AIG nomeia novo CEO e conselho aprova desmembrar unidade de vida e previdência

AIG

A separação dos negócios pode levar “alguns anos” e pode ser feita em fases, por meio da venda de participações minoritárias, segundo duas pessoas a par do assunto

Fonte: Reuters

A seguradora American International Group Inc AIG.N disse na segunda-feira que seu conselho aprovou um plano para separar os negócios de vida e aposentadoria do resto da empresa e nomeou o presidente Peter Zaffino como CEO, com vigência no próximo ano. Zaffino, 53, que sucedeu Brian Duperreault, de 73, assumirá o comando em março. Zaffino será o sétimo CEO da AIG desde 2005.

A seguradora, que está entre as 10 principais seguradoras americanas por valor de mercado, disse que ainda não tomou uma decisão sobre como realizar a separação. Por enquanto, apenas votou no conselho para estabelecer duas empresas independentes e líderes de mercado.

A separação dos negócios pode levar “alguns anos” e pode ser feita em fases, por meio da venda de participações minoritárias, segundo duas pessoas a par do assunto. A decisão do conselho não exclui uma única venda e quaisquer transações propostas também precisarão da aprovação do conselho, disse a AIG.

Os negócios de vida e aposentadoria foram responsáveis ​​por 34% dos US$ 49 bilhões da AIG em 2019 de receita ajustada, em comparação com 64% para seus negócios de seguros gerais, disse a AIG em setembro.

A AIG passa por uma reviravolta lançada por Duperreault, que assumiu o comando da AIG em 2017. Duperreault tem se concentrado em aprimorar a subscrição, retendo clientes que valem a pena, investindo em tecnologia, restaurando talentos e reduzindo custos.

Zaffino tem sido o homem indicado para executar essas metas, em parte reduzindo as perdas nos negócios de propriedades comerciais e ramos elementares e confiando mais no resseguro, ao mesmo tempo que moderniza a tecnologia e os processos. Ele também ajudou a recrutar vários executivos.

Zaffino ingressou na AIG como diretor de operações globais em 2017. Sua ascensão a CEO era amplamente esperada após ser nomeado presidente em dezembro, mas a AIG não havia indicado o momento certo para a mudança.

A AIG tem lutado para se endireitar depois de um resgate de US $ 182 bilhões dos contribuintes dos EUA em 2008 para salvá-la do colapso. Desde então, a empresa vendeu grandes parcelas para pagar a dívida mais um retorno de US $ 22,7 bilhões.

Ele também teve que lidar com perdas pesadas de sinistros ocorridos em anos anteriores que levaram a mais de US$ 11,2 bilhões em aumentos de reservas inesperados desde 2015, a maioria dos quais ocorreram sob liderança anterior. Em maio de 2019, a AIG relatou seu primeiro lucro de subscrição de seguros gerais desde a crise financeira de 2008, uma meta importante.

A separação do negócio de seguro de vida da AIG ecoa um movimento impulsionado pelo investidor ativista bilionário Carl Icahn, que visou a seguradora em 2015 com um plano de separação que também foi apoiado pelo ex-gerente de fundos de hedge John Paulson.

Chubb lucra US$ 1,19 bilhão no terceiro trimestre

Nos nove meses encerrados em 30 de setembro, o lucro líquido da Chubb caiu 66%, para US$ 1,12 bilhão

A Chubb registrou lucro líquido de US$ 1,19 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 9,4% em relação aos US $ 1,09 bilhão no mesmo período do ano passado, apesar da pandemia e maiores perdas por catástrofes, disse a seguradora em um comunicado na terça-feira.

Nos nove meses encerrados em 30 de setembro, o lucro líquido da Chubb caiu 66%, para US$ 1,12 bilhão, em comparação com US$ 3,28 bilhões no mesmo período do ano passado. O índice combinado ficou em 98,9%, em comparação com 89,9% nos primeiros nove meses de 2019.

O bom desempenho foi justificado pelo ambiente de preços de seguros de danos e responsabilidades no terceiro trimestre, disse o presidente e CEO Evan G. Greenberg aos analistas nestaa quarta-feira, depois que a seguradora relatou maior lucro e crescimento no prêmio líquido emitido.Os aumentos das taxas foram em média de 15% em seguros comerciais na América do Norte e 16% nas operações de seguro geral internacional da seguradora.

“O trimestre foi marcado pelo contínuo endurecimento do mercado de seguros, uma economia lutando para se reabrir globalmente e um período muito ativo para catástrofes”, disse Greenberg durante a teleconferência, relata o portal Business Insurance.

As perdas líquidas com catástrofes foram de US$ 797 milhões após os impostos, em comparação com US$ 191 milhões no mesmo período do ano anterior. As principais perdas foram creditadas a riscos climáticos severos em todo o mundo e aos incêndios florestais na Califórnia.

O índice combinado chegou a 95,2% de 90,2% no terceiro trimestre do ano anterior, disse a Chubb. No entanto, não houve “nenhuma mudança” nas perdas agregadas do COVID-19 relatadas anteriormente em 30 de junho, disse a seguradora. A Chubb rastreou mais de 40 eventos de catástrofe separados globalmente no terceiro trimestre, uma “frequência muito alta”, disse Greenberg.

Os prêmios líquidos emitidos no terceiro trimestre totalizaram US$ 9,08 bilhões, um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os prêmios líquidos emitidos de danos e responsabilidades foram de US$ 8,47 bilhões, um aumento de 5,7%.

Nas operações de seguros gerais internacionais da Chubb, as taxas subiram 15% no varejo internacional e 32% no atacado de Londres, disse ele. “Estamos em um mercado difícil para propriedades comerciais, dependendo de onde você está no mundo”, disse Greenberg.

Greenberg se recusou a comentar sobre fusões e aquisições em resposta à pergunta de um analista durante a chamada citando a decisão recentemente anunciada da AIG de cindir seu negócio de seguro de vida. “Não comento sobre M&A e o apetite da Chubb e se estamos considerando isso ou aquilo”, disse Greenberg.

MAG Seguros fecha parceria com a SOS Truck

MAG Seguros CORONAVIRUS

O seguro Bem-Estar oferece coberturas no caso de doenças graves e assistências na área de saúde a um custo acessível para os caminhoneiros

Fonte: MAG

A MAG Seguros, seguradora especializada em seguro de vida e previdência, acaba de anunciar a parceria com a SOS Truck, um aplicativo voltado para oferecer autopeças, serviços e capacitações para caminhoneiros em todo o Brasil. Com este modelo criado, a MAG Seguros apresentará a este público o produto Bem-Estar, que, além do seguro, oferece uma série de serviços assistenciais que ajudam no cuidado com a saúde. 

“A partir desta parceria levaremos a estes importantes profissionais do país a tranquilidade de contar com proteção financeira e com recursos que contribuirão no cuidado com a própria saúde. O seguro Bem-Estar oferece coberturas no caso de doenças graves e assistências na área de saúde a um custo acessível para os caminhoneiros e, por isso, temos a certeza de que a parceria será um sucesso”, explica Luciano Périco, diretor de Afinidades da MAG Seguros. 

O Bem-Estar está disponível em três módulos de contratação – Essencial, Plus e Premium – e contam com um auxílio financeiro no caso do diagnóstico de uma das doenças cobertas em cada seguro. Todos os módulos garantem aos segurados um amplo e inovador pacote de assistência no mercado de seguro de vida. 

A Assistência Bem-Estar permite o acesso a serviços como telemedicina (atendimento médico por vídeo) e consultas com profissionais como psicólogos, assistentes sociais, educadores físicos e nutricionistas por telefone, além de desconto em medicamentos, consultas e exames. 

Thinkseg começa a venda do seguro auto Pay Per Use no Mercado Livre

thinkseg insurtech andre gregori

Presença do Pay Per Use no Mercado Livre aumentará o acesso das pessoas ao seguro automóvel inovador, com assinatura mensal a partir de R$ 25

A Thinkseg, junto com a parceira seguradora Generali, passam vender o seguro auto Pay Per Use por meio do Mercado Livre. Quem entrar na página https://ofertas.mercadolivre.com.br/thinkseg vai poder cotar e contratar o Pay Per Use. Tudo em ambiente online. A Thinkseg é pioneira no desenvolvimento da tecnologia seguro auto digital e do modelo Pay Per Use, também chamado de intermitente ou seguro liga e desliga, aqui no Brasil.

“No contrato assinado com o Mercado Livre, a Thinkseg e Generali têm exclusividade na venda do seguro automóvel Pay Per Use. Começamos com este seguro auto para, depois, explorar outros produtos”, afirma o CEO da Thinkseg, Andre Gregori.

O valor da assinatura mensal do Pay Per Use, para carros básicos, começa a partir de R$ 25,00, garantindo o seguro auto completo que inclui cobertura para acidentes, furto e roubo, de acordo com os valores previstos na tabela Fipe. O motorista paga a mensalidade fixa, somada aos centavos por cada quilômetro rodado. No início de 2019, a Thinkseg fechou parceria com a seguradora italiana Generali, de atuação mundial, para as vendas do Pay Per Use.

Segundo Gregori, a presença do Pay Per Use no Mercado Livre aumentará o acesso dos brasileiros ao seguro automóvel inovador no Brasil, em que a pessoa paga pelo que usa, ou seja, pelos quilômetros que rodou para ter cobertura completa do seguro do carro.

VW Caminhões e Seguros Volkswagen firmam parceria com a Porto Seguro

Clientes VWCO podem contar com a confiabilidade de duas grandes marcas ao contratar proteção para caminhões

Fonte: VW

Com o objetivo de oferecer benefícios cada vez mais exclusivos para os seus clientes, a Volkswagen Caminhões e Ônibus e os Seguros Volkswagen, em parceria com a Porto Seguro, passam a oferecer planos de seguros que proporcionam maior comodidade e segurança para o dia a dia dos caminhoneiros e frotistas.

Agora, os clientes VWCO podem contar com a confiabilidade de duas grandes marcas ao contratar seguros para caminhões. Os pedidos de orçamentos dos seguros podem ser realizados através do Assistente Virtual da VWCO, pelo endereço: https://bit.ly/346XIWR. Após um breve cadastro, o cliente poderá escolher o melhor plano para sua necessidade.

“A Volkswagen Caminhões e Ônibus está sempre procurando entender as necessidades de seus clientes, para oferecer serviços que otimizem tempo e processos. Nossa parceria, através da Seguros Volkswagen com a Porto Seguro, vem para proporcionar uma experiência única aos clientes VWCO”, comenta Antonio Cammarosano, diretor de Venda e Pós-Vendas.

“Acreditamos que essa parceria é uma maneira de reforçar o compromisso da Porto Seguro com os caminhoneiros, que rodam pelo nosso país e movimentam a maior parte da nossa carga”, declara Jaime Soares, diretor do Porto Seguro Auto.

Além do seguro para caminhões, que inclui coberturas para roubo, furto, colisão, incêndio, danos a terceiros e outros opcionais, os clientes VWCO terão acesso na plataforma, ainda este mês, a outros produtos do portfólio da Porto Seguro, entre eles:

Seguro de Vida Empresarial: pode ser contratado por pequenas, médias e grandes empresas para proteção financeira de sócios, funcionários e seus familiares. O produto é flexível e permite que as coberturas e os capitais segurados sejam adaptados à realidade de cada cliente. A contratação pode ser feita para grupos a partir de duas pessoas. Empresas que utilizam o Regime de Tributação pelo Lucro Real conseguem deduzir até 100% do valor do seguro como Despesa Operacional no Imposto de Renda. 

Seguro para Empresas: garante proteção na medida certa para pequenas, médias e grandes empresas que atuam no comércio, na indústria ou no serviço. São várias opções de cobertura que podem ser contratadas de acordo com a necessidade de cada negócio.

Seguro Odontológico: cinco opções de planos, desenvolvidos para os colaboradores das empresas, têm custo acessível e contam com mais de oito mil dentistas referenciados para atendimento. A rede pode ser consultada através de diversos canais como site, aplicativo, SMS ou chatbot. A validação dos procedimentos é realizada no consultório odontológico através do e-Token. Desta forma, não é necessário assinar as guias comprovando o atendimento – ou seja, o processo é 100% online.

Cobrança retroativa de reajuste de plano deverá ser parcelada

saude Fenasaude Sumit Estadao

Fonte: Estadão

Após determinar a suspensão dos reajustes dos planos de saúde entre setembro e dezembro de 2020 por causa da pandemia, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deverá ordenar que a cobrança retroativa dos valores não reajustados seja parcelada ao longo de 2021.

Os detalhes da norma ainda estão em discussão interna, mas a agência já trata como certo que o consumidor não terá que pagar de uma vez só o aumento referente a todos os meses de 2020 em que a mensalidade permaneceu congelada. A informação foi dada nesta terça-feira, 27, pela assessora da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (Diope) da ANS, Tatiana Aranovich, durante o Summit Saúde Brasil 2020, evento promovido pelo Estadão.

O que eu posso antecipar é que a ANS está discutindo algum quadro de parcelamento dessa recomposição no ano que vem. Os detalhes estão sendo discutidos, mas teremos algum parcelamento disso, afirmou ela.

Tatiana não deixou claro se a determinação valerá apenas para os clientes de planos individuais e familiares, cujas alíquotas de aumento são reguladas pela agência, ou também para os usuários de planos coletivos por adesão ou empresariais, que representam mais de 80% do mercado e que têm seus índices de aumento definidos por negociação entre a operadora e a empresa contratante.

Ela sinalizou, no entanto, que, diante da crise provocada pela pandemia, as operadoras deverão estar atentas à situação econômica do País para definir os índices de reajuste e a forma de cobrança desse retroativo. Apenas lembrando que a ANS regula uma parcela muito pequena dos reajustes, principalmente os individuais. A gente tem os planos coletivos, que são de livre negociação, mas as operadoras, para reter seus contratantes, vão ter que ter um pouco de sensibilidade com isso, afirmou.

A diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, que também participou do Summit Saúde, afirmou que, diante das incertezas dos próximos meses quanto ao cenário sanitário e econômico, ainda não é possível falar sobre índices de reajustes e formato de cobrança de retroativos. A federação representa as maiores operadoras do País.

Especular agora, no meio da pandemia, sobre como será o reajuste do ano que vem leva apenas mais intranquilidade às pessoas, que já estão oneradas pela questão da crise econômica, pelo desemprego. Ninguém sabe como vai ser porque a ANS ainda não definiu, disse.

Vera ressaltou que as operadoras associadas à instituição suspenderam, de maneira voluntária, o reajuste entre maio e julho para planos individuais, familiares e coletivos por adesão e que as empresas são cumpridoras de regras.

Questionada sobre mais detalhes de como será feito o pagamento dos valores retroativos, a ANS informou apenas que esse tema ainda está em discussão interna, não havendo, portanto, definição a respeito.

A suspensão

A suspensão do reajuste foi determinada pela ANS no final de agosto, após críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre aumentos em meio à pandemia. Foram travados os aumentos para todos os tipos de planos, como individuais e familiares, além dos coletivos (empresariais e por adesão), independentemente do número de segurados. O Brasil tem quase 47 milhões de clientes de convênios privados de assistência médica.

Na época em que anunciou a suspensão, a ANS afirmou que os aumentos não pagos em 2020 seriam cobrados a partir de 2021, mas não detalhou se o retroativo seria cobrado de uma só vez, no início do ano, ou de forma diluída nas mensalidades futuras, o que gerou apreensão entre os consumidores, que temem ter que pagar dois reajustes em um mesmo ano.

XP Seguros atinge R$10 bi sob gestão, mira liderança na previdência privada em 3 anos

“Vamos entrar em previdência corporativa no segundo trimestre de 2021”, disse o CEO da XP Seguros

Fonte: Reuters

A XP Seguros, braço da XP especializado em previdência privada complementar, superou em outubro a marca de 10 bilhões de reais em recursos sob gestão, beneficiando-se da migração de recursos por meio da portabilidade, à medida que persegue a meta de ser líder desse mercado em 2023.

Segundo o presidente da XP Seguros, Roberto Teixeira, essa evolução reflete a crescente procura dos clientes por produtos mais flexíveis e que ofereçam melhor rentabilidade no longo prazo, a exemplo do que já ocorria em fundos de investimentos.

“Com a queda da Selic para 2%, essa tendência acelerou forte durante a pandemia”, diz Teixeira, revelando que cerca de 85% da captação de recursos da seguradora neste ano foram de migração de recursos de planos de outras administradoras. “Nosso plano é, em 3 anos, ter a liderança do mercado”, acrescentou.

O mercado de previdência privada é liderado pela Brasilprev, da BB Seguridade, com quase 300 bilhões de reais em ativos sob gestão no final do primeiro semestre. A seguir aparecem Bradesco, com 232,6 bilhões de reais, e Itaú Unibanco, com 211,4 bilhões, segundo a Fenaprevi, entidade que representa as gestoras de fundos de pensão.

Com quase 1 trilhão de reais, segundo dados da Fenaprevi, e cerca de 80% dos ativos concentrados em ativos de renda fixa, o mercado de previdência privada têm visto um crescente número de cotistas transferindo recursos entre fundos ou entre gestoras em busca de opções para garantir melhores retornos no longo prazo.

Com base em números da Susep, a XP afirma ter sido o destino de 60% dos recursos que mudaram de administradora nos primeiros oito meses de 2020, mesmo num período de elevada volatilidade dos mercado de ativos de maior risco. Com cerca de 80 fundos, a XP Seguros tem 54% dos ativos aplicados em fundos multimercado ou em ações. Em agosto, tornou a oitava maior do país em ativos.

Os planos mostram como a XP, que ganhou visibilidade do mercado com sua plataforma de investimentos, está deslanchando planos para desafiar mais frontalmente as grandes instituições financeiras em outras arenas. A de previdência complementar tem 91% dos ativos concentrados nos 5 maiores bancos do país.

E com a velocidade do mercado perdendo fôlego num país em recessão, a movimentação entre os rivais no setor tende a se dar por um bolo de recursos menor do que o se previa. Pelos dados da Fenaprevi, a captação líquida no ano até agosto foi 23% menor do que em igual período de 2019.

Para Teixeira, egresso do Itaú Unibanco e que lidera a XP Seguros há um ano e meio, além da busca por rentabilidade, o público do mercado previdência complementar tem buscado mais diversificação, como a possibilidade de investir em ativos no exterior, menores custos de administração e soluções digitais.

Nesse sentido, após ter zerado a taxa de carregamento, a XP Seguros começou a fazer portabilidade online de fundos e planeja ampliar a oferta de serviços após integrar a seguradoraao banco, ainda neste mês, os planos de previdência passarão a ser oferecidos diretamente no portal da XP Investimentos.

A próxima etapa do plano da seguradora é entrar no segmento corporativo, segmento quase totalmente dominado pelos bancos. “Vamos entrar em previdência corporativa no segundo trimestre de 2021”, disse Teixeira.

Saúde suplementar busca modelo mais racional para baixar custos

Em meio a restrições orçamentárias cada vez mais severas, pandemia reforça consenso sobre necessidade de mudanças no sistema assistencial que permitam ampliar acesso

Fonte: FenaSaúde

A pandemia está abrindo a possibilidade de uma transição importante nos modelos de assistência à saúde, tanto no Brasil como em todo o mundo. Ainda que não seja possível prever com exatidão como será o pós-pandemia, entre os legados já perceptíveis está a necessidade de que todos os agentes da cadeia de prestação de serviços em saúde atuem juntos para conter custos crescentes e lidar com restrições orçamentárias cada vez mais severas.

Outras lições da pandemia também indicam a possibilidade e a necessidade de se caminhar para sistemas mais racionais, que funcionem de maneira mais eficaz para todos: usuários, contratantes, prestadores e operadoras. O desenho inclui mais ênfase em prevenção e atenção primária, menos hospitalização, novos modelos de remuneração dos prestadores e uso mais disseminado da telemedicina.

Estas foram algumas das considerações feitas pela diretora executiva da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Vera Valente, durante o Estadão Summit Saúde Brasil 2020, promovido pelo jornal ‘O Estado de S.Paulo’ na manhã desta terça-feira (27).

A crise econômica e as consequentes mudanças no mercado de trabalho – como o desemprego em alta e o aumento da informalidade – também irão afetar a forma como planos e seguros de saúde são oferecidos. A situação cobra opções mais flexíveis que sejam mais aderentes às condições de contratação de empresas e famílias – a pandemia comprovou, mais uma vez, que manter as coberturas é um dos desejos dos brasileiros.

“É nítido o anseio da população por ter acesso à saúde privada. Com o cenário atual, torna-se ainda mais necessário termos outras formas de entrada no sistema suplementar, que deem às pessoas mais possibilidades de escolha. Ninguém está falando em tirar opções, mas sim em ampliá-las. E em qualquer setor econômico mais competição sempre beneficia o consumidor final, com preços mais baixos”, disse Vera.

A ampliação das opções de cobertura à disposição dos usuários foi um dos aspectos aferidos pelo Datafolha em pesquisa sobre percepção dos brasileiros sobre a saúde suplementar feita em novembro de 2019. Para 81% dos entrevistados pelo instituto, o desejável num plano de saúde ideal é “ter um custo menor onde eu possa escolher as especialidades para ser atendido”. Abrir novas possibilidades de acesso ajuda a diminuir a demanda sobre o SUS, fortalecendo a necessária complementariedade entre os sistemas público e privado prevista na Constituição.

“A pessoa que é cuidada pela saúde suplementar desonera o SUS. No pós-pandemia, não temos nenhuma perspectiva de aumento do orçamento para a saúde pública, persistindo o subfinanciamento. Mas é certo que vamos ter aumento de demanda, tanto no público quanto no privado. Logo, criar mecanismos para trazer usuários para os planos é bom para todo mundo, porque libera o atendimento no SUS para quem não tem outra opção e depende só da rede pública. Essa conexão entre público e privado foi muito fortalecida na pandemia”.

Mudança de tendência

Neste momento, o mercado de saúde suplementar vive uma inflexão, depois da queda de procura por procedimentos médicos verificada nos meses iniciais da pandemia em função do isolamento social. A tendência que as operadoras já têm observado é de novas altas nos níveis de utilização, a chamada sinistralidade. O indicador baixou a 62% em junho, mas vem subindo desde então, para os 73% registrados em setembro, segundo relatório divulgado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) na semana passada. 

“A partir de novembro, devemos chegar próximo aos níveis anteriores à pandemia, com a gradativa retomada de procedimentos que haviam sido adiados e que já estão ocorrendo, como todos temos percebido”. Só a partir de conhecido este contexto mais amplo, com o desempenho ao longo de toda a pandemia, é que será possível saber qual o resultado final da eclosão da covid para as operadoras de planos e seguros de saúde brasileiras.

O movimento de retomada tem servido para consolidar um dos grandes avanços da assistência à saúde alcançados durante a pandemia: a disseminação da telemedicina como instrumento de atendimento e de ampliação de acesso. Foram anos de evolução em pouco mais de sete meses. Resta agora uma regulamentação adequada para que a possibilidade torne-se permanentemente disponível para os brasileiros.

“Poucos têm se dado conta, mas a telemedicina ainda não é uma conquista assegurada definitivamente aos brasileiros. A modalidade está em vigor no país com base em regulamentação de caráter excepcional, de forma temporária e emergencial. Ou seja, a telemedicina só poderá ser oferecida à população enquanto perdurar a pandemia da covid-19”.

Vera defendeu uma regulamentação que seja mais abrangente, para que não haja riscos de engessar um mecanismo que depende diretamente da tecnologia – logo, sujeito a reviravoltas constantes. “Lei boa é lei que seja geral e genérica. Para ser viável num país continental como o nosso, é preciso ser realista, sob pena de ser restritiva, o que nos colocaria na contramão do mundo”, sugeriu a diretora executiva da FenaSaúde.

Recomposição de custos

Durante o painel “Lições da pandemia – Desafios da saúde suplementar”, Vera Valente também ressaltou a importância da recomposição dos custos para o setor, já que as operadoras apenas os apuram junto aos prestadores e repassam as despesas para os beneficiários, ou seja, não as geram. Neste ano, os planos de saúde suspenderam os reajustes das mensalidades de maneira voluntária entre maio e julho, medida ampliada pela ANS a partir de setembro.

“Plano de saúde não gera custos, ele repassa custos. Os reajustes na saúde suplementar nada mais são que a recomposição de despesas que os beneficiários já tiveram com procedimentos médicos que já aconteceram. Já são praticamente dois anos de aumentos nos custos não repassados para as mensalidades, o que pesa na sustentabilidade do setor”, comentou a diretora executiva da FenaSaúde.

Das 715 empresas de assistência médica em atuação no país, cerca de 95% são de pequeno porte, com atuação localizada, regionalizada, muitas vezes restrita ao interior do país. “Não podemos olhar apenas para a parcela das operadoras de maior porte e ignorar a imensa maioria. São empresas que não aguentam conviver com contas desequilibradas, com despesas em alta e receitas congeladas, e podem simplesmente fechar as portas, deixando aos seus usuários apenas a opção do SUS. É um risco que não vale a pena correr”, alertou Vera Valente.

Também participaram do debate promovido pelo Estadão José Cechin, superintendente executivo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar); Georgia Antony, especialista em Desenvolvimento Industrial do Sesi Nacional; Tatiana Aranovich, assessora da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS; e Alessandro Acayaba, presidente da Anab (Associação Nacional das Administradoras de Benefícios).

Incorporação de tecnologias

Como parte da programação do Estadão Summit Saúde Brasil 2020, a FenaSaúde convidou dois especialistas em saúde para debater a incorporação de novas tecnologias nos tratamentos. Daniel Wang, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas-SP, e Rafael Kaliks, oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e diretor do Instituto Oncoguia, participaram do painel “Incorporação de tecnologias a favor dos pacientes”, realizado também na manhã desta terça-feira (27).

Ambos ressaltaram que o processo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é fundamental para incorporação de novos medicamentos e procedimentos no sistema de saúde brasileiro e não pode ser abandonado. A discussão está ainda mais atual no país devido à discussão do projeto de lei n° 6.330/2019, em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê a incorporação dos medicamentos oncológicos orais no rol de procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde apenas após o registro da Anvisa, sem passar pelo processo de ATS realizado pelas câmaras técnicas da ANS.

“Sistemas de saúde que não têm a preocupação de gastar de forma eficiente os recursos vão acabar gastando muito para beneficiar poucas pessoas e trazendo poucos benefícios. É preciso haver um equilíbrio entre custo e efetividade”, afirmou Wang. “Você tem de saber o quanto pode gastar. Não podemos ter tudo, porque isso não existe em nenhum lugar do mundo. Todos os países têm ATS. Esse processo é o que dá racionalidade para a incorporação de medicamentos”, disse Kaliks.

Outra questão debatida foi o excesso de ações judiciais que existe na saúde brasileira.  “A judicialização é a pior forma de gastar dinheiro porque não existe negociação de preços. Isso acaba destruindo qualquer planejamento financeiro, seja do governo seja da operadora”, destacou o diretor do Oncoguia.

Se você não pôde acompanhar o Estadão Summit Saúde Brasil 2020, assista a íntegra aqui: https://www.youtube.com/watch?v=l9Pd_QWMRm0

Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2019 já está disponível para download

Publicação demonstra as contribuições do mercado segurador brasileiro  para a agenda de desenvolvimento sustentável do País

Já está disponível para download no Portal da CNseg o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2019, editado pela CNseg com base nas diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI), com a correspondência de indicadores baseados nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e nas recomendações da Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD). 

A publicação, que demonstra as contribuições do mercado segurador brasileiro para a agenda de desenvolvimento sustentável do País, por meio de seus indicadores ASG (Ambientais, Sociais e de Governança) mais relevantes, traz dados de 32 empresas do setor, que correspondem a 81,8% do mercado representado pela CNseg. 

Líder em arrecadação de prêmios na América Latina, o setor segurador brasileiro encerrou 2019 com arrecadação total de R$ 488,5 bilhões, número 9,8% maior do que no ano anterior e equivalente a 6,7% do PIB nacional no ano. O setor ainda acumulou ativos na ordem de R$ 1,45 trilhão, o que equivale a 25% da dívida pública brasileira. Além disso, foram pagos R$ 315,06 bilhões em benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas ao longo de 2019. 

Dentre as novidades desta edição, além da correspondência de indicadores baseados nos ODS e nas recomendações da TCFD, o Relatório apresenta a matriz de materialidade dos ODS nos negócios de seguros: uma priorização dos Objetivos mais relevantes para o setor, elaborada com base em pesquisa com as empresas participantes do Relatório. 

A temática da Diversidade & Inclusão também ganhou mais destaque, com indicadores novos e um diagnóstico geral que traz uma boa notícia: o Relatório aponta que 94,4% das empresas participantes já adotam práticas de promoção da diversidade e não-discriminação. 

Ronald Bolaños assume riscos especiais da Liberty Mutual Insurance para AL e EUA

Ele substitui Alex Montoya, que hoje em dia é diretor de operações da divisão norte -americana da divisão de riscos globais, a Liberty Global Risk Solutions

O Grupo Liberty Mutual Insurance, junto à sua divisão de Seguros Especiais, a Liberty Specialty Markets (LSM), anuncia Ronald Bolaños como novo presidente para América Latina e Estados Unidos. Atualmente alocado em Miami, na Flórida, Bolaños assume a função imediatamente e será responsável pelo crescimento da LSM na região, liderando a sua equipe no desenvolvimento de soluções especializadas para atender às necessidades dos clientes.

Anteriormente, o executivo atuava como diretor de subscrição (Chief Underwriting Officer) da LSM na América Latina. Com a movimentação, Ronald substitui Alex Montoya, que hoje em dia é diretor de operações da divisão norte -americana da divisão de riscos globais, a Liberty Global Risk Solutions.

“Estamos felizes que um papel tão fundamental, como de presidente das regiões LATAM e dos Estados Unidos, tenha sido atribuído a um candidato interno tão talentoso como Ronald Bolaños”, afirma Matthew Moore, presidente geral da divisão LSM. “Ele traz profissionalismo e energia à tudo o que faz, além de ter um ótimo conhecimento dos nossos mercados e clientes, uma mentalidade global e uma compreensão técnica do negócio”, completa.

Ronald ingressou na Liberty em 2012 e tem mais de 20 anos de experiência na indústria de seguros e resseguros, tendo passado anteriormente pela Validus e AIG. Também atuou em cidades como São Paulo, Santiago e Miami, em vários cargos seniores nas áreas de risco e subscrição do setor de energia.