XP lança plano de previdência com estratégia totalmente internacional

Fundo reflete 100% da variação das principais empresas listadas na bolsa americana sem efeito cambial

Fonte: XP

A XP Inc. lança a partir de hoje os planos PGBL e VGBL Trend Bolsa Americana 100 XP FICFIM. O produto, inédito e pioneiro no Brasil, acompanha a variação da bolsa americana com até 100% de exposição, sem variação cambial, e é voltado para investidores qualificados.  A XP Seguros conta hoje com mais de R$ 12 bilhões em ativos sob custódia, sendo que 2,5% do patrimônio já está alocado no exterior, em comparação a uma média de mercado de 1%. O Trend Bolsa Americana 100 XP FICFIM sintetiza a variação da bolsa americana por meio de derivativos negociados no brasil. O investimento inicial é de R$ 5 mil, com movimentação mínima de R$ 500, resgate em D+1 e taxa de administração de 0,60% a.a.  

“Este lançamento é o primeiro de uma série de produtos com exposição internacional que estamos programando para o início de 2021. Como parte da transformação que a XP está realizando no mercado financeiro, estamos ampliando as possibilidades de investir no longo prazo com ações de empresas da maior economia mundial”, afirma Roberto Teixeira, head da XP Seguros.  O executivo explica que o mercado de previdência hoje ainda explora pouco as oportunidades de investimentos internacionais. Isso acontece porque, até o início de 2020, a legislação era mais restritiva, mas também porque há pouco interesse dos grandes bancos em oferecer produtos diferenciados aos seus clientes. 

Logo no início de 2021, a XP Seguros irá lançar uma extensa prateleira de fundos que refletirão o desempenho de mercados internacionais como Estados Unidos,  China e  Europa. O objetivo é democratizar o acesso a mercados que, normalmente, não são acessíveis ao investidor individual. Os clientes poderão criar sua melhor alocação com a exposição a fatores de risco de forma transparente com uma gestão ativa em variados mercados, ações globais, hedge funds, crédito privado entre outros.  

Mitsui Sumitomo participa de projetos sociais neste final de ano

Grupo prioriza investir em projetos ligados ao desenvolvimento humano

Com o objetivo de apoiar projetos que contribuam para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, a Mitsui Sumitomo Seguros apoiou um projeto interno e dois de parceiros de negócios neste final de ano. A seguradora alegrou o Natal de 290 crianças das cinco ONGs parceirasDurante o mês de novembro, foi feita uma arrecadação financeira onde 116 colaboradores participaram. “A responsabilidade social é um tema cada vez mais importante para a Mitsui Sumitomo Seguros. Apoiamos projetos que exercem grandes impactos sociais e que estejam dentro dos objetivos, estratégias, visão, missão e valores da empresa”, diz Hélio Kinoshita, vice-presidente da seguradora.

As organizações apoiadas foram a ONG TUCCA tem a proposta de elevar as taxas de cura e melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes carentes com câncer. A ACCV é uma organização social que oferece diversas atividades educativas e de acolhida para a comunidade carente do Butantã –  SP. A CASA UM, localizada na região central da cidade de São Paulo, acolhe pessoas LGBT expulsas de casa por suas orientações afetivas sexuais e identidades de gênero.A ADEFAV desenvolve ações para crianças com Deficiência Múltipla, Surdocegueira e Deficiência Visual. E a  MULEKES DA PRAÇA atende famílias em situação de vulnerabilidade que moram nas comunidades do Grande ABC. “Conseguimos somar a quantia de R$ 10.629,16, onde a MSS foi lá e dobrou, chegando à marca de R$ 21.258,00”, comemora Julia Frazatto, superintendente de RH e marketing. 

Entre os projetos de apoio a ações sociais de parceiros, a Mitsui investiu no programa social “Juntos Protegemos”, da Rede Lojacorr, e também para a realização da tradicional Festa do “CEI Vila Cisper II”, do grupo Marsh & McLennan Companies. No projeto ‘Juntos Protegemos’, a Mitsui apoiou a ação da Lojacorr, que escolheu o Pequeno Príncipe, maior hospital pediátrico do País, como instituição beneficiada, por ser um centro de referência no diagnóstico e tratamento de crianças e adolescentes, além de ser filantrópica, destinando 70% dos atendimentos ao Sistema Único de Saúde – SUS. A verba angariada tem destino certo: manter as atividades de assistência à saúde do Hospital e assim ajudá-lo a superar os desafios da pandemia. O Hospital Pequeno Príncipe se preparou para a enfrentar o coronavírus, mas não deixou de atender as emergências e os pacientes crônicos, já́ em tratamento. 

Já a Marsh & McLennan promoveu a tradicional festa anual do CEI Vila Cisper II de uma maneira diferente: o evento foi online, através de uma Live, no dia 10 deste de dezembro. O evento tem o objetivo de arrecadar recursos junto aos parceiros do mercado segurador e ressegurador em prol da instituição. A instituição filantrópica foi fundada em 2001 pela Associação dos Funcionários do Grupo MMC e atende mais de 150 crianças com idade entre 0 e 4 anos em uma comunidade carente da Grande São Paulo. Com uma equipe de mais de 30 profissionais, o CEI oferece diariamente às crianças orientação e educação através de atividades pedagógicas e educacionais, proporcionando assim seu amadurecimento cognitivo e a construção de sua identidade social. Todo ano os funcionários realizam diversas iniciativas de voluntariado em prol da instituição que incluem doações de brinquedos, mutirões para pintura, entre outras atividades. 

“O apoio às causas sociais está no DNA da Mitsui Sumitomo Seguros, como também incentivando o time a se envolver. Neste momento delicado, a Mitsui Sumitomo Seguros se uniu para ajudar quem tanto precisa de ajuda, sendo que toda a equipe arrecadou doações financeiras. Estar junto – tomoni em japonês – é a filosofia da Mitsui Sumitomo Seguros. Temos muito orgulho em fazer parte destes projetos. Acreditamos que juntos sempre podemos fazer mais e melhor. Por isso, essas açõe foram tão bem-vinda e apoiada por nós”, finaliza Helio Kinoshita.

Segfy e Cliente Agente fecham parceria com benefícios para os corretores de seguros

Parceria entre as startups traz descontos e novidades para os corretores de seguros

Fonte: Segfy

A Startup Cliente Agente foi criada com um propósito claro. Ajudar corretores de seguros a identificar e engajar seus clientes. Segundo Kleber de Paula, fundador da startup, todos os corretores, sem exceção, precisam de presença nas redes sociais paragarantir ocrescimentodesuacarteira,massãorarososquetratamoassunto como uma estratégia.

“A maior parte dos corretores de seguros não planejam sua presença digital, não medem sua efetividade e não se conectam com seus clientes online. Com isso, perdem oportunidades de receitas que este canal pode oferecer.”

O marketing digital sempre foi importante no dia a dia dos corretores de seguros, mas a pandemia causada pelo Coronavírus acentuou sua importância. Pensando nisso, a Cliente Agente criou as plataformas Studio e o Studio Play, que favorecem o corretor com materiais prontos, dicas de postagens e muito mais.

Os planos oferecem conteúdos para as redes sociais, incluindo até o TikTok, febre entre os mais jovens, que vem rendendo bons resultados para as empresas que o utilizam com efetividade. Além disso, a plataforma oferece landing pages, que no mercado custam até R$1000,00 a unidade.

Hoje, a plataforma cobra R$54,90 mensais pelo uso ilimitado. Além desta versão, existe o Studio Play, que entrega semanalmente novos vídeos elaborados na própria Startup com legendas e áudios podendo ser personalizados com a logo da Corretora.

“O cliente tem a impressão que a Corretora produziu o material, o que eleva a percepção de valor da mesma”, ressalta Kleber.

A novidade é que a Cliente Agente fechou uma parceria com a Segfy, maior fornecedora de software de gestão para corretoras de seguros no Brasil. Os corretores que aderirem através da parceria, terão 10 dias de teste gratuito, 20% de desconto na plataforma e não serão cobrados pelo setup da ferramenta.

A Plataforma Studio é exclusiva no setor e segue em constante evolução, salienta Kleber. “Estamos mudando a forma como os corretores se apresentam para o mercado. Introduzindo comunicação de qualidade no setor e estimulando a criação e divulgação das marcas”.

Assurant e Afinz fazem parceria para ofertarem seguros em financiamentos

Parceria amplia oferta de soluções para empréstimo e emissões de cartões para consumidores e parceiros comerciais

A Assurant, líder global em produtos e serviços de proteção ligados a vida conectada, e a Afinz, ex-Sorocred, instituição financeira que atua com produtos e serviços que conectam parceiros comerciais e consumidores, anunciam uma parceria para fornecer proteção financeira para seus parceiros lojistas associados e clientes de cartões e empréstimos e financiamentos.  

Inicialmente, serão ofertados o Seguro Prestamista e o Seguro Perda e Roubo de Cartão, ambos com diversas coberturas que podem ser adquiridas no momento da contratação do empréstimo e da emissão do cartão de crédito. O Seguro Prestamista garante, até o limite máximo indenizável, o pagamento de parcelas de empréstimos ou de um valor da fatura em situações como morte acidental, invalidez permanente total acidental ou perda de renda e ainda oferece o auxílio funeral até valor de R$ 3 mil. No Seguro Perda e Roubo de Cartão, os clientes contam com cobertura de roubo ou furto da bolsa, perda ou roubo do seu cartão e proteção para saque e compra sob coação. Nos produtos oferecidos os clientes também concorrem a sorteios mensais de R$ 10 mil líquido de IR. 

Artigo: um novo mercado de seguros de danos e os desafios da flexibilização

Claudia Ribeiro Austral Seguradora

por Claudia Novello Ribeiro, diretora técnica da Austral Seguradora

Flexibilizar e tornar o mercado de seguros brasileiro mais dinâmico: é o que querem as empresas e no que vem trabalhando a Susep (Superintendência de Seguros Privados). Muito já se comentou sobre o chamado Novo Marco Regulatório, mudanças estruturais em normativos para a indústria de seguros estão sendo discutidas e implementadas de forma a provocar uma disruptura no mercado local.

Se tudo transcorrer como sinalizado, o termo “novo” não será usado de forma equivocada: haverá mudanças que representarão um modelo de negócios inédito a ser vivenciado no cotidiano do mercado.  Tem sido uma agenda intensa de discussões e propostas de alterações em normas de regulação prudencial, envio de dados, código de conduta, dentre outras. Num resumo objetivo, o foco dessa análise recai sobre duas consultas públicas que quebram paradigmas na comercialização dos seguros de danos: uma para os seguros usualmente ditos como “massificados” e outra para os seguros tidos como de grandes riscos.

A primeira e relevante novidade está justamente na conceituação formal da existência de dois segmentos no âmbito da denominação de seguro de danos. A Consulta Pública 16/2020 dispõe novas regras de funcionamento e critérios de operação para os seguros de danos. Entretanto, logo em seu início ela declara que suas disposições não abrangem seguros de danos para cobertura de grandes riscos, cuja especificação e orientação será tratada em outro normativo. Na sequência, a Consulta Pública 18/2020 dirige-se apenas à caracterização do que é seguro de danos de grandes riscos e suas implicações operacionais de comercialização.

As duas minutas têm como espinha dorsal o conceito de flexibilização das operações, indo de encontro com a agenda governamental da Lei de Liberdade Econômica. Aqui, essa diferenciação e apropriação legal do conceito de seguro de danos de grandes riscos tornam-se fundamentais. Acertadamente há maior liberdade de comercialização e pactuação de produtos e cláusulas específicas para os seguros enquadrados como grandes riscos. Na alçada dos seguros de danos tidos como massificados, o processo de simplificação regulatória provavelmente reverbera para uma oferta maior de produtos por parte das seguradoras para seus potenciais clientes, aumentando a concorrência e diferenciação das empresas no mercado.

Essa diretriz está altamente vinculada com as iniciativas digitais das seguradoras, crescimento de insurtechs, automação e customização de produtos às necessidades específicas de cada cliente. Não é apenas esperado um aumento da oferta de produtos, mas também um desenvolvimento de cases inovadores, mais cativantes e atraentes para o consumidor final.

Certamente, seguradoras e clientes saem ganhando com a ampliação de coberturas. Num exemplo aleatório, o mercado poderá deixar de trabalhar com gelo, partindo para água líquida, muito mais adaptável. Ou seja, um aumento do mercado e incentivo à tão sonhada cultura do
seguro entre os brasileiros, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Já a Consulta Pública 18/2020 arbitra as características específicas de negociação de cada contrato de seguro para enquadramento na nomenclatura definida como seguro de danos de grandes riscos.

Vislumbrando um cenário econômico de retomada de crescimento pós-pandemia, com avanço de projetos de infraestrutura, a figura do seguro tem tudo para impulsionar de forma positiva esse processo. A essência do seguro de mitigar riscos e garantir a saúde financeira das empresas empreendedoras já é argumento técnico para contratação dos mesmos nesses grandes projetos. A liberdade de pactuação dada por essa minuta normativa impulsiona ainda mais essa sinergia.

No nicho de seguros de danos de grandes riscos, a liberdade de pactuação entre as partes envolvidas dos contratos de seguros (seguradora e segurado) irá proporcionar mais capacidade de negociação e diferenciação entre a prestação de serviços das seguradoras do mercado. Aquela que conseguir entender, precificar e minutar com mais precisão, clareza e presteza o que o segurado de fato necessidade com aquele contrato de seguro tem uma enorme vantagem frente a seus concorrentes.

Apesar dessas duas consultas públicas terem apelo bastante benéfico para o mercado segurador, elas também relevam inicialmente alguns desafios. Ambas colocaram o seguro de danos em um holofote e as seguradoras precisam rapidamente responder de forma positiva a esse cenário de evidência. O cliente final – tanto dos produtos massificados quanto dos produtos de grandes riscos – espera de imediato uma nova abordagem das empresas no que oferecem. 

Espera-se um período de bastante trabalho e novidades. Consequentemente, um aumento do setor de seguros de danos e sua representatividade na economia brasileira. O momento é de aproveitar o foco para ascender como um segmento maduro e preparado para atender as necessidades de seus consumidores. O futuro exige adaptação, mas também tende a revelar desafios e vitórias.

CNseg presidirá a Comissão Regional Sul da Fides de 2021 a 2024

Marcio Coriolano cnseg

Posse dos novos dirigentes ocorrerá em janeiro de 2021

Fonte: CNseg

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Marcio Coriolano, é um dos membros eleitos para o novo Conselho da Presidência da Federación Interamericana de Empresas de Seguros (Fides). Ele será o segundo Vice-Presidente na chapa eleita por aclamação na assembleia geral da Fides, realizada no último dia 11 de dezembro.

Nessa condição, ele presidirá a Comissão Regional Sul da Fides, composta por cinco representações da Região: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Coriolano declarou que “além da satisfação e orgulho pela indicação da CNseg, integrar o Conselho da Presidência representando um conjunto de Países tão expressivos da Fides é de uma enorme responsabilidade para todos nós brasileiros. Há evidentes objetivos comuns para garantir a sustentabilidade do sistema privado de seguros em escala continental. É uma oportunidade de interação que não podemos desperdiçar”.

O novo Presidente eleito da Fides, Rodrigo Bedoya, é o atual Presidente da Asociación Boliviana de Aseguradores (ABA) e Vice-Presidente da Ciacruz de Seguros y Reaseguros S.A.  A posse dos novos dirigentes ocorrerá em janeiro de 2021 para um mandato de três anos, encerrando-se em janeiro de 2024.

As demais comissões regionais da Fides serão conduzidas por: Eduardo Morón (Comissão Regional Andina); Pilar González de Frutos (Comissão Regional Norte) e Giancarlo Caamaño (Comissão Regional Centro América e Caribe). As comissões têm como missão identificar os desafios do setor segurador na sua área territorial e propor soluções, que considerem as particularidades de cada jurisdição e que estejam alinhadas às melhores práticas em seguros.

A Fides é uma organização sem fins lucrativos que congrega as associações representativas do setor de seguros de 18 países da América Latina, Estados Unidos e Espanha. Entre outras atribuições, cabe-lhe cuidar da imagem institucional do seguro e do resseguro, de estimular seu desenvolvimento, de promover o intercâmbio entre os mercados regionais e realizar pesquisas e programas de educação em seguros.

Icatu Seguros cresce e fecha o ano com mais de 400 novos funcionários

A empresa conta agora com cerca de 1.900 funcionários

Em um ano desafiador como este, com retração econômica e incertezas, a Icatu Seguros – líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização – manteve o ritmo de crescimento e encerrou o ano com 420 novos funcionários, dos quais 281 contratados durante a pandemia da Covid-19, contratando em média mais de uma pessoa por dia. A empresa conta agora com cerca de 1.900 funcionários.

Para manter acelerado o ritmo de contratação, a empresa adaptou seus processos, utilizando a experiência adquirida nos processos seletivos feitos para as filiais espalhadas por todo o país. Além disso, digitalizou as etapas da admissão: hoje os novos funcionários só precisam estar presentes fisicamente no exame médico.

“Percebemos que este novo modelo é bastante positivo para a experiência do candidato e agiliza o processo de seleção e contratação sem deixar de lado a confiabilidade”, explica Milena Rosa, de Atração de Talentos da Icatu.

Uma vez contratados, é hora de tornar o novo funcionário parte do nosso propósito de construir um Brasil em que as pessoas e as famílias estejam mais protegidas, democratizando o acesso aos seguros. É hora de integrá-lo à empresa. “Mantivemos o acolhimento e a proximidade, que são nossas características, e adaptamos para um modelo digital as demais etapas. Inovamos para dar conta do recado e com isso ganhamos eficiência. Bom, porque a tendência da empresa é continuar crescendo e estamos preparados para isso”, destaca Camila Asenjo – Diretora de Pessoas da Icatu Seguros.

Plano de fusão de US$ 30 bi entre Aon e Willis Towers encara análise da UE

Fonte: Reuters

A oferta 30 bilhões de dólares da Aon pela Willis Towers Watson para criar a maior corretora de seguros do mundo enfrenta uma investigação de cinco meses após reguladores antitruste da UE expressarem preocupações de que o negócio possa prejudicar a concorrência nos principais mercados. A fusão da segunda e terceira maiores corretoras de seguros do mundo ultrapassaria a primeira posição mundial da Marsh & McLennan. O negócio ocorreu no momento em que os mercados financeiros estavam caindo como resultado da crise da Covid-19. A pandemia provocou um aumento acentuado nos pedidos de indenização às seguradoras, além de outros desafios, como as mudanças climáticas, e atingi suas carteiras de investimentos.

A queda nas avaliações e as empresas que buscam fortalecer os modelos de negócios, por sua vez, geraram uma série de negócios em todo o setor de seguros. A Comissão Europeia disse que o acordo pode reduzir significativamente a concorrência nos mercados de serviços de corretagem de risco comercial, corretagem de resseguro e fornecimento de serviços de aposentadoria e saúde e bem-estar para clientes comerciais. A comissão citou serviços de corretagem para grandes clientes multinacionais em propriedades e acidentes, financeiro e profissional, crédito e risco político, cibernético e marítimo, bem como clientes na indústria de manufatura espacial e aeroespacial como os mais afetados.

A investigação da UE também vai examinar a prestação de serviços de corretagem de resseguros e a prestação de serviços de reforma e saúde e bem-estar. O responsável pela concorrência da UE fixou a data de 10 de maio para sua decisão. A Reuters havia relatado em 15 de dezembro que o responsável pela concorrência da UE abriria uma investigação aprofundada sobre o acordo depois que a Aon se recusou a oferecer concessões para resolver as preocupações de concorrência da Europa.

Expectativa para o PIB de 2021 recua em meio a preocupações da segunda onda da Covid-19

Pedro Simoes CNseg

Economista da CNseg acredita que uma segunda onda no Brasil pode prejudicar o crescimento no começo do ano que vem

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 caiu de 3,50% para 3,46%. No entanto, se manteve estável para 2022 e 2023, em 2,5%. Para este ano, o mercado financeiro fez pequeno ajuste de -4,41% para menos -4,40%. Segundo Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, tal redução para o próximo ano já demostra que 2021 será um ano de desafios logo de início na largada.

“A projeção de 3,50% já não é das mais otimistas, considerando-se que grande parte dela pode ser atribuída ao carregamento estatístico, ainda assim o mercado a reduziu. Mas acredito que isto está relacionado ao curto prazo, por conta da pandemia que mostra sinal de endurecimento nesta virada de ano tanto no mundo como no Brasil, o que pode piorar após as festas de final de ano, principalmente por aqui. Se isso se confirmar, teremos restrições de circulação mais severas, o que trará impacto para a recuperação da economia no começo do ano que vem”, avalia. 

Outro ponto destacado pelo economista da CNseg é o relatório de inflação, da semana passada. Segundo ele, o Banco Central deixa claro quais são os modelos avaliados para a trajetória da inflação, o que torna a política de juros mais previsível. “Isso aumenta a responsabilidade do BC, que passa a ter que explicar muito bem caso algo saia do previsto. Além disso ficou mais claro que postura da autoridade monetária é mais hawkish (tendência para aperto monetário, conforme apelidado em inglês) que antes”, cita.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Home office não será full time, aponta levantamento da Lockton

As organizações planejam manter os colaboradores em home office 
entre 2 e 3 dias por semana

Fonte: Lockton

Pesquisa de Benefícios realizada pela consultoria e corretora de seguros norte-americana Lockton indica que o home office veio para ficar, mas não será em tempo integral. Um dos benefícios de maior prevalência nas Políticas de Flexibilidade, o home office já foi instituído por 55% das empresas e outras 41% adotam de maneira informal, ou seja, sem uma política estruturada. Independentemente da pandemia, 45% das empresas já autorizavam os colaboradores a trabalharem de casa 1 ou 2 dias por semana.  

O diretor Atuarial da Lockton no Brasil e coordenador do levantamento, Cesar Lopes, explica que já havia um movimento das organizações em flexibilizar a necessidade de ter colaboradores fisicamente nos escritórios e a pandemia acelerou o processo. “Ohome office veio para ficar, mas ao contrário do que se esperava, não será full time. Os dados da pesquisa apontam que as organizações planejam manter os colaboradores em home office entre 2 e 3 dias por semana”, afirma Cesar Lopes, diretor Atuarial da Lockton no Brasil.

O levantamento ouviu 469 empresas em 44 setores da economia. A amostra contou com 46% de companhias de capital nacional e 54% multinacionais.

Com o home office estruturado, apenas 27% das empresas afirmaram oferecer um auxílio financeiro mensal para colaboradores. Esse auxílio, que está em média R$ 100, tem como objetivo contribuir com o pagamento das contas que tiveram um aumento pelo fato de o colaborador passar mais tempo em casa, como energia, telefone e internet.  

Além disso, de acordo com o levantamento, 22% das organizações concederam um auxílio específico para compra de mobiliário ou disponibilizaram o mobiliário do escritório para o colaborador. Esse auxílio, one-shot, variou entre R$ 310 e R$ 1.000.  

Ainda em virtude da pandemia e em função do home office por tempo indeterminado, houve pequenas alterações nos benefícios como Vale Refeição. O Vale Refeição em 2020 apresentou valor médio de R$30,85, mantendo o patamar de 2019, quando a mediada foi R$30,61. Um dos motivos para o não reajuste foi a pandemia. “Observamos que empresas mantiveram o valor do Vale Refeição e, em alguns, casos, deram a opção de trocar pelo Vale Alimentação”, explica Cesar Lopes.