Luís Augusto Momesso, engenheiro Civil de formação e securitário por paixão, faleceu no dia 1 de marco, em São Paulo, aos 72 anos de idade. Deixa os filhos Flávio, Denise e André. Deixa netos, demais parentes e amigos. O seu corpo foi transladado em auto fúnebre para São Pedro e o seu sepultamento acontecer nesta terça-feira, às 13h.
Foi, nos anos 1970, um dos precursores da engenharia no seguro brasileiro. Além de contribuir para o desenvolvimento do Seguro de Riscos de Engenharia, então na carteira Riscos Diversos, atuou fortemente para a conscientização do mercado, incentivando as seguradoras a acolherem engenheiros nos seus quadros de colaboradores, comenta Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro.
Um dos principais motores das Comissões Técnicas das Federações e Sindicatos, ou no âmbito do Resseguro, sempre leal e elegante, mas simples, espontâneo e carinhoso, formou grande parte dos bons engenheiros que atuam nas mais diversas funções do mercado de seguro.
“O fiel Corintiano, Tio Moma para os mais íntimos, deixa incontáveis amigos e seguidores, pois não media esforços para ensinar e atender o que lhe fosse solicitado. Sempre pronto para servir e bem”, acrescenta Wady José Mourão Cury, diretor da Sura Seguros.
“Momesso era um grande amigo. Concorrente competente, induziu-me à continua melhoria da minha performance. Meus mais profundos sentimentos à família”, diz Ivan Passos, conselheiro do IRB Brasil Re.
Ela cita a dificuldade enfrentada pelas mulheres para se “exporem mais” e se candidatarem a uma nova oportunidade, optando por aguardar o reconhecimento, mesmo sendo muito qualificadas
Fonte: AMMS
Eleita presidente da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros – AMMS – para um mandato de três anos, a advogada Simone Vizani se diz honrada em assumir esse grande desafio. “Estou certa de poder superar esse desafio, não apenas por minhas eventuais qualificações e esforços pessoais, mas, principalmente, pelo apoio do grupo de brilhantes executivas que formam a diretoria e o Conselho da nossa entidade”, afirma Vizani, acrescentando que todas serão “igualmente protagonistas nessa missão que assumimos agora”.
Simone Vizani tem uma história marcada pela defesa da causa do empoderamento feminino no mercado de seguros. Ela foi, inclusive, uma das fundadoras da AMMS, em 2018, ao lado de Margo Black, “minha mentora e fonte de inspiração pessoal e profissional”.
Ela frisa, no entanto, que ainda há muito trabalho a fazer e aponta como maior desafio nesse processo criar as condições adequadas para que as mulheres tenham igualdade de oportunidades em suas carreiras. “Estamos confiantes. Para tanto, já temos em mãos um planejamento de trabalho para 2021, que foi elaborado com esmero e muita dedicação por uma diretoria renovada e engajada”, revela.
A nova presidente da AMMS lembra que, até 2012, havia uma mulher executiva para cada quatro homens. Esse quadro vem mudando, mas muito lentamente. Hoje, há uma profissional para cada três homens. “Somos maioria e ocupamos 55% da força de trabalho. Há mais mulheres do que homens nos departamentos Jurídico, de RH, Comercial e de Benefícios. Em níveis de gerência, já ocupamos 46,5%. No entanto, na alta liderança, infelizmente ainda estamos bem abaixo da média mundial”, lamenta.
Outro fato que preocupa é a dificuldade enfrentada pelas mulheres para se “exporem mais” e se candidatarem a uma nova oportunidade, optando por aguardar o reconhecimento, mesmo sendo muito qualificadas. Além disso, enfrentam barreiras como o GAP Salarial e a dupla jornada de trabalho, tendo que conciliar inúmeras tarefas em casa com o desenvolvimento da própria carreira.
Nesse sentido, a presidente da AMMS observa que as mulheres precisam ter mais visibilidade e fortalecer a autoconfiança para poderem “romper barreiras dentro do comando da empresas”.
Por fim, Simone Vizani diz que pretende anunciar algumas novidades na AMMS muito em breve. “Vocês não perdem por esperar!”, promete.
A seguradora, que desde abril de 2020 já dava plena cobertura em caso de Morte, Assistência Funeral e Diárias de Internação para casos relacionados à doença, agora suspende a carência de 90 dias desde 1 de março para todas as apólices
A Sompo Seguros acaba de incrementar os benefícios voltados aos clientes dos seguros Sompo Vida. A companhia informa que desde 1 de março de 2021, está suspensa a carência para coberturas de sinistros relacionados ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da COVID-19.
“Desde o início, efetuamos um acompanhamento muito aprofundado dos efeitos da pandemia no mercado segurador e no dia a dia dos segurados. Com isso, buscamos alternativas para que nossos produtos continuem a suprir as demandas, sobretudo agora, em que é necessária a mobilização de toda a sociedade para superar as adversidades vividas no momento atual”, destaca Edglei Monteiro, diretor Comercial de Saúde e Vida da Sompo Seguros.
Essa medida vem complementar a decisão da companhia que, em abril de 2020 determinou a plena cobertura no caso de Morte, Assistência Funeral e Diárias de Internação Hospitalar relacionados a casos de COVID-19 para apólices vigentes de vida.
“O acompanhamento das demandas de segurados trazidas pelo nosso relacionamento muito próximo com os parceiros corretores de seguros permitem que nos antecipemos às tendências para podermos apresentar soluções que tornem a prestação de serviços ainda mais completa para o cliente”, complementa Diana Aparecida de Araújo, superintendente Técnica de Vida da Sompo Seguros.
IRB Brasil Re segue na liderança absoluta do mercado de resseguros local
Fonte: Austral
O volume do mercado brasileiro de resseguros cresceu 26,4% no período acumulado de 12 meses até setembro de 2020, comparativamente ao mesmo período anterior (até setembro de 2019) segundo o relatório Austral Report, elaborado pela Austral Re. As atividades do setor geraram um prêmio cedido em resseguro de R$ 16,6 bilhões, em um período de 12 meses findos em setembro de 2020. Nesse período, porém, registrou-se um aumento na sinistralidade, que passou de 70% para 93%. Segundo o diretor Comercial da Austral Re, Paulo Hayakawa, apólices de linhas de negócios como Transportes, Aeronáutico e Patrimonial influenciaram esse resultado.
“Mesmo com esses números, observamos que o mercado continua crescendo. O setor de seguros gerais é nosso termômetro e observamos alta de 4,2% no período, chegando a R$ 113 bilhões no total. Já volume de resseguro (líquido de comissão) contabilizou R$ 9,47 bilhões, um crescimento de 24,9% em relação ao período anterior. As resseguradoras locais ampliaram sua participação nos negócios, chegando a 80% do prêmio cedido pelas cedentes brasileiras, frente aos 76,9% anteriores. Esse percentual cresce a cada ano, desde 2010 quando era 48%.
As empresas locais também se beneficiaram do volume de resseguro aceito do exterior. Com expressivo crescimento de 39%, marcou R$ 4,5bilhões frente aos R$ 3,2 bilhões do período anterior. As cedentes offshore são responsáveis por 32,3% do que é negociado pelas resseguradoras locais.
Grupo lança seguro exclusivo para clientes do Google Cloud
A Munich Re anunciou o lançamento da solução inovadora de seguro cibernético “Cloud Protection +” exclusivamente para clientes do Google Cloud. O envio e a subscrição baseados em dados permitem um processo de compra mais fácil, eficiente e transparente para os clientes, informou a resseguradora em comunicado à imprensa.
“Ao combinar a experiência de três líderes do setor, atendemos às necessidades específicas de gerenciamento de risco de organizações que estão migrando seus negócios para a nuvem. Integrado em um processo de subscrição eficiente, nossa solução Cloud Protection + fornece uma resposta holística ao risco cibernético. Além do benefício imediato para os clientes do Google Cloud, a cooperação contribuirá para o aprimoramento da modelagem de risco cibernético da Munich Re”, afirmou Stefan Golling, membro do Conselho de Administração.
A parceria com o Google Cloud e Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) tem foco em fornecer cobertura específica de nuvem para organizações. Essa nova parceria busca atender às necessidades específicas dos clientes do Google Cloud e se concentra em aproveitar as percepções de dados do Google Cloud na criação de soluções cibernéticas inovadoras e sustentáveis.
Os três parceiros se uniram para atender melhor às necessidades dos clientes, abordando a tendência global cada vez maior de uso da nuvem. A experiência em segurança específica da nuvem do Google Cloud, junto com a experiência em transferência de risco da Munich Re e AGCS, é incorporada a uma oferta baseada em dados para clientes da nuvem.
O Google Cloud permite que as organizações recuperem um relatório individualizado sobre sua posição de segurança na plataforma usando sua nova ferramenta Risk Manager. As organizações obtêm percepções acionáveis sobre sua exposição ao risco e podem tomar medidas direcionadas para reduzir ou cobrir seus riscos. Ao solicitar cobertura, as organizações compartilham o relatório do Risk Manager com as seguradoras, simplificando muito o processo de inscrição e subscrição.
Segundo a resseguradora, a oferta conjunta, alcançada ao aliar a tecnologia ao know-how de seguros e facilitar o compartilhamento de dados em profundidade, traz um novo patamar de maturidade ao mercado. O Programa de Proteção de Riscos oferece aos clientes um nível mais alto de segurança, abrangendo aspectos técnicos e financeiros do gerenciamento de riscos.
Os blocos de construção da oferta estão incorporados ao Programa de Proteção de Risco, que integra a ferramenta Risk Manager com acesso a uma política cibernética chamada Cloud Protection +. Mais de 130 especialistas cibernéticos trabalham no Grupo Munich Re em todo o mundo.
“Me comprometo a continuar nosso trabalho de construir uma empresa moderna que entregue valor excepcional para todos os seus públicos, avançando na expansão da companhia no mercado brasileiro”, diz Chacon
Carlos Magnarelli, atual presidente da Liberty Seguros no Brasil, foi indicado como o novo presidente da seguradora para o mercado Andes. A partir dessa transição, Patricia Chacon, atual Head de Digital e Customer Experience para a América Latina e Europa e Diretora de Transformação para o Brasil, foi indicada como a nova presidente da Liberty Seguros Brasil, sujeita à aprovação regulatória antes de sua nomeação formal.
Com a chegada de Patricia, a empresa pretende manter o foco no crescimento rentável, entregando ofertas que atendam à evolução das necessidades de seus clientes, corretores e colaboradores. “Foi uma honra trabalhar com Carlos Magnarelli todos esses anos e ser indicada para liderar este próximo capítulo da Liberty. Me comprometo a continuar nosso trabalho de construir uma empresa moderna que entregue valor excepcional para todos os seus públicos, avançando na expansão da companhia no mercado brasileiro”, diz Chacon.
A nomeação de Patricia traz um certo frenesi ao setor de seguros, marcado pela liderança masculina, mas que pouco a pouco cede espaço ao feminino. Ângela Beatriz é presidente da Brasilprev, que está dentro do grupo BB Seguros, que é presidido por Marcio Hamilton Ferreira desde outubro de 2020. Gabriela Ortiz é presidente da Caixa Seguradora e da Youse, mas está de licença enquanto se conclui a investigação da Operação Canal Seguro. Erika Medici acaba de completar um ano no comando da AXA Brasil, ao substituir Delphine Maisonneuve em janeiro de 2020. Maria Silvia Bastos presidiu a Icatu Seguros entre 2007 e 2011. A Coface também foi presidida por uma mulher, Marcela Lemos, por 10 anos, até março de 2021. Margo Black foi a CEO da Swiss Re por cinco anos, deixando o cargo em 2017.
Em 2021, Patricia Chacon é, por enquanto, a única mulher atuante no cargo de CEO entre as 15 maiores seguradoras do Brasil no ranking de lucro líquido da consultoria Siscorp.
Trabalhando na última década na Liberty, Patricia liderou importantes projetos de transformação que têm contribuído para o desempenho financeiro da empresa e para a melhoria da experiência de seus clientes, parceiros e colaboradores.
Isso inclui o desenvolvimento do planejamento estratégico da seguradora, bem como iniciativas-chave da companhia, como o lançamento da marca Aliro, a gestão do programa de incentivo e relacionamento para corretores Cresça com a Liberty, o desenho e implantação de jornadas digitais no mercado e a evolução das práticas de inovação da empresa.
“Esta mudança permitirá que a Liberty Seguros mantenha o seu foco em oferecer experiências excepcionais aos seus clientes, corretores e colaboradores, bem como continuar crescendo com rentabilidade”, informou o grupo ao Sonho Seguro.
No ano passado, Patricia concedeu uma entrevista pelo premio Inovacao concedido pelo Valor Economia à Liberty. A entrevista toda foi pautada no investimento em inovação. Funcionários, parceiros e clientes sempre no centro da estratégia. “A Liberty Seguros atua em três frentes: Criar condições para que as pessoas inovem, redesenhar a jornada dos nossos públicos de acordo com as tendências, com um grande foco em digital e sempre lançar produtos e serviços inovadores”, disse.
Segundo ela, cada um dos funcionários é incentivado, capacitado e empoderado para inovar todos os dias em suas atividades, a fim de ajudar a companhia a caminhar para o futuro. Prova disso foi no ano passado, no qual mais de 80% de nossos colaboradores foram impactados por ações de inovação. “E esse incentivo é fomentado pelo Programa de Inovação 3A, que proporciona um ambiente estimulante e favorável a todos, permitindo que funcionários experimentem, ultrapassem fronteiras e busquem o novo constantemente, gerando impacto real e mensurável na experiência dos clientes e corretores”, enumerou.
O programa leva o nome “3A” pois é dividido em três frentes de aceleração:
De pessoas: com trilhas de cursos/treinamentos sobre o tema de inovação, focando na mudança de comportamento e desenvolvimento de habilidades e competência.
De projetos: a partir de iniciativas e parcerias que desafiam a estrutura do core dos negócios e buscam novos modelos para serem experimentados.
De ideias: por meio de um programa de aceleração interno, que busca estimular o intraempreendedorismo, resolvendo necessidades ou explorando oportunidades para os nossos clientes e corretores de forma inovadora.
Desejo mais sucesso aos dois, Carlos Magnarelli e Patricia Chacon, que fazem a diferença no setor de seguros por priorizarem os funcionários e parceiros. Fizeram da Liberty a seguradora brasileira mais premiada em inovação em 2019 e 2020.
A projeção para a inflação continua a subir, na esteira dos aumentos dos preços dos combustíveis: a projeção para o IGP-M este ano subiu de 8,02% para 8,88%
O que na semana passada era recebido como uma boa notícia para a retomada do crescimento do Brasil e a normalização dos indicadores, nesta semana já é visto com cautela, afirma o economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. “Se esperava com otimismo a retomada do auxílio emergencial com contrapartidas de controle do déficit fiscal, mas notícias mais recentes sinalizam que a PEC pode ser aprovada sem contrapartidas, o que preocupa os agentes do mercado financeiro”, comentou Simões.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, concordou, na semana passada, liberar a ajuda sem contrapartidas no curto prazo, mas espera limitar esse gasto a R$ 40 bilhões. No entanto, os bastidores das negociações relatados pelos principais jornais sinalizam que há o risco do gasto ser maior, em razão de o Congresso querer um valor de R$ 300, em vez dos R$ 250 como vinha sendo divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Há também o risco de Guedes não conseguir manter as medidas de contenção de despesas que tenta incluir na PEC Emergencial para o caso de calamidades no futuro. “Isso certamente deve repercutir entre os analistas de mercado diante à fragilidade fiscal do País e será importante analisar sua reação e traçar cenários de como a economia brasileira pode se comportar com as contas públicas ainda mais apertadas”, acrescenta Simões, temendo um descasamento da situação do Brasil com o mercado internacional, em que o avanço da vacinação em diversos países já sinaliza uma expectativa melhor.
A EZZE Seguros acaba de contratar Emerson Bueno, para assumir a função de diretor Comercial Corporate & Filiais para acelerar seu plano de crescimento e expansão geográfica. Com experiência de mais de 20 anos na área comercial no segmento de seguros corporativos, o profissional mantém relacionamento com os principais clientes e corretores de seguros multinacionais e nacionais e já participou de abertura de escritórios, sendo o responsável pela expansão, implementação e desenvolvimento dos negócios nas principais capitais do país.
“A EZZE Seguros está num momento de crescimento, com pessoas reconhecidas pelo mercado segurador, e isso é uma grande satisfação para mim”, comenta Bueno em comunicado.
A empresa redesenha algumas funções e atribuições internamente. “Completamos 1 ano de operação em outubro de 2020 e continuamos na busca de talentos do mercado, além de promover a transformação digital, inovação e empreendedorismo, estamos mantendo nosso planejamento estratégico de crescimento sustentável e de longo prazo”, comenta Ivo Machado, sócio fundador e VP Comercial e Marketing da EZZE Seguros.
Com as mudanças, a partir de agora, Nicholas Weiser assume a Diretoria de Digital, que unifica as lideranças de Marketing, Licitações e Assessorias, com objetivo de acelerar a transformação digital da EZZE Seguros. “O grande diferencial digital, que já desenvolvemos, permite que o corretor se cadastre, aprove crédito ao seu tomador, faça a cotação e emita uma apólice de seguro garantia e/ou de responsabilidade civil profissional em menos de 5 minutos, totalmente online”, ressalta Weiser na nota.
Foto: Da esquerda para direita: Nicholas Wieser, Ivo Machado e Emerson Bueno
Cobrança do imposto por São Paulo pode elevar em mais de 20% o custo de produtos para cirurgias e de medicamentos de combate a câncer e Aids, entre outros
Fonte – FenaSaúde
A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) participa do movimento Unidos pela Saúde, que reúne nove entidades contra a decisão do governo de São Paulo de aumentar de 0% para 18% o ICMS cobrado do setor de saúde no estado. Lançada nesta segunda-feira (1°/3), a iniciativa chama atenção para o impacto que a tributação terá sobre o atendimento à população. Também ressalta o efeito da medida em todo o país, com provável alta de custos, além do risco de eliminar empregos e de aumentar a demanda pelo SUS.
Planos de saúde são o setor em que os efeitos do aumento de ICMS serão mais visíveis para a população. Isso porque as mensalidades cobradas dos beneficiários refletem toda e qualquer alta das despesas assistenciais, diretamente impactadas pelos tributos. Levantamento realizado pela FenaSaúde estima aumentos de mais de 20% nos preços de diversos itens usados no atendimento de saúde prestado à população (mais detalhes abaixo).
“Num momento crítico da pandemia como o atual, todos que lidamos com saúde deveríamos estar 100% focados na frente de batalha contra a covid. Mas, ironicamente, estamos tendo que lidar, usando uma linguagem médica, com essa verdadeira infecção oportunista que é o aumento absurdo de carga tributária sobre a saúde determinado pelo estado de São Paulo”, resumiu o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, em entrevista coletiva realizada nesta manhã, junto com representantes de todas as nove entidades que integram o movimento Unidos pela Saúde. “Estamos falando de um aumento de 18.000% na carga tributária de vários itens até então isentos e que tiveram suas alíquotas alteradas para 18%.”
A decisão do governo de São Paulo afeta diversos produtos e tratamentos. Materiais e insumos para cirurgias e medicamentos para tratamento de Aids e câncer, por exemplo, perderam a isenção e passam a ser taxados em 18%. Próteses e cadeiras de rodas também passam a ser tributadas, em quase 6%. Até mesmo a compra de seringas e agulhas descartáveis – fundamentais para a imunização contra o novo coronavírus – teve aumento de imposto com a decisão do Executivo paulista.
O impacto da cobrança do ICMS paulista será sentido em todo o Brasil, já que mais de 70% dos dispositivos médicos usados no país saem de São Paulo. É o caso do tubo de plástico para coleta de sangue a vácuo. Fabricado em São Paulo e vendido para todo o Brasil, o produto foi afetado pela decisão do governo paulista, o que deve fazer com que seu preço suba mais de 6%, ainda de acordo com levantamento feito pela FenaSaúde.
Fornecedores de produtos médicos já têm reportado elevações de preços de 18% ou mais. Um provável efeito do aumento dos custos é a migração de beneficiários da saúde suplementar para o SUS, onerando ainda mais o sistema público. “A medida do governo paulista é um verdadeiro tiro no pé, porque essa provável evasão para o sistema público vai gerar ônus para o Estado, anulando o efeito da alta da arrecadação”, avaliou o presidente da FenaSaúde.
Importante ter presente que tributos representaram 4,9% das despesas das operadoras de planos de saúde até o 3° trimestre de 2020, com R$ 7,8 bilhões. A alta do ICMS, portanto, vai elevar ainda mais estes dispêndios, que, mais à frente, serão repassados para as mensalidades cobradas dos beneficiários da saúde suplementar. “Lidamos com a poupança de milhões que nos confiam seus recursos. Se não repassarmos, as operadoras que atendem estas pessoas quebram e param de atender”, alertou Amoroso Lima.
Além da FenaSaúde, fazem parte do movimento Unidos pela Saúde as seguintes entidades: Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde), Abimo (Associação Brasileira das Indústrias Médico, Odontológicos, Hospitalares e de Equipamentos de Laboratório), Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde), Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde) e Sindhosp (Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo).
A Vistoria Remota da AXA no Brasil, que utiliza a câmera do celular do próprio segurado para realizar a vistoria do bem segurado em tempo real e à distância, já representa 36% do total dos sinistros de baixa e média complexidade no produto Condomínio. A ferramenta, que traz celeridade e garante segurança com o suporte qualificado do vistoriador, foi considerada satisfatória e de fácil uso por 100% dos segurados entrevistados em pesquisa realizada pela companhia.
“Queremos facilitar o processo para nossos clientes, sabemos que o momento do sinistro é sensível e entendemos a importância de atuar com agilidade e trazer as respostas da forma mais breve possível quanto à indenização. Aliamos excelência técnica ao relacionamento próximo e de confiança com o cliente e com o corretor, e isso faz toda a diferença” afirma Arthur Mitke, diretor de Sinistros da AXA no Brasil. O executivo reforça, ainda, o interesse da companhia em expandir o uso da ferramenta para outros produtos oferecidos no portfólio, como o Empresarial.
A AXA respondeu rapidamente aos desafios do último ano, e vem colhendo os frutos do investimento em simplificação de processos também na regulação por Fast Track – que viabilizou a redução do prazo de resposta para 5 dias úteis após o recebimento da documentação. No último ano, a companhia registrou um aumento de 35% no volume total de sinistros regulados nesse modelo, considerando os produtos voltados para PMEs, P&C e Transporte.
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