Susep adia para maio novas medidas de prevenção de lavagem de dinheiro no setor de seguros

Norma estava prevista para entrar em vigor dia 1 de março

Fonte: KMPG

As novas medidas do setor de seguros para prevenção e combate os crimes de crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo foram adiadas para entrar em vigor de 1o. de março para 3 de maio. Os novos requerimentos de governança, procedimentos, controles e monitoramento para pessoas e transações suspeitas foram estabelecidos pela circular 612, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que regula a indústria, e são considerados um marco relevante no avanço do mercado de seguros brasileiro. 

De acordo com a determinação da Susep, as companhias reguladas pelo órgão deverão colocar em prática políticas e processos reforçados levando em consideração o risco e a complexidade dos modelos de negócio. Isso será feito a partir de uma avaliação interna de riscos que identifique e mensure a suscetibilidade de a empresa ter produtos e serviços utilizados para fins da prática de lavagem de dinheiro. 

Segundo o sócio da KPMG, Phelipe Linhares, a partir de agora, as companhias de seguros devem aplicar modelos baseados em risco para gerenciar as iniciativas de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, utilizando técnicas para identificar, qualificar, monitorar e reportar os clientes, transações, parceiros, fornecedores e funcionários no início e durante relacionamentos comerciais ou laborais. 

“Os esforços das empresas devem resultar no aumento da eficiência e na identificação, análise e comunicação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de situações atípicas ou suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. A Susep adicionou ainda ao texto um requerimento de uma avaliação anual do programa cujos resultados, incluindo medidas de melhorias, devem ser comunicados ao conselho de administração, diretoria e comitê de auditoria”, explica. De forma geral, a nova regulação apresenta uma visão mais madura e aprofundada em linha com as diretrizes do The Financial Action Task Force (FATF GAFI) uma entidade intergovernamental e independente composta por 35 países-membro para desenvolvimento de políticas e proteção do sistema financeiro global contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo do qual o Brasil faz parte. 

Qsaúde contrata Camila Dantas como líder de RH

qsaude
15/12/2020 - INAUGURAÇÃO DECIMO ANDAR Q SAUDE - FOTO: GABRIEL REIS www.gabrielreisfoto.com

Com mais de 20 anos de atuação na área, a executiva teve passagens por Braskem e Coca-Cola e liderou grandes projetos de transformação cultural e desenvolvimento organizacional 

Fonte: Qsaúde

A administradora de empresas Camila Dantas, 43 anos, assume como líder de Recursos Humanos do Qsaúde. A executiva atuou por mais de 11 anos na Braskem, onde ocupou, mais recentemente, a posição de diretora de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional. “O Qsaúde é uma empresa nova, mas que já nasce com uma cultura forte, pautada pelo cuidado. Nossa missão é fortalecer esse pilar não só no relacionamento e atendimento ao cliente, como também com cada um de nossos colaboradores. Venho unir minha experiência de mais de 20 anos em Recursos Humanos ao jeito Q: uma marca que promove o acolhimento e é focada no humano e suas necessidades individuais”, afirma. 

Carioca, Camila trabalhou com projetos importantes, especialmente em transformação cultural, desenvolvimento organizacional e formação de lideranças. Na Braskem, por exemplo, esteve diretamente envolvida na criação da área de Diversidade e Inclusão em 2014. Como resultado do trabalho realizado pela área, o percentual de profissionais negros nos programas de estágio passou a ser de 20% e houve crescimento do número de mulheres em posições de liderança. Também foram criadas redes de funcionários focadas em promover diversidade, englobando atividades direcionadas para mulheres, público LGBTQIA+ e raça e etnia. 

Já em transformação cultural, um dos grandes desafios de sua carreira foi a criação do projeto de “Proposta de Valor aos Colaboradores” na Braskem, que visou uma mudança de cultura e na forma de a empresa se relacionar com pessoas. Assim, novos valores foram pensados para atrair e reter profissionais – como a criação de um ambiente que permite a cada um ser o que é, a adoção de práticas para estimular o desenvolvimento e crescimento dos funcionários, e a implementação de políticas com o foco em estimular que estes fossem protagonistas de suas carreiras, além de transformar a experiência dos colaboradores internamente. 

Antes da Braskem, Camila foi coordenadora de Aprendizado e Desenvolvimento da Odebrecht E&C, função na qual liderava iniciativas de treinamento e desenvolvimento para média gerência, educação executiva e por melhorar a eficiência do departamento, com reestruturação das operações e implantação de novos processos. 

Integrou ainda o time de RH da The Coca-Cola Company, onde atuou, no Brasil e na América Latina, com recrutamento, remuneração e treinamento. A executiva foi contratada pela multinacional assim que retornou de um trainee internacional de um ano na Índia, na Litaka Farmacêutica. 

AM Best reafirma rating para Austral Seguradora e Austral Re

A agência global de avaliação de riscos do segmento de seguros AM Best preservou o rating de Força Financeira (FSR) B++ (bom) e o Rating de Crédito de Longo Prazo (ICR de Longo Prazo) de BBB+ para a Austral Seguradora e a Austral Re, operações da Austral Holding. A perspectiva para ambos os ratings foi mantida positiva. 

Na avaliação da agência, essa perspectiva reflete o balanço patrimonial consolidado – caracterizado como muito forte, apesar das incertezas trazidas pela pandemia de Covid-19, e o desempenho operacional e gestão de risco adequado. 

O relatório destaca a capacidade de geração interna de capital das empresas e a capitalização ajustada ao risco, medida pelo Best’s Capital Adequacy Ratio (BCAR), que se encontra atualmente no nível mais forte, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira, dia 26 de fevereiro. A agência de risco também observa que a aquisição da Terra Brasis pela Austral Re, em 2019, contribuiu para a criação de uma carteira de negócios mais diversificada e uma melhor distribuição geográfica do risco.  

A análise também destaca a construção de presença da Austral Re no mercado da América Latina, com atuação predominante nos segmentos de energia, garantia financeira, marítimos, aviação e transporte, e vida. 

Fundación MAPFRE anuncia semifinalistas brasileiros dos Prêmios à Inovação Social

mapfre

Iniciativa global vai premiar com 90 mil euros soluções com alto potencial de transformação social

Nove projetos brasileiros disputam, em 25 de março, a semifinal brasileira da quarta edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social, que reconhece soluções com grande impacto social em 3 categorias: “Melhora da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health)”, “Prevenção e Mobilidade Segura e Sustentável” e “Economia do Envelhecimento: Ageingnomics”

Com a seleção, os nove semifinalistas passam a integrar a Rede INNOVA, uma comunidade criada pela Fundación MAPFRE para troca de conhecimento especializado, apoio mútuo de inovadores do mundo todo e ampliação da colaboração e exposição das ideias inovadoras. Além disso, contam com apoio e orientação para apresentar e desenvolver suas propostas da forma mais eficiente, por meio de mentorias promovidas pela IE University, parceira acadêmica dos Prêmios.         

Dos nove projetos selecionados, três serão escolhidos para representarem o Brasil na grande final mundial, que acontece em maio – quando o projeto ganhador de cada uma das três categorias receberá 30 mil euros. 

Além do Brasil, os Prêmios à Inovação Social têm mais duas semifinais regionais: América Latina e Europa. Este ano, foram recebidas mais de 300 propostas de pesquisadores, empreendedores, cientistas e estudantes de universidades e escolas de negócios. Destes, foram selecionados 27 projetos que participarão das semifinais.

Conheça os semifinalistas brasileiros em cada categoria

Melhora da Saúde e Tecnologia Digital (e-health): inclui projetos capazes de promover a cultura da saúde, que agreguem inovações na pesquisa, prevenção, tratamento ou cuidados dos problemas de saúde ou que ajudem a melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19, entre outros.

·       Clic Health: tecnologia inovadora que permite prever o risco de certas doenças se desenvolverem e se agravarem por meio de algoritmos médicos certificados e inteligência artificial. www.clichealthid.com

·       Predikta: diagnósticos preditivos e triagens em apenas 30 segundos usando inteligência artificial, sem necessidade de contato com o paciente.  www.predikta.health

·       Fleximedical: unidades de saúde móveis e equipadas (como carretas, contêineres, ônibus e vans) que se transformam em locais para exames, consultas e cirurgias, permitindo que comunidades com menos recursos tenham acesso a cuidados de saúde. https://www.fleximedical.com.br/fleximedical/

Prevenção e Mobilidade Segura e Sustentável: focada em soluções para melhorar a segurança no transporte dos grupos mais vulneráveis (como idosos e ciclistas), que promovam sustentabilidade ambiental ligada à cidade (smartcity) ou conectem o veículo com a segurança pública de uma forma inovadora; 

·       Eu Vô: aplicativo que conecta pessoas com mais de 60 anos e com mobilidade reduzida a motoristas treinados para transportá-las e acompanhá-las em consultas médicas, idas ao supermercado e passeios em shoppings, entre outras situações. www.euvo.com.br

·       MeioPasso: produto que ajuda as pessoas com alguma dificuldade de mobilidade a subir e descer escadas ou desníveis, reduzindo problemas de mobilidade. www.meiopasso.com

·       Arejabus: sistema de ventilação híbrido que utiliza o movimento do próprio ônibus para melhorar a sensação térmica e a qualidade do ar para os usuários do transporte coletivo. www.grupoareja.com.br

Economia do Envelhecimento – Ageingnomics: envolve iniciativas para a faixa etária entre 55 e 75 anos, nos âmbitos descritos no fenômeno conhecido como Ageingnomics. Estão incluídas oportunidades em setores como saúde, lazer, mobilidade, educação, finanças, seguros, tecnologia e economia da terceira idade, entre outros. 

·       Yolex: solução que oferece educação digital e conecta experts (todos 55+) a quem deseja se desenvolver profissionalmente com a ajuda de pessoas com mais experiência profissional e conhecimento. www.yolex.com.br

·       NEXTT49+: hub de negócios que apoia o empreendedorismo sênior e promove o desenvolvimento de produtos e serviços para maiores de 50 anos. www.nextt49.com.br

·       LABORA: plataforma que contribui para acelerar a inclusão da diversidade geracional nas empresas, demonstrando que a inclusão eficaz de pessoas com mais de 50 anos funciona e traz bons frutos. www.labora.tech

Confira todos os projetos semifinalistas em https://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/bolsas-de-auxilio/bolsas-auxilios/fundacion-mapfre-inovacao-social/projetos-semi-finais-4/

Livro “Seguro, Logística e Infraestrutura – Brasil em crescimento” já está disponível

O livro “Seguro, Logística e Infraestrutura – Brasil em crescimento”, da editora Almedina, foi lançado nesta segunda-feira. A obra que contou com a colaboração de vários especialistas, como o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), Ernesto Tzirulnik, e Pedro Ivo Mello, do Ricardo Miranda Advogados.

A obra foi coordenada por Carlos Henrique Abrão (desembargador), Fátima Andrighi (atual ministra do Superior Tribunal de Justiça) Ney Wiedemann Neto (desembargador), Paulo Henrique Lucon (professor de Direito) e Sidnei Agostinho Beneti (ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça).

A colaboração de Ernesto Tzirulnik neste livro foi sobre “A prescrição da pretensão ao pagamento da indenização e capital devidos, com fundamento nos contratos de seguro em geral”. Já Pedro Ivo Mello escreveu o artigo “Noções Fundamentais da Regulação de Sinistros”.

Com custo sugerido de R$ 149, a pré-venda já está disponível no site da editora Almedina: https://www.almedina.com.br/produto/seguro-logistica-e-infraestrutura-brasil-em-crescimento-9260#

AXA lucra € 3,16 bilhões em 2020 e vendas atingem € 96,7 bilhões

“Estou confiante com 2021. A vacinação é muito importante”, diz Thomas Buberl, CEO da AXA

A AXA registrou receita líquida de € 3,16 bilhões (US$ 3,8 bilhões) durante 2020, uma queda de 18% em relação aos € 3,86 bilhões (US$ 4,7 bilhões) em todo o ano de 2019. A receita bruta do grupo durante 2020 chegou a € 96,7 bilhões (US$ 117,5 bilhões), uma queda de 7% em relação aos € 103,5 bilhões (US$ 125,8 bilhões) registrados durante o ano fiscal de 2019.

O índice combinado para o segmento de seguro de danos, conhecido mundialmente por Property & Casulty (P&C), aumentou 3,2 pontos para 99,5%, refletindo em grande parte o impacto dos sinistros COVID-19 e maiores encargos de catástrofe natural na AXA XL. Excluindo os sinistros da COVID-19 de € 1,5 bilhão (US$ 1,8 bilhão), o índice combinado do ano inteiro ficou praticamente estável em 96,4%.

As reclamações por lucro cessante e cancelamento de eventos devido ao novo surto de coronavírus totalizaram € 1,5 bilhão, em linha com uma estimativa anterior. A seguradora afirma que tem 15.000 contratos de lucro cessante na França.

Os ganhos subjacentes (operacionais) do grupo para o ano fiscal de 2020 foram de € 4,3 bilhões ($ 5,2 bilhões), uma queda de 34% em relação aos € 6,5 bilhões (US$ 7,8 bilhões) no ano fiscal de 2019.

“O índice de solvência II da AXA em 31 de dezembro era de 200%, 20 pontos acima de setembro e incluindo +13 pontos da integração da AXA XL no modelo interno do grupo”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA, em um comunicado.

A Axa tinha caixa de € 4,2 bilhões (US$ 5,1 bilhões) no final de dezembro, bem acima de sua meta de € 1 bilhão a € 3 bilhões – um amortecedor que analistas do Credit Suisse dizem que coloca a empresa “de volta na categoria de um dos as principais seguradoras fortemente capitalizadas do setor. ”

Erika: “É uma grande realização profissional e pessoal ver o protagonismo que o Brasil vem assumindo no Grupo, com iniciativas criativas, engajamento das equipes e crescimento.”

Em sua página no LinkedIn, Erika Medici, CEO da AXA Brasil, comentou: “Nosso CEO global Thomas Buberl divulgou os resultados de 2020 do Grupo AXA e os números mostram resiliência e a solidez da companhia, em um ano particularmente desafiador, no qual o mercado de seguros pode mais uma vez mostrar sua importância para sustentação das economias, continuidade dos negócios e bem-estar da sociedade. Tenho muito orgulho de fazer parte desse Grupo, desta operação, e gostaria de agradecer nossos colaboradores pelo comprometimento e dedicação aos negócios e à segurança de nossos clientes. É uma grande realização profissional e pessoal ver o protagonismo que o Brasil vem assumindo no Grupo, com iniciativas criativas, engajamento das equipes e crescimento.”

Veja o vídeo:

Fusão da Hapvida e NotreDame Intermédica criam a segunda maior em saúde privada, com receita de R$ 18,2 bi

A oferta inicial era de 10% e ficou acordado no fechamento da transação em 15%

A Hapvida e a NotreDame Intermédica (GNDI) confirmaram no sábado a fusão entre as duas maiores operadoras de planos de saúde do país. O negócio formará um gigante com mais de 13,6 milhões de usuários de convênios médico e dental e receita combinada de R$ 18,2 bilhões.

A Hapvida passa a ter 53,6% da companhia combinada e a Intermédica, 46,4%. O conselho de administração será composto por nove membros, sendo cinco da Hapvida, dois da Intermédica e dois independentes, informa o Valor com base no comunicado do grupo.

Juntas, as duas companhias tornam-se uma das maiores operadoras de saúde do mundo com modelo verticalizado, apoiado em uma rede própria de hospitais, clínicas e laboratórios. Ao todo, o grupo combinado vai contar com 84 hospitais, 280 clínicas e 257 unidades de medicina diagnóstica no país.

A transação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de análise da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Após negociações que duraram pouco mais de um mês e meio, a GNDI conseguiu melhorar o prêmio pago por suas ações, na relação de troca da fusão. A oferta inicial era de 10% e ficou acordado no fechamento da transação em 15%.

“A relação de troca considera o preço médio ponderado por volume das ações da GNDI e da Hapvida na B3 no período dos 20 dias de negociação imediatamente anteriores ao dia 21 de dezembro de 2020, acrescido de um prêmio de 15% sobre o preço médio de cotação das ações da GNDI no mercado”, informa comunicado emitido nesta madrugada. Esse era o ponto mais difícil do acordo.

Insurtech Coover recebe autorização da Susep para atuar no Sandbox

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Seguradora digital inicia sua operação com capital de R$ 1 milhão e licença para atuar no segmento de animais

A insurtech Coover Seguradora recebeu autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar dentro do Sandbox pelo tempo determinado de 36 meses. Em ambiente regulatório experimental, a insurtech vai investir R$ 1 milhão para comercializar seguros de danos, no segmento específico de seguro para animais.

Dos 11 projetos que foram habilitados a participar do Sandbox Regulatório, a Komus desistiu e sete foram aprovadas. Além da Coover, Simple2u, da MAG Seguros, ThinkSeg, de Andre Gregori, Flix, de Luis Felipe Barranco, Pier, de Igor Mascarenhas, Emotion e Stone, empresa de meios de pagamentos que se destacou nos últimos anos, já estão a todo vapor no desenvolvimento dos projetos.

Com as autorizações da Susep, a expectativa é que, em breve, as empresas iniciem suas operações e comercializem novos produtos. Os seguros a serem oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência e estabelecimentos comerciais; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado. 

Em seu portal, a Coover informa que nasceu com o objetivo de levar mais segurança e estabilidade econômica à milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde a maior parte da população não possui qualquer proteção contra acidentes e perdas repentinas.

“Nossa iniciativa, Coover, na verdade nasceu como “Mutual.Life“, uma insurtech com a missão de resgatar os princípios e o papel social do mutualismo. Como Mutual Life, os acionistas afirmavam que o grande diferencial da empresa era ser uma plataforma que permite pessoas físicas se organizarem e criarem alternativas mais baratas, mais eficientes e mais confiáveis que os seguros convencionais através da organização de grupos de ajuda mútua, completamente autônomos e desintermediados através da tecnologia Blockchain, com suas políticas e regras de governança distribuída programadas em Smart Contracts cujas ações são aprovadas unicamente pelo voto dos participantes, sem a possibilidade de influência da Mutual.Life nem de qualquer associação ou seguradora.

Eles afirmam no portal ainda em construção, que “há muitos desafios pela frente, mas já nascemos como uma seguradora 100% digital, moderna, pronta para se adaptar rapidamente e para escalar toda a operação à medida em que nossa proposta de valor seja validada e nossos produtos demonstrem aceitação no mercado”, informa.

Munich Re encerra 2020 com lucro no mundo e no Brasil

Vendas no Brasil avançam 18%, puxadas por auto e rural

O grupo de resseguros alemão Munich Re espera que o lucro líquido se recupere este ano, depois de cair mais da metade em 2020, à medida que a crise do coronavírus ajudou a levar os sinistros a um pico de quase uma década.

“Apesar dos enormes desafios colocados pelo COVID-19, a Munich Re fechou 2020 com lucro”, disse o presidente-executivo Joachim Wenning. O lucro líquido de 1,211 bilhão de euros se compara com 2,707 bilhões de euros um ano antes.

As principais perdas em 2020 com vírus e catástrofes naturais totalizaram 4,689 bilhões de euros (US$ 5,71 bilhões), o maior nível desde 2011, quando a empresa teve que fazer pagamentos por um tsunami no Japão, grandes terremotos na Nova Zelândia e a explosão do Deepwater Horizon plataforma de petróleo. As reivindicações relacionadas à pandemia sozinhas totalizaram mais de 3,4 bilhões de euros.

A Munich Re disse que espera que o lucro se recupere para 2,8 bilhões de euros em 2021 e que não oferecerá mais seguro contra eventos cancelados devido a pandemias. O setor de seguros tem enfrentado grandes reivindicações da pandemia, como eventos cancelados e eventos adiados, incluindo as Olimpíadas, bem como perdas com furacões e incêndios florestais nos Estados Unidos.

Brasil – Apesar dos inúmeros desafios de 2020, a Munich Re continuou com foco no crescimento sustentável, atingindo também maior diversificação de carteira. O prêmio ganho cresceu 18% em relação ao exercício anterior, totalizando R$ 918,376 milhões (R$ 777,308 milhões em 2019), com destaque para os ramos auto e rural, que cresceram 65% e 72%, respectivamente. O lucro líquido recuou para R$ 21 milhões, comparado aos R$ 37 milhões de 2019.

A sinistralidade mostrou-se estável em 2020. O índice do exercício foi de 81% (79% em 2019), aplicando os mesmos critérios prudentes na constituição das provisões técnicas adotados pelo grupo Munich Re ao redor do mundo. A sinistralidade observada nos contratos aceitos é refletida no resultado de retrocessão cedida, com a qual nos protegemos de grandes perdas.

Em 2020, não houve impactos materiais causados pela pandemia de COVID-19. As despesas administrativas foram de R$ 46 milhões (R$ 42 milhões em 2019), alinhadas com o planejamento interno da resseguradora e com o crescimento dos prêmios ganhos.

As posições de patrimônio líquido permanecem sólidas, com métricas de solvência bastante confortáveis, o que contribui para a solidez da companhia localmente para enfrentar crises como a vivenciada recentemente devido à pandemia de COVID-19 com segurança, confiança e estabilidade. O grupo ressalta no balanço que as posições de capital e retrocessão são lastreados inteiramente na força financeira do grupo Munich Re, um dos grupos resseguradores mais sólidos do planeta.

“Graças à estratégia de proteção cambial, o grupo informa que não teve impactos negativos decorrentes da desvalorização da moeda, uma vez que esse tipo de investimento é feito inteiramente para compensar movimentos de câmbio ocorridos em nossas obrigações assumidas em moeda estrangeira”, informou Rodrigo Belloube, presidente da Munich Re Brasil.

A redução da taxa SELIC para 2% em 2020 refletiu também em redução da curva dos investimentos prefixados, em que a Munich Re investe a maior parte dos seus ativos. Esta redução na curva aumentou o valor de mercado das aplicações prefixadas, trazendo um desafio para a melhor alocação destes recursos quando do momento de reinvestimento, devido ao cenário de juros baixos. As aplicações financeiras atingiram o saldo de R$ 1,251 bilhão em 2020 (R$ 1,196 bilhão em 2019).

A Munich Re acredita que o momento atual servirá como catalisador de uma profunda transformação cultural que impulsionará a penetração dos seguros no Brasil. Nesse sentido, a crise vem acompanhada também de grandes oportunidades para o mercado.

A Munich Re enxerga no mercado local um grande potencial, uma vez que enquanto no Brasil a penetração do seguro veicular é de 25%, nos Estados Unidos é de 96%. No seguro residencial, os percentuais são de 14% e de 96% respectivamente. O seguro rural, tão fundamental para o desenvolvimento sustentável do nosso agronegócio, apresenta uma fotografia similar. Outras modalidades emergentes de seguro como, por exemplo, o seguro contra riscos cibernéticos, possui penetração ainda mais inexpressiva.

A Munich Re está atenta a este momento único e assume a corresponsabilidade de impulsionar essa transformação, ajudando na criação do futuro do mercado segurador brasileiro junto aos seus parceiros de negócio. Equipes no Brasil são dedicadas integralmente à criação e desenvolvimento de soluções digitais inovadoras, com parceiros tecnológicos nas mais variadas indústrias. Nossa missão é ajudar na construção das soluções de gestão de risco do presente e do futuro, tornando nossa sociedade mais protegida e mais resiliente para que possa empreender e progredir.

Relatório da ONU propõe abordagem integrada para gerenciar riscos futuros das mudanças climáticas

Segundo o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros da CNseg de 2019, 58,8% das empresas presentes no Brasil já consideram as mudanças climáticas na avaliação da exposição de suas carteiras e no desenvolvimento de produtos e serviços

Fonte: CNseg

Um relatório que propõe abordagem integrada para gerenciar os riscos futuros das mudanças climáticas no setor segurador acaba de ser produzido pela Organização das Nações Unidas, com a colaboração de 22 grandes grupos seguradores e resseguradores globais, que respondem por mais de 10% do volume mundial de prêmios e US$ 6 trilhões em ativos sob gestão.

O trabalho reúne 107 páginas e busca testar as recomendações da Força-Tarefa do Conselho de Estabilidade Financeira sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TFCD).  Envolve aspectos físicos relacionados ao clima, riscos de transição e contencioso de forma integrada com foco na análise de cenários.

Segundo relatório final dos Princípios para a Iniciativa de Seguros Sustentáveis (PSI) do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEF-FI), há um nível de sofisticação analítica entre as categorias de risco climático, ramos de seguro e setores econômicos. O estudo afirma que as mudanças climáticas apresentam não apenas riscos negativos, mas também oportunidades positivas para desenvolver novos produtos de seguro e expandir os existentes com um cenário de riscos em mudança.

O levantamento, embora inovador, ainda é preliminar para desenvolver uma metodologia para avaliar o risco de litígios relacionados às mudanças climáticas, abrangendo custos potenciais, multas e penalidades, processos judiciais de executivos, impactos na avaliação e classificações de crédito, segurado reclamações e exclusões entre o segurado e a seguradora. Mas é um passo relevante, porque simboliza o início da jornada internacional do setor de seguros sobre o gerenciamento de riscos climáticos.

Segundo o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros da CNseg de 2019, 58,8% das empresas presentes no Brasil já consideram as mudanças climáticas na avaliação da exposição de suas carteiras e no desenvolvimento de produtos e serviços, e 62,5% creem que as mudanças climáticas serão integradas plenamente em sua governança, estratégia, gestão de riscos e metas e indicadores nos próximos 5 anos.