Preço do seguro auto registra queda, acima de 10%, em um ano

Andre_Gregori Thinkseg

Apesar de o preço do seguro auto tradicional cair, volume de contratação segue baixa. Busca por alternativas, mais em conta ao bolso, aumentam, como o seguro Pay Per Use

Fonte: Thinkseg

O preço do seguro auto caiu entre 11% e 27% para cinco modelos de carros neste ano, comparado com os preços de julho de 2019, segundo levantamento na plataforma digital de seguros do Grupo Thinkseg, chamada Bidu. Para as mulheres, a queda de preço varia de 2% a 14% na pesquisa.  Mesmo estando mais barato, o segmento que representa o seguro auto (Fenseg) registra queda do volume de contratações. No intervalo de janeiro a abril deste ano sobre mesmo o período do ano passado, o valor recebido de quem contrata o seguro auto (prêmio) caiu cerca de R$ 1,1 bilhão. 

A plataforma digital Bidu analisou os preços dos automóveis Ka, Gol, HB20, Ônix, Polo, todos modelos 2020, nas cinco capitais:  São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Brasília, para um homem e uma mulher, ambos de 35 anos, casados, que rodam 20 quilômetros por dia e que guardam o carro da garagem.

Um dos fatores da menor contratação de seguro auto em 2020 é a queda das vendas de veículos zero quilômetro que diminuiu 40% neste semestre em relação aos primeiros seis meses de 2019, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). 

Outro fator é que as pessoas estão postergando contratar apólices de seguro auto, com vigência de um ano. Motivo: há incertezas sobre a retomada da rotina anterior à pandemia. Milhões de pessoas continuam em home office e crianças tendo aulas online. O fato é que a maioria das famílias está se mantendo nas residências, sem viagens programadas.

Por esse motivo, o seguro auto Pay Per Use (Pague pelo Uso), com contratação mensal, mostra alavancagem nas vendas. Esse novo modelo de seguro passou a somar três “players” no fim deste primeiro semestre. Dois deles anunciaram a entrada no setor em junho deste ano. A Thinkseg, pioneira neste modelo no Brasil, tem registrado aumento significativo de contratações.  “Atingiu 600% de incremento nas vendas do produto de abril até 20 de julho, comparado aos números do primeiro trimestre deste ano, período em que ainda não havia pandemia no Brasil, diz o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori.

No novo seguro Pay Per Use, o motorista de 35 anos, com o mesmo Ônix, CEP na região central de São Paulo, pagaria R$ 55,20 de assinatura mensal e R$ 0,06 (seis centavos de reais) por cada quilômetro rodado, ou seja, R$ 1,20 por cada 20 kms diários. Como o contrato é mensal, a pessoa pode cancelar a qualquer momento o seguro pelo aplicativo. Tudo é online. E a assinatura para carro modelo básico começa a partir de R$ 25,00 mensais, mais os kms rodados.

“Mesmo em um cenário de controle do Covid-19, as contratações do Pay Per Use continuarão aumentando porque as pessoas também vão buscar formas de economizar. Elas passaram a se preocupar mais com o controle de gastos e poupança de recursos. Há um segmento de público que prioriza a transparência na hora de pagar.  Por meio do aplicativo do Pay Per Use, o motorista vê cada quilômetro rodado e quanto vai pagar por ele”, explica Andre Gregori. “Ainda é preciso considerar que o home office é uma tendência que ganhou força no Brasil. Muitas empresas vão manter parte da equipe trabalhando em casa. Neste cenário, o Pay Per Use é uma boa opção para quem usa o carro aos finais de semana”, completa.

O seguro auto tradicional para o modelo ônix 1.0, ano 2019, apresentava média de preço de R$ 2.155,00 no ano passado, em cinco capitais do País (Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza). Neste ano, a média de preço do seguro auto para o ônix 1.0, ano 2020, nas mesmas cinco capitais, ficou em R$ 1.930,00, ou seja, 10% menor do que no ano passado 

A redução do preço do seguro auto tradicional, ao longo de um ano, considera alguns fatores de mercado. Entre entre abril e julho deste ano, houve redução de valor dos automóveis analisados, segundo dados da tabela Fipe. Também as seguradoras modificaram alguns serviços ofertados. Agora, é possível encontrar seguro auto com guincho dentro do raio de 100 km, 200 km e 400 km, em vez do raio ilimitado, como no passado. Em alguns casos, nota-se a diminuição de dias para o uso do carro reserva após acidentes. Para facilitar a venda, ainda houve o aumento do prazo de pagamento do preço anual do seguro auto em até 10 ou 12 parcelas sem juros. Mas, é preciso ficar atento a cada condição. Há parcelamento em 10 vezes, com taxa de juro progressiva a partir da quinta parcela.

CNseg debate aspectos ASG em investimentos

cnseg webinar tec

Em ano marcado por pandemia, WebTec contextualiza a busca de empresas e gestores na geração de impactos social e ambiental

Fonte: CNseg

A segunda edição da série de webinars técnicos (WebTec) da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg abordou o tema “Investimentos de Impacto”. O encontro, que teve a mediação da Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, deixou claro que os investimentos estão considerando cada vez mais os aspectos ambiental, social e de governança, sem perder o foco em resultado e aumentando a percepção de riscos e oportunidades.

O ano de 2020 está sendo marcado pela pandemia do novo coronavírus e outros fenômenos políticos e sociais globais. Os esforços feitos por empresas para gerar impacto social e ou ambiental mensuráveis, também nesse período, estão assumindo papel prioritário.

No WebTec, Solange Beatriz frisou: “É benéfico quando se pode dar materialidade e exemplificar ações e “cases”. É tudo que se espera do tema sustentabilidade, já que por muito tempo esteve no imaginário de pessoas e empresas. Acredito que no médio prazo, já consigamos notar expressivos resultados e usufruir como planeta e sociedade.”

Solange destacou ainda que o setor de seguros, vida e previdência, saúde e capitalização é um grande formador de poupança. Em 2019, os ativos totais do setor de seguros alcançaram cerca de R$ 1,275 trilhão, sendo 75% desses ativos (R$ 957 bilhões) concentrados em aplicações financeiras. Dessas aplicações financeiras, 98% estão em quotas de Fundos de Investimentos, títulos de renda fixa e variável e aplicações no exterior. Concluindo que a dinâmica do setor demonstra a importância da diversificação.

O evento contou com as participações do Head de Previdência da XP Seguros, Amâncio Paladino Messina; da Presidente da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg e Diretora de Sustentabilidade da Mapfre, Maria de Fátima Mendes Lima; da Analista ESG no Santander Asset e Membro do Grupo Consultivo de Sustentabilidade da ANBIMA, Luzia Hirata e do VP de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello.

Para Maria de Fátima Lima, as empresas com boa retrospectiva com seus clientes e com questões de sustentabilidade são as mais resilientes e com resultado financeiro melhor. “É uma tendência, na minha concepção já uma realidade, que veio para ficar e gerar melhores resultados nos médio e longo prazos”, afirmou.

Dentro da discussão sobre investimento e sustentabilidade, o WebTec CNseg teve a apresentação do Guia ASG (Ambiental, Social e Governança) para orientar instituições e gestores, realizada por Luzia Hirata. Segundo a Analista do Santander, “o setor de seguros tem um potencial enorme para tratar dessas questões, até porque é bastante afetado”. Luzia observou que haverá uma série de impactos, mas não só do ponto de vista de riscos, como de oportunidades.

Já o Head de Previdência da XP Seguros, Amâncio Paladino Messina, destacou que as empresas buscam longevidade em seus negócios e os clientes cada vez mais olham para os investimentos com o viés da sustentabilidade. Segundo ele, a tendência é que os aspectos ASG estejam ainda mais presentes. “Existem clientes que levam em consideração em seus investimentos o total critério dos aspectos ASG. Por outro lado, é uma questão das próprias empresas terem essa preocupação porque está diretamente ligada à sustentabilidade dos seus negócios.”

O VP de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello, explicou como se deu a evolução dos aspectos ASG e frisou que o “Ambiental” foi o último a ganhar importância nos processos de investimentos nas empresas, no Brasil. “Acho que avançamos muito, principalmente em termos de “Governança” e “Social”. “Nessa direção, estamos semelhantes ao investidor americano, mas muito longe do europeu”, explicou. E destacou: “O aspecto Ambiental começou a ganhar importância quando as empresas repararam que teria impacto positivo em todos os outros investimentos.”

Lucro da Mapfre cresce 23,4% no Brasil no primeiro semestre do ano

Mapfre ceo

Mesmo com o impacto da pandemia e com a redução no volume de prêmios, a Companhia obteve lucro líquido de 60 milhões de euros no período

A Mapfre Brasil apresentou lucro líquido de 60 milhões de euros (R$ 334 milhões) no primeiro semestre de 2020, um crescimento de 23,4% em relação ao mesmo período no ano passado. O resultado foi influenciado pela redução dos sinistros no mês de junho nos ramos de Automóveis e Agronegócio, apesar de terem aumentado em outros, como Riscos Simples e Industriais. O destaque positivo do período ficou por conta da boa evolução do resultado em Automóveis, que fechou o semestre com um lucro de 4,2 milhões de euros (R$ 23,4 milhões).  

O volume de prêmios da companhia no Brasil ficou em 1,612 bilhão de euros (R$ 8,93 bilhões), 21,6% a menos que no mesmo semestre do ano anterior. Durante o período, a Mapfre registrou 768 milhões de euros (R$ 4,2 bilhões) em Seguros Gerais (-6%), 610 milhões de euros (R$ 3,38 bilhões)  em Vida (-21%) e 233 milhões de euros (R$ 1,34 bilhão) em Automóveis (-49%).  

“O Brasil é um dos países mais estratégicos para a operação no mundo e o que possui um dos maiores potenciais de crescimento do setor de seguros. Desde o início da pandemia de COVID-19, a companhia vem mobilizando recursos e adotando medidas para garantir tanto a proteção de seus públicos como para assegurar a continuidade de seu negócio. Estamos em processo de retomada das nossas operações presenciais e de forma gradual e responsável confiamos que os impactos pontuais apresentados durante o primeiro semestre tendem a ser superados nos próximos meses”, afirma o CEO Brasil, Fernando Pérez-Serrabona.

“Nos mantemos focados em nossa estratégia de oferecer um portfólio completo de produtos, adequado à nova realidade do consumidor brasileiro, e atrelado à melhoria da eficiência operacional”, ressalta Serrabona.

Mundo  – A receita global no acumulado do primeiro semestre de 2020 chegou a 13,277 bilhões de euros (R$ 79,67 bilhões), uma queda de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os prêmios ficaram em 10,983 bilhões de euros (R$ 65,9 bilhões), 12,3% a menos. Os resultados são reflexo do cenário de queda da atividade econômica causada pela crise da COVID-19 no mundo, que iniciou na metade de março e atingiu o pico durante o segundo trimestre do ano, afetando todos os países.

O lucro também esteve condicionado a essa situação e o resultado do Grupo no fechamento de junho ficou em 271 milhões de euros (R$ 1,62 bilhão), 27,7% inferior ao obtido entre janeiro e junho do ano anterior. 

O resultado está fortemente impactado pelos sinistros da COVID-19 registrados na Unidade de Resseguro, cujos custos aumentaram em 87 milhões de euros brutos (R$ 522 milhões), assim como pelos terremotos em Porto Rico (83 milhões de euros brutos, equivalente a R$ 498 milhões) e a tempestade Glória na Espanha (22 milhões de euros brutos, equivalente a R$ 132 milhões). Estima-se que o efeito da COVID-19 nas unidades de seguro seja neutro, com a diminuição da frequência dos sinistros de Automóveis, o que compensa os sinistros diretos em Mortes e Saúde, principalmente. 

Fátima Lima é reeleita para compor Conselho Mundial do PSI

fatima lima fundación Mapfre

“A sustentabilidade é vista como um aspecto fundamental cada vez mais relevante no cenário atual, onde as empresas são avaliadas por sua capacidade de adaptação e antecipação aos riscos ambientais, sociais e de governança (ASG)”

Fonte: CNseg

A diretora de Sustentabilidade da MAPFRE Brasil e Fundación MAPFRE, Fátima Lima e também Presidente da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg, acaba de ser reeleita para compor o Conselho Mundial do PSI (Princípios para Sustentabilidade em Seguros) – um compromisso entre as principais seguradoras mundiais e a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep-FI, na sigla em inglês).

Integrando o board mundial do PSI desde 2015, Fátima foi eleita para representar a MAPFRE globalmente, sendo a sexta mais votada entre os 19 executivos que se candidataram para ocupar uma das nove cadeiras do Conselho. Lançado em 2012 durante a Conferência da ONU Rio+20, o PSI é um órgão liderado por um board, que define e atualiza os princípios, zela por sua boa governança, desenvolvendo e acompanhando seus objetivos e estratégias. Esse Conselho é composto por líderes de empresas do setor de seguros signatárias do PSI em todo o mundo, além de contar com um representante da UNEP (United Nations Environmental Programme) e dois co-presidentes (co-chairs). Mais de 140 organizações em todo o mundo adotaram os Princípios, incluindo seguradoras que representam mais de 25% do volume mundial de prêmios e 14 trilhões de dólares em ativos sob gestão.

Com sua reeleição, Fátima pretende continuar contribuindo para a consolidação de uma agenda efetiva de sustentabilidade na indústria de seguros, compartilhando conhecimentos e tendências internacionais para garantir a integração efetiva da sustentabilidade na estratégia dos negócios e de todo o setor. Para Fátima Lima, a sustentabilidade é vista como um aspecto fundamental cada vez mais relevante no cenário atual, onde as empresas são avaliadas por sua capacidade de adaptação e antecipação aos riscos ambientais, sociais e de governança (ASG) – aspectos fundamentais para a perenidade dos negócios. “Na prática, isso significa que o resultado financeiro tem que estar acompanhado do progresso social, ambiental e econômico. Ou seja, Sustentabilidade e Negócio devem caminhar lado a lado, garantindo a expansão do modelo tradicional de negócios, que visava somente ao retorno financeiro”, explica a executiva.

Sob o ponto de vista da performance de mercado, a integração ASG já é inclusive reconhecida por índices como Dow Jones de Sustentabilidade, FTSE4Good e ISE (Índice de Sustentabilidade Empresaria), que utilizam o PSI como parte dos critérios para análise da indústria de seguros. No setor de seguros, cujo negócio é gerenciar e assumir riscos, é cada vez mais importante saber identificar e avaliar os impactos de possíveis ocorrências de forma antecipada, aumentando a resiliência das operações. Por meio da sua capacidade e expertise de antecipar e prevenir riscos, as seguradoras têm cada vez mais relevância para o entendimento e a gestão sustentável dos negócios, oferecendo produtos e serviços capazes de atender às novas demandas em consequência das profundas mudanças dos cenários social, ambiental, político e econômico.

Produtos de qualidade com preços mais acessíveis para a saúde suplementar voltar a crescer

Aperfeiçoamentos na lei e regras da ANS são importantes para planos de saúde recuperarem mercado e continuarem ajudando a desafogar o SUS, diz presidente da FenaSaúde

Fonte: FenaSaúde

A saída para o setor de saúde suplementar se recuperar da crise e voltar a crescer passa por lançar produtos com preços mais acessíveis para a população, reduzindo custos sem perder a qualidade. As ações incluem oferta de produtos com coparticipação e franquias assim como com abrangência apenas em micro regiões. Mas, sobretudo, são necessários aperfeiçoamentos na lei n° 9.656/1998, que regula o setor no país, para que as principais melhorias possam acontecer. 

“Passamos por várias crises e esta não será a última. Perdemos 3 milhões de beneficiários desde a crise que se seguiu ao governo Dilma. Desde então, a recuperação vinha muito lenta. Não se pode lançar produtos com menos coberturas do que aquelas do rol [de procedimentos de cobertura obrigatória estabelecido pela ANS], cujo escopo vem aumentando ao longo dos anos”, afirmou o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, na abertura do Summit Internacional Americas, promovido pela UnitedHealth Group Brasil, com o tema “Lições da Covid-19”, realizado nesta quinta-feira (23/7).

Como consequência da crise, Amoroso Lima prevê perda de 380 mil beneficiários com cobertura médica e 500 mil com cobertura odontológica, apenas no primeiro semestre deste ano. São pessoas que, sem alternativa, possivelmente pressionarão ainda mais a demanda pelos serviços públicos fornecidos pelo Estado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse contexto, o consumidor também precisa tomar cuidado com uma série de produtos lançados no mercado, mas que não podem ser considerados planos ou seguros de saúde. São verdadeiros “gato por lebre”, na avaliação do presidente da FenaSaúde: oferecem mensalidades baixas, mas não asseguram aos pacientes o acesso à ampla cobertura estabelecida na legislação e pela ANS que só os planos e seguros de saúde garantem.

Para Amoroso Lima, um fato que sempre precisa ser levado em consideração é o papel relevante da saúde suplementar para a sociedade, tanto agora durante a atual pandemia, quanto em tempos de normalidade. “Antes de entrar no mérito sobre se as operadoras estão ganhando ou perdendo, é preciso enfatizar que o setor está em pleno funcionamento, sem rupturas, entregando serviços e saúde de qualidade aos beneficiários. Cumprir os contratos não é mais que nossa obrigação, mas numa crise desta envergadura, não deixa de ser meritório e digno de menção”, disse, durante o painel “Como as operadoras vão se adaptar à perda de vidas conveniadas e downgrade de planos? Quais novos produtos podem e devem ser lançados no mercado? Como o governo e a ANS podem auxiliar?”

A redução de demanda observada nestes quatro meses de pandemia, explicou o presidente da FenaSaúde, afetou toda a cadeia de prestação de serviços de saúde. No período de março a maio de 2019 comparado a março a maio de 2020, a taxa de sinistralidade das operadoras caiu 10 pontos percentuais, segundo dados recentes da ANS. Mas já se observa reversão deste comportamento. “A tendência é que no curto/médio prazo a sinistralidade volte a 76%. O setor espera para os próximos meses o aumento de procedimentos que ficaram represados”.

Já a ANS tem sido bastante criticada no período atual, e por todos os lados, ressaltou Amoroso Lima. Entre as medidas que o órgão regulador poderia tomar para auxiliar o mercado está a flexibilização dos reajustes de planos individuais. “Se a sociedade quer de volta os produtos individuais, é preciso mudar as regras”, disse o presidente da FenaSaúde.

No evento, João Alceu Amoroso Lima dividiu a mesa virtual com o CEO da UnitedHealth Group Brasil, José Carlos Magalhães; com o ex-presidente do Banco Central e sócio fundador da Gávea Investimentos, Arminio Fraga, e com o CEO da Americas Serviços Médicos, Marco Costa. A moderação foi de Laís Perazo, CMO da UnitedHealth Group Brasil.

Victoria Werneck: podemos olhar para 2021 com certo otimismo, porém considerando muitos desafios

Economista-chefe da Icatu Seguros comenta em live a reforma tributária que foi enviada ao Congresso

A live da Icatu Seguros desta quinta-feira, 23, contou com a participação da economista-chefe da seguradora, Victoria Werneck, trazendo sua análise mensal do cenário econômico e um panorama futuro. Apesar da realidade de incertezas e uma lenta recuperação econômica, levando em conta que o mundo ainda está lidando com a pandemia, a sensação é de que podemos olhar para 2021 com certo otimismo, porém considerando muitos desafios. 

No contexto internacional, a previsão de crescimento do PIB para 2020 melhorou em alguns países. Nos Estados Unidos, enquanto no último mês a projeção indicava queda de 8%, agora o número é de -5,3%. Já para a China, há um crescimento projetado de 1,4%. Para o ano que vem, o FMI apresentou perspectivas mais positivas para todos os mercados, com um aumento de 5,4% no PIB global e de 5,9% nas economias emergentes. Victoria afirma que, embora seja difícil falar de crescimento para 2020, para o próximo ano o cenário já se mostra mais animador.  

Dúvidas relacionadas aos desdobramentos da reabertura econômica e possíveis novos períodos de lockdownainda permanecem, mas no Brasil alguns indicadores também apresentaram melhora. Em maio já foi possível notar a retomada da produção industrial, mesmo que em partes. Nos cinco primeiros meses de 2020, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC –BR) caiu 5,75% em relação ao mesmo período de 2019. Em abril, a atividade econômica despencou 15% em relação a fevereiro, quando ainda não havia pandemia no país. Em maio ela subiu 1,3% em relação a abril, um sinal que a recuperação está acontecendo, mesmo que lentamente. 

Outro indicador importante que apresentou crescimento foi o Índice de Confiança do Empresário Industrial. Enquanto nos meses de abril e maio ele estava perto dos 35 pontos, em junho passou para 41 pontos. Já as vendas do comércio varejista apresentaram um aumento de 13% em maio. “O mês de abril foi, até o momento, o de pior desempenho em todos os setores. Olhando para trás podemos ter a sensação de que o pior já passou, embora ainda tenha muito trabalho a ser feito”, avalia Victoria. 

Muito afetado pela crise, o setor de serviços não sinalizou crescimento, porém já deixou a tendência negativa que apresentava até maio. Para a economista, um dos maiores desafios do Brasil atualmente, e também para o próximo ano, é o aumento da taxa de desemprego, que atingiu 12,9% em maio. “O auxílio emergencial foi importante para manter a renda dos trabalhadores nesses últimos meses, mas a tendência é que a taxa de desemprego ainda cresça. Mais pessoas precisarão do auxílio e por mais tempo. Será preciso considerar um novo programa de ajuda, que também representa um aumento do déficit primário. Esse é um dos maiores desafios que o país terá pela frente”, afirma.

Seguros SURA apresenta novo modelo de negócios em evento realizado pela MIT

Seguros Sura Marcelo Biasoli

Marcelo Biasoli, Diretor de Estratégia de Negócios e Marketing da Seguros SURA, foi o convidado da live sobre inovação e apresentou o novo modelo de seguro sob demanda da companhia no Brasil

Fonte: Seguros Sura

Durante os quatro anos no Brasil, a Seguros Sura se transformou em uma organização flexível e pronta para viabilizar a transformação digital acelerada com capacitação e agilidade na criação de novos modelos de negócios como o seguro sob demanda,” contou Marcelo Biasoli, diretor de Estratégia de Negócios e Marketing da Seguros SURA no Brasil, durante a live de encerramento do evento Frontiers Unlocked #2 da MIT Sloan Management Review Brasil.

Durante a conversa com a mediadora Maria Alice Frontini, que posicionou a Seguros SURA como uma das poucas empresas brasileiras no caminho em busca de ser uma empresa future-ready, preparada para o mundo digital.
“Na Seguros SURA construímos uma cultura baseada em princípios humanos, em olhar primeiro para as pessoas e em seguida para os nossos negócios para entendermos que somos capazes de ser criativos e inovar.

Desenhado a partir do olhar da companhia para as macrotendências e a análise das necessidades do consumidor conectadas à experiência, customização, autonomia e conveniência, a Seguros SURA criou um modelo de negócios que oferece a possibilidade de comprar e fazer a gestão do produto de seguro a qualquer momento, de forma digital e flexível, na palma da mão.

Para desenvolver a solução e acelerar o processo de viabilização no mercado, a Seguros SURA estabeleceu uma parceria com a Trov, empresa líder em tecnologia para o mercado de seguros com expertise global em plataforma de seguros sob demanda que ajudou a acelerar as curvas de aprendizado e criar esse novo modelo de negócio para junto com os parceiros atender a demanda no mercado. 

“A partir do momento que a gente passa a oferecer o que é atrativo e conecta com o momento de cada uma das pessoas, a probabilidade de compra vai muito além. Dessa forma, o modelo que une a experiência do consumidor com uma plataforma que nos permite escalar e ser ágil, nos ajudou a pensar diferente”. Além disso, “esse é um mercado que tem tudo a ver com o perfil do consumidor atual, principalmente por viabilizar a mobilidade e conectividade com a contratação instantânea do seguro”. 

Para chegar ao modelo simples e diferenciado do seguro sob demanda em termos de user experience, Marcelo dá a dica e explica que “é preciso ser digital e não somente estar digital, além da capacitação tecnológica e estratégica para se conectar com os parceiros e entregar os serviços ao consumidor da forma escolhida por ele. Estamos apostando e antecipando esse movimento”. 

Para isso, a Seguros SURA segue com o propósito de somar a entrega ao consumidor através de parceiros estratégicos, desde os grandes varejistas, plataformas digitais, às instituições financeiras tradicionais e digitais. 
“Ao acompanhar as tendências, sabemos que mercados completamente diferentes estão se conectando para apresentar soluções diferenciadas ao consumidor. Inovação e criatividade são as palavras-chave do momento para ter resultados nas operações e melhorar a qualidade de vida de toda a sociedade ao promover modelos sustentáveis para os negócios, e isso mostra que estamos no caminho certo”.

O evento MIT Sloan Management Review Brasil, realizado de 14 a 16 de julho, reuniu especialistas de várias áreas, do Brasil e do exterior, para discutir sobre novos modelos de negócios.

Lloyd’s of London lança seguro para garantir a distribuição da vacina COVID-19

lloyds of london

Fonte: com Bloomberg

O Lloyd’s of Londres, o maior mercado de seguros do mundo, planeja começar a oferecer cobertura das entregas de vacinas contra o coronavírus. A Parsyl Inc., uma empresa de tecnologia de seguros dos EUA, fez uma parceria com o Lloyd’s para fornecer apólices que cobrem o armazenamento e o envio de vacinas COVID-19 e outros medicamentos, segundo informou o Lloyd’s em comunicado.

A entrega da vacina pode ser cara, porque os seguradores estão preocupados com o risco de os medicamentos serem estragados pelo calor ou frio excessivos. Segundo o consultor de risco Alberto Kessel, o risco de transporte e de roubo passa a ser grande. Muitas medidas de mitigação serão necessárias. Será o “produto” mais requisitado do mundo.

Para isso, o Llody’s criou o Syndicate 1796, que reúne a Parsyl, juntamente com as seguradoras Ascot Group e uma unidade da AXA SA, corretora McGill & Partners e Gavi, a Vaccine Alliance, um grupo internacional de saúde pública que se concentra em fornecer novas vacinas para países mais pobres no mundo.

“Existe um amplo consenso de que a vida só pode voltar à normalidade depois que uma vacina for desenvolvida, distribuída e administrada em todo o mundo. O Lloyd’s tem um papel importante a desempenhar para garantir os riscos associados a essa expectativa médica global e estamos felizes em aprovar um novo sindicato que fornecerá cobertura eficaz para as cadeias de suprimentos locais de distribuição de vacinas. Essa parceria única é uma demonstração real do valor e engenhosidade que o Lloyd’s pode trazer para ajudar a resolver uma emergência de saúde global, pois compartilhamos o risco de apoiar os bravos esforços daqueles que correm para desenvolver e distribuir uma vacina COVID-19. ”

Como parte do novo Global Health Risk Facility do Lloyd’s, os novos negócios serão apoiados com investimentos novos, permitindo compartilhar riscos e oferecer políticas com preços mais baixos, de acordo com o comunicado. É o primeiro sindicato público-privado criado para ajudar a enfrentar uma emergência de saúde global na história de Lloyd.
 

SulAmérica lança Guia de Vida e Previdência: informação na palma da mão facilita as vendas

SulAmérica Guia Seguro de Vida

Fonte: SulAmérica

Corretores de seguros contam com um aliado para vender produtos de Vida, Previdência e Viagem da SulAmérica: o Guia de Vida e Previdência (http://adobe.ly/2BjJUOw). A publicação lançada nesta semana é totalmente digital, com navegação simples e pode ser acessada a qualquer hora, em qualquer lugar, inclusive offline. 

“Investimos em um modelo diferente do que existe no mercado e que apresentasse com transparência todas as nossas soluções de proteção para vários momentos da vida dos clientes. Assim, o corretor pode assumir o papel de consultor de proteção, pesquisando com mais facilidade o melhor produto e até compartilhando a tela com o cliente”, explica Victor Bernardes, Diretor Vida e Previdência. 

O Guia de Vida e Previdência está disponível no Portal do Corretor (http://corretor.sulamericaseguros.com.br/). Além de mostrar detalhadamente cada solução de proteção, há também a possibilidade de consultar o Comissionamento. O conteúdo será atualizado constantemente a partir das avaliações dos corretores. 

Guiabolso estreia em seguro de vida em parceria com a seguradora Icatu

A contratação do serviço é personalizada e, a depender do plano contratado, a parcela mensal começa em R$ 20

O Guiabolso fechou parceria com a Icatu Seguros que permitirá a contratação online de seguros de vida e de acidentes pessoais na sua plataforma, marcando a estreia do aplicativo de gestão financeira no segmento. A contratação do serviço é personalizada e, a depender do plano contratado, a parcela mensal começa em R$ 20.

O usuário pode contar com ofertas personalizadas, modeladas a partir de segmentações de perfis. Não é preciso enviar documentos extras como comprovação de renda, residência ou de saúde para a contratação, afirmou a empresa em comunicado.

A prateleira de produtos do Guiabolso já conta com conta corrente, cartões de crédito, investimentos e empréstimo. O aplicativo surgiu em 2014 e conta com cerca de 6 milhões de usuários.