Abrapp e FenaPrevi fecham agenda de trabalho para 2021 e avançam em parceria

carlos alberto de paula

Entidades vão atuar em torno de cinco frentes temáticas de trabalho: comunicação e educação previdenciária, tributação, produtos, projetos, eventos e representação junto aos poderes executivo, legislativo e judiciário 

A Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar) e a FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) definiram a agenda que será trabalhada conjuntamente pelas duas entidades em 2021 para fortalecer o mercado brasileiro de previdência complementar.

Foram criadas cinco frentes temáticas para dar impulso ao acordo inédito firmado pelas duas entidades, em agosto deste ano. Os dois setores, juntos administram cerca de R$ 2 trilhões em reservas para aposentadoria.

As duas entidades vão concentrar esforços nas áreas de comunicação e educação previdenciária, tributação, produtos (com o objetivo de desenvolver o mercado de rendas – annuities ou mercado de rendas, e manter ativo o debate em torno do aprimoramento do regime geral de previdência) e em  projetos, em especial no aperfeiçoamento da tábua biométrica brasileira (BR-EMS).

Também será pilar da estratégia, manter uma linha de atuação conjunta junto aos poderes executivo, legislativo e judiciário, otimizando as estruturas já existentes de interlocução de cada entidade para conduzir o  debate e fortalecer os mecanismos de proteção da poupança previdenciária.

As duas entidades também planejam intensificar a atuação conjunta em eventos. FenaPrevi e Abrapp abrirão seus fóruns de debate internos para a participação da entidade parceira, ampliando a troca de informações entre os dois segmentos.

Para Carlos De Paula, diretor executivo da FenaPrevi, esta agenda comum materializa o compromisso de colaboração das duas entidades e traz pragmatismo ao acordo. “Mais do que nunca estamos empenhados em fortalecer o mercado de poupança previdência no país”, diz.

Lucro da Munich Re recua para € 199 milhões

Christoph Jurecka Munich Re

Fonte: Munich Re

No terceiro trimestre de 2020, o retorno sobre o patrimônio líquido (RoE) anualizado foi de 3,6%

A Munich Re registrou lucro de € 199 milhões no terceiro trimestre de 2020, abaixo dos € 999 milhões no primeiro trimestre. O resultado operacional caiu para € 353 milhões, em comparação com € 844 milhões no mesmo trimestre do ano passado. Em comparação com o terceiro trimestre de 2019, os prêmios brutos emitidos aumentaram 3% para € 14,1 bilhões (13,7 bilhões) e em 6% para € 41,2 bilhões no primeiro trimestre.

“No resseguro, o terceiro trimestre costuma ser caracterizado por perdas acima da média – e foi o que aconteceu novamente este ano. Além das grandes perdas e catástrofes naturais causadas pelo homem nos EUA, os altos pedidos de COVID-19 em andamento afetaram o resultado. Um aspecto gratificante é que a ERGO apresentou mais uma vez um bom trimestre. Dado o crescimento dinâmico da Munich Re e os recentes aumentos consideráveis de preços para cobertura de resseguro, podemos olhar para o futuro com confiança”, afirmou o CFO, Christoph Jurecka.

Graças em parte ao título verde com um volume de € 1,25 bilhão emitido em setembro, o índice de solvência melhorou para 216% no terceiro trimestre (30 de junho de 2020: 211%). No terceiro trimestre de 2020, o retorno sobre o patrimônio líquido (RoE) anualizado foi de 3,6%.

Nas operações de resseguro o resultado de € 63 mil. O ramo de negócios de resseguro contribuiu com € 63 milhões (US$ 746 milhões) para o resultado consolidado no terceiro trimestre e € 619 milhões (2,1 bilhões) no primeiro trimestre. O resultado operacional totalizou € 55 milhões (690 milhões), enquanto os prêmios brutos emitidos subiram para pouco menos de € 10 bilhões (€ 9,9 bilhões; terceiro trimestre de 2019: € ​​9,5 bilhões).

O segmento de resseguro de vida e saúde gerou um lucro de € 86 milhões (282 milhões) no terceiro trimestre. A receita de prêmios aumentou para € 3,1 bilhões (2,9 bilhões). O resultado trimestral reflete também perdas decorrentes de mortes relacionadas com COVID-19, especialmente nos EUA, num total de cerca de € 100 mil. O resultado técnico, incluindo negócios com transferência de risco não significativo, foi de € 56 milhões (226 milhões).

O resseguro de acidentes de propriedade contribuiu com – € 23 milhões (464 milhões) para o resultado do terceiro trimestre. O volume premium subiu para € 6,7 bilhões (6,5 bilhões). O índice combinado foi de 112,2% (103,9%) dos prêmios ganhos líquidos. As principais perdas de mais de € 10 milhões cada totalizaram € 1,518 bilhão (981 milhões). Esses números incluem ganhos e perdas com a liquidação de grandes perdas de anos anteriores.

As despesas com perdas maiores correspondem a 26,7% (18,4%) dos prêmios ganhos líquidos, portanto, mais que o dobro da média de longo prazo (12%). Isto deveu-se principalmente a grandes perdas provocadas pelo homem, que ascenderam a mais de € 1 bilhão (€ 1,045 bilhão; 3º trimestre de 2019: € ​​404 milhões). Destes, cerca de € 700 milhões relacionados com perdas relacionadas com a pandemia de COVID-19.

Neste contexto, o terceiro trimestre voltou a registar perdas incorridas com cancelamento ou postergação de grandes eventos, bem como perdas noutros ramos de resseguro de ramos elementares, como a interrupção de negócios. Somado a isso, Munich Re sofreu perdas não relacionadas ao COVID-19, por exemplo, a explosão do porto de Beirute.

As despesas com grandes perdas decorrentes de catástrofes naturais totalizaram € 474 milhões (577 milhões), especialmente como consequência das perdas por tempestade de vento e incêndios florestais nos EUA. No terceiro trimestre, as reservas para reivindicações básicas de anos anteriores totalizando cerca de € 226 milhões foram liberadas; Isso corresponde a 4% dos prêmios ganhos líquidos.

A Munich Re busca continuamente definir o valor das provisões para sinistros emergentes na extremidade superior da faixa de estimativa, de modo que os lucros da liberação de uma parte dessas reservas sejam possíveis em um estágio posterior.volume_upcontent_copysharestar_border

Plataforma de treinamento online dos corretores da Icatu Seguros traz mais inovações digitais

upgrade tecnológico permite que os corretores acessem de qualquer lugar – por meio de smartphones ou tablets – o conteúdo dos mais de 40 cursos

O Educatu, plataforma digital da Icatu Seguros voltada ao treinamento e capacitação de seus corretores, tem novidades. Agora, além de um aplicativo, a plataforma conta com uma versão desenvolvida e adaptada para mobile. O upgrade tecnológico permite que os corretores acessem de qualquer lugar – por meio de smartphones ou tablets – o conteúdo dos mais de 40 cursos de aperfeiçoamento profissional e as novidades que a Icatu disponibiliza para a sua força de vendas.

A nova experiência possibilita que a capacitação seja feita online ou offline, proporcionando mais flexibilidade e comodidade aos corretores. Além da mobilidade, a modernização embarcada à plataforma permite o acompanhamento de webinars, inclusive com transmissão ao vivo, e calendário de eventos para que os corretores organizem o seu dia a dia e mantenham a rotina mais acessível, na palma da mão. 

Ainda mais tecnológica, a plataforma passa a contar também com espaço destinado às mídias digitais, que poderão agregar podcast, vídeos e arquivos com conteúdo educacional, além de trilhas de desenvolvimento que reforçam os materiais didáticos já disponibilizados pela Icatu. As trilhas permitem ao aluno se aprofundar nos temas desejados, com uma estratégia educacional direcionada. Como por exemplo: conhecer toda a grade de produtos Icatu concentrada em um só lugar ou entender mais sobre o universo do Seguro – disponível na trilha “Quero entender Seguro de Vida”.

O vice-presidente corporativo da Icatu Seguros, Alexandre Vilardi, diz que as novidades do Educatu reforçam o empenho da companhia em trazer mais facilidades com investimentos em tecnologia. “Tivemos mais de 7.000 acessos ao Educatu em 2020 e isso demonstra o interesse do corretor em se atualizar de forma dinâmica e flexível, onde ele estiver e quiser. Com a versão para celular ou tablet e o aplicativo, todo o acesso ao nosso conteúdo estará a um clique, na palma da mão, ainda mais ágil, intuitivo e prático”.

Entre as facilidades incorporadas ao Educatu estão ainda a criação de grupos colaborativos e uma área destinada à troca de conhecimento e esclarecimento de dúvidas. Conteúdos institucionais, novos produtos e serviços, além do atual cenário dos mercados segurador e financeiro também serão divulgadas neste novo espaço e com acesso facilitado e móvel.

IRB prevê solucionar reenquadramento de solvência exigido pela Susep neste ano

Antonio Cassio dos Santos IRB

Considerando-se uma nova emissão de debêntures anunciada no último dia 3, com perspectiva de captar R$ 300 milhões, além de outras ações previstas que podem chegar a R$ 800 milhões, os recursos seriam suficientes para integralizar e resolver as exigências regulatórias

O IRB Brasil Re apresentou prejuízo líquido de R$ 229,8 milhões. Excluindo-se o impacto dos negócios descontinuados, o lucro líquido seria de R$ 149,4 milhões. Trata-se de uma melhora em relação as perdas de R$ 685,1 milhões registradas no segundo trimestre deste ano. 

O faturamento bruto do terceiro trimestre atingiu R$ 2,9 bilhões, 29,5% superior ao mesmo período do ano anterior, sendo R$ 1,8 bilhão no Brasil, crescimento de 38,8%, e R$ 1,1 bilhão no exterior, avanço de 17,3%.  O prêmio ganho totalizou R$ 1,5 bilhao, alta de 9,1% em relação do terceiro trimestre de 2019.  O índice combinado ficou em 92%, dado positivo pois quanto mais abaixo de 100, melhor, revertendo a tendência observada no primeiro semestre de 2020, que apresentou 108%. O resultado financeiro no terceiro trimestre totalizou R$ 115,3 milhões, muito acima dos R$ 50,2 milhões do segundo trimestre.

O ponto alto da divulgação de terceiro trimestre estava em mostrar as ações realizadas para sanear o balanço desde a carta publicada pela gestora Squadra, questionando as reservas e solvência, e que levou a uma investigação interna, afastamento da diretoria e intervenção fiscal da Superintendência de Seguros Privados (Susep) passou a acompanhar o dia a dia do grupo e exigiu o enquadramento da liquidez de acordo com as normas do setor. 

Os dados apresentados hoje em teleconferência com jornalistas mostram o trabalho de Antonio Cassio dos Santos, CEO e presidente do Conselho de Administração, e sua nova equipe nestes oito meses do novo comando da maior resseguradora do Brasil. “Temos uma empresa robusta, com ativos de R$ 23,3 bilhões. Também é sólida, com patrimônio líquido de R$ 4,9 bilhões. Destaco também que é uma companhia líquida, com caixa de R$ 7,4 bilhões em 30 de setembro”, afirmou Santos. 

Santos fez uma retrospectiva dos últimos três meses. Ele destacou a capitalização da companhia, com o levantamento de R$ 2,3 bilhões para reforçar o capital da empresa; a conclusão da reforma do conselho de administração, com 7 novos entre os 9 membros que compõem o grupo. Cancelar contratos deficitários também foi um dos alvos da nova equipe. Segundo Santos, tais negócios descontinuados, com perdas de R$ 659 milhões, a partir de agora terão efeito residual nos próximos balanços. Também mudou a diretoria estatutária e conquistou rating “brAAA” da Standard & Poor’s Global Ratings, que atribuiu uma perspectiva estável à companhia. 

Com todas as arrumações, um dos trunfos do IRB para mostrar a investidores o trabalho em curso foi exibir o fluxo de caixa. “Depois de três meses de geração de caixa operacional negativo, o IRB voltou a apresentar caixa positivo de R$ 182 milhões no período”, ressaltou o CEO. 

O principal feito, no entanto, foi chegar bem próximo das exigências de solvência exigidas pela Susep para o reenquadramento regulatório. O saldo das provisões técnicas cresceu 39,4% em setembro de 2020, atingindo a cifra de R$ 14,5 bilhões contra R$ 10,4 bilhões em dezembro de 2019. “O plano de enquadramento de liquidez regulatória está sob absoluto controle com as captações e conquista do fluxo de caixa. Precisamos agora resolver alguns detalhes da lei, para que alguns ativos possam ser adaptados para estarem em conformidade com as normas. Até o final do ano estará resolvido”, afirmou Santos, detalhando as conquistas já obtidas. 

Wilson Toneto, vice-presidente executivo Técnico e de Operações, explica que com a capitalização de R$ 2,3 bilhões concluída em agosto, o IRB encerrou o terceiro trimestre com excesso de capital regulatório de R$ 1,5 bilhão, o que equivale a um índice de solvência regulatória de 182,4% e índice de solvência total de 259,5%. Porém, algumas linhas de ativos não são consideradas pela legislação como elegíveis para cobertura de Provisões Técnicas e Regulatório, geram um desenquadramento de R$ 1,97 bilhão no final de setembro. 

No entanto, ao considerar a captação de R$ 597 milhões, feita em outubro por meio da 1ª. emissão de debêntures, o ingresso de recursos decorrentes de redução de capital de controladas de R$ 115 milhões e provável regularização dos R$ 793 milhões mantidos em conta remunerada em dólares no exterior, utilizados para garantir as provisões de cedentes nos EUA e Canadá, conforme exigência regulatória daqueles países, o déficit seria de aproximadamente R$ 500 milhões. 

Considerando-se uma nova emissão de debêntures anunciada no último dia 3, com perspectiva de captar R$ 300 milhões, além de outras ações previstas que podem chegar a R$ 800 milhões, os recursos seriam suficientes para integralizar e resolver as exigências regulatórias. 

Um detalhe importante é que está em consulta pública proposta da Susep, para novas regras para gestão do risco de liquidez das entidades. Se ela for aprovada como está na minuta, há um impacto positivo no balanço do IRB de R$ 400 milhões. Com isso se mantém a expectativa de ter o problema regulatório resolvido ainda este ano”, afirmou Toneto.

O saldo dos investimentos somou R$ 7,4 bilhões (não inclui R$ 597 milhões da 1ª emissão de debêntures e R$ 115 milhões de redução de capital em controlada) contra R$ 4,5 bilhões em dezembro de 2019; um aumento de 80% incluindo ambos eventos mencionados. 

Outro destaque deste terceiro trimestre foi a parceria com a B3 para o uso de blockchain nas operações de resseguros. “Essa parceria vai contribuir para mantermos as despesas administrativas abaixo do patamar de 5% dos prêmios ganhos, com transações mais eficientes, rápidas e transparentes”, ressaltou Santos. Leia mais IRB e B3 desenvolvem plataforma blockchain

Com a empresa saneada, Santos aposta num 2021 melhor. “Temos oo programas de saneamento básico, as concessões e o 5G. Somente esses três programas vão trazer um grande impacto na infraestrutura do Brasil. E sendo o IRB um especialista em programas de resseguros de riscos como os mapeados nessas atividades, temos um cenário positivo para atuar no próximo ano. Além disso, mundialmente o setor de resseguros sinaliza uma uma recuperação das taxas, com melhora das margens em função da recuperação de preços. Começamos a sair do pântano. Temos margens consistentes para seguir consolidando do IRB como uma companhia solida, liquida e robusta.”

App de saúde ajuda no retorno voluntário de colaboradores do IRB Brasil RE

O IRB Brasil RE colocou 100% da empresa em home office sem descontinuidade operacional. Sete meses depois, a empresa segue com o trabalho remoto, mas abriu as portas dos escritórios do Rio e de São Paulo para o retorno voluntário dos colaboradores. 

Todos os dias, os colaboradores que optaram pelo retorno voluntário ao trabalho presencial – cerca de 30 por semana somente, na sede, no Rio, de um total de 350. Eles respondem a perguntas sobre a saúde em um aplicativo de autoavaliação. 

A ferramenta, que pode ser instalada no celular ou em outros dispositivos móveis, foi desenvolvida em parceria com a startup Caren App. O objetivo é monitorar a saúde de cada profissional e a entrada nos escritórios, garantindo o máximo de segurança a todos.

O Caren App é um sistema de apoio a tomada de decisão médica baseado em protocolos automatizados que, com o uso de inteligência artificial, simplificam a coleta de dados das pessoas e ajudam o médico nos atendimentos do dia a dia.

Conhecer Seguros lança cursos inéditos de práticas de subscrição de riscos

Fonte: Conhecer Seguros

Empresa de treinamentos com foco em seguros e gestão, a Conhecer Seguros lança a série Cursos de Práticas de Subscrição em sua plataforma nesta quarta-feira (04/11), todos na modalidade online ao vivo. A série tem a coordenação acadêmica do professor e diretor da Conhecer Seguros, Walter Polido. O primeiro curso será sobre o Seguro de Responsabilidade Civil – Produtos e Operações Completadas.

A subscrição (ou underwriting, como é conhecido internacionalmente), representa o elemento fundamental da operação securitária. O objetivo dos cursos é demonstrar, manuseando de forma bastante prática, as técnicas utilizadas no processo de aceitação e (ou) recusa de propostas de seguros, em diferentes ramos. Os professores trabalharão com estudos de casos.

As inscrições nos cursos podem ser feitas diretamente no site da Conhecer Seguros, onde também podem ser encontradas informações adicionais sobre cada um deles.

Segundo o professor Walter Polido, o aprimoramento técnico no País é fundamental. “A liberdade na estipulação das bases contratuais atribuída às seguradoras reflete no fato de que a aceitação de riscos deve passar por necessário aprimoramento técnico no Brasil, cujo processo é mandatório e todos os players devem se adaptar, urgentemente”.

Com os retornos das aplicações financeiras em patamares modestos, a melhoria do resultado operacional das seguradoras é imperativo para balancear o desempenho financeiro de modo geral. Para Polido, o processo de subscrição de riscos sob bases técnicas eficientes, constitui a única ferramenta para a obtenção de melhores resultados operacionais. “Os profissionais que atuam na área de subscrição devem estar preparados para essa nova fase. Aqueles que detiverem apenas conceitos generalistas, sem especialização adequada, serão considerados inaptos dentro do novo modelo de mercado e de suas exigências modernizadoras. Os subscritores precisam conhecer os fundamentos dos seguros com os quais atuam. A importância do perfeito conhecimento da técnica é preponderante, tornando esse capital pessoal uma ferramenta estratégica e de competitividade”.

Além do Curso de Práticas de Subscrição – Seguro de RC – Produtos e Operações Completadas, outros cursos já foram desenvolvidos pelos docentes da Conhecer Seguros e, em breve, serão ofertados ao mercado: “Seguros de Propriedades – Grandes Riscos”, “Seguro de Responsabilidade Civil Profissional – Profissionais de Saúde”, “Seguros do Agronegócio”, “Seguro de Riscos de Engenharia”, “Seguros de Riscos Ambientais” , “Seguros de Vida” e “Seguro de RC Operações Industriais e(ou) Comerciais e Empresas Concessionárias de Serviços Públicos – infraestrutura”.

Livro “Mulheres no Seguro” traz depoimento de 30 executivas

Previsão é de lançamento no dia 25 de novembro

A Editora Leader programa o lançamento do livro “Mulheres no Seguro” para o dia 25 de novembro. A obra, indo além da história da seguridade, chama atenção para outra questão que precisa ser discutida: a desigualdade entre homens e mulheres.  

Com 30 depoimentos femininos, apresentando o perfil de executivas dos principais centros brasileiros, o livro promove amplo debate sobre o assunto. 

“As mulheres estão ocupando os mais destacados ambientes sociais e profissionais. Isso enche o nosso coração de alegria. Quando há restrições femininas para ocupar cargos e outros espaços, o mundo perde oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Nosso projeto busca mostrar, justamente, como a presença da mulher é importante em diferentes aspectos”, conta Andréia Roma, coordenadora geral do projeto e CEO da Editora Leader. 

Em 2012, foi publicado o 1º Estudo de Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, pela Escola de Negócios e Seguros (ENS). A participação feminina, na época, chegou a 57%. Doze anos antes, esse percentual atingia apenas 49%. Já em 2018, houve pequeno decréscimo contabilizado e 55% das mulheres compunham o segmento. A análise traz resultados positivos, pois há movimentação constante buscando promover a igualdade de oportunidades para homens e mulheres neste meio. 

“Mulheres no Seguro entra na história porque chama a atenção de gestores e influenciadores para que diminuam, na seguridade, os limites de crescimento ainda impostos às mulheres do setor”, conta Regina Lacerda, coordenadora convidada do livro e CEO da Rainha Seguros. A profissional atua no mercado de seguros há 30 anos, gerenciando a sua própria empresa e liderando uma equipe de vendas. É especialista em seguros patrimoniais e coordenadora do grupo Executivas do Mercado de Seguros de Brasília. 

CNseg: Longo prazo é o que preocupa, pela curva projetada de juros

Pedro Simoes CNseg

Projeções para o crescimento do PIB deste ano permaneceram negativas, porém estáveis, em -4,81%. Há um mês, era 5,02%

“A frágil situação fiscal do setor público deve retirar pontos das taxas de crescimento nos próximos anos”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. Segundo ele, as preocupações fiscais, claras no déficit primário em R$ 635,9 bilhões no acumulado no ano até setembro, o equivalente a 11,95% do PIB, justificam uma queda na projeção de crescimento para o ano que vem, de 3,42% para 3,34%.

“Essa piora reflete o aumento da incerteza sobre o rumo fiscal do País e também pesa na elevação das taxas de juros de longo prazo e na depreciação do Real, que perde mais valor em relação ao dólar que seus pares de economias emergentes”, citou ele ao blog Sonho Seguro. Outro dado em alerta no boletim é o desemprego. Dados do mercado do trabalho mostraram que o desemprego atingiu recorde de 14,4% no trimestre encerrado em agosto. O nível de ocupação também foi o menor da série histórica.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Saída de CEO da Bradesco Seguros surpreende executivos do setor

Vinicius Albernaz bradesco seguros

Vinicius Albernaz sai e Ivan Luiz Gontijo Junior, que atua há mais de 30 anos no grupo, assume o comando da maior seguradora do Brasil

A notícia da saída de Vinicius Albernaz da presidência do Grupo Bradesco Seguros surpreendeu boa parte dos executivos do setor. Em seu lugar assume o diretor geral da Bradesco, Ivan Luiz Gontijo Junior, que atua há mais de 30 anos no grupo e era responsável pelo departamento Jurídico e de Compliance da seguradora.

Vinicius Albernaz teve vida curta no comando. Assumiu em abril de 2018. Nesses 2 anos e meio conquistou a todos com sua simpatia, simplicidade e estratégia clara na condução do maior grupo segurador da América Latina. Amigos próximos informaram ao blog Sonho Seguro que ele tinha uma agenda puxada demais para fazer frente a revolução vivenciada no braço segurador. “Na quarentena, repensou a vida e sentiu que precisava ficar mais com a família”, disse um executivo próximo a ele.

Em recente entrevista, Albernaz contou um pouco do que previa para 2021. “Ainda há muitas incertezas sobre os próximos meses e saída da pandemia, até que haja progresso no tema das vacinas. De qualquer forma, seguimos trabalhando no desenvolvimento de nossas iniciativas e atentos às demandas dos nossos clientes. O período de isolamento social nos mostrou novas formas de adaptação e exaltou a importância das conexões virtuais, sem perder a qualidade das interações. Queremos cada vez mais aperfeiçoar e dar continuidade a essas conexões virtuais, investindo em treinamentos e capacitação para funcionários, corretores e parceiros do setor. O aprofundamento da transformação digital, além do cuidado com a eficiência operacional, são temas vitais. Permanecemos confiantes na retomada da economia em 2021, nos mantendo alertas e sensíveis às movimentações do setor de seguros e do mercado em geral”.

Em sua gestão, Vinicius Albernaz consolidou a mudança de estratégia do grupo já em curso, com o cliente no centro dos processos e das decisões na Bradesco Seguros, o que permite que o grupo acelere muitas das transformações que já eram visíveis, mas ganharam mais ênfase com a quarentena. “A necessidade de um contato remoto, seja digital ou por meio dos corretores cresceu e alguns consumidores que antes iriam até uma agência ou falariam pessoalmente com um corretor, alteraram seus hábitos. Com isso, todo o processo de transformação digital da empresa ganhou ainda mais importância e velocidade”, contou ele em recente entrevista.

No processo de venda, por exemplo, a seguradora tem munido os corretores com tecnologias e dados para que eles possam dedicar mais tempo ao aconselhamento na venda. Também consolidou o reembolso digital na Bradesco Saúde, uma funcionalidade que já vinha crescendo desde o seu lançamento, mas que ganhou tração com a pandemia quando o reembolso físico praticamente deixou de existir. Da mesma forma com relação a telemedicina, em que houve um grande avanço. Também ganhou força a autovistoria, em que o próprio cliente realiza o processo no caso do seguro de automóvel, sem necessidade de levar o carro até um lugar credenciado. Tudo isso já existia antes, mas a intensidade do uso mudou.

Para o Albernaz, uma jornada simples e fácil para o cliente não é necessariamente totalmente digital, sem interação humana. Segundo ele, no mercado de seguros a interação humana muitas vezes é essencial, como por exemplo, durante a compra de um seguro mais complexo ou em uma comunicação de um sinistro de vida ou mesmo após um acidente de trânsito. Por isso, os canais são pensados para que atendam os clientes da forma como eles escolherem, sempre buscando processos fluidos e simples.

Ivan, com experiência de mais de 30 anos no grupo e no setor, muito querido de todos, assume uma companhia com sede de inovação e que quer ser a primeira escolha do cliente, seja por meio do corretor de seguros, do gerente do banco físico ou pela Bia, a robô do banco tradicional e também do digital, o Next.

Desejo muita sorte a ambos em seus novos desafios. Que venha 2021 cheio de novidades para os consumidores ficarem cada dia mais protegidos.

BB Seguridade divulga lucro de R$ 1 bilhão no 3o. tri

BB Seguridade

A BB Seguridade registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,096 bilhão no terceiro trimestre, um pouco acima do montante de R$ 1,081 bilhão um ano antes e também superior aos R$ 982 milhões de abril a junho.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, o desempenho operacional das empresas do grupo acelerou sua taxa de crescimento ano a ano para 7,9%, enquanto o resultado financeiro combinado das empresas do grupo contraiu 36,3%.

O desempenho ocorreu em “um cenário ainda desafiador, com a atividade econômica se recuperando gradualmente e o resultado financeiro ainda comprometido” e citou adversidades impostas pela pandemia.

No segmento de seguros, os prêmios emitidos cresceram 20,4% em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 2,905 bilhões. A sinistralidade registrou aumento de 3,7 ponto percentual, atribuído pela BB Seguridade “majoritariamente pelo volume de avisos de sinistros relacionados à Covid-19”.

A arrecadação de previdência chegou a R$ 11,952 bilhões, abaixo dos R$ 12,324 bilhões de igual intervalo do ano anterior, mas recuperando-se a níveis semelhantes aos período pré-pandemia. As reservas de previdência em setembro somavam R$ 298 bilhões.

No caso do segmento de capitalização, a arrecadação com títulos de capitalização cresceu 19,2% em relação ao mesmo período de 2019 e 39,4% em relação ao segundo trimestre do ano, fazendo com que o saldo reservas chegasse a R$ 8,2 bilhões ao final de setembro, com alta de 3,8% no trimestre.

Setor de seguros acumula ligeira queda de 0,3% até setembro, para R$ 198 bi

susep dados setembro 2020

Seguros cibernéticos apresentam, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, alta de 72%, para R$ 26,61 milhões, segundo dados da Susep

As receitas dos segmentos supervisionados pela Susep totalizaram R$ 24,34 bilhões em setembro de 2020. No acumulado de 2020, o patamar de receitas de R$ 198,07 bilhões está apenas 0,3% abaixo de 2019. Os produtos de capitalização foram destaque em setembro, com alta de 9,7% no comparativo com agosto. Já no comparativo com setembro de 2019, o crescimento foi de 16,4%.

Nos seguros de pessoas e danos, os prêmios diretos totalizaram R$ 21,05 bilhões em setembro de 2020. No acumulado do ano são R$ 171,71 bilhões.

O segmento de seguros de pessoas apresentou um total de prêmios acumulados de R$ 114,07 bilhões até setembro, uma redução de 0,6% em relação ao mesmo período de 2019. Nos seguros de pessoas, como pode ser observado na tabela 1, a alta foi de 8,9% no comparativo com setembro de 2019. Destaque para os seguros de vida, que no acumulado até setembro cresceu 11,7% em relação ao mesmo período de 2019 (tabela 2).

Nos seguros de danos o acumulado até setembro 2020 apresenta alta de 1,3% em comparação com 2019, com crescimento nas receitas de quase todos os segmentos. São exceções os segmentos automóvel (-4,1%), transporte (-7,4%) e garantia estendida (-15,5%).

Nos seguros de pessoas, desconsideradas as receitas com VGBL, a alta é de 3,2% em relação a 2019. Enquanto nos seguros de danos a alta é de 6,1%, desconsideradas as receitas de seguro auto. Este crescimento no acumulado dos seguros de danos, excluindo auto, representa um aumento real de 3%, considerando o IPCA no mesmo período. O resultado acumulado até o momento denota expectativa para 2020 de um crescimento do volume de prêmios verificado em 2019.

Riscos Cibernéticos – Os seguros de riscos cibernéticos apresentam, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, um total de R$ 26,61 milhões em receitas, o que representa 72,5% de alta em relação ao mesmo período de 2019, quando os prêmios diretos somaram R$ 15,42 milhões.

Previdência– Nos produtos de previdência, observa-se uma alta de 0,3% na receita, em comparação ao mês anterior. Quando comparado com setembro de 2019, o segmento apresentou um aumento de 1,0%. O acumulado do ano, ainda registra uma queda de 3,0% nas contribuições, quando comparado com 2019. O PGBL, em 2020, um crescimento de 1,1% no acumulado até setembro, em relação ao mesmo período de 2019. A Previdência Tradicional, no acumulado das receitas, até setembro de 2020, observa-se uma diminuição 12,8%, em comparação ao mesmo período de 2019. Apesar da queda, a previdência tradicional apresenta sinais de recuperação uma vez que em agosto a diferença era 13,8%.