Swiss Re lucra no trimestre, mas acumula perdas de US$ 691 milhões no ano

O grupo elevou o provisionamento das reservas a US$ 3 bilhões no final do período de nove meses

A Swiss Re reportou prejuízo líquido US$ 691 milhões nos primeiros nove meses de 2020, abaixo dos US$ 1,1 bilhão relatado no primeiro semestre do ano, quando o grupo fez acréscimos significativos às suas reservas por perdas COVID-19. Segundo comunicado do grupo, este resultado reflete um forte desempenho no terceiro trimestre, com lucro líquido de US$ 444 milhões.

Excluindo o impacto das perdas do COVID-19, o lucro líquido do grupo aumentou para US$ 1,6 bilhão no período de nove meses de 2020, de US$ 1,3 bilhão no período do ano anterior, o que reflete o melhor desempenho dos negócios.

Os prêmios líquidos ganhos em nove meses atingiram US$ 30,164 bilhões, com alta de 6% frente ao mesmo período de 2019.

O braço de seguros do grupo, o Corporate Solutions, registrou prejuízo de US$ 323 milhões nos três trimestres de 2020. O resultado seria um lucro líquido de US$ 211 milhões, sem os efeitos da covid-19. A conclusão da venda da ReAssure para o Phoenix Group Holdings resultou ainda em um dividendo de US$ 1,5 bilhão ao grupo suíço.

O CEO da Swiss Re, Christian Mumenthaler, comentou que a pandemia COVID-19 continua a ter um impacto profundo nas comunidades, famílias e empresas em todo o mundo, “e nossas condolências vão para todos os afetados. Desde o início da pandemia, acompanhamos exaustivamente e avaliamos com prudência seu impacto em nosso grupo. Construímos reservas substanciais no primeiro semestre deste ano. Acreditamos que nossa abordagem de reserva permanece apropriada e reflete a incerteza contínua em torno do impacto da pandemia. Nossos negócios estão apresentando um desempenho positivo e estamos cumprindo com segurança as prioridades do grupo para melhorar as condições de mercado.”

O grupo fez novas adições às reservas COVID-19 no terceiro trimestre, elevando o montante total a US$ 3 bilhões no final do período de nove meses. 67% dessas perdas representam reservas incorridas mas não informadas (IBNR). A incerteza em torno de muitos fatores relacionados à pandemia permanece alta e pode impactar os desenvolvimentos de sinistros nos próximos trimestres, tanto positiva quanto negativamente, em relação às projeções da Swiss Re.

A Swiss Re manteve sua posição de liderança do setor, com um índice de SST do Grupo de 223% em 1º de julho de 2020.

Segfy investe para que o pequeno e médio corretor de seguros evolua, diz Marcos Roque Villa

Segfy

Em entrevista ao ITC Global, o CEO da Segfy esclareceu muitos pontos sobre o presente e o futuro da startup.

No último dia 19 de Outubro, a Segfy representou o Brasil no InsureTech Connection Global, o maior evento de tecnologia no mercado de seguros do Mundo e durante o evento, Marcos Villa, CEO da Segfy participou de uma entrevista contando tudo sobre a startup curitibana. Desde a origem até aos próximos passos que a empresa irá seguir.

A entrevista se iniciou com uma pequena apresentação de como a Segfy apareceu no mercado de seguros e qual foi seu objetivo inicial. Villa contou que a Segfy foi fruto da fusão entre 3 empresas do ramo de tecnologia no mercado de seguros.

“A partir do momento da Fusão entre Villa IT, Cotak e Leosoft, nós unimos todos os sistemas em uma plataforma, que hoje chama-se Segfy, unimos a integração entre Gestão e Multicálculo, com dados estatísticos que cada vez mais ajudam o corretor de seguros. Hoje tem mais de 3200 corretoras cadastradas, usando o Segfy. São mais de 12 mil usuários utilizando em seus dia a dia as nossas soluções. Nós focamos em alavancar o pequeno e médio corretor de seguros”.

Segundo Villa, o presente da Segfy está focado na Fase 2, onde a empresa irá se aproximar ainda mais do corretor e ajudá-lo a ampliar suas vendas com diversas estratégias e novos canais.

“Atualmente o ponto focal da Segfy é desenvolver a Fase 2 do projeto. Nós conseguimos passar pela Fase 1, onde o objetivo era alcançar uma capilaridade no mercado de seguros, estamos em corretora de todos os estados do Brasil. Nessa Fase 2, a gente está focado em ajudar ainda mais o corretor de seguros, fortalecer suas vendas. Nós estamos trabalhando para aproximar as pessoas do produto de seguros.”

Um dos canais de venda em que a Segfy está trabalhando nesta Fase 2 é o Meu Seguro Novo, um marketplace onde a pessoa interessada em fazer uma cotação preenche o formulário e um corretor de seguros parceiro da Segfy e que aceite participar do projeto, irá receber este lead já com os dados, fará o cálculo das melhores cotações e em poucos minutos o cliente terá via e-mail, whatsapp ou outro canal, essas cotações a sua disposição.

Sobre o Meu Seguro Novo, Marcos Villa conta que é um investimento a curto e médio prazo totalmente focado em levar demandas ao corretor de seguros de uma maneira mais prática e efetiva.

“Estamos investindo bastante no marketplace (Meu Seguro Novo), nessa aproximação das pessoas ao mercado de seguros. Nosso grande trabalho é ligar quem busca seguro a quem tem o know-how, que é o corretor. Nós fazemos essa ponte, buscamos ser a “Uber” dos seguros, nós acreditamos muito nesse modelo e esperamos cada vez mais que ele cresça e desenvolva o mercado como um todo.”

AXA faz parceria com UNICEF para promoção da alimentação saudável na primeira infância

Alinhado ao propósito da companhia, o foco das iniciativas no país será na alimentação saudável e combate à obesidade e diabetes infantil

A AXA no Brasil inicia parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), desdobramento da parceria realizada pelo Grupo no Brasil e nas Filipinas e que reflete o novo propósito da companhia, “Agir para o progresso humano, protegendo o que importa”. As ações têm o objetivo de garantir uma alimentação saudável na primeira infância, desde a amamentação até os cinco anos. A parceria, que tem duração inicial de três anos, visa alcançar mais de 17.500 mães e profissionais, além de 680 mil crianças, com ações em maternidades, creches e escolas.

“Essa parceria é parte da nossa essência como seguradora, do nosso propósito de atuar para o desenvolvimento humano e proteger aquilo que é importante. Assumimos com o UNICEF o compromisso de contribuir com nossas crianças através da alimentação saudável e da prevenção da obesidade e de doenças crônicas como a diabetes, para transformar essa realidade e impactar milhares de famílias brasileiras” afirma Erika Medici, CEO da AXA no Brasil. 

Serão cerca de 767 municípios beneficiados, levando o projeto para além dos centros urbanos. Dentre as iniciativas, estão o incentivo da diminuição no consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, conscientização dos profissionais de saúde, educação e assistência social sobre a promoção de hábitos alimentares saudáveis, além de capacitação de profissionais de maternidades para orientar mães quanto à amamentação e alimentação na primeira infância.

“No Brasil, a taxa de aleitamento materno exclusivo até os seis meses ainda é baixa, e a introdução precoce de alimentos ultraprocessados têm sido cada vez mais recorrente. A alimentação adequada desde o nascimento garante o desenvolvimento e reflete positivamente por toda a vida das crianças. Por isso, a nossa missão de chegar a cada menino e menina em situação de vulnerabilidade se alinha com o propósito da AXA, e é um prazer fazer parte dessa parceria para promover hábitos saudáveis desde a infância” diz Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

A AXA incentivará que outras empresas também passem a participar ativamente das questões de responsabilidade social e sustentabilidade através de programas estruturados e reconhecidos, além de engajar suas equipes e clientes para que atuem diretamente nestas questões como voluntários, ampliando os resultados da parceria.

MAG Seguros terá segmentação de clientes alta renda

Dentre os benefícios de ser um cliente MAG Blue estão o acesso a soluções com capitais segurados elevados

A MAG Seguros, seguradora pioneira em seguro de vida e previdência com 185 anos de atuação no país, lançará, no primeiro trimestre de 2021, o MAG Blue, segmento de clientes com elevado capital segurado da companhia. A iniciativa visa atender não apenas as necessidades de proteção, mas, também, a demanda de experiência e relacionamento específicos.

“A MAG Blue é consequência de nosso acompanhamento frequente das necessidades de nossos clientes. A partir dela, vamos entregar uma experiência mais customizada, além de conteúdo, serviços e benefícios exclusivos voltados para este perfil de clientes alta renda”, explica Osmar Navarini, diretor Comercial da MAG Seguros.

Dentre os benefícios de ser um cliente MAG Blue, da MAG Seguros, estão o acesso a soluções com capitais segurados elevados, além de canais e ações de relacionamento diferenciados, como células exclusivas e dedicadas ao atendimento para os clientes desta categoria.

“Outro ponto relevante é que haverá a expansão dos benefícios MAG Blue para toda família do segurado, promovendo uma experiência única para todos os membros”, completa Navarini.

Vale destacar, ainda, que esta novidade da MAG Seguros também traz aspectos positivos aos corretores. Além de contribuir diretamente para a gestão de sua carteira, este profissional receberá notificações quando seu cliente MAG Blue solicitar benefício, para que possa realizar todo o acompanhamento do processo. Outra vantagem será a possibilidade de realizar o agendamento da tele-entrevista durante a contratação digital do seguro. 

Qualicorp compra carteira da Health Administradora de Benefícios

fusões aquisicoes

A aquisição contempla 4,3 mil vidas do portfólio de planos coletivos por adesão atendidas pela operadora Grupo NotreDame Intermédica no Estado de São Paulo

A Qualicorp anuncia a compra da carteira com 4,3 mil vidas de planos coletivos por adesão da Health Administradora de Benefícios. A transação faz parte da estratégia de crescimento da Companhia com foco na diversificação de portfólio e de parcerias para ampliar o acesso à saúde privada de qualidade.

O portfólio adquirido é comercializado em parceria com o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) no Estado de São Paulo. Dentro da Companhia, a carteira fará parte do Clube de Saúde – subsidiária do Grupo Qualicorp com atuação voltada para as operadoras com opções de planos de saúde mais acessíveis, um dos focos de crescimento da Companhia. 

“Estamos muito felizes e satisfeitos em anunciar essa aquisição. Estamos sempre atentos às oportunidades de mercado para a realização de novas aquisições e parcerias, visando à expansão do portfólio para oferecer cada vez mais opções de planos de saúde à população”, comenta Bruno Blatt, CEO da Qualicorp.

Além das novas vidas da Health Administradora, em 2020, a Qualicorp adquiriu a carteira com 14 mil vidas da administradora de benefícios fluminense Clube Care, operadas pela Assim Saúde. Ainda neste ano, a empresa lançou mais de 20 novos produtos e parcerias inéditas, como, por exemplo, com as operadoras Assim Saúde, Grupo NotreDame Intermédica, Paraná Clínicas, Centro Médico Gaúcho e Smile Saúde, além de novas opções no portfólio de planos coletivos por adesão da SulAmérica e da Bradesco.

“As novas parcerias e a inclusão de novos produtos no portfólio continuam como um dos principais focos de crescimento da Companhia”, destaca Elton Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios da Qualicorp. 

A compra da carteira da Health Administradora de Benefícios soma-se às 1,3 milhão de vidas que a Qualicorp tem em seu portfólio na categoria Adesão médico-hospitalar.

Lucro da MAPFRE cresce 53,6% no Brasil nos primeiros nove meses do ano

Fernando Pérez-Serrabona

Companhia registrou lucro líquido de R$ 472 milhões de reais (81 milhões de euros) no período

A MAPFRE Brasil apresentou lucro líquido de R$ 472 milhões de reais (81 milhões de euros) nos nove primeiros meses de 2020, um crescimento de 53,6% em relação ao mesmo período no ano passado. O volume de prêmios da companhia no País ficou em R$ 13,8 bilhões de reais (2,374 bilhões de euros), 2% acima em relação a 2019.

“O Brasil permanece como a segunda operação mais relevante da MAPFRE no mundo em volume de negócios, sendo um dos países mais estratégicos para a operação global. Mesmo em cenário de pandemia, mantivemos um atendimento eficiente às necessidades dos nossos distribuidores e clientes. O ritmo dos negócios segue estável e, em moeda local, houve crescimento significativo no lucro”, afirma o CEO da MAPFRE Brasil, Fernando Pérez-Serrabona.

A MAPFRE no mundo 


A receita global do grupo MAPFRE no acumulado dos nove primeiros meses de 2020 chegou a 19,051 bilhões de euros (R$ 110,879 bilhões), uma queda de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os prêmios caíram na mesma proporção (-11,9%), chegando a 15,550 bilhões de euros (R$ 90,503 bilhões). O lucro foi de 450 milhões de euros (R$ 2,619 bilhões), o que representa uma queda de 2,7% em relação aos nove primeiros meses de 2019.

Os resultados foram impactados, entre outros fatores, pela queda no volume de negócios, devido à menor atividade econômica, pela depreciação de moedas e pela falta de incentivo em produtos de Vida-Poupança. Por outro lado, a melhora na margem do negócio de Não Vida, com queda na sinistralidade de automóveis, e a manutenção dos gastos, com reduções de custos operacionais e adiamentos de iniciativas de transformação, ajudaram a compensar o aumento dos gastos relacionados à COVID-19.

A unidade de Seguros, a principal do Grupo, registrou uma evolução positiva, resultando em crescimento de 7,5%. A grande maioria dos países encerrou o período com lucros. A Espanha continua sendo o país que mais contribui com os resultados da companhia no mundo, seguida das performances positivas obtidas pelo Brasil, pela América Latina e pelos Estados Unidos, além da boa evolução da região da Eurásia, especialmente na Turquia.

Valor 1000: É hora de acelerar as mudanças

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Maior grupo hospitalar do país, a Rede D’Or foi eleita a Empresa da Década – nova categoria da premiação do ranking Valor 1000, que completa 20 anos. Nos últimos dez anos, a empresa carioca viu sua receita saltar de R$ 1 bilhão para mais de R$ 10 bilhões graças a uma estratégia de expansão nacional e diversificação de atividades dentro do setor de saúde.

Em seguros gerais, resseguros e capitalização, o Grupo Bradesco Seguros lidera os rankings de faturamento, lucro e provisões. Os efeitos da crise econômica, agravada pela Covid-19, são democráticos. Atingiram todos no mundo inteiro de uma forma ou de outra. Particularmente no mercado de seguros, o que se vê é resiliência e otimismo. “Nesta pandemia, o conceito de proteção se fez muito presente e necessário. Acredito que essa relevância do seguro e do planejamento financeiro vai prevalecer, com um enorme contingente de pessoas mais conscientes e sensíveis sobre os riscos inerentes do dia a dia”, afirma Vinicius Albernaz, presidente do grupo Bradesco Seguros, líder do ranking de lucro do setor em 2019, com R$ 6,5 bilhões, segundo o Valor 1000. 

A edição esta online no portal do Valor 1000, para assinantes.

Tokio Marine adota Inteligência Artificial na regulação de sinistros

Tokio Marine

Seguradora, em parceria com a Cilia Tecnologia, é a primeira autilizar essa tecnologia na orçamentação do seguro de automóveis 

A Tokio Marine começa a utilizar um modelo de Inteligência Artificial (IA) na avaliação e orçamentação de sinistros no seguro de automóveis. A novidade otimiza a análise dos danos no veículo, sem necessidade de vistoria presencial, além de reduzir o tempo necessário para a liberação de reparos. 

“A nossa estratégia pela adoção da Inteligência Artificial nesse processo vai muito além da tecnologia em si. Estamos trabalhando para oferecer mais um argumento de vendas para os corretores e ampliar a qualidade da nossa entrega e a conveniência para os clientes em sua jornada na companhia. Além de ampliar as possibilidades de autoatendimento do segurado, a IA é utilizada em todas as nossas modalidades tradicionais de vistoria relacionada a sinistros, aperfeiçoando o processo de orçamentação como um todo”, afirma Adilson Lavrador, diretor executivo de Operações, Tecnologia e Sinistros da Tokio Marine.

Ao acionar a seguradora para relatar uma batida, o segurado recebe uma mensagem de SMS, WhatsApp ou e-mail com o link para realização da vistoria 100% online. Após clicar no link, ele deve checar seus dados na tela inicial e iniciar o upload das imagens do automóvel, seguindo a indicação dos quadros que aparecem na tela do celular.

Esse procedimento é feito sem a necessidade de baixar nenhum aplicativo, basta seguir os modelos de cada uma das fotos que devem ser capturadas, com indicações sobre a posição em que se deve manter o aparelho. Após a captação das imagens, a Inteligência Artificial atua na identificação dos danos sofridos pelo veículo, gerando um modelo 3D que considera não só as peças visíveis, mas também as avarias causadas pela dimensão do impacto.

Com base nesse modelo, a ferramenta gera um pré-orçamento das peças, seja para conserto ou troca, e da mão de obra necessária para a execução do reparo. Todo esse fluxo é realizado em minutos, validado por um técnico da seguradora e comunicado ao cliente e/ou ao corretor.

“O foco na integração com o sistema de orçamentação é exclusivo dessa parceria. Mesmo as iniciativas anunciadas fora do Brasil não contam com a abrangência desse sistema que adotamos. Essa novidade é o que garante agilidade no atendimento ao cliente e ao corretor, além de benefícios para a seguradora, uma vez que, por exemplo, reduz a possibilidade de eventuais erros operacionais”, afirma Lavrador. 

A Tokio Marine conta com a parceria da Cilia Tecnologia, insurtech situada em Goiânia (GO), cuja equipe conta com alunos de mestrado da Universidade Federal de Goiás (UFG) e apoio do laboratório Deep Learning Brasil, permitindo que a empresa seja um elo entre o mundo acadêmico e o corporativo no desenvolvimento de produtos.

O CEO da Cilia, Daniel Barbosa, explica que, além da diminuição do tempo de atendimento e da redução de custos operacionais, a ferramenta ainda traz como benefício a redução de fraudes na constatação de sinistros. “Os registros fotográficos do veículo no momento da batida auxiliam, por exemplo, na identificação do local da batida e ainda reduzem a possibilidade de que haja agravo do dano ao veículo após a constatação realizada”, explica. 

AXA e Pernambucanas democratizam seguro de doenças graves e acesso à telemedicina

Seguradora francesa criou microsseguro de pessoas que também dá acesso a serviços de saúde, com telemedicina, e quer levar o produto a diversos canais de vendas, como corretores e marketplaces financeiros

A seguradora francesa AXA e a varejista Pernambucanas iniciaram as vendas de um microsseguro inédito no Brasil. Trata-se de um microsseguro de pessoas, com a tradicional cobertura em caso de invalidez. A novidade está em agregar a cobertura de Doenças Graves, com foco no diagnóstico dos principais tipos de câncer, e disponibilizar – através da assistência – o uso ilimitado de consultas de telemedicina e descontos em atendimentos presenciais, exames e medicamentos em rede de prestadores cadastrados. 

O produto, batizado de Microsseguro de Pessoas Cuidar Mais Pernambucanas, permite que as assistências sejam utilizadas individualmente – a partir de R$ 44,99/mês – ou incluir familiares, sendo um titular e três usuários por R$ 70,99/mês, conta Sébastien Guidoni, vice-presidente executivo de Parcerias, Estratégia e Finanças da AXA no Brasil, ao blog Sonho Seguro.

O seguro de doenças graves tem apresentado um dos maiores crescimentos de vendas no segmento de vida por trazer um apelo de uso em vida, segundo dados da Federação das Empresas de Previdencia e Vida (FenaPrevi). Ao ser diagnosticado com uma doença grave incluída no contrato, o cliente recebe um valor de indenização para usar de acordo com suas necessidades, como a compra de medicamentos, por exemplo.

“A Pernambucanas mantém um forte relacionamento com as famílias brasileiras, o que nos permite conhecer de perto suas necessidades. Estamos felizes por oferecer mais um produto de qualidade e que tem como foco o bem-estar e saúde de nossos clientes, principalmente nesse momento delicado que todos estão vivendo”, comentou. 

O executivo afirmou ter escolhido lançar o produto com a rede varejista por ela já ter a expertise de vender seguro. “Escolhemos parceiros que têm experiência em ofertar produtos e serviços financeiros para termos uma venda clara e assertiva”, esclarece. Neste caso, a prioridade é maior por envolver o tema saúde, um objeto de desejo de boa parte da população. “Todo nosso time trabalhou neste produto para que fique claro ao cliente não se tratar de um seguro ou plano saúde, que tem custo infinitamente maior. O nosso produto agrega valor ao dia a dia de quem não tem um plano de saúde”, acrescenta.

O executivo explica que o primeiro atendimento será feito por um enfermeiro que encaminhará o paciente para uma teleconsulta, se necessário. Os consumidores terão direito a acessar, a preços especiais, uma rede nacional de prestadores cadastrados, com diversas especialidades médicas, exames, programas de bem-estar e descontos em medicamentos. O microsseguro de pessoas Cuidar Mais Pernambucanas será comercializado nas mais de 390 lojas da Pernambucanas e oferece conveniência, permitindo ao cliente atendimento imediato e diferenciado em serviços de saúde no momento em que ele mais precisa. 

A meta da AXA no Brasil é ambiciosa. “Este foi o primeiro passo dentro das ofertas que queremos em microsseguros. Temos discussões internas para incluir serviços mais inclusivos, como telemedicina e plano dental, dentro do programa de seguros para as pequenas empresas, levando assim opções diferenciadas e aderentes a este importante segmento da economia brasileira”. 

A expertise do grupo em diversos ramos e também em serviços de saúde, inclusive telemedicina, possibilitou que a formatação da oferta deste produto ocorresse rapidamente, uma vez que a pandemia estimulou o atendimento virtual de saúde. “Nossa ambição é estar no dia a dia das pessoas, proporcionando resiliência em situações de imprevistos. Quebrou o celular? Tem um problema de saúde? Precisa de remédios? Nossa proposta de valor é buscar as soluções para as dúvidas e necessidades dos clientes, e este produto cocriado com a Pernambucanas é uma das respostas que oferecemos”, diz Guidoni.

“A pandemia mudou a percepção de todos em relação a riscos e proteções e nosso papel é entregar soluções que vão ao encontro dos anseios das pessoas. Os produtos vendidos no varejo são uma porta de entrada para a degustação de seguros e tangibilizar essa oferta com serviços que as pessoas podem usar no dia a dia a um preço acessível faz toda diferença”, afirma Erika Medici, CEO da AXA no Brasil.

Artigo: Reajuste do preço é o grande vilão dos planos de saúde?

por Mário Cabreira*

A formação dos preços dos novos produtos de saúde suplementar é trabalho essencial para enquadramento das condições contratuais à realidade do mercado. Hoje, a realidade é evidente quanto à necessidade de aproximação com o beneficiário e de mitigação dos custos para tornar os produtos novamente atraentes.

O aumento dos custos, um dos grandes vilões, se deve a considerações realizadas no momento da precificação e readequação dos valores (reajustes) e que possui raiz em problemáticas que agora devem ser encaradas pelo sistema.

As velhas e essenciais técnicas de antiseletividade ganham contornos especiais neste momento, pois, muitas vezes, são o centro de discussões judiciais e que precisam sustentar os produtos que conhecemos.

O que seria de um produto coletivo sem os reajustes por faixa etária nos termos no contrato? Ou sem a aplicação dos índices técnico e financeiro apurado na performance do produto e mercado em determinado período? A resposta é conhecida por todos, mas precisamos ir além.

A verdade é que não devemos apenas concentrar os esforços na sustentação das condições dos contratos que, sobretudo os coletivos, se tornam inacessíveis após determinado tempo e fechar os olhos à necessidade de mudança.

Além da compreensão da importância das técnicas de formação dos preços e meios de readequação do valor da contraprestação do beneficiário, necessária é a atuação sensível do mercado, através de mudança cultural e de gestão.

O surgimento de startups/ healthtechs, modernizando e trazendo novos conceitos de atendimento, vem aliado com a ascensão de modelos de gestão, que conseguem mitigar o custo final do produto, oferecendo diferencial em um mercado que necessita de mudança. E o que dizer sobre a volta dos produtos individuais? Eles estão renascendo das cinzas como uma alternativa de atuação.

Mas, como entender o atual cenário e a diferença sobre a formação dos preços das categorias de contrato? Conhecê-los pode abrir os olhos a oportunidades e necessidades do sistema. E tudo isso é possível com a capacitação. Por isso, a Conhecer Seguros criou um curso pautado nesta necessidade, cujos detalhes podem ser conferidos no site da instituição.

*Mário Cabreira – Advogado e gerente jurídico de escritório especializado em seguros, onde é responsável pela condução das atividades na área de Saúde Suplementar, envolvendo decisões estratégicas de gestão e direcionamento da atuação junto ao Judiciário. Atuante no mercado de seguros, também possui experiência no contencioso securitário.