de 2019”, contou Ricardo Henrique Beyer, superintendente de transportes da Mitsui Sumitomo, ao blog Sonho Seguro.
Segundo o executivo, dois fatores são primordiais para o bom desempenho da empresa em transporte: atendimento personalizado aos corretores e nichos de atuação. “A nossa parceria com os corretores tem como base a premissa de que a companhia é um só, ou seja, área técnica e comercial estão unidas para trazer bons resultados para todos e longevidade na parceria. Também atuamos em segmentos que não sofreram tanto com as restrições de circulação, como alimentação, higiene e limpeza e agronegócios, que juntas representam 50% da nossa produção em transporte. Esses segmentos não foram tão afetados como os ligados a veículos, por exemplo”, citou.
Sérgio Caron, da corretora Marsh, confirma que a parceria em momentos de sinistros determina o relacionamento de longo prazo com a seguradora. “Testemunhar a agilidade da equipe da seguradora Mitsui Sumitomo é um conforto que tem nos acompanhado desde março deste ano, quando a crise se intensificou. A “Authority” para solucionar impasses é outro ponto chave. Capacidade para solução dos desvios, dos problemas também são pontos fortes considerados por nós. A pandemia foi de alcance global e, neste sentido, um grande sucesso das parcerias passa pela nossa razão de ser: de servir, muito bem, juntos, nossos clientes finais. Atender, com primazia, nossa carteira de clientes é o grande fator para tornar sólida nossa parceria. Aportarmos o que há de melhor em nossas empresas, em prol do sucesso dos clientes”, disse.
O corretor citou um case interessante. “Em transportes, não é raro nos depararmos com sinistros “complexos” ou que tragam elementos com mais de uma interpretação possível. No caso pontual, envolvendo uma importação de máquina, tivemos falhas de um terceiro, em uma das etapas críticas do transporte. Com alguns minutos de conversa, Ricardo Beyer trouxe uma contraproposta muito interessante, que foi prontamente aceita pelo nosso cliente, permitindo visibilidade do fluxo de caixa do nosso segurado”, contou Caron. “O Transporte costuma não esperar: neste sentido, agilidade para se preparar documentos, certificados, cartas, declarações, endossos e similares tem grande valia. A Mitsui Sumitomo tem apoiado nossos clientes, neste sentido. É querer fazer a diferença no momento que mais importa. Temos tido uma experiência bastante positiva e isto faz solidificar a parceria que temos”, afirmou.
A expectativa é de que o segmento de transporte seja afetado negativamente neste ano, pois está diretamente conectado com o PIB da economia. “Depois das perdas com a greve dos caminhoneiros em 2018, a grande dúvida em 2019 era sobre o desempenho das importações e exportações de insumos da China, diante das brigas entre EUA e China. Mas a pandemia veio e atingiu todos os países e quase todos os segmentos da economia”, comenta.
Entre os desafios para que o setor de seguro transporte cresça, Bayer cita a necessidade de se desenvolver mais a cultura de seguro no Brasil. “Mostrar ao empresário as vantagens deum amplo e abrangente programa de seguros aliando técnicas de gerenciamento de risco contribuindo para a mitigação de perdas e proteção financeira, preservando o ativo dos grupos empresariais”, ressaltou.
A prática ocorre quando bancos condicionam a liberação do crédito à aquisição de outros produtos financeiros, como títulos de capitalização, consórcios e seguros
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou nesta segunda-feira (20) uma nova plataforma de denúncias da prática de venda casada na oferta de serviços financeiros para produtores rurais. Com o serviço, os produtores poderão fazer reclamações anônimas sobre a prática, que ocorre quando bancos condicionam a liberação do crédito à aquisição de outros produtos financeiros.
O produto foi lançado durante o webinar “O produtor rural e o combate à venda casada”, realizado em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
No evento, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, reforçou que a nova plataforma do Mapa dá segurança para aqueles que são coagidos quando vão tomar financiamento de custeio ou investimento do Plano Safra.
“Isso é ilegal e imoral. Não é possível que os produtores rurais ainda tenham que passar pelo desconforto neste momento em que vão tomar esse crédito subvencionado pelo governo”, disse, lembrando que muitas vezes eles as taxas de juros praticamente dobram de valor com a venda casada.
“Essa prática tem que ser coibida, hoje o produtor pode ter certeza de que poderá fazer a denúncia com sigilo absoluto”, garantiu a ministra.
O ministro da Justiça, André Mendonça, disse que a venda casada no âmbito do crédito rural, especialmente para o pequeno agricultor, traz impacto significativo aos resultados e à renda do homem do campo.
“Queremos que essa plataforma seja útil e efetiva para a redução da taxa de juros para esse trabalhador, para o incremento de recursos disponibilizados para o financiamento do pequeno agricultor, o aumento da transparência, a desburocratização na obtenção do financiamento e a defesa desse relevante consumidor nacional que tanto carece em uma relação muitas vezes desigual com as instituições financeiras ao tratar da obtenção do seu financiamento”, disse o ministro.
Para o coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil), Marcos Rochinski, a iniciativa é fundamental principalmente para os agricultores familiares, que muitas vezes são intimidados pelo banco para adquirir outros produtos. “Espero que os bancos definitivamente botem a mão na consciência e acabem com essa pratica que tem lesado as nossas condições de liberdade de colocar o credito rural para aquilo que efetivamente precisamos”.
O diretor de Autorregulação da Febraban, Amaury Oliva, garantiu que a entidade não compactua com a prática de venda casada e está alinhada aos ministérios da Agricultura e da Justiça no combate a esta prática abusiva. Segundo ele, além de ser proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, a venda casada é vedada pelas normas do Banco Central e nos compromissos da autoregulação bancária da Febraban.
Plataforma de denúncia
O secretário adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Ângelo Mazzillo Jr., explicou como vai funcionar a plataforma do Mapa, com o passo a passo que o produtor deverá seguir para fazer a denúncia, que pode ser feita de forma anônima.
Há um formulário com 12 perguntas que deve ser preenchido com as informações sobre as irregularidades constatadas na hora de contratar um crédito rural, como a oferta de outros produtos ou mesmo se houve represália da instituição financeira por ter realizado alguma denúncia.
A plataforma orienta o produtor a guardar os documentos que comprovem a venda casada, como contratos de financiamento, extratos bancários, documentos da negociação e pedidos de esclarecimento da negativa de concessão de créditos.
O secretário-adjunto explicou que a denúncia por parte dos produtores é fundamental para que a prática seja coibida no país. “O sucesso dessa empreitada depende fundamentalmente da reclamação. Entendemos que o produtor rural às vezes se sente muito desamparado, por isso contamos com o apoio das entidades de classe”, ressaltou.
Segundo ele, os produtores rurais são quase unanimes em relatar casos em que os bancos exigem a contratação de produtos financeiros como títulos de capitalização, consórcios, seguros e manutenção de depósitos a prazo, para que o produtor tenha acesso ao financiamento agrícola.
A iniciativa tem apoio de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Central Regional das Organizações da Agricultura Familiar (Ceaf), a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do Brasil (Confetraf), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil) e a Confederação Nacional da Agricultura Familiar do Brasil (Conaf).
A prática ocorre quando a instituição financeira condiciona a liberação do crédito à aquisição de outros produtos financeiros, como títulos de capitalização, consórcios e seguros estranhos à atividade financiada. Para o consumidor, é importante entender e identificar as formas de venda casada, além de saber como e onde denunciar a ação.
Em outubro do ano passado, Mapa e Ministério da Justiça já tinham firmado um acordo de cooperação técnica para prevenir a ocorrência da venda casada no momento que o produtor rural toma financiamento agrícola nos bancos.
A pandemia de covid-19 estabeleceu uma verdadeira queda de braço entre seguradoras e empresários sobre o pagamento dos chamados “lucros cessantes” indenização em caso de paralisação da atividade – a ponto de os próprios governos cogitarem criar esse tipo de apólice. Esse impasse tem levado a uma judicialização, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, os primeiros sinais dessa disputa começam a aparecer e a expectativa é que alcance os tribunais nos próximos meses, traz o Valor.
“Temos respondido dezenas de consultas do mercado com questões para ingressar com medidas para ter o pagamento de indenização de lucros cessantes”, diz o advogado Cassio Gama Amaral, especialista em seguros do escritório Mattos Filho. “Essa judicialização em massa pode demorar alguns meses para aparecer, mas setembro deve ser um ponto de virada de contencioso”.
Assinantes podem ler a íntegra do texto no portal do Valor.
Nova norma simplifica procedimentos e abre espaço para novos produtos e redução de preço para o consumidor
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), em reunião ordinária do Conselho Diretor realizada em 16 de julho, aprovou abertura de consulta pública com o objetivo de promover a simplificação do mercado de seguros de danos massificados. A consulta terá início hoje, 21 de julho de 2020. A evolução proposta pela autarquia separa a regulação de seguros de danos para cobertura de riscos massificados e para cobertura de grandes riscos.
O objetivo é diferenciar o tratamento regulatório desses mercados, que têm características bastante distintas. “Enquanto nos seguros massificados há uma visão de maior proteção ao consumidor, nos seguros de grandes riscos busca-se uma maior autonomia das relações contratuais entre as partes”, ressalta Mariana Arozo Benicio de Melo, Coordenadora-Geral de Regulação de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência.
A simplificação da regulação de seguros massificados irá conferir maior simplicidade e clareza para os produtos, sempre com a preocupação de aumento de transparência para o consumidor. Vale mencionar que a proposta revoga, total ou parcialmente, outros 10 atos normativos, em geral com regras mais prescritivas e não consolidadas.
Um importante ponto a ser discutido com a sociedade é a flexibilização da estruturação das coberturas e desenho dos produtos. Atualmente o mercado percebe como obrigatória a estruturação dos produtos em camadas, ou seja, em condições gerais, especiais e/ou particulares, gerando condições contratuais extensas e de difícil compreensão. De acordo com Rafael Scherre, Diretor Técnico da autarquia, “espera-se que seja o primeiro passo para uma crescente simplificação dos produtos, tornando-os de mais fácil entendimento para os consumidores”.
Na mesma linha, propõe-se a revogação de dispositivos que limitavam a conjugação de coberturas de diferentes ramos em um mesmo produto, de forma que eventuais restrições sejam tratadas, se for o caso, em normas específicas. “Esperamos com a norma uma nova dinâmica para o mercado de seguros, com o aumento da oferta e diversificação de produtos. Um bom exemplo do impacto que isto pode ter foi o que aconteceu com o seguro intermitente, que gerou menores preços e novos produtos no seguro de automóvel”, explica Solange Vieira, Superintendente da Susep.
Diversificação, simplicidade e melhores preços
A proposta exclui ainda a referência a planos de seguros padronizados e deixa de tratar da distinção de procedimentos para planos padronizados e não padronizados. O objetivo é transformar a atual percepção de produtos padronizados “aprovados” pelo regulador, o que tem claros efeitos negativos sobre diferenciação de produtos e inovação, prejudicando os consumidores e a inclusão de mais segurados no mercado. Importante lembrar que produtos mais simples tendem a ser mais baratos, tornando-os mais acessíveis a consumidores de renda mais baixa.
Destaca-se também a obrigatoriedade de informar aos segurados que o registro de produto é automático e não representa aprovação ou recomendação por parte da Susep, tendo as seguradoras liberdade para estabelecer seus produtos, que devem estar em conformidade com a legislação vigente. Esse ponto é de extrema importância para mudar o conceito equivocado de que a Susep aprova os produtos de seguros de danos. Também serão eliminadas as listas de verificação. Assim, espera-se que haja maior flexibilidade e liberdade para elaboração dos produtos, acompanhada de maior responsabilidade por parte das seguradoras pelos produtos que desenvolve e comercializa.
Entre as medidas propostas tem-se: i) dispensa de registro prévio da nota técnica atuarial do plano de seguros de danos (fica sob guarda da seguradora e disponível em caso de solicitação); ii) clareza sobre a possibilidade de estruturação de coberturas vinculadas à prestação de serviços com livre escolha dos prestadores de serviços e/ou indicação de rede referenciada pela sociedade seguradora; iii) possibilidade de estruturação de coberturas all risks em diferentes ramos; iv) exclusão da tabela de prazo curto; v) exclusão de cláusula padronizada de concorrência de apólice.
Vale ressaltar que a presente proposta normativa está alinhada com os objetivos estratégicos “Simplificar a regulação dos mercados” e “Ambiente favorável ao desenvolvimento de um mercado competitivo, transparente, inovador e com maior cobertura”.
A Susep convida todos os interessados a participar da construção dessa importante proposta normativa para o mercado de seguros. A consulta púbica ficará aberta pelo prazo de 50 dias, a contar de hoje, 21.
A mediana das projeções do mercado para a variação do PIB brasileiro em 2020 voltou a subir de -6,10% para -5,95%, no Relatório Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, com estimativas coletadas até o fim da semana passada
“A busca por rentabilidade impulsionará ondas de otimismo que podem descolar da realidade dos dados nos próximos meses em alguns momentos. A recuperação das economias de fato é mais rápida do que o esperado, mas ainda há sinais de que a intensidade pode decepcionar mais à frente”, prevê Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, no boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.
“Mesmo com incertezas e volatilidade atuais, ja havia uma busca por mais risco desde o início da queda da Selic, em julho do ano passado. Vamos ter onda de otimismo, tanto pela busca de rentabilidade para os investimentos como por noticias otimistas, como uma vacina para a Covid-19, entre outras boas perspectivas como o avanço da reforma tributária”, citou.
Simões também destacou a fala de Roberto Campos, presidente do Banco Central, em live realizada na semana passada, na qual afirmou que a economia brasileira começa a apresentar recuperação em formato de “V”, mas que “não achamos [no Banco Central] que vai ser um V completo, com a retomada perdendo força em algum momento.
“Se alguém tinha dúvidas se a autoridade monetária vai reduzir a taxa de juros, deixou de ter. O comentário de Campos deixa claro que o BC pode reduzir juros já na próxima reunião do Copom, em agosto, e o mercado financeiro já precifica isso como vemos no boletim Focus desta segunda-feira”, comenta. “Por mais que a economia tenha crescimento maior do que o previsto, a pressão da demanda deve demorar para que o BC se preocupe com inflação”.
Leia abaixo o acompanhamento semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg. Em breve, a análise estará disponível no portal da confederação.
ACOMPANHAMENTO DAS EXPECTATIVAS ECONÔMICAS
Apesar da consolidação de uma segunda onda de contágio nos Estados Unidos e de uma quase estabilização em patamares altos no número de casos e mortes associados à Covid-19 na maioria dos países emergentes, como o Brasil, o fluxo de notícias associadas à pandemia continua mais positivo que negativo e, por isso, os mercados permanecem mais animados, em meio aos sinais de que a recuperação econômica se consolida (ainda que haja dúvidas sobre sua intensidade).
No entanto, continuamos a acreditar que em um ambiente internacional irrigado pela liquidez e pelos juros reais historicamente baixos – até negativos em algumas economias líderes – como consequência da ação dos Bancos Centrais, a busca por rentabilidade impulsionará ondas de otimismo que podem descolar da realidade dos dados nos próximos meses em alguns momentos. A recuperação das economias de fato é mais rápida do que o esperado, mas ainda há sinais de que a intensidade pode decepcionar mais à frente.
Na China, o PIB do 2o trimestre (+3,2% AsA) mostra que esforços agressivos do país para controlar a pandemia compensaram, mas as perspectivas para o consumo não são tão animadoras. Nos Estados Unidos, depois de semanas com indicadores de atividade apresentando divulgações melhores que o esperado, o contrário começa a ocorrer.
As vendas do varejo subiram acentuadamente em junho (6,7%), superando as expectativas, mas indicadores de confiança em julho decepcionaram, provavelmente como reação ao recrudescimento da pandemia em estados do Sul e Oeste do país. No Brasil, no saldo entre números de maio para comércio varejista e a indústria (melhores que o esperado) e para os serviços (ainda em contração), prevaleceu alguma decepção com a intensidade da retomada após o “fundo do poço” de abril.
O indicador do BCB para atividade, o IBC-Br, registrou leve alta 1,31% em maio. Na comparação anual, a queda é de 14,24%. No acumulado do ano, o indicador registra recuo de 6,08%. Ainda assim, está claro que a recuperação ocorre e, por isso, cenários de contração do PIB superiores a 6% começam a ser descartados pelos analistas.
Além disso, sinais mais positivos têm vindo da política nas últimas semanas, com menor beligerância entre os poderes e sinalizações positivas no andamento de matérias importantes como o marco legal do saneamento e as discussões relevantes e em bom tom sobre a reforma tributária entre a Câmara, o Senado e Governo.
Nesse cenário, as projeções para a retração da economia este ano melhoraram pela terceira semana consecutiva, de -6,10% para -5,95%, com a projeção de crescimento no ano que vem sendo mantida em 3,50%. A projeção para a inflação oficial este ano, o IPCA, permaneceu em 1,72% e, para 2021, em 3,00%. Na semana passada, o presidente do Banco Central afirmou que a economia brasileira começa a apresentar recuperação em formato de “V”, mas que “não achamos [no Banco Central] que vai ser um V completo”, com a retomada perdendo força em algum momento.
Esse discurso reforça a ideia de que, mesmo com os grandes riscos fiscais frequentemente apontados na comunicação do Banco Central e com as expectativas de queda menor que o esperado para o PIB, a inflação ainda muito abaixo das metas estabelecidas pelo CMN neste e no próximo ano e a dimensão do hiato (diferença entre o produto potencial e o produto efetivo da economia), que deve permanecer alto por muito tempo, permitem que a Selic seja reduzida ainda mais até o final deste ano, para 2,00%, mediana das projeções do Focus que se mantém nesta semana.
No calendário econômico, destaque para diversos indicadores de confiança para o mês de julho e para o IPCA-15 do mesmo mês, que será divulgado na sexta-feira (24/07). A retomada de uma agenda política mais intensa também deve guiar as expectativas dos analistas nas próximas semanas.
“A Munich Re percebe uma incerteza considerável em relação ao desenvolvimento macroeconômico e ao impacto financeiro do COVID-19, e não espera que a incerteza diminua entre agora e o início de 2021”, disse a empresa
Fonte: Reuters
O grupo alemão de resseguros Munich Re disse nesta segunda-feira que está descartando uma recompra de ações planejada, ao reportar ganhos do segundo trimestre deprimidos por pagamentos em grandes eventos cancelados devido à pandemia de coronavírus.
A Munich Re reportou lucro líquido de cerca de 600 milhões de euros (US$ 685 milhões), uma queda em relação ao resultado consolidado do ano anterior de 993 milhões de euros, mas acima da expectativa de consenso de 405 milhões de euros entre 20 analistas em uma pesquisa compartilhada pela empresa.
As perdas resultantes do surto de coronavírus totalizaram 700 milhões de euros, com a maior parcela relacionada a reclamações sobre eventos cancelados. Um impacto menor foi relatado nos negócios de vida e saúde de Munich Re, bem como no seguro contra acidentes de propriedade, disse a empresa.
A Munich Re anunciou em fevereiro que recompraria ações no valor máximo de 1 bilhão de euros, mas interrompeu o programa no final de março até novo aviso. O plano de recompra agora definitivamente não será implementado.
“A Munich Re percebe uma incerteza considerável em relação ao desenvolvimento macroeconômico e ao impacto financeiro do COVID-19, e não espera que a incerteza diminua entre agora e o início de 2021”, disse a empresa.
“Além disso, a Munich Re recentemente identificou condições verdadeiramente favoráveis para o crescimento de seus negócios de resseguros e, portanto, o uso ativo de seu capital”.
A Munich Re disse que continuará adotando uma política de dividendos favorável aos acionistas e revisitará a idéia de recompra de ações no início de 2021. As ações da empresa negociaram 0,5% acima no final das negociações em Frankfurt.
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