Talentos da insurtech Pier são motivados pelo propósito de transformar o setor

insurtech Pier

O propósito da seguradora digital é ter operações cada vez mais rápidas e eficientes, consumidores cada vez mais satisfeitos e profissionais engajados

A Pier, primeira insurtech autorizada a operar como seguradora digital no Brasil, inicia 2021 com muito gás. A empresa acaba de receber seu CNPJ para operar como seguradora digital e pretende transformar a indústria de seguros com um modelo de negócio inovador. Começou vendendo seguro celular por meio de aplicativo, há três anos, e já consegue pagar indenização em 38 segundos. Em 2020, passou a vender seguro de carro que já está disponível em todo o Brasil. Tem como concorrente aproximadamente 50 seguradoras tradicionais e cerca de duas dezenas de startups. Todas em busca de profissionais diferenciados. 

Um dos principais desafios deste sonho de disrupção aliado à rentabilidade é ter uma equipe comprometida com um trabalho árduo. E como motivar jovens “gênios” da tecnologia a ter a experiência emocional de executivos com anos de experiência no mercado? A resposta para isso tem sido unir o propósito de entregar um produto que faz a diferença para a sociedade, com o empenho total em ter uma cultura empresarial respeitosa e também criar um plano de benefício de recompensa financeira pelos resultados obtidos. 

Parece uma conjunção impossível em um mundo capitalista. A boa notícia é que tal aposta em inovar velhos hábitos e crenças tem dado certo. “Nosso esforço está em trazer um modelo mais humano e vantajoso para todos: acionistas, colaboradores e clientes”, diz o CEO, Igor Mascarenhas. A Pier aposta no que o mundo chama de sociedade do conhecimento, onde a produtividade de um profissional deve ser medida por seus resultados e não pelo tempo que ele passa na empresa. 

A prova viva disso são dois “gênios”. Íntimos da tecnologia, a baiana Alice Iglesias, 32 anos, Head de Operações e Produtos, e o sorocabano Flávio Altinier, 28 anos, Lead de Engenharia de Dados, usam o máximo de dados para entregar um trabalho de forma assertiva e ágil. Mesmo jovens, já aprenderam que apesar de as startups trabalharem sob um modelo diferente das seguradoras tradicionais, os investidores querem o mesmo de ambas: crescimento conjugado com rentabilidade.

Flavio trabalha cerca de 8 horas por dia para poder curtir sua vida pessoal, com sua namorada e sua pet Jujubinha

Alice e Flávio se formaram na Unicamp e passaram cerca de dois anos fora do Brasil para avaliarem melhores valores de vida e oportunidades profissionais. Ele foi para os Estados Unidos e ela para a Europa. Flávio conta que quando chegou na Universidade de Cornell, em 2016, encontrou diversos grupos de estudos. “Tinha 24 anos e estava ainda buscando respostas sobre o que queria ser ou fazer. Então, entrei em vários clubes de conhecimento. Fiz desde um curso para aprender a lavar e enfeitar bichos para o mundo agropecuário até cursos de astronomia”, conta. 

Apenas como referência, Cornell é uma das universidades mais famosas do mundo, ao lado de Brown, Columbia, Dartmouth, Harvard, Princeton, Yale e Universidade da Pensilvânia. Fundada em 1865, por Ezra Cornell, um empresário e educador norte-americano que acreditava que qualquer pessoa tinha o direito de estudar o que quisesse, a universidade oferece ao aluno diversidade, em todos os sentidos, tendo como lema que qualquer pessoa pode encontrar instrução em qualquer estudo. “Lá eu ouvia várias línguas. Conheci pessoas de todas as partes do mundo. Tive o privilégio e a oportunidade de trabalhar com as melhores mentes do mundo, além de receber mentoria “dos feras” do mercado de algoritmos”.

Para fechar com chave de ouro seu período de um ano nos EUA, Flávio usou as férias de Cornell para fazer estágio na NASA. Sim, essa mesmo que está pensando. National Aeronautics and Space Administration ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço. Uma agência do Governo Federal dos Estados Unidos responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial. O que aprendeu lá? “Muito. Mas o melhor foi descobrir o que eu realmente queria: voltar para o Brasil e ajudar os brasileiros utilizando tecnologia”, conta. 

Voltou para a Unicamp, onde tinha trancado a matrícula no terceiro ano. Terminou o curso de ciências da computação e conseguiu um estágio no Ifood. Lá seu projeto foi ajudar o app de delivery a encontrar os restaurantes ideais para lugares específicos, com a meta de fazer o Ifood se estabelecer solidamente em novas regiões. Vale lembrar que a empresa se transformou em um marketplace para restaurantes que possuem frota própria, e conecta entregadores àqueles sem estrutura para o delivery. Tudo isso usando recursos de inteligência artificial para calcular rotas, estimar tempo de entrega, encontrar o entregador disponível mais perto da loja.

Depois de dois anos, foi fisgado pelo desejo de fazer uma nova disrupção. Só que agora no mercado de seguros. Aceitou o convite de Mascarenhas para ser sócio da Pier. “Fui o sexto profissional a chegar numa startup de proteção para celular, com 150 clientes. Hoje a equipe é formada por 80 pessoas, tem 20 mil clientes em celular e 1 mil em automóvel. Tem muito espaço para disrupção em dados no mercado de seguros. Atualmente temos pelo menos uns 20 modelos para colocar para rodar e por isso atuo agora mais como um multiplicador do que como um executor”, afirma ele, que trabalha cerca de 8 horas por dia para poder curtir sua vida pessoal, com sua namorada e sua pet Jujubinha. 

Alice privilegia a liberdade. “Amo cachorros, mas a minha liberdade é prioritária”, diz ela, que acaba de sair do apartamento onde morava, pois ele já estava cheio de coisas desnecessárias, segundo Alice. Ainda sem saber onde vai morar em 2021, sabe que vai viajar. “Fizemos todas as entregas. Conseguimos ser selecionados pela Susep para o Sandbox. Conseguimos ser a primeira a receber a autorização. Ampliamos a atuação da seguradora incluindo automóvel ao portfólio antes limitado à proteção de celular. Agora em 2021 vamos intensificar nossos esforços no Seguro Auto, para que ele seja sempre mais um produto inovador, que agrega valor para a sociedade na forma como é oferecido e indenizado. Já conseguimos pagar uma indenização em apenas 38 segundos”. 

Alice decidiu cursar engenharia elétrica para “construir trens que levitavam”. Aprendeu muito ao sair de Salvador para morar em Campinas, interior de São Paulo. Logo se juntou a outros quatros baianos. Por pouco tempo. Aproveitou o programa de intercâmbio da universidade e conseguiu uma bolsa de estudo na França, de dois anos, para estudar engenharia de telecomunicações com ênfase em gestão de projetos e sistema de informação. “A única palavra que entendia era ‘télécommunications’. Passava mais tempo aprendendo francês do que sobre as matérias do curso. Aprendi com a França muito sobre diversidade e pontos de vista diferentes. Sem certo ou errado, e sim diferentes. A viver sob outra perspectiva”.

Alice: “Às vezes é preciso lidar com o imprevisto ou com o próprio ego. Nestes momentos, me recolho dentro do meu coração em meditação para buscar uma conexão que vai além do pensamento racional”. 

De volta ao Brasil, Alice trabalhou na consultoria McKinsey e acabou recusando um MBA em Harvard, EUA, mesmo com a pressão de familiares, amigos e mentores profissionais, pois já tinha como certo seguir uma carreira onde pudesse empreender. “Sempre tive um pé no empreendedorismo voltado ao impacto social transformador da sociedade. Participei de um projeto para melhorar a gestão do sistema de saúde de Salvador e aqui foi onde descobri que amava impacto social e, também, tive um papel relevante no Guiabolso, que se propunha a mudar a vida dos brasileiros ao ajudar no controle da vida financeira e ofertar crédito acessível por meio de um aplicativo. Saber que estou fazendo a diferença na vida das pessoas faz meus olhos brilharem. Para mim não basta construir uma empresa grande e lucrativa, meu sonho é construir uma empresa que de fato contribua para a sociedade de alguma forma”, conta ela, que entrou como head de engajamento e acabou sendo uma das principais líderes para solucionar os desafios do dia a dia. 

Mas daí, os olhos brilharam para a proposta de Mascarenhas, que conheceu nos tempos de Unicamp. “Ele tem um sonho grande. De mudar uma indústria fazendo o certo. Isso me motiva. Se um dia a Pier perder o propósito, eu saio”, diz a única mulher entre o grupo de heads na Pier. Seu principal desafio é fazer com o que o time tenha mais voz, mesmo em decisões mais estratégicas. O melhor momento. “Se o gestor simplesmente for lá e fizer, a equipe perde a chance de ter a experiência da tentativa com erro e acerto. É neste ponto que busco aprimorar as minhas aptidões continuamente com estudo e mentorias de executivos que admiro”, diz.

A pausa para os líderes da Pier vai desde 5 minutinhos para uma rápida meditação como alguns dias para uma viagem para recarregar a energia para seguir. Alice, por exemplo, prepara duas viagens para 2021. “Vou para o México estudar espanhol em março e para a Patagonia em outubro descer um rio de caiaque e acampar”, disse ela, que reconhece que 2020 foi um ano puxado para toda a equipe, pessoalmente e profissionalmente. Ela admite que é a intuição quem dá a palavra final quando está dividida em uma decisão. “Às vezes é preciso lidar com o imprevisto ou com o próprio ego. Nestes momentos, me recolho dentro do meu coração em meditação para buscar uma conexão que vai além do pensamento racional”. 

Nas três últimas vezes que precisou se reconectar, Alice, que tem desde criança o esporte como seu maior aliado para o desenvolvimento humano, em 2019 foi esquiar em Bariloche, fez explorações no Jalapão e foi conhecer as diversas religiões existentes na Índia. Em outubro de 2020 esteve em um retiro em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, intercalando ioga e surf.  “A viagem para a Índia foi incrível. Conheci diversas religiões, mas escolhi o budismo, pois ele nos ensina a espiritualidade com o olhar para dentro, enquanto outras religiões têm um simbolismo de olhar e esperar por deuses externos”. 

Flávio conta que aprendeu na prática a olhar e agir. “Em uma startup, se você quer se sentar tem de montar a cadeira. Se quiser participar do programa de stock option, um tipo de remuneração variável que vende ações da empresa para colaboradores a preços abaixo do mercado, tem de agregar soluções para que a startup alcance sucesso. Se ficar esperando uma solução mágica ou que alguém lhe apresente uma fórmula pronta, lá se foi o timing certo”, comenta ele.

Uma coisa a história nos mostra. O uso de ferramentas tecnológicas e a dinâmica dos negócios transforma os líderes em um multitarefa, com habilidade para influenciar a maneira com que todos tomam decisões ágeis e certeiras. E se errar, começa de novo. Rápido. A aposta em combinar tecnologia da informação com a capacidade de intuição dos líderes é uma estratégia vencedora. Afinal, os dados mostram um caminho. Para saber a resposta, é preciso usar a intuição, algo que aflora somente quando a mente aquieta. E é neste silêncio que se consegue perceber os aspectos sutis que movem uma organização capitalista e assim conseguir manter o propósito da Pier, que é ter operações cada vez mais rápidas e eficientes, consumidores cada vez mais satisfeitos e profissionais engajados.

Reuters: Fusão entre Hapvida e Intermédica pode criar negócio de R$ 100 bi

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Fonte: Reuters

As empresas de saúde Hapvida e Notre Dame Intermédica confirmaram nesta sexta-feira que estão negociando uma fusão, o que pode dar criar a segunda maior empresa do ramo no país, num negócio de cerca de 100 bilhões de reais.

A proposta feita pela Hapvida daria aos seus acionistas 53,1% do grupo combinado, enquanto os da Notre Dame Intermédica ficaram com os 46,9% restantes. Estes receberiam um prêmio de 10% sobre ação da Intermédica no período de 20 dias de negociação antes de 21 de dezembro.

As ações das duas companhias dispararam após o anúncio, feito durante o pregão, com Intermédica em alta de cerca de 30% às 17h20 e Hapvida mostrando avanço de cerca de 23%.

A Hapvida é controlada pela família Pinheiro e um de seus integrantes, Jorge Pinheiro, é presidente-executivo. A Intermédica tem a empresa de investimentos Bain Capital como acionistas minoritário.

O anúncio ocorre num momento em que as atenções do mercado têm se voltado fortemente para o setor de saúde, tanto pelos desdobramentos da pandemia do coronavírus quanto pelo processo acelerado de consolidação da indústria de saúde no Brasil, com as maiores do setor buscando recursos no mercado para consolidar planos de crescimento via aquisições.

É o caso tanto da Hapvida, grupo criado em 1993 no Ceará e que se fortaleceu no Norte e Nordeste nos últimos anos, processo intensificado a partir de 2018 quando fez sua estreia na B3. A empresa afirmava ter 6,4 milhões de beneficários em setembro.

Já a Intermédica, com sede em São Paulo, e que também estreou na bolsa paulista no mesmo ano é ela própria resultado de uma fusão. A companhia afirma ter 6,2 milhões de beneficiários e também cresceu via aquisições, indo geograficamente ao encontro da Hapvida.

O grupo combinado teria uma receita líquida anual de cerca de 16 bilhões de reais, segundo os resultados anualizados das duas empresas referentes a terceiro trimestre de 2020, o mais atualizado.

O valor de mercado combinado seria de aproximadamente 97 bilhões de reais, considerando o valor de fechamento das duas ações na véspera. Mesmo desconsiderando a valorização desta sessão, a empresa seria a segunda maior do país de seu setor listada na B3, só atrás da Rede D’or, que fez IPO em dezembro e tem uma capitalização bursátil de 121 bilhões de reais. As ações da Rede D’Or subiam 0,9% ao perto do fim do pregão.

As ações de Hapvida e Intermédica já vinham em forte alta desde o início do dia. Durante a sessão, o site do jornal O Globo publicou que as companhias negociavam uma fusão. Depois, a Reuters publicou citando uma fonte que as companhias discutiam combinar os negócios e que a Hapvida teria uma parcela superior ao da rival no grupo combinado.

Saiba como o grupo MAG Seguros pretende ampliar o consumo de seguro de vida no Brasil

Mag seguros

“Estamos em um mundo em constante transformação e o nosso perfil inquieto, sem dúvida, contribui para o contínuo sucesso ao longo da nossa história”, afirma o CEO

“Temos no nosso DNA um propósito muito claro e inovação. Nenhuma companhia consegue chegar aos 186 anos sem isso. A inovação foi testada na pandemia. 2021 vamos colher mais frutos da nossa parceria e das oportunidades que temos pela frente. Os desafios estão apenas começando”, afirmou Helder Molina, CEO da MAG Seguros, ao blog Sonho Seguro. 

O grupo realizou no dia 8 de janeiro seu tradicional evento anual, no qual comemora seu aniversário, realiza a convenção nacional e para fechar com chave de ouro tem a festa da premiação Galo de Ouro, que prestigia os melhores corretores de seguros conhecidos como “galistas”. A Covid-19 atingiu a todos de uma forma democrática. A MAG Seguros estava preparada para enfrentar a pandemia, como mostram os resultados apresentados pelo grupo no evento Potencialize.

“Mesmo com todo o contexto externo, vencemos obstáculos nunca imaginados. Conseguimos cumprir nossas metas, projetadas em agosto de 2019, quando nem se pensava na Covid-19, com o apoio de todos os nossos parceiros de negócios. Lançamos 18 produtos novos, obtivemos crescimento de 12% e alcançamos cerca de 5 milhões de clientes. Também demos início a Simple3You, nossa seguradora digital, que oferecerá seguro de danos dentro do projeto de sandbox da Susep”, elencou Helder Molina em seu discurso no evento. 

O executivo destacou que a digitalização e o maior entendimento das pessoas para o seguro de vida foram os maiores legados deixados pela pandemia ao setor. “As pessoas tiveram que se reinventar. Comprar remédios pela internet. Comida pela internet. Em 30 dias as pessoas se digitalizaram. E nos seguradoras também tivemos que nos reinventar. Todos nós evoluímos e nos adaptamos a este novo momento. Quem estava preparado, se deu melhor. Quem não estava, correu atrás do prejuízo”. 

Ele destacou que hoje se pode falar livremente sobre morte e invalidez, um tema muito difícil para todos. “Isso também afetou a prioridade das pessoas. O que mais importa é proteger quem se ama. Então o que se esperar para 2021? Um mundo de oportunidades”, disse ele aos corretores que participaram do evento virtual, gravado em estúdios no Rio e em São Paulo.

Nilton Molina, pai de Helder e presidente do conselho do grupo, estava no estúdio em São Paulo. Ele ressaltou que 2020 foi um momento em que todos passaram por um momento de reflexão. “Num dos meus momentos reflexivos, passou pela minha cabeça uma coisa interessante. O produto que vendemos é necessário para todo ser humano. Recursos financeiros para proteger a família em caso de uma morte prematura, ou de uma invalidez inesperada ou mesmo ter uma renda para viver no caso da sobrevivência a tudo. Quem escapa disso? Alguém escapa da morte? Não. Qual o ser humano, que sobrevivendo a tudo isso, precisa de recursos para viver com qualidade sem depender de outras pessoas ou complementar os benefícios sociais? Todos”, comentou. 

Diante do exposto, Molina entende que o setor é indispensável a todos os seres humanos. No entanto, reconhece que é muito difícil vender seguros de vida. “Pensando nisso, cheguei a conclusão de que somos culpados. Nós, donos de seguradoras, executivos. Nós não incorporamos com força e fidelidade o propósito do nosso trabalho, que é prover soluções de proteção nos diversos momentos da vida. Convencer pessoas sobre a importância de poupar para a longevidade”, enfatiza.

Molina conclui que o setor tem de aprimorar a comunicação. “Faz 186 anos que este é o propósito da Mongeral, agora MAG. Precisamos oferecer valor para as pessoas. Um forte componente de propósito para o cliente. Temos de acreditar no nosso propósito. Esta é nossa fortaleza”, disse. “Aprendemos a vender seguro de forma remota. Conversar com corretores e clientes de forma virtual. Apoiar corretores e clientes de forma virtual. Foi um aprendizado e tanto para todos nós. Unidos e alinhados no mesmo propósito, que é defender nosso consumidor na certeza de que a nossa profissão é nobre e ajuda a construir o futuro de cada individuo e de cada família”, afirmou Molina pai.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista de Helder Molina ao blog Sonho Seguro

Como a empresa chega aos 186 anos?

A MAG é a terceira empresa com mais tempo de atuação ininterrupta no Brasil. Somos a seguradora mais longeva do país. E eu costumo dizer que há duas características de nossa empresa que são muito marcantes que nos fizeram chegar até aqui. A primeira delas é que temos um propósito claro e genuíno há 186 anos: prover soluções individuais nos diversos momentos de vida de todos os brasileiros. Somos uma empresa feita de pessoas, que preza pelas relações humanas e pelo cuidado com as pessoas. O outro ponto fundamental que nos trouxe aqui é o nosso DNA inovador. Estamos em constante transformação, buscando sempre desenvolver as melhores soluções em seguro, tecnologias e serviços para nossos corretores, parceiros de negócios e clientes. Estamos em um mundo em constante transformação e o nosso perfil inquieto, sem dúvida, contribui para o contínuo sucesso ao longo da nossa história.

Quais as principais conquistas?

O ano de 2020 foi repleto de conquistas para a companhia. Ele foi marcado pelo lançamento das nossas novas marcas comerciais em janeiro, quando nos tornamos MAG. Realizamos o lançamento de diversas soluções em seguro de vida e previdência, como a inovadora linha Vida Toda Bem-Estar, produtos para público com mais de 60 anos e novos planos de previdência com uma das menores taxas do mercado. Seguimos investindo nas nossas ações e soluções digitais, como as melhorias contínuas do Venda Digital, ferramenta de comercialização 100% digital e remota que permitiu a continuidade dos negócios durante a pandemia; além do novo Portal de Seguros Coletivos. Também merece destaque a consolidação do MAG Leads junto aos corretores parceiros, ferramenta baseada em tecnologia que tem como principal objetivo a captação e a gestão de leads qualificados no ambiente digital. Outra grande novidade foi a divulgação da segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade (IDL), desenvolvida pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

O grupo já pode ser considerado um marketplace de serviços financeiros?

Sim, certamente. Nosso grupo atua como uma experiência do que chamamos de one stop shop. Oferecemos diversas soluções pensando na longevidade financeira, seja de cliente pessoa física, quanto para empresas ou parceiros institucionais, com produtos de seguro de vida, previdência, investimentos e conta digital, por exemplo.

Como está o projeto do banco digital?

Em janeiro lançamos a MAG Finanças, nossa fintech. Neste período, realizamos campanha para a adesão dos corretores para o recebimento de comissões pela conta digital da MAG Finanças. Para além disso, a MAG Finanças se tornou opção para pagamento de benefícios a pessoas não bancarizadas. Com menos de um ano de operação, a fintech superou R$ 400 milhões em transações, foi aprovada pelo Banco Central para participar do PIX e está em fase final de constituição como uma Sociedade de Crédito Direto.

E a filha mais nova, a insurtech do grupo, a Simple2u?

A Simple2u marca a nossa entrada na oferta de seguros de ramos elementares no modelo on demand. Estamos com uma boa expectativa para a insurtech, que atuará com a democratização do seguro de forma 100% digital.

O que mais podemos contar sobre a agenda de inovação do grupo para 2021?

Neste ano vamos intensificar ainda mais as nossas iniciativas relacionadas ao MAG Leads, contribuindo cada vez mais com a geração de negócios para os corretores. Vamos desenvolver soluções de seguro on demand, trazendo para a sociedade uma nova maneira de consumir seguro de vida no Brasil por meio de um modelo consolidado em outros tipos de mercado. O trabalho da WinSocial direcionado às pessoas com diabetes  se mostrou muito produtivo em 2020. Para 2021, já iniciamos estudos para ampliar a oferta de seguro a novos clusters de risco excluído ou severamente penalizado por meio de uma análise baseada em tecnologia. Ou seja, mais oportunidades de negócio em novos segmentos de clientes. Também vamos realizar mais um ciclo do nosso programa de inovação com a PUC-RJ que, pela segunda edição, será realizado de forma totalmente online e poderá envolver estudantes de universidades de todo o país.

Cite 5 lições importantes que uma empresa precisa considerar para ser longeva.

  • Ter um propósito claro, definido e genuíno
  • Ser uma empresa que tenha inovação em seu DNA e em constante transformação
  • Fortes relações pessoais e espírito colaborativo
  • Olhar atento às oportunidades
  • Foco nas necessidades e demandas de clientes e parceiros de negócio

SulAmérica implementa Assinatura Digital para produtos coletivos de Vida

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Fonte: SulAmérica

A SulAmérica passa a oferecer a conveniência da Assinatura Digital para o fechamento de contratos envolvendo os produtos coletivos de Vida: o SulAmérica Você Empresa e oSulAmérica Capital Global. O objetivo é melhorar a experiência e proporcionar ainda mais agilidade ao cliente. A proposta de contratação e a carta do corretor são enviados por e-mail para assinatura digital com total segurança, incluindo validação via e-mail e SMS. Tudo é realizado de forma intuitiva, a partir do Cotador VG Fácil, disponível no Portal do Corretor . 

Essa é mais uma novidade do amplo processo de digitalização realizado pela SulAmérica com cuidado e foco nas pessoas e na sustentabilidade. Desde agosto do ano passado, por exemplo, todas as vendas de seguros de Vida e planos de Previdência da SulAmérica, ambos na categoria individual, passaram a ser feitas integralmente online. 

Para mais informações sobre a Assinatura Digital nos produtos Coletivos, a SulAmérica disponibilizou um tutorial online com passo a passo para o corretor e o cliente. 

AIG Seguros promove mudanças de executivos no Brasil e na América Latina & Caribe

Rodrigo Valadares é o novo Diretor Comercial; Thaísa Oliveira é a nova Superintendente de RH; João Fontes assume a área de Linhas Financeiras da AIG Brasil com a promoção de Flavio Sá para América Latina. Natália Grisanti, Superintendente Atuarial no Brasil, também é promovida a líder Latam

A AIG anuncia mudanças na liderança da companhia no Brasil e América Latina. As áreas Recursos Humanos, Comercial, Linhas Financeiras e Atuarial da seguradora entram 2021 com mudanças de líderes. Ao todo, em 2020, a seguradora promoveu 23 promoções internas. 

Rodrigo Valadares, que era líder da área de Corretores Nacionais, passa agora a responder por toda a equipe Comercial da AIG Brasil, como Diretor Comercial. A nomeação reforça a importância da gestão eficiente dos canais para o crescimento sustentável da AIG no Brasil. Há oito anos na companhia, Rodrigo, que carrega na bagagem passagens por empresas como Porto Seguro e Itaú Seguros, iniciou na AIG como trainee, é economista de formação e possui pós-graduação em Gestão de Negócios. 

Thaisa Oliveira foi anunciada recentemente como Superintendente de Recursos Humanos e chega para reforçar o compromisso contínuo da AIG com pessoas e o importante papel da área no apoio à estratégia e objetivos da companhia. Com carreira na Ford Motor, onde passou pelas áreas de Finanças e RH, inclusive com experiências internacionais na Venezuela e Estados Unidos, Thaisa atuou como Business Partner e líder de RH em diferentes áreas e é advogada e técnica contábil, com Especialização em Gestão de Negócios e Direito do Trabalho. A executiva se reportará para Nélia Soares, então Diretora de RH no Brasil e que agora passa a responder pela área na América Latina e Caribe (LAC), e Fabio Oliveira, CEO AIG Brasil. 

Outra movimentação acontece na área de Linhas Financeiras, que inclui alguns dos produtos chave da AIG, entre eles o Seguro D&O, Riscos Cibernéticos e Responsabilidade Civil Profissional. Flavio Sá assume novos desafios profissionais na companhia e passa a ser Head de Linhas Financeiras para a Região LAC e para a AIG México. No Brasil, a seguradora anuncia João Fontes à frente da área como Head de Linhas Financeiras Brasil. Bacharel em Economia e pós-graduado em Administração de Empresas, Fontes iniciou a carreira na companhia no programa trainee (PA) em 2010. A executiva brasileira Natália Grisanti que atuava como Superintendente Atuarial no Brasil passa a responder pela AIG em toda a região América Latina & Caribe como Regional Chief Actuary LAC. A profissional, que tem passagens por SulAmerica Seguros e Itaú Unibanco, começou sua trajetória na AIG Brasil em 2009 e, mais recentemente, atuou como CFO Interina e Líder Atuarial da AIG Seguros e AIG Resseguros Brasil. 

Inovação trazida pela Covid-19 cria um novo setor, diz consultor em evento da MAG Seguros

Mag Seguros

Bancos de dados agregados e que estão disponíveis nas mais diversas bases permitem que os serviços e produtos ofertados sejam calculados individualmente

Inovação e o setor de seguros. Este foi o tema da palestra de David Roberts, da Singularity University, na terceira edição do evento Potencialize, que marca o aniversário de 186 anos da MAG Seguros, a convenção anual de vendas e a premiação Galo de Ouro, que reconhece o esforço dos principais parceiros comerciais da companhia. “A Covid-19 nos forçou a acelerar o processo de digitalização. O computador ajuda o médico a fazer o que ele faz, melhor. Assim também é com os corretores. À medida que nos criamos tecnologia que aprimora o trabalho do profissional de vendas, ele passa a ter mais tempo para construir confiança. Assim como a Apple fez. Os clientes amam os serviços e produtos da Apple porque ela tem a cultura de agregar valor aos consumidores”, afirmou Roberts durante conversa com o CEO Helder Molina.

O especialista ressaltou o enorme volume de investimentos em inovação no mundo nos últimos 6 meses e o quanto todos os setores, especialmente o de seguros, é beneficiado. “Temos mais bancos de dados, agregados a outros, e isso nos traz uma compreensão muito maior sobre comportamentos e tendências. A Inteligência Artificial duplica o desempenho a cada quatro meses, ampliando a assertividade de ferramentas e leads. Temos uma melhor avaliação de risco e um entendimento mais claro do cliente, agregando ainda mais valor para as relações comerciais”, citou. 

Como exemplo, ele citou a criação de produtos mais factuais para a realidade e também a agilidade em precificar riscos. O fato de uma pessoa começar a fumar e a seguradora poder imediatamente reajustar o preço do seguro de vida para cima, pois o risco deste cliente mudou, é um fato relevante para a solvência financeira do grupo. Temos também o outro lado. A companhia pode baixar o preço se o cliente sedentário passou a praticar esportes, e isso reforça a importância de se ter hábitos saudáveis. “Esses bancos de dados agregados e que estão disponíveis nas mais diversas bases permitem que os serviços e produtos ofertados sejam calculados individualmente. E isso é uma ferramenta importante para o consultor financeiro ajudar seu cliente a ter um planejamento financeiro adequado para se manter longevo diante dos imprevistos da vida”, ressaltou. 

Blockchain e criptomoedas foram citados pelo especialista como tendências para o setor de seguros no médio e longo prazo. “Essas tecnologias são boas para seguros pois permitem que executivos do setor pensem em como os pagamentos são feitos e em como isso muda o risco em tempo real. Ele também ressaltou a importância das mudanças que virão com os carros autônomos e a computação quântica, afirmando que serão as principais revoluções nos próximos 10 anos. 

No entanto, para que todo esse benefício da tecnologia tenha efeito positivo dentro de uma seguradora, a cultura e o DNA precisam estar alinhados com a inovação. “Temos visto novas ideias em startups, dentro das empresas e dentro da casa das pessoas, o que tem facilitado a transformar a cultura da sociedade. Vejo que os corretores têm confiança e gostam do trabalho da MAG porque ela está melhorando o serviço que presta aos corretores e para seus clientes”, acrescentou. 

Para finalizar, Helder Molina perguntou “Como transmitir a cultura da inovação para as pessoas? Roberts afirmou que a empresa que tem a cultura atrai e retém o talento. Com isso, todo o resto muda. Vejo que a MAG se saiu muito bem na Covid-19. Enquanto outras empresas acabaram, a MAG cresceu, manteve seus clientes e corretores e conquistou novos. Acredito que a MAG vai sair mais forte passada esta pandemia e já preparada para possíveis outros problemas, pois desenvolveram uma cultura adaptativa. É um ciclo virtuoso ter os melhores talentos e eles ficarem pela cultura que a empresa desenvolveu. Vejo também que a MAG tem uma cultura movida pela compaixão e pelo desejo de cuidar dos clientes, o que a torna resiliente, outra qualidade que agrega ainda mais valor à adaptabilidade. A MAG não só fala, ela faz. E isto incrível”, finalizou Roberts.

Molina agradeceu os comentários do especialista e enfatizou: “Nós acreditamos muito na nossa cultura. As empresas são feitas de pessoas. E você nos ajuda a lembrar disso”. 

Seguradora tailandesa lança plataforma usando blockchain

Fonte: Reinsurance News

A IBM anunciou que a Thai Reinsurance Public Company Limited (Thai Re), a principal resseguradora profissional, excluindo o segmento de vida, baseada em tecnologia da Tailândia, lançou a “Rede de Seguradora”, um contrato inteligente de resseguro usando tecnologia IBM blockchain na nuvem.

O setor de seguros está em um período de turbulência não visto há décadas, com as restrições de negócios causadas pela pandemia COVID-19 aumentando a necessidade das seguradoras de melhorar a eficiência e remover as barreiras comerciais. Por meio do lançamento de sua plataforma “Rede de Seguradora” na nuvem IBM, a Thai Re vai simplificar a forma como lida com mais de 10.000 contratos de resseguro anuais com seus parceiros de seguros, tornando mais fácil para essas seguradoras expandir seus negócios.

Usando a tecnologia blockchain na nuvem IBM, a plataforma permitirá que o setor de seguros da Tailândia ganhe eficiência e velocidade no processamento dos contratos de resseguro. Os benefícios esperados também incluirão a redução do risco de falsificação por meio de uma versão única rastreável e altamente segura da documentação da verdade e uma redução nas possíveis imprecisões de dados de contratos de resseguro de reconciliação manual com várias partes.

“A pandemia de COVID-19 e a necessidade de transformar digitalmente pediram às organizações, não apenas do setor de seguros, mas de todos, que trouxessem eficiência à forma como trabalhamos”, disse Oran Vongsuraphichet, CEO da Thai Reinsurance Public Company Limited.

Projeto obriga estacionamentos comerciais a contratarem seguros

agencia camara

Proteção dos veículos valeria em casos de eventuais danos, furtos ou roubos ocorridos nos pátios ou garagens

Fonte: Agência Câmara

O Projeto de Lei 5359/20 obriga os estacionamentos e garagens comerciais a contratarem seguros em casos de eventuais danos, furtos ou roubos. Pelo texto, a regra valeria para estacionamentos e garagens rotativas ou com preço pré-estabelecido mensalmente em estabelecimentos comerciais.

O autor da proposta, deputado Juninho do Pneu (DEM-RJ), argumenta que a jurisprudência de diversos tribunais entende que os estabelecimentos comerciais são civilmente responsáveis pela segurança dos veículos estacionados em suas dependências.Acervo Câmara dos Deputados

“Diante do problema, muitos municípios editaram leis estabelecendo a obrigatoriedade de contratação de seguro contra furto e roubo de veículos automotores por parte dos estabelecimentos comerciais comuns e das empresas que operam área ou local destinado a estacionamentos”, explica o deputado.

Tramitação – A proposta foi apensada a outras semelhantes que aguardam parecer do relator, deputado Ricardo Izar (PP-SP), na Comissão de Defesa do Consumidor. Os projetos, que tramitam em caráter conclusivo, também deverão ser examinados pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Catástrofes naturais somam US$ 210 bi; US$ 82 bi foram indenizados por seguradoras em 2020

catástrofes

Os desastres naturais deste ano ceifaram cerca de 8.200 vidas

As perdas globais com desastres naturais em 2020 chegaram a US$ 210 bilhões, dos quais cerca de US$ 82 bilhões estavam segurados. Tanto as perdas gerais quanto as seguradas foram significativamente maiores do que no ano anterior (2019: US$ 166 bilhões e US$ 57 bilhões, respectivamente), segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Munich Re. Leia mais sobre o estudo no portal da Munich Re.

As perdas por catástrofes naturais em 2020 foram significativamente maiores do que no ano anterior. Números recordes para muitos perigos relevantes são motivo de preocupação, quer estejamos falando sobre a temporada de furacões severos, grandes incêndios florestais ou a série de tempestades nos EUA. A mudança climática terá um papel cada vez maior em todos esses perigos. Há cinco anos, em Paris, a comunidade global estabeleceu como meta manter o aquecimento global bem abaixo de 2 ° C. É hora de agir”, comentou Torsten Jeworrek, membro do conselho do grupo alemão.

A participação dos EUA nas perdas foi bastante alta: Desastres naturais nos EUA foram responsáveis ​​por US$ 95 bilhões (2019: US$ 51 bilhões) de perdas totais e US$ 67 bilhões de perdas seguradas (2019: US$ 26 bilhões). Os desastres naturais deste ano ceifaram cerca de 8.200 vidas. No geral, a parcela não segurada das perdas por desastres naturais em 2020 foi de cerca de 60%.

Mais uma vez, foi notável que apenas uma pequena parte das perdas foi segurada nas economias em crescimento da Ásia. O desastre natural mais caro do ano foram as severas inundações na China durante as chuvas de monções de verão. As perdas totais com as enchentes somaram aproximadamente US$ 17 bilhões, dos quais apenas 2% estavam segurados. Soluções de seguro do setor privado ou na forma de parcerias público-privadas poderiam ajudar a melhorar a resiliência, em outras palavras, a capacidade de retornar à vida normal o mais rápido possível.

Cinco anos após o Acordo do Clima de Paris, 2020 continuou a série de anos muito quentes. A temperatura média global (janeiro a novembro) em 2020 foi cerca de 1,2 ° C mais alta do que os níveis pré-industriais (1880–1900) – apenas 0,01 ° C antes de 2016, o ano mais quente já registrado. As regiões ao norte do Círculo Polar Ártico experimentaram um aumento acentuado na temperatura, mais de duas vezes maior que o aumento médio global. Em partes do norte da Sibéria, ocorreram incêndios florestais extensos e temperaturas de mais de 30 ° C.

Ernst Rauch, Chefe do Clima e Geocientista da Munich Re, comentou o seguinte: “Mesmo que os desastres climáticos em um ano não possam estar diretamente relacionados às mudanças climáticas e um período mais longo precise ser estudado para avaliar sua importância, esses valores extremos se encaixam com as consequências esperadas de uma tendência de aquecimento de décadas para a atmosfera e os oceanos que está influenciando os riscos. Um número crescente de ondas de calor e secas estão alimentando incêndios florestais, e ciclones tropicais severos e tempestades estão se tornando mais frequentes. A pesquisa mostra que eventos como as ondas de calor deste ano no norte da Sibéria são 600 vezes mais prováveis ​​de ocorrer do que antes. ”

Mitsui Sumitomo fecha parceria com C6 para seguro de pequenas obras

Mitsui_Sumitomo-Helio_Kinoshita

Produto será ofertado pelo corretor da loja varejista no momento da compra do material de construção

A Mitsui Sumitomo inicia 2021 debruçada num seguro inovador que será ofertado pelo C6 Bank, o banco digital criado há dois anos por ex-executivos do BTG Pactual. “Estamos muito otimistas com esta parceria, que começa com um projeto para levar um produto inovador de Pequenas Reformas aos varejistas de materiais de construção”, disse Hélio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo, maior seguradora da Ásia e integrante do 8° maior grupo segurador do mundo.

Fundado há dois anos, o C6 tem sede em São Paulo, um banco nas Ilhas Cayman, uma corretora em Nova York e outra em São Paulo, uma empresa de pagamentos PayGo, a plataforma de seguros Som.us, a desenvolvedora de aplicações de pagamentos Setis e a edutech Idea9. Com 4 milhões de clientes, 1,4 mil empregados, 325 consultores empresariais e 12 mil correspondentes bancários e cerca de R$ 5,3 bilhões em ativos, o banco quer ser completo e realizar a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2021.

Fabio Basilone, que lidera há um ano a transformação de seguros no C6, afirma que a atuação do banco em seguros é também inovadora. “O banco tem o cliente como foco e descarta atuar como bancassurance. Estamos debruçados na curadoria do que será ofertado ao cliente e teremos parceiros que agregam tecnologia e produtos inovadores, na hora certa, a um preço justo”, afirmou ao blog Sonho Seguro.

“Não adianta ser rápido e ser caro. Tem de realmente agregar valor e a proposta da Mitsui Sumitomo agregou em tecnologia, inovação e preço”, disse Basilone

Basilone conta que ficou surpreso com o retorno da concorrência aberta para selecionar parceiros em seguros. “Tivemos na primeira rodada de conversas mais de 50 empresas do setor, incluindo seguradoras, empresas de assistências e resseguradores. Esperávamos umas 15. Já selecionamos algumas, entre elas a Mitsui Sumitomo, que nos traz tecnologia para as soluções que precisamos. Não adianta ser rápido e ser caro. Tem de realmente agregar valor e a proposta da Mitsui Sumitomo agregou em tecnologia, inovação e preço”, disse.

Trata-se de um produto realmente inovador. Quem comprar itens em qualquer uma das 1,5 mil lojas de material de construção credenciadas na rede de pagamentos PayGo, do C6, vai receber uma oferta de seguros para pequenas reformas garantido pela Mitsui Sumitomo. O seguro garante danos físicos e de responsabilidade civil.

“Um cliente leva mil tijolos para levantar um muro e sai da loja com um seguro para indenizar terceiros caso durante a construção o muro desabe e danifique um carro, por exemplo. Além disso, o material de construção danificado será reposto pelo seguro. Isso é inovador. O cliente não sabe que existe essa possibilidade de proteção e sai da loja protegido com uma apólice que vai indenizar o dono do veículo e a ele próprio. É uma nova era. O seguro chega ao consumidor na hora que precisa. Até hoje não tínhamos no Brasil produtos simples assim para vender em escala”, afirma Basilone, que atua no mercado segurador há mais de 30 anos.

A oferta será feita no pagamento da compra e será administrada pelo corretor do varejista. A startup do C6, a Edutch, será responsável pelo treinamento dos vendedores, para que eles façam uma oferta consultiva e consciente aos clientes, garante Basilone. Segundo ele, o corretor é parte da estratégia. “O mercado tem potencial de crescimento, porque a penetração do produto é baixa. Ao mesmo tempo, é um mercado em que a tecnologia ainda não redesenhou totalmente a oferta e este é uma grande oportunidade para o corretor apresentar outras soluções e aumentar a rentabilidade da carteira”, acrescentou Basilone.

“Estamos preparados para atender demandas inovadoras e levar soluções para bancos, fintechs, startups, marketplaces que buscam produtos modernos, com pagamento por uso. Neste caso do C6, o seguro protege o dia a dia da obra, o empreiteiro e o cliente, que compram de picadinho. A cada esta da compra ela terá um valor de cobertura e saberá exatamente o que comprou. São coberturas pequenas. Assim a cada etapa se compra uma cobertura básica para o momento da obra e se tiver acidentes, recebe a indenização da mesma forma com que comprou, de forma simples e ágil”, finalizou Helio.