Eleição presidencial aumenta nível de incerteza na economia americana

Recuperação econômica dos EUA caminha para desaceleração, afirma Euler Hermes

Fonte: Euler Hermes

Nos meses após o fim dos bloqueios causados pela Covid-19, algumas economias se recuperaram mais rápido do que outras e a dos Estados Unidos foi uma delas, principalmente por terem adotado medidas de restrição menos rigorosas do que a Europa.

O estímulo econômico americano de USD 2.2 trilhões e injeções de liquidez pelo Fed foram muito maiores se comparados com o restante do mundo, porém, segundo o chefe de macroeconomia da Euler Hermes, Alexis Garatti, o ritmo de recuperação deve desacelerar, conforme a economia do país enfrenta um alto nível de incertezas por conta das eleições presidenciais, que se iniciaram nesta terça-feira (3) com recorde de participação em todo o país.

O economista explica que as casas de apostas sugerem que a corrida eleitoral entre Donald Trump e Joe Biden será apertada e que essa “batalha” poderia até mesmo causar uma disputa judicial, o que significaria meses de instabilidade econômica.

“Escolher entre dois candidatos significará, principalmente, escolher entre um governo federal maior ou menor. A plataforma econômica de Joe Biden pretende ser mais redistributiva, o que pode significar um aumento líquido de USD 3,7 trilhões em impostos ao longo da década, afetando principalmente aqueles que possuem maior renda”, afirma Garatti.

No vídeo publicado na última semana pela seguradora de crédito, o economista afirma que também é orientado para o tamanho da demanda: uma vitória de Biden poderia aumentar os gastos públicos em USD 6,4 trilhões até 2030, com grandes programas de investimento em infraestrutura, assistência médica, meio ambiente e educação.

Por outro lado, as propostas de governo do atual presidente Donald Trump são mais orientadas pelo lado da oferta, incluindo USD 3 trilhões de cortes de gastos líquidos até 2030, além de um corte de taxas de USD 1,4 trilhões. Trump espera que essa política apoie o crescimento e reduza a dívida pública mecanicamente.

Consequências a curto e longo prazo

“Nós calculamos que a plataforma de Biden pode resultar em 1pp extra no crescimento econômico real americano em 2021. Em comparação, uma vitória de Trump iria sustentar um crescimento econômico real de 0.9pp no próximo ano”, afirma Garatti.

No entanto, o economista acredita que as diferenças em termos de crescimento podem ser mais visíveis apenas em 2022 e 2023, favorecendo o programa de governo de Biden. Já no longo prazo, Garatti afirma que “a dívida pública deve ser a verdadeira ganhadora desta eleição, pois deve alcançar 159% do PIB real até 2030 e acima de 137% em 2020. Isso certamente irá prejudicar o potencial de crescimento econômico dos Estados Unidos, diminuindo para 1,4% na melhor das hipóteses, versus 2% atuais”.

Brasil já tem mais de 45 milhões de bilhetes digitais do DPVAT

Ouvidoria DPVAT

Tecnologia do Serpro para o Denatran em parceria com a Seguradora Líder está disponível na Carteira Digital de Trânsito desde agosto deste ano

Fonte: Seguradora Líder

Mais de 45 milhões de motoristas brasileiros já podem consultar o seu seguro contra danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou DPVAT, em formato eletrônico. A geração do documento digitalmente na Carteira Digital de Trânsito está disponível desde agosto deste ano, graças a uma parceria entre o Serpro, empresa de TI do Governo Federal, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e a Seguradora Líder, companhia responsável pela administração do Seguro DPVAT.

A versão eletrônica do bilhete do seguro faz parte das funcionalidades da Carteira Digital de Trânsito (CDT), que está disponível gratuitamente na App Store e Google Play. Basta seguir as orientações do aplicativo e adicionar o CRLV, documento veicular digital e, desta forma, ter todas as suas informações em um único lugar. Os documentos também podem ser impressos em casa, em papel A4 comum, possuindo fé pública, mesma validade jurídica. A autenticidade é garantida pelas informações contidas no QR Code, que podem ser verificadas por qualquer pessoa. Basta baixar o aplicativo Vio, que possibilita a leitura e conferência da validade do documento.

“Com o novo bilhete, o proprietário passou a ter informações objetivas sobre como solicitar a indenização do Seguro DPVAT na palma da mão. A transição para o ambiente digital garante mais eficiência no processamento de dados dos condutores, permitindo que a baixa de pagamento e a confirmação do licenciamento sejam mais ágeis”, explica a Diretora de Controladoria e Finanças da Seguradora Líder, Maria Valins.

Como obter ou atualizar o documento?

O CRLV Digital com o Bilhete do Seguro DPVAT pode ser obtido na Carteira Digital de Trânsito (CDT), no Portal de Serviços do Denatran, ou nos canais de atendimento do Detran de jurisdição do veículo.

Caso o proprietário já tenha baixado o CRLV Digital na CDT, mas os dados do bilhete do Seguro DPVAT não estejam atualizados, basta excluir o documento e baixar novamente.

Cobertura DPVAT

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social, que protege os mais de 211 milhões de brasileiros, cobrindo danos relacionados a acidentes de trânsito. O seguro pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre e oferece três tipos de cobertura: morte (valor de R$13.500), invalidez permanente (de R$135 a R$13.500) e reembolso de despesas médicas e suplementares (até R$2.700). 

Vale ressaltar que o DPVAT é um seguro obrigatório. Portanto, não é possível efetuar o licenciamento ou a transferência da propriedade do veículo sem a quitação do seguro. 

Porto Seguro lucra R$ 1,2 bilhão em nove meses

A Porto Seguro divulgou lucro líquido de R$ 401,5 milhões no trimestre (+19,8% vs. 3T19) e R$ 1,28 bilhão no acumulado do ano (+26,7% vs.9M19), resultando num ROAE de 20,3% no 3T20 e de 22,0% no 9M20. Excluindo o efeito do excesso de capital e considerando uma remuneração de 100% do CDI para os investimentos, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio seria de 27,6% no trimestre e de 26,8% no 9M20.

Segundo comunicado, o grupo apresentou aumento de lucratividade e de receitas no terceiro trimestre e nos nove primeiros meses de 2020, decorrente da evolução do resultado operacional e da resiliência das carteiras de Seguros e de Negócios Financeiros e Serviços, que cresceram mesmo diante da crise. O resultado financeiro apresentou rentabilidade de 245% do CDI no 3T20 (vs. 175% do CDI no 3T19) e de 305% do CDI no 9M20 (vs. 164% do CDI no 9M19).

Os prêmios de seguros apresentaram crescimento de 4,6% no trimestre (vs. 3T19), impulsionados principalmente pela recuperação dos seguros de Auto e Patrimoniais e pelo aumento em duplo dígito nos prêmios do Saúde. O desempenho do Auto, que apresentou expansão de 20,4% em relação ao 2T20 e de 0,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, é explicado pela manutenção dos índices de renovação em patamares elevados e pelo aumento das vendas novas, levando a um acréscimo de 87 mil veículos na frota segurada em relação ao 2T20.

No Saúde, os prêmios evoluíram 12,0% (vs. 3T19), com incremento de 3,1% no número de vidas seguradas, e o Patrimonial obteve uma alta de 7,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo crescimento dos seguros residenciais. O seguro de Vida cresceu 0,5% (vs. 3T19), com desempenho favorável no segmento de Vida Individual, mas queda nos prêmios dos seguros de Viagem e Massificados, ainda refletindo os efeitos da pandemia sobre as vendas.

O índice combinado de seguros atingiu 87,9% no trimestre (-6,0 p.p. vs. 3T19). A exemplo do segundo trimestre, a melhora foi decorrente principalmente pela melhora na subscrição e precificação de risco e pela redução da circulação de veículos em função do isolamento social, que resultou em diminuição na sinistralidade do Auto (-11,2 p.p. vs. 3T19) e do Saúde (-6,1 p.p. vs. 3T19), este último fruto principalmente do decréscimo dos procedimentos eletivos realizados no período.

O recuo no índice consolidado de despesas administrativas e operacionais (-0,5 p.p. vs. 3T19) também contribuiu para o aumento do resultado, refletindo os esforços realizados através de investimentos em tecnologia e aperfeiçoamento de processos para ganhos de eficiência operacional. Desconsiderando despesas e incentivos a programas sociais (incluindo o programa “Meu Porto Seguro”) para combater os impactos da pandemia de Covid-19 na sociedade, o índice de D.A. + D.O. teria reduzido 0,8 p.p. no período.

Nos Negócios Financeiros e Serviços, as receitas trimestrais aumentaram 9,8% (vs. 3T19), impulsionadas pelo Consórcio (+27,5% vs. 3T19) e pelas Operações de Crédito (+4,4% vs. 3T19), com aumento de 16,3% no número de Cartões de Crédito totais no portfólio (vs. 3T19), que alcançou 2,5 milhões de unidades ao final do trimestre. O gerenciamento eficaz da carteira de crédito e as ações para mitigação de risco contribuíram para a redução da inadimplência (NPL +90 dias), que atingiu 5,2% ao final do 3T20, apresentando melhora tanto em relação ao 2T20 (-0,9 p.p.) quanto em comparação com o 3T19 (-0,2 p.p.).

O resultado financeiro teve um recuo nominal de 50,4% no 3T20 (vs. 3T19), explicado principalmente pela queda da taxa de jurosAinda assim, a rentabilidade da carteira (ex-previdência) superou o benchmark, favorecida pelo desempenho das alocações em títulos indexados a inflação, obtendo um retorno de 1,26% (245% do CDI) no trimestre e de 6,96% (305% do CDI) no 9M20.

Neste trimestre a Porto Seguro comunicou o desligamento de suas controladas4 do Consórcio DPVAT, com efeitos em 31 de dezembro de 2020. A Empresa esclarece ainda que, por consequência dos desligamentos, as ações da Seguradora Líder detidas pelas Seguradoras da Porto Seguro serão alienadas nos termos previstos no Acordo de Acionistas da Seguradora Líder.

Em relação às iniciativas ASG da Porto Seguro, neste trimestre destacam-se a entrada em operação do primeiro guincho elétrico do Brasil, o lançamento do consórcio sustentável para aquisição de placas de energia solar para residências e empresas, e a geração de mais de dois mil postos de trabalho temporário, através do programa Meu Porto Seguro, para pessoas que perderam seus empregos durante a pandemia, que já estão sendo treinadas e capacitadas para voltarem ao mercado de trabalho com mais qualificação e independência.

“Os resultados alcançados no terceiro trimestre e no acumulado dos primeiros nove meses de 2020 ratificam mais uma vez a solidez da Porto Seguro, que ao longo de sua história tem superado os desafios através do crescimento com preservação da rentabilidade. A Empresa segue focada no aprimoramento de seu modelo de negócios e no desenvolvimento de iniciativas que permitam explorar as diversas oportunidades que o mercado oferece”, informa no comunicado.

IRB Brasil RE aprova segunda emissão de debêntures

IRB faz emissão

Serão emitidas até 300 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, totalizando o valor total de até R$ 300 milhões

O IRB-Brasil Re divulgou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aos seus acionistas e ao mercado em geral que o Conselho de Administração da Companhia aprovou, em reunião extraordinária realizada em 30 de outubro de 2020, a realização da 2ª (segunda) Emissão de Debêntures Simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em duas séries para distribuição pública com esforços restritos de distribuição, em consonância com a Instrução CVM nº 476/2009, conforme alterada (“Oferta Restrita”).

No mesmo dia, foi protocolado, pelo Coordenador Líder da Oferta Restrita, em sistema da Comissão de Valores Mobiliários, o Comunicado de Início da Oferta Restrita. Serão emitidas até 300 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, totalizando o valor total de até R$ 300 milhões. As Debêntures da Primeira Série terão prazo de 3 anos a contar de sua emissão, vencendo, portanto, em 2023.

As Debêntures da Segunda Série terão prazo de 6 anos contados de sua emissão, vencendo, portanto, em2026.Será organizado procedimento de coleta de intenções de investimento dos potenciais investidores nas Debêntures, sem recebimento de reservas, sem lotes mínimos ou máximos.2(www.b3.com.br), acrescida exponencialmente de spreadou sobretaxa de, no máximo, 3,35% (três inteiros e trinta e cinco centésimos por cento) ao ano, base 252 dias úteis (“Juros Remuneratórios das Debêntures da Primeira Série”), sendo que os Juros Remuneratórios das Debênturesda Primeira Série serão definidos em Procedimento de Bookbuilding.O Valor Nominal Unitário das Debêntures da Segunda Série ou o saldo do Valor Nominal Unitário das Debêntures da Segunda Série, conforme o caso, será atualizado pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo calculado (“IPCA”), divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (“IBGE”), desde a primeira data de integralização até a data de seu efetivo pagamento (“Atualização Monetária”), sendo o produto da Atualização Monetária automaticamente incorporado ao Valor Nominal Unitário das Debêntures da Segunda Série ou, se for o caso, ao saldo do Valor Nominal Unitário das Debêntures da Segunda Série (“Valor Nominal Atualizado das Debêntures da Segunda Série”). Sobre o Valor Nominal Atualizado das Debêntures da Segunda Série incidirão juros remuneratórios prefixados correspondentes a,no máximo 6,6579% ao ano, base 252 dias úteis (“Juros Remuneratórios das Debêntures da Segunda Série”). Os Juros Remuneratórios da Segunda Série serão definidos em Procedimento de Bookbuilding.A Oferta Restrita estará automaticamente dispensada de registro de distribuição pública na CVM, nos termos do artigo 6º da Instrução CVM nº 476/2009. A Companhia manterá os seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados a respeito do assunto objeto deste Fato Relevante.O presente Fato Relevante tem caráter exclusivamente informativo, nos termos da regulamentação em vigor, e não deve ser interpretado como material de venda das Debêntures.

Registro de operações de seguro garantia passa a ser obrigatório

susep

Sistema criado pela Susep visa transparência, segurança e permitirá inovações em frentes como captação de recursos

Fonte: Susep

A partir de hoje (3 de novembro), o registro no Sistema de Registro de Operações (SRO) passa a ser obrigatório para as empresas que operam o seguro garantia. A ferramenta também está disponível para adesão voluntária das demais seguradoras.

De acordo com a regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados, todas as operações do setor deverão integrar o sistema até 2023. “Além de ser uma ferramenta de supervisão importante, o SRO é essencial no processo de digitalização do mercado de seguros, viabilizando uma maior eficiência operacional para as empresas do setor e o surgimento de produtos e processos inovadores”, afirma Leonardo Brasil, chefe do Departamento de Tecnologia da Informação da Susep.

Os registros serão efetuados nas entidades registradoras homologadas pela Susep (atualmente: B3, CERC e CSD), que já celebraram convenção para garantir a interoperabilidade entre seus sistemas, que permitirá às seguradoras portarem seus registros entre as registradoras homologadas, com funcionalidade e segurança. Importante destacar, nesse aspecto, que a portabilidade dos dados registrados é um elemento essencial deste projeto, assegurando melhores condições de competitividade e de inovação entre as registradoras.

O segmento de seguro garantia no Brasil conta com 35 empresas em operação e movimentou R$ 2,3 bilhões em prêmios até setembro deste ano. No ano passado foram R$ 2,16 bilhões, gerados por aproximadamente 280 mil apólices oferecendo garantia para a realização de grandes obras, contratos e ações judiciais. Para essas empresas, o registro trará benefícios significativos que possibilitarão uma redução de preços e maior capacidade disponível para apoiar a retomada da economia. “Um desses benefícios é a possibilidade de verificar o acúmulo de tomadores, permitindo uma avaliação de crédito mais eficiente”, destaca o assessor Paulo Miller, um dos coordenadores do projeto na Susep.

Ainda, o registro voluntário dos demais ramos possibilitará maior transparência tanto para investidores do mercado de capitais como para o próprio supervisor, possibilitando que as empresas participantes do mercado possam emitir novos instrumentos de dívida com maior segurança, como no caso do ILS (Insurance-Linked Securities) e da Dívida Subordinada, que têm por finalidade ampliar as fontes de financiamento e de recursos para o mercado de seguros.

Vinicius Brandi, diretor da Susep, contextualiza a importância do SRO em sintonia com outras iniciativas que vem sendo implementadas pela Susep. “O SRO se comunica com vários outros projetos conduzidos pela Susep voltados para o desenvolvimento de uma estrutura regulatória menos engessada, mais principiológica, de um modelo de supervisão baseada em riscos mais intensivo em informação e inteligência de mercado, bem como de um setor mais eficiente e dinâmico, com foco em inovação, agilidade, transparência e nas demandas do consumidor. ”, ressalta.

A regulamentação estabelece que o conteúdo mínimo do registro deverá conter informações que permitam a apuração dos riscos inerentes à operação, segmentados de acordo com principais características dos objetos segurados e das coberturas contratadas, a apuração dos fluxos financeiros da operação, identificação das partes envolvidas e das características dos eventos e transações registrados. Os prazos para o registro são estabelecidos conforme a complexidade das operações.

Para operar o SRO, as registradoras devem seguir rígidos protocolos de segurança e governança, baseados nos Princípios para Infraestruturas do Mercado Financeiro do Bank for International Settlements (BIS), como determinam as regras aprovadas pela Susep este ano. Entre os critérios está a exigência de patrimônio mínimo de R$ 15 milhões e capacidade técnico-administrativa. Normas de segurança da informação, como as estabelecidas pela LGPD também serão rigorosamente fiscalizadas pela Susep.

Os objetivos da iniciativa são aumentar a transparência, a eficiência e a segurança no registro das operações. A norma que regulamenta o registro pode ser consultada neste link.

Presidente do CVG-SP fala sobre telemedicina no Sancor Talks

Seguros Sura

Fonte: CVG-SP

“Como a telemedicina agrega valor aos seguros de pessoas” foi o tema principal do Sancor Talks, série de lives da Sancor Seguros, realizada no dia 29 de outubro, com a participação especial do presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya. O evento virtual foi mediado pelo superintendente Comercial e Marketing da companhia, Rosimario Pacheco, e contou com a presença do gerente Nacional de Seguro Pessoas e Assessorias, Rafael Leonel.

Antes de abordar a telemedicina, Kasahaya analisou o desempenho do seguro de pessoas, cujo maior destaque neste ano foi o seguro de vida individual. “No ano passado, o vida individual cresceu 60% e neste ano 30%. É um cenário bom, porque vários ramos tiveram decréscimo”, disse. Para o presidente do CVG-SP, a explicação para o bom desempenho do ramo está na maior conscientização das pessoas trazida pela pandemia e também pelo maior uso da tecnologia nas seguradoras. “Houve uma demanda natural”, disse.

Com mais de 70 anos de atuação na Argentina, a Sancor Seguros opera no Brasil há 7 anos. De acordo com Rafael Leonel, em 2019 a empresa cresceu 27% e neste ano até setembro já atingiu 29% de crescimento. “Nosso desempenho foi pautado no prestamista e no vida individual”, disse. Ele relatou que, em 2019, a Sancor passou a integrar o grupo de 25 maiores seguradoras no ramo de pessoas. “É uma carteira muito importante, com negócios rentáveis”.

Rosimario Pacheco apresentou detalhes da nova ferramenta “Chamando o Doutor”, aplicativo recém-lançado pela Sancor Seguros, que oferece atenção médica por meio da telemedicina. “Os serviços se tornam tão importantes quando o seguro, agregam valor e ajudam o corretor na venda”, disse. Kasahaya concordou e acrescentou que os serviços oferecidos, que podem ser usados pelas pessoas, ajudam a tangibilizar o seguro de vida. “Fazem o mercado ter a percepção de valor agregado”, disse.

Mas, Kasahaya lembrou que é preciso estimular as pessoas a usarem de fato esses serviços. “Se o consumidor não perceber o serviço, se esquece e não utiliza. Com isso, pode haver um nível de inadimplência e até de desistência do seguro mais elevado”, afirmou. O presidente do CVG-SP concluiu que a telemedicina agrega valor ao seguro de pessoas, e que isso ficou evidente na pandemia. “Nesse momento de distanciamento social, o atendimento médico por telefone é fantástico. É um serviço essencial e a Sancor está de parabéns”, disse.

Assessoria de investimentos High Capital estrutura área de seguros

Regina Prataviera, que montou a seguradora do BankBoston no Brasil, é a responsável

A High Capital, assessoria de investimentos ligada à XP, caminha para o seu primeiro bilhão de reais sob assessoria. Com cinco sócios-fundadores, entre eles Alberto Setubal e João Paulo Luque, todos com larga experiência em bancos, o plano é chegar a 2021 com R$ 5 bilhões e em cinco anos se transformar numa instituição financeira, DTVM ou mesmo banco. E vai ter seguro para ofertar. Regina Prataviera, que montou a seguradora do BankBoston no Brasil, vai estruturar a área de seguros, informa o Valor.

O blog Sonho Seguro aguarda retorno do pedido de entrevista para contar mais sobre a estratégia da assessoria na área de seguros.

Swiss Re lucra no trimestre, mas acumula perdas de US$ 691 milhões no ano

O grupo elevou o provisionamento das reservas a US$ 3 bilhões no final do período de nove meses

A Swiss Re reportou prejuízo líquido US$ 691 milhões nos primeiros nove meses de 2020, abaixo dos US$ 1,1 bilhão relatado no primeiro semestre do ano, quando o grupo fez acréscimos significativos às suas reservas por perdas COVID-19. Segundo comunicado do grupo, este resultado reflete um forte desempenho no terceiro trimestre, com lucro líquido de US$ 444 milhões.

Excluindo o impacto das perdas do COVID-19, o lucro líquido do grupo aumentou para US$ 1,6 bilhão no período de nove meses de 2020, de US$ 1,3 bilhão no período do ano anterior, o que reflete o melhor desempenho dos negócios.

Os prêmios líquidos ganhos em nove meses atingiram US$ 30,164 bilhões, com alta de 6% frente ao mesmo período de 2019.

O braço de seguros do grupo, o Corporate Solutions, registrou prejuízo de US$ 323 milhões nos três trimestres de 2020. O resultado seria um lucro líquido de US$ 211 milhões, sem os efeitos da covid-19. A conclusão da venda da ReAssure para o Phoenix Group Holdings resultou ainda em um dividendo de US$ 1,5 bilhão ao grupo suíço.

O CEO da Swiss Re, Christian Mumenthaler, comentou que a pandemia COVID-19 continua a ter um impacto profundo nas comunidades, famílias e empresas em todo o mundo, “e nossas condolências vão para todos os afetados. Desde o início da pandemia, acompanhamos exaustivamente e avaliamos com prudência seu impacto em nosso grupo. Construímos reservas substanciais no primeiro semestre deste ano. Acreditamos que nossa abordagem de reserva permanece apropriada e reflete a incerteza contínua em torno do impacto da pandemia. Nossos negócios estão apresentando um desempenho positivo e estamos cumprindo com segurança as prioridades do grupo para melhorar as condições de mercado.”

O grupo fez novas adições às reservas COVID-19 no terceiro trimestre, elevando o montante total a US$ 3 bilhões no final do período de nove meses. 67% dessas perdas representam reservas incorridas mas não informadas (IBNR). A incerteza em torno de muitos fatores relacionados à pandemia permanece alta e pode impactar os desenvolvimentos de sinistros nos próximos trimestres, tanto positiva quanto negativamente, em relação às projeções da Swiss Re.

A Swiss Re manteve sua posição de liderança do setor, com um índice de SST do Grupo de 223% em 1º de julho de 2020.

Segfy investe para que o pequeno e médio corretor de seguros evolua, diz Marcos Roque Villa

Segfy

Em entrevista ao ITC Global, o CEO da Segfy esclareceu muitos pontos sobre o presente e o futuro da startup.

No último dia 19 de Outubro, a Segfy representou o Brasil no InsureTech Connection Global, o maior evento de tecnologia no mercado de seguros do Mundo e durante o evento, Marcos Villa, CEO da Segfy participou de uma entrevista contando tudo sobre a startup curitibana. Desde a origem até aos próximos passos que a empresa irá seguir.

A entrevista se iniciou com uma pequena apresentação de como a Segfy apareceu no mercado de seguros e qual foi seu objetivo inicial. Villa contou que a Segfy foi fruto da fusão entre 3 empresas do ramo de tecnologia no mercado de seguros.

“A partir do momento da Fusão entre Villa IT, Cotak e Leosoft, nós unimos todos os sistemas em uma plataforma, que hoje chama-se Segfy, unimos a integração entre Gestão e Multicálculo, com dados estatísticos que cada vez mais ajudam o corretor de seguros. Hoje tem mais de 3200 corretoras cadastradas, usando o Segfy. São mais de 12 mil usuários utilizando em seus dia a dia as nossas soluções. Nós focamos em alavancar o pequeno e médio corretor de seguros”.

Segundo Villa, o presente da Segfy está focado na Fase 2, onde a empresa irá se aproximar ainda mais do corretor e ajudá-lo a ampliar suas vendas com diversas estratégias e novos canais.

“Atualmente o ponto focal da Segfy é desenvolver a Fase 2 do projeto. Nós conseguimos passar pela Fase 1, onde o objetivo era alcançar uma capilaridade no mercado de seguros, estamos em corretora de todos os estados do Brasil. Nessa Fase 2, a gente está focado em ajudar ainda mais o corretor de seguros, fortalecer suas vendas. Nós estamos trabalhando para aproximar as pessoas do produto de seguros.”

Um dos canais de venda em que a Segfy está trabalhando nesta Fase 2 é o Meu Seguro Novo, um marketplace onde a pessoa interessada em fazer uma cotação preenche o formulário e um corretor de seguros parceiro da Segfy e que aceite participar do projeto, irá receber este lead já com os dados, fará o cálculo das melhores cotações e em poucos minutos o cliente terá via e-mail, whatsapp ou outro canal, essas cotações a sua disposição.

Sobre o Meu Seguro Novo, Marcos Villa conta que é um investimento a curto e médio prazo totalmente focado em levar demandas ao corretor de seguros de uma maneira mais prática e efetiva.

“Estamos investindo bastante no marketplace (Meu Seguro Novo), nessa aproximação das pessoas ao mercado de seguros. Nosso grande trabalho é ligar quem busca seguro a quem tem o know-how, que é o corretor. Nós fazemos essa ponte, buscamos ser a “Uber” dos seguros, nós acreditamos muito nesse modelo e esperamos cada vez mais que ele cresça e desenvolva o mercado como um todo.”

AXA faz parceria com UNICEF para promoção da alimentação saudável na primeira infância

Alinhado ao propósito da companhia, o foco das iniciativas no país será na alimentação saudável e combate à obesidade e diabetes infantil

A AXA no Brasil inicia parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), desdobramento da parceria realizada pelo Grupo no Brasil e nas Filipinas e que reflete o novo propósito da companhia, “Agir para o progresso humano, protegendo o que importa”. As ações têm o objetivo de garantir uma alimentação saudável na primeira infância, desde a amamentação até os cinco anos. A parceria, que tem duração inicial de três anos, visa alcançar mais de 17.500 mães e profissionais, além de 680 mil crianças, com ações em maternidades, creches e escolas.

“Essa parceria é parte da nossa essência como seguradora, do nosso propósito de atuar para o desenvolvimento humano e proteger aquilo que é importante. Assumimos com o UNICEF o compromisso de contribuir com nossas crianças através da alimentação saudável e da prevenção da obesidade e de doenças crônicas como a diabetes, para transformar essa realidade e impactar milhares de famílias brasileiras” afirma Erika Medici, CEO da AXA no Brasil. 

Serão cerca de 767 municípios beneficiados, levando o projeto para além dos centros urbanos. Dentre as iniciativas, estão o incentivo da diminuição no consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, conscientização dos profissionais de saúde, educação e assistência social sobre a promoção de hábitos alimentares saudáveis, além de capacitação de profissionais de maternidades para orientar mães quanto à amamentação e alimentação na primeira infância.

“No Brasil, a taxa de aleitamento materno exclusivo até os seis meses ainda é baixa, e a introdução precoce de alimentos ultraprocessados têm sido cada vez mais recorrente. A alimentação adequada desde o nascimento garante o desenvolvimento e reflete positivamente por toda a vida das crianças. Por isso, a nossa missão de chegar a cada menino e menina em situação de vulnerabilidade se alinha com o propósito da AXA, e é um prazer fazer parte dessa parceria para promover hábitos saudáveis desde a infância” diz Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

A AXA incentivará que outras empresas também passem a participar ativamente das questões de responsabilidade social e sustentabilidade através de programas estruturados e reconhecidos, além de engajar suas equipes e clientes para que atuem diretamente nestas questões como voluntários, ampliando os resultados da parceria.