Fim do Consórcio DPVAT

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Em Assembleia Geral Extraordinária realizada hoje (24), às 11h, por mais de dois terços dos votos, foi aprovada a dissolução do Consórcio do Seguro DPVAT a partir de 1º de janeiro de 2021. Algumas companhias, principalmente estrangeiras, vinham deixando a operação há alguns anos. Mas a partir de setembro deste ano, praticamente 100% das seguradoras consorciadas se manifestaram para deixar o consórcio a partir de janeiro de 2021.

“Isso abre caminho para que a venda do seguro DPVAT seja pela livre concorrência, com a atuação das companhias e corretores interessados, como acontece em qualquer outro produto de seguro. O DPVAT foi criado por um decreto e para acabar precisaria de outro decreto Lei”, comenta Sergio Weis, presidente da Gente Seguradora, ao blog Sonho Seguro.

Em novembro, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) notificou a Seguradora Líder, administradora do consórcio, para, no prazo de 30 (trinta) dias, recolher ao caixa dos recursos do Seguro DPVAT a quantia de R$ 2,2 bilhões, já devidamente atualizados, referente a 2.119 despesas consideradas irregulares pela fiscalização da Susep, que foram executadas com recursos públicos do seguro DPVAT entre os anos de 2008 e 2020. 

Os valores foram apurados por uma fiscalização específica determinada pela Superintendência em dezembro do ano passado, e se baseou na análise de informações constantes em relatórios de investigação forense, de auditoria e de fiscalizações realizadas pela Susep na gestora dos recursos do Seguro DPVAT entre 2008 e 2019.

“Tem um desgaste de imagem. Ocorreram problemas no passado, assim como em diversas empresas. Foi feita uma grande transformação da empresa nos últimos anos para ser uma companhia eficiente”, disse o presidente do conselho de administração da Líder, Leandro Alves, em entrevista ao Valor.

Segundo ele, não houve uma única razão pela dissolução. O executivo também afirmou que o prêmio muito baixo — os valores foram caindo ao longo dos anos — reduziu a atratividade do DPVAT para as seguradoras. “Você está num negócio com desgaste de imagem e que gera uma receita muito pequena”, acrescentou. Para Alves, um terceiro fator para a redução da atratividade do seguro seria o risco atuarial do produto, no entendimento de algumas seguradoras, inclusive estrangeiras.

O presidente da Líder, Ismar Torres, disse nesta mesma entrevista ao Valor que a decisão das seguradoras é um recado de que são necessárias novas regras. “De uma hora para outra houve uma mudança no regramento. As seguradoras ficaram desgastadas de tanta fiscalização, questionamentos, prestação de contas do passado de uma hora para outra e as seguradoras acabaram tomando a decisão”.

AIG Seguros debate o racismo estrutural no Brasil e as barreiras que ainda precisam ser superadas

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Promovido pelo grupo de diversidade racial da seguradora, evento recebeu a historiadora e pesquisadora Suzane Jardim 

Fonte: AIG

Para marcar o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a AIG Seguros realizou um encontro virtual sobre o tema para cerca de 200 pessoas, entre público interno e parceiros convidados. Promovido pelo DÆRC (Diversidade Étnico-Racial Consciente), grupo de diversidade racial dentro da companhia, o evento foi liderado pela historiadora e pesquisadora em história e relações raciais Suzane Jardim, que abordou o conceito de racismo estrutural no Brasil, os desafios atuais e as barreiras que ainda precisam ser superadas. 

Responsável pelo conteúdo do curso EAD “Diversidade: Educação antirracismo”, da rede Senac-SP, Suzane atua como formadora em educação para a diversidade e inclusão racial em escolas e em programas de Letramento Racial em diversas organizações. Na conversa promovida pela AIG, ela falou bastante sobre a questão histórica, que é a raiz do racismo estrutural ao redor do mundo. 

“O racismo é um sistema complexo, que possui diversas camadas e está presente em todos os campos da sociedade. Por isso se fala tanto em racismo estrutural, pois a sociedade moderna foi criada excluindo a população negra”, disse Suzane, destacando também o aspecto histórico da sociedade brasileira: “A ideia de que no Brasil existe uma democracia racial é errada, pois mesmo após o fim da escravidão a população negra não foi incluída de fato na sociedade e no mercado formal de trabalho. Então, a desigualdade de hoje foi construída no passado, a partir de uma hierarquia racial que sempre naturalizou o preconceito existente no país. Por isso, se omitir dessa discussão é fazer parte do problema”, completa. 

Jorge Sousa, líder do DÆRC e executivo sênior de contas da AIG, destacou a importância de realizar esse encontro, especialmente em um ano no qual as questões raciais foram muito debatidas. “Essa discussão ganhou muita força ao longo de 2020, dentro e fora do Brasil. Para nós, o Dia da Consciência Negra, mais do que reflexão, exige ações contra o racismo e suas estruturas”. 

“Além de nos fazer refletir, esta aula com Suzane Jardim nos trouxe muito aprendizado sobre o modo com que aprendemos muitos dos episódios históricos e como podemos transformar nossas atitudes a partir de agora. Estou muito feliz pela receptividade dos nossos funcionários ao tema para que, juntos, possamos estimular um ambiente ainda mais inclusivo e respeitoso na AIG”, completou Fabio Protasio Oliveira, CEO da companhia no Brasil. 

Diversidade na AIG 

Com mais de 140 grupos de afinidade espalhados por 54 países em todo o mundo, a AIG tem um posicionamento firme e histórico na defesa da diversidade, há mais de 15 anos fomentando discussões sobre inclusão e representatividade, inclusive por meio da liderança global. Com o objetivo de estimular ações ainda mais concretas relativas à contratação e desenvolvimento de profissionais de grupos menos representados, a liderança da AIG formou neste ano o Conselho Executivo de Diversidade, com participação direta do CEO global Brian Duperreault e executivos de diferentes áreas e regiões do mundo; entre eles Fabio Protasio Oliveira, CEO da AIG Brasil, representando a América Latina. 

“Localmente, temos trabalhado em diferentes iniciativas focadas na conscientização e inclusão. Com o apoio de parceiros especializados, promovemos cursos sobre vieses inconscientes a 100% dos nossos funcionários, e, mais recentemente, nossa liderança participou de capacitação sobre microagressões no mercado de trabalho e treinamento sobre contratações sem vieses”, conta Fabio. “Além de não admitir qualquer tipo de discriminação, estamos engajados em promover um ambiente onde todos possam crescer e desenvolver seu potencial”, completa o executivo. 

No Brasil, além do DÆRC (Diversidade Étnico-Racial Consciente), cujo objetivo é ampliar e fortalecer as oportunidades à população negra, por uma sociedade mais justa e sem preconceitos, a AIG possui outros dois grupos: Women@Work (WOW) – Mulheres e Aliados, focado no desenvolvimento profissional para as mulheres e equidade de gênero, e o Diversitas LGBT & Aliados, que trabalha por um ambiente mais igualitário e acolhedor. Juntos, os colaboradores da seguradora estão envolvidos em esforços para promover uma cultura inclusiva para todos. Dos 250 funcionários da AIG no Brasil, cerca de 20% (em torno de 50 pessoas) participam ativamente e de forma voluntária de algum grupo de diversidade.  

Grupo SURA cria ações para avançar em sustentabilidade

Mudança climática, cidades resilientes, construção do público, futuro das PMEs, entre outros, fazem parte de uma agenda aberta aos temas propostos pelos cidadãos interessados em participar 

Fonte: Grupo Sura

A pandemia tem mostrado, ainda mais, que é somando conhecimento, cultivando o pensamento coletivo e agindo juntos a partir da corresponsabilidade, que este momento desafiador para toda a humanidade será superado. Dessa forma, o momento é propício para fomentar conversas que partem da escuta do outro, para responder às questões que surgem diante das incertezas do cenário atual. 

Com essa premissa somada ao fato de que o Grupo SURA foi ratificado pelo décimo ano consecutivo no Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones (DJSI, na sigla em inglês), uma série de conversas digitais começará em dezembro com acesso aberto aos temas associados ao desenvolvimento harmônico e resiliente, tais como: mudança climática, futuro das PMEs, construção do público, cadeias de abastecimento, empresas e direitos humanos, estado da democracia, entre outros. Outros poderão ser adicionados, a partir de uma ampla consulta dos latino-americanos interessados em participar. 

“Buscamos promover conversas para construir novas realidades entre todos, para que mais pessoas e empresas identifiquem seu papel na sustentabilidade como construção coletiva. Para a SURA se trata de um compromisso permanente, que começa por nos encarregar de administrar o ambiente e as incertezas. Esse cenário nos desafia a antecipar para contribuir para a construção de sociedades mais resilientes a partir de ações nos aspectos econômico, social e ambiental”, comenta Gonzalo Pérez, Presidente do Grupo SURA. 

Por isso, as empresas buscam contribuir para a sustentabilidade na atual conjuntura, desde a adaptação e a transformação para entregar conhecimento e capacidades que sejam úteis para as pessoas e as empresas. Isto é possível com os diversos produtos, soluções e serviços nas diferentes linhas de negócio da Suramericana (ou Seguros SURA, braço de seguros, tendências e riscos) e da SURA Asset Management (empresa de pensões, poupança voluntária, investimento e gestão de ativos), assim como a consistência e boas práticas que norteiam o relacionamento de longo prazo com colaboradores, clientes, fornecedores, aliados e demais grupos de relacionamento. 

“Nossa convicção é que mais importante do que fazer o bem sozinho, é agirmos juntos. Por isso, mais relevante que a inclusão no principal índice de sustentabilidade do mundo, é que a partir das nossas capacidades contribuímos para a solução de problemas como a desigualdade, o desemprego, a informalidade empresarial, a saúde, entre outros, ainda mais hoje quando a recuperação depende de todos e de cada um de nós”, comenta Gonzalo. 

Resultados do índice anual Dow Jones 

O Grupo SURA é uma das empresas incluídas no Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones, publicado no último dia 13. O Índice avalia a gestão própria do Grupo SURA (holding) e das suas filiais, Suramericana (Seguros SURA) e SURA Asset Management no último ano. Na segunda posição mundial no setor de Serviços Financeiros Diversos e Mercados de Capitais, com uma qualificação superior a 81%, o Grupo está entre as 17 empresas do setor incluídas no índice global. Além disso, é a única empresa de origem latino-americana neste setor e, novamente, foi incluída no índice DJSI Mercados Emergentes e no índice MILA. 

“Parabenizamos o Grupo SURA por fazer parte do Índice Dow Jones de Sustentabilidade Global. Esta distinção é reflexo da liderança em questões de sustentabilidade no seu setor, fato que diferencia o seu comprometimento, levando em conta o número recorde de empresas que participaram nesta avaliação e as regras de inclusão mais rigorosas em 2020”, afirma Manjit Jus, Gerente global de pesquisa e dados ESG na S&P. 

Explosão em porto de Beirute contabiliza quase 15 mil pedidos de indenizações

As seguradoras já desembolsaram 23,59 milhões de libras libanesas em indenizações, 1,45% do total de danos segurados, estando ainda por ressarcir cerca de 1,59 bilhão de libras libanesas

15 mil pedidos de indenizações e US$ 1 bilhão em pagamentos. Este é o saldo da explosão que destruiu o porto de Beirute e área circundante no dia 4 de agosto de 2020. O acidente continua sem causa oficial determinada, mantendo-se também em aberta a investigação destinada a atribuir responsabilidades pelo incidente, ressalva a Comissão governamental libanesa de seguros em nota que atualiza a monitorização das participações de seguro recebidas, estimativa de danos segurados e perdas resultantes do sinistro.

De acordo com a informação da Insurance Control Commission (ICC), atualizada a 13 de novembro, as vítimas apresentaram um total de 14.921 reclamações de seguro, totalizando danos segurados estimados em perto de 1,62 bilhão de libras libanesas, cerca de 904,5 milhões de euros ou US$ 1,07 bilhão, segundo informa o portal português Eco.

O maior número de participações de seguro refere-se a coberturas danos, chamada internacionalmente de Property & Casualty (P&C), sendo a cobertura de incêndio (mais de nove mil sinistros) e transportes as mais registradas. O ramo automóvel totaliza até agora cerca de 4,9 mil veículos danificados, incluindo danos corporais. Seguros de saúde também foi um dos mais usados neste acidente, com apólices coletivas contratadas por empresas estrangeiras.

De acordo com o relatório periódico da ICC, até à data, as seguradoras que operam no mercado já desembolsaram 23,59 milhões de libras em indenizações (1,45% do total de danos segurados), estando ainda por ressarcir cerca de 1,59 bilhão de libras libanesas.

No mesmo documento refere-se que o total de perdas estimadas em resseguro supera a 1,527 bilhão de libras, cerca de 94% do total estimado para os danos segurados.

Entre as grandes resseguradoras expostas ao incidente catastrófico, sabe-se que a Swiss Re e a Munich Re realizaram e divulgaram estimativas de perdas associadas ao evento que destruiu parte do centro de Beirute, enquanto a Hannover Re e a Scor ainda não divulgaram eventuais perdas decorrentes do desastre.

Série: O que esperar de 2021 – Fabio Protasio Oliveira, CEO da AIG Seguros no Brasil

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A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Fabio Protasio Oliveira, CEO da AIG Seguros no Brasil, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Estávamos preparados para um 2020 de desafios, focados nos objetivos e resultados planejados. A notícia da pandemia nos trouxe o primeiro impacto de se deparar com a nova realidade e compreender que a vida, os negócios e o trabalho individual de cada um seguiriam adiante com necessidade de adaptação e um sentido de união e constante comunicação. Uma vez ajustados à nova realidade, nós da AIG procuramos seguir nosso planejamento de negócios e relacionamento com o mercado, mantendo o contato com o nosso time, com parceiros e clientes o mais próximo possível de como fazíamos anteriormente, mostrando que continuamos a postos, independente da distância física. Hoje, há seis meses operando no formato remoto, posso dizer que estamos em uma situação bastante positiva: mantivemos nossas metas, com ajustes necessários e resultados crescentes mês a mês. No primeiro semestre de 2020, os prêmios emitidos pela AIG atingiram um volume de R$ 423,9 milhões, 28,4% maior que o semestre findo de 2019. Em termos de prêmio ganho, atingimos R$ 367,5 milhões, 8,3% maior que em 2019. 

Conseguimos manter e crescer no período, principalmente pelas oportunidades e demandas por seguros de riscos mais complexos, a exemplo dos seguros Patrimonial, Riscos Cibernéticos e de transportes e equipamentos voltados às linhas amarela e verde. Outro exemplo de sucesso é o nosso contínuo relacionamento com corretores parceiros, por meio de treinamentos sobre riscos e seguros. Como já costumávamos fazer encontros presenciais e on-line (só em 2019, tivemos cerca de 1500 corretores participantes), mantivemos essa prática, mas desde o início de março, focada exclusivamente treinamentos virtuais. Desde março, esses nossos eventos on-line já contabilizaram mais de 15 mil participações de corretores de diferentes regiões do Brasil, interessados em atualizações sobre seguros de responsabilidade civil, riscos cibernéticos, danos ambientais de cargas não poluentes, entre outros assuntos ministrados por nossos especialistas. 

Quais as áreas mais afetadas? 

Como esperado, as áreas mais afetadas no período, seguindo a tendência do mercado de seguro no mundo todo, foram os seguros para pessoas. No caso da AIG, a linha mais afetada foi a de Seguro Viagem (tanto corporativa quanto individual via benefício de cartões de crédito), devido às restrições de movimentações impostas globalmente. 

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor? Dê um exemplo prático.  

Nesta nova configuração, ficou evidente que as relações pessoais precisam se fortalecer, com uma comunicação clara, transparente e colaborativa, e que interdependência entre todos é vital – seja no âmbito pessoal e familiar, seja no profissional. Internamente, já contávamos com ferramentas digitais e uma cultura fortalecida para apoio e desenvolvimento dos nossos colaboradores. Aos nossos parceiros de negócios, os corretores, nossos treinamentos presenciais e on-line já eram marca registrada que só se consolidaram ao longo desses meses. E quando falamos sobre relacionamento com o consumidor, foi essencial já estarmos preparados com antecedência, com uma equipe atualizada e segura para oferecer o atendimento adequado, fazendo uso dos melhores recursos tecnológicos. Já contávamos com inteligência artificial nos chatbots e treinamentos constantes que nos permitiram identificar novos padrões. Entre eles, a alta de 20% na média de acionamentos por e-mail em nosso Contact Center, queda significativa de ligações, enquanto o chat se manteve estável. Mais um sinal que nossos clientes também já tinham migrado ao digital. 

Além desse relacionamento e adaptação ao novo comportamento do consumidor via Central de Atendimento oficial, também percebemos corretores parceiros e clientes mais próximos e cada vez mais interessados em conhecer os detalhes das apólices e o funcionamento de nossa gestão de sinistros. Por meio de reuniões virtuais, fortalecemos as pontes com corretores e seus clientes, nossos segurados, para apresentações detalhadas que foram facilitadas e até mais habituais, agora no ambiente on-line. Outra mudança importante também se deu nas visitas de inspeção e análise de risco realizadas pela nossa equipe de Engenharia. Com as análises presenciais suspensas, conseguimos estabelecer uma comunicação mais próxima e direta, promovendo inspeções virtuais on-line, com total integração entre cliente segurado e os especialistas da AIG atuando juntos na identificação de riscos e propostas de soluções, a ponto de nossas atividades no Brasil serem referência para outras operações da AIG no continente.  

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021? 

Alguns acontecimentos nos últimos anos têm mudado radicalmente a forma de ter e fazer negócios. A constante ameaça de ataques virtuais, a vulnerabilidade da economia e da sociedade como um todo frente a questões de saúde de dimensão mundial, os efeitos climáticos que têm causado diferentes estragos em diferentes regiões são alguns dos fatores que afetam a todos e, também, o setor de seguros.

Para 2021 e os próximos anos, o desafio do setor de seguros será manter-se alerta às tendências e transformações e conectado aos principais riscos e novas tecnologias para ser capaz de oferecer a consultoria mais precisa a seus clientes, atuando como peça chave na gestão de riscos, contingência e continuidade do negócio. Na AIG, vemos como tendência aprimorar nossas soluções de seguros, com coberturas e clausulados cada vez mais modernos e adequado às necessidades dos clientes, oferecer ferramentas digitais adequadas ao dia a dia do corretor e do segurado, bem como manter-se em contato com as operações em mercados mais maduros para compartilhar experiência técnica sempre atualizada. 

Ao analisarmos o mercado brasileiro, é possível identificar alguns produtos chave de seguro que devem fazer parte do planejamento financeiro estratégico das empresas, auxiliando a continuidade do negócio. Entre os exemplos, podemos citar o seguro de riscos cibernéticos, que inclusive vem despertando mais e mais o interesse dos corretores. A alta do e-commerce, a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados, a frequência maior do home office são realidades que enfrentam ataques cibernéticos em todo o mundo, o que deixa mais visível a importância da proteção de dados, os riscos e a importância do seguro. 

Na AIG, já notamos que a procura pelo Cyber vem crescendo desde meados de 2018. Só no ano passado, as cotações mais que dobraram, e ultrapassamos os R$ 9 milhões em prêmios, de acordo com o divulgado na SUSEP, volume este que pode ampliar-se não só na AIG, como no mercado como um todo. Assim como já acontece em mercados mais maduros, as apólices de Risco Cibernético da AIG têm como diferencial a oferta de serviços adicionais focados na prevenção e atendimento imediato pós-evento, realizados por terceiros. Nesse sentido, podemos dizer que as apólices de Cyber vão caminhar para uma tendência de apólice de serviço, pois os clientes já veem valor nos benefícios agregados de prevenção. Isso já acontece muito no exterior. Por exemplo: o setor bancário contrata apólices de Cyber e utiliza muito os serviços de monitoramento de web. No Brasil, nossas apólices já são complementadas por serviços adicionais de monitoramento de IPs e treinamento de equipes focados na prevenção.  

Outra oportunidade são os Riscos de Responsabilidade Civil Profissional. A expectativa é de aumento da demanda. Temos visto profissionais autônomos mais cientes dos riscos de sua atividade, principalmente a partir de um comportamento mais exigente de seus clientes e público consumidor em geral, cada vez mais inteirados de seus direitos e prontos a reclamá-los. Uma tendência que podemos comentar é a busca ao seguro por novos segmentos profissionais, como empresas de tecnologia ou profissionais de mídia, que hoje estão voltados bastante para trabalho em redes sociais e campanhas on-line, além do aumento da penetração do seguro em profissões que tradicionalmente contratam o seguro, tais como advogados, cartórios, corretores de seguros, arquitetos, engenheiros etc. Por isso, AIG, a cada ano, está ampliando o número de profissões cobertas, devido ao interesse crescente de diferentes segmentos. 

O mercado do agronegócio, historicamente, é um dos que menos sofre em grandes crises, o que também é visto atualmente. Por isso, corretores interessados neste segmento podem diversificar e conhecer mais sobre o Seguro de Equipamentos e Benfeitoria, voltado a cobrir danos nos maquinários utilizados do segmento: um investimento muito grande ao produtor e que podem sofrer danos, cujos reparos são muito custosos. Daí a importância do seguro. O mesmo podemos dizer de maquinários da linha amarela, sendo que o setor de construção civil espera uma alta para o próximo ano. 

Outra oportunidade interessante são os Seguros de Responsabilidade focados na reparação ambiental. Temos visto um movimento crescente de bancos e grupos de investidores comprometidos em financiar exclusivamente empresas conscientes de sua política e gestão ambiental. E sabemos que riscos ambientais existem nos mais diversos segmentos da indústria e serviços; e empresas e seus administradores são responsáveis por eventuais danos, criminalmente. Desde as grandes indústrias até operações mais simples, a exemplo de um prédio comercial que possui em seu subsolo tanque de combustível para aquecimento de caldeiras, ao setor de serviços, como hospitais, hotéis, que podem gerar impactos ambientais, em todos esses segmentos, a gestão do risco ambiental é fundamental. 

E em todos os negócios há a importância dos tomadores de decisão e suas responsabilidades, por isso o Seguro D&O é outra importante ferramenta, uma vez que o atual momento de maior exposição e incertezas aos executivos e administradores é um dos fatores à crescente busca pelo produto. Mas há também outros indicadores chave que “puxam” essa tendência de crescimento nos últimos anos no Brasil: responsabilidade tributária, danos trabalhistas, investigações policiais, danos ambientais e pedidos de recuperação judicial. 

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Leia mais Série: O que esperar de 2021 – Fernando Serrabona, CEO da MAPFRE Brasil

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Guia Salarial da Robert Half traz os cargos em alta no setor de Seguros

Transformação digital no segmento tem ampliando a demanda por profissionais com experiência em inovação 

Fonte: Robert Half

A pandemia do coronavírus representou o maior impacto no mercado de trabalho no ano de 2020 e trará consequências de longo prazo em todos setores da economia.  É o que aponta o novo Guia Salarial da Robert Half. Em sua 13ª edição, o estudo apresenta como a inovação tecnológica tornou-se prioridade para o setor segurador, impactando diretamente no perfil dos profissionais que atuam na área, com oportunidades para aqueles com conhecimentos em inovação digital.

Para Ana Guimarães, gerente de recrutamento da Robert Half, o desafio das empresas do setor será ampliar a carteira de clientes e garantir boa participação no mercado. Dessa forma, uma tendência do segmento, chamada know your customer (KYC), pode ajudar no equilíbrio da sinistralidade. “Esse procedimento, que ajuda a evitar crimes e fraudes, permite que as organizações conheçam o perfil de cada cliente, para avaliar e monitorar os riscos envolvidos na relação. Além disso, o KYC permite que a companhia ofereça uma precificação do produto mais justa para o consumidor”, comenta.

SEGUROS

  • Posições em destaque: Produtos – analistas e especialistas,  Atuarial – analistas, especialistas e gerentes,  Precificação – analistas e especialistas, Finanças – analistas, gerentes e CFO;
  • Setores em destaque: Seguros para infraestrutura, agronegócio e tecnologia;
  • Carreiras do futuro: Chief digital officer e analista/ especialista de produtos digitais;
  • Habilidades comportamentais: Visão de negócios, resiliência, adaptabilidade, inovação e senso de dono;
  • Habilidades técnicas: Inglês fluente, formação atuarial, multiproduto e Digital innovation;
  • Perspectiva de remuneração em 2021:
  • Analista de Produtos: 6.850 | 9.200 | 10.300 | 14.000
  • Especialista de Produtos: 9.550 | 12.800 | 14.350 | 19.450
  • Analista Atuarial: 8.900 | 9.200 | 10.300 | 14.000
  • Especialista Atuarial: 10.000 | 12.500 | 14.050 | 19.000
  • Gerente Atuarial: 12.700 |17.000 | 19.100 | 25.850
  • Analista de Precificação: 6.400 | 8.600 | 9.650 | 13.050
  • Especialista de Precificação: 9.800 | 13.100 | 14.700 | 19.950
  • Analista – Finanças: 6.550 | 8.750 | 9.800 | 13.300
  • Gerente – Finanças: 16.650 | 22.250 | 25.000 | 33.850
  • CFO – Finanças: 33.700 | 45.000 | 50.550 | 68.500

Fonte: Guia Salarial 2021 da Robert Half/Valores em reais)

Banco digital do Bradesco oferta seguro residencial a partir de R$ 19,90 mensal

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Totalmente digital, o seguro next pode ser contratado direto pelo App e ainda possui opções para quem tem casa própria ou paga aluguel, com assistência dia e noite. 

Em uma parceria com a Bradesco Auto/RE, empresa do grupo Bradesco Seguros, o banco digital next acaba de lançar seu seguro residencial com planos a partir de R$ 19,90, garantindo cobertura completa e assistência dia e noite. A novidade sofistica ainda mais a plataforma de Seguros do next, a área de Proteção, que já oferece Plano Odontológico e Seguro para Cartão de Débito e Crédito. 

Com cobertura para incêndio, roubo, danos elétricos e muito mais, o Seguro Bilhete Residencial next tem serviços de chaveiro, eletricista e até encanador para ajudar com os problemas da casa em qualquer horário. Tudo com a segurança e garantia de uma das maiores seguradoras da América Latina, a Bradesco Seguros.  

Ao todo, são sete opções de plano disponíveis, pensadas para atender todos os perfis de clientes, inclusive, para quem aluga apartamento ou casa. “Por meio do nosso time de antropólogos, verificamos que há uma grande tendência dos nossos Clientes fazerem a aquisição de um imóvel residencial, onde 49% disseram que pretendem comprar uma casa e/ou apartamento, o que torna o produto Seguro Bilhete Residencial altamente atrativo, acessível e conectado com as expectativas do público que busca, além do Seguro para o bem, uma solução de valor agregado que entregue benefícios e conveniência”, informa Jeferson Honorato, diretor geral do next.  

A disponibilização do Seguro Residencial também faz parte da iniciativa de completude do portifólio de soluções do next, tornando-o cada vez mais a mais completa plataforma digital do mercado para distribuição de produtos financeiros e não financeiros. 

“A Bradesco Auto/RE investe em pesquisas e inovações em beneficio de clientes e corretores. A parceria com o next promete ser promissora para ambas as empresas e representa uma nova opção de produto no mercado”, destaca Saint´Clair Lima, diretor da seguradora. 

NEXT  – O next é um banco 100% digital completo e gratuito, com cartão de crédito Visa internacional, DOC/TED ilimitados para qualquer banco, saques gratuitos nos caixas eletrônicos Bradesco e rede Banco24Horas, diversas opções de investimentos, suporte nas principais carteiras digitais e muitos Mimos. Para abrir a conta, basta baixar e completar o cadastro.  Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos e processa 4 milhões de transações/dia. 

Projeções para o PIB melhoram, mas ancoragem depende de reformas, avalia CNseg

pedro simoes, CNSEG

As projeções de crescimento do PIB deste ano continuam a melhorar, indo de -4,66% para -4,55%, cenário compatível com um crescimento entre 7% e 10% do PIB no terceiro trimestre

O otimismo dos economistas do mercado financeiro segue melhorando as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). Conforme o Relatório de Mercado Focus do Banco Central, a expectativa para a economia este ano passou de retração de 4,66% para 4,55%. Para 2021, o mercado financeiro elevou a previsão de alta de 3,31% para 3,40%. 

“No entanto, a inflação teve ajuste significativo e a projeção para a Selic veio com alta de 2,75% para 3% para 2021”, alerta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. Esta foi a 15ª semana de aumento contínuo da estimativa de inflação para o próximo ano, o que acabou elevando também a projeção para a Selic no fim de 2021. 

“Claro que esses ajustes de inflação e de taxas de juros não assustam, pois já eram esperados. Mas temos ainda muitas coisas para recuperar daqui para frente. Se considerarmos o carregamento estatístico, o crescimento projetado para 2021, na verdade, não é forte. Ou seja, dada a forte queda do PIB no ano anterior, mesmo que a atividade cresça pouco ao longo do ano que vem, o crescimento ultrapassaria facilmente os 3%, e é o que está embutido em tais projeções”, afirma. 

Segundo o economista, otimismo mais consistente virá se, além de boas notícias em testes, tivermos notícias positivas sobre a distribuição da vacina, por exemplo, e melhora nos indicadores do emprego, avanço das reformas e controle fiscal.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Falhas internas são a causa mais frequente de sinistros cibernéticos, revela estudo da Allianz

riscos cibernéticos hackers

Análise da AGCS de mais de 1.700 sinistros cibernéticas: Eventos externos como os ataques “DDoS” resultam em perdas mais caras, mas incidentes internos como erro humano ou falhas de sistema ocorrem com mais freqüência, embora com impacto financeiro menor

Os ataques externos às empresas resultam nas mais caras perdas de seguros cibernéticos, mas são os erros humanos e problemas técnicos os mais freqüentes geradores de sinistros por número, de acordo com um novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Managing The Impact Of Increasing Interconnectivity – Trends In Cyber Risk. O estudo analisa 1.736 sinistros de seguros cibernéticos no valor de 660 milhões de euros (US$ 770 milhões) envolvendo a AGCS e outras seguradoras de 2015 a 2020.

“As perdas decorrentes de incidentes como os ataques de negação de serviço (DDoS) ou as campanhas de phishing e ransomware representam hoje uma maioria significativa do valor dos sinistros cibernéticos”, diz Catharina Richter, Diretora Global do Allianz Cyber Center of Competence, que está incorporado à AGCS. “Mas embora o cibercrime domine as manchetes, falhas nos sistemas cotidianos, interrupções de TI e incidentes decorrentes de erros humanos também podem causar problemas para as empresas, mesmo que seu impacto financeiro não seja, em média, tão grave”. Empregadores e funcionários devem trabalhar juntos para aumentar a conscientização e a resiliência cibernética. ”

O número de sinistros de seguros cibernéticos de que a AGCS foi notificada tem aumentado constantemente nos últimos anos, de 77 em 2016, quando cyber era uma linha relativamente nova de seguros, para 809 em 2019. Em 2020, a AGCS já recebeu 770 sinistros nos três primeiros trimestres. Este aumento constante foi impulsionado, em parte, pelo crescimento do mercado global de seguros cibernéticos, que atualmente é estimado em 7 bilhões de dólares, de acordo com a Munich Re. A AGCS começou a oferecer seguros cibernéticos em 2013 e, em 2019, gerou mais de 100 milhões de euros em prêmios brutos neste segmento. O relatório também destaca que houve um aumento de mais de 70% no custo médio dos crimes cibernéticos para as organizações em cinco anos – US$ 13 milhões e um aumento de 60% no número médio de violações de segurança.

As perdas resultantes de incidentes externos, tais como ataques DDoS ou campanhas de phishing e malware/ransomware, respondem pela maioria do valor dos sinistros analisados (85%) de acordo com o relatório, seguidos por ações internas maliciosas (9%) – pouco freqüentes, mas que podem ser dispendiosas. Episódios internos acidentais, tais como erros de funcionários ao assumirem responsabilidades diárias, interrupções de TI ou de plataformas, problemas de migração de sistemas e software ou perda de dados são responsáveis por mais da metade dos sinistros analisadas por número (54%), mas, muitas vezes, o impacto financeiro destes é limitado em comparação com o crime cibernético. Entretanto, as perdas podem aumentar rapidamente no caso de incidentes mais graves.

A interrupção de negócios (incluindo custos de mitigação e responsabilidade de terceiros) é o principal fator de custo por trás das perdas cibernéticas, respondendo por cerca de 60% do valor de todas os sinistros analisados no relatório, seguido pelos custos envolvidos em lidar com violações de dados.

Não se espera que o ambiente de risco cibernético se torne mais fácil no futuro, observa o relatório. Empresas e seguradoras estão enfrentando uma série de desafios, tais como a perspectiva de interrupções de negócios mais caras, a crescente freqüência de incidentes de ransomware, conseqüências mais dispendiosas de grandes violações de dados devido a uma regulamentação mais robusta e aos litígios, bem como o impacto do jogo das diferenças políticas no espaço cibernético através de ataques patrocinados pelo Estado. O impacto destas tendências é também o tema de um novo podcast AGCS.

O enorme aumento do trabalho remoto devido à pandemia de coronavírus também é um problema. Forças de trabalho deslocadas criam novas oportunidades para que os criminosos cibernéticos tenham acesso a redes e informações sensíveis. Os incidentes de malware e ransomware já aumentaram em mais de um terço desde o início de 2020, enquanto os golpes e campanhas de phishing com o tema do coronavírus continuam. Ao mesmo tempo, o impacto potencial de erros humanos ou incidentes de falhas técnicas também pode ser aumentado. 

Enquanto as exposições estão aumentando, ainda não se pode dizer que o surto de Covid-19 seja uma causa direta de sinistros relacionados a cyber. A AGCS começou a ver os primeiros sinistros que podem ser atribuídos indiretamente ao cenário da Covid-19, incluindo ataques de ransomware que possam ter conexão com a mudança para o trabalho remoto. Entretanto, é muito cedo para confirmar uma tendência mais ampla.

Surgem ameaças de ransomware
Já com alta freqüência, os incidentes de ransomware estão se tornando mais prejudiciais, visando cada vez mais as grandes empresas com ataques sofisticados e grandes exigências de extorsão. Houve quase meio milhão de incidentes do tipo reportados globalmente no ano passado, custando às organizações pelo menos 6,3 bilhões de dólares somente em pedidos de resgate. Os custos totais associados ao tratamento desses incidentes são estimados em mais de 100 bilhões de dólares.

“Ferramentas de hacking de alto nível estão mais amplamente disponíveis, impulsionadas pela crescente ‘comercialização de cyber-hacks‘. Cada vez mais, os criminosos estão vendendo malware para outros hackers que, em seguida, têm como alvo empresas que exigem pagamentos de resgate”, diz Marek Stanislawski, Líder Global de Subscrição Cibernética AGCS. “Entretanto, as exigências de extorsão são apenas uma parte do quadro. A interrupção de negócios pode trazer as perdas mais graves – com o tempo de inatividade se tornando mai longo – enquanto os custos de sistemas e restauração de dados podem aumentar rapidamente. ”

A interrupção de negócios e a o aumento da vulnerabilidade da cadeia de abastecimento digital 
“Seja devido a um resgate, erro humano ou uma falha técnica, a perda de sistemas ou dados críticos pode colocar uma organização em uma situação muito delicada na economia digitalizada de hoje”, diz Joerg Ahrens, Diretor Global de Sinistros de Long-Tail AGCS. “A impossibilidade de acessar dados por um longo período de tempo pode ter um impacto significativo nas receitas – por exemplo, se uma empresa for incapaz de receber pedidos. Da mesma forma, se uma plataforma on-line não estiver disponível devido a uma falha técnica ou evento cibernético, ela pode trazer grandes perdas para as empresas que dependem dela, particularmente dada a crescente dependência atual das vendas on-line ou das cadeias de abastecimento digitais. ”

Violação de dados e ataques patrocinados pelo Estado

O custo de lidar com uma grande violação de dados está aumentando à medida que os sistemas de TI e eventos cibernéticos se tornam mais complexos, e com o crescimento dos serviços em nuvem e de terceiros. A regulamentação da privacidade de dados, que foi recentemente reforçada em muitos países, também é um fator-chave que impulsiona os custos, assim como o crescimento da responsabilidade de terceiros e a perspectiva de litígio em ações coletivas. As chamadas mega violações de dados (envolvendo mais de um milhão de registros) estão mais freqüentes e caras, agora custando em média 50 milhões de dólares, com um aumento de 20% em relação a 2019.

Além disso, o impacto do crescente envolvimento dos Estados-nação nos ciberataques é uma preocupação crescente. Grandes eventos como as eleições e o Covid-19 apresentam oportunidades significativas. Durante 2020, o Google afirmou que bloqueou mais de 11.000 ciberataques potenciais patrocinados pelo governo por trimestre. Nos últimos anos, a infra-estrutura crítica, como portos e terminais e instalações de petróleo e gás, foi atingida por ciberataques e campanhasransomware.

Preparar, treinar e prevenir

A preparação e treinamento dos funcionários pode reduzir significativamente as conseqüências de um evento cibernético, especialmente em esquemas de phishing ou que comprometam e-mails comerciais, que muitas vezes podem envolver erro humano. 

Outra medida que também pode ajudar a mitigar os ataques de resgate são os backups, embora sua manutenção possa limitar os danos. O intercâmbio e cooperação intersetorial entre empresas – como o que foi estabelecido pela Carta de Confiança – também é fundamental quando se trata de desafiar o crime cibernético altamente organizado comercialmente, desenvolver normas de segurança conjuntas e melhorar a resiliência cibernética. 

O cenário da Covid-19 traz novos desafios. Com o trabalho remoto generalizado, a segurança em torno dos pontos de acesso e autenticação é crítica, mas as organizações também devem garantir que haja capacidade de rede suficiente, pois isto pode ter um impacto significativo na perda de renda se houver qualquer interrupção.

Webtec avalia primeiros sinais de retomada econômica para o setor de seguros

A CNseg promoveu encontro com especialistas que acompanham o dia a dia da economia e dos seguros

Fonte: CNseg

A economia brasileira enfrenta agora desafios inéditos para voltar a crescer. Justamente para identificar os riscos à frente, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) reuniu especialistas no webtec “O setor de seguros e os primeiros sinais de retomada econômica”, na quinta-feira (19). “O principal propósito do encontro foi demonstrar o elo entre a economia e o seguro, e sua dependência à produção, ao emprego e à renda para ganhar tração”, assinalou o economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, Pedro Simões, que moderou o encontro. Participaram também Ana Flávia Ribeiro Ferraz, Gerente Departamental da Bradesco Vida e Previdência e Presidente da Comissão de Produtos de Risco da FenaPrevi; a economista Luana Miranda, Pesquisadora da Área de Pesquisa Aplicada da FGV/IBRE, e Thisiani Martins, Presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais e de Grandes Riscos da FenSeg. 

Em sua apresentação, a economista Luana Miranda lembrou que, em virtude da pandemia que enfraqueceu setores econômicos importantes e comprometeu milhões de postos de trabalho, aportes do governo foram necessários para ajudar empresas e pessoas. Os desembolsos foram importantes para impedir uma recessão ainda mais severa, mas pioraram as contas públicas e colocou mais pressão sobre o equacionamento do deficit fiscal.

Após um segundo trimestre complexo, o PIB do terceiro deu fortes sinais de recuperação, algo que melhorou a confiança dos agentes. Mas a dependência às medidas emergenciais temporárias, incluindo auxílio emergencial, cessão de crédito, torna, hoje, difícil antever como se comportará a economia brasileira em 2021.

Ela projeta uma expansão de 3,5% no próximo ano, mas reconhece que não é algo muito significativo por ter uma base comprimida, em razão da recessão de 2020. Os problemas da economia não são recentes. Fragilizada desde a última crise econômica (2014/2016, com perda de 8% do PIB no período de 11 trimestres), a economia brasileira conviveu com baixas taxas de crescimento na sequência e, atropelada pela pandemia declarada em março, teve contração de 12% em apenas dois trimestres de 2020, sem recuperar-se das perdas causadas pela pandemia, ao contrário do que ocorreu no passado, mesmo parcialmente.

Há muitas variáveis que podem abreviar um crescimento duradouro ou pelo menos retardá-lo. O risco fiscal e a inflação são duas das variáveis mais importantes. A questão fiscal, explosiva, pode afetar a recuperação dos empregos e renda, afugentar investimentos e manter o dólar elevado, ao se aproximar de 100% do PIB. O câmbio, por sua vez, pode colocar ainda mais lenha no viés de retomada da inflação. Sem contar que um ambiente pouco amigável para os negócios pode atrapalhar diversas atividades de serviços, o segmento mais afetado pela pandemia. 

Thisiani Martins, Presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais e de Grandes Riscos da FenSeg, reconhece a complexidade do cenário econômico e imagina que as modalidades e ramos de seguros de Danos e Responsabilidades vão avançar de forma desalinhada, seguindo a lógica de mercado aos quais se destinam as coberturas.  Esse comportamento de crescimento heterogêneo também tende a permanecer nos seguros de Vida e nos planos de acumulação.  Segundo Ana Flávia Ribeiro Ferraz, Gerente Departamental da Bradesco Vida e Previdência e Presidente da Comissão de Produtos de Risco da FenaPrevi, enquanto os planos de acumulação ainda buscam seu ponto de equilíbrio, após uma sequência de resgates ocorridos no começo da pandemia, o seguro de Vida segue uma trajetória mais confortável.  Quando todos estarão na rota de crescimento, não só os seguros de Pessoas, mas os Danos e Responsabilidade, ainda não há respostas.

O vídeo do webtec está disponível no portal cnseg.org.br.