MAPFRE cria plataforma virtual de conteúdo para grandes riscos

A MAPFRE contratou a Bethe B para criar uma plataforma de conteúdo 100% virtual para a 3ª edição da Jornada Global Risks Mapfre. Com formato inédito, a plataforma é voltada para a áreas de gestão de grandes riscos e reúne artigos, podcasts, e-books, white papers e webinars. O objetivo é engajar a comunidade em torno do branded content da marca.

A Jornada Global Risks Mapfre é um dos mais relevantes eventos da companhia, com a tradição de reunir os stakeholders do mercado de gestão de grandes riscos para debate sobre os desafios do setor no Brasil e no mundo. “Estávamos desenvolvendo uma jornada presencial quando fomos surpreendidos pela necessidade do isolamento social em função da pandemia da COVID-19. Quando tivemos que rever o planejamento para o novo cenário, queríamos desenvolver uma solução que fosse muito além do que simplesmente transformar o evento presencial em virtual, mas trazer para os stakeholders da marca uma percepção de agilidade da companhia ao desenvolver uma solução inovadora em tempos críticos”, explica a diretora executiva da Bethe B, Izabel Barbosa. 

Segundo ela, a ideia é que ela se torne um canal sólido, de comunicação contínua, agregando valor e materializando o protagonismo da Mapfre no setor de Grandes Riscos com a construção de um legado de conteúdo”, afirma Izabel.

A plataforma estreou com o primeiro webinar “Aviação: Decolagem Autorizada”, com a participação de empresas e entidades, como GOL, ABAG – Associação Brasileira de Aviação Geral, T4 Drones Professional View e da própria MAPFRE, que já engajou clientes, parceiros e formadores de opinião no último dia 14.

“O novo formato da Jornada Global Risks MAPFRE está alinhado às mais recentes tendências mundiais de prevenção e distanciamento social. Estamos conseguindo disponibilizar aos profissionais de seguros e gerenciamento de riscos conteúdos relevantes sobre os desafios dos setores de aviação e infraestrutura no Brasil e no mundo”, comenta Jonson Marques, diretor de Grandes Riscos da MAPFRE.

Na plataforma customizada para a MAPFRE, todo o conteúdo é desenvolvido mediante reuniões de briefing e seções de cocriação com os executivos da companhia. “É essencial que haja uma unidade no discurso dos conteúdos publicados. É aí que entra o time da Bethe B, norteando a grade de textos, facilitando o desenvolvimento e trazendo todas as iniciativas para o mesmo tom de voz. A informação categorizada é um dos ativos mais valiosos que as empresas podem entregar ao mercado hoje em dia. Comunicar-se de forma qualificada sobre a sua área de expertise cria autoridade, o que é preponderante para atrair audiência, principalmente em canais digitais”, explica a diretora da Bethe B.

Para conhecer detalhes da plataforma, basta acessar: https://grandesriscos.mapfre.com.br/

ASG deixa de ser tema exótico para ser o centro da estratégia das seguradoras em 2021

Webinar Sonho Seguro ASG

Em meados de outubro, tradicionalmente, as seguradoras começam a enviar ao Conselho de Administração o orçamento do ano seguinte. Projeções do desempenho da economia e da companhia, nichos prioritários, investimentos em tecnologia, produtos, pessoas e distribuição. Verba para ampliação da estrutura física e eventos. Neste ano, no entanto, está tudo mudado. O tema mais recorrente nas reuniões para preparar o orçamento, que ainda precisa ser concluído, é uma sigla: ASG, que significa investimentos no ambiental, no social e na governança. Em inglês, ESG. 

A agenda de sustentabilidade, que até pouco tempo atrás era apenas um assunto exótico, como lembrou Marcelo Picanço, vice-presidente de seguros da Porto Seguro, passou a ser de fato uma prioridade dentro das organizações do mundo tudo no ano passado. Com a pandemia, o tema ganhou o apelido de tsunami, por tomar conta das agendas de empresas e investidores. 

“É uma discussão pragmática, de investimentos. Empresas e países que não aderem a isso acabam sofrendo com menos investimentos dos grandes sob do ponto de vista de onde estão os grandes centros financeiros do globo. Há 20 anos, quando as empresas falavam deste tema parecia algo exótico, usado como diferenciação, e agora é um tema absolutamente central. Tem de estar conectado com a essência da empresa. Nós, como seguradoras, naturalmente estamos intrinsicamente ligados em ajudar as pessoas em momentos sensíveis e críticos. Temos uma responsabilidade de incluir todos os steakholders, incluindo não só clientes como corretores, prestadores, fornecedores e acionistas, em ter ações que podemos perceber resultado”, afirmou Picanço. 

Um dos projetos lançados durante a pandemia foi o projeto O Meu Porto Seguro, para oferecer 10 mil postos de trabalho para as pessoas poderem recomeçar. Também lançou o guincho elétrico, investe na revitalização do centro de São Paulo onde atua, numa região que estava degradada, entre outros. 

“É um tema importante não só para o nosso setor, como para a humanidade em geral”, acrescentou Ney Dias, diretor geral da Bradesco Auto Re, a seguradora de bens e responsabilidades do grupo. O impacto que o setor tem em demais setores. Ao determinar riscos, fazer vitorias, nos subimos a régua na qualidade de normas de mitigação e prevenção de riscos por parte dos clientes. E se o risco se consolida, são as seguradoras que ajudam famílias e empresas a se recuperarem e voltar a produzir e viver. 

O investimento social também impressiona. A Fundação Bradesco tem 94 mil alunos, em mais de 40 escolas no Brasil inteiro. Além de integração escola e mercado de trabalho. Atuação que já tem mais de 30 anos”, educando pessoas para que todos tenham uma vida melhor. “Temos também a longevidade, tema que precisa de muita educação social e financeira para termos um país mais longevo”, destacou Dias.

O grupo Zurich é uma protagonista global neste tema ASG e trabalha para uma economia de confiança. A Zurich foi a primeira seguradora a assinar o compromisso da Ambição de Negócios da ONU para 1,5˚C (UN Business Ambition for 1.5˚C) em junho de 2019, cuja meta é limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

“Nossa ambição é ser um dos grupos empresariais mais responsáveis e de maior impacto do mundo. Em razão disso, temos um compromisso global e uma clara missão em todos os aspectos da sustentabilidade o que nos levou a ocupar o topo do Índice Dow Jones de Sustentabilidade”, ressalta o CEO Edson Franco em sua participação no webinar do Sonho Seguro.

A Zurich integra a Net-Zero Asset Owner Alliance da ONU, com o compromisso de zerar as suas emissões de carbono até 2050.  Até 2023: 100% de eletricidade renovável em nossos escritórios, eliminação total de plástico de uso único e redução de 80% no uso de papel. -Até 2030: 70% de redução nas emissões de carbono para nossa pegada operacional central. “Hoje é risco mais eminente é o cibernético e estamos tratando este tema como uma oportunidade até de produto para ser um meio de conscientização das empresas e indivíduos para se protegerem deste risco. Dependendo da dimensão de um ataque, para determinados países, pode ter um efeito tao nefasto como o da pandemia”, citou.

Franco citou projetos incríveis como o do Instituto Terra e o Origens Brasil. O primeiro, de Sebastião Salgado, para plantar 1 milhão de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na Fazenda Bulcão, em MG, até 2028. “Cobrirá uma área total de 700 hectares de terra no vale do Rio Doce (MG) e permitirá à Zurich uma compensação de carbono por um período de 20 anos”, enumerou. O outro é o Origens Brasil, que visa a promover a conservação, uso sustentável dos recursos naturais e a geração de benefícios sociais nos setores florestal e agrícola do Amazonas.

Recentemente, a CNseg, confederação das seguradoras, lançou o Relatório de Sustentabilidade 2019

São números impactantes para toda a sociedade, uma vez que as seguradoras atuam como uma forma de educar a indivíduos e empresas, ao beneficiarem aqueles segurados que não poluem com taxas melhores. Também buscam cada dia mais fundos “verdes” para investirem seus recursos, hoje na casa de R$ 1,3 trilhão. Ou seja, um passo e tanto para ajudar a mudar o Brasil. “Se ninguém sujar, não será preciso limpar”, resume Dias.

Um dos números revelados pelo relatório da CNseg mostra que 56% das seguradoras faz a gestão de salvados. A Ecoassist presta o serviço de descarte ecológico para várias seguradoras. Segundo o diretor Eber Souza, o tema sustentabilidade ganhou força no último ano. “Muito se falava de sustentabilidade, mas de uma forma subjetiva. Mas agora, vemos todos colocando seus discursos em prática. O nosso principal negócio é o descarte ecológico. Na parte ambiental, isso tem um grande diferencial, que além de atrelar a comodidade, resolve o problema da sociedade. Um sofá descartado na esquina gera um problema para toda a sociedade”, comenta. 

A Itaú Auto e Residência, uma joint venture administrada pela Porto Seguro, registrou a coleta de 140 toneladas, incluídos nesta conta sofás estantes, geladeiras, armários, fogões, colchões entre outros itens foram destinados de forma correta através do serviço que o Itaú disponibiliza para os seus segurados. 

A Porto Seguro descartou de forma ecologicamente correta mais de 27 mil toneladas de resíduos, evitando que esses produtos fossem despejados em terrenos, rios, represas, esquinas. O total inclui carros batidos, que fazem parte do “salvados”, ou recuperados de acidentes, reciclados pela empresa do próprio grupo, a Renova Ecopeças, que trabalha na destinação de carros batidos 16 mil veículos tratados neste processo. Tem muito espaço para crescer este tema específico, pois o volume de veículos reciclados ainda está muito abaixo de outros países”, citou. 

Na Zurich, o volume total supera 65 toneladas de resíduos e 2,5 mil sofás.  Algumas operações da seguradora suíça só indenizam o segurado mediante a coleta dos salvados. Essa é uma preocupação com o meio ambiente, pois os itens deixam de ser despejados em rios, ruas e calçadas. “A Zurich fazendo isso, não está somente resolvendo o problema do segurado dela, mas de todo o meio ambiente”, ressalta o diretor da Ecoassist. 

Por ser a líder do ranking em seguros para celulares, para 2021 a Zurich prepara o Descarte Ecológico, com logística reversa, para eletrônicos e celulares. “Já estamos em testes para uma solução abrangente, que visa para apoiar nossos clientes e fornecedores a descartarem adequadamente eletrônicos. Em 2021 lançaremos oficialmente este novo projeto, que deve ter impacto importante”, prevê Edson Franco.

Mais recentemente, o joint venture Itaú/Porto lançou a coleta para descarte inteligente de entulhos e restos de obra. Um serviço que pode substituir o serviço de caçamba.  Desde o início do atendimento, foram coletados e enviados para reciclagem mais de 280 toneladas de materiais provenientes da construção civil”, conta o diretor da Ecoassist, que presta este serviço para a seguradora. 

No Bradesco, foram mais de 37 mil toneladas de resíduos considerando toda a operação, conta Dias. Com a Ecoassist, desde novembro de 2019, o grupo direcionou mais de 13 toneladas de resíduos para o processo de descaracterização, separação e destinação ecologicamente correta. Os itens com maior incidência de descarte são sofás, camas, cadeiras, televisores e geladeiras. 

Enfim, há muito conteúdo neste tema. Se quiser mais detalhes, assista o vídeo no canal do YouTube do blog Sonho Seguro. E aproveite para se inscrever, assim o blog ganha relevância e atrai mais internautas para conhecerem mais sobre este admirável mundo dos seguros. Em breve, o conteúdo também estará disponível no PodCast Sonho Seguro News, no Spotify, na Apple e no Deezer. 

Bom humor para as situações que fogem do controle dá o tom da nova campanha da Allianz Seguros

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Seguradora retorna à mídia reforçando presença nos seguros de Automóvel e Residencial; comunicação da Ogilvy Brasil traz o mote Quando não dá pra controlar, você tem com quem contar”

Fonte: Allianz

Uma gargalhada fora de hora, aquela vontade de dançar quando toca sua música favorita, um cochilo incontrolável. Muitas situações podem sair do controle no dia a dia – algumas, no entanto, nem tão agradáveis, como um pneu furado ou um vazamento doméstico. A nova comunicação da Allianz Seguros reforça seu posicionamento como parceira justamente nesses momentos.

A comunicação, que estreia nesta quinta-feira, 29, fica no ar por cinco meses e é assinada pela Ogilvy Brasil, marca o retorno da Allianz Seguros à mídia e traz o mote: Quando não dá pra controlar, você tem com quem contar. Para materializar o conceito, a campanha ativará as coberturas e as assistências, principalmente, do seguro de Automóvel e também do Residência, reforçando que, mesmo em momentos difíceis, a Allianz oferece conveniência, segurança e credibilidade. 

“A Allianz adquiriu, recentemente, as operações da SulAmérica Auto e Massificados, o que posicionou a empresa como uma das líderes de mercado em seguros de varejo. Desta maneira, com a campanha, o nosso objetivo é ampliar o reconhecimento da marca e reforçar a sua visibilidade nacionalmente por meio dos produtos de Automóvel e Residência”, conta Luiz Cartolano, diretor de Marketing da Allianz Seguros. Com a integração das operações em andamento, a ação tem como objetivo atrair e reter clientes e o canal de vendas. Portanto, para o executivo, “com bom humor e leveza, a comunicação aproximará e fortalecerá a marca Allianz junto aos consumidores e corretores.” Atualmente, a companhia tem cerca de três milhões de veículos e 550 mil imóveis segurados.

O filme principal da campanha, Sono, narra, em 30 segundos, a história de um casal e seu bebê dentro do carro. O pai registra com o celular uma situação divertida do pequeno, enquanto a mãe acompanha a cena na direção. É quando, de repente, o casal é surpreendido por uma nova situação que foge do controle: um problema com o pneu do carro. 

Para Márcio Fritzen, ECD da Ogilvy Brasil, o insight da comunicação foi inspirado na própria vida real, sendo a empatia a principal mensagem. “A melhor matéria-prima para uma campanha é a vida. Pensando nisso, nos inspiramos nas coisas que não conseguimos controlar, como o sono, a risada e a vontade de dançar. Do mesmo jeito que há também situações incontroláveis em casa ou no deslocamento com o carro. Mostramos com a comunicação que para esses momentos, elas podem contar com a Allianz”, explica. 

O planejamento de mídia contempla TV aberta, payTV e estratégia robusta no digital, com redes sociais, Youtube, podcast e mídia display. As peças exploram a linguagem das redes sociais, trazendo um tom descontraído e próximo para a marca.

Icatu Seguros lança fundo global com Oaktree Capital Management e Gama Investimentos

Seguradora vai distribuir fundo com 40% de ativos internacionais

Marketplace de previdência, com todo tipo de fundo para os mais diferentes perfis de investidores, a Icatu Seguros aposta na estratégia de oferecer ativos globalizados e lança novo fundo previdenciário com a renomada gestora americana Oaktree Capital Management e a Gama Investimentos. O Gama Crédito Global Prev Icatu é um FIC previdenciário que combina a estratégia de crédito global da Oaktree com a diversificada carteira de crédito local gerida pela Gama Investimentos. 

Líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização, a Icatu é uma das primeiras empresas de previdência aberta a operar dentro da regra estabelecida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que este ano ampliou para 40% o limite dos investimentos no exterior para planos destinados a proponentes/participantes qualificados.

O Gama Crédito Global Prev Icatu é um fundo multimercado, focado em ativos de crédito, estruturado de forma eficiente para gerar diversificação nos mercados locais e globais, sem risco cambial, buscando a melhor relação entre Risco e Retorno. O fundo é dividido na proporção 60% / 40%, entre a Gama e a Oaktree, respectivamente, seguindo a determinação da Susep. A taxa de administração máxima é de 1,28% a.a.

“A Gama busca inovar na oferta de produtos para previdência em uma parceria com a Icatu. Combinando a gestão de ativos de brasileiros com o portfólio internacional de crédito de uma das mais respeitadas gestoras globais, buscamos um retorno diferenciado com menos risco. A diversificação internacional reduz de forma significativa os riscos específicos do mercado de crédito e agrega vetores adicionais de rentabilidade, resultando em uma relação de risco/retorno competitiva”, afirma Ian Caó, gestor da Gama Investimentos.

“O mercado brasileiro é importante para a Oaktree. Estamos entusiasmados em continuar expandindo as opções de investimentos globais da Oaktree no país, agora por meio de fundos de pensões individuais”, afirma Howard Marks, co-Chairman da Oaktree Capital Management.

A carteira local (Gama Top) oferece exposição entre 70 a 100 emissores em ativos não soberanos classificados como baixo risco de crédito e oferece exposição às instituições financeiras, empresas e operações estruturadas como FIDCs. Já a carteira global (Oaktree Global Credit), reconhecida mundialmente, oferece exposição entre 400 a 600 emissores distribuídos nos mercados de títulos High Yield, empréstimos sêniores, crédito estruturado, dívidas imobiliárias, dívidas de mercados emergentes e títulos conversíveis.

“A plataforma aberta e pioneira da Icatu Seguros permite que sejamos um marketplace de Previdência oferecendo um portfólio completo de fundos, o que é fundamental em um cenário de juros baixos. Os fundos globais têm atraído a atenção do investidor nacional como forma de diversificar riscos. Nosso participante quer essa segurança”, avalia o diretor de Previdência da Icatu Seguros, Henrique Diniz.

O lançamento deste fundo reúne os gestores em uma live no próximo dia 29 de outubro, às 18h, pelo canal da Icatu Seguros no YouTube. Ao longo do ano, a Icatu Seguros tem realizado transmissões ao vivo com a participação de especialistas e gestores de fundos com a intenção de trazer novidades do mercado financeiro e atualizações do cenário econômico brasileiro e global. Além disso, por meio da plataforma, a seguradora reforça seu propósito de contribuir para a proteção, planejamento de longo prazo e educação financeira.

Allianz aposta no corretor, no digital e na recuperação da economia em “V”

allianz sulamerica coletiva

“O Brasil vai apresentar um crescimento acelerado, marcado pelo represamento do consumo dos últimos meses”, afirmou o CEO Eduard Folch

Ao longo de 2021, continuaremos dando passos gradativos, porém, firmes no plano de integração das operações da Allianz e da SulAmérica Auto e Massificados, com destaque ao lançamento de produtos com novas coberturas, para atendermos às necessidades dos segurados e entregarmos ao canal de vendas e aos clientes ofertas e serviços com ainda mais qualidade. Com vantagens competitivas, estaremos focados na continuidade dos negócios e esperamos seguir crescendo acima do mercado, principalmente em Automóvel, Massificados e Vida.

Esse foi o recado dos executivos do grupo Allianz, ao comentarem os 100 primeiros dias da integração com a SulAmérica, negócio de R$ 3 bilhões divulgado em agosto de 2019 e concluído em agosto último. “Os estudos do grupo Allianz nos fazem acreditar na recuperação em “V”, isto é, após a forte retração, o Brasil vai apresentar um crescimento acelerado, marcado pelo represamento do consumo dos últimos meses”, afirmou o presidente da Allianz Seguros, Eduard Folch.

Ele afirma que o grupo tem a percepção de que alguns produtos terão seus desempenhos retomados e outros se destacarão no pós-pandemia. O seguro de automóvel será impactado pelo reaquecimento nas vendas de carros novos e também pela preocupação das pessoas com a saúde na hora de circular, privilegiando o transporte individual. “Inclusive já sentimos a retomada na consulta de preços para o seguro automóvel”, contou.

A percepção do setor é que a adoção em massa do home office fez com que o seguro residencial ganhasse fôlego, incentivado pela proteção dos equipamentos. Um movimento econômico que deve voltar a aparecer são as privatizações e concessões, indicando um crescimento no seguro de grandes riscos. Em contrapartida, o setor do agronegócio se mostrou sólido e recebeu alto investimento do governo, com subvenção recorde, o que impulsiona o crescimento das safras e, consequentemente, uma maior penetração do seguro rural. 

Quanto ao retorno das atividades presenciais, a forma híbrida, 60% 40% virtual e presencial é a tendência. “A aceleração digital foi muito significativa com a pandemia, algo que vinha em um ritmo intenso, mas foi antecipado de forma surpreendente”, afirmou Folch. O home office não facilitou a integração dos funcionários, pelo isolamento social, mas tecnologicamente os beneficios foram impressionantes, segundo ele.

Quem espera notícias sobre a volta ao escritório, seja porque quer voltar ou porque quer manter o home office, o grupo adotou como nível de seguridade de que não há volta se o país/cidade contabilizar mais de 100 mil habitantes infectados. O Brasil registrou nesta quarta-feira, dia 29, 510 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes pela doença no país a 158.456, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Também foram notificados 28.629 novos casos da doença provocada pelo coronavírus, com o total de infecções confirmadas no país atingindo 5.468.270. O Brasil possui 4.934.548 pessoas recuperadas da doença e 375.266 pacientes em acompanhamento, segundo o ministério.

Folch cita duas razões para a adoção do modelo híbrido. O home office tem vantagens, como não perder tempo com deslocamento e isso melhorar a qualidade de vida das pessoas. Se a empresa tem um plano empresarial muito bem definido, as vídeos conferências são muito eficientes, mas prejudicam a criatividade da equipe, que muitas vezes é estimulada pela convivência social. “No futuro vamos ter uma mistura, com ferramentas online melhores e arquitetura mais aberta do escritório local”.

Em relação a segunda onda da pandemia na Europa, notícia que derrubou os mercados acionários ontem, ele disse ser algo que todos tem de aceitar e cumprir. “Estou curioso para ver uma análise desta pandemia e das acoes tomadas em cinco anos, com seus lados bons e nem tanto”, citou.

Um ponto comum na fala dos executivos neste cenário de forte competição do setor de seguros e de expectativa se a marca SulAmérica será mantida foi frisar a importância da marca do grupo, tida como uma das mais valiosas em todo o mundo. “A marca Allianz é uma das primeiras do mundo. A marca SulAmérica tem grande prestigio, mas aos poucos vamos deixar de utilizar a marca. Temos um processo de mudanças, lento mas firme. Mas é certo que no final a Allianz só irá operar com sua marca”, afirmou o CEO.

O presidente enfatizou que a Sulamérica trouxe conhecimento local para o grupo Allianz, além de canais de distribuição, tramitação de regulação de atendimento de indenizações, bem como um time ímpar de subscrição de automóvel. “Este conhecimento está sendo utilizado para outras unidades do grupo em outros países, o que traz ganho para nossa presença mundial”, afirmou Folch.

“A Allianz é um empresa que olha o longo prazo. O investimento do grupo Allianz, que faz de três a quatro aquisições por ano, é apostar no mercado de seguros no longo prazo. A cultura da empresa é focada na pluralidade, apostando nas pessoas que ajudam a construir a marca”, enfatizou diretor executivo comercial, Eduardo Dal Ri.

Um dos destaques da coletiva foi a integração dada corretor é atendido por um único gerente, com a união das duas áreas comerciais da Allianz e da SulAmerica. Segundo Dal Re, foi trabalhoso conseguir tal feito em 100 dias, com mais de 200 horas de atendimento para que o profissional pudesse atender bem o corretor com um portfolio amplo de produtos e serviços.

Nesses 100 dias de integração, o grupo priorizou tudo que possa facilitar a vida do corretor. Ou seja, produtos aderentes à realidade do consumidor, preços acessíveis e muita tecnologia para que todo o processo seja digital, simples e rápido. “Estamos investindo em melhorar a jornada do corretor e de seu cliente, para que ele tenha uma boa relação com a seguradora desde a cotação do seguro até o momento da solicitação de indenização”, afirmou David Beatham, diretor técnico.

Segundo ele, a prioridade é ofertar ao corretor produtos que facilitem o dia a dia, com preços acessíveis e rapidez tanto na cotação e no pagamento da indenização. “Para ser simples é preciso ser muito sofisticado. E isso que tenho visto aqui na Allianz. Somos líderes em condominio, extremamente sofisticado, mas que é calculado com apenas três perguntas. Essa é a filosofia do grupo. Em automóvel são sete perguntas. Sempre pensamos no simples quando o assunto é inovação”, reforçou Dal Ri.

David Beatham promete o lançamento de um seguro residencial compacto. “Compacto só no preço, pois tem coberturas amplas e preço acessível, com sistema totalmente digital”, contou. Segundo ele, o prêmio médio do seguro residencial é menor, o que as vezes não desperta o apetite do corretor, que tem um valor mais atrativo com a venda de automóvel. Então a Allianz busca facilitar o dia a dia para estimular que todos tenham uma boa experiência de consumo e assim conseguia aumentar as vendas por meio da venda cruzada, ou seja, a oferta do residencial para os cliente de automóvel.

As assessorias de corretores também foram destaque na conversa dos executivos com a imprensa. “Quando estudamos a compra da SulAmérica, conhecíamos a importância das assessorias no Rio de Janeiro, e isso foi muito valorizado na conclusão do negócio”, destacou Folch. A Allianz não trabalhava com as assessorias antes da aquisição. “Sabíamos da pluralidade do canal da distribuição da SulAmérica, o que contou pontos para a conclusão do mercado. Muito em breve, disponibilizaremos produtos da marca Allianz para as 70 assessorias que compõem hoje nosso grupo, não só automóvel, mas diversos produtos”, destacou Dal Ri.

Segundo Folch, o mercado segurador brasileiro passou a atuar em uma nova realidade diante da Covid-19 e as disrupções, sobretudo aquelas ligadas à digitalização, refletirão em 2021 e nos próximos anos. “Certamente, nós veremos adiante um setor mais eficiente, com ofertas simples, para facilitar as vendas dos parceiros de negócios e o entendimento e a compra por parte dos clientes; e também uma indústria com maior nível de digitalização na atuação do canal de distribuição, nos relacionamentos com parceiros de negócios e segurados, nos processos, nos produtos, nos serviços e nas experiências dos clientes com as seguradoras. A digitalização fará com que os corretores usem cada vez menos tempo em cotações e emissões de apólices e desempenhem papel de consultores para os consumidores”.

Bradesco: braço segurador responde por 30% do lucro de R$ 12,6 bi até setembro

Bradesco Seguros foi um dos destaques do banco digital, next, que atingiu a marca de 3,2 milhões de clientes

O banco Bradesco registrou lucro líquido de R$ 5,031 bilhões no terceiro trimestre, 23,1% menor que o do mesmo período de 2019, mas representa um avanço de 29,9% no trimestre anterior. O lucro do braço segurador do banco participou com 26% deste resultado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira. No acumulado do ano, até setembro, o lucro do banco foi de R$ 12,6 bilhões, sendo 30,4% proveniente da seguridade.

A performance do resultado operacional, no comparativo com o 3T19, tem como origem principal o crescimento no faturamento e a melhora do índice de comercialização. No comparativo com o 2T20, a maior flexibilização das medidas relacionadas ao distanciamento social e a retomada da circulação urbana, causaram um aumento gradual dos procedimentos eletivos e frequência de avisos em automóvel, influenciando os índices de sinistralidade da Saúde e Auto/Re, além da maior quantidade de dias úteis (4 dias úteis a mais em relação ao trimestre anterior) e eventos indenizáveis associados à pandemia provocada pela Covid-19, no segmento Vida, que impactaram o resultado operacional do trimestre.

O aumento do resultado financeiro no trimestre é justificado pelo comportamento dos índices econômico-financeiros, que impactaram o desempenho das aplicações financeiras, com destaque para renda variável e pelo aumento do IPCA no período.

Seguros foi um dos destaques do banco digital, next, que atingiu a marca de 3,2 milhões de clientes. Também, foi registrada uma evolução na quantidade de transações, foram realizadas mais de 200 milhões de transações, volume 92% superior ao mesmo período no ano anterior. Esse dado é um dos nossos principais indicadores, pois demonstra maior engajamento dos clientes. O banco destacou que no comparativo com o 2T20, individualmente, as transações de pagamentos tiveram crescimento de 34%, transferências 46%, seguros com 69%, investimentos com 43% e cartões com 64%. O uso das carteiras digitais teve crescimento de 239%.

Leia abaixo o release do grupo:

O Grupo Bradesco Seguros registrou crescimento de 4,3% em seu Resultado Operacional no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019. Dentre os fatores que influenciaram esse desempenho, destacam-se os Prêmios Ganhos, que evoluíram 10,5% no terceiro trimestre em relação ao período anterior, alcançando R$ 11,4 bilhões, o que marca o retorno ao patamar observado no terceiro trimestre do ano passado. Vale ressaltar, ainda, o aumento do Resultado Financeiro em 21,4% ante o segundo trimestre de 2020. 

A melhora do faturamento, associada ao recuo da rubrica Outras Despesas Administrativas, favoreceu o Índice de Eficiência Administrativa do Grupo Segurador, que atingiu sua melhor marca histórica no terceiro trimestre de 2020: 3,7%. No comparativo dos nove meses, o índice apresentou estabilidade em 4,2% – patamar já bastante adequado à operação da companhia -, enquanto todos os demais indicadores de desempenho apresentaram melhora. 

As provisões técnicas cresceram 3,5%, para R$ 279,2 bilhões, correspondentes a cerca de um quarto de todo o mercado segurador brasileiro. Já os ativos garantidores dessas provisões evoluíram 2,2%, chegando a R$ 312,8 bilhões. Outro dado relevante, no comparativo dos últimos 12 meses, foi a evolução de 4,3% na quantidade de Segurados, Participantes em Previdência e Clientes de Capitalização, que alcançou 29,8 milhões. 

Com relação ao Lucro Líquido, apesar da melhora dos indicadores de desempenho, foram registradas quedas na comparação entre os terceiros trimestres e no acumulado do ano, impactadas pelo recuo do Resultado Financeiro, decorrente da influência dos índices econômico-financeiros sobre o desempenho das aplicações financeiras e da manutenção de provisões adicionais, como medida prudencial para fazer frente à pandemia da Covid-19. 

Para facilitar e simplificar o atendimento aos clientes, o Grupo Bradesco Seguros lançou novos produtos e intensificou os investimentos em tecnologia e inovação, visando à evolução de seus canais digitais, cujas vendas cresceram 46% no trimestre em relação ao mesmo período de 2019, englobando 11 produtos comercializados 100% online. 

A Bradesco Saúde expandiu sua linha de planos regionais, com os lançamentos dos Efetivos Campinas, Paraíba, Ceará, Piauí e Potiguar. Ao todo, o produto está disponível em 12 estados e no Distrito Federal, reunindo cerca de 70 mil beneficiários. Engajada desde o início da pandemia em ações voltadas ao bem-estar e à comodidade de seus beneficiários, a empresa realizou 45 mil videoconsultas desde o início do funcionamento de seu serviço de atendimento remoto – o Saúde Digital -, com taxa de resolutividade de 80%. 

Em Previdência, a Bradesco Vida e Previdência lançou uma nova grade de fundos geridos em conjunto com a Bradesco Asset Management (BRAM), abrindo opções para a diversificação da carteira de investimentos de clientes com diferentes perfis e tolerância a risco. Além disso, ampliou os canais digitais e aplicativos disponíveis aos gerentes para vendas online, incluindo ferramenta específica para mobile e assinatura eletrônica por biometria. No segmento Vida, a empresa disponibilizou aviso de sinistro 100% digital para todas as coberturas e contratos, simplificando e agilizando processos. 

Tendo em vista a proteção do trabalho à distância, a Bradesco Auto/RE aprimorou as coberturas para atividades comerciais na residência, seguros para equipamentos mais sofisticados instalados nas casas e seguro empresarial, com contratos exclusivos para microempreendedores, assim como extensão das proteções para máquinas, móveis, utensílios, mercadorias e desastres naturais. 

No campo digital, a companhia agregou funcionalidades a seu aplicativo Assistência Dia & Noite e ao Bradesco Corretor, visando agilizar ainda mais o trabalho desse profissional, que também foi objeto de uma série de lives promovidas pelo Grupo Segurador com foco no cenário da pandemia, abordando temas como capacitação em ambiente virtual, gestão emocional e novos caminhos para a oferta de seguros. 

ICSS indica que mercado está mais otimista

Fonte: Fenacor

O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) apurado através de pesquisa realizada pela Fenacor, aponta que corretores, seguradores e, em menor escala, os resseguradores estão mais otimistas neste final de outubro. Os indicadores voltaram a ficar acima de 100 pontos, tanto nos casos de corretores (111,1) quanto de seguradores (107,2). Já entre os resseguradores, chegou perto disso, alcançando 99,5. 

Em termos econômicos, as respostas foram predominantemente positivas, apontando um cenário melhor nos próximos seis meses. 

Embora a base atual seja baixa, o que ajuda na comparação mais favorável, é importante destacar que a última vez que tal comportamento otimista prevaleceu foi na pesquisa realizada em fevereiro deste ano. 

ECONOMIA. A pesquisa apurou que 33% dos corretores e 44% dos seguradores acreditam em crescimento da economia nos próximos seis meses. A grande maioria dos corretores – 67% – aguardam um quadro de estabilidade, projeção feita por 36% dos seguradores. Há ainda um percentual 20% de seguradores que acreditam em um quadro “pior” nos próximos meses.

FATURAMENTO. Apenas 5% dos corretores temem uma queda do faturamento do setor no final de 2020 e início de 2021.Para 76% dos entrevistados a receita ficará estável, enquanto 19% apostam no crescimento. 

Entre os seguradores, 4% dos entrevistados projetam um faturamento “muito melhor”, 32% aguardam um quadro “melhor” e somente 16% temem uma queda na arrecadação. Para 48%, a receita permanecerá estável.

RENTABILIDADE. Quanto à rentabilidade, 61% dos corretores apostam em um cenário estável e 29% acreditam na possibilidade de um avanço.

Entre os seguradores, 24% enxergam a possibilidade de crescimento e 48% projetam um cenário de estabilidade. Há ainda 28% que temem uma redução da rentabilidade do setor.

Copom mantém Selic e reforça que o cenário fiscal determinará a taxa de juro

A novidade foi a explicitação mais direta dos efeitos da depreciação cambial e dos preços das commodities sobre a inflação no curto prazo

Nesta quarta-feira (28), na penúltima reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 2%. Embora a expectativa ainda seja de não alteração da taxa até o final de 2020, o mercado já começa a vislumbrar um aumento entre 0,25 e 0,5 ponto percentual no início do ano que vem. O próximo e último encontro de 2020 ocorre em 9 de dezembro.

“A decisão do BC veio em linha com o que estávamos esperando, ou seja, pela manutenção da taxa Selic em 2% e de grande parte da comunicação adotada no comunicado anterior. Manteve tanto a percepção de um ambiente externo mais favorável para emergentes como as incertezas que cercam este cenário. Reforçou o caráter temporário do aumento dos preços dos alimentos”, disse Júlio Cesar Barros, economista da MAG Investimentos.

Segundo ele, a despeito dos enormes ruídos sobre a arrumação fiscal, o BC manteve o entendimento de que não houve alteração do regime fiscal e, portanto, seguiu com o Forward Guidance e com a opcionalidade de corte residual. A novidade foi a explicitação mais direta dos efeitos da depreciação cambial e dos preços das commodities sobre a inflação no curto prazo. “Além disso, também passou a considerar que os núcleos se encontram em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária. Portanto, manteve o entendimento de que o quadro fiscal continua sendo o fator determinante para a trajetória futura dos juros”.

Seguradora canadense Fairfax avança no segmento agrícola

A seguradora registrou crescimento de 70% em prêmios entre 2018 e 2019 e prevê recorde em 2020, com destaque para o seguro agrícola em áreas de soja

Fonte: FairFax

A cultura do seguro rural está avançando no Brasil. O setor está recebendo maior atenção do Ministério da Agricultura, por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), e os produtores ruais estão atentos em busca de boas oportunidades para contratar o seguro.

A seguradora canadense Fairfax está acompanhando a evolução do mercado de seguro rural com otimismo. De acordo com Fabio Damasceno (foto), diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil, o avanço é fruto da conscientização sobre a importância do seguro para minimizar os riscos da atividade rural. “O mercado está amadurecendo e os números comprovam isso. Quando o agricultor encontra um produto adequado para as suas necessidades, passa a enxergá-lo como uma ferramenta de gestão de risco. O seguro representa um insumo dentro da cadeia e não um custo”, afirma.

O ano de 2020 se consolida como um marco para a história do seguro rural no Brasil. Foram disponibilizados R$ 955 milhões para os subsídios do PSR, ante R$ 440 milhões em 2019. “Temos o melhor cenário de todos os anos para o acesso ao seguro rural, com o maior volume de recursos disponível. O cenário está caminhando para que grande parte da produção agrícola brasileira seja assegurada. Este ano deverá superar os 10 milhões de hectares com apólices subvencionadas”, afirma Guilherme Frezzarin, Gerente Técnico da Unidade de Agronegócios da Fairfax Brasil.

Recorde de contratações

Até a primeira quinzena de outubro, 140 mil apólices de seguro rural (todas as modalidades) já tinham sido subvencionadas com os recursos previstos para 2020, enquanto no ano passado o PSR encerrou o ano com cerca de 95 mil apólices subvencionadas. Para a atual safra de soja verão, foram aprovadas 75 mil apólices subvencionadas e a Fairfax responde por 15% deste segmento. “Estamos liderando nas contratações de seguro subvencionado para as safras de verão”, conta Frezzarin.

Segundo Frezzarin, o PSR oferece um percentual subsidiado pelo Governo de até 55% sobre o valor do prêmio, a depender da modalidade de seguro e do perfil do produtor. Essa política pública vêm se adaptando ao longo dos anos para ajudar o produtor a proteger a atividade rural. “O Ministério têm buscado incentivar alguns tipos de produtos, como o seguro de produtividade, custeio e seguro de faturamento”, diz Frezzarin.

Além disso, o Ministério da Agricultura lançou, em julho deste ano, o projeto Monitor do Seguro Rural, que vai ajudar a impulsionar o mercado de seguro rural. A inciativa promove reuniões para ouvir representantes do setor, com o objetivo de avaliar os produtos e serviços ofertados pelas seguradoras e propor melhorias até 2022.

Oportunidades

Outra boa notícia é que, com a expansão do mercado, houve uma redução no valor dos prêmios e as soluções também estão evoluindo. “Houve um decréscimo de 4,4% na taxa média do Brasil entre 2019 e 2020. Atualmente, já existem no mercado produtos mais aderentes à realidade da fazenda e seus riscos. Temos soluções feitas sob medida com recurso global e decisão local”, afirma Damasceno.

Operando desde 2010 no Brasil, a Fairfax tem uma cultura inovadora e vem crescendo significativamente. Segundo o diretor de Agronegócio, a Fairfax Brasil cresceu 70% em prêmios entre 2018 e 2019, por exemplo. “O segmento de seguro agrícola ganha cada vez mais importância e cresce junto com o agronegócio brasileiro. A tendência é oferecermos produtos cada vez mais personalizados”, diz Damasceno.

A Fairfax Brasil têm se destacado por meio de processos eficientes, parcerias perenes e bons relacionamentos. De acordo com o Gerente Comercial de Agronegócios da Fairfax Brasil, Diego Caputo, a Fairfax conseguiu manter a presença junto aos parceiros neste ano, apesar dos desafios em razão da pandemia do coronavírus. “A unidade de negócios Agro da Fairfax Brasil está cada vez mais próxima do agricultor. O cooperativismo ganhou relevância e os elos da cadeia estão se fortalecendo através da colaboração”, afirma Caputo. “As fortes parcerias entre Fairfax Brasil, cooperativas e corretores especialistas permitem a criação de produtos que atendam às necessidades do produtor para que ele plante tranquilo, consciente e de forma sustentável.”

O gerente técnico Guilherme Frezzarin reforça que as mudanças climáticas trazem um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio, evidenciando a importância do seguro para proteger as lavouras. “Temos um histórico recente de quebras de safra na região Sul, a sinistralidade foi altíssima para safras de verão e de inverno. Os eventos climáticos têm acontecido com mais frequência e com maior severidade”, analisa Frezzarin.

Insurtechs captam US$ 2,5 bi em 104 negócios, segundo estudo da Willis

insurtechs Willis

Mais um estudo sobre insurtechs. Segundo a corretora Willis Towers Watson PLC, que divulga o levantamento sobre insutechs a cada trimestre, as empresas de tecnologia do setor levantaram globalmente US$ 2,54 bilhões em 104 negócios durante o terceiro trimestre de 2020. Os dados totais são “aumentos notáveis” tanto no financiamento quanto na contagem de negócios, 63% e 41%, respectivamente, em comparação com o segundo trimestre, revela o relatório trimestral InsurTech Briefing Q3 2020.

O terceiro trimestre também registrou a oferta pública inicial de US$ 405 milhões da Duck Creek Technologies Inc., que se segue ao bem-sucedido IPO de US$ 319 milhões da seguradora Lemonade Inc. no segundo trimestre, observou Willis.

Os Estados Unidos sediaram 42% dos 104 negócios no trimestre, o Reino Unido 8% e a Índia 6%, com 18% dos negócios listados como ocorridos em países fora dos EUA, Reino Unido, Índia, França, China , Alemanha, Canadá, Israel e Japão, de acordo com dados do relatório.

O financiamento proveniente de seguradoras de bens e responsabilidades foi dominado, 49%, por transações de empresas business-to-business, seguido pela aposta de distribuidores de produtos em 41% e insurtechs que já têm permissão para atuar com seguros em 10%.

Mais da metade das transações, 31% em rodadas na Série A, envolveram empreendimentos em estágio inicial. A Série B foi responsável por 13% dos negócios, a Série D por 3% e 20% dos negócios foram listados como “outros” para seu estágio de investimento.

“Com a enorme quantidade de capital sendo investido, pode-se facilmente ver este trimestre como uma validação clara de investidores, indústria e não-indústria, preparados para colocar seu dinheiro onde estão a busca de operações digitais – tanto para retornos de investimento quanto para garantir recursos digitais ”, disse a Willis em seu relatório.

No segundo trimestre, o financiamento global da insurtech atingiu US$ 1,56 bilhão em 74 negócios, um aumento de 71% em relação ao primeiro trimestre de 2020.