ARTIGO: O novo Marco Regulatório de Seguros e o papel das Ouvidorias

Luciano Snel presidente Icatu Seguros_0287

por Luciano Snel e Maria Helena Darcy de Oliveira*

As novas normas regulatórias da SUSEP – Circular 613 e Resolução 382 – simplificam a relação dos consumidores com as seguradoras e garantem um diálogo mais próximo e eficaz com o cliente. Em geral, pelas características da atividade de seguros de vida e de previdência complementar, o cliente tem poucos pontos de contato com a companhia que vai gerir seus produtos a longo prazo. Além disso, a linguagem adotada pelo mercado por meio de seus Regulamentos e Condições Gerais contribui para a pouca compreensão dos produtos e o distanciamento do cliente.

O novo Marco Regulatório de Seguros e o fortalecimento das Ouvidorias aperfeiçoarão as relações de consumo no mercado de seguros como um todo, com benefícios importantes para clientes e empresas. A adesão das companhias à nova plataforma Consumidor.gov.br(http://consumidor.gov.br/) (http://consumidor.gov.br/) , canal privilegiado para o diálogo e a solução de conflitos, é uma estratégia muito bem-vinda para a redução da judicialização de demandas. Os dados do Relatório das Ouvidorias da CNSEG indicam 97% de efetividade nas soluções das Ouvidorias, de acordo com as boas práticas de mercado.

Ao reunir na Resolução 382 os princípios de conduta que devem ser cumpridos por todos os entes supervisionados e intermediários, a Susep ratifica que a ética, a responsabilidade e a boa-fé objetiva sejam premissas na relação entre a seguradora e o consumidor. O Código de Defesa do Consumidor já fez 30 anos e é tempo de o “segurês” deixar de ser usado como língua oficial nas relações de consumo no nosso mercado. Só assim, a assimetria de informações entre empresa-consumidor poderá ser minimizada, evitando a judicialização dos conflitos.

As diretrizes consolidadas na Resolução 382 trabalham no sentido de proporcionar ao consumidor uma oferta de produtos mais adequada ao seu perfil e à sua capacidade financeira, determinando de forma clara a responsabilidade objetiva da companhia e de seus parceiros de distribuição comercial. O desafio é grande. Mas é o que sempre tivemos como objetivo: clientes conscientes e confiantes.

*Luciano Snel é presidente da Icatu Seguros e Maria Helena Darcy de Oliveira é Ombudsman da Companhia

AXA adere ao QR code para agilizar atendimento no seguro de celular

seguro celular

Desde julho de 2019 mais de 26 mil aparelhos já passaram pela assistência para reparos

A AXA no Brasil, em parceria com a PLL, iniciou a implantação de códigos QR na operação de seguro celular. Ao receber o aparelho reparado, o segurado terá acesso a dois códigos: um deles com os detalhes do seu reparo e outro com um guia de “boas práticas” para o uso do seu celular, podendo evitar futuros sinistros.

 “São melhorias desenvolvidas para aprimorar a experiência dos nossos clientes e tornar o processo de reparo transparente, tornando o segurado mais consciente sobre as soluções propostas e possibilitando a prevenção de novos sinistros ou reclamações. A parceria com a PLL foi essencial, são parceiros engajados com nossos valores e isso é crucial para a melhoria contínua de nossos processos”, afirma Arthur Mitke, Diretor de Sinistros da AXA no Brasil.

Dentre as informações disponibilizadas, o segurado poderá conferir os dados do seu aparelho e os detalhes do sinistro e do reparo realizado, como quais peças foram trocadas e quais os serviços realizados no dispositivo. No guia de uso, o cliente fica a par de como funciona o processo de análise, reparo e testes, além de ter dicas de como evitar superaquecimento, alternativas em caso de problemas de áudio ou no carregamento do aparelho, entre outras.

A parceria da AXA com a PLL teve início em julho de 2019 e, desde então, mais de 26 mil aparelhos já passaram pela assistência para reparos.

Stone Seguros, segunda insurtech aprovada pela Susep, começa com capital de R$ 1 milhão

stone insurtech sandbox

Meta é ofertar, e não empurrar, produtos aos clientes

Depois da autorização da insurtech Pier, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou agora o início da Stone, uma das fintechs que vem fazendo história ao lado de XP e Nubank, só que concentrada no mercado de meios de pagamentos, presente em mais de 1,5 mil cidades e com mais de 450 mil clientes. Com foco em pequenas e médias empresas, vem roubando há anos clientes dos grandes bancos com serviços sem anuidade e mensalidade, se tornando uma opção simples e sem burocracia para os clientes, como tem sido o mundo das fintechs e insurtechs. 

A Stone foi fundada por Andre Street e Eduardo Pontes, ambos graduados em 2010 no programa de liderança da Harvard Business School e carreira profissional em parceria no setor de comércio eletrônico por quase 20 anos. É presidida por Thiago Piau, que tem como estratégia “não empurrar produtos aos clientes. “Não é um relacionamento saudável e não funciona para nós”, afirmou em uma entrevista publicada pela Bloomberg. 

Começou com meios de pagamentos, mas a estratégia agora é oferecer todos os outros serviços que os bancos oferecem. Por meio de hubs espalhados por todo o país para atender a pequenas e médias empresas sem depender de uma rede de agências, agora a Stone passará a ofertar seguros. 

A Stone foi selecionada no programa Sandbox da Susep com o projeto para ofertar seguro compreensivo residencial; funeral (morte natural ou acidental); acidentes pessoais (morte acidental e invalidez permanente por acidente); patrimonial paramétrico.

Vamos aguardar a entrevista, já solicitada, para contar mais detalhes. 

Melhora de indicadores depende de quando e como será iniciada vacinação, afirma CNseg

pedro simoes, CNSEG

A mediana das projeções do mercado para a economia brasileira em 2020 foi para recuo menor, de 4,40% para 4,36%, conforme o Relatório Focus, do Banco Central, divulgado hoje

2021 começa com os casos de Covid-19 crescendo em todo o mundo. No Brasil, há risco de expressivo aumento dos casos, após as festas do fim de ano. Porém, enquanto nos EUA e países da Europa há calendários de vacinação e novos pacotes emergenciais de auxílio para mover a economia, no Brasil o pequeno espaço fiscal restringe auxílios adicionais. “A virada do ano-calendário não representa nada para a pandemia, mas no Brasil representa o fim ou redução de diversas medidas de estímulo que garantiram uma queda mais suave do PIB em 2020, cuja projeção esta semana melhorou de -4,40% para -4,36%. Preocupam o fim do auxílio emergencial, a retirada da maior parte dos importantes estímulos ao crédito direcionado feita pelo Banco Central e o vencimento dos prazos de programas de manutenção de empregos que foram fundamentais na manutenção de muitos empregos formais”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

“Cresce o consenso de que sem vacina não há solução. A economia, especialmente os serviços, não volta a operar plenamente sem isso”, acredita Simões. “2021 carrega uma sombra de incertezas a respeito de praticamente tudo que importa, da política à economia”. A boa notícia, destaca o economista, é que o Brasil poderá se beneficiar de um crescimento global mais forte com o aumento de preços de commodities exportadas pelo País e dos fluxos de capital. “Mas para isso é preciso que haja uma definição sobre quando e como iniciaremos a vacinação e isso não deve reduzir o senso de urgência das reformas”, afirma.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Seguro de vida não muda, por ora, com queda da expectativa de vida pela Covid-19

Nilton Molina MAG

“Os recentes dados do IBGE nos trazem apenas uma ideia do que pode acontecer”, diz Nilton Molina

A  expectativa de vida ao nascer dos brasileiros deve diminuir pela primeira vez desde 1940 com a morte de mais de 190 mil pessoas pela Covid-19, apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a mudança, as estimativas para os próximos anos mostram que a pandemia vai reverter a tendência observada nas últimas décadas, que passou, pouco a pouco, a registrar maior tempo de vida dos brasileiros.

E como isso afeta o seguro de vida, que tem como base de cálculo atuarial a expectativa de vida das pessoas? Segundo Nilton Molina, presidente do conselho do grupo MAG Seguros (ex-Mongeral Aegon), o cenário depende da capacidade que o governo vai ter de vacinar a população durante o ano de 2021. Depois seria preciso separar quais mortes foram causadas pela Covid e por outras doenças como respiratórias, cardíacas entre outras.

“Esses dados nos trazem apenas uma ideia do que pode acontecer. O cálculo da expectativa vida – que  considera todas as mortes e um conjunto de dados que resulta numa média ponderada, mostra hoje que há uma expectativa matemática de redução da taxa de expectativa de vida”, argumenta.

Segundo Molina, num dado momento de 2021, “quando a pandemia terminar – assim espero – esses números serão revistos e voltaremos às expectativas anterior. Na década de 80, quando veio a Aids, os técnicos queriam aumentar o preço do seguro de vida pelo temor de haver muitas indenizações e isso causar o desequilíbrio da carteira. E não foi nada disso que vimos. Então é preciso ter calma antes de qualquer ação em um seguro que está começando a fazer parte do planejamento financeiro do brasileiro. Apesar das novas doenças, temos uma nova medicina, que ajudou a reduzir o preco do seguro de vida pela sobrevivência com diagnósticos prematuros e tratamentos eficazes”, conclui o especialista em longevidade. 

Segundo disse o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, ao Estadão, historicamente, a cada três anos, nós ganhamos um ano de expectativa de vida ao nascer”, explica. “Agora, vamos perder em um ano o que levamos seis anos para conseguir. Ou seja, não só vamos deixar de avançar como vamos também retroceder.”  Do ponto de vista demográfico, o impacto é muito grande, sobretudo porque 75% da letalidade da doença se concentra entre os idosos. Em geral, as mortes de crianças e jovens têm um impacto muito maior na expectativa de vida média da população do que entre os mais velhos. 

Caixa Seguridade prorroga prazo de conclusão de acordo com CNP para consórcio

Fonte: Reuters

A Caixa Seguridade comunicou nesta quarta-feira que foi prorrogado para 30 de março de 2021 o prazo de fechamento do acordo para uma parceira com a CNP Assurances para explorar por 20 anos o ramo consórcio na rede de distribuição da Caixa Econômica Federal.

A parceria foi anunciada em agosto e a previsão anterior para a conclusão era 4 de janeiro.

A Caixa Seguridade também disse que concluiu acordo para a associação com a CNP Assurances para a formação de uma nova sociedade que explorará por 25 anos os ramos de seguros de vida e prestamista e os produtos de previdência na rede de distribuição da Caixa Econômica Federal.

Entre as ações relacionadas ao acordo, está a constituição de nova holding de seguros e da nova seguradora. A CNP subscreveu um aumento de capital na holding de 7 bilhões de reais, valor este que foi pago à Caixa Econômica Federal, em cumprimento do contrato de distribuição.

O acordo também contempla mecanismo de incentivo atrelado ao desempenho, limitado ao valor de 800 milhões de reais, corrigido pela taxa Selic a partir de 31 de dezembro de 2020, a ser pago em duas parcelas (2024 e 2026).

SulAmérica pagará R$ 60 milhões aos acionistas

sulamerica

O conselho de administração da SulAmérica (SULA11) aprovou o pagamento de R$ 60 milhões em juros sobre capital próprio. Para calcular quanto cada acionista receberá, será utilizada a posição acionária da próxima quarta-feira, 06 de janeiro. O valor anunciado é bruto e, portanto, os beneficiados arcarão com o Imposto de Renda. A cifra corresponde a R$ 0,0525 por ação ordinária ou preferencial não representada pelas units, e R$ 0,1576 por unit. Cada unit da SulAmérica corresponde a uma ação ordinária, mais duas preferenciais.

Porto Seguro seleciona Carpediem RH para fazer a contratação das 10 mil pessoas

porto seguro

O projeto é considerado grandioso por ser socialmente responsável e pelo seu alto número de contratações durante a pandemia da covid-19, injetando, no total, cerca de R$ 100 milhões na economia

Fonte: Carpediem

A Carpediem foi a empresa de RH escolhida pelo Grupo Porto Seguro para realizar o processo de contratação dos candidatos do programa de impacto social “Meu Porto Seguro”, lançado para oferecer vagas de trabalho temporário e capacitação para 10 mil pessoas, em resposta à crise do coronavírus. O projeto é considerado grandioso por ser socialmente responsável e pelo seu alto número de contratações durante a pandemia da covid-19, injetando, no total, cerca de R$ 100 milhões na economia.

O Grupo Porto Seguro, formado por 27 companhias com 13,2 mil colaboradores efetivos e 8,5 milhões de clientes, está entre as maiores empresas do Brasil.

A escolha da Carpediem para a gestão do programa Meu Porto Seguro aconteceu porque a empresa de RH tem uma forte cultura de inovação, consolidada a partir da junção dos pilares: tecnologia, atendimento humanizado e infraestrutura completa.  

A tecnologia aplicada ao RH garantiu agilidade nas contratações do projeto, porém, sem perder o vínculo acolhedor com o candidato, marca registrada da Carpediem RH.

A solução apresentada pela Carpediem RH, que dispõe de plataforma de tecnologia própria, junto com características que fazem parte de seu DNA, como empatia e acolhimento, foi considerada a ideal pela gigante na área de seguros.

A gestão do programa Meu Porto Seguro está sendo liderada pelos sócios da Carpediem RH, Aliesh Costa e Marcelo Farias.

“Nosso propósito é bastante alinhado com os valores da Porto Seguro”, explica o CFO Marcelo Farias.

“Sempre foi maravilhoso ser parceira da Porto Seguro e, agora, ainda mais, num cenário nacional tão frágil. Poder participar de um projeto tão grandioso é realmente muito especial”,  conta Aliesh Costa, CEO da Carpediem RH. “Estamos contribuindo para transformar vidas”, comemora ela.

No projeto Meu Porto Seguro, a jornada do candidato é 100% online, da admissão até a fase de onboarding, que é a fase de integração do colaborador.

“O processo de contratação é bastante ágil e rápido, dispondo de tecnologia de ponta a ponta, tudo feito de forma humanizada”, explica Aliesh.

Com dez anos no mercado, a Carpediem RH é reconhecida pela assertividade, competência na gestão de demandas e transformação efetiva na vida de candidatos, colaboradores e clientes. A empresa dispõe de mais de um milhão de currículos em seu banco de talentos, realizando milhares de processos seletivos por ano, além de gestão de temporários e terceiros.

O programa Meu Porto Seguro nasceu como forma de minimizar a crise que, desde o início da pandemia, já deixou milhões de desempregados no Brasil. O projeto oferece 10 mil vagas de emprego por três meses.

Os contratados pelo programa participam de treinamentos e cursos de capacitação oferecidos pela Porto Seguro e recebem remuneração mensal no valor de R$ 1.500,00 por pessoa. A ideia do projeto é gerar novas oportunidades de negócios. Para saber mais, acesse: https://www.meuportoseguro.org.br/.

IRB contrata consultoria estratégica

Antonio Cassio dos Santos IRB

Projeto será liderado pelo presidente do Conselho, Antônio Cássio dos Santos

O IRB Brasil Re selecionou uma consultoria líder mundial em gestão empresarial para assessorar a companhia em sua revisão estratégica, incluindo análise do “footprint” atual por negócios, geografias e modelo operacional, com visão de longo prazo, além de elaboração de planos para a implementação da estratégia, segundo nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em nota, o ressegurador destaca que com o objetivo de aprofundar a transformação estratégica, operacional e financeira da companhia, a coordenação desse projeto ficará sob responsabilidade do Conselho de Administração do IRB Brasil RE e será liderada pessoalmente pelo presidente do Conselho, Antônio Cássio dos Santos.

“O foco dessa revisão estratégica terá como base a transparência e a qualidade da informação a ser transmitida para nossos stakeholders, enfatizando a importância e as responsabilidades individuais e do grupo para o atingimento das metas que construirão a nova base do IRB Brasil RE”, comenta ele no comunicado.

BB Seguridade aprova reforço de capital de R$1,2 bi para Brasilprev

Fonte: Reuters

O conselho de administração da BB Seguridade aprovou um reforço de capital na Brasilprev de até 1,2 bilhão de reais, de acordo com fato relevante do braço de seguro e previdência do Banco do Brasil à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.

“O reforço se faz necessário em virtude da forte alta do IGP-M, ocorrida principalmente no 2º semestre de 2020, com impacto nos planos tradicionais”, afirmou a BB Seguridade.

De acordo com dados divulgados pela FGV nesta semana, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou 2020 com alta acumulada de 23,14%, no resultado mais elevado para um ano em 12 anos.

Nesse contexto, segundo a companhia, considerando a manutenção da participação acionária de 74,995%, caberá à BB Seguros, subsidiária integral da BB Seguridade que detém o investimento direto na Brasilprev, subscrever e integralizar um valor de até 899,94 milhões de reais desse aumento de capital.

A BB Seguridade explicou que tal medida resultou em uma redução pontual do percentual do lucro líquido a ser distribuído aos acionistas da companhia sob a forma de dividendos.

“Nesse contexto, o conselho deliberou pela destinação de 70% do lucro líquido do exercício de 2020 para remuneração aos acionistas, o que implica em uma distribuição de aproximadamente 46% do lucro líquido do 2º semestre de 2020,considerando o pagamento antecipado de 95% do lucro líquido do 1º semestre de 2020 ocorrido no mês de agosto do exercício corrente.”

Ainda de acordo com o fato relevante, os valores a serem distribuídos e outros detalhes serão informados após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2020, prevista para o dia 8 de fevereiro de 2021.