Série: O que esperar de 2021 – Newton Queiroz, CEO da Argo Seguros

nweton Queiroz argo seguros

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Newton Queiroz, CEO da Argo Seguros, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Para 2021, a Argo Seguros seguirá com seus planos de crescimento sustentável, tendo como KPI principal o combinado operacional da empresa, o qual deve estar sempre abaixo de 100%, independentemente do mês. Essa vem sendo nossa meta desde o início deste ano e estamos conseguindo entregar. 

Ao mesmo tempo, o pilar principal de nossa estratégia está voltado a nossa equipe e ambiente de trabalho, uma vez que sem pessoas não é impossível entregar metas ou planos. Assim, seguiremos desenvolvendo um ambiente de trabalho aberto, diversificado, inclusivo e horizontal, ou seja, onde a hierarquia funciona mais da porta para fora, do que para dentro. Essa medida visa permitir que o time esteja sempre no seu melhor para conseguir desbravar os desafios pela frente. 

Um ponto importante deste quesito é o trabalho que estamos fazendo de aprimorar o sentimento do ‘orgulho de pertencer’. É fundamental que todos nós, enquanto colaboradores de uma empresa, tenhamos a visão de que o nosso trabalho vai além do lucro ao acionista. Para isso, focamos na parte social através de algumas ações que estamos desenvolvendo, além, é claro, de nossa própria indústria via o produto de seguros.

Portanto, a Argo Seguros de 2021 estará focada em manter a visão de empresa tecnológica, inovadora e que busca a inclusão social através do seguro. Nesse sentido, estamos em pleno desenvolvimento de uma série de iniciativas e produtos de seguros que possam atender a parcela da sociedade que hoje não compra seguro. 

Já demos um exemplo este ano com o lançamento do Instant, o primeiro seguro 24h para automóveis do Brasil, cujo foco é atender a 70% da população que não compra seguro hoje, seja por conta do preço ou pela falta de um produto adequado as suas necessidades.

Desenvolvemos esse produto para que as pessoas com automóveis mais antigos que são usados, por exemplo, para ir à praia no final do ano, possam estar segurados e contarem com uma assistência em caso de problemas na estrada. Se este produto fosse vendido via assinatura + KM rodado, não seria viável para muitos, mas como é um produto de diária ao redor de R$ 27, se torna bastante acessível.

Além do ponto de inclusão e novos produtos, a Argo Seguros seguirá investindo forte em suas áreas de expertise como Transportes, onde somos top 10 de mercado; E&O (top 3); D&O (top 10); Bike (Top 3); mas reforçando foco em RCG, Garantia, Property SME e outras frentes. Isso visa dar o maior leque de opções aos nossos clientes em one stop shop, e, ao mesmo tempo, abrir um novo mercado, permitindo que novos consumidores de seguros sejam alcançados via canais de distribuição com nossos parceiros e corretores. 

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Para nosso setor diria que quase tudo, desde como nos comunicamos (muito menos cara a cara), até como fechamos negócios e avaliamos concorrências. Durante este período tivemos que nos adaptar totalmente para conseguir atender a nossos corretores/parceiros e não deixar o cliente final sem uma reposta ou cobertura. Para isso, os investimentos em digitalização foram enormes em nossa indústria, o que era preciso, sendo bem honesto.

No caso da Argo Seguros, nós já temos o viés digital há anos, então a mudança foi mais uma adaptação onde utilizamos a forma de trabalhar para linhas massificadas, mas agora com ajustes para atender os grandes riscos e corretores. 

Já no sentido de demanda, o consumidor se tornou muito mais criterioso, buscando entender melhor o que compra e o valor do produto, além de querer se sentir mais valorizado. Para isso, nós trabalhamos forte na segmentação dos produtos, pois fazer algo sob medida para uma operação como a nossa é bastante difícil, salve os mega clientes que demandam isso há anos. Essa segmentação é algo que veio para ficar na Argo e pode ser visto no caso do seguro de bicicleta, onde lançamos o Bike Mulher e Bike Basic. Duas variações de um produto principal, justamente para focar em segmentos específicos através de um seguro único para aquele perfil de consumidor e isso está rendendo bons frutos. A ideia é continuar efetuando essa segmentação em todas as áreas da empresa para dar um melhor serviço e passar a valorização merecida do consumidor.

Quais as áreas, mais afetadas?

Em nossa indústria, todas as áreas foram afetadas durante os primeiros meses do ano, mas neste segundo semestre estamos vendo uma grande recuperação e acredito que atestar isso de forma definitiva ainda é cedo. Digo isso porque em automóvel a produção reduziu, assim como a sinistralidade, então a margem pode acabar por ter sido melhor para muitas empresas e isso acaba sendo muito mais importante em momentos como este.

Porém, de forma geral em GWP, vimos Auto e Saúde sendo afetados fortemente com consumidores deixando de renovar seguros por temas de finanças pessoais, e ao mesmo tempo empresas buscando reduzir benefícios e, com isso, planos de saúde a seus colaboradores.

Em Engenharia tivemos um total shut down de quase todas as grandes obras que eram esperadas este ano no pais, sendo que o que realmente movimentou o mercado foram as obras residenciais, que acabaram tendo um boom agora no segundo semestre com a procura por moradias mais confortáveis por parte da sociedade, devido ao tempo que temos de ficar em nossas casas.

No Transporte, E&O e D&O estamos tendo um ano similar ao passado em termos de prêmio, sendo que em D&O as apólices que não se renovaram acabaram sendo cobertas pelo aumento geral do mercado global nesta linha. 

Do lado crescente, tivemos as Garantias Judiciais com várias empresas buscando liberar recursos vinculados a ações judiciais através de apólices de seguro, assim como o seguro de Vida e Residencial por consumidores mais preocupados em ter algum tipo de proteção para seus bens e família. Como disse, ainda é cedo para poder fazer um diagnóstico completo de quem foi mais afetado, seja em perda ou em ganho.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

O impacto relacionado ao dia a dia e funcionalidade operacional da empresa foi basicamente zero, pois na Argo Seguros todos tem laptop e, a grande maioria, celulares. Além disto, sempre tivemos um BCP bem estabelecido e que se demonstrou muito eficiente neste momento atual. O que adicionamos a isto – devido ao tempo que estamos de home office – foram melhorias aos colaboradores como monitores, cadeiras e apoio com contas de internet e celular. Tudo isso sempre visando o bem-estar do colaborador, que resulta em uma operação estável e eficiente.

No lado ambiente de trabalho, temos focado muito em fazer reuniões mensais com todo o escritório, ter eventos descontraídos (como games, happy virtual, Dia das Crianças virtual e outros). Também estabelecemos uma linha de apoio com psicólogos e suporte em planejamento financeiro e outros pontos mais. Tudo isso para buscar dar o melhor ambiente possível a nossos colaboradores (e ferramentas), uma vez que este tempo todo em home office tem sim um efeito que, claro, é mais forte em alguns indivíduos, mas nosso foco é dar o melhor que podemos a todos e suas famílias, porque como mencionei, sem time não conseguimos entregar metas, nem chegar aos objetivos. 

Até o momento o saldo está sendo positivo, mas pessoalmente me preocupo porque entendo que vários de nós não estávamos preparados para trabalhar 100% de casa por tanto tempo, e isso somado ao stress adicional do novo dia a dia, com certeza tem seu efeito.

Para nosso negócio, por termos decidido desde o dia 01 ‘pisar no acelerador’ e buscar o melhor resultado possível (mesmo sem saber qual seria o resultado), junto a nossas ferramentas digitais e um time focado, estamos tendo resultados bastante interessantes e seguimos em linha para entregar nossas metas do ano, estabelecidas ainda em 2019. Claro que esse resultado está sendo surpreendente para nós e aqui não posso deixar de reconhecer o time da Argo (e suas famílias), que a cada dia estão dando o melhor de si, e é um grande orgulho fazer parte de um time tão resiliente, humano e focado.

Como descreve o ano de 2020?

Descrevo como o ano da verdade e aprendizado, não vejo outra maneira de colocar o que vivenciamos. Um ano onde todos nós fomos tomados de surpresa por algo que não temos nenhum controle, que nos deixou por bons meses sem saber o que fazer e que nos ensinou (ou demonstrou) o real valor dos pontos importantes da vida pessoal e profissional.

Irei focar mais no profissional neste caso, em que aprendemos a valorizar muito mais os benefícios – que por vezes olhávamos como algo do dia a dia – mas no momento em que algumas empresas cortaram isso, a visão mudou e hoje, com certeza, damos muito mais valor a estes pontos. 

O trabalho em equipe, o senso de time, do todo, ficou muito mais forte. O bem maior neste caso foi muito importante porque uniu equipes, profissionais e valorizou o entorno de todos (famílias, amigos, entre outros).

Os aprendizados estão sendo inúmeros devido à variedade de desafios que encontramos e ainda iremos encontrar, e como se reinventar a cada momento para poder manter a estabilidade do negócio e do mercado. Para isso, a questão de aprender, estudar e focar ficou nítida até mesmo no resultado de empresas e indústrias.

Por fim, e mais importante em minha opinião, é que ficou muito claro que a adaptabilidade é (e será) uma habilidade fundamental para o futuro. Antes falávamos que tínhamos que aprender a aceitar mudanças, mas agora não basta apenas aceitar, temos que nos adaptar e seguir em frente. Portanto, adaptabilidade é fundamental e todos nós temos que trabalhar muito para desenvolver e aprimorar este skill, uma vez que 2021 deverá ser um ano melhor, mas ainda com muitos desafios e mudanças pela frente.

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Seguradora NEWE quer democratizar o seguro agrícola no Brasil

Newe Seguros Gabriel Lemos

O primeiro passo é ensinar que todos usem informações que estão disponíveis na web e assim tenham um preço personalizado

O crescimento do setor de seguro tem sido muito acelerado pela inovação. As seguradoras estão a todo vapor para agregar valor a cadeia de negócios e assim democratizar o uso de seguros no Brasil. Diariamente aparece uma novidade que de fato agrega valor ao seguro, ao segurado, à seguradora e ao Brasil. A notícia do dia vem da NEWE Seguros

A seguradora, especializada em agronegócios, toma a dianteira para estimular a inovação no setor e coloca à disposição dos clientes ferramentas para que eles conheçam melhor o funcionamento do processo de contratação do seguro, dentre elas, a possibilidade de envio do desenho da área que ele irá segurar com a ferramenta do Google Earth. “São dados que estão disponíveis gratuitamente na web, mas que muitos não sabem que existem ou  tem dificuldade em usar. Nossa iniciativa é compartilhar um tutorial com todos sobre como é possível melhorar as informações para se ter um preço mais justo no seguro agrícola”, Gabriel Lemos, superintendente de agronegócios da NEWE, contou ao blog Sonho Seguro.

Segundo Lemos, é possível gerar um arquivo com um grau de precisão satisfatório para fazer uma subscrição personalizada, o que até então não era possível no seguro rural. Agora, segundo o especialista, será realmente possível que cada cliente pague um seguro de acordo com o risco que representa. E para isso, a NEWE pede, além da imagem, somente o nome, CPF e-mail do candidato ao seguro. 

Veja o tutorial da NEWE Seguros: 

Os dados estão disponíveis a todos. O que falta é usar. Por isso decidimos fazer o tutorial para ensinar o corretor e o produtor usarem as informações a seu favor. E ele pode mandar os dados para qualquer seguradora, não somente para a NEWE”, diz Lemos, ciente de que ao sair na frente, ganha reputação e deixa a marca da NEWE na memória do mundo agro. “O mundo hoje se caracteriza pela guerra da ciência dos dados. O que tiver o melhor modelo e maior apetite ao risco é o que vai se dar melhor. Vamos brigar de foice e vamos brigar com tecnologia. E vai ganhar o melhor”, diz. 

Apesar desta primeira etapa do processo de subscrição ter muitas informações gratuitas, de nada adianta ainda se elas não forem analisadas. A NEWE criou um Departamento de Geoprocessamento dentro da seguradora só para atuar com sensoriamento remoto. O Google traz o local do risco e vários sites outras informações, como o histórico de uso do solo da área que será segurada. “O pulo do gato está em analisar e combinar as informações. Atualmente, 90% dos riscos são aceitos às cegas, com apenas um ponto de geolocalização. Agora podemos combinar as informações e isso traz um grande avanço para a subscrição de seguro agrícolas”, afirma. 

O corretor, que antes ficava receoso de atuar no segmento pelo risco do negócio e que tem o índice de sinistro como referência sobre a qualidade de uma carteira junto às Seguradoras , agora fica livre para captar clientes em regiões novas e/ou de expansão agrícola, uma vez que a responsabilidade de assumir o risco é da NEWE e teremos mais meios de verificar a qualidade da área a ser segurada, explica Lemos. “Sinistro não quer dizer um fracasso. Acontece. Com isso, este importante nicho de negócios se abre para muitos corretores. Queremos, com o uso da tecnologia, democratizar o seguro rural, uma vez que isso nos permite ter preços justos, ao contrário do que acontece quando se tem pouca informação. Quanto menos informações se tem, mais se cobra pelo seguro”, argumenta. 

Lemos explica que o grande produtor, em sua maioria, consegue uma subscrição sob medida para negociar empréstimos e renegociar dívidas. Já os micro produtores acabam contando com benefícios do governo, com o Proagro. No outro extremo estão os pequenos e médios, que acabam pagando o preço indicado pela média geral de indenizações pagas pelo setor, colocando num mesmo patamar bons e maus riscos. Isso geralmente afasta os bons produtores, que acham o seguro caro, e atrai os que pouco investem para ter uma safra relevante.

“O esforço da NEWE agora é que eles passem a ter uma maneira mais justa de avaliação de risco e assim democratizar o uso do seguro rural no Brasil, que ainda é muito aquém do praticado em outros países”, diz. “Temos de investir na segmentação dos clientes, assim como acontece no seguro de carro. O preço depende do perfil do motorista, do modelo do carro, onde transita, qual o uso que faz do veículo. E dessa forma, os que apresentam menos riscos pagam menos. Se não fizermos isso, o setor sempre dará preferência para os maiores, deixando o médio produtor sem proteção”, acrescenta.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já assimilou os benefícios que disseminar a cultura de seguros traz para um país. Afinal, os que compõem os G-5 são aqueles com o maior consumo de seguro per capita e por isso se recuperam rapidamente quando há imprevistos. Uma sinalização clara desta política é que o Mapa prevê o envio do croqui da área a ser plantada para seguradoras como uma exigência para o próximo ano. “Sendo assim, estamos nos adiantando e oferecendo um caminho para que o mercado se adapte a esta nova prática, investindo em transparência, na certeza de que o seguro é um aliado, um insumo do produtor no planejamento das suas safras”, finaliza Lemos.

Dados do PIB do e alta da inflação no radar das seguradoras

Pedro Simoes CNseg

As projeções de inflação se aproximam mais rapidamente do centro das metas estabelecidas pelo CMN

A grande expetativa entre os indicadores desta semana está na divulgação dos dados do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, destaca Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. “Mesmo que o crescimento não seja muito diferente do esperado, o número do terceiro trimestre pode vir acompanhado de revisões importantes em trimestres anteriores”, afirma. Dados da produção industrial também estão no radar dos analistas e economistas. 

No boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, as projeções continuam a melhorar marginalmente indo de -4,55% para -4,50%. Para 2021, mais um ajuste marginal, de 3,40% para 3,45%, ressalta o economista. “Mesmo assim, continuamos a reforçar que o crescimento no ano que vem é muito modesto ao considerar o carregamento estatístico. Será desafiador superar o cenário fiscal muito complicado, juros futuros em alta, mercado de trabalho fragilizado e uma situação ainda incerta em relação à dinâmica da pandemia por aqui”, diz.

As projeções de inflação seguem subindo. Simões destaca a alta para 3,65%, antes 3,56% do IPCA entre os analistas que atualizaram suas projeções na última semana. “As projeções de inflação se aproximam mais rapidamente do centro das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, entre 4% e 3,75%, respectivamente, e isso faz com que algumas casas projetem aumento significativamente maior da taxa básica de juros ao longo do ano que vem”, ressalta. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Swiss Re cria fundo para investidores acessarem mercado de catástrofes naturais

O fundo oferece aos investidores uma oportunidade atraente e diversificada de investimento em um formato facilmente acessível

O grupo Swiss Re criou uma nova empresa de gestão de ativos, a 1863 Fund Ltd, que permitirá aos investidores um novo caminho para acessar os negócios de catástrofes naturais da Swiss Re, por meio de sua subsidiária Swiss Re Insurance-Linked Investment Management Ltd.

O Core Nat Cat Fund, fundo inicial da empresa recém-criada, marcará a primeira vez que a Swiss Re abre seu portfólio de catástrofes naturais para investidores por meio de um formato de fundo permanente. Para os investidores, esta mudança oferece um formato de investimento acessível de riscos subscrito pela Swiss Re.

“O movimento para atrair capital alternativo adicional por meio de uma empresa de fundo independente está em linha com a estratégia da Swiss Re de expandir sua capacidade de catástrofe natural. Em 2019, a Swiss Re estabeleceu sua equipe Alternative Capital Partners, especializada na criação de parcerias de investimento com terceiros por meio de diversas formas, como títulos vinculados a seguros, retrocessão, side-cars e a recém-criada plataforma de fundos”, disse Martin Bisping, CEO da Swiss Re Insurance-Linked Investment Management Ltd.

John Dacey, diretor Financeiro do Grupo Swiss Re, afirmou que a Swiss Re traçou um caminho claro para sua estratégia de Alternative Capital Partners. “Isso permite o crescimento direcionado de nosso portfólio de catástrofes naturais, ao mesmo tempo que oferece aos investidores uma oportunidade atraente e diversificada de investimento em um formato facilmente acessível. Com a constituição deste novo fundo, estamos ampliando nossa parceria com fornecedores de capital alternativo.”

IstoÉ Dinheiro: A trabalhosa volta por cima do IRB Brasil Re

Antonio Cassio dos Santos IRB

Depois de um escândalo que quase derrubou a empresa criada há 80 anos, a nova gestão do IRB saneou sua contabilidade em um prazo recorde. Daí vieram relatórios negativos que surpreenderam pequenos investidores. Eles suspeitam de manipulação

O jornalista Marcos Strecker, da revista IstoÉ história, conta que o IRB Brasil Re, empresa que já teve o monopólio no setor de resseguros, tem se mostrado um caso exemplar das fragilidades do mercado de capitais e das dificuldades das companhias de capital aberto em se reerguerem. As ações do IRB estiveram entre as mais comentadas da B3, a Bolsa brasileira, até o início deste ano. Até que estourou um escândalo de má gestão que derrubou os seus papéis.

Uma nova administração, tendo à frente Antônio Cássio dos Santos, ex-CEO do Grupo Generali, focou a partir de março na limpeza do balanço, na transparência e no reforço do compliance. Em um período muito curto, conseguiu reverter as expectativas, numa ação bem-sucedida que culminou com um aumento de capital de R$ 2,3 bilhões, com aportes de sócios como Bradesco e Itaú.

Esse esforço foi reconhecido. Mesmo que as ações tenham vivido uma montanha-russa, pequenos investidores apostavam que os papéis refletiriam o novo momento, apesar de levarem um tombo de 80%. Isso ocorreu até que novas turbulências surgiram, especialmente quando o banco UBS BB lançou um relatório pessimista que surpreendeu o mercado no início de outubro. Foi uma mudança total de visão. Em janeiro, antes de o escândalo estourar, o UBS aumentou o preço-alvo das ações para R$ 50 e reiterou sua recomendação de compra. Porém, em 5 de outubro, o UBS BB (denominação após a parceria com o Banco do Brasil) passou a recomendar a venda das ações, que desabaram 17,11% em um único pregão. Apontou um preço-alvo de R$ 4,60, bem abaixo do valor negociado, o que provocou uma movimentação atípica dos papéis.

Leia o texto na íntegra no portal da IstoÉ

Pier cria Black Friday estendida para atender quem comprou um novo bem

Lucas Prado_Head de Marketing da Pier - Fotografia Rafael Merino
Um dos fundadores da startup Pier. Lucas Prado. Em 01 de outobro de 2020. Sao Paulo, SP. Foto: Andre Porto.

Seguro celular e de carros estão com condições especiais para novos membros e também para os que já pertencem à comunidade

A insurtech Pier, que atua com seguro para celulares e automóveis, preparou ofertas especiais para a Black Friday, que acontece oficialmente hoje, com previsão de movimentar R$ 1,022 bilhão na economia durante a campanha, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Não estimulamos o consumo nesta data, mas apoiamos quem decidiu comprar oferecendo um seguro para proteger seu bem”, diz Lucas Prado, cofundador e head de marketing da empresa. 

A promoção da Pier vai de hoje até o dia 4 dezembro. A insurtech pensou neste calendário mais estendido para dar tempo às pessoas de receberem seus bens e assim poderem aproveitar o desconto no seguro para protegê-los. A equipe da Pier, monitorada pela inteligência de dados, criou dois tipos de ofertas. Uma visa premiar os membros, ou seja, os clientes ativos da comunidade, com programa de indicações de amigos dobrado. Fora da Black Friday, que indica um amigo ganha normalmente um mês grátis, mas serão dois meses de seguros grátis durante a Black Friday. A promoção é válida tanto para seguro de celular como para o de veículos. 

Para novos membros, a Pier dará 50% de desconto nos dois primeiros meses. “Nosso objetivo é dar um incentivo para que as pessoas experimentem nossos serviços e produtos. Acreditamos nos investimentos que fizemos em trazer uma jornada diferenciada ao consumidor, que pode comprar um seguro sem burocracia, totalmente digital, de forma ágil e que entrega produtos e serviços aderentes às suas necessidades”, conta Lucas Prado.

A estratégia da Pier, fundada há dois anos, mudou em relação a Black Friday. Esta é a primeira vez que participa de um dos maiores eventos promovido pelo mercado varejista. “Nossa filosofia descarta a ideia de estimular o consumo impulsivo. Mas nossa filosofia visa proteger o bem que as pessoas compraram, mesmo diante de imprevistos como roubo e furto. Queremos proteger o bem que o consumidor adquiriu de forma ágil e descomplicada, oferecer assistências diferenciadas e pagar indenizações rápidas em caso de perda para que ele possa retomar o que havia planejado quando investiu na compra do bem. Sem letras pequenas, sem pegadinhas, sem pressão, de forma consciente e com clareza.” Lucas reforça a filosofia: “Foi um ano de racionalizar as decisões. Cerca de 46% das famílias tiveram queda na renda familiar e estamos preocupados em trazer valor para a vida delas”, diz.

O seguro para celular cobre roubo e furto qualificado ou simples. A maioria das concorrentes não cobre furto simples, aquele que o bem foi roubado sem uso de violência. Outra diferença para seus pares é que não há franquia e nem carência para usar. Ou seja, comprou e já tem cobertura e se o celular for roubado o cliente é indenizado sem o pagamento de franquia. O valor da indenização dependerá da tabela de preços criada, com base no preço médio praticado no mercado de aparelhos usados, detalhada no portal da insurtech. 

Nos últimos anos, os valores de aparelhos novos cresceram significativamente. Hoje em dia, os preços de smartphones novos podem chegar até a R$ 14 mil, no caso do último modelo da Apple. “Mas isso é um ponto fora da curva. Cerca de 80% dos aparelhos tem valores entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil”, complementa Prado e conta que o preço dos aparelhos novos cai sensivelmente depois que saem das lojas. O mercado de usados é dinâmico e tem muitas ofertas. O cliente pode optar por ter um aparelho similar usado ou receber a indenização com base na tabela. “Nosso arsenal tecnológico nos permite pagar indenizações em segundos”, se orgulha o executivo. 

O seguro auto da Pier cobre roubo e furto, com um pacote de assistência 24 com serviço de guincho, pane seca entre outras facilidades como ser mensal e ter apenas três perguntas para que a insurtech possa calcular o preço.  A vistoria do veículo é feita 100% online. Basta o cliente fazer upload de 8 fotos do carro e enviar para que a insurtech possa calcular o valor do seguro. É válido para todo o Brasil, exceto Rio e região Norte. O pagamento pode ser feito no cartão de crédito ou pré pago. “Em breve lançaremos a possibilidade de pagamento via PIX. Nos aguardem, pois temos muitas novidades para 2021”, garante Lucas Prado.

Série: O que esperar de 2021 – Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

O ano de 2020 é muito delicado pela pandemia e pelas vidas perdidas, especialmente para nós que vivemos o Mercado de Seguros e oferecemos proteção aos nossos clientes. Assim como outras grandes seguradoras do país, a Itaú Seguros adotou medidas importantes: garantimos que famílias não ficassem desamparadas financeiramente (abriu mão da cláusula de exclusão por pandemia) e também incentivamos os profissionais da saúde. Com isso, vimos os nossos sinistros crescerem em 2020 devido a pandemia, o que reforça o nosso valor social como business de seguros e o valor das nossas ações para as famílias. Com relação a Resultados, o business segue muito sólido. Embora as vendas tenham sido afetadas no cenário de pandemia, nosso Lucro Líquido de Operações Recorrentes segue crescendo acima dos dois dígitos (9M20 vs. 9M19 / 2019 vs. 2018)

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Colocamos todos os nossos colaboradores sob trabalho remoto, auxiliando na equipagem de suas casas e preservando vidas. No início, a crise nos trouxe uma sensação de isolamento e muitos desafios, mas tivemos aprendizados importantes para o futuro. O trabalho remoto se tornou uma realidade e conseguimos nos manter unidos e produtivos

Quais as áreas mais afetadas?

As áreas de Sinistros e Finanças foram parceiros muito importantes na tomada de decisão e posicionamento da Itaú Seguros. Mas podemos ressaltar também nossa equipe comercial, e as áreas de produtos e negócios além das demais áreas internas da Itaú Corretora de Seguros que tem como foco sempre a centralidade no cliente. De uma forma geral, todos participaram das ações em benefício as família.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Por meio de nossos Corretores de Seguros, de forma remota, mantivemos contato com os clientes para negociar ou readequar a sua proteção. Temos o desafio de proteger o cliente sempre, e impedir que a falta de liquidez se traduza em falta de proteção. Como foco em Assessoria, entendemos que o momento de vida das pessoas é de maior risco dada a pandemia. Nos últimos anos, vimos Seguros de Pessoas ultrapassarem o Mercado de Seguro de Automóvel. Dada a pandemia, vemos um maior apelo aos produtos que protegem a vida e a residência. Além disso, temos a queda nos sinistros do Mercado de Automóveis por menor circulação. Essas tendências podem seguir no futuro sob um ambiente de trabalho mais remoto e nova sensação de risco/planejament

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Nossa expectativa é de aumento da procura por seguros de Vida, dada a crise pandêmica que agravou a sensação de risco das pessoas. O movimento contempla também as empresas, através da conscientização da importância de resguardar a vida de seus colaboradores. Mudanças estruturais que impactaram o desejo do consumidor e automaticamente o potencial deste mercado, nos últimos anos, como o aumento da expectativa de vida, fazem com que os consumidores se preocupem cada vez mais com o seu planejamento financeiro, o que consequentemente aumenta a procura pelos seguros de pessoas. Outro fator, particular ao cenário brasileiro, é a reforma da previdência pública, que trouxe à tona a discussão sobre a necessidade de planejamento financeiro. Por fim, a crise pandêmica atual aumentou a sensação de riscos das pessoas, que estão mais sensibilizadas com a proteção da sua vida e de seu patrimônio, além de ter reforçado a função social da indústria de seguros, que inclusive abriu mão de seu resultado operacional, não exercendo as cláusulas de exclusão por pandemia.

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Susep, CNseg, Fenacor, ENS e executivos de seguros estão preparados para levar o setor de seguros a um novo patamar no próximo ano. Saiba como. Que venha 2021!!!!

Investir em pessoas, tecnologia, comunicação e adotar um modelo de negócios “ganha-ganha”, ou seja, que beneficie a todos. Essas são as quatro palavras chaves citadas nas expectativas de dezenas de executivos em conversa com o blog Sonho Seguro. Sem exceção, todos sabem que 2021 será um ano muito desafiador para o Brasil, com necessidade de caixa para fazer frente a tantas obrigações fiscais e com a volatilidade que um ano pré eleitoral sempre traz para os principais indicadores macroeconômicos. Em seguros, além da volatilidade da economia, o setor ainda conta com mudanças regulatórias, queda na taxa básica de juros, a Selic, aperto na renda dos consumidores e também novos hábitos de consumo.

Porém, há muitas oportunidades para o setor crescer, desde serviços para as classes menos favorecidas, como telemedicina e proteção para celular, até seguros para garantir os bilionários investimento em infraestrutura, estimados em R$ 700 bilhões até 2023. Tudo vai depender da intensidade da crise econômica. Essa incógnita é quem ditará a velocidade das mudanças de tendências nas áreas de seguros e previdência, por mais importantes que estas sejam numa perspectiva de longo prazo.

2021 também promete muita competitividade, o que certamente beneficiará o consumidor. Monitorar as informações é condição sine qua non para que os executivos batam suas metas, tanto de crescimento das vendas como de lucratividade para manter o acionista no negócio. E isso só será possível se agradar (muito, muito mesmo) os consumidores, a razão de ser do mercado, e corretores, o principal canal de vendas no Brasil. Simples assim.  

A expectativa de todos é de que a pandemia fez com que os brasileiros pensassem mais no futuro, o que cria uma demanda positiva para seguro de pessoas. Ao mesmo tempo, torna o gerenciamento de risco, a maior especialidade dos players do setor, a pauta diária da vida das pessoas. Como andam dizendo por ai, o seguro é equivalente a mascara: um item necessário para se proteger de infortúnios. Em todas as esferas. Desde o jovem que sonha viajar para fazer um mestrado fora do país até o presidente da República que precisa garantir os projetos necessários para a infraestrutura, ou seja, as pontes do desenvolvimento da economia do Brasil.

Coriolano: “Temos um sistema sólido, que para garantir os riscos que assume, detém ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira”

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a confederação das Seguradoras, acredita que 2020 está chegando ao fim como um ano em que ficou evidente a importância da cooperação e da solidariedade. “Mundo afora pessoas, empresas e governos tomaram iniciativas para apoiar os mais vulneráveis e combater a pandemia. E todas foram importantes. Desde as pequenas ações de assistência aos mais pobres em cada bairro até doações de grandes empresas para apoiar o combate ao vírus e os programas governamentais de socorro financeiro a empresas de todos os portes. São tempos ainda difíceis, a recuperação ainda é lenta, mas a direção está correta”.

Em setembro, a arrecadação cresceu 11,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa taxa é maior do que a registrada ano contra ano em julho (4,3%) e em agosto (7,3%), e credencia o setor a fechar o ano no azul, com avanço das vendas estimado em 3% sobre 2019. “Temos um sistema sólido, que para garantir os riscos que assume, detém ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira, o que torna o setor de seguros um dos maiores investidores institucionais do país, com papel importante a desempenhar na retomada do crescimento econômico. Um setor segurador forte é essencial ainda para desonerar as contas públicas, transferindo para iniciativa privada parte dos gastos com saúde e previdência, para só citar dois exemplos.”

Solange Vieira, titular da Susep: 2021 será um bom ano para o setor com as mudanças já em curso realizadas em 2020

Para a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), 2020 se caracterizou como um ano singular, com todos impactados pela pandemia. “O mercado de seguros mostrou que pode se organizar rapidamente em questões como tecnologia e reorganização do trabalho. O trabalho remoto foi um exemplo disso. Como toda crise também pode ser catalisada para processos de aprendizados e evolução, o setor tem dado esses sinais com as organizações viabilizando novos produtos e processos, entre outras medidas. Podemos observar, por exemplo, evolução do seguro liga-desliga, que regulamentamos no ano anterior e foi uma alternativa relevante neste momento. Esperamos até o fim de 2020 voltarmos ao mesmo patamar de prêmios emitidos de 2019”, destacou.

Solange desta que a autarquia conseguimos criar uma solução tecnológica de gestão desse trabalho que acabou sendo adotada por todo o ministério da Economia e está sendo oferecida a outras unidades do governo. “Do ponto de vista da regulação, acreditamos que o Sistema de Registro de Operações irá nos permitir avançar muito em novos produtos e na desregulamentação do marco regulatório de Seguros. Poderemos oferecer mais transparência, segurança e menores preços ao consumidor. Exemplos disso são os novos instrumentos financeiros que poderão ser utilizados pelo mercado como alternativas de redução de custo de capital – ILS e dívida subordinada”.

Para 2021, Solange Vieira aposta em um setor mais eficiente. “Por meio de ações mais “principiológicas” que “prescritivas”, como as novas normas para os seguros de Danos – massificados e grandes riscos -, que acabaram de passar por consulta pública recentemente, será permitida às empresas a criação de novos produtos e a evolução nas relações contratuais. Isso, claro, apoiados num trabalho de proteção ao consumidor. Entendemos que o novo momento vai exigir das empresas mais visão e busca de conexão com esse consumidor. Esses serão diferenciais competitivos, sem dúvida. A tendência deve ser de mais produtos e preços melhores, com mais oportunidades para todos. A inovação estará presente em todas as etapas; compreendendo isso, também implementamos durante a pandemia o Sandbox  que aproxima ainda mais as insutechs do universo dos seguros e permitirá avanços consistentes para o setor.”

“Há transformação nas seguradoras e na corretagem, mas não pode haver transformação digital que tornem as empresas menos humanas. Isso serve apenas para garantir maior eficiência e melhorar a experiências do usuário. O corretor pode ser eficiente digitalmente, mas sem perder o seu principal capital que é a relação direta com os consumidores”, diz Edson Franco.

Vergílio, da Fenacor: “Somos a favor de tudo que seja respeitoso com o corretor e com o cliente”

Certamente o corretor de seguros é uma peça chave nesta jornada descrita por todos os seguradores entrevistados nesta série “O que esperar de 2021”. “O corretor de seguros tem que diversificar sua operação”, disse o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, ao participar do painel “Direto & Reto com as autoridades do mercado”, durante o Sincor Digital, evento virtual realizado pelo Sincor-SP, em outubro. “Ficou mais uma vez provado, na pandemia, o valor agregado que o corretor traz nessa relação de mercado. Isso já era relevante, mas dentro da nova ordem, ele precisa diversificar sua atuação, se converter em um planejador financeiro e de proteção”, conclamou Vergilio.

A 22ª edição do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros será realizada em São Paulo em outubro de 2021. “Faremos um grande evento em São Paulo, em conjunto com o Sincor-SP e todos os demais Sindicatos e o apoio das seguradoras”, destacou Vergilio. “Esse será um evento histórico. Em primeiro lugar porque o Congresso volta a São Paulo após 21 anos. A última edição realizada na capital paulista foi em 1999. O estado gera aproximadamente 50% da receita global do mercado de seguros no Brasil. Atuam em São Paulo mais de 43,9 mil corretores de seguros, entre pessoas físicas e jurídicas (45,5% da categoria). Outro fator relevante é que esse será o primeiro congresso brasileiro da categoria organizado dentro da chamada “nova ordem”, no pós-pandemia.

Bittar: Queremos ser facilitadores e geradores de novos negócios

A Escola de Negócios e Seguros (ENS) segue apostando na educacao e formação dos profissionais do setor. Lançou no final do ano o Nuv.ens, um ambiente de trabalho colaborativo e inovador construído pela , em sua representação na cidade de São Paulo. O espaço é exclusivo para alunos e ex-alunos da Escola que estiverem atuando em atividades relacionadas ao mercado de seguros e áreas afins.

Os usuários do Nuv.ens têm à disposição hotdesks, sala de reunião para 12 pessoas equipada com smartTV, possibilidade de realização de videoconferências, estação de trabalho fixa e exclusiva e auditório com sistema de som, projetores e capacidade para 166 pessoas. “Ao criar o Nuv.ens, nossa intenção é contribuir e estar ainda mais inseridos na movimentação econômico-financeira do setor de seguros. Queremos ser facilitadores e geradores de novos negócios, especialmente em um momento em que precisamos alavancar e investir ainda mais nas operações do setor”, afirma o presidente da ENS, Robert Bittar.

Leia abaixo o que alguns dos principais seguradores do setor esperam de 2021:

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Série: O que esperar de 2021 – Rodrigo Caramez, presidente da Brasilseg

Rodrigo Caramez

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Rodrigo Caramez, presidente da Brasilseg, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Obviamenteum ano único e extremamente atípico para pessoas e negócios. Um ano onde a resiliência, empatia, proximidade e conectividade foram fundamentais para navegar os desafios apresentados. Nesse cenário crítico, nossa empresa foi capaz de se organizar muito rapidamente para dar continuidade a nossa missão de proteger as pessoas – colaboradores e clientes, e as empresas. A clareza de proposito e foco foram alavancas indispensáveis para seguir.

Aumentamos significativamente a frequência e proximidade de nossa comunicação interna, com nosso balcão BB e com nossos clientes. Priorizamos iniciativas críticas, tanto na inovação de soluções quanto na agilidade e simplicidade de acesso a nossos produtos e serviços. Aceleramos ainda mais a jornada de transformação digital e intensificamos nosso papel de disseminador da cultura de proteção e seguros.

Ao comparar com 2019, eu resumiria como um ano duríssimo para nós e toda sociedade, mas também que trouxe oportunidades para repensarmos intensamente modelos de negócio, e principalmente em abordagens e formas de relacionamentos.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

O fantástico esforço de todo time, focando as necessidades dos clientes e sua proteção, nos permitiu não só evitar qualquer disrupção em nosso atendimento, mas também ficar muito próximo do nível de resultado planejado para o ano.

Na área de seguros de pessoas, por exemplo, identificamos um aumento na procura pela proteção, e lançamos novas ofertas com benefícios para saúde e bem-estar dos clientes, em vida. O que chamamos de “Seguro praVida”. Além disso, lançamos coberturas inéditas para o seguro prestamista como desemprego involuntário ou incapacidade física temporária, fundamentais num ano de aumento de desemprego, crise econômica e grandes desafios para a saúde das pessoas.

Para o segmento rural, no qual a Brasilseg é líder, a demanda por seguros também se manteve crescente durante a pandemia, principalmente em função da preocupação e consciência do produtor em relação aos riscos climáticos e entendimento da necessidade de proteção da lavoura e, consequentemente, da sua renda. Aceleramos a contratação de seguros para agricultura familiar e áreas não financiadas, buscando ampliar a base de pessoas e negócios protegidos. Além disso, expandimos a disponibilização de nossas soluções de sensoriamento e monitoramento remoto (via satélite) tanto via app do BB quanto web.

A consolidação do programa de subvenção ao prêmio do seguro rural foi chave para suportar o setor. Esse é pilar central da política agrícola do País, incluindo um maior envolvimento de outros agentes que integram a cadeia de financiamento da agricultura, como instituições financeiras, cooperativas de crédito, agropecuárias e revendas de insumo. Nessa linha, como lideres do setor, BB e Brasilseg lançaram a plataforma inteligente Broto com a missão de se tornar o ecossistema integrado e simples do produtor rural, disponibilizando soluções, produtos e serviços para potencializar sua produtividade econômica, e facilitar sua tomada de decisão. Isso foi só o começo e muito mais vindo na plataforma em 2021.

Finalmente, para aqueles que necessitaram de renegociações, conseguimos oferecer soluções e alternativas para facilitar a continuidade da cobertura, que nesse momento foi nossa maior preocupação.

Quais as áreas mais afetadas?

As áreas de sinistros e atendimento foram as mais requisitadas sem dúvida, e se adaptaram rapidamente para continuar prestando serviços ao cliente com excelência. Com a restrição da locomoção dos peritos, as avaliações dos pedidos de indenização passaram a ser realizadas remotamente, contando com ferramentas como imagens de satélite e sensoriamento remoto. A Brasilseg já fazia uso de tais ferramentas, mas o uso foi intensificado. O mesmo ocorreu com a central de relacionamento, as equipes foram direcionadas para trabalho remoto mantendo o foco no atendimento e resolução as demandas dos clientes.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Um dos efeitos e necessidades obvias da pandemia foi a ampliação do atendimento remoto, que a Brasilseg já vinha utilizando. Com a dificuldade de deslocar as equipes de vistoria, aumentamos consideravelmente as avaliações de sinistros realizadas remotamente. No caso do seguro rural também utilizamos o uso de imagens de satélite e dados de sensoriamento remoto.

Outro exemplo, em junho e julho, tivemos muitas ocorrências de sinistros de seguros residenciais devido aos ciclones e vendavais ocorridos na região Sul. Para atender os mais de 3 mil pedidos de sinistros, a seguradora elaborou um plano de contingência com o objetivo de prestar o devido atendimento a cada um dos clientes e agilizar a liberação das indenizações para reparo dos danos ocorridos, sem colocar em risco a segurança dos clientes e dos nossos colaboradores. Desta forma, conseguimos realizar 92% dos atendimentos e vistorias de forma remota e liberar as indenizações mais rapidamente.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Em 2021 a Brasilseg continuará investindo na transformação da jornada e da experiencia de seus clientes, trazendo novas ferramentas digitais, desenvolvendo ofertas modulares e mais flexíveis, e disponibilizando mais serviços agregados a seus produtos. Nosso foco é a criação de soluções que facilitem a vida do cliente, deem autonomia a ele, e ofereçam os cuidados e proteção necessários em todos os momentos da vida. 

Nessa linha, também é fundamental seguirmos contribuindo para a disseminação da Cultura de Seguros e Proteção, desmistificando nosso setor, e possibilitando que as pessoas e empresas, de uma forma simples e multicanal, entendam o seu nível de risco de acordo com sua fase de vida, atividade ou negócio.

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capemisa

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, presidente da Capemisa, Jorge Andrade, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

O ano foi especial para a CAPEMISA: completamos 60 anos, em julho. Em 2020, confirmamos o resultado de um planejamento estratégico, tático e orçamentário, iniciado em 2015, que aumentou em 132% o resultado operacional. Em 2019, a receita da companhia chegou a R$ 374 milhões. O mesmo processo reduziu em 38% as despesas administrativas. Foi desafiador, mas fortalecemos nosso compromisso de transparência e gestão de orientação para resultados.

Como temos um cuidado muito especial com nossos colaboradores,  conquistamos o reconhecimento de estar entre as melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro pelo Great Place To Work (GPTW). A CAPEMISA também  foi eleita entre as melhores do setor de seguros nas categorias Gestão de Pessoas e Governança Corporativa, segundo o Anuário Época Negócios 360º – principal referência no ranking corporativo nacional. A performance e os investimentos da CAPEMISA garantiram à empresa a segunda colocação em Gestão de Pessoas e a terceira, em Governança Corporativa. 

Cabe destacar que somos uma empresa criada para apoiar uma obra social, o Lar Fabiano de Cristo, com 49 unidades em todo o país e mais de 26 mil pessoas assistidas em 2020, entre crianças, famílias e idosos. Esses resultados, portanto, têm ainda um significado bastante importante para o nosso propósito. Nosso compromisso com o Lar cada vez aumenta mais.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Nosso modelo se mostrou resiliente e com capacidade de adaptação. A pandemia exigiu de nós uma atuação rápida e por vezes disruptiva para manter a mesma qualidade no atendimento e a proximidade com todos os envolvidos em nossos processos de trabalho. Temos 29 sucursais que realizavam atendimento presencial e tivemos que reforçar nossos canais digitais, trazendo flexibilidade e modernização.

Outra ferramenta nova foi a criação de uma comunicação direta sobre sinistros, direcionando as mensagens para a área de regulação. Em quarentena, focamos em oferecer nossos serviços com eficiência e agilidade. 

Conseguimos manter as operações com uma infraestrutura tecnológica robusta e ferramentas na nuvem. Nossa gerência de Treinamento e Desenvolvimento Comercial preservou a aproximação com nossos corretores parceiros, usando plataformas para interação e treinamento, sensibilizando-os e orientando suas abordagens, para que pudessem melhor atender a seus clientes. Todos eles também puderam permanecer trabalhando de forma remota, com autossuficiência, sem nenhum impacto para a comercialização. 

Nosso time interno passou a contar com um serviço de atendimento especializado e confidencial para orientações psicológicas, financeiras e até sobre questões jurídicas. Para dar mais tranquilidade aos colaboradores das faixas etárias de risco, realizamos a vacinação da gripe para quem tem mais de 60 anos, nas residências dessas pessoas. Para os outros  funcionários, disponibilizamos um ponto de vacinação na Empresa, ação que foi estendida também aos familiares.

Também foi criado o PODCAP, um podcast quinzenal com  assuntos relacionados ao mercado de seguros e discussões da atualidade. A ideia foi levar um novo canal de comunicação corporativa para o ambiente do home office. Todo o material fica disponível na intranet, para complementar o dia a dia de conhecimento dos colaboradores de uma forma dinâmica, leve e interativa.

Em uma importante ação social, nossos colaboradores do programa Jovem Aprendiz tiveram seus contratos prorrogados por mais quatro meses. Além de garantir uma ocupação e estímulo ao desenvolvimento profissional destes jovens em situação de vulnerabilidade, com remuneração até dezembro, a seguradora ainda disponibilizou transporte particular para a entrega de cadeiras e computadores para o trabalho em home office, e acrescentou entre os benefícios um auxílio para subsidiar o custo do colaborador com internet.

Quais as áreas mais afetadas?

Sem dúvida, a área Comercial, embora não tenhamos observado um nível maior de resgates ou cancelamentos. Conseguimos manter a rentabilidade da CAPEMISA Seguradora e da CAPEMISA Capitalização, mas os times comerciais precisaram de mais apoio e ferramentas para trabalhar de casa, sem contato presencial com clientes e corretores. 

A central de relacionamento passou por mudanças para atender com a capacidade reduzida, já que tivemos que proteger nossos colaboradores de grupos de risco e também na questão do distanciamento entre as pessoas do call center.  Isso exigiu um esforço de tecnologia e informação para direcionar nossos clientes e parceiros aos canais digitais, que se adaptaram ao aumento de demanda. 

Reforçamos  o acolhimento a todos os envolvidos no negócio, utilizando inclusive Inteligência Artificial para atendimento aos distribuidores e parceiros no Portal do Sorteado da Capitalização. Observamos cada necessidade para buscar uma solução rápida. Especialmente neste momento, nosso cuidado foi promover uma relação humanizada e próxima, ainda que pelas redes sociais, canais digitais, pelas trocas de emails e mensagens.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor? De um exemplo prático. 

Vale dizer que o consumidor migrou para os meios digitais na pandemia. Ele está nos demandando pelo site da Empresa, pelas redes sociais e afins. A CAPEMISA vem se aprimorando nesse sentido.

Essa característica nos exige entregas online e ainda mais ágeis, mas não abrimos mão de uma entrega humanizada. Um bom indicador são os portais de conciliação, em que mantemos ótima reputação, com bons tempos de resposta. Estamos conseguindo manter essa aproximação e fazer com que o cliente se sinta acolhido.  

A companhia recentemente lançou a Central do Corretor e há novas entregas previstas também para o Meu Portal CAPEMISA. Os investimentos em tecnologia garantiram cotadores e processos digitais mais ágeis aos corretores. Outras entregas ainda estão por vir em 2020, como a assinatura digital, mais celeridade na implantação e renovação onlines. O relacionamento com clientes e corretores também poderá será feito em poucos cliques, preservando a mesma qualidade no atendimento.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021? 

Vemos o avanço do teletrabalho, do uso de Inteligência Artificial e incremento dos portais. Em produtos, com maior potencial, a CAPEMISA destaca a carteira para PME e seus produtos como uma tendência de contratação crescente. Esse segmento já vinha atraindo corretores e clientes nos últimos anos, dado o grande número de empreendedores e empresas deste porte no nosso país. Há uma percepção de que é preciso proteger toda esta engrenagem: o microempresário, responsável pelo negócio em si, e seus colaboradores.

A capitalização seguirá expansão em 2021. A modalidade Filantropia Premiável ganhou destaque após o novo marco regulatório e, em 2020, registramos crescimento de 94,69%, com faturamento de mais de 369 milhões. Também queremos ampliar nossa participação na categoria de Incentivo, realizando mais promoções comerciais para o Varejo, assim como atendendo outras seguradoras neste segmento.

Observando o mercado, haverá um incremento ainda maior dos meios digitais de relacionamento. A CAPEMISA já vinha investindo nesta área nos últimos três anos, estruturando processos de automação e um plano de continuidade dos negócios. Vale citar as melhorias para a plataforma de cotação que lançaremos no final de 2020 e dará mais velocidade às implantações das apólices. Alguns processos que aconteciam em 48 horas passarão a ser em 5 minutos. É uma evolução em que todos ganham.

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