Série: O que esperar de 2021 – Andrea Crisanaz, CEO da Generali

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Andrea Crisanaz, CEO da Generali, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

A Generali Brasil vai seguir focada em sua estratégia: 

  • explorar novas rotas de crescimento no mercado mass channel, através de parcerias estratégicas. 
  • desenvolver ainda mais sua forte atuação nas contas globais: Vida (Generali Employee Benefits), Grandes Riscos (Generali Corporate & Commercial) e Ramos Elementares. 
  • liderar a inovação do mercado brasileiro aproveitando a experiência do Grupo e das insurtechs locais para estabelecer parcerias cada vez mais digitais e inovadoras.

Em se tratando do Grupo Generali, nossa estratégia Generali 2021 permanece efetiva e ainda mais válida no contexto do mercado atual. O Grupo aproveita suas forças para executar a estratégia de forma disciplinada, focada na excelência técnica, na forte rede de distribuição e no modelo de negócio diversificado.  

Essas forças, combinadas com nossa sólida posição de capital e excelência em inovação, permitem que estejamos comprometidos com as metas financeiras de nossa estratégia para o futuro. 

Dois anos depois do lançamento do plano Generali 2021, mantemos nosso comprometimento com todos os nossos acionistas, graças ao fortalecimento de nossos colaboradores, uma marca cada vez mais forte e nosso crescente compromisso com a sustentabilidade.

Como descreve o ano de 2020?

Foi um ano desafiador para todos. Um ano que precisamos aprender uma nova forma de trabalhar e nos relacionar. No entanto, foi um ano cheio de novos aprendizados que vieram para ficar. Na Generali Brasil, há alguns anos, havíamos traçado a estratégia de sermos uma Seguradora de Nicho e estarmos entre as principais seguradoras de Vida, Massificados e Grandes Riscos no mercado brasileiro. E, em 2020, pudemos antecipar nossa estratégia e focar apenas nestes segmentos para 2021. Queremos liderar a inovação do mercado brasileiro aproveitando a experiência do Grupo para nos tornarmos cada vez mais uma seguradora digital. 

Qual foi o impacto da pandemia e os potenciais de crescimento para a Generali?

Na luta contra a epidemia de covid-19, todas as diretorias da Generali ao redor do globo estão se reunindo para encontrar caminhos para mitigar os danos que o vírus tem provocado a todas as nações. Este é um compromisso que nossa companhia assumiu e, por isso, estamos nos empenhando para promover vários meios que possam reduzir, de alguma forma, as perdas que o mundo terá com essa pandemia. A empresa já garantia, em suas Condições Gerais do Seguro de Vida, eventos decorrentes de pandemia ou epidemia. 

Durante a pandemia, criamos o Seguro para a Covid-19, um produto voltado à Cobertura de Diária de Internação Hospitalar, em decorrência da Covid-19, e recuperação após alta. O seguro é oferecido para empresas com mais de 250 funcionários. Além disso, as apólices de Seguros Massificados e Micro Seguros da Generali passaram a contar com a Cobertura gratuita de Medicamentos Genéricos, em caso de prescrição médica no Pronto Socorro ou em Caso de Internação Hospitalar.

O seguro tem um importante papel social e é nosso dever colaborar para amenizar as perdas de todos os nossos clientes.

Quais as áreas mais afetadas?

Com o distanciamento social, muitas empresas se esqueceram de que, no fim das contas, ainda são pessoas que consomem seus serviços. Mais do que isso, são clientes que sentem falta do contato humano e da empatia de quem está do outro lado. 

Há quem diga que a principal semelhança entre as crises é que todas acabam. Por isso, sobreviver a elas deve ser a prioridade de todo empreendedor. Para quem já passou por algumas adversidades, o momento é de focar na preservação de capital — financeiro e emocional. 

A crise do coronavírus obrigou comerciantes do Brasil inteiro a fechar as portas. Nesse cenário, quem pôde oferecer serviços e produtos pela internet se sobressaiu. As vendas on-line saltaram 81% no mundo durante a pandemia e no Brasil não muito foi diferente. Hoje, vemos que o e-commerce veio para ficar. Grandes marcas construíram novas formas de se relacionar e mostraram o quanto é importante a experiência do cliente. É claro que o fechamento de lojas físicas impactou na venda de seguros, mas, por outro lado, o comércio eletrônico cresceu exponencialmente nesse período. Perde-se de um lado e ganha-se de outro. 

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor? De um exemplo prático.

Para os clientes, adotamos diversas campanhas, globalmente, para lembrá-los que a companhia garante, em suas Condições Gerais do Seguro de Vida, eventos decorrentes de pandemia ou epidemia. Os mais de 50 países da Generali no mundo também estão empenhados em garantir informação em tempo real, através de diversos canais de comunicação online, sobre medidas de prevenção e atendimento à distância. No que se refere à aprendizagem na companhia, nossas equipes cresceram muito em termos de novos skills, forma de trabalho ágil e grande motivação em contribuir com o futuro do setor. Em TI, nossos sistemas são sempre mais online e conectados por API com nossos Parceiros. 

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Podcast Negócio Seguro AIG Play discute riscos de perdas em startups e negócios emergentes

AIG podcast

Especialistas discutem a importância dos seguros para prevenir e cobrir perdas na administração de startups e pequenos negócios de diferentes segmentos

Está no ar o novo episódio do Negócio Seguro AIG Play , canal de podcasts da AIG Seguros com conteúdos exclusivos sobre os riscos nos negócios, com uma linguagem fácil e direta, sempre com a presença de especialistas nos temas abordados. A conversa mais recente é sobre a importância de pequenos e médios empresários contarem com apólices de seguros para prevenir ou cobrir eventuais perdas com manobras administrativas em startups e negócios emergentes de diferentes segmentos. O conteúdo pode ser acessado e ouvido diretamente pelo blog Negócio Seguro AIG ou pelas plataformas de podcast Anchor Spotify ,  Apple Podcasts Google Podcasts Castbox Overcast Breaker .  

O podcast foi produzido em parceria com a BR Angels Smart Network , associação nacional voltada para investimento-anjo e composta por executivos C-Level com atuação em grandes empresas de diferentes mercados. O representante da associação, Orlando Cintra, Fundador e CEO da BR Angels, participou do bate-papo com Renan Soares, executivo de contas da AIG, Gustavo Baraldi, especialista em seguros para Linhas Financeiras da AIG. Participa também da conversa Fabio Ursaia, CEO da Telefônica Corretora de Seguros. 

A BR Angels Smart Network planeja investir R$ 12,5 milhões em startups brasileiras este ano. Até o momento, a entidade, formada em 2019, já investiu R$ 7 milhões e planeja aportar R$ 5,5 milhões até o final de dezembro. O foco é fomentar fintechs, edtechs, healthtechs, insurtechs, rhtechs, agritechs, além de empreendimentos na área de logística, aportando tickets de até R$ 1,5 milhão por empresa. 

Este é o 9º e último episódio de uma série lançada em abril deste ano no blog Negócio Seguro AIG com o objetivo de levar mais informação sobre os riscos nos negócios, em uma linguagem simplificada, com foco maior na contribuição do seguro como investimento e parte do planejamento empresarial em diferentes segmentos. Desde o início do projeto, os áudios já somam mais de 3.500 escutas e abordaram temas como compliance, com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), tendências de gestão de riscos no processo de internacionalização das empresas, investimentos em prevenção de riscos ambientais, vantagens do seguro D&O para gestores de empresas multinacionais, riscos em construção civil, tendências em ofertas públicas na bolsa de valores e os chamados Ramsomware . 

Thinkseg vai pagar o cliente em 1 hora no caso de batidas de Automóvel

Sistema Cilia faz parceria com Thinkseg para aplicação de IA (inteligência artificial) e pagamento instantâneo de conserto do carro aos clientes do Pay Per use 

Fonte: Thinkseg

A Thinkseg, startup responsável pelo desenvolvimento do seguro automóvel Pay Per Use no Brasil, acaba de fechar parceria com a startup Cilia, única no País com tecnologia de inteligência artificial (IA) na área de vistoria e orçamentos de veículos. No trabalho em conjunto das startups, agora, os clientes Thinkseg passam a contar com aplicação do IA na análise de risco dos acidentes com carro e, assim, rápida aprovação das propostas para consertos e reparos.  

“Com a tecnologia inédita no mundo do Cilia no seguro auto Pay Per Use, o pagamento do sinistro passa a ser instantâneo. O segurado vai poder optar em receber um crédito na hora, na sua wallet, ou que a empresa repare o veículo. Através da IA do Cilia esse processo será quase instantâneo”, afirma o CEO da Thinkseg, Andre Gregori. “A experiência do cliente no momento que ele mais precisa da seguradora será mais rápida e transparente, completa. 

No seguro auto tradicional, o cliente tem esperar até 10 dias para a aprovação do orçamento, a partir do momento do informa a colisão do veículo, para então começar o processo de reparo do seu veículo. Esse ciclo todo demora cerca de 1 mês ou mais.  

Com o uso da IA do Cilia, ao tirar fotos do veículo batido, no local do acidente, o cliente encaminha as imagens por meio do aplicativo da Thinkseg. A partir das fotos, o algoritmo Cilia avalia a condição de cada peça interna ou externa na região da colisão. É feito um mapeamento tecnológico, com a comparação da imagem em um banco de dados armazenado. A aplicação da IA no banco de dados é que permite mensurar preço das peças danificadas, quantidade de horas necessárias para o reparo, até a apresentação do orçamento total ao cliente. E tudo isso é feito em minutos.  

O aplicativo Thinkseg, agora com a IA do Cília, rastreia peças disponíveis no mercado, preço delas, custo da mão de obra e oficinas para o reparo. São quase 5 mil oficinas cadastradas no Sistema Cilia para a prestação do serviço.  

“O Sistema Cilia já alcançou esse ano quase 2 milhões de orçamentos de forma totalmente automatizada e digital. A jornada do cliente na hora da colisão do veículo é facilitada e interativa, pois ele mesmo colhe rapidamente as imagens pelo aplicativo. Além disso, a IA traz maior precisão e eficiência em todas as etapas do orçamento para a seguradora. O algoritmo é capaz de apontar danos quase imperceptíveis, como trincas e riscos leves”, diz o CEO do Sistema Cilia, Daniel Barbosa.  

O ranking das peças mais danificadas ao longo de dois anos tem sido na parte dianteira do veículo, envolvendo para-choque, capô do motor e, em terceiro lugar, barra/viga de impacto dianteiro.  

O algoritmo patenteado do Cilia, desenvolvido em parceria com exclusividade com uma Universidade Federal, já vem sendo utilizado no mercado brasileiro por grandes seguradoras multinacionais, despertando o interesse de países de fora, como Colômbia, Chile, Equador, China e Estados Unidos. “Estamos preparados para já no próximo ano começarmos nosso plano de expansão global”, explica Daniel. 

AXA no Brasil é selecionada como um dos Lugares Incríveis para Trabalhar

Premiação é realizada pela FIA após ampla pesquisa

Fonte: AXA

A seguradora AXA no Brasil foi classificada entre os 100 Lugares Incríveis para Trabalhar, após uma pesquisa realizada pela FIA – Fundação Instituto de Administração com a equipe de colaboradores e os gestores de recursos humanos da companhia.

Para Alexandre Campos, Diretor Executivo RH, Jurídico, Compliance e Responsabilidade Social da empresa, o senso de coletividade e trabalho em equipe dos colaboradores, além do processo de transformação digital pelo qual a área de RH passou foram alguns dos fatores relevantes para este reconhecimento.

“Na AXA, o RH tem um papel fundamental para contribuir com a estratégia de negócio, com os resultados da companhia e também com o reforço da cultura e valores. Além de selecionar uma equipe qualificada, precisamos ter uma visão estruturada das áreas para análise não só do desempenho, mas de cargos, gêneros, salários, permitindo traçar uma estratégia que contemple diversidade e equidade salarial”, afirma Alexandre.

Segundo o executivo, os investimentos em tecnologia e digitalização não afetam o caráter humano das relações de trabalho na companhia. “Todas as inovações são pensadas para que o lado mais burocrático seja simplificado e agilizado, para que nosso time possa se dedicar às pessoas e estarmos cada vez mais conectados com nossa estratégia de negócios. E aqui, acreditamos em estar próximos, acreditamos na diversidade – desde o recrutamento, cada colaborador pode ser quem verdadeiramente é”, completa.

No Brasil, a AXA lidera os debates e as discussões sobre diversidade e inovação no mercado de seguros, e recebeu, também neste ano, o selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São Paulo, onde fica a sede da empresa no país.

Newton Queiroz deixa comando da Argo e Bruno Pereira assume interinamente

A Argo Seguros acaba de anunciar o desligamento em comum acordo de Newton Queiroz. Bruno Pereira, Chief Financial Officer (CFO), é quem assume interinamente a posição de CEO. Atualmente, o executivo já é responsável por finanças, planejamento e controle, fiscal, atuarial e operações.

“O Grupo Argo reforçou que a estratégia para o Brasil não muda, assim como os investimentos previstos para os próximos anos. Tudo o que foi planejado em termos de crescimento e expansão será mantido e intensificado, ou seja, portfólio, canais e parcerias”, disse Bruno. 

Bruno Pereira é engenheiro, tem 45 anos, e iniciou a sua carreira como auditor na Arthur Andersen e Deloitte atendendo a grandes seguradoras no Brasil. Ele passou por todas as áreas de finanças de grupos seguradores multinacionais e é CFO há seis anos, tendo iniciado na Argo Seguros em agosto de 2019.

O Grupo Argo deseja sorte e sucesso ao Newton em seus novos projetos futuros.

Empresas investem para democratizar o serviço de assistências no Brasil

webinar sonho seguro


Europ Assistance, Bradesco Seguros e rede varejista GPA lançam produtos para facilitar este momento de pandemia 

A estratégia é democratizar o uso das assistências de serviços. Para isso, colocar o cliente no radar. Que tipo de serviço ele precisa? Quanto pode pagar? Como levar o produto até ele? Qual a melhor forma de contar a ele que o serviço existe, custa menos do que ele imagina e que realmente funciona para resolver pequenos problemas do dia a dia com segurança e praticidade? 

As empresas estão debruçadas sobre essas questões e os resultados já dão frutos, garante Rogerio Guandalini, diretor Comercial, Marketing e Produtos da Europ Assistance Brasil, uma das principais empresas de soluções em serviços e assistência do Brasil. Ele conta que com a pandemia, por exemplo, a equipe idealizou dois produtos essenciais no dia a dia do consumidor, como o arquiteto virtual para dar aquela organizada na residência e assim conciliar o trabalho remoto da melhor forma possível para a convivência de todos em casa. “As pessoas precisam adequar a casa para o homeoffice. Nem todos tem condições de contratar arquitetos para pequenos ajustes. É um produto simples. O cliente tira fotos do ambiente, faz um upload na plataforma e o time de arquitetos sugere ajustes para os ambientes, tudo através de uma plataforma 100% online”. 

A segurança digital também é uma forte demanda pelo aumento da exposição ao risco. Para se ter uma ideia, estudos revelam que ataques virtuais aumentaram em torno de 30% em todo o mundo. O Proteção Digital da Europ Assitance mitiga o risco por meio de uma plataforma que provê a prevenção de roubos através de softwares que podem ser instalados em diferentes equipamentos como computadores, tablets e smartphones. 

Guandalini explica que são ações preventivas úteis que preenchem possíveis lacunas deixados pelos antivírus tradicionais, com serviços Phishiblock, serviços de criptografia de dados durante a navegação, o monitoramento de dados pessoais, o envio de alertas de possíveis riscos e exposição de risco para o roubo de dados, além de uma helpline (central de atendimento para ajuda e tomada de medidas, em caso de identidade comprometida) com orientações aos usuários.

Serviços como esses costumam ser ofertados como benefícios de outros produtos, em apólices de seguros, cartões de crédito e débito, financiamentos e por redes de varejo. Com a pandemia, as empresas que ofertam apenas assistências tem crescido muito com opções que vão muito além do que é ofertado para veículos, líder de vendas até então, afirma Bernardo Sebastião, sócio da Bain & Company. 

Um dos exemplos citados por ele foi o seguro residencial. Com as casas conectadas, há muitos serviços que podem ser criados, como assistência para a Alexa ou para ar condicionado. “A penetração do residencial é relativamente baixa no Brasil, mesmo comparando a países vizinhos e muito longe do que vemos em países da Europa, Estados Unidos e na Austrália. Levar o produto certo, pelo preço que o consumidor pode pagar e ter uma comunicação afinada são ações que podem democratizar o uso das assistências entre os brasileiros”, afirma. 

Outro ponto destacado pelo consultor com base em uma pesquisa recente foi a questão de confiar no profissional que vai prestar o serviço. Ser um técnico referenciado por uma empresa traz muito mais segurança ao consumidor. Também mostrar para o consumidor o custo benefício de uma assistência, que é muito menor do que o consumidor comprar material e fazer ele mesmo serviços para reparos, seria uma outra forma de escalonar a participação de mercado. 

De olho no potencial deste negócio e em agradar consumidores, seguradoras e redes varejistas buscam ações para democratizar os serviços de assistência. Michel Nakashima, gerente de Serviços Financeiros Multivarejo no GPA, que inclui as redes supermercadistas Pão de Açúcar e Extra, afirma que o varejo é um canal potencial para a democratização do serviço das assistências. Durante a pandemia, os serviços mais demandados foram helpdesk, para tirar dúvidas com a instalação de tevês e computadores. Ele cita que a estratégia do grupo é ampliar a oferta para o canal digital. Hoje praticamente toda a venda é feita por vendedores nas lojas físicas. 

“Queremos aumentar a oferta, incluindo outros serviços, como a telemedicina , por exemplo”, citou. Para ele, o pulo do gato está na qualidade do atendimento ao cliente.  “Mesmo sendo o serviço prestado por terceiros, para o cliente é a marca GPA. Não podemos ter ruído nesta comunicação. Pelo contrário. É ela que determinará o sucesso da operação”, frisa. O objetivo do grupo GPA é apresentar todas as soluções para resolver de forma completa as necessidades de seus clientes.

Rodrigo Herzog, Superintendente de Operações na Bradesco Seguros, afirma que prestar assistência é uma forma de agregar valor ao cliente. Geralmente, o cliente procura a seguradora para falar sobre pagamento de indenizações por perdas. Já com a assistência, é uma prestação de serviço que pode até prevenir a ocorrência de um possível acidente. E isso tem muito valor, afirma, citando o check-up residencial. “Um especialista vai na casa do cliente e faz uma revisão geral em quadros elétricos, ralos, entre outros. Se houver problemas, podem ser consertados até no mesmo dia. Tivemos aumento de 45% na solicitação de serviços, sendo encanador e eletricistas os mais demandados”, contou durante o webinar.

Ele conta que, na Bradesco Auto/RE, a operação tem três grandes pilares. A primeira é que a assistência tenha objetividade e agregue valor aos clientes. Outro ponto é a jornada. Ter o atendimento digital e humano para o cliente usar como ele preferir. O terceiro ponto é a humanização. No meio de uma pandemia tivemos de adaptar a rotina de atendimento, com treinamento  e cordialidade dos nossos prestadores para entrar em contato com os clientes, além de toda a preparação com os EPIs (equipamentos de proteção individual) com uniforme, máscaras, álcool em gel, luvas. 

Em abril, a Bradesco Auto/RE lançou o atendimento via WhatsApp. “Passamos de 17% para 44% dos atendimentos gerais para o digital. Mais de 80% deles se iniciam e terminam de forma virtual. E mais de 90% dos clientes atendidos virtualmente recomendam o serviço para um amigo. Isso vai se tornar tendência para produtos e serviços. Investimos em pesquisa, escutamos os corretores, que nos trazem demandas das ruas de seus clientes para entregarmos produtos para todos os nichos.”

A mensagem é que a democratização das assistências virá de ofertas que se adequem às necessidades dos clientes. Não adianta colocar várias opções sem conexão com o que ele precisa. O cliente quer algo personalizado. A precificação também é sensível. Não adianta ter um serviço muito bom e não caber no orçamento dele. A venda tem se ser qualificada, assim como o atendimento pós venda. “Quem ainda não tem um processo assim tem de correr atrás. Pois é um caminho sem volta e o cliente vai exigir isso, assim como exige agilidade em qualquer outro serviço, como streaming, delivery e bancário”, finaliza o sócio da Bain. 

Assista o vídeo no YouTube ou ouça o podcast para saber mais sobre este tema ou escute o podcast Sonho Seguros News

Indicador do setor mostra volta do otimismo

De acordo com o levantamento, 90% dos corretores acreditam que a economia ficará melhor (45%) ou pelo menos estável (45%) nos próximos seis meses

O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS), medido através de pesquisa realizada pela Federação dos Corretores, a Fenacor, na última semana de novembro, indica que o mercado de seguros está mais otimista, seja em relação ao desempenho da economia, à rentabilidade e ao faturamento do setor. Foram entrevistados corretores de seguros, seguradores e resseguradores, informa o consultor Francisco Galiza.

De acordo com o levantamento, 90% dos corretores acreditam que a economia ficará melhor (45%) ou pelo menos estável (45%) nos próximos seis meses, enquanto 10% temem um quadro pior.

Já entre os seguradores, 55% enxergam um quadro favorável para o crescimento da economia no próximo semestre e 5% projetam, inclusive, um cenário “muito melhor”. Outros 22% trabalham com a possibilidade de uma estabilidade e 18% temem um agravamento, com queda na economia.

Tanto em relação ao faturamento quanto à rentabilidade do mercado, 40% dos corretores entrevistados projetaram um quadro de crescimento e 50% responderam que não deverá haver variações em relação ao cenário atual. Também neste caso, 10% demonstraram pessimismo, aguardando até mesmo queda do faturamento.

Faturamento do setor:

Fonte: Galiza

Os seguradores estão mais otimistas no que concerne ao faturamento, sendo que 68% acreditam em melhoria do quadro atual e 18% na estabilidade. Apenas 14% temem um cenário pior. Quanto à rentabilidade, as respostas dos seguradores foram mais conservadoras: 50% projetam estabilidade, 27% um crescimento e 23% queda.

Série: O que esperar de 2021 – Marcos Couto, CEO da Alper Consultoria em Seguros

marcos couto alper

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Marcos Couto, CEO da Alper Consultoria em Seguros, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Falar de 2021 é quase que precoce, apesar de estar tão próximo.  Mas, tentar acertar quais os desdobramentos e impactos é difícil, é natural que queremos que as coisas melhorem, as vacinas avancem, que a contaminação esteja sob controle, que as pessoas voltem às suas rotinas, seus negócios, mas o cenário ainda é bastante incerto. Eu sou otimista, e espero um 2021 mais positivo. 

Acredito, que o que possa garantir um ano menos tumultuado, é se manter alerta, atento, na vanguarda, querendo entender que não estamos no controle. Este ano mostrou bem que não estamos no controle, que precisamos ir nos adequando um dia de cada vez. 

Mesmo diante de todas as incertezas, nós buscamos continuar preparando a empresa para todos os tipos de desafios. Uma das estratégias foi o forte investimento em soluções digitais. Este ano mostrou que cada vez mais a transformação digital veio para ficar e quem não estiver preparado para esse mudança pode perder a oportunidade de crescer. Continuamos com uma cultura muito forte de cuidar de patrimônios e pessoas, investindo e focando nisso diariamente, com disciplina e determinação.  

Como descreve o ano de 2020?

Como um ano extremamente desafiador. Logo no começo fomos surpreendidos por uma pandemia global sem precedentes. Todos os planejamentos previstos por empresas e pessoas tiveram que ser repensados e, se por um lado trouxe um certo temor, por outro, também foi um ano de se reinventar. 

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Como todas as empresas, fomos surpreendidos e tivemos que rever nossa estratégia. Mas, somos uma corretora diversificada, com atuação em diversos segmentos e com produtos próprios, isso foi um importante diferencial neste momento. Enquanto alguns apresentaram maior dificuldade de recuperação, outros tiveram uma performance surpreendente e, com isso, conseguimos mitigar alguns impactos. 

Por exemplo, no segmento de saúde nos fomos pioneiros com o lançamento da plataforma própria de healthtech Dr. Alper, com telemedicina. Lançamos o produto no início do ano e ele teve um crescimento exponencial em razão da pandemia. Ao longo do ano, disponibilizamos outras soluções na plataforma, como atendimento psicológico, gestão de saúde e outros features. Tivemos a sensibilidade de disponibilizar esse serviço para toda a nossa base de clientes, independente do plano de saúde, nosso objetivo foi ajudar as pessoas a passar por esse momento difícil. 

Quais as áreas mais afetadas?

Buscamos identificar quais áreas poderiam ser mais afetadas, ser ágil e transparente nas medidas para reduzir os impactos, sempre buscando manter a qualidade dos serviços prestados. Mesmo assim, destacamos três áreas que tiveram maior dificuldade ao longo do ano, por fatores externos.

  • Seguros de fiança locatícia – devido a queda de renda, muitos locatários entraram em negociações com o proprietário que acabaram abrindo mão dessa garantia para manter o imóvel alugado. 
  • Seguros massificados – pela característica de distribuição pelo canal do varejo – foram duramente impactados, uma vez que a grande maioria das lojas permaneceu quase que completamente fechadas. Seguro Auto Individual/ pessoa física – com a queda na venda de veículos e o menor uso de aplicativo de transportes esses produtos foram diretamente afetados. 

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Assim como a maioria das empresas, tivemos que repensar o nosso modelo de atendimento que era 100% presencial. Com isso, fizemos uma revisão completa da política de trabalho do nosso time e implementamos sistemas para garantir o contato com o cliente de forma estruturada. A nossa área de relacionamento ficou ainda mais perto de cada cliente, mesmo que de modo virtual, para entender as suas necessidades e, assim, desenvolver  soluções adequadas a cada problema. Por exemplo, o seguro cyber passou a ser uma realidade para todas as empresas. O trabalho home office mostrou o quanto as empresas estavam expostas a riscos e, neste sentido, a nossa equipe ajudou os clientes a identificarem seus pontos fracos e a contratarem o produto mais adequado a sua necessidade. Acredito que a maior mudança é que  o relacionamento ficou mais próximo, passamos a desenvolver produtos e serviços conforme a demanda. 

O atendimento a pessoa física também mudou, tornou-se ainda mais humano. As pessoas não querem só falar com os robôs, elas precisam de uma voz amiga e, neste sentido, mais uma vez o Dr. Alper fez uma grande diferença. 

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MDS Brasil contrata Ricardo Nogueira como diretor de varejo

ricardo mds brasil

“Assumo com a missão de gerenciar uma equipe altamente profissional e, juntamente com eles, pensar e planejar estratégias de vendas para melhorar ainda mais os indicadores de desempenho”

A MDS Brasil anuncia a contratação de um novo diretor para a área de Retail. Ricardo Nogueira dos Santos assume a diretoria de Varejo. Ricardo está no mercado segurador desde 1994, fez parte do quadro das principais seguradoras do mercado nacional e tem amplo conhecimento e experiência em diferentes áreas técnicas e de negócios. Possui expertise em produtos de seguros para corretores, canais estratégicos e bancos (bancassurance).

O executivo será responsável por atividades diretamente relacionadas à Gestão e Desenvolvimento de Produtos e Serviços, Planejamento Estratégico, Planejamento Comercial e projetos com foco em inovação de negócios de seguros, gerenciamento e formação de equipes de alta performance.  

Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Americas Regional Manager da Brokerslink, destaca que o novo membro do time vem para somar nas estratégias da companhia. “Ricardo é um executivo já consolidado no mercado e sua chegada reforça nosso foco em Varejo, que é parte da nossa estratégia de negócio de médio e longo prazo”, afirma.  

A companhia, em consequência do seu crescimento e de forma a se preparar para o futuro, tem investido em uma estrutura robusta. “Trabalhamos cada vez mais a fim de consolidar um time preparado para um futuro ainda mais promissor na companhia, e o Ricardo, com certeza, terá uma ótima performance e comprometimento com todo corpo executivo. Desejo muito sucesso nesta nova função”, declara Thomaz Tescaro, Vice-presidente de Retail & Affinity da MDS Brasil. 

“Assumo com a missão de gerenciar uma equipe altamente profissional e, juntamente com eles, pensar e planejar estratégias de vendas para melhorar ainda mais os indicadores de desempenho. Com a experiência adquirida ao longo dos anos e com um time completo, iremos diversificar ainda mais as soluções para clientes”, afirma Ricardo. 

AXA XL finaliza a incorporação da XL Seguros pela AXA Corporate Solutions no Brasil

AXA

Fonte: AXA XL

A AXA XL anunciou hoje que a incorporação da XL Seguros Brasil S.A. (XL Seguros) pela AXA Corporate Solutions Seguros S.A. (ACS) foi concluída com sucesso no Brasil. A união das entidades legais, que ainda está pendente de aprovação final do regulador local, incorpora a XL Seguros. 

Desta forma, a ACS assume todas as obrigações da XL Seguros. A decisão de unificar as duas entidades foi tomada devido à aquisição do Grupo XL pela AXA, que foi concluída em setembro de 2018. 

Comentando o anúncio, o CEO do Brasil, Renato Rodrigues, disse: “Nós estamos extremamente satisfeitos por completar esse processo. Consolidar nossas entidades legais da AXA XL nos permite otimizar nossos processos para o benefício de nossos clientes e corretores.” 

Todos os contatos existentes com a XL Seguros permanecerão os mesmos, assim como todos os contatos locais, que continuarão com a parceria com clientes e corretores, para melhor servir as necessidades de gerenciamento de riscos.