A Resolução Nº 4.799, de 27 de julho de 2015, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) , do Ministério dos Transportes, regulamenta procedimentos para inscrição e manutenção no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), dentre outros.
O Capítulo IV, que trata do Transporte Rodoviário Remunerado de Cargas, item 23, dispõe que o documento que caracteriza a operação de transporte deverá ser emitido antes do início da viagem, contendo algumas informações, dentre elas a “identificação da seguradora e o número da apólice do seguro e de sua averbação, quando for o caso”.
Ferramenta inclui o corretor de seguros nas cotações online de maneira efetiva e com lucro mensurável
Fonte: Segfy
Muito se houve falar em digitalização do mercado de seguros, uma frase que, caso interpretada de maneira superficial, deixa muitos questionamentos quanto a função do corretor de seguros.
Para aliviar a tensão que este processo causa nos profissionais habilitados, a insurtech curitibana Segfy desenvolve soluções para que o corretor sinta-se incluído nesta nova era do mercado. Há dois meses, a empresa lançou o Meu Seguro Novo, um marketplace que promete trazer os leads qualificados para o corretor de seguros finalizar a venda e o resultado tem sido animador aos olhos de quem está vendendo.
Primeiros resultados
A plataforma já vem sendo eficiente para alguns corretores, que enxergam nela uma alternativa para as vendas não baixarem neste período de pandemia.Um dos profissionais que faz parte do Meu Seguro Novo, João Branco, Sócio/Consultor da Segben, corretora situada em São Paulo, conta um pouco sobre as vantagens que a ferramenta trouxe para sua empresa.
“Hoje acreditamos que podemos atuar com mais qualidade junto aos nossos clientes pois temos tempo de estudar, aprender melhor sobre os produtos, nos qualificar para oferecer uma venda consultiva com mais rapidez e qualidade”.
Outro ponto citado por João Branco, é a alternativa que o Meu Seguro Novo traz ao corretor para entrar no universo das cotações online.
“A sobrevivência dos corretores de seguro neste mercado online, de forte concorrência e que caminha para um novo futuro pós-pandemia, dependerá, além da sua capacitação e qualidade de atendimento, do acesso às novas tecnologias e veículos de comunicação virtual como a nova plataforma Meu Seguro Novo / Segfy. Esse impacto só está começando”.
União e fortalecimento
O Meu Seguro Novo envolve os corretores de seguros em todo o processo da venda de um seguro para os leads gerados na plataforma, uma novidade exclusiva no mercado. Baseado nisso, Marcos Villa, CEO da Segfy, ressalta que a missão das soluções criadas pela empresa é de unir corretor e segurado de maneira prática e eficiente.
“Acreditamos que o relacionamento entre corretor e segurado tende a aumentar com a presença digital, são diversas ferramentas de comunicação que trazem essa proximidade entre os dois. Cabe a nós desenvolver soluções que aproximem ainda mais a relação entre os dois de forma prática, segura e eficiente, para que o corretor consiga vender mais e o segurado tenha sempre a melhor opção de seguro a sua disposição”.
Por fim, João Branco conta que a parceria com a Segfy é importante para manter o seu negócio atualizado do que há de mais novo no mercado de seguros.
“A plataforma é extremamente eficiente no que se propõe e atende quase que integralmente as operações de nossa corretora. Começamos utilizando um sistema de gestão de apólices e hoje conseguimos operar, graças à Segfy, com módulos que nos permitem: efetuar cálculos em mais de 14 cias simultaneamente em poucos minutos, manter um gerenciamento em tempo real de nossa carteira de clientes e agora com uma ferramenta de captação de leads que nos dá um up na busca por novos contratos”.
Estará o seguro atuando abaixo dos níveis habituais e distante de seus princípios fundamentais?
Enquanto a Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR) no Brasil se reestrutura depois de um “quase” dissolução no final do ano passado e início deste, vale acompanhar os passos de sua congênere no Reino Unido diante das mudanças que a crise do Covid-19 impõem ao mercado segurador mundial.
A Airmic (The Association of Insurance and Risk Managers), associação que reúne profissionais de gerenciamento de risco e seguros nas empresas do Reino Unido, divulgou nota recentemente pressionando o mercado de seguros a adotar uma posição negocial mais responsável e sensível acerca da COVID-19, “sob pena de pôr em permanente risco sua reputação e confiabilidade como indústria, com consequente perda de clientes”.
A nota adianta que “Ameaçados em nossa própria sobrevivência, a partir das medidas de lockdown adotadas pelos governos em todo mundo, bem como pela profunda recessão que virá em seguida, nós, empresas compradoras de seguros, esperamos que corretores e seguradoras sejam razoáveis e flexíveis nos sinistros e nas renovações das apólices. O ambiente adverso do mercado de seguros já está a contagiar seu relacionamento com muitos clientes corporativos. A interpretação rígida dos clausulados pelas seguradoras na pandemia só pode acentuar a deterioração geral do mercado”.
Segue a Airmic dizendo que as seguradoras têm uma escolha: “Podem interpretar clausulados ambíguos tendo apenas seus próprios resultados em mente, ou podem igualmente atuar como parceiros de seus clientes tradicionais. Todos se beneficiarão de um entendimento sobre a crise atual”.
A Airmic listou algumas demandas bastante claras às seguradoras:
– Cobertura de lucros cessantes adequada ao perfil de riscos atual, que poderia fazer uso dos seguros paramétricos, voltados à proteção do fluxo de capital
– Não fazer mudanças apressadas e mal explicadas em suas políticas de subscrição, aí incluídos limites e exclusões de coberturas
– O compromisso de não excluir a COVID-19 das apólices de D&O
– Diálogo franco sobre discordâncias em clausulados e a adoção de atitude construtiva nas dúvidas sobre sinistros
É mais uma das recentes manifestações bastante incisivas de seu CEO, John Ludlow à imprensa: “Compreendemos que a indústria do seguro também está num momento extremamente crítico. Mas pesquisas que fizemos entre nossos associados indicam cada vez mais rigidez nos termos e condições dos seguros, e isso, junto com uma resposta pouco inteligente à pandemia desencadeará a procura de alternativas para a transferência de risco por parte das empresas. As seguradoras sempre dizem que querem ser parceiras de nossos associados. Agora é hora de pôr essas palavras em prática”.
O jornalista britânico Mark Geoghegan, da Insurance Insider, aproveitou para entrevistar o CEO da Airmic nesta semana em seu podcast The Voice of Insurance.
Já na apresentação do entrevistado, Mark advertiu: “O convidado de hoje tem um recado duro para nossa indústria nessa crise da COVID-19. Resumidamente, não estamos trabalhando direito. Não temos sido suficientemente consistentes, ficamos inflexíveis e algumas das nossas decisões têm sido medidas unicamente em torno do custo e do lucro. Estamos muito afastados do cliente, decepcionando as pequenas empresas e restringido coberturas quando não devíamos fazê-lo. Ao me ouvir dizendo isso, pode-se pensar que o entrevistado é um litigante radical procurando publicidade para uma ação coletiva. Mas como CEO da entidade de gerentes de risco do Reino Unido John Ludlow pode ser tudo, menos um incendiário. Os associados que ele representa são empresas globais, os maiores compradores de seguros do país e pagam bilhões em prêmio. São profissionais sofisticados, que raramente levantam a voz”.
Mark conclui sugerindo que a Airmic tem uma “amizade crítica” com a indústria do seguro, e vale a pena ser ouvida, mesmo que isso possa ser doloroso.
A Airmic é a maior associação britânica em seu segmento, contando com 450 empresas e 1,3 mil pessoas físicas como membros.
A ElipsLife, que fornece soluções e serviços de seguro de vida e saúde para clientes corporativos, passará para a Corporate Solutions no final de setembro de 2020
A Swiss Re anunciou hoje a nomeação de Thierry Léger como Group Chief Underwriting Officer do Grupo, a partir de 1o de setembro de 2020. Ele sucede Edi Schmid, que decidiu deixar o Comitê Executivo do Grupo por razões pessoais, assumindo um papel consultivo.
O presidente da Swiss Re, Walter B. Kielholz, comenta: “Em nome do Conselho de Administração, gostaria de agradecer a Edi Schmid por sua dedicação e uma enorme contribuição à Swiss Re ao longo de quase três décadas. Somos gratos por ele continuar a compartilhar sua experiência e conhecimento com o Grupo de maneira consultiva. Também estamos satisfeitos que Thierry Léger tenha aceitado este novo desafio depois de alcançar momentos importantes durante sua gestão na Unidade de Life Capital. Sua experiência em subscrição, tecnologia, dados e soluções inovadoras será um grande trunfo para promover o desenvolvimento da posição líder da Swiss Re na subscrição.”
Edi Schmid é Group Chief Underwriting Officer e membro do Comitê Executivo do Grupo desde julho de 2017. Ingressou na Swiss Re em 1991 e, desde então, ocupou uma série de funções importantes, como Head Property & Specialty Reinsurance, Head Property & Casualty Risk e Actuarial Management, e Chief Risk Officer Corporate Solutions.
Thierry Léger lidera a Unidade de Negócios da Life Capital, que combina os negócios de ReAssure, ElipsLife e iptiQ da Swiss Re, desde sua criação, em janeiro de 2016. Ingressou na Swiss Re como subscritor de engenharia para P&C em 1997, antes de se mudar para a Swiss Re New Markets em 2001, fornecendo soluções não tradicionais para clientes de seguros. Entre 2003 e 2005 foi membro da equipe executiva na França. A partir de 2006, Thierry Léger assumiu a responsabilidade pelos maiores clientes da Swiss Re, desenvolvendo soluções de risco e capital e, finalmente, tornando-se Head of Globals Division em 2010 e membro do então atual Conselho de Gestão de Grupos. Em 2013, assumiu o papel de Head of Life & Health Products Reinsurance.
Após a conclusão da venda da ReAssure para a Phoenix Group Holdings plc, que está prevista para o terceiro trimestre de 2020, a Unidade de Negócios da Life Capital será dissolvida. A previsão é que esse processo seja concluído até o final de dezembro de 2020. A partir de 1o de setembro de 2020, o CEO da Life Capital não será mais membro do Comitê Executivo do Grupo.
Sujeito às aprovações regulatórias aplicáveis, a ElipsLife, que fornece soluções e serviços de seguro de vida e saúde para clientes corporativos, passará para a Corporate Solutions no final de setembro de 2020, permitindo que seja melhor aproveitado as relações desta Unidade de Negócio com empresas e corretores. A plataforma de seguros digitais da Swiss Re iptiQ se tornará uma divisão independente reportando ao CEO do Grupo, a partir de 1o de janeiro de 2021, permitindo mais foco neste negócio. A Swiss Re continua avaliando a simplificação da estrutura de pessoa jurídica do Grupo.
O Group Chief Executive Officer, Christian Mumenthaler, comemora: “As mudanças anunciadas hoje posicionarão positivamente a Swiss Re para uma próxima etapa de desenvolvimento estratégico do Grupo. Com um forte crescimento nos últimos anos, o IPTIQ está a caminho de se tornar um dos principais players em sua área. E fazer parte da Corporate Solutions abrirá mais oportunidades de crescimento para a elipsLife. Na subscrição, continuaremos a evoluir nossas capacidades através de pesquisas de ponta, acesso a mais e melhores dados e análises avançadas.”
A Ebix, uma das empresas de tecnologia que facilita a vida de corretores e das seguradoras, facilitou a jornada digital da Austral Seguradora, que com a coronavírus entrou com rapidez em home office
Nada melhor para o cliente do que o aumento da demanda, que aguça a concorrência e traz melhores produtos e serviços para os clientes finais. E para temperar um cenário que já vinha positivo para o seguro de garantia judicial, veio a pandemia e suas consequências. A crise fez com que empresas precisassem liberar recursos depositados em juízo como forma de aliviar o fluxo de caixa para enfrentar as consequências financeiras geradas com o isolamento social. Por outro lado, ajudou a acelerar a transformação digital em curso que já vinha acontecendo no mercado de seguros.
Aliado a este cenário, juízes começaram a dar sentenças autorizando a troca de recursos por seguro, algo que vinha sendo debatido há tempos. Isso fez a procura pelo seguro garantia judicial disparar. Este tipo de apólice libera recursos depositados pelas empresas em ações judiciais em troca de um seguro. A apólice tem sido aceita pelos juízes, com exceção de processos que envolvem a Receita Federal, explicam advogados dedicados a este segmento.
O seguro garantia judicial visa assegurar o pagamento de débitos reconhecidos em decisões proferidas por órgãos da Justiça do Trabalho. O entendimento da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça é que o seguro-garantia judicial produz os mesmos efeitos jurídicos que o dinheiro, seja para garantir o juízo da execução, seja para substituir outro bem que tenha sido penhorado anteriormente.
“A partir da Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), apólices de seguro e de cartas de fiança bancária passaram a ser aceitas em substituição ao depósito recursal e para garantia de execução trabalhista. O novo ato assinado pela presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ministra Maria Cristina Peduzzi, e o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, no final de maio, altera as regras anteriores (Ato Conjunto TST.CSJT.CGJT 1/2019) do TST sobre a matéria, para admitir o seguro garantia, em razão do entendimento firmado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, explica a consultora jurídica da Motta, Soito & Sousa Advocacia Empresarial.
Com boas perspectivas, o segmento, disputado hoje por cerca de 15 seguradoras, ganha mais players. Segundo fontes do setor, outras 10 devem entrar nesta disputa até o final deste ano. O nicho de seguro garantia registrou vendas de R$ 720 milhões no primeiro quadrimestre deste ano, sendo mais de 80% deste valor referente a garantias judiciais. O valor esta um pouco abaixo do registrado em mesmo período do ano anterior em razão de uma grande apólice emitida em 2019, que elevou bem acima da curva os prêmios do quadrimestre passado.
A Austral Seguradora, que já atua neste segmento, está otimista com 2020, ao contrário de outras seguradoras que atuam em ramos tradicionais como automóvel, afinidades ou pequenas e médias empresas. “Nas ações recursais, o seguro garantia judicial já é uma realidade. Trabalhista e civil também aceitam e têm tido boa aceitação para o seguro. Somente no tributo federal é que há resistência”, explica o CEO da Austral, Carlos Frederico Ferreira.
Fred: ter desenhado o processo junto com a Ebix foi crucial para a seguradora manter a qualidade a agilidade no atendimento aos clientes mesmo com a companhia inteira trabalhando em homeoffice
As empresas que buscam apresentar garantias em processos judiciais têm encontrado no mercado segurador um mundo novo. Apólices que demoraram dias para serem emitidas, agora chegam na mão dos corretores de seguros em minutos, que logo as repassam a seus clientes em busca de liberar recursos dados em caução em processos, de forma a aumentar a liquidez do fluxo de caixa neste período de dificuldades causada pela pandemia Covid-19.
A Ebix é uma das empresas de tecnologia que facilita a vida de corretores e das seguradoras, que conseguem agora entregar uma apólice ao cliente final em até 2 minutos, garante Mario Nogueira, Vice-Presiente Senior e responsável pela Ebix Latin America. “Só o fato de o tomador ter um limite pré-estabelecido de crédito já facilita muito a gestão dos contratos, além da rapidez que isso gera em todo o processo de subscrição e emissão da apólice”, explica Mario.
As seguradoras e corretores que ainda não atuam com a plataforma precisam de pelo menos dois dias para emitir uma apólice, segundo os executivos. Na plataforma Ebix, a solução foi desenhada para agilizar negócios com a padronização das informações. Segundo o CEO da Austral, ter desenhado o processo junto com a Ebix foi crucial para a seguradora manter a qualidade a agilidade no atendimento aos clientes mesmo com a companhia inteira trabalhando em homeoffice. “Já estávamos operando de forma digital e isso nos ajudou muito a manter nosso padrão de atendimento mesmo com o isolamento social determinado pelo governo”, afirma Ferreira.
Thaisa: um dos destaques da nossa solução está na facilidade da contratação, com mapeamento automático de tribunais, varas, valores de recursos, entre outras informações
Thaisa Braguim, vice-presidente de Vendas e Marketing da Ebix Latin America lista os principais benefícios trazidos pela tecnologia para a solução Ebix Exchange Garantia:
– Contratação digital de diversas modalidades do seguro Garantia, com a emissão da apólice online.
– Assinatura eletrônica dos documentos integrada à plataforma
– Consulta em tempo real dos limites dos tomadores para emissão de apólices
– Possibilidade de comercialização de produtos por vários canais de distribuição, corretores, tomadores, escritórios de advocacia ou outros players do mercado
– Facilidade na contratação, com mapeamento automático de tribunais, varas, valores de recursos, entre outras informações
– Automatização do processo de renovação com indexação dos valores judiciais em garantia
– Gestão de estrutura comercial em diversos níveis, parametrizadas com as necessidades específicas de cada canal
– Integração com os sistemas ERPs das seguradoras por APIs ou Serviços
Em meio a pandemia do coronavírus e aos altos e baixos do mercado, as ações da Porto Seguro (PSSA3) podem ser bons ativos para atravessar a “tempestade” da crise, afirma o Santander em relatório enviado a clientes nesta quinta-feira (18).
“Esperamos agora para a empresa alguns ventos favoráveis, com sinistralidade mais baixa e recuperação das receitas financeiras, apoiando o resultado final nos próximos trimestre”, afirma Henrique Navarro, que assina o documento.
A corretora elevou a recomendação das ações da seguradora para compra, com um novo preço-alvo de R$ 62 para o final de 2021, potencial de valorização de 22%.
Longo prazo
Já para o longo prazo, o analista não está tão otimista com os papéis da companhia.
“Observamos que uma comparação direta com os pares sugeriria impactos maiores/anteriores da Covid-19 no crescimento dos prêmios de seguro de automóvel do que em outros segmentos, motivo pelo qual a Porto Seguro não é a nossa principal recomendação entre as ações de seguros”, afirmou.
Resultados
A Porto Seguro encerrou o primeiro trimestre de 2020 com queda de 23,8% do lucro líquido.
De acordo com o relatório divulgado pela companhia, o valor, excluindo as combinações de negócios, passou de R$ 299,6 milhões no mesmo intervalo de 2019 para R$ 228,4 milhões.
A receita total atingiu R$ 4,5 bilhões, crescimento de 3,7% em relação aos R$ 4,4 bilhões dos primeiros meses do ano passado. Já o resultado financeiro ficou em R$ 1,5 milhão negativo.
O resultado operacional de seguros aumentou 33,2%, de R$ 172,9 milhões para R$ 230,3 milhões.
Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), na sessão virtual encerrada em 15/6, julgou improcedentes duas Ações Diretas de Inconstitucionalidades (ADIs 4.101 e 5.485) que questionavam normas que impuseram alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) diferenciadas para o mercado das seguradoras e financeiro.
A Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), autora da ADI 4.101, questionava a Lei 11.727/2008, que elevou de 9% para 15% a alíquota da CSLL das instituições financeiras e equiparadas. Autora da ADI 5.485, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) contestava a Lei 13.169/2015, que aumentou de 15% para 20% a alíquota da CSLL para as seguradoras.
Para as entidades, o aumento viola o princípio da isonomia, pois a autorização estabelecida na Constituição Federal (artigo 195, parágrafo 9º) para distinções de base de cálculo e alíquotas em razão do segmento econômico deve ser feita por critérios quantitativos aplicáveis a todos os segmentos.
O colegiado acompanhou o voto do relator das ações, ministro Luiz Fux, que não verificou a alegada discriminação. Segundo o ministro, a legislação não pretendeu pormenorizar o conteúdo do texto constitucional, mas dar cumprimento à previsão o artigo 195, parágrafo 9º, incluído pela Emenda Constitucional (EC) 20/1998, aplicando alíquotas diferenciadas em razão da atividade econômica.
O relator argumentou que a escolha feita pelo constituinte, ao contrário do que afirmam as entidades, tem a finalidade de materializar o princípio da isonomia, ao tratar de maneira desigual contribuintes que se encontram em situação diversa.
Segundo Fux, a discussão não diz respeito ao “peso na balança” representado pelo lucro das seguradoras e das instituições financeiras, mas ao desenho do sistema a partir da atividade principal das sociedades atingidas pela tributação diferenciada.
“Tributar de maneira diferenciada o lucro dos segmentos financeiro e de seguros nada mais é do que escolher o signo representativo daquelas classes econômicas para ser objeto de incidência da tributação”, concluiu.
O aplicativo possibilita aos produtores e interessados o acesso a informações do mundo do seguro rural de forma consultiva
Fonte: MAPA
No lançamento do Plano Safra 2020/2021, nesta quarta-feira, 17 de junho, uma das novidades apresentadas foi o aplicativo PSR – Programa de Seguro Rural, criado pelo Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e desenvolvido em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária.
O aplicativo possibilita aos produtores e interessados o acesso a informações do mundo do seguro rural de forma consultiva. O aplicativo não é negocial, ou seja, o produtor não faz contratação de seguro com essa ferramenta.
“O aplicativo PSR vai ajudar a disseminar a cultura do seguro rural no país entre os produtores que ainda não contratam essa ferramenta de gestão de riscos. Além disso, vai acirrar a concorrência saudável entre as companhias de seguro credenciadas no PSR, que ofertam diferentes opções de produtos e serviços de seguro rural no programa, muitas delas desconhecidas pelos produtores”, destacou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos, Pedro Loyola.
Silvia Maria Masshurá, Chefe Geral da Embrapa Informática Agropecuária, afirmou que essa é mais uma parceria de sucesso da Embrapa com a Secretaria de Política Agrícola. “Desenvolvemos as pesquisas do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Plantio Certo e agora o aplicativo PSR, que juntos são fundamentais na gestão integrada de riscos climáticos para o país e nos empreendimentos dos agricultores”, finaliza.
Para acessar o novo aplicativo PSR, basta acessar para Android e para IOS.
Principais funcionalidades do aplicativo Programa de Seguro Rural:
Acesso ao Guia de Seguros Rurais, com informações que explicam como funciona o sistema de seguro rural no Brasil, e ensina as principais modalidades de seguro rural disponíveis com explicação e simulados de indenizações;
Consulta das regras de subvenção, da legislação e das informações do PSR
Nas dicas de direitos e deveres sobre o seguro rural, o produtor pode verificar informações importantes sobre o que fazer antes de contratar o seguro rural, ao informar a ocorrência de um sinistro, do laudo de inspeção de danos e o recebimento de indenizações;
Em dados do Programa é possível saber a evolução anual dos principais parâmetros do PSR desde seu começo em 2006, tais como quais as culturas ter maior contratação, participação das seguradoras, estados que mais contratam, área segurada, quantidade de apólices e de produtores beneficiados, e volume de subvenção;
O aplicativo também possibilita o acesso ao Atlas do Seguro Rural, onde é possível fazer pesquisas com os dados do programa e aos relatórios estatísticos do PSR;
Além dessas funcionalidades, o aplicativo PSR tem um atalho para acessar o aplicativo Plantio Certo, que possibilita aos produtores saber onde, o que e quando plantar. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático – ZARC é um instrumento científico obrigatório no acesso ao seguro rural do PSR, com janelas de plantio e informações de risco climático para cada cultura e município.
“Como investidor, a gente acredita que, no longo prazo, essas tendências seculares de crescimento do uso do plano de saúde e de planos de saúde que caibam no bolso sejam a melhor forma de investimento em bolsa”, afirma Ricardo
Fonte: Icatu
Nos últimos meses a Icatu tem conversado com gestores e especialistas sobre os impactos da pandemia de Covid-19 na economia e nos preços dos ativos, mas até então pouco se falou sobre o grande vilão do momento, o coronavírus. Por isso, a seguradora reuniu em sua live desta quinta-feira, 18, o médico Fábio Jung, sócio da One Partners e Ricardo Franca, analista de Health Care dos Fundos Atlas One, que apresentaram um resumo das frentes de pesquisas que estão sendo estudadas, os resultados até aqui e a visão sobre o setor de saúde na bolsa de valores.
Para entender os impactos negativos que vêm sendo trazidos pelo coronavírus na saúde, é preciso entender que o setor é altamente complexo e interrelacionado com a economia como um todo. Fabio destacou que, em meio a uma pandemia como essa, é praticamente impossível manter apenas os chamados serviços essenciais com funcionamento adequado. Um estudo do New England Journal realizado na Califórnia mostrou, por exemplo, uma redução de 48% nas internações por infarto e de 39% na testagem para AVC agudo. Ainda segundo a OMS, 117 milhões de crianças podem não ser vacinas para sarampo, um reflexo de como o coronavírus acaba impactando em toda a cadeia e resultando em maiores problemas.
Entretanto o cenário geral a partir de agora na visão médico não é pessimista. Tendo em vista a elevada taxa de transmissão do vírus, um percentual de assintomáticos entre 30 e 70% que podem transmitir a doença e uma população suscetível, é possível que em vários lugares o Covid-19 continue de forma endêmica até atingirmos a chamada imunidade de rebanho ou surgir uma vacina eficaz. A boa noticia é que vários estudos têm indicado que a imunidade de rebanho pode ser atingida com cerca de 20%, ou até menos, de infectados no total da população. Como existem quatro coronavírus em circulação global e que causam o resfriado comum, o resultado é que até 60% das pessoas já podem ter imunidade prévia cruzada contra o Covid.
Fabio reforça que com a alta probabilidade de surtos ocasionais que devem continuar ocorrendo em várias partes do Brasil e do mundo, é fundamental que medidas adequadas sejam desenvolvidas para maximizar o controle da doença, como a higiene rotineira das mãos, evitar tocar o rosto e objetos, a correta proteção da boca ao tossir ou espirrar, o distanciamento de pelo menos 1,5 m, evitar viagens desnecessárias, que parecem ser medidas muito simples, mas quando adotadas de forma correta e em massa, podem fazer uma grande diferença.
“O desenvolvimento de uma vacina pode demorar mais de um ano e até lá devemos adotar maneiras responsáveis e inteligentes para conviver com a doença. Realizar uma quarentena e não adotar as medidas citadas pode não ser eficaz para lidar com o coronavírus ”, afirma Fabio.
Olhando para o setor na bolsa, Ricardo Franca, analista de Health Care dos Fundos Atlas One, afirma que é possível identificar algumas tendências no país atualmente: o brasileiro procura cada vez mais um plano de saúde, pois não pode contar 100% com o sistema público e ao mesmo tempo as empresas precisam ofertar produtos mais em conta e aí entram empresas como Intermédica e Hapvida, que conseguem controlar bem os seus custos.
“Como investidor, a gente acredita que, no longo prazo, essas tendências seculares de crescimento do uso do plano de saúde e de planos de saúde que caibam no bolso sejam a melhor forma de investimento em bolsa”, afirma Ricardo.
Ambição é ajudar classes C e D ter mais resiliência financeira ao ter produtos que oferecem proteção aos problemas do dia a dia
Depois de superados os primeiros obstáculos para colocar funcionários em segurança no home office em meados de março, quando o governo determinou a quarentena para conter o contágio do coronavírus, a seguradora Axa acelerou o processo de expansão das parcerias comerciais que abrangem redes de varejo e instituições financeiras, o que inclui também as fintechs de crédito, que se proliferam rapidamente no Brasil e ganham musculatura num momento de crédito mais restrito por parte dos grandes bancos.
Nessa esteira, a seguradora iniciou uma parceria inédita com a fintech de crédito consignado Paketá, para oferecer seguros a mais de 640 empresas parceiras por todo o país. “A aproximação entre a AXA e a Paketá é uma iniciativa para oferecer maior segurança aos funcionários na hora de contratar crédito. O seguro contribui para mitigar o receio de fazer dívidas mais longas”, diz Sébastien Guidoni, Vice-Presidente de Parcerias, Estratégia e Finanças da AXA no Brasil.
No varejo, a principal cliente da Axa é a Pernambucanas, com a qual tem um contrato até 2031, com expectativa de receitas previstas em R$ 3,7 bilhões. Trata-se do maior programa de seguros do varejo brasileiro e que ganha ainda mais força neste momento, quando todos se debruçam em encontrar soluções que tragam mais resiliência financeira às classes sociais mais necessitadas.
Enquanto o governo federal tem este tema em pauta, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, conversando com o Congresso Nacional sobre como viabilizar renda à população carente, a Axa aprimora soluções para levar mais proteção privada para as classes C e D, a fim de garantir que um imprevisto seja apenas algo contornável e não algo que coloque o indivíduo ou as famílias numa situação de vulnerabilidade.
“Temos a convicção de que as classes sociais emergentes precisam desenvolver resiliência. Nossa ambição é estar no dia a dia das pessoas deste segmento. Quebrou o celular? Vamos buscar outro para repor, pois em muitos casos o smartphone é o meio de trabalho da pessoa. Tem um problema de saúde, temos um produto que paga uma indenização diária por hospitalização para ser usado da forma que for mais conveniente, como por exemplo poder pagar alguém para cuidar do filho neste período. Remédios? Oferecemos uma rede com descontos especiais. Nossa rotina é buscar respostas sobre como podemos buscar soluções que proporcionam resiliência financeira em momentos de situações imprevistas”, diz Guidoni.
Uma das soluções encontradas para levar o seguro a cada vez mais pessoas, mesmo durante a pandemia, foi expandir a parceria com a Pernambucanas para os canais digitais onde, desde abril, é possível contratar os produtos e serviços da seguradora. Segundo Guidoni, a crise do Covid-19 tem sido uma oportunidade de acelerar mudanças. “Conseguimos agir muito rapidamente. Fizemos em quatro semanas o trabalho de 10 meses. Todos alinhados sobre a necessidade de sermos muito ágeis, para gerenciar os impactos do fechamento das lojas físicas e manter a oferta de serviços ao consumidor”, diz o executivo da Axa que, além da Pernambucanas, tem em carteira a Leroy Merlin e contratos com varejistas médios, que juntos representam 40% das vendas no Brasil.
No entanto, colocar a plataforma para funcionar não foi o maior desafio da Axa. “O desafio está em ter um processo de seleção de riscos automatizado para suportar a nossa solução digital”, explica. “Neste tipo de negócio, temos muita frequência de pedidos de indenização de baixo custo. O que requer uma plataforma de subscrição e gestão muito precisa, afinal este tipo de negócio não é um processo mágico e sim calculado. E a previsibilidade é um dos pontos cruciais da nossa plataforma”,
Um cliente que tem seu problema resolvido num momento de dificuldade se torna fiel a marca. Imagina ter seu celular roubado e ele ser reposto no dia seguinte? Isso cria fidelidade para nossos parceiros e é nesta qualidade de prestação de serviços que nos dedicamos dia a dia”, enfatiza.
Com o desenvolvimento da proposta de valor mais positiva, agora a seguradora busca outros ecossistemas e não somente grandes parcerias. “Nosso foco agora é otimizar o sucesso que temos com o varejo em pequenas empresas”, afirma o francês que está no grupo Axa há 15 anos e no Brasil desde meados de 2018.
Segundo ele, hoje as seguradoras que atuam no varejo ofertam praticamente os mesmos seguros e comissionamento em plataformas com uso de API e aplicativos. “Nosso principal movimento está em desenvolver produtos e serviços junto ao nosso parceiro, por meio de pesquisas que acelerem o desenvolvimento da parceria. O resultado tem sido a entrega de produtos simples, de maneira ágil e que agregam valor ao consumidor final”, completa.
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