Expectativa para o PIB de 2021 recua em meio a preocupações da segunda onda da Covid-19

Economista da CNseg acredita que uma segunda onda no Brasil pode prejudicar o crescimento no começo do ano que vem

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 caiu de 3,50% para 3,46%. No entanto, se manteve estável para 2022 e 2023, em 2,5%. Para este ano, o mercado financeiro fez pequeno ajuste de -4,41% para menos -4,40%. Segundo Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, tal redução para o próximo ano já demostra que 2021 será um ano de desafios logo de início na largada.

“A projeção de 3,50% já não é das mais otimistas, considerando-se que grande parte dela pode ser atribuída ao carregamento estatístico, ainda assim o mercado a reduziu. Mas acredito que isto está relacionado ao curto prazo, por conta da pandemia que mostra sinal de endurecimento nesta virada de ano tanto no mundo como no Brasil, o que pode piorar após as festas de final de ano, principalmente por aqui. Se isso se confirmar, teremos restrições de circulação mais severas, o que trará impacto para a recuperação da economia no começo do ano que vem”, avalia. 

Outro ponto destacado pelo economista da CNseg é o relatório de inflação, da semana passada. Segundo ele, o Banco Central deixa claro quais são os modelos avaliados para a trajetória da inflação, o que torna a política de juros mais previsível. “Isso aumenta a responsabilidade do BC, que passa a ter que explicar muito bem caso algo saia do previsto. Além disso ficou mais claro que postura da autoridade monetária é mais hawkish (tendência para aperto monetário, conforme apelidado em inglês) que antes”, cita.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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